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RIO — O técnico Mano Menezes vai usar todos os trunfos possíveis para tentar trazer de Londres o único título que falta ao futebol brasileiro. Nesta sexta-feira, durante o lançamento dos novos uniformes da seleção, que teve Neymar e Paulo Henrique Ganso como maiores atrações, o treinador confirmou que vai convocar para os Jogos Olímpicos os três jogadores com mais de 23 anos que são permitidos pelo regulamento. — Se o regulamente permite, não há razão para não usá-los. Vamos priorizar os setores mais carentes e dar mais experiência com estes jogadores — explicou o treinador. Mano não quis revelar em quais posições pretende utilizar os "veteranos", mas é quase um consenso na comissão técnica de que atualmente não há bons zagueiros com menos de 23 anos no futebol brasileiro. Assim, Thiago Silva, que disputou os Jogos de Pequim, em 2008, e David Luiz, ambos da seleção principal, surgem como dois dos mais cotados para ocuparem as três vagas disponíveis. O treinador confirmou que os cinco amistosos agendados para o primeiro semestre — Bósnia Herzegovina (28/2), Dinamarca (26/5), Estados Unidos (31/5), México (3/6) e Argentina (9/6) — serão disputados pela seleção principal. — Quem contratou os jogos exigiu a seleção principal. Mesmo assim, posso garantir que teremos um time forte em Londres. O tempo será suficiente — aposta Mano. Amuletos na camisa A confiança do treinador, que reunirá o grupo somente a 17 dias da estreia nos Jogos de Londres, se explica. Muitos dos jogadores que estão na equipe principal também fazem parte da seleção olímpica. É o caso de Neymar, Ganso, Lucas, Leandro Damião, Alexandre Pato e Danilo. — Os dois grupos se misturam. Muitos do time olímpico estarão na Copa de 2014. Mas, além disso, vamos aproveitar o período sem data Fifa (28 de fevereiro a 26 de maio) para reunir por aqui mesmo os jogadores com idade olímpica que atuam nos clubes brasileiros. Já estamos elaborando um calendário para não prejudicar os times brasileiros — adiantou o técnico. Como os Jogos Olímpicos não fazem parte do calendário oficial da Fifa, os clubes não são obrigados a ceder seus jogadores quando convocados. Apesar de os principais jogadores com idade olímpica ainda atuarem no Brasil, alguns já estão na Europa. Isso obrigará a CBF a negociar a liberação dos convocados. Tarefa que já se mostrou árdua em outros momentos, como nas vésperas dos Jogos de Pequim. — Estamos usando nosso jogo de cintura, misturado com muita educação e sensibilidade. Estamos tentando mostrar aos clubes o quanto a medalha de ouro olímpica é importante para o futebol brasileiro. O ouro vai valorizar os jogadores — afirmou.
oglobo.globo.com | 04-02-2012
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RIO - Nem mesmo a classificação para a fase de grupos da Libertadores foi capaz de segurar o técnico Vanderlei Luxemburgo no Flamengo. Um dia após a vitória por 2 a 0 sobre o Real Potosí, no Engenhão, a diretoria rubro-negra se reuniu nesta quinta-feira e decidiu demitir não só o treinador como todo o comando do departamento de futebol, conforme informou o colunista Renato Maurício Prado no blog RMP, no início da tarde. Luxemburgo chegou a ir ao Ninho do Urubu para o treino da tarde, mas foi chamado, junto com o gerente de futebol, Isaias Tinoco, para uma reunião com a diretoria na Gávea, à tarde. Comunicado pessoalmente pela presidente Patrícia Amorim da demissão, ele deixou o encontro no início da noite, sem falar com a imprensa. Logo depois, a mandatária rubro-negra revelou, em entrevista coletiva, que a decisão só foi tomada nesta quinta, após o pedido de demissão do então diretor-executivo, Luiz Augusto Veloso. Enquanto Luxemburgo se reunia com a presidente, Jaime de Almeida, que era um dos seus auxiliares, comandava o treinamento dos reservas no Ninho do Urubu. Jaime, que é funcionário do Flamengo, deve dirigir a equipe nesta sexta-feira, contra o Olaria, pela quarta rodada da Taça Guanabara. Os titulares, que foram ao Ninho apenas para fazer um treino regenerativo, serão poupados porque atuaram na noite de quarta, pela Libertadores, e terão outro compromisso domingo, o clássico contra o Botafogo, pelo Carioca. Esta foi a terceira e mais longa passagem de Luxemburgo no comando do Flamengo - 15 meses. Ex-jogador do clube - foi lateral-esquerdo reserva da equipe no fim da década de 70 -, ele teve a primeira experiência como técnico rubro-negro em 1991, mas saiu no mesmo ano, criticando a falta de extrutura de trabalho. Consagrado no futebol paulista, após os bicampeonatos paulista e brasileiro pelo Palmeiras (ambos em 1993/94), Luxemburgo voltou à Gávea em 1995, ano do centenário do Flamengo, para dirigir uma equipe que tinha em Romário, também contratado naquele ano, sua estrela maior. O técnico teve problemas com o atacante, e acabou sendo demitido logo após a perda do Carioca para o Fluminense. Quinze anos depois, Luxemburgo assumiu novamente o Flamengo em outubro de 2010, com a missão de evitar o rebaixamento da equipe no Campeonato Brasileiro. Missão cumprida, foi mantido para a temporada seguinte, e viu a diretoria reforçar o elenco com nomes como Bottinelli, Thiago Neves e, acima de todos, Ronaldinho Gaúcho, que voltava ao futebol brasileiro após uma década na Europa. Apesar da conquista do Campeonato Carioca de 2011 - seu único título como técnico do Flamengo - e da vaga na Pré-Libertadores, Luxemburgo terminou o ano passado em baixa, principalmente pela queda de rendimento da equipe no segundo semestre. Este ano, o treinador passou todo o mês de janeiro convivendo com a ameaça de demissão, fortalecida após os rumores de um atrito entre ele e Ronaldinho Gaúcho. A classificação para a fase de grupos da Libertadores - cumprindo a última etapa do projeto estabelecido em 2011 - acabou sendo o canto do cisne de Luxemburgo, demitido menos de 24 horas após a vitória sobre o Potosí.
oglobo.globo.com | 03-02-2012
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A União Europeia quer uma investigação imediata e independente aos acontecimentos de quarta-feira no Estádio Port Said, no Egito. 74 mortos e 188 feridos é o balanço oficial dos confrontos registados entre os adeptos de dois clubes egípcios Al-Ahly e Al-Masry , logo depois do apito final do jogo. Foi a primeira derrota no campeonato do Al-Ahly, o clube treinado pelo português Manuel José. A Comissão Europeia também espera uma explicação cabal para o que aconteceu. Nos meios diplomáticos europeus teme-se que esta tragédia possa ter leituras para além do futebol, como refere o correspondente da Antena1 em Bruxelas, Luís Ochoa.
www.rtp.pt | 02-02-2012
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Confirmado como primeiro reforço rubro-negro em 2012, o volante Renan Teixeira foi apresentado oficialmente à imprensa nesta sexta-feira, no CT do Caju.
Em entrevista coletiva, o atleta se disse feliz e orgulhoso por atuar no Furacão. "Hoje estou me sentindo muito feliz e orgulhoso. É motivo de muito orgulho representar uma grande equipe do futebol brasileiro". Natural de Caieiras (SP), o volante de 26 anos, que foi revelado pelo São Paulo, estava jogando no Vitória de Guimarães (POR). Antes de se transferir para o futebol português, teve passagens pelo Juventude, Cruzeiro, Al-Ittihad (ARA), Vitória, Atlético Mineiro e Guarani. Segundo ele, a passagem pela Europa interferiu na sua maneira de jogar: "Meu futebol está mais dinâmico, mais veloz", declarou. Renan também enfatizou que a sua apresentação para a torcida e para o técnico Juan Ramon Carrasco será no gramado. "Nunca fiz entrevista de emprego. Minhas entrevistas são ali, dentro de campo, mostrando meu futebol". Além disso, prometeu empenho para alcançar o objetivo de alçar o Atlético novamente à Série A do Campeonato Brasileiro. "O torcedor pode esperar, não só de mim, mas de todo elenco, muita determinação e vontade. Temos nos preparado muito mentalmente e fisicamente. Dentro de campo vamos ter um time valente e guerreiro", finalizou.
www.furacao.com | 27-01-2012
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Veja também CAMBRIDGE E OXFORD - Cambridge ou Oxford, eis a questão. O dilema atinge a todos os que pensam em estudar na Inglaterra e querem fugir da efervescente e frenética Londres. À primeira vista, as duas cidades são parecidas: giram em torno de universidades centenárias e seus imponentes prédios de pedra. As instituições são o orgulho dos seus moradores e também os pivôs da rivalidade que extrapola seus muros e é assumida pelos habitantes. Afinal, a Universidade de Cambridge foi fundada em 1209 por ex-alunos da Universidade de Oxford que discordavam dos rumos da antiga "casa", então com pouco mais de 100 anos. Nem sempre o bom filho à casa torna. As cidades alternam vitórias em vários campos: no ranking das melhores universidades do Reino Unido, nas regatas disputadas anualmente no Rio Tâmisa e até em prêmios Nobel. Berço de cientistas brilhantes ou de bandas de rock, cada uma tem as suas armas para conquistar visitantes. Parques, bicicletas e noites agitadas em Cambridge Ao chegar em Cambridge, o visitante logo tem a certeza de que está em uma cidade universitária. Os grupos de jovens andando nas ruas e a mistura de sotaques e idiomas dão um ar cosmopolita ao cenário de ruas estreitas e prédios de pedra que predominam no centro histórico. É lá que se concentra a maioria dos colleges da universidade. Tanto em Cambridge quanto em Oxford, as instituições se organizam em espécies de cooperativas de escolas, os chamados colleges. Cada um tem um perfil diferente. Há alguns mais liberais, outros mais conservadores, ou com foco em determinada área do conhecimento, como Engenharia ou Artes. Elas são as únicas universidades no mundo organizadas nesse modelo. Os prédios são centenários e, em sua grande maioria, foram igrejas, abadias e monastérios. Por isso, são fortalezas de pedra com grandes portões de madeira. Visitantes são aceitos apenas por algumas horas na parte da tarde. Apesar do acesso ser restrito aos pátios internos, vale o passeio. Ainda mais porque estão sempre movimentados por estudantes, principalmente no verão. Os mais bonitos são o do King’s College, o maior e mais importante de todos, e o do Saint John Trinity College. A King’s possui ainda uma imponente capela, sede do seu coral, um dos principais da Europa. Para os amantes da música sacra, o concerto é imperdível, mas é preciso preparar os bolsos, pois os ingressos variam entre 25 e 55 libras (de R$ 68 a R$ 150). As datas das apresentações podem ser consultadas no site kings.cam.ac.uk/choir. A cerca de 200 metros do King’s College, é possível avistar as instalações do Fitzwilliam Museum, que também faz parte da universidade. Fundado em 1848, o espaço recebe exposições temporárias e possui um acervo comparado ao do British Museum, em Londres, devido a sua abrangência histórica. A geografia de Cambridge a torna mais simpática do que sua rival, Oxford. No rio que corta o centro, gôndolas pilotadas por estudantes da universidade ficam à disposição dos turistas. No entanto, o serviço só funciona nas épocas mais quentes do ano. Nos dias de sol, o programa típico é dar uma esticada em um dos belos parques. É possível percorrer toda a cidade a pé ou então de bicicleta, como faz a maioria dos moradores. Há várias lojas que alugam as magrelas por períodos que variam de um dia até três meses. Para estimular e facilitar a circulação, todas as ruas da cidade possuem ciclofaixas. Ótima opção para queimar as calorias dos fish and chips e dos pints servidos nos muitos e animados pubs. As bicicletas são usadas até para sair à noite. E a agitada vida noturna da cidade atrai estudantes, principalmente brasileiros. Há até quem prefira só ter aulas à tarde para se recuperar das noitadas, que rolam de segunda a segunda. Um dos locais preferidos por estudantes é o misto de bar e boate Revolution, no centro. Nas pistas, predomina a música eletrônica. Agora, é possível que alguém até encontre um Michel Teló. Para jantar, uma opção é a casa do chef Jamie Oliver, o Jamie’s Italian. Por 40 libras (R$ 110) por pessoa, é possível comer um menu com entrada, prato principal e sobremesa, além de tomar um dos vinhos italianos orgânicos servidos em jarra ou taça. Antes ou depois de comer, vale a passada no pub The Anchor. Foi lá que James Watson e Francis Crick fizeram a primeira apresentação do trabalho mais importante de suas vidas: a descoberta da molécula do DNA. Além de ponto turístico (há uma placa na parede em memória dos dois), são servidas ótimas cervejas produzidas na região. Cambridge encanta pelo conjunto e é difícil resistir. Ainda mais porque, se bater aquela saudade da cidade grande, basta pegar um trem e, em 45 minutos, chega-se em Londres. Oxford, a cidade dos fãs: de futebol, Harry Potter e Radiohead Se Cambridge é ensolarada (no sentido figurado, claro), Oxford é austera. A culpa pode ser da luminosidade cinzenta do início do inverno britânico, mas a impressão de quem caminha pelas ruas do seu centro histórico é de que ela não sorri para os visitantes. No entanto, o lugar possui três trunfos bem diferentes para atrair jovens estudantes: é a principal locação dos filmes da franquia "Harry Potter", a cidade natal da banda de rock Radiohead e possui uma legião de apaixonados por futebol. O salão onde foram filmados os banquetes de Hogwarts fica no Christ Church College, uma das escolas da universidade, bem no coração do centro histórico. O prédio é enorme e ocupa um quarteirão inteiro, impossível não notá-lo. Você pode simplesmente estar caminhando na rua e dar de cara com os pátios onde Harry, Rony e Hermione faziam suas refeições com trajes de gala. Assim como em Cambridge, entrar em qualquer um dos colleges parece uma viagem no tempo (ou nos filmes). Os horários de