Français | English | Español | Português

Europa Economia

Bélgica, Espanha e Itália são três países que vêm registrando variações negativas de preços - Suzanne Plunkett / Bloomberg News/18-12-2007

BRUXELAS - A nova queda da inflação na zona do euro registrada em setembro gera temores de uma espiral deflacionária e reforça a pressão para que o Banco Central Europeu (BCE) atue. Segundo a primeira estimativa da agência europeia de estatísticas Eurostat, divulgada nesta terça-feira, a inflação de setembro foi de 0,3%, o que representa o nível mais baixo desde outubro de 2009 e um décimo a menos do que em agosto. Há um ano a inflação foi de 1%, de acordo com a Eurostat.

A ameaça de uma espiral deflacionária está mais presente do que nunca. O índice de preços de agosto já levou o BCE a atuar no início do mês. Com esse índice historicamente baixo, a autoridade monetária reduziu sua principal taxa de juros para 0,05% e lançou um plano de compra de dívida privada para apoiar o mercado de crédito. À época, a medida foi saudada pela diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, no sentido de "enfrentar os perigos existentes em um período prolongado de baixa inflação".

A deflação (queda dos preços) é um fenômeno nocivo para o dinamismo da economia, porque prorroga as decisões de compra, com a expectativa de que os preços continuem baixando, e, com isso, desestimula os investimentos e o consumo, gerando um círculo vicioso de mais deflação.

A zona do euro, em seu conjunto, ainda não passa por essa situação, mas alguns de seus membros já estão sendo afetados. Na Bélgica, por exemplo, a inflação passou para o campo negativo em setembro (-0,12%), pela primeira vez desde novembro de 2009, no auge da crise financeira. Na Espanha, os preços caíram pelo terceiro mês consecutivo e marcaram -0,3% em um ano. Na Itália, a inflação caiu 0,1% em um ano, como no mês anterior, quando registrou essa situação inédita desde 1959.

A publicação dos dados da Eurostat não chega a ser uma surpresa, pois os analistas já haviam diagnosticado a desaceleração da inflação após a divulgação dos números da zona do euro.

— Este é um duro golpe naqueles que acreditavam que a inflação baixa era apenas um fenômeno temporário — disse Jennifer McKeown, analista da Capital Economics. — Os dados apresentados nesta terça-feira deixam claro que a deflação continua sendo uma ameaça séria.

O conselho de governadores do BCE — instituição que tem entre suas atribuições a de manter uma evolução de preços perto dos 2% — se reúne na quinta-feira. O presidente do BCE, Mario Draghi, já adiantou, contudo, que na reunião a instituição a se limitará a detalhar as novas injeções de liquidez no circuito monetário.

DESEMPREGO SE MANTÉM ESTÁVEL

Os analistas, porém, esperam que Draghi recorra a “instrumentos não convencionais adicionais”, como a compra massiva de dívida soberana, no final do ano e no início de 2015. Esse dado, somado ao da confiança econômica que voltou a cair em setembro, e um crescimento estagnado no segundo trimestre, não ajudam no cenário da economia da zona do euro.

Há ainda os dados de desemprego publicados nesta terça-feira pela Eurostat. O desemprego se manteve estável em 11,5% em agosto na região, segundo a Eurostat.

— A taxa de desemprego não é muito mais baixa do que o recorde de um ano atrás, de 12% — lembrou McKeown.

Para Howard Archer, da IHS Golbal Insight, a interpretação dos dados é contrastante. Por um lado, a inflação baixa e a queda do desemprego é uma boa notícia para os consumidores, já que aumenta seu poder aquisitivo, mas, por outro, a inflação em queda é uma notícia ruim para o BCE, devido ao perigo de deflação.

Para Archer, o BCE será “reticente” na execução de um programa de compra de dívida, algo que pode fazer "apenas se a zona do euro voltar à recessão e se a inflação continuar baixa".

oglobo.globo.com | 30-09-2014

MOSCOU - Especulações de que a Rússia está considerando adotar controles de capital em meio à pior performance entre os países emergentes no câmbio e em títulos empurraram o rublo abaixo do nível que o banco central (BC) havia estipulado como limite para intervir no mercado.

