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RIO - Admitindo que qualquer esforço no âmbito da ONU será “neutralizado” pela oposição da Rússia e da China, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, propôs no domingo a criação de um grupo de países amigos da Síria como alternativa para a comunidade internacional continuar tentando impedir o prolongamento do conflito interno que já deixou cerca de seis mil mortos em menos de um ano. Hillary fez a proposta na Bulgária, após chamar de farsa a votação do último sábado no Conselho de Segurança da ONU, na qual Moscou e Pequim vetaram a proposta apoiada pelos demais 13 países, que condenava a violência na Síria, ordenava a imediata retirada das ruas das tropas do regime de Bashar al-Assad e apoiava o plano da Liga Árabe para uma transição democrática no país. — Temos de redobrar nossos esforços fora das Nações Unidas com os aliados e parceiros que apoiam o direito de o povo sírio ter um futuro melhor. Vamos trabalhar com os amigos de uma Síria democrática em todo o mundo para ajudar a oposição em seus planos pacíficos de mudança — afirmou a secretária de Estado. Diplomatas americanos afirmaram que entre as possíveis ações coordenadas desse grupo de amigos estariam o aumento de sanções econômicas ao regime Assad, a tentativa de unir grupos oposicionistas diferentes dentro e fora da Síria e o envio de mais ajuda humanitária ao país. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também afirmou estar em consultas com países europeus e árabes para a criação de um “grupo de amigos do povo sírio”. A iniciativa tem como inspiração o chamado Grupo de Contato sobre a Líbia, que supervisionou a distribuição de ajuda humanitária aos opositores do ditador Muamar Kadafi. Naquele caso, porém, o grupo também esteve à frente das operações da OTAN para proteger civis, algo que não está previsto no caso sírio. A possibilidade de uma intervenção militar externa, disse Hillary, está totalmente descartada. No domingo, os protestos deixaram mais vítimas. As agências de notícias afirmam que ao menos 19 pessoas morreram, incluindo cinco crianças e uma mulher que foi atingida por uma bala enquanto assistia aos manifestantes e às forças de segurança de sua varanda no subúrbio de Damasco. Já a rede de TV CNN noticia que pelo menos 43 pessoas morreram, citando uma rede de ativistas das oposição. Segundo o canal, 29 das vítimas do dia morreram em Homs, cenário de alguns dos piores combates das últimas semanas. Grupos de oposição dizem que mais de 300 civis morreram e centenas ficaram feridos na cidade oriental desde quinta-feira. Chanceler russo viaja a Damasco O veto russo e chinês à resolução contra a Síria aconteceu horas após aquele que vem sendo descrito como o mais letal massacre desde o início do conflito sírio. Segundo ativistas, até 260 pessoas foram mortas na cidade de Homs após ofensiva militar com tanques e morteiros. No domingo, o presidente do Conselho Nacional Sírio, que aglutina a oposição a Assad, foi duro contra Pequim e Moscou. — Esse veto equivale a uma nova licença para matar dada por esses dois países para Bashar al-Assad e seu regime criminoso, que só sábado matou 300 pessoas. Considero esses países responsáveis pela escalada de morte e genocídio — disse Burhan Ghalioun. A agência governamental chinesa Xinhua afirmou justamente o contrário: que o veto “está destinado a aprofundar a busca de uma solução pacífica da crônica crise síria e evitar possíveis soluções drásticas e arriscadas”. — Quem apoia essa resolução está empurrando a oposição ao poder e não preocupado em impedir a continuação do conflito armado — disse, por sua vez, o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin. A Rússia diz apostar na continuação das negociações diplomáticas com o regime de Assad. O chanceler do país, Sergei Lavrov, tem uma viagem ao país árabe prevista para amanhã. O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, elogiou os esforços da Rússia e da China e criticou os outros países do Conselho de Segurança da ONU e demais patrocinadores da resolução, que incluem a Arábia Saudita e outros sete países árabes. — Países nos quais as mulheres não podem ir a um jogo de futebol não têm o direito de querer ensinar democracia à Síria — afirmou. Apesar dos vídeos que circulam pela internet com imagens fortes do massacre em Homs, Jaafari também insistiu que forças do governo não tiveram nada a ver com o episódio, argumentando que “nenhuma pessoa de bom senso” lançaria um ataque como esse horas antes de uma votação na ONU. A vitória no Conselho de Segurança não diminui o isolamento internacional cada vez maior da Síria. A Tunísia, país onde se iniciou a Primavera Árabe, já expulsou o embaixador sírio e instou os demais países da região a fazer o mesmo. Marrocos e Turquia também expressaram seu desagrado com a decisão na ONU. — Infelizmente, a lógica da Guerra Fria permanece. A Rússia e a China não votaram com base na realidade, mas como uma atitude automática de se colocar contra o Ocidente — disse o chanceler turco, Ahmet Davutoglu. Apesar do duro discurso contra Pequim e Moscou, o chanceler britânico, William Hague, afirmou que o Ocidente continuará trabalhando para mudar a posição dos dois países com o objetivo final de promover uma mudança de regime na Síria. — Esse é um regime condenado. Não há maneira de ele recuperar a credibilidade nem internacionalmente nem com o seu povo — resumiu.
oglobo.globo.com | 06-02-2012
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A presidente Dilma Rousseff chegou hoje (2) a Bruxelas, capital da Bélgica, por volta das 14h (9h no horário de Brasília). Sem compromissos oficiais neste domingo, ela aproveitou o dia para visitar o Museu Margritte. Dilma ficará na Europa até o dia 9, depois de passar pela Bulgária e Turquia.
A presidente deve se reunir amanhã com o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, para falar sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Um dos temas da pauta é a Lei Geral da Copa, que foi encaminhada pelo governo há cerca de duas semanas ao Co
www.folhadaregiao.com.br | 03-10-2011
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De acordo com a Associação Inglesa de Futebol, mais um caso de racismo envolvendo o futebol europeu ocorreu nesta sexta feira. A entidade entrou com uma denúncia na Uefa contra ofensas racistas proferidas pelos torcedores da Bulgária ao meia Ashley Young, do Manchester United, na partida entre as duas seleções, no estádio Vasil Levski, pelas Eliminatórias da Eurocopa de 2012.
esportes.terra.com.br | 02-09-2011
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O presidente da federação italiana de futebol, Giancarlo Abete, festejou o resultado do sorteio, que colocou a Squadra Azzurra no Grupo B. Seus rivais mais fortes na chave serão Dinamarca, República Tcheca e Bulgária.
Abete disse que, se a Itália se classificar para a Copa, pretende instalar o time numa região do Brasil que tenha comunidade italiana.
Leia mais (31/07/2011 - 08h06)
redir.folha.com.br | 31-07-2011
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Os vizinhos dos Bálcãs Bulgária e Romênia estão considerando uma candidatura conjunta para organizar o Campeonato Europeu de 2020, disse nesta quarta-feira o presidente da União Búlgara de Futebol (BFU), Borislav Mihaylov. "Este é nosso desejo e os romenos querem também", afirmou Mihaylov a
www.estadao.com.br | 23-03-2011
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