visitação também são restritos, então é preciso ficar atento e contar com um pouco de sorte. O clima da cidade não é dos animados e o inverno é bem frio. E logo se compreende de onde veio o astral meio deprê dos primeiros discos de da banda comandada por Thom Yorke. Os fãs podem conhecer a Jericho Tavern, o pub onde o conjunto fez sua primeira apresentação ainda com o nome de On a Friday. Os mais fanáticos podem até comer no restaurante Browns, onde o guitarrista Ed O’Brien trabalhou como garçom na época das vacas magras. Não à toa que o quinteto inglês é apaixonado por futebol. O modesto Oxford United disputa a terceira divisão inglesa, mas seu Kassam Stadium, localizado a dez minutos de carro do centro, deixaria muitos brasileiros com inveja. Do lado do estádio, há um complexo com boliche, restaurantes e fliperamas. A cidade respira mesmo o esporte. Até o motorista do táxi perguntava sobre o que tinha acontecido com a seleção brasileira. Quem gosta de tomar uma cerveja e assistir a um jogo de futebol, vai se sentir em casa. Duas irmãs, duas cidades Quando minha irmã mais velha, Natália, anunciou que queria uma viagem de presente de 15 anos, dispensando a festa, eu, do alto dos meus 13, achei aquilo incrível. No ano 2000, a agência de viagens só oferecia as tradicionais Oxford e Cambridge para os intercâmbios de quatro semanas, com hospedagem em casa de família. — Tudo parecia igualmente distante e diferente, numa época em que a gente ainda não corria para os sites de busca para tudo. Queria ir para a Inglaterra. Oxford, para mim, era mais famosa — lembra Natália. Oxford também tinha em sua conta duas informações que constavam no catálogo da agência: era mais populosa e mais perto de Londres (o que rendeu uma aventureira escapada para ver um show histórico do Oasis no antigo estádio de Wembley, pouco antes de ele ser fechado para demolição). Minha irmã gostou tanto, tanto, da experiência que, na faculdade, escolheu a Inglaterra para fazer intercâmbio de um ano. Mas só pôde ir para a cinza e industrial Birmingham, e foi então que o país perdeu um bocado de seu apelo para ela. Antes disso, porém, chegaram os meus 15 anos e eu não tive dúvidas de que iria para a Inglaterra. Escolhi Cambridge porque queria fazer diferente. Mas também adorei a ideia de ter meu próprio meio de transporte, a bicicleta — era a única maneira de curtir a cidade de fato, já que os ônibus paravam de circular cedo (o que não ocorria em Oxford, segundo Natália). Se eu soubesse, na época, que Oxford era terra de Radiohead e Harry Potter, talvez decidisse diferente. Mas, aos meus olhos, Cambridge era ensolarada, jovem, alegre. Aliás, além de cidades diferentes, vivemos estações diversas: embora as duas tenham ido em julho, eu peguei um dos verões mais quentes da história; minha irmã, um dos mais frios. Temos fotos em vários cartões-postais ingleses: eu, de cabelo preso e short; minha irmã, de casaco e cachecol. Mas voltei, assim como ela, encantada pelo país e com a experiência. (Fernanda Dutra) Leonardo Cazes viajou a convite do STB
oglobo.globo.com | 24-01-2012
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RIO - É preciso uma postura bastante segura para cantar perante um estádio lotado de fãs de futebol, principalmente se o som de sua banda já foi descrito como "gay folk church music" (algo como "folk gay de igreja"). Foi o que aconteceu na Alemanha, em 2007, quando Joel Gibb levou seu grupo, o assumidíssimo Hidden Cameras, para o meio do campo do Bayern de Munique, antes de um amistoso com o Barcelona, convidado pelo jogador Mehmet Scholl, fã do grupo canadense e que fazia, naquele dia, seu jogo de despedida dos gramados. Na próxima quinta-feira, Gibb — que já fez shows com o Hidden Cameras em lugares igualmente inusitados, como um cinema pornô e uma igreja — se apresenta, mais uma vez, em um ambiente pouco comum: o Museu de Arte Moderna do Rio. Ele faz um pocket show solo, de voz e violão, às 18h30m, dentro do evento de música, poesia e vídeo "Textualidade". — Não sei direito o que vai acontecer, mas parece que vão me dar um violão para que eu cante alguma coisa — brinca Gibb, que também é artista visual, tendo assinado a capa de alguns dos sete discos do grupo. — Mas acho que vai ser divertido, principalmente por ser no Museu de Arte Moderna do Rio e não num lugar tradicional de shows. Devo tocar algumas músicas do Hidden Cameras e fazer de conta que essa é a nossa primeira apresentação no Brasil, um sonho que ainda espero realizar. Apresentações solo não são muito comuns para Gibb. Os shows do Hidden Cameras — uma mistura de Arcade Fire com Pet Shop Boys — costumam ser verdadeiras extravagâncias musicais, com seus integrantes (a formação varia) cercados por dançarinos de go go, seção de cordas e coro. Tem sido assim desde que Gibb criou o grupo, em 2001. A descrição "folk gay de igreja" vinha na filipeta do primeiro show, em Toronto, feita pelo próprio Gibb. — Claro que era uma brincadeira, mas acabou ficando — conta ele. — Hoje, essa descrição já não explica tão bem o nosso trabalho. De fato, "Origin: orphan", o último disco lançado pelo grupo, em 2009, é bem mais soturno e com toques de eletrônica do que os primeiros trabalhos do grupo, como "The smell of our own" (2003) e "Awoo" (2006), ambos lançados pela independente inglesa, Rough Trade. Permanece, porém, o som épico, descrito por um crítico do jornal "The Guardian" como "pop barroco", e também as letras que abordam, às vezes perto da militância, o universo gay. — Não diria que somos assumidamente militantes, e já fui bem mais explícito nas letras. Hoje, gosto de deixar a interpretação a cargo do ouvinte — explica Gibb. — A música que dá título ao disco, "Origin: orphan", por exemplo, já foi interpretada como uma crítica aos gays que não querem formar uma família, mas não pensava nisso quando a escrevi. No geral, escrevo sobre os mais diversos temas, incluindo o corpo humano. Só que as pessoas às vezes acham sujo e indecente falar sobre seus próprios corpos. Disco novo gravado em Berlim Morando há seis anos em Berlim — onde gravou o novo disco do grupo, que sai ainda neste semestre — Gibb conta que já nem sabe quantos integrantes de fato o Hidden Cameras tem. — Não somos aquela coisa tradicional de quatro amigos da faculdade que formaram uma banda e estão juntos até hoje. Temos uma formação europeia da banda e uma formação canadense, que às vezes inclui até mesmo integrantes do Arcade Fire, que são nossos amigos desde o começo. Em algumas ocasiões, elas se juntam e temos uma multidão no palco. Mas eu gosto disso, dessa mistura cultural e de um pouco de caos — afirma.
oglobo.globo.com | 23-01-2012
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Veja também RIO - Em 2012, a nova realidade do mercado editorial brasileiro vai permitir que um autor seja representado por um agente baseado em Nova York, tenha seu original aprovado por um executivo morando em Portugal, assine um contrato com uma empresa da Espanha e seja imediatamente traduzido para uma editora na Inglaterra. Com a iminente chegada de um gigante da venda de livros virtuais, a nova realidade do mercado pode permitir, ainda, que a obra daquele autor seja lida com facilidade em qualquer canto do país, com um simples toque num botão de um tal Kindle. Como tem sido repetido por aí em outras áreas, o Brasil também se tornou a "bola da vez" nos livros. A última etapa desse movimento foi o anúncio, na última semana, de que a jornalista Luciana Villas-Boas deixará o poderoso cargo de diretora editorial do Grupo Record, um dos maiores do país, para se dedicar a uma nova agência literária, chamada Villas-Boas & Moss. Hoje, o mercado brasileiro conta apenas com uma agência de relevância para livros estrangeiros e nacionais, a Agência Riff, cujos autores incluem Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, Luis Fernando Verissimo, Lya Luft e Zuenir Ventura. — Não fazia sentido o Brasil ainda estar desprovido de mais agências — afirma Lucia Riff, fundadora da Agência Riff. — O fato é que as editoras brasileiras estão mais sólidas, com expectativa de crescimento. A estabilidade da economia, o edital da Biblioteca Nacional de apoio a traduções e o surgimento dos e-books favorecem o mercado. É curioso que, enquanto vemos uma Europa em crise, aqui temos uma meta a ser alcançada para os livros. Temos um público a conquistar, diferentemente de outros países. Luciana Villas-Boas, por sua vez, prefere não revelar ainda quem serão os autores de sua agência (leia entrevista na página 2), mas é praticamente certo que Edney Silvestre, Alberto Mussa, Francisco Azevedo e Rafael Cardoso, todos escritores publicados pela Record, estarão entre eles. Ela admite que o bom momento do setor pesou em sua decisão de montar a empresa, mas faz um alerta quanto a comentários nacionalistas que vem ouvindo sobre o investimento de grupos estrangeiros no Brasil: — O impacto de uma internacionalização da indústria brasileira do livro é positivo para aumentar a profissionalização das relações. Nos EUA, a maior parte da indústria editorial já está completamente desnacionalizada. Há poucas editoras de peso que não foram compradas por grupos estrangeiros. Isso não afeta a literatura americana — diz. Editoras preparam reestruturação A nova agente literária se refere às aquisições recentes de editoras brasileiras por grupos estrangeiros. No ano passado, a editora portuguesa Leya, que tem operações no Brasil desde setembro de 2009, comprou 59% das ações da editora carioca Casa da Palavra e ainda passou a cuidar dos lançamentos das obras da Barba Negra, empresa especializada em quadrinhos. Em dezembro, a principal notícia que surpreendeu o mercado, porém, foi a compra de 45% das ações da Companhia das Letras pelo grupo britânico Penguin, num negócio que pode ter ficado na casa dos R$ 50 milhões. A própria Record, onde Luciana vai se manter como diretora até 31 de março, já sofreu investidas de editoras estrangeiras. — Eu coloco várias condições para começar uma conversa. Quero saber qual o grau de interesse em comprar a empresa e se será um processo que vai somar. Já houve interesse, mas nunca percebi solidez nas ofertas — afirma Sergio Machado, presidente do Grupo Record. — Acontece que, hoje, qualquer analista internacional que esteja pensando estrategicamente no segmento editorial precisa ter um plano-Brasil. Se eles não estiverem dispostos a entender os ideogramas chineses ou o alfabeto russo, o Brasil é o país que apresenta as melhores opções para o mercado. A questão é que o crescimento da renda da classe média brasileira e as melhorias da educação têm começado a dar resultado no aumento do consumo de livros. Os sinais de mudança, porém, não estão apenas nas boas relações sendo firmadas entre o mercado editorial do Brasil com o exterior. Por aqui, chamam atenção o fortalecimento de editoras jovens, como a Novo Conceito e a Intrínseca, e a reestruturação de antigas. Assim como aconteceu com a Record, a Objetiva — que, aliás, teve 75% de suas ações compradas pelo grupo espanhol Prisa-Santillana em 2005 — perdeu sua diretora editorial, Isa Pessoa, no fim do ano passado. Ela está na Itália e voltará a atuar no mercado em fevereiro de forma ainda não anunciada. Ambas as companhias estão fazendo reformulações e devem dividir as antigas funções de direção editorial entre mais de um profissional. Na Companhia das Letras, as novidades vão além. Agora com quatro publishers respondendo a Luiz Schwarcz, a empresa planeja novas frentes editoriais para este ano, sobretudo nos ramos dos livros digitais e nos didáticos, e está reestruturando seu departamento de marketing. Já a Ediouro contratou em setembro Sandra Espilotro, ex-Globo Livros, para dar foco na prospecção internacional dos negócios. — Sou casado com uma historiadora, então acho que as mudanças não acontecem de uma hora para outra. Nos últimos anos, surgiram novos participantes, novas empresas, algumas estrangeiras, outras nacionais. É um sinal de força que vem se construindo — afirma Schwarcz. — Já faz tempo, por exemplo, que o mercado brasileiro é um importante comprador de direitos. Compramos royalties em valores bastante altos e estamos na prioridade dos agentes literários. Todos esses investimentos ocorrem, ainda, em meio às especulações sobre o início da operação da livraria virtual Amazon, líder em vendas no mundo, no Brasil. No início deste ano, a empresa americana contratou Mauro Widman, ex-executivo da Livraria Cultura, como seu gerente de vendas para o Kindle. A Amazon já vem negociando com as editoras brasileiras há meses, mas o entrave tem sido o preço: a companhia teria pedido descontos de mais de 60% na venda de livros para lançar o serviço, o que desagradou as casas nacionais. Porém, recentemente a Amazon cedeu a percentuais menores, com a intenção de lançar seus serviços em até seis meses. Venda de e-books ainda é insignificante A Amazon também estuda como fará para vender seu leitor de e-books, o Kindle, no país. Hoje, o aparelho só pode ser importado de seu site internacional, mas a empresa estuda até fabricá-lo no Brasil. Se os acordos se concretizarem, o Kindle pode representar o maior incentivo até o momento para a popularização dos e-books — apesar do investimento recente das editoras e de livrarias como a Cultura e a Saraiva, a venda de livros virtuais ainda é quase insignificante frente a de obras físicas. — A Amazon vai chegar, e a tendência é que os tablets como o Kindle comecem a ficar acessíveis ao grande público. A partir daí o mercado de e-books vai existir — afirma Pascoal Soto, diretor editorial da Leya no Brasil. — Antes mesmo desse período de vacas gordas da economia, o setor dos livros no Brasil já era atraente para o mundo. As pessoas começaram a perceber que existe um país interessantíssimo além do carnaval e do futebol.