A moeda russa escorregou temporariamente para 44,40 ante a cesta de moedas de dólares e euros usada pelo Banco da Rússia como parâmetro, depois que duas fontes informaram que os gestores da política monetária do país estariam considerando aplicar restrições temporárias, caso a fuga líquida de divisas aumente significativamente. Mais tarde, o BC emitiu um informe, negando que estivesse estudando estabelecer limites no fluxo de capitais. O rendimento dos bônus de dez anos subiu seis pontos básicos, para 9,42%, levando o aumento deste trimestre a 102 pontos básicos.

O presidente Vladimir Putin enfrenta especulações do mercado em meio às sanções de EUA e UE por crise na Ucrânia - RIA NOVOSTI / REUTERS

Sinais de que restrições ao fluxo de dinheiro serão impostas novamente, depois que tal política foi abandonada há oito anos, ameaçam provocar uma corrida de venda de ativos russos. Esse movimento já vem ocorrendo desde que os Estados Unidos e a União Europeia (UE) ampliaram as sanções econômicas contra o presidente Vladimir Putin por causa do conflito com a Ucrânia. O rublo perdeu 14% frente ao dólar este trimestre, quebrando recordes de queda nos últimos três dias.

— A fuga de capitais deverá aumentar fortemente agora — estimou Stanislav Kopulov, gestor do UralSib Asset Management, em Moscou. — Quando se é ameaçado dessa forma (mais controle de capital), é preciso tirar o dinheiro urgentemente.

O BC da Rússia está analisando todos os possíveis cenários sobre como implementar os controles de capital, segundo as fontes, que pediram para não serem identificadas porque a decisão ainda não foi tomada. Elas também não deram um prazo para a implementação das medidas e disseram que estas terão um caráter preventivo, sendo aplicadas apenas se a saída líquida de capital crescer significativamente.

LONGA CONFRONTAÇÃO

Os gestores da política monetária não estão discutindo qualquer limitação sobre os fluxos de capital entre fronteiras, de acordo com nota divulgada no site do banco central. O rublo caía 0,1%, para 44,2573, às 16h57m desta terça-feira, em Londres. A moeda russa perdeu 0,4% frente ao dólar, caindo para 39,5800, elevando a desvalorização no trimestre para 14%, a pior entre os 24 países emergentes analisados pela Bloomberg.

As discussões sobre tais medidas são o sinal mais recente de que as sanções estão atingindo a Rússia e levando a autoridade monetária a repensar a aplicação de políticas que vinha evitando. A queda de hoje ocorre num momento em que a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que a UE e os Estados Unidos podem estar enfrentando uma longa confrontação com a Rússia, citando os 40 anos que a Alemanha Oriental levou para escapar ao controle comunista.

A situação dos bônus soberanos, porém, não está tão caótica. Embora tenham recuado no trimestre, os títulos de dez anos do governo completaram seu melhor mês desde maio, depois que o cessar-fogo no Leste da Ucrânia ajudou a aliviar as preocupações dos investidores de que a crise militar na região fosse piorar. O Ministério de Finanças da Rússia informou que fará seu segundo leilão de títulos nesta quarta-feira, oferecendo 15 bilhões de rublos (US$ 379 milhões) por meio de securitizações em moeda local, com vencimento em janeiro de 2028.

ÚLTIMA INTERVENÇÃO

A Rússia provavelmente não vai introduzir controles de capital a não ser que suas reservas internacionais comecem a cair num ritmo mensal de US$ 20 bilhões, afirmou Vladimir Osakovskiy, economista do Bank of America, em comentários difundidos por e-mail. “A declaração é certamente negativa para todos os tipos de ativos na Rússia à proporção que estimula mais desinvestimento”, acrescentou.

A última vez que o BC russo interveio no câmbio foi em maio, elevando a US$ 40 bilhões o total das reservas vendidas pelo governo este ano para conter o êxodo de investidores de ativos locais. Esse movimento se acelerou depois que Putin anexou a região da Crimeia em março.