oglobo.globo.com | 23-01-2012
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Com 55,1% de forasteiros, a Liga portuguesa de futebol é a segunda da Europa com maior percentagem de jogadores estrangeiros, ficando apenas atrás do campeonato do Chipre (70,3), onde joga a maior falange de portugueses.
rss.feedsportal.com | 23-01-2012
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Um dos destaques do novo ‘clube-rico’ do futebol europeu, o meia Nenê comemora sua boa fase e a boa perspectiva do Paris Saint-Germain após o clube francês ter sido comprado pelo xeque Tamim Bin Hamad Al Thani. A intenção é brigar de igual para igual com os grandes da Europa na Copa dos Campeões.
www.estadao.com.br | 23-01-2012
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Um dos destaques do novo ‘clube-rico’ do futebol europeu, o meia Nenê comemora sua boa fase e a boa perspectiva do Paris Saint-Germain após o clube francês ter sido comprado pelo xeque Tamim Bin Hamad Al Thani. A intenção é brigar de igual para igual com os grandes da Europa na Copa dos Campeões.
www.estadao.com.br | 23-01-2012
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RIO — Eike Batista se mexe na cadeira, reagindo à lembrança de seus tempos de anonimato. "Os brasileiros pensam que eu apareci no ano 2000 a partir do nada", diz Eike, o homem mais rico do Brasil. Poucos brasileiros tinham ouvido falar sobre suas aventuras na Amazônia aos 20 anos de idade, contou ele, quando abandonou a faculdade na Alemanha Ocidental para negociar ouro e apostar os ganhos na construção de uma máquina barulhenta na floresta para processar o metal precioso, sem mineradores. Ao contrário, Eike só apareceu nas revistas de fofocas na década de 1990 depois que se casou com a modelo e dançarina de carnaval Luma de Oliveira. Naquela época, seu pai, Eliezer Batista, um ex-funcionário do governo, disse-lhe para manter a discrição, enquanto sua fortuna em crescimento tornava-o um alvo de sequestradores. Eike Batista não fez nada além de se esconder. Agora, aos 55 anos, ele não só é considerado o homem mais rico da América do Sul, com uma fortuna estimada pela Forbes em US$ 30 bilhões, mas também é uma das figuras mais famosas do Brasil, um empreendedor em série com energia ilimitada para vender a si mesmo e a seu país. "O meu cavalo de corrida é o Brasil", disse ele do 22º andar de seu escritório no quartel-general de sua empresa, a EBX, que tem vista para a Baía de Guanabara. "E o Brasil tem hoje a riqueza que a América tinha na virada do século." Enquanto a presidente Dilma Rousseff o considera um exemplo de executivo do setor privado, empresários rivais afirmam que a principal habilidade dele é como vendedor, ao persuadir investidores a apostar cerca de US$ 24 bilhões em empresas iniciantes de mineração, petróleo, logística, geração de energia e construção naval. "Eles acham que ele vende muitos sonhos e não realidade suficiente", disse Olavo Monteiro de Carvalho, ex-sócio em uma mina de ouro da Amazônia. No início deste ano, Eike Batista tem a chance de afastar esse preconceito, quando sua empresa petrolífera, a OGX, deverá começar a produzir petróleo a partir da descoberta de 10 bilhões de barris no mar. A empresa de Eike de logística também planeja abrir um “superporto” de US$ 2 bilhões no Rio, no ano que vem, e ele diz que vai ser a versão latino-americana de Rotterdam. Situado em território equivalente a uma Manhattan e meia, o porto vai ter capacidade para transportar cerca de 350 milhões de toneladas de importações e exportações por ano, incluindo petróleo e minério de ferro de empresas de Eike. Os brasileiros continuam divididos sobre o que achar do homem simplesmente conhecido como Eike. Alguns o veem como um megalomaníaco exibicionista e debocham de suas fotos tiradas ao lado de seu Mercedes McLaren de US$ 1 milhão. Eike Batista não se arrepende da imagem que criou e diz que está tentando mudar a cultura conservadora sobre riqueza que seu pai viveu, e ensinar aos brasileiros a olhar para seus empresários da forma como os americanos fazem. "Eu quero ajudar toda uma geração de brasileiros a se orgulhar", diz. "Eu sou rico, sim. Eu mesmo construí isso. Não roubei. Simplesmente mostro isso". Ultimamente, Eike está totalmente sem amarras. Ele viaja pelo mundo em seu jato Gulfstream de US$ 61 milhões, muitas vezes dando palestras, e interage com seus mais de 539.600 seguidores no Twitter, a quem oferece "frases educativas" para inspirar. Em seu escritório, ele exibe fotos emolduradas de seus dias como campeão em corrida de lancha e uma espada que lhe foi dada por um parceiro japonês em agradecimento a um negócio fechado. Ele intercala seu inglês com sotaque alemão - uma das cinco línguas que fala fluentemente - com frases em francês como "C'est la vie”. Sua risada contagiante lembra o Charada de 1960 da série de "Batman" na televisão. Eike diz que sua jornada começou como uma "busca à independência financeira" e um desejo ardente de fugir da sombra de seu pai famoso, um engenheiro brasileiro que ajudou a aumentar o comércio internacional de commodities no Brasil. Nascido em Minas Gerais, Eike tem seis irmãos. Quando era pequeno, sofria de asma crônica. Sua mãe, uma alemã, colocava-o na piscina. "Isso abriu meus pulmões", disse ele. Ele continua a ser um ávido nadador e corredor. Quando era adolescente, sua família se mudou para a Europa, vivendo em Genebra, Düsseldorf e Bruxelas. O pai de Batista, que no Brasil tinha sido presidente da empresa estatal de mineração, decidiu entrar em um "exílio amigável" quando o governo militar do Brasil desconfiou que fosse comunista por sua fluência em russo, uma das várias línguas que fala. Na Europa, o pai de Eike trabalhou para construir os negócios internacionais da empresa de mineração. Na década de 1960, o pai de Eike notou que o Brasil poderia lucrar muito com a exportação de minério de ferro para o Japão. Mas a distância era enorme, então convenceu estaleiros a construir grandes embarcações, e ele liderou o desenvolvimento de um porto brasileiro com profundidade suficiente para os navios atracarem. Eike diz que seu pai "fez um monte de coisas incríveis para o Brasil", mas que "nunca quis tomar riscos”. Seus pais voltaram para o Brasil quando Eike tinha 18 anos. Ele ficou em Bruxelas e foi de porta em porta vendendo seguros, e depois negociando diamantes e carne enlatada. Em 1978, Eike leu sobre a corrida do ouro na Amazônia. Aos 22, ele deixou a Universidade de Aachen na Renânia do Norte-Vestfália, onde foi estudar engenharia metalúrgica, e voltou ao Brasil. Ele convenceu um joalheiro no Rio a emprestar-lhe US$ 500 mil - "com certeza, eles sabiam que meu pai foi importante", disse ele - e foi para a Amazônia. Com o empréstimo, ele começou a negociar ouro, agindo como um intermediário entre mineradores e compradores no Rio e em São Paulo. Ele disse que ganhou US$ 6 milhões em um ano e meio de negociação. Depois de uma empresa brasileira de mineração de estanho, tentou copiar a idéia para extração de ouro, percebendo que teria uma margem de lucro enorme mesmo se cometesse erros. "Era à prova de idiotas ricos", disse ele. Aos 23 anos, ele apostou tudo na construção de sua máquina. Mas o custo de comprar dos mineradores e os desafios de conseguir tratores e óleo diesel em uma área repleta de malária e ilegalidade se provou formidável. Ele resistiu até seus últimos US$ 300 mil e se perguntou se "deveria ir para a praia" ou retomar o estudo de engenharia. Em seguida, a máquina começou a funcionar. Logo estava ganhando US$ 1 milhão por mês. Enquanto Eike de alguma forma driblava a malária, ele não evitava problemas. Um dia foi confrontar um minerador que lhe devia dinheiro. O minerador estava bêbado. Eike Batista o xingou. Quando ia embora, o minerador atirou nele pelas costas com um revólver. "Eu estava longe o suficiente para que o impacto não fosse mortal", disse ele. Seus guarda-costas disseram-lhe, mais tarde, que mataram o minerador. Após sua experiência amazônica, Eike procurou as minas de ouro mais ricas do Brasil. Seu pai, temendo que o filho corria o risco de ser sequestrado, o encorajou a pesquisar fora do país. Ele tentou, mas falhou na Rússia, na Grécia, na República Checa, no Equador e na Venezuela, depois de perder centenas de milhões de dólares. As experiências assustaram ele e em 2000 decidiu se dedicar a projetos no Brasil. Ele falhou em outros tipos de negócios, entre jipes, cerveja e até perfume. "Em produtos de consumo, é muito mais difícil", disse ele. "Como você não tem margens de lucro à prova de idiotas, não pode cometer muitos erros." Atualmente, está obcecado em inspirar uma nova geração de empresários brasileiros a tomar riscos como ele. "Nós não precisamos só ter os melhores jogadores de futebol do mundo", disse ele. "Por que não ter o melhor empresário do mundo?" Nos últimos anos, ele investiu muito em restaurar o que chama de "auto-confiança" do povo do Rio de Janeiro, dizendo que gasta US$ 10,7 milhões por ano para ajudar um programa policial a livrar favelas de traficantes de drogas. Quando o governador do Rio, Sérgio Cabral, precisava de dinheiro para ajudar com a candidatura do Rio para a Olimpíada de 2016, Eike Batista disse que concordou em gastar US$ 12,3 milhões para contratar a agência de marketing que ajudou Londres a ganhar os Jogos de 2012. "Olhe o que aconteceu agora", disse Eike. "Os preços dos imóveis triplicaram. As pessoas deveriam me pagar uma comissão".
oglobo.globo.com | 21-01-2012
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O meia Jadson acertou hoje seu retorno ao futebol brasileiro. O atleta assinou por três anos com o São Paulo, após sete anos no futebol ucraniano. De acordo com a imprensa paulista, o novo time do meia teria desembolsado 3,8 milhões de euros para contar com o atleta, além de ceder 50% dos direitos federativos de um jovem jogador (Casemiro ou Wellington).
Revelado pelo PSTC, Jadson despontou pelo Atlético em 2003. No ano seguinte, foi um dos destaques da campanha do Furacão no Campeonato Brasileiro, marcando belos gols e sendo o principal armador da equipe vice-campeã brasileira. No final daquela temporada, foi negociado com o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, juntamente com o lateral-esquerda Ivan. Seis meses mais tarde, outro ex-meia atleticano, Fernandinho, rumaria também ao país do leste europeu - cujo dono é fã confesso do futebol tupiniquim. Na equipe européia, Jadson foi fundamental para a conquista do maior título do clube em sua história, a Copa da Uefa, marcando, inclusive, gol na final do torneio. As boas atuações levaram o jogador à seleção brasileira de Mano Menezes. Em 2011, disputou a Copa América e marcou um gol na partida contra o Paraguai, ainda na fase de classificação. Durante a campanha para a presidência do Furacão para este triênio, o meia foi citado pelo candidato eleito, Mario Celso Petraglia. Pelo twitter, o cartola sugeriu que o atleta seria procurado caso a chapa CAP Gigante fosse eleita. Depois disso, o ex-camisa 10 ainda foi cabo eleitoral do presidente do conselho gestor do Furacão. Em dezembro do último ano, Jadson participou do amistoso comemorativo dos 10 anos do título brasileiro do Furacão. Após a partida, o meia comentou os gritos de 'Volta Jadson' vindos das arquibancadas: "Fico feliz de ver o carinho da torcida, reconhecendo o que eu fiz aqui. Quem sabe num futuro próximo eu possa retornar para o Atlético, para poder dar mais alegrias para essa torcida. Eu considero esse clube a minha casa", declarou.
www.furacao.com | 15-01-2012
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RIO - O mais longo mandarinato da história recente do futebol mundial consagra um meia-atacante canhoto e franzino, que em campo se aproxima dos maiores de todos os tempos. Pela primeira vez, o prêmio de melhor jogador do mundo tem, pela terceira vez consecutiva, o mesmo destino. Lionel Messi, argentino de Rosario, produto mais que perfeito do jeito Barcelona de formular futebol, é o dono da bola, como nenhum outro, nas últimas décadas. Nesta segunda-feira, venceu a eleição com votos de técnicos e capitães das seleções de todo o planeta e jornalistas, superando o português Cristiano Ronaldo (freguês também com a camisa do Real Madrid) e o espanhol Xavi, seu parceiro de time. Duas vezes campeão do mundo de clubes, outras três vencedor da Liga dos Campeões da Europa (marcando gols nas últimas duas finais), dono de cinco títulos espanhóis, protagonista de um dos maiores times já formados, Messi tem, aos 24 anos — antes da metade de carreira —, um solitário desafio: repetir, ao menos em parte, o sucesso catalão na seleção da Argentina, onde ele cumpre carreira opaca. Aqui, está o grande problema do craque, emblema de uma era onde a identidade tem ganhado outros contornos. No futebol atual, as seleções se reúnem em brechas imprensadas no massacrante calendário das competições nacionais e internacionais de clubes. Mesmo as disputas mais importantes, como Copa do Mundo, Eurocopa e Copa América, acontecem no período de férias e preparação da temporada europeia. No mais, apenas amistosos mensais. Disciplinado, Messi cruza o Atlântico para vestir o azul e branco de seu país de nascimento. Até agora, sempre pareceu uma cópia desbotada do magistral jogador do Barcelona. Fracassou nas Copas da Alemanha e da África do Sul, e nas Copas América de 2007 e 2011. É como se fossem duas pessoas diferentes, que têm em comum apenas o nome revelado por Ronaldo Fenômeno, autor do anúncio de melhor da Terra, na Suíça. Nos tempos de Pelé, Zico e Maradona, a escolha do craque maior era um consenso informal do planeta futebol. Não havia a eleição formal, criada pela Fifa em 1991. O primeiro premiado foi o meia alemão Lothar Mattäus. Mais duas lendas da bola têm três títulos (não consecutivos): Ronaldo Fenômeno (1996, 1997 e 2002) e o francês Zinedine Zidane (1998, 2000 e 2003). Os outros brasileiros que ganharam o prêmio foram foram Romário (1994), Rivaldo (1999), Ronaldinho Gaúcho (2004 e 2005) e Kaká (2007). Três vezes seguidas, só Messi. Futebolisticamente, ele carrega a Catalunha no DNA. Na Argentina, teve negada a oportunidade de materializar o sonho de ser jogador, quando, aos 9 anos, foi dispensado pelo Newell’s Old Boys. Ainda se vivia a estupidez de privilegiar meninos grandes e fortes, como se o jogo no qual reinaram Puskas, Maradona e Romário, entre outros nanicos, dependesse de tamanho. O Barcelona enxergou o imenso potencial de “La Pulga”, como o chamavam os conterrâneos, e o convidou (com a família) para cruzar o Atlântico. Ganhou tratamento especial, psicológico e físico, tomou hormônios para cresceu — e ganhou 37 centímetros em 10 anos. O resto é história. Na nova — e definitiva — casa, venceu a timidez que na infância produziu episódios peculiares. O repórter Leonardo Faccio, da revista peruana “Etiqueta Negra”, descobriu que, aos seis anos, Messi não falava. Comunicava-se com o mundo à sua volta por meio de uma coleguinha de turma. “Ela até comprava a merenda dele. Era como a mãe dando de comer a seu bebê”, relembrou Monica Dómina, a professora do futuro príncipe da bola. Como ele, a coleguinha interlocutora cresceu — e hoje, ainda em Rosário, trabalha como professora de alunos excepcionais. A bola girou, o menino patologicamente acanhado cresceu e hoje se transformou também no jogador mais bem pago do mundo. Recebe, segundo levantamento da revista “France Football” divulgado no fim do ano passado, o equivalente a R$ 74 milhões por ano, ou quase R$ 6,2 milhões mensais. (Em segundo lugar está, de novo, Cristiano Ronaldo com seus R$ 66 milhões.) Apesar do salário de estrela de Hollywood, o camisa 10 do Barcelona mantém vida discreta fora dos campos. Raramente concede entrevistas — declarações polêmicas, jamais —, e, na vida mundana, permite-se aparições bissextas. Uma delas, aliás, na carioca Grumari, nas férias de 2010. Um virtuose da bola que só se exibe em campo. No Brasil dos boleiros e suas periguetes parece até sonho. Mas isso é outra história.
oglobo.globo.com | 10-01-2012
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O técnico do Manchester United, Alex Ferguson, conhecido por raramente falar bem de outros times, não poupou elogios ao Barcelona nesta segunda-feira, dizendo que não vê os catalães falhando ao defender o título da Liga dos Campeões da Europa. "Às vezes no futebol, você tem de levantar as mãos e
www.estadao.com.br | 09-01-2012
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12.4.2000 Craque histórico "A grande maioria dos comentaristas brasileiros, que acompanha mal o futebol na Europa, para não falar da comédia de erros e berros que são as transmissões da TV local, usa para Ronaldo três adjetivos: eficiente, veloz e sortudo. Jamais reconhecem que ele é mais que isso,
www.estadao.com.br | 08-01-2012
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O Dínamo Minsk, da Bielorrússia, pretende renovar a parceria com o Atlético. Os dois clubes assinaram uma parceria por seis meses em julho de 2010, que foi prorrogada por mais uma temporada. Agora, com a mudança da diretoria do Rubro-Negro, a manutenção do vínculo ficou ameaçada.
Por isso, o Dínamo enviou o diretor Valery Streltsov e o treinador Alexander Sednev para o Brasil com o objetivo de discutir a continuidade da parceria com a nova cúpula rubro-negra. Segundo nota publicada no site oficial do clube bielorrusso , a comitiva deverá permanecer no país por uma semana. Uma das metas é uma reunião com o presidente atleticano Mário Celso Petraglia. Além disso, eles assistirão a partidas da Copa São Paulo de Juniores e farão observação de jogadores das categorias de base do Atlético. No site, o tom do discurso sobre a renovação do vínculo é bastante otimista. Na época da celebração da parceria, em 2010, o site oficial do Atlético noticiou que o acordo de cooperação tinha como objetivo o "desenvolvimento de atletas, troca de experiências e possíveis intertemporadas, além de parceria com as Escolas do CAP, clínicas de futebol e possíveis amistosos". No entanto, o que aconteceu de mais notável foi o empréstimo de jogadores da base atleticana para o leste europeu. Os atletas selecionados para seguirem a Minsk foram o volante Renan e os atacantes Bruno Furlan e Lucas Sotero, no mesmo mês em que a parceria foi assinada. Com pouca idade, os quatro jogadores seguiram para a fria capital da Bielorrússia por empréstimo, mas dois dos três jovens atleticanos acabaram retornando ao Brasil antes mesmo do fim do contrato: Renan voltou em março de 2011, um mês antes de Lucas Sotero. Apenas Bruno Furlan permaneceu no time bielorrusso até o fim do contrato, em novembro do ano passado. O atacante, aliás, marcou 11 gols na última Vysshaya Liga, a primeira divisão do país, terminando na vice-artilharia, atrás apenas do brasileiro Renan Bressan (ex-Atlético Tubarão, atual BATE), com 13. Neste torneio, Dínamo Minsk ficou na quarta colocação e não conseguiu vaga para a Liga Europa. Situação dos atletas segue indefinida No retorno da Europa, em março, Renan foi o único jogador a ser integrado imediatamente aos profissionais do Atlético. O volante de 22 anos chegou a atuar entre os titulares em algumas partidas do Campeonato Brasileiro, ora ao lado de Deivid, ora substituindo-o. Lucas Sotero também já subiu aos profissionais, mas teve poucas chances, tendo sido reserva em apenas uma partida do Brasileirão. Com a reformulação do elenco iniciada com a chegada do novo técnico, o uruguaio Juan Ramón Carrasco, a situação de Renan, Sotero e Furlan segue indefinida. OS três têm contratos longos com o Furacão - Renan e Furlan até 2014 e Sotero até 2013 - e podem eventualmente ser emprestados a outros clubes.
www.furacao.com | 06-01-2012
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Treinando com o Rayo Vallecano (ESP) após o fim da temporada da Major League Soccer (MLS), a liga de futebol dos Estados Unidos, o ex prodígio americano Freddy Adu falou da pressão que sofreu no início de sua carreira ao jornal espanhol As. O meia atacante surgiu como um fenômeno ao fazer sua estreia como profissional com apenas 14 anos e era visto como futuro craque; a carreira na Europa, porém, foi um fiasco. Hoje, aos 22 anos, ele está de volta aos EUA e defende o Philadelphia Union.
esportes.terra.com.br | 04-01-2012
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Vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, promete mais competitividade do elenco e também nega volta de Kaká por bom momento dele na Europa.
www.estadao.com.br | 03-01-2012
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A Furacao.com publicou nada menos que 3.129 notícias nos 365 dias do ano de 2011, entre reportagens especiais, informações do dia a dia rubro-negro e colunas diversas. Desse mar de notícias, 10 se destacaram mais ao longo do ano. Confira quais foram:
04/07/2011- Atacante Itamar é contratado pelo Atlético Necessitando urgentemente de um camisa 9, a contratação do jogador acabou sendo frustrada. Isto porque o atacante Itamar acabou não reunindo condições burocráticas de jogo junto à CBF e, sem resolver o imbróglio junto à Federação Mexicana de Futebol e ao Tigres, seu ex-time, acabou tendo sua contratação descartada. 09/06/2011- Uruguaio García deve ser o reforço do Furacão Maior negociação da história do futebol paranaense, Santiago García chegou ao Atlético em junho vindo do Nacional, do Uruguai. Sem prestígio com o então técnico Renato Gaúcho, o atacante foi substituído em várias partidas e não conseguiu corresponder às expectativas da torcida atleticana. Em outubro, ainda foi flagrado no exame antidoping enquanto ainda defendia as cores do Nacional do Uruguai. Por precaução, a comissão técnica afastou Morro durante algumas partidas até que a situação fosse esclarecida. Agora, com a chegada do técnico Juan Ramón Carrasco, que o comandou no Nacional, espera-se que o uruguaio tenha um melhor desempenho em campo. 27/11/2011- Jogador do América confessa mala branca do Cruzeiro Após a derrota para o América, em Sete Lagoas, na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro 2011, o lateral-esquerda Thiago Carleto, do América, confessou que os jogadores receberam uma premiação em dinheiro do Cruzeiro para vencer o Atlético, que acabou sendo rebaixado à segunda divisão. 04/04/2011- Geninho desabafa em sua saída do Atlético Magoado com a decisão da diretoria do Furacão de demiti-lo, apesar da boa campanha que vinha fazendo e com 83% de aproveitamento, o técnico desabafou após sua demissão e não escondeu sua mágoa com o presidente Marcos Malucelli, que foi quem tomou a decisão, mas viajou para a Europa na véspera do jogo, deixando a seus subordinados a tarefa de demitir o técnico. 29/03/2011- Agora com dinheiro, Atlético quer pelo menos três reforços Com dificuldades na Copa do Brasil e no Campeonato Paranaense, mostrou-se mais do que evidente a necessidade de reforçar a equipe atleticana já em março de 2011. Um zagueiro, um volante e um lateral-direita eram as posições para as quais o Atlético buscava reforços imediatamente na ocasião. 14/02/2011- Clube tem lista com seis nomes, mas cogita esperar Após a saída de Sérgio Soares, o Atlético buscava nomes no mercado para assumir o comando do time. Falcão, Hélio dos Anjos, Jorge Fossati, Marcelo Bielsa e Silas chegaram a ser cogitados. 04/04/2011- Geninho está fora O técnico Geninho fechou sua terceira passagem à frente do time atleticano com 83% de aproveitamento dos pontos disputados. Em 10 partidas sob sua orientação, o time venceu oito, empatou uma e perdeu outra. Foram oito partidas pelo Campeonato Paranaense e duas pela Copa do Brasil. 04/02/2011- Valmor Zimermann quer novo técnico vibrante O então diretor de futebol falava sobre o perfil do novo treinador que o clube procurava após a demissão de Sérgio Soares. 16/05/2011- Atlético lança camisas para o Brasileirão 2011 Três uniformes oficiais e as camisas de goleiros foram apresentados à imprensa antes do Campeonato Brasileiro. A festa contou com a presença dos jogadores, diretores, sócios sorteados, membros das torcidas organizadas, patrocinadores e imprensa. 24/02/2011- Atlético vence ação contra Dagoberto no TST O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por unanimidade de votos, acolheu o pedido do Atlético na ação proposta contra o atleta Dagoberto, admitindo a prorrogação do contrato do atleta, fazendo com que o clube recebesse a multa pela rescisão antecipada do contrato do jogador, cerca de R$ 5,4 milhões.
www.furacao.com | 03-01-2012
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Sem contrato com o Botafogo desde 31 de dezembro, o zagueiro Fabio Ferreira poderia deixar o futebol brasileiro e partir para um gigante da Europa. O Milan, que, segundo informações da agência Ansa, teria ficado impressionado com o defensor do time carioca.
esportes.terra.com.br | 02-01-2012
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Sem contrato com o Botafogo desde 31 de dezembro, o zagueiro Fabio Ferreira poderia deixar o futebol brasileiro e partir para um gigante da Europa. O Milan, que, segundo informações da agência Ansa, teria ficado impressionado com o defensor do time carioca.
esportes.terra.com.br | 02-01-2012
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Frequentemente questionado sobre uma possível transferência para o futebol europeu em um futuro próximo, o meia atacante Lucas reafirmou nesta quarta feira que não tem interesse em deixar o São Paulo tão cedo. Em entrevista à Rádio Globo, o camisa 7, que se disse extremamente feliz atuando no Brasil, ainda admitiu ter um certo receio de uma mudança repentina em seu estilo de vida em um novo país e um novo continente.
esportes.terra.com.br | 28-12-2011
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Frequentemente questionado sobre uma possível transferência para o futebol europeu em um futuro próximo, o meia atacante Lucas reafirmou nesta quarta feira que não tem interesse em deixar o São Paulo tão cedo. Em entrevista à Rádio Globo, o camisa 7, que se disse extremamente feliz atuando no Brasil, ainda admitiu ter um certo receio de uma mudança repentina em seu estilo de vida em um novo país e um novo continente.
esportes.terra.com.br | 28-12-2011
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O diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, confirmou ao jornal Diário de S. Paulo que está na Europa para fechar a contratação de um jogador. O dirigente, que não quis divulgar o nome do atleta ou o país no qual se encontra, declarou que a negociação está "devagar", e que novidades só devem acontecer na próxima segunda feira. De acordo com a publicação, os nomes que interessariam ao time tricolor seriam os dos meias Jadson (Shakhtar Donetsk UCR) e Pablo Aimar (Benfica POR), além do ...
esportes.terra.com.br | 28-12-2011
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O diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, confirmou ao jornal Diário de S. Paulo que está na Europa para fechar a contratação de um jogador. O dirigente, que não quis divulgar o nome do atleta ou o país no qual se encontra, declarou que a negociação está "devagar", e que novidades só devem acontecer na próxima segunda feira. De acordo com a publicação, os nomes que interessariam ao time tricolor seriam os dos meias Jadson (Shakhtar Donetsk UCR) e Pablo Aimar (Benfica POR), além do ...