O BC ampliou a banda de flutuação do rublo em agosto, à medida que se prepara para uma mudança rumo a um rublo flutuante, abandonando a política de usar as reservas para controlar os movimentos de câmbio e administrar a inflação em favor do uso das taxas de juros. Os gestores de política monetária elevaram a taxa básica de juros em 2,5 pontos percentuais para escorar a moeda este ano, mesmo com a economia se aproxima da recessão.

CLIMA RUIM

Quando a Rússia eliminou os controles de capital em 2006, o país se tornou um dos quatro maiores mercados emergentes a permitir um fluxo sem restrições entre suas fronteiras. O Ministério da Economia elevou sua estimativa de saída de capitais este ano para US$ 100 bilhões, uma alta de 64% em relação ao ano passado.

— (O controle de capital) poderá levar alguns estrangeiros a retirarem seu capital, o que poderá provocar aumento de saídas — estimou Olega Popov, do Allianz Investments, o braço de investimentos da maior seguradora da Europa. — Isso é ruim para o clima de investimento. Qualquer investidor calcula o potencial de retorno combinado com o risco que sua aplicação corre.

oglobo.globo.com | 30-09-2014
Em 2011, yuan era a 21ª moeda mais utilizada no mundo; hoje já é a sétima - Brent Lewin / Bloomberg/23-6-2014

PEQUIM - As autoridades chinesas deram nesta segunda-feira mais um passo em direção à internacionalização de sua moeda. A partir de agora, o yuan poderá ser negociado diretamente com o euro no mercado interbancário, segundo anunciou nesta segunda-feira o Banco Popular da China (banco central).

Na prática, o intercâmbio entre as duas divisas deixará de ser calculado através de uma terceira moeda, geralmente o dólar americano, e o valor passará a ser fixado diretamente. Em comunicado, o BC chinês afirma que a medida ajudará a reduzir os custos de conversão, estimulará o uso do yuan e do euro, vai incrementar as relações comerciais como o investimento bilateral, promovendo maior cooperação financeira entre China e Europa, reforçando os laços econômicos entre as duas regiões.

China e União Europeia são os dois maiores blocos comerciais do mundo, com um volume de intercâmbio de € 559 bilhões em 2013 (último dado disponível). Durante seu giro europeu em abril pelo continente europeu, o presidente chinês Xi Jinping apelou para que ambas as partes trabalhassem conjuntamente para que esta cifra chegue a US$ 1 bilhão em 2020. China e UE também começaram a negociar este ano um acordo de investimento bilateral com o objetivo de eliminar barreiras a investimentos em ambas as regiões.

Em outubro de 2013, o Banco Central Europeu (BCE) assinou com o equivalente chinês uma linha de intercâmbio bilateral de euros e yuans pelo prazo de três anos. O acordo permite o acesso máximo de 350 milhões de yuans por parte do BCE e de € 45 bilhões em contraparte à China. Em março, se estabeleceu, em Frankfurt, o primeiro banco da zona do euro habilitado para efetuar as operações comerciais internacionais em yuan. Londres e Bruxelas também têm se esforçado para servir de ponte financeira entre as companhias chinesas e europeias.

Com o acordo, o euro se convertirá na sexta das principais divisas que poderão ser transacionadas com o yuan, assim como o dólar americano, o iene japonês, o dólar australiano e neozelandês e a libra esterlina. Com a Nova Zelândia e a Grã-Bretanha, o acordo foi firmado este ano, e as autoridades estão otimistas em uma breve adesão do won sul coreano.

Nos últimos meses, a China tem posto em prática diversas medidas para que o yuan ganhe relevância cada vez maior nos mercados internacionais. Segundo dados do provedor de serviços financeiros Swift, hoje, 1,64% do total das transações mundiais foi realizado em yuan, em agosto. Embora seja uma participação mínima em comparação com o dólar, o crescimento do uso da moeda chinesa vem sendo constante desde fins de 2011, quando era a 21ª moeda mais utilizada, ao passo que hoje já é a sétima.