esportes.terra.com.br | 28-12-2011
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RIO - Quem economizou durante o Natal poderá aproveitar mais um dia com quedas de preço de até 70% em produtos de varejistas como Walmart, Compra Fácil, Shoptime, Submarino, Saraiva e Fnac. Organizado pelo site Busca Descontos, o ‘Boxing Day’ - saldão de Natal tradicional em países da Europa, no Canadá e na Austrália - estreia este ano no Brasil, via internet. Geralmente marcado para o dia 26 dezembro, primeiro dia útil após o Natal, o Boxing Day tem o objetivo de queimar os estoques de produtos que não foram vendidos na semana anterior. A e-bit ainda não tem previsão do que será arrecadado no dia, mas as lojas já pensam em aumentos significantes de mais de 50% nas vendas. "Temos uma grande expectativa e esperamos aumentar as vendas em 60% com relação a um dia normal de vendas no site", disse Roberto Wajnsztok, diretor de marketing e novos negócios do Walmart Brasil. A Americanas.com também participa do ‘Boxing Day’ com descontos de 10% em todo o site, além de condições especiais para compras no boleto, bankline e débito automático. O Submarino também participa da iniciativa e oferece preços até 80% menores. Quem opta por livros tem frete grátis na compra de dois ou mais títulos. No ‘Boxing Day’ do Shoptime o desconto é de 12% nas compras por boleto ou débito online acima de R$ 99. As três lojas virtuais também oferecem frete gratuito para os consumidores em algumas condições, não válido para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo o e-bit, na ‘Black Friday’ - que ocorre na primeira sexta-feira de dezembro que é tradição nos EUA - houve um crescimento de 88% no faturamento em comparação com o ano passado no Brasil. O evento no e-commerce nacional gerou o maior faturamento do setor em um dia - mais de R$ 100 milhões em apenas 24 horas. Descontos de até 70% a troco de um cadastro Iniciado no primeiro minuto desta segunda-feira, o estreante ‘Boxing Day Brasileiro’ traz descontos de até 70% em produtos como tablets, televisores, videogames, eletromésticos e roupas, brinquedos entre outros artigos. Para ter acesso as ofertas do Boxing Day, é preciso se inscrever no site que agrega todas as promoções do dia (buscadescontos.com.br/boxingday). O cadastro no site também dá direito a concorrer a prêmios como uma viagem para Paris, R$ 8 mil em vale–compras ou ainda um kit contendo o videogame Xbox 360 com kinect, TV LCD 32, game portátil Nintendo 3DS, iPhone 4 e um notebook Dell. O sorteado deverá optar por um dos três pacotes de prêmios, apenas. Outras marcas como Abril Shopping, Brastemp, Netshoes, Dell, Dafiti, Época Cosméticos, Perfumagi, Havan, Ipiranga Shop, Compre Tv e Skybox também participam da iniciativa. O Boxing Day começa e termina nesta dia 26 de dezembro e dura apenas um dia. No Reino Unido, o Boxing Day também é comemorado pelos fãs do futebol. A rodada natalina deste ano inclui embates como Chelsea x Fulham, Liverpool x Blackburn R. e Manchester U. x Wigan Athletic. Varejistas apostam em saldões para atrair clientes Outras varejistas do comercio eletrônico também apostaram nos descontos de fim de ano para atrair clientes que guardaram suas economias até a última semana do ano. O Carrefour, por exemplo, lançou mão do "Liquida Natal", cinco dias de ofertas para queimar os estoques do que sobrou após as compras do feriado. A cada da, uma seção do site estará com preços 30% mais baixos, informa a varejista. Começando por esta segunda-feira com "produtos de casa" (utilidades domésticas), a liquidação seguirá a semana com itens de informática, eletrônicos, eletrodomésticos e portáteis além de telefonia e produtos de cine e foto. Segundo o Grupo Pão de Açúcar, suas lojas virtual e físicas do Extra promovem o "Saldão Anual" com cortes de até 50% no preço de produtos de bazar (utilidades domésticas), têxtil, eletrodomésticos e eletrônicos, além de brinquedos e itens de Natal como carnes da ceia, vinhos e outros produtos. A promoção é válida até o dia 31 de dezembro, ao encerrar do ano de 2011. No site do supermercado Pão de Açúcar, o "Especial Réveillon" dá ainda 20% de desconto em caixas de destilados e espumantes para comemorar. As lojas físicas da Americanas, irão - de 26 de dezembro a 3 de janeiro - oferecer descontos de até 60% em produtos de todos os departamentos. Segundo a varejista, o destaque vai para o setor de eletrônicos, CDs e DVDs e perfumaria, além de doces, têxtil e artigos de UD como conjuntos de taças de vidro para as festas de fim de ano. Já as promoções no site vão de 26 a 28 de dezembro, com 10% de desconto sem valor mínimo. Já o Shoptime, durante o final de semana, vai oferecer frete grátis para todo o Brasil nos produtos de suas marcas exclusivas La Cuisine, Casa & Conforto e Fun Kitchen, assim como em compras acima de R$ 99. O Submarino vai fazer na terça-feira o “Sub Off”, mantendo as mesmas condições de pagamento do ‘Boxing Day’ e as ofertas com até 80% de desconto. Outros varejistas virtuais como a livraria Saraiva investiu no "Super Saldão" de livros, filmes, CDs e DVDs, games, eletrônicos e telefonia, além de baixar os preços de itens de papelaria na internet. Os calendários de 2102 e agendas do próximo ano, muito procurados para confraternizações de Ano Novo estão com 30% e 15% desconto, respectivamente. Segundo a loja, o corte nos preços não é o mesmo para todos os produtos em promoção.
oglobo.globo.com | 26-12-2011
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Quatro técnicos perderam ontem os seus cargos na Europa. Antoine Kombouaré caiu no francês PSG. Na Espanha, o Atlético de Madri resolveu tirar Gregorio Manzano e o Villarreal demitiu Juan Carlos Garrido. Já o Genoa trocou Alberto Malesani por Pasquale Marino.
www.estadao.com.br | 23-12-2011
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BRASÍLIA - A ex-jogadora da seleção brasileira Mariléia dos Santos, mais conhecida como Michael Jackson, assumiu nesta quinta-feira a Coordenação Geral de Futebol Feminino do Ministério do Esporte. Uma das tarefas da ex-craque do futebol feminino é estimular as mulheres brasileiras a jogar futebol como acontece hoje nos Estados Unidos, Alemanha e Suécia, entre outros.Numa entrevista horas depois da posse, o ministro Aldo Rebelo destacou o vasto currículo da nova contratada. - Ela jogou futebol por 30 anos em vários clubes no Brasil e na Europa. Disputou dois mundias e uma olimpíada. É autora de 1567 gols e foi escolhida como a terceira melhor jogadora de futebol da América do Sul no século XX - disse Rebelo. Num balanço de fim de ano, o ministro disse também que estão concluídas as análises das contas de 111 convênios e contratos com ONGs (organizações não-governamentais). Segundo ele, os fiscais detectaram falhas formais em algumas prestações de contas, mas não encontraram indícios de desvios de dinheiro. A devassa não incluiu os convênios com as ONGs do soldado João Dias Ferreira e outras entidades denunciadas ao longo do processo que resultou na demissão do ex-ministro Orlando Silva. Estes convênios já teriam sido analisados pelo ministério ou pela Controladoria-Geral da União. - Sempre se encontra irregularidades com prazos, datas, por trocas de nota. Isso é muito comum porque as entidades, mesmo de boa fé, nem sempre têm uma assessoria jurídica e técnica que preencha as exigências dos órgãos de controle. A absoluta maioria são irregularidades formais - disse Rebelo ao ser perguntado sobre o resultado da fiscalização. O relatório com o resultado da fiscalização fo enviado à Casa Civil e à Controladoria-Geral da União. A devassa nos convênios foi determinada pela presidente Dilma Rousseff depois de sucessivos escândalos nos ministério do Turismo e Esporte. Pelo prazo estabelecido pela presidente, os ministérios devem concluir às análises das prestações de todos os convênios até 29 de janeiro de 2012. Ministro defende mudança no relatório da Lei Geral da Copa O ministro defendeu ainda a mudança no relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP), que obriga a União a indenizar eventuais prejuízos à Fifa durante a Copa do Mundo, mesmo que o governo federal não tenha qualquer responsabilidade nos danos. Para Rebelo, o ideal seria a volta das regras prevista no texto original. Pelo projeto, o governo só assumiria despesas com danos causados por ação ou omissão de agentes do estado. O ministro lembrou que o próprio relator já anunciou que fará esta alteração. Rebelo disse também que o governo está cumprindo todos os compromissos e que o país não terá problemas para promover a Copa. Ele voltou a argumentar que as estruturas da administração pública estão acostumadas com grandes eventos como os carnavais do Rio de Janeiro, Salvador e Olinda e não terão maiores dificuldades em receber torcedores e garantir o bom andamento dos jogos. - Jogos do Palmeiras e Corinthians têm muito mais tensão, mais energia, que jogos da Copa - disse o ministro.
oglobo.globo.com | 22-12-2011
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RIO - O meia inglês Beckham ainda não foi confirmado no Paris Saint-Germain, mas o suposto valor de seu salário já causa polêmica na França. Segundo foi veiculado na imprensa europeia, seriam 800 mil euros por mês (R$ 1,9 bilhão). Políticos franceses se manifestaram com críticas. - Surpreende o fato de alguém ganhar tanto dinheiro em um período de crise - disse Patrick Ollier, ministro dos assuntos parlamentares da França. Seguindo a mesma linha, o deputado Bruno Le Roux, candidato socialista à presidência do país, engrossou os protestos. - Neste período de crise é uma afronta aos franceses. O povo não vai entender alguém ganhar um salário assim nesse momento - afirmou. Não só o salário de Beckham é criticado, como também a sua chegada ao futebol francês. - Gosto de jogadores que jogam e que têm talento. Os que já não jogam e que dúvido que conservem talento são apenas símbolos. Isso me parece um escândalo - disse Manuel Valls, outro deputado francês.
oglobo.globo.com | 21-12-2011
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RIO - Depois de encantar mais uma vez o planeta na conquista do Mundial da Fifa, com duas goleadas por 4 a 0 nos adversários - o Al-Sadd, do Qatar, na semfinal, e o Santos, na decisão deste domingo -, o Barcelona também mostrou que é um clube com espírito natalino. Na volta da delegação à Espanha, nesta segunda-feira, os sete jogadores não europeus do elenco receberam do técnico Pep Guardiola um ‘presente de Natal’ antecipado: os brasileiros Daniel Alves, Adriano e Maxwell, os argentinos Messi e Mascherano, o chileno Alexis Sánchez e o malinês Seydou Keita ganharam dez dias de folga para e poderão festejar com suas famílias, retornando aos treinos apenas no dia 29 de dezembro. Dos nove estrangeiros do grupo, apenas o francês Abidal e o holandês Afellay, que estão mais próximos dos seus países de origem, continuam no grupo junto com os espanhois.
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A delegação da equipe catalã retornou à Espanha nesta segunda-feira, desembarcando por volta das 18h (horário local) em Barcelona. Poucos torcedores foram ao aeroporto receber os campeões mundiais, e os jogadores não demoraram muito para deixar o local. Além do cansaço após 13 horas de voo desde Tóquio, a equipe precisa se poupar para os próximos compromissos. Nesta terça, eles fazem o primeiro treino para o jogo de quinta-feira contra o L’Hospitalet no Nou Camp, na partida de volta da Copa do Rei. Com vantagem por ter vencido por 1 a 0 o primeiro jogo, Guardiola vai escalar poucos titulares, como Abidal, Iniesta e Pedro, além de Thiago e Fàbregas, que começaram jogando contra o Santos, domingo. Outros, como Victor Valdés, Piqué, Puyol e Xavi, ficarão no banco. Depois da rodada de volta da Copa do Rei, o futebol no país campeão do mundo entrará em recesso de fim de ano. A próxima partida do Barcelona pelo Campeonato Espanhol será no dia 8 de janeiro, contra o Espanyol, fora de casa. O Barça está em segundo lugar, com 37 pontos, três a menos que o líder Real Madrid. Mourinho: ‘Se o Real jogasse em outro campeonato, ganharia fácil’ O título mundial do Barcelona acabou virando assunto na entrevista coletiva do técnico José Mourinho, do Real Madrid. Além de falar sobre o confronto desta terça com o Ponferradina, pela Copa do Rei, o português não teve como deixar de comentar a façanha do rival. Felicitou o Barça pelo Mundial, mas não perdeu a chance de alfinetar: 'É muito mais importante ganhar a Liga dos Campeões da Europa do que essas duas partidas. De todo modo, lhes dou os parabéns'. Este ano, o Barcelona eliminou o Real Madrid na semifinal da Liga dos Campeões, antes de conquistar o título com uma vitória por 3 a 1 sobre o Manchester United. Apesar da rivalidade cada vez mais acirrada e do extremo sucesso do time catalão, Mourinho fez um balanço positivo de 2011, exaltando o bom momento da sua equipe no Espanhol e lembrando ainda da conquista da Copa do Rei, vencida exatamente sobre o Barça na final. - Não é um fracasso ser o líder (do Espanhol), chegar à semifinal da Champions, ganhar a Copa, ter feito a melhor campanha fase de grupos (da Liga dos Campeões 2011/2012) - afirmou Mourinho, que também reconheceu a dificuldade de disputar os mesmos campeonatos que o Barça: - Se este Real Madrid jogasse em outro campeonato, ganharia fácil.
oglobo.globo.com | 19-12-2011
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RIO - Difícil encontrar um endereço no Rio que tenha sido morada de tantas figuras ilustres como a Rua do Riachuelo, na Lapa. Além de Capitu, a personagem mais famosa de Machado de Assis, que “viveu” por lá durante o Segundo Reinado, habitaram a antiga Rua de Matacavalos o abolicionista José do Patrocínio (em cujo casarão viria a nascer mais tarde o pintor Di Cavalcanti), o maestro Heitor Villa-Lobos, o escritor Olavo Bilac, o cantor Alves e os compositores Heitor dos Prazeres, Sinhô, João Pernambuco, Donga e Pixinguinha. Disputadíssima desde a vinda da Família Real por ser uma das principais “vias secas” de ligação com a Zona Norte, a Rua do Riachuelo, uma das mais antigas saídas da cidade — sua trilha já existia em 1573 — foi alijada do frenesi imobiliário que tomou a cidade ao longo do século XX. Imunda e mal-amada, recolheu-se à função de escoar $trânsito para o Centro e perdeu, com a Lapa, muito do charme de outrora. Hoje, apesar de continuar suja, a Riachuelo é um dos pilares do processo de revitalização do Centro. Dois novos empreendimentos comerciais prometem levar grandes empresas à região a partir do ano que vem. Com 12 mil metros quadrados, o Edifício Europa, onde funcionava o jornal “O Dia”, foi vendido a um fundo imobiliário alemão por R$ 30 misões. Depois de uma reforma orçada em R$ 80 milhões, vai virar um centro comercial. Na esquina da Riachuelo com a Rua Henrique Valadares, outra investida do grupo: um imóvel antigo acaba de ser vendido por R$ 15 milhões e também será destinado a escritórios. - Como a rua é cheia de casarões velhos com problemas de documentação, quando aparece um imóvel em dia é uma preciosidade - atesta o administrador Cláudio Castro, da Sérgio Castro Imóveis, em via de fechar um terceiro negócio. — Temos uma demanda enorme de espaço comercial nesta rua. O que aparece, é vendido na hora. Além dos dois edifícios comerciais, a administradora intermediou a compra de um terreno de 500 metros quadrados que vai se transformar em mais um condomínio residencial, algo impensável anos atrás. A administradora Schipper Engenharia segue o fluxo. Depois do sucesso que foi o Viva Lapa, condomínio residencial lançado em 2007, a empresa já fez terreno, literalmente, para construir o Viva Lapa 2, na Rua do Riachuelo. - Comprei o primeiro apartamento aqui para investir, mas não resisti e vim morar. Não saio daqui por nada. E já trouxe meu pai também - conta o velejador e empresário Gustavo Machado, de 27 anos, que há seis meses trocou uma vida toda na Urca por quatro apartamentos no Cores da Lapa, empreendimento pioneiro nesse processo de retomada do Centro pelos moradores. - Antes, qualidade de vida era morar perto da praia. Hoje é morar perto do trabalho — defende o subprefeito do Centro, Thiago Barcellos, que diz “travar uma batalha diária com a Comlurb” para melhorar a coleta de lixo na região. - Este ano, criamos a Corrida do Rio Antigo com este objetivo: fazer com que as pessoas conheçam de perto as ruas pelas quais só passam de carro, como a Riachuelo. Esquentando tamborins Na lista do que está mudando a cara da Riachuelo, sobra confete até para o carnaval. O antigo casarão onde funcionou uma escola no século XIX, na altura do número 13, de propriedade da prefeitura, foi cedido por cinco anos à Sebastiana (Associação Independente dos Blocos da Zona Sul, Santa Teresa e Centro, da qual fazem parte 12 blocos, entre eles o Escravos da Mauá e o Simpatia É Quase Amor). A entidade já começou a reformá-lo para abrigar ali a Casa de Sebastiana, um centro de memória do carnaval de rua. Com três andares, o imóvel receberá o acervo iconográfico dos principais blocos da cidade, além de shows e oficinas de instrumentos musicais. A inauguração está prevista para o carnaval de 2013. - Somos a memória viva da retomada do carnaval de rua. Se não começarmos a organizar este acervo já, perderemos muita coisa - diz Rita Fernandes, presidente da Sebastiana. - A Lapa é o coração dessa história. A casa vai ser o ponto de encontro dos blocos no carnaval. Basta uma volta na Riachuelo para notar a transformação por que vem passando. Ali onde ela começa, nos Arcos da Lapa, em vez dos mendigos que costumavam rondar a filantrópica Fundação São Martinho, o que se vê, agora, são pedreiros em atividade. Na altura do número 15, uma nova casa de shows está em construção. Ainda sem nome, terá quatro andares e uma réplica dos arcos ao lado do palco. Mais à frente, no número 126, outro casarão dará lugar a uma padaria até o fim deste mês. No 129, pertinho do bar onde Grande Othelo era sempre visto tomando um quente, uma placa anuncia um “megaestacionamento” em breve (já são 13 em toda a extensão da rua). “Em breve” é expressão corriqueira nas esquinas. Fechada há dez anos, a antiga sede da Cedae, no número 287, um belíssimo imóvel do início do século XIX que já abrigou o Arquivo Público do Rio, será recuperado “em breve” por uma parceria com o Inepac. Outra particularidade é o surpreendente volume de ciclistas. Por volta das 7h, antes do tráfego pesado de carros e ônibus tomar a via, são eles que predominam. E estudantes, em bandos, além das muitas donas de casa esperando os supermercados abrirem as portas. Enquanto a equipe da Revista O GLOBO caminha pela rua, uma mulher observa da janela do apartamento o do fotógrafo pelo edifício em que ela vive, o de número 32. — Todo dia vem gente aqui perguntando se tem apartamento para alugar — diz Jurema Duarte, de 58 anos, depois de convidar a equipe a entrar no suntuoso Edifício Victor, onde vive há 16 anos. Peculiaridades pelo caminho Quem bate à porta do Victor, admirado pelo estilo art déco, talvez nem suspeite de que ali está guardado um dos segredos da rua: ao construir o prédio para ser um hotel nos anos 30, o proprietário espanhol quis homenagear os alemães, hóspedes frequentes, e mandou incrustar no piso mosaicos com suásticas. O revestimento do chão está lá até hoje, e virou uma espécie de atração bizarra do local. — Sempre achei estranho cozinhar olhando praquilo, mas a gente acaba se acostumando — comenta Jurema. Seguindo o percurso, chama a atenção diversidade de entidades e estabelecimentos comerciais. Numa sorveteria, é possível tirar fotocópias. Numa loja de rações de animais, recarrega-se aparelhos de celular. É na Rua do Riachuelo que funcionam a Associação de Taquígrafos do Rio, a União Beneficente de Chauffers do Estado (onde todo mês ocorre uma seresta concorridíssima), a Comunidade Cristã de Assistência aos Surdos e a Fraternidade Fiat Lux (que se define “uma associação mística espiritualista eclética”). — Cada dia descubro uma coisa nova nesta rua. Nunca pensei em morar aqui, mas achei este apartamento, o preço estava bom, decidi arriscar. Se não fosse o lixo, eu diria que é um lugar perfeito — diz a professora de balé Viviane Soares, $30 anos, que mora há um ano na Riachuelo com a Gomes Freire, na mesma esquina em que o escritor mineiro Pedro Nava pediu que fossem jogadas suas cinzas quando morresse, tamanho apreço pelo local (o desejo foi revelado em 1978, na autobiografia “Beira-Mar”). A lista de curiosidades vai além. A rua tem ainda um time de futebol próprio, o Gaviões da Riachuelo Futebol Clube, fundado pelo taxista Luiz Passarinho, que reúne seus 13 integrantes todas as terças-feiras, no Aterro do Flamengo. E até um bloco de carnaval, o Dragões da Riachuelo, cuja marca registrada nos desfiles — pela rua, claro — são os 12 centuriões à frente da bateria, representando, cada um, um signo do zodíaco. Uma das mais antigas ruas da cidade A Rua do Riachuelo era usada como rotas de tribos indígenas no século XVI, contornando o Morro do Desterro, em Santa Teresa, até a Aldeia de Martim Afonso, o Arariboia. De acordo com o “Dicionário histórico das ruas do Rio de Janeiro”, já foi chamada de “Caminho para o Engenho Pequeno”, “Caminho para São Cristóvão” e “Caminho da Bica” (por causa da Chácara da Bica, que ficava do lado esquerdo da rua). Em 1848, virou a Rua de Matacavalos, uma referência ao sacrifício dos animais ao passar pelo lamaçal da região. Em 1865, foi batizada de Rua do Riachuelo para homenagear a vitória brasileira na Batalha do Riachuelo, ocorrida na Guerra do Paraguai, sob o comando do Almirante Barroso. Vem dessa época o traçado atual da rua, dos Arcos da Lapa até a Frei Caneca. - A Riachuelo tem uma particularidade. Como é uma das mais antigas da cidade, ela conserva imóveis das principais fases do Rio — ensina o historiador Milton Teixeira. - O casarão que fica na esquina com a Rua do Livramento, que hoje é um estacionamento, data do período colonial, tal qual a Capela do Menino Deus, a construção mais antiga do endereço. O historiador lembra que está lá, até hoje, um chafariz construído a mando de D.João VI. A fonte serviria para o abastecimento da região, que à época enfrentava faltas d’água crônicas. Apesar de tombado pelo Iphan em 1938, o chafariz está completamente danificado, fruto da ação de vândalos. Na pedra, acima das quatro bicas, lê-se a inscrição “O Rey por bem do seu povo M.F.E.O. (mandado fazer e oferecido) pela Polícia, 1817”, instituição que o inaugurou. - Do Segundo Reinado, restam imóveis como o casarão do Marechal Osório, que hoje é a Associação Brasileira de Filosofia, e o prédio do Hospital da Ordem Terceira do Carmo - diz Milton. - Da República, tem o Clube dos Democráticos e o prédio do jornal “O Dia”. A rua deveria ser uma rota turística obrigatória. Será um absurdo se não receber placas e indicações históricas a tempo da Copa do Mundo. Entre cartazes pregados nos postes que vendem excursões a Conceição do Jacareí, shows da Mulher-Bambu e do MC Cabide, programas com travestis, aulas particulares de Matemática ou a salvação pelas palavras de Jesus, o passeio pela Rua do Riachuelo não deixa dúvidas: dependendo dos olhos que a percorrem, ela termina na esquina com a Rua Frei Caneca como um passeio pelo Rio Antigo, pelo presente e - tomara - futuro da cidade.
oglobo.globo.com | 19-12-2011
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Depois de goleadas contra Itália e Chile, a torcida brasileira esperava uma grande exibição da Seleção feminina de futebol contra a Dinamarca, no fechamento da fase de classificação do Torneio Cidade de São Paulo. Mas o jogo no estádio do Pacaembu reservou a vitória europeia: 1 a 0. A falta de atenção foi a grande vilã da equipe canarinho.
esportes.terra.com.br | 16-12-2011
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Depois de goleadas contra Itália e Chile, a torcida brasileira esperava uma grande exibição da Seleção feminina de futebol contra a Dinamarca, no fechamento da fase de classificação do Torneio Cidade de São Paulo. Mas o jogo no estádio do Pacaembu reservou a vitória europeia: 1 a 0. A falta de atenção foi a grande vilã da equipe canarinho.
esportes.terra.com.br | 16-12-2011
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Portugal manteve o sexto posto no "ranking" da UEFA, após a sexta e última jornada da fase de grupos da Liga Europa de futebol, mas aproximou-se de França, que só manteve duas equipas nas competições europeias.
rss.feedsportal.com | 16-12-2011
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O Club Brugge garantiu a classificação no Grupo H para a próxima dase da Liga Europa, ao empatar em 1 a 1 com o Braga, em casa, nesta quinta feira. Em uma situação pouco comum no futebol, ambos tinham a mesma pontuação, mas o time português começou a rodada na vice liderança e já classificado para a próxima fase, enquanto o Brugge, líder, precisava de pelo menos um empate.
esportes.terra.com.br | 16-12-2011
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O Sporting de Braga empatou, esta quinta-feira, a uma bola com o Club Brugge e falhou o acesso ao primeiro lugar do Grupo H da Liga Europa de futebol, na sexta e última jornada da prova.
rss.feedsportal.com | 15-12-2011
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O primeiro-ministro francês, François Fillon, assegurou nesta quinta-feira que seu país precisa da liderança do Brasil e de sua presidente Dilma Rousseff num momento em que a Europa atravessa uma crise de confiança, e pediu uma aceleração da associação estratégica entre os dois países. "Precisamos da liderança do Brasil e de sua presidente Dilma Rousseff, de suas convicções e do exemplo que representa sua excepcional trajetória pessoal", afirmou Fillon diante de líderes empresariais reunidos na Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp). "Num momento em que a Europa (...) atravessa uma crise de confiança, me parece que devemos precisamente agora aproveitar o imenso potencial oferecido pela associação estratégica entre França e Brasil", indicou. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, assinou em 2008 um acordo de associação estratégica com o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, padrinho político de Dilma. "Desejamos que esta cooperação se desenvolva, naturalmente no setor aeronáutico (...), nos setores espacial, de trens a grande velocidade, porque nossas relações superaram claramente a etapa produtor-consumidor para alcançar a de uma verdadeira associação equilibrada". O comércio bilateral de França e Brasil supera os 7 bilhões de euros. Cerca de 500 empresas francesas estão presentes no Brasil. A França é o quarto investidor no país. A cooperação bilateral comporta principalmente um capítulo militar, através da construção de helicópteros e submarinos com tecnologia francesa. Paris aguarda há anos uma resposta do Brasil em relação à eventual compra de seus caças Rafale. Fillon declarou-se na quarta-feira confiante a respeito, mas a decisão do Brasil ainda levará vários meses. O caça Rafale, do Grupo Dassault, que a França não conseguiu exportar, compete com o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing e com o Gripen NG da sueca Saab para a licitação lançada pelo Brasil para a compra de 36 aviões de combate. No Brasil, a França também espera participar no desenvolvimento de infraestrutura ligada à realização do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Fillon se reunirá na tarde desta quinta-feira com a presidente Dilma em Brasília e terminará sua visita no Rio, na sexta-feira e no sábado. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 15-12-2011
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Disposto a se desfazer de Carlos Tevez, o Manchester City já informou a clubes interessados que o atacante decidirá seu futuro. E o ídolo do Corinthians, em férias na Argentina, deve frustrar a torcida alvinegra: mandou seu empresário à Europa para definir seu retorno ao Boca Juniors, equipe de seu coração e que o revelou ao futebol.
esportes.terra.com.br | 14-12-2011
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O presidente do Atlético, Marcos Malucelli, fez um balanço dos três anos - de 2009 e 2011 - à frente do clube e aproveitou grande parte da entrevista coletiva para criticar Mario Celso Petraglia, candidato da oposição nas eleições do próximo dia 15 e líder da Comissão da Copa do Mundo em Curitiba.