Para os analistas, o prestígio internacional da moeda chinesa vai depender do processo de liberalização econômica no país. Apesar dos avanços recentes — em março, o governo ampliou a banda de flutuação do yuan frente ao dólar, de 1% para 2% — as autoridades chinesas parecem não ter pressa em aprofundar essas reformas.

oglobo.globo.com | 29-09-2014
O indicador económico da Comissão Europeia, que mede as expetativas das familias e das empresas, também subiu em Portugal em Setembro - dados que contrariam a tendência de queda registada tanto na zona euro como na União Europeia.
www.rtp.pt | 29-09-2014
Para ter uma viagem realmente dos sonhos, o ideal é que ela seja planejada com bastante antecedência. Não importa se o destino é um país vizinho, Europa, Estados Unidos, ou se o passeio vai ser pelo Brasil mesmo. Quem contrata primeiro, garante os melhores lugares e, por consequência, os melhores preços e, dependendo do período em que o pacote for fechado, a economia pode chegar a até 40%.

Segundo a Aviesp (Associação das Agências de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo), é possível contratar um roteiro com até 345 dias de antecedência da data do embarque. De
Stephen Harper. primeiro-ministro canadense quebrou imagem da influência europeia no Canadá e aproximou país dos Estados Unidos - CARLO ALLEGRI / REUTERS

TORONTO — Como Ronald Reagan nos Estados Unidos e Margaret Thatcher no Reino Unido, o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, pertence à linhagem de governantes que aspiram a mais do que simplesmente governar. Ao deixar o poder transformaram seu país para sempre. O conservador Harper foi reeleito duas vezes desde a primeira vitória em 2006, e busca um quarto mandato em 2015, o que o colocaria entre os cinco chefes de governo canadenses com os mandatos mais longos.

Com Harper, se diluiu o velho Canadá: a terra do consenso e do Estado de bem-estar, que colocou seu centro de gravidade na província francófona de Quebec e em sua vizinha, a anglófona Ontario, onde o Partido Liberal era o partido natural do governo. A Escandinávia norte-americana.

E então emerge outro Canadá. Um país que se parece menos para a Europa e mais com a Ásia. Um país onde a explosão do petróleo alterou o equilíbrio econômico e o poder deslocou-se para as províncias do Oeste, mais próximas culturalmente dos Estados Unidos. Mais confiante e menos ligado ao multiculturalismo, marca da política externa canadense no século XX.

Harper nasceu em 1959, em Ontário, mas aos 19 anos mudou-se para o oeste, para Alberta para trabalhar na indústria do petróleo. Ele chegou ao poder sob o estigma entre seus detratores de ser um George W. Bush canadense, o homem que americanizaria o Canadá. Agora, depois da alemã Angela Merkel, é o líder mais veterano do G7. E é, sem dúvida, o mais conservador do grupo. "O líder do mundo livre", o chamam alguns na direita americana, para ressaltar que Barack Obama não está a sua altura.

O Canadá — segundo país mais extenso do planeta, atrás apenas da Rússia, e lar de uma população de 35 milhões de habitantes — abandonou o Protocolo de Kyoto, o acordo internacional para combater a mudança climática. A retórica nacionalista e militarista, um estilo de governo polarizador, o apego aos símbolos da Coroa Britânica (o Canadá é uma monarquia constitucional) e a defesa de um estado mais fraco na economia, e de políticas de lei e ordem, o distinguem da maioria de seus antecessores no número 24 da rua Sussex, a residência do premier canadense em Ottawa.

O cientista político Stephen Clarkson, professor da Universidade de Toronto, observa "uma mudança fundamental na natureza política interna e também na posição do Canadá no mundo". Clarkson co-escreveu “Trudeau e nossos tempos”, a principal biografia do primeiro-ministro Pierre Elliott Trudeau, refundador do Canadá moderno e pai de Justin Trudeau, atual líder do Partido Liberal, que espera derrotar Harper na próxima eleição.

— Na política interna, a mudança fundamental, não é de Harper, mas sim o deslocamento do centro de gravidade de Ontário para Alberta por causa da exploração de recursos petrolíferos, com uma mudança do centro de gravidade político de Ontário para Calgary e Edmonton — afirma Clarkson, em alusão à capital do petróleo e à capital administrativa de Alberta.