O diretor rubro-negro concedeu entrevista coletiva durante três horas na tarde desta terça-feira, na sala de imprensa da Arena da Baixada. Malucelli falou sobre departamento de futebol, técnicos, contratações, planejamento e Arena da Baixada, mas também acusou o ex-presidente de ter beneficiado parentes durante sua administração, além de apontar o que ele chama de incoerências do atual candidato. Em várias respostas, Marcos Malucelli criticou Mario Celso Petraglia, que encabeça a "Chapa CapGigante", da oposição. O atual presidente atleticano afirmou que Petraglia beneficiou familiares e amigos quando esteve à frente do Furacão. "Ele (Petraglia) esquece que o filho dele ficou com nosso espaço de placas de publicidade aqui (na Arena) e ganhava dinheiro em cima disso, recebia R$ 100 mil e repassava para o Atlético R$ 62.500. Ele esquece que o filho dele vendeu cadeiras aqui para nós. São boas as cadeiras? São boas. Mas não fizeram uma licitação para saber se existiam mais baratas. Esse mesmo ex-dirigente tinha a esposa que prestava consultas psicológicas aos nossos jogadores da base. O genro fez a obra da Arena. O primo do ex-presidente é o responsável pelo projeto arquitetônico da obra, que custa muito", citou Malucelli. O atual diretor também afirmou que o atual candidato acabou com parcerias com clubes formadores de profissionais, como CAPA (Clube Atlético Paraná), PSTC (Centro de Treinamento de Futebol do Paraná) e Porto, mas promete a volta deles caso seja eleito. Petraglia, ainda conforme Malucelli, teria afirmado que foi a atual administração que encerrou as parcerias. Fernandinho e Jadson, que brilharam no Campeonato Brasileiro de 2004, por exemplo, saíram do PSTC para o Furacão. "Ele que estava acabando com as parcerias. Eu sou contra as parcerias, mas quando ele diz que vai voltar fortemente com as parcerias e que nós acabamos com as parcerias, quero deixar bem claro que foi ele quem acabou com as parcerias. Então, vejam como a pessoa mente", afirmou. Malucelli ainda questionou a relação do Atlético-PR com o clube uruguaio Rentistas que, conforme ele, teria sido usado como testa de ferro para negociações com a Europa e vendas com valores muito diferentes do que saíram do Rubro-negro paranaense. Segundo o atual presidente, o atacante Lucas, por exemplo, foi vendido para o Rentistas-URU por R$ 7 milhões, mas, logo na sequência, o jogador, já no Uruguai, foi negociado com o Rennes por R$ 21 milhões. Mario Celso Petraglia e a assessoria de imprensa dele foram procurados pela reportagem do GLOBOESPORTE.COM, mas não foram encontrados. Elogios a diretores e categorias de base Por outro lado, Malucelli elogiou o diretor de futebol Alfredo Ibiapina e o ex-gerente de futebol Ocimar Bolicenho e garantiu que ambos tinham "tinta na caneta" para contratar. Ele explicou que dava a última palavra em todos as negociações, mas, mesmo sem aprovar, liberava algumas contratações: "Na área do futebol, que são os diretores e o gerente de futebol, eu sempre dei a última palavra. Isso em todas as contratações. Isso não significa que eu concordava com todas as contratações. Eu procurava preservar a questão financeira. Você não pode ter um diretor de futebol e a toda hora recusar o que eles trazem. Ele vai embora. Então, teve atleta que veio aqui sem que eu quisesse: o Márcio goleiro, o Edson goleiro, o Marcos Pimentel, o Alê, o Gabriel, o Edílson, o Robston, o Rodriguinho, mas acabaram vindo",- afirmou Malucelli. O atual presidente atleticano ainda destacou a questão financeira do Atlético-PR. Segundo ele, o clube tem R$ 19 milhões - valor de luvas recebido da televisão - aplicados. Malucelli também destacou o trabalho do Furacão na base, onde o clube foi campeão estadual em quase todas as categorias: "Ganhamos tudo. Sub-15, Sub-17, Sub-18 e Sub-20, torneios... Só não ganhamos, nas categorias menores, no Sub-13". Íntegra Confira a íntegra da entrevista coletiva de Malucelli em quatro vídeos disponibilizados pelo site oficial do clube:
www.furacao.com | 14-12-2011
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RIO - Os cabelos compridos, a cara de garoto, o jeito irreverente de moço rebelde, as roupas pouco convencionais, a bossa mais para o rock do que para o tango, Mario Alberto Kempes tinha tudo para incomodar as autoridades argentinas que, em 1976, sob o comando do general Jorge Rafael Videla, implantaram no país mais uma ditadura. Não que o perseguissem. Nem que o tivessem como perigoso subversivo. Apenas, o que já era muito, viam em sua aparência e em suas atitudes o tipo de jovem que um regime conservador estava longe de aprovar. Politicamente, Kempes é que não aprovava o regime. Menos por ele mesmo do que pelo passado peronista do qual a família se orgulhava. Muito por isso, meses depois de Videla chegar ao poder, aceitou proposta para jogar pelo Valencia da Espanha. Foi, levou com ele pai, mãe, parentes e, coincidência ou não, só voltou a viver na Argentina quando, em 1981, Videla deu o lugar a outro general. Kempes tinha 22 anos de vida e seis de futebol profissional quando se transferiu para o Valencia. Nascido em Bell Ville, província de Córdoba, começara no juvenis do Instituto local, clube interiorano que subiria à primeira divisão em 1972. No ano seguinte, ele como centroavante e Osvaldo Ardiles como meia armador, seriam convocados pela primeira vez para a seleção argentina. Em 1973, os dois foram contratados pelo Rosario Central. Muitos gols e nenhum título aconteceriam na passagem de Kempes pelo novo clube. Convocado pelo técnico Vladislao Cap para a Copa do Mundo de 1974, pouco fez na Alemanha: nenhum gol nos cinco jogos da seleção da Argentina. Um deles, a derrota para o Brasil por 2 a 1. Artilheiro só aparece na segunda fase Em 1978 — Kempes cumprindo como artilheiro sua segunda temporada na Espanha —, a Argentina finalmente realizava sonho alimentado desde antes de a Copa do Mudo existir: o de ser a sede da mais importante festa do futebol. Lutara muito por isso. Protestara contra a Fifa nas vezes em que fora preterida. Não achava justo, por exemplo, Uruguai, Brasil, Chile e México terem sido escolhidos antes dela, na época em que o sistema de rodízio determinava que uma disputa fosse na Europa e a seguinte nas Américas. Em 1972, sem que se previsse em que país a Argentina estaria transformada dali a seis anos, a Fifa concordou: chegara sua hora de realizar o velho sonho. Cesar Luís Menotti era o técnico da seleção da casa. Jovem, inteligente, capaz. Tinha o time na cabeça e, neste time, lugar certo para o centroavante que se exilara em Valencia. Convocou Kempes e fez dele seu titular, sem precisar convencê-lo de que o futebol argentino — e não a ditadura — precisava dele para conquistar um título que eles perseguiam havia 48 anos (os argentinos jamais se conformaram por perderem para os uruguaios, em Montevidéu, a primeira Copa do Mundo). Foi das mais sombrias das disputadas desde 1930, o clima do regime se fazendo presente nas ruas, nos estádios e até dentro dos campos. Tecnicamente, só não seria inferior à que se cumpriria em 1990, na Itália. A própria Argentina, favorita pelo futebol e por ser a anfitriã, não começou bem. Na primeira fase, venceu a Hungria e a França e perdeu para a Itália. Kempes, o goleador, não marcou nesses jogos. Mas Menotti insistiu. Para que outro Kempes surgisse na segunda fase e, mais ainda, na grande finalíssima. Logo contra a Polônia, vitória de 2 a 0, dois gols dele. No 0 a 0 com o Brasil, nada. E na duvidosa vitória de 6 a 0 sobre o Peru, o primeiro e o terceiro gols foram seus. Como a Argentina se classificou para a decisão com aquela goleada, superando o saldo que o Brasil conseguira três horas antes, suspeitou-se de que os peruanos teriam sido subornados. Até o fato de seu goleiro naturalizado, Ramon Quiroga, ter nascido em Rosario (na mesma cidade da goleada), parecia estranho. Mais ainda, a pífia atuação peruana. Anos depois, reportagens e até livro seriam publicados com detalhes documentados da farsa que beneficiara a Argentina. Alheio às discussões, o time de Menotti foi para a final com a Holanda. Empate de 1 a 1 nos 90 minutos, gol argentino de Kempes. E vitória de 2 a 0 na prorrogação, primeiro dos dois gols novamente de Kempes. Festa azul e branca no Monumental de Nuñez, com Videla entregando a taça de ouro a Daniel Passarella. Numa Copa do Mundo tecnicamente pobre (em que até a desorientada seleção brasileira de Cláudio Coutinho achou-se no direito de intitular-se "campeã moral"), nada mais justo do que um goleador sobressair a ponto de ser eleito o craque da vez. Não era a primeira, nem seria a última, em que a imprensa e o público seriam mais sensíveis aos gols marcados do que às eventuais virtudes técnicas dos concorrentes. Desse modo, artilheiro e craque foram o mesmo: o autor dos gols decisivos terminando como principal herói. Era bom centroavante, mais oportunista que clássico, vivo, ágil, chute preciso e, principalmente, muita vontade. Terminada a festa, Kempes voltou para Valencia. O mesmo cabelo comprido, a mesma aparência que tanto incomodava os homens. Na seleção, nunca mais foi o mesmo, inclusive na Copa de 1982, a das derrotas para Itália e Brasil. Voltaria à Argentina para vestir a camisa do River Plate em 1981/1982 e novamente a Valencia, para mais dois campeonatos. Jogou por outros clubes da Europa, virou técnico, comentarista de TV e, para perpetuar-se graças ainda aos seis gols em 1978, nome de estádio, o antigo Olímpico Chateau Carreras, de Córdoba, sua província natal.
oglobo.globo.com | 13-12-2011
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"Circula no chão! Circula no chão!" Ronnie Moran, o assistente-técnico do Liverpool passou anos na beira do campo gritando a mesma coisa. Aqueles que falam que antigamente o futebol inglês era só chutão estão esquecendo do time de Liverpool, campeão da Europa em 1977, 78, 81 e 84. O time quase nunca levantou uma bola. Tratava-se de um time frio, uma máquina, sem a alegria e empolgação do Barcelona de nosso dias, mas com uma paciência e um troca de passes parecidos. Não pretendo discutir a superioridade do Flamengo em cima do Liverpool. Como quase todos os ingleses, sou amante incondicional da seleção brasileira de 1982, e a mera presença do Zico com a camisa 10 da Gávea é suficiente para ganhar a parada. Não acho, porém, que o jogo em Tóquio do dia 13 de dezembro 1981 é uma medida muito confiável dos méritos relativos dos times. Mais ainda do que em nossos dias, para os ingleses o jogo no Japão não passou de um amistoso. Nem foi transmitido na televisão britânica. Lembro-me de um compacto, mais tarde naquele dia, seguido por jogos mais sérios do campeonato inglês. Mesmo assim, tenho a impressão de que, num enfrentamento levado 100% a sério por ambos, o Flamengo ainda seria vitorioso, embora com um placar menos elástico. Com certeza Graeme Souness, o brilhante, mas às vezes violento meio-campista do Liverpool, teria feito que Flamengo pagasse um preço mais alto pelo triunfo. Alem da genialidade indiscutível do time rubro-negro, há ainda o fato de que o Liverpool se encontrava numa fase difícil em dezembro de 1981. Foi uma época de transição. Depois da vitória sobre Real Madrid na final da Copa Europeia em maio, o goleiro Ray Clemence se foi, indo para Londres para jogar pelo Tottenham. A seu substituto, Bruce Grobelaar, de Zimbábue, faltou experiência e sobrou excentricidade. Com tempo virou um ídolo, uma personagem fundamental no campo e no vestiário. Mas, em dezembro 1981, estava verde ainda. Levando muitos gols, o Liverpool se encontrava naquele Natal num impensável décimo lugar na tabela do campeonato inglês. O jogo com Flamengo representa uma marca na reconstrução do time. O novato Mark Lawrenson jogou improvisado na lateral esquerda. Logo, logo iria se firmar na zaga, onde formou junto com Alan Hansen a dupla de defesa com a melhor saída de bola que eu vi na vida. O australiano Craig Johnston atuou improvisado na frente — posição que logo ia pertencer ao goleador Ian Rush, que com velocidade excepcional se aproveitou do talento e dos lançamentos do Kenny Dalglish. No início de 1982 começou a reação e o Liverpool acabou ganhando o campeonato inglês. O novo time ganhou corpo e venceu o Roma, com Falcão e Toninho Cerezo para tornar-se campeão da Europa de 1984. Tratava-se de um excelente time, embora acredito que nem o Liverpool de 84 seria capaz de parar o Mengão de 81. (*) Correspondente da BBC no Rio e tinha 16 anos em 1981
oglobo.globo.com | 13-12-2011
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RIO - O futebol do Rio de Janeiro termina 2011 celebrando a afirmação definitiva de sua evolução no cenário nacional e um fato inédito: terá três clubes na próxima Copa Libertadores. Em 2012 poderá acontecer o acerto de contas com a história. Apesar do crescimento nacional, os cariocas ainda estão bem atrás de outros estados em conquistas do principal torneio sul-americano. Das 15 conquistas brasileiras, o Rio tem apenas dois títulos da Libertadores: Flamengo, em 1981, e Vasco, em 1998 — os vascaínos haviam vencido o antigo Sul-Americano, em 1948. O Rio tem menos títulos do que Santos e São Paulo sozinhos. Cada um ganhou três vezes. E tem o mesmo número de títulos de Cruzeiro, Grêmio e Internacional. Os paulistas, ao todo, ganharam sete Libertadores, já que o Palmeiras ganhou uma vez. E o Rio Grande do Sul tem quatro títulos. FLA: ESTREIA NA ALTURA O título da Libertadores do Flamengo completou 30 anos em novembro, e o clube será o primeiro carioca a entrar em campo para tentar repetir o feito em 2012. Ao enfrentar o Real Potosí, no dia 25 de janeiro, na altitude boliviana, o rubro-negro iniciará a disputa de sua quarta Libertadores em seis anos (participou também em 2007, 2008 e 2010). Só o grande time liderado por Zico, no começo dos anos 1980, foi tão assíduo à principal competição sul-americana (disputou quatro vezes seguidas entre 1981 e 1984). O Flamengo já esteve em Potosí pela fase de grupos em 2007, quando empatou por 2 a 2. Desta vez, volta à altitude de quase 4.000 metros pela pré-Libertadores. Se conseguir superar o adversário, cairá num grupo contra um time argentino (provavelmente o Lanús), um paraguaio e um equatoriano.
Enfrentar um desafio na altitude logo no começo do ano obrigou o Flamengo a mudar os planos da pré-temporada. O time começa sua preparação em Londrina, no Paraná, no dia 4 de janeiro, e no dia 15 viaja para Sucre, cidade boliviana localizada a 2.800 metros do nível do mar. Os jogadores terão dez dias de treinos para se ambientarem à altitude até o jogo contra o Potosí, dia 25. Enquanto isso, no dia 21 de janeiro, uma equipe formada por reservas disputará a estreia no Campeonato Carioca, contra o Bonsucesso. Durante a preparação em Sucre, o time deve realizar pelo menos um jogo-treino contra uma equipe local. A viagem até Potosí será de ônibus, numa distância relativamente curta (cerca de 160km) mas de grande variação de altitude (Potosí é cerca de 1.200 metros mais alta). Por conta do excesso de curvas da estrada, o percurso pode demorar até três horas.
— Dividir a pré-temporada foi uma decisão técnica, estudada pela fisiologia e preparação física. Já teremos um jogo decisivo logo no início do calendário — disse o diretor-executivo, Luiz Augusto Veloso. VASCO: PÉS NO CHÃO Longe da Libertadores há 10 anos, o Vasco está tendo o cuidado de não se deslumbrar em ganhar a América a qualquer custo. Reforços virão dentro do que a situação financeira permitir. Serão, no máximo, cinco: para a defesa, lateral esquerda, meio-campo e ataque. Até o início da pré-temporada, em 5 de janeiro, o clube espera anunciar a maioria deles. — O ideal é apresentar o elenco na viagem para Atibaia (onde o time ficará até 20 de janeiro, pois o gramado de São Januário não estará pronto). Temos um bom time, mas que requer contratações para uma Libertadores. Todos que virão vão ter o mesmo perfil das últimas negociações, seja por empréstimos ou ajuda de investidores. O Vasco mudou de patamar de credibilidade, mas as dificuldades financeiras continuam — disse o diretor executivo Rodrigo Caetano. Prioridade total do clube na próxima temporada, a Libertadores do Vasco vai ter São Januário como maior aliado. Dos quatro primeiros jogos, três serão em casa. O primeiro será contra o Nacional, do Uruguai. — Estamos em um grupo difícil. Nossa classificação vai ser feita em casa — afirmou Caetano. O clube pretende usar o Carioca como preparação para a Libertadores. As rodadas iniciais antes da estreia servirão para dar ritmo ao time titular. O Estadual também servirá para dar ritmo ao torcedor. Até o fim do ano, o clube vai lançar o pacote de todos os jogos do time na temporada (em São Januário e no Engenhão), com vantagens para sócios e não-sócios. — Estamos terminando os últimos detalhes. Entre as vantagens terá o cartão que servirá de ingresso para todas as partidas de mando de campo do Vasco. O torcedor que comprar o pacote, receberá um kit em casa — explicou o diretor de marketing do clube, Marco Blanco. FLU: PRIORIDADE TOTAL A fórmula para o Fluminense ir bem na Libertadores vem do Sul. O técnico Abel Braga traçou o mesmo planejamento de quando foi campeão com o Internacional, em 2006: fazer do torneio continental a prioridade e usar time misto no Estadual é a estratégia tricolor em sua segunda, e inédita, participação consecutiva no torneio. — Os times do Sul do país dão enorme importância à Libertadores. E o Fluminense vai dar também — prometeu o técnico Abel Braga. — Vamos movimentar o time e usar a equipe mista no Carioca, como é comum na Europa. Mas vamos entrar para vencer — afirmou o presidente Peter Siemsen. O apoio da torcida, como em 2008, quando perdeu a final para a LDU, será essencial. Mesmo sem poder reduzir o valor dos ingressos, o Fluminense vai procurar facilitar a venda. Já em janeiro, os sócios do clube que optarem por trocar a carteirinha para um moderno modelo com chip poderão utilizá-la como ingresso, após fazer a compra virtual em um site. Para o jogo com o Boca Juniors, na estreia, ainda sem data, não é certo que a medida esteja valendo. Depois do fiasco de público na Libertadores deste ano, surgiu nas Laranjeiras uma corrente que defende mandar alguns jogos da competição em Volta Redonda. Mas o presidente é contra. Terceiro no Brasileiro, o Fluminense entrou direto no Grupo 4, ao lado de Boca, Zamora (Venezuela) e Arsenal de Sarandí (Argentina) ou Sport Huancayo (Peru). Assim, a primeira etapa do planejamento foi cumprida. Agora, Abel quer trabalhar para adaptar o time ao estilo de jogo e de arbitragem praticados na América do Sul. — O futebol do Sul é mais competitivo e se adequa ao estilo da Libertadores. O do Rio é mais malandro, exibicionista. Mas, pelos anos que o Rio teve desde 2009, virá forte em 2012. Acabou aquela supremacia de São Paulo — disse Abel.
oglobo.globo.com | 11-12-2011
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A Lazio de Roma, que quarta-feira recebe o Sporting na sexta e última jornada do Grupo D da Liga Europa, venceu este sábado no terreno do Lecce por 3-2, em jogo da 15.ª ronda da Liga italiana de futebol.
rss.feedsportal.com | 10-12-2011
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O PÚBLICO acompanha em directo os jogos dos três “grandes” do futebol português e disponibiliza o calendário e os resultados actualizados ao minuto de todas a partidas das cinco principais ligas europeias – de Inglaterra, Espanha, Itália, França e Alemanha –, da Liga dos Campeões, da Liga Europa e ainda do “brasileirão”.
feedproxy.google.com | 10-12-2011
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RIO — O interesse pela prática de maratonas e corridas cresce em todo o mundo. E as pessoas que gostam de correr e precisam de drogas para controle do colesterol devem tomar mais cuidado, alerta Ricardo Guerra, mestre em Ciência da Fisiologia do Esporte pela Liverpool John Moores University; com experiência em diversos clubes de futebol do Oriente Médio e da Europa e nas seleções nacionais do Egito e Qatar. Esses medicamentos aumentam os níveis de uma enzima prejudicial aos músculos após corridas de longa duração. Em entrevista, ele diz o que fazer para se proteger. O GLOBO: Maratonistas que precisam tomar estatinas para controle de colesterol devem ter maior cuidado? RICARDO GUERRA: A maratona por si só é uma agressão fisiológica a diversos sistemas do organismo. Um estudo publicado no American Journal of Cardiology examinou o efeito das estatinas sobre uma enzima muscular chamada creatina quinase. Níveis elevados desta enzima no sangue e nos músculos após exercício intenso têm uma alta correlação com danos aos músculos esqueléticos. A maratona e outros esportes como o triatlo, que exigem extrema resistência, estão associados a danos significativos ao tecido muscular. Níveis da enzima creatina quinase podem elevar-se, em média, de dez a 15 vezes (ou até mais) 24 horas após o término de uma maratona. Entretanto, o organismo tem a capacidade de reparar as estruturas das células musculares, na grande maioria das pessoas. O GLOBO: O que diz o estudo? RICARDO GUERRA: O estudo conduzido por Beth Parker, do Henry Low Heart Center, no Hartford Hospital, de Connecticut, descobriu que os níveis de creatina quinase após a corrida eram significativamente maiores no grupo de corredores que estava usando estatinas para tratar o colesterol elevado do que no grupo de controle (não usuários). Daí se deduz que o risco de danos ao tecido muscular dos maratonistas que usam a estatinas tende a ser maior. Os valores mais altos de creatina quinase em corredores usuários de estatinas poderiam, em casos extremos, aumentar a predisposição a uma grave e aguda condição muscular: rabdomiólise. Isto é a quebra da parede plasmática das células que formam os músculos, o que induz a liberação do seu conteúdo no sangue, e isto é lesivo aos rins. O GLOBO: O que os corredores devem fazer? RICARDO GUERRA: Recomendo que usuários de estatinas procurem sempre seu médico. Embora não existam estudos que comprovem que o uso das estatinas por corredores ou maratonistas afetem seu desempenho nas corridas, é bem possível que a performance e o rendimento de muitos atletas seja prejudicado, principalmente os de elite. Na literatura científica há relatos de atletas profissionais que apresentam níveis elevados de colesterol e raramente toleram o tratamento com estatinas, por causa de problemas musculares provocados por elas. Existe um entendimento de que tais medicamentos atingem os músculos de forma negativa; tanto que a indústria farmacêutica está empenhada no desenvolvimento de uma classe de estatinas que não têm capacidade de atacar os músculos. Fica claro que existe maior desgaste muscular. As dores e a fadiga, em geral, são muito comuns em usuários das estatinas, não só em corredores. Pesquisas demonstram que essas drogas afetam os principais processos fisiológicos que estão diretamente envolvidos na contração muscular. O GLOBO: Corredores devem interromper o uso de estatinas? RICARDO GUERRA: O atleta deve sempre procurar a orientação profissional do seu médico sobre a viabilidade de suspensão das estatinas. Porém, é aconselhável tal interrupção alguns dias antes da prova. Da mesma forma, quanto aos treinamentos, o corredor deverá informar a seu médico a carga de exercícios programada antes da prova. Então ele pode dizer como proceder. Não existem estudos que determinem exatamente o número de dias que são necessários sem o uso de estatinas, para que corredores não corram riscos em decorrência de sua participação numa maratona. O organismo de cada corredor, dependendo de sua capacidade fisiológica, apresentará em maior ou menor grau reações adversas em razão dos esforços durante a prova. O GLOBO: Corredores que tomam estatinas podem apresentar problemas emocionais? RICARDO GUERRA: Há muitos relatos de casos em que as estatinas prejudicam a função neurológica, não apenas em corredores. Existem queixas de problemas cognitivos, como falta de atenção e concentração e até perda de memória, além de problemas emocionais, causados pelas estatinas. Medicamentos que inibem a produção de colesterol no fígado, como as estatinas, podem também inibir a síntese de colesterol no cérebro, o que é prejudicial para a função neurofisiológica normal. Se a síntese de colesterol é inibida no cérebro, o mecanismo que inicia a liberação de neurotransmissores fica comprometido.
oglobo.globo.com | 10-12-2011
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RIO - Cedido pelo Benfica ao Botafogo, o meia Felipe Menezes afirmou que pretende continuar no clube carioca mesmo após o final do período de empréstimo, que termina em junho de 2012. De acordo com o jogador, que esteve no banco do reserva durante a maior parte do campeonato e que não chegou a ganhar a simpatia da torcida, o Brasil oferece as mesmas oportunidades do que o futebol europeu. - Não penso em voltar à Europa, sinceramente. Meu objetivo é ficar aqui no Botafogo. Ainda tenho seis meses de contrato e quero continuar depois por mais tempo. Estive lá fora, vi a realidade de um clube grande, mas o futebol não perde em nada, só em organização. Temos condições de competir de igual para igual com a Europa - afirmou o meia à Rádio Brasil. O jogador que surgiu no Goiás antes de ir para o futebol português em 2009 marcou quatro gols pelo Botafogo no Brasileiro. Apesar de ir em alguns jogos, como contra o Atlético-MG e Corinthians, foi só no final da competição, já sob o comando do preparador de goleiro Flávio Tenius que ganhou a vaga de titular. Para o próximo ano, ele acredita que a diretoria precisa se mexer para melhorar o elenco. - Tem que qualificar o grupo mesmo, estou tranquilo. Se o clube tem como objetivo conquistar títulos, tem que se reforçar. Tem que disputar posição, não tem problema. No início do ano, todos começam no mesmo nível e terão oportunidades de mostrar trabalho. Estou preparado para assumir a responsabilidade. Quando o Botafogo precisou de mim, ajudei - disse.
oglobo.globo.com | 09-12-2011
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A crise financeira europeia e o bom momento da economia brasileira têm favorecido o futebol brasileiro. Embora endivi...(leia mais)
feedproxy.google.com | 08-12-2011
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A crise financeira europeia e o bom momento da economia brasileira têm favorecido o futebol brasileiro.. Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 08-12-2011
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O FC Porto não vai ser cabeça-de-série no sorteio dos 16 avos-de-final da Liga Europa de futebol, por ter sido apenas o quinto melhor terceiro classificado da fase de grupos da Liga dos Campeões.
rss.feedsportal.com | 08-12-2011
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