Darrell Bricker e John Ibbitson falam do fim do consenso Laurentian, o consenso da elite da bacia do rio St. Lawrence, que vive no corredor entre Montreal e Toronto, passando por Ottawa. Ibbitson, jornalista do diário “Globe and Mail”, e Bricker, diretor-executivo da Ipsos Public Affairs, escreveram The Shift Big ( “A grande mudança”), um ensaio que marcou o debate sobre o novo do Canadá de Harper.

— A grande mudança começou provavelmente em 1970, com a mudança na composição da imigração para o Canadá: nós começamos a ver mais pessoas da Ásia. Mas também, com a transição da população: o movimento de pessoas e poder de Ontário, especialmente nos arredores de Toronto, e no oeste do Canadá. É muito diferente de como funcionava antes o país como uma Entente Cordiale entre Quebec e Ontário — diz Bricker. — Havia a ideia de três culturas fundadoras: a francesa, a inglesa e a aborígene. A mudança de poder reduziu o peso do francês no país: 2011 foi o primeiro ano em uma geração em que o percentual de pessoas que diziam falar francês diminuiu. Devido à grande imigração, a população aborígene tornou-se também uma pequena parte do total da população. O Canadá aceita entre 250 e 300 mil imigrantes por ano, mais do que qualquer outro país em proporção de habitantes, e a maioria vem da Ásia. As velhas identidades, francesa, inglesa ou aborígene, importam menos. O pacto fundador perde relevância. O multiculturalismo promovido por Pierre Trudeau remodelou o país, mas tem ajudado a corroer as elites que o instituíram.

Harper, escrevem Bricker e Ibbitson, construiu uma coalizão entre os novos imigrantes canadenses de um lado, e o Canadá branco dos subúrbios e zonas rurais do Oeste. Se durante o último meio século foram os quebequenses francófonos que lidavam com as alavancas do poder — e Trudeau foi o mais notável deles — agora é a vez dos canadenses ocidentais. Bricker e Ibbitson lembram que o primeiro-ministro tem seu feudo em Alberta, quase a metade do seu grupo parlamentar vem do Oeste ou do Norte e a presidente do Supremo Tribunal Federal é ocidental.

— As políticas de Harper são extremas: não tivemos essa experiência até agora na história do Canadá — diz Clarkson, que lamenta o declínio do peso do país no mundo.

— Harper tentou mover o país para a direita — admite Peter Coleman, presidente da coalizão conservadora Citizens National, cargo que Harper ocupou antes de se tornar primeiro-ministro. — Mas nem de longe é tão conservador como quando ele presidiu a Citizens National.

Mudança leva tempo. O Canadá mantém o sistema público de saúde, a rejeição da pena de morte, e uma cultura política favorável ao consenso. Nunca será os Estados Unidos. Mas também não é mais o velho Canadá de sempre.

— O significado da identidade canadense está em transição — afirma Bricker. — E é provável que Stephen Harper tenha sido o primeiro a entender isso.

oglobo.globo.com | 28-09-2014
A decisão anunciada pela Fifa, que baniu a participação de fundos de investimentos na compra de jogadores, deve representar uma mudança radical no mercado de transferências de atletas. Segundo estudo da KPMG, empresa de consultoria e auditoria, hoje outros investidores que não os clubes já detém de 3,7% a 7,8% dos valores de mercado dos jogadores da Europa. O montante pode chegar a R$ 3,3 bilhões.

No Brasil estima-se que essa participação seja ainda maior. Em marcados como Portugal, ela chega a 30%, segundo dados da KPMG. O investimento de terceiros em direitos econômicos de jog
"A sensação que temos é a de que a economia já está a virar", diz James Armstrong, vice-presidente da Sony responsável pelo Sul da Europa. Vendas totais de consolas subiram 39% este ano.
www.publico.pt | 24-09-2014
A Comissão Europeia considera que as reformas feitas em Portugal para incrementar a economia e a competitividade já começam a dar "sinais encorajadores", num relatório hoje divulgado sobre que avalia as medidas tomadas também em Itália, Espanha e Grécia.
www.rtp.pt | 22-09-2014

A economia da Alemanha continua robusta, afirmou o Banco Central do país nesta segunda-feira, prevendo um final de ano positivo no geral apesar da desaceleração até o momento. Em seu relatório mensal para setembro, o BC afirmou que a indústria alemã foi impulsionada em julho pelo fato de que houve menos feriados escolares durante aquele [...]

O post Alemanha continua como motor da Europa, garante o Banco Central apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.

correiodobrasil.com.br | 22-09-2014
Uma economia saída de uma crise financeira, com os bancos em situação frágil e o consumo e o investimento muito abaixo da oferta. É assim a zona euro de hoje e era assim o Japão dos anos 90 do século passado, antes de cair na armadilha da deflação.
www.publico.pt | 21-09-2014

BERLIM - Os fundos não utilizados no mecanismo de resgate da zona do euro poderiam ser usados para aumentar o investimento em todo o continente e ajudá-lo a se recuperar da pior crise financeira em uma geração, de acordo com uma reportagem de um jornal alemão neste sábado.

O Sueddeutsche Zeitung diz que especialistas aconselhando o novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, querem o dinheiro que o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) não precisa atualmente para ajuda financeira para ser reservado para investimentos.

Juncker tem como objetivo apresentar um plano de investimento de € 300 bilhões em novembro, sem a criação de nova dívida para ajudar a Europa a se recuperar da recessão, com as pessoas voltando ao trabalho e impulsionando o crescimento.

Com a economia da Europa lutando para se recuperar da recessão e desemprego, os Estados-membros da União Europeia encarregaram a Comissão Europeia e o Banco Europeu de Investimento (BEI) de propor projetos que gerem crescimento.

Sob o plano, cerca de € 80 bilhões de euros do capital pago no ESM poderia ser colocado em um fundo de investimento sob a administração do Banco Europeu de Investimento. O BEI, que foi chamado para fazer mais para ajudar o crescimento europeu, poderia então usar esses fundos para os seus projetos de infraestrutura, segundo o jornal.

oglobo.globo.com | 20-09-2014
A presidente da Reserva Federal dos EUA, Janet Yellen, defendeu esta quarta-feira que a economia europeia continua a ser um perigo para o resto do mundo devido ao seu crescimento extremamente vagaroso e baixa inflação.
feeds.jn.pt | 17-09-2014

RIO - O desenvolvimento da produção da área de Libra, no pré-sal na Bacia de Santos, vai exigir investimentos de US$ 80 bilhões nos próximos anos para o consórcio vencedor da licitação realizada pelo governo ano passado (Petrobras, Shell, Total, CNPC e CNOOC). A informação foi dada nesta terça-feira pelo vice-presidente das Américas de Exploração e Produção da petroleira francesa Total, Ladislaz Paszkiewcz.

A Total tem 20% do consórcio que vai explorar a área de Libra, que tem reservas estimadas entre 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo. O consórcio já começou a perfurar o primeiro poço no mês passado e pretende perfurar um segundo até o fim do ano.

O executivo, que está participando da Rio Oil & Gas, se mostrou bastante otimista com relação ao aumento das atividades da companhia francesa nas atividades exploratórias no Brasil. Paszkiewcz destacou que, nos últimos cinco anos, cerca de 40% das descobertas mundiais de petróleo foram feitas no Brasil. Em razão disso, a Total veio para o país em 2010 e no ano passado já arrematou dez blocos exploratórios na 11ª rodada de licitações feitas pelo governo.

— Há um grande potencial (de investimentos) no país, e com certeza muito petróleo a ser descoberto — disse Paszkiewcz.

O executivo disse que os preços do petróleo têm se estabilizado na faixa de US$ 100 o barril e que certamente ficará nesse nível nos próximos cinco anos. Isso por que a demanda deverá se retrair na Europa, além do fato do aumento da produção em outras regiões, como nos Estados Unidos.

Os executivos da Total presentes ao evento evitaram fazer críticas à atual política para o setor de petróleo, assim como fizeram na última segunda-feira executivos da Shell. Na ocasião a empresa levantou questões como a alta e complexa carga tributária e a questão do conteúdo local como algumas das questões que precisam ser aprimoradas para aumentar a atratividade do Brasil.

O presidente da Total no Brasil, Denis Besset, ao ser perguntado sobre o assunto disse apneas que “esta é uma discussão muito longa”.

oglobo.globo.com | 16-09-2014

RIO - Ter uma instituição entre as principais do mundo requer investimentos altíssimos em pesquisadores e forte internacionalização. A receita é da consultoria britânica Times Higher Education (THE), que, pela primeira vez, detalhou características das melhores 200 instituições de seu Ranking Mundial de Universidades feito anualmente. O levantamento completo será divulgado em 1º outubro, mas a entidade já adiantou alguns dados.

Segundo o estudo, em média, essas universidades têm uma receita anual de US$ 751.139 por pesquisador. Já o montante anual gerado por pesquisas é de US$ 229,109 por pesquisador. Além disso, elas contam com forte internacionalização, com cerca de 19% de seu corpo de alunos formado por estrangeiros e 43% das pesquisas publicadas com co-autoria internacional. Além disso, 20% dos funcionários dessas instituições são de outros países. Já a relação de alunos por profissionais que atuam nessas universidades é de 11,7 por um.

No ranking mundial do ano passado, o Instituto de Tecnologia da Califórnia encabeçou a relação, à frente das prestigiadas universidades de Harvard e Oxford. O Brasil ficou de fora das 200 primeiras. Apesar da USP ter ficado com a 158ª posição em 2012, ela escorregou para 226ª em 2013. Outra brasileira mencionada foi a Unicamp, em 275º lugar.

O editor do estudo, Phil Baty, ponderou que não existe um modelo único de sucesso, diante da infinidade de características e tamanhos das instituições. Entretanto, ele acredita que os dados divulgados nesta segunda-feira fornecem indicações claras para governos e gestores interessados na construção de uma universidade de classe mundial.

— Em primeiro lugar, é preciso ter uma boa verba assegurada. É essencial para pagar bons salários, atrair e reter os principais estudiosos e construir as instalações necessárias. Em segundo, deve-se proporcionar um ambiente de ensino íntimo e intenso, onde alunos possam conviver adequadamente com os principais professores — comenta.

Por último, Baty cita a internacionalização, que considera ser a questão mais importante:

— Uma universidade de classe mundial deve ser realmente internacional, atraindo os profissionais mais talentosos e estudantes de toda parte do mundo, para que possa unir as pessoas a partir de uma gama de diferentes culturas e origens, capazes de combater de maneira compartilhada os desafios globais. É preciso trabalhar e pensar além das fronteiras nacionais.

VEBRA COMO GARGALO

A pró-reitora de graduação da UFRJ, Ângela Rocha, afirma que, financeiramente, a realidade da instituição ainda é muito distante da observada pela THE no top 200. Por exemplo, se a média da receita gerada pelas pesquisas apontada no levantamento fosse aplicada à UFRJ, o resultado seria um montante de R$ 920 milhões só neste recorte, levando-se em consideração que há cerca de dois mil acadêmicos na instituição. Mas, atualmente, a verba de custeio da universidade, que é a principal fonte de financiamento de pesquisas, além de também ser destinada a gastos como manutenção e contratos, é de R$ 350 milhões.

— De 2006 para cá, a UFRJ aumentou em mais de 50% o número de alunos. Mas esse esforço tem que ser acompanhado por um investimento proporcional. De fato, nossa verba aumentou, se levarmos em consideração que a instituição tinha R$ 45 milhões de custeio em 2002. Mas o aumento ainda é pouco, diante da pressão por políticas de e assistência estudantil e novas instalações — diz. — É nosso papel estar na vanguarda, mas atingir esse posto exige orçamentos contínuos e cada vez maiores.

No que diz respeito à internacionalização, os números da UFRJ também ficam muito aquém. Entre os alunos, por exemplo, apenas cerca de 3% são de outros países. Mas, neste caso, a professora está otimista para os próximos anos:

— Criou-se recentemente o Conselho de Relações Internacionais e estamos aprovando um plano de desenvolvimento institucional para a internacionalização. Com isso, teremos metas definidas e o estímulo ao aumento de intercâmbio de profissionais e alunos.

BUROCRACIA

O professor da Universidade Federal da Bahia Robert Verhine, que é doutor em educação comparada e economia da educação, lembra que, além da verba insuficiente, a universidades também enfrentam problemas com a burocracia.

— Há muitos mecanismos de controle que limitam a utilização por parte dos pesquisadores. Então, não conseguimos fazer o melhor uso possível dos recursos — diz.

Sobre a internacionalização, Verhine afirma que ainda falta criar mecanismos concretos que tornem as universidades brasileiras atraentes para alunos e professores estrangeiros. É o caso de oferecer abrigo, orientação e suporte a esse público, estabelecendo uma cultura neste sentido. O professor, que é natural da Califórnia, nos Estados Unidos, conta que viu muito pouco ser feito no país acerca deste assunto, apesar de uma movimentação maior nos últimos anos.

— Há 37 dou aulas no Brasil e só recentemente orientei um aluno vindo de outro país, que era do Timor Leste. Se estivesse numa universidade da Europa ou dos Estados Unidos, isso já teria acontecido outras vezes — exemplifica. — Se quiser reconhecimento internacional, o Brasil precisa investir nesta área, pois são estas pessoas que levam o nome das instituições para o mundo.

VALORES FRÁGEIS

Para o pró-reitor da Fundação Getúlio Vargas, Antônio Freitas, os dados apresentados pela THE são muito frágeis e desviam o foco para um modelo especifico de instituições. São universidades de ponta, cujos modelos e práticas não se assemelham ao que é feito no Brasil.

É o caso da geração de receitas por meio de pesquisas. No país, a maior parte delas ainda está vincula a investimentos do governo federal ou restrita às universidades particulares de excelência. Além disso, apenas as instituições realmente grandes conseguem atingir cifras tão altas.

— Os valores de uma universidade devem estar relacionados à realidade de seu país. Se para algumas é importante levar o homem à Lua, para outras o trabalho mais importante pode ser encontrar a cura do ebola ou despoluir um rio — ilustra. — A excepcionalidade não se mede pela quantidade de pesquisas nem pelo valor financeiro. O que importa é a relevância.

oglobo.globo.com | 15-09-2014

A União Europeia buscou formas de injetar bilhões de euros na sua enfraquecida economia sem aprofundar suas dívidas, considerando opções que vão de um mercado de capitais pan-europeu até um grande fundo de investimentos. Com a economia europeia com dificuldades para se recuperar da pior crise financeira da atual geração, os ministros das Finanças da UE pediram à Comissão Europeia, braço executivo do bloco e ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) que montassem uma lista de projetos de crescimento econômico e decidissem como financiá-los.

O post União Europeia busca bilhões de euros para reavivar a economia apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.

correiodobrasil.com.br | 14-09-2014

FRANKFURT - O Federal Reserve, banco central americano, pode dar sinais mais claros a respeito da elevação da taxa de juros na próxima semana. Com a economia dos Estados Unidos retomando seus ritmo, a instituição está cada vez mais próxima de subir os juros pela primeira vez em mais de oito anos, em um movimento que causará reflexos ao redor do mundo. A informação deve ser divulgada nesta quarta-feira depois da reunião dos diretores do banco.

— Nós estamos entrando em uma nova fase na qual o Fed está tentando fazer as coisas voltarem ao normal. Isso pode mandar reverberações nas economias ao redor do mundo — disse Paul Dales, da consultoria econômica Capital Economics. — Parece um negócio fechado que eles vão aumentar a taxa de juros.

A presidente do BC americano, Janet Yellen - Andrew Harrer / Bloomberg

O cenário é distinto do visto na Europa, onde o Banco Central Europeu segue na direção oposta em uma tentativa de estimular o crescimento e a inflação. Os EUA estão se recuperando dos efeitos de uma crise financeira que acertou em cheio a Europa e atrapalhou o desempenho da economia da China.

A recuperação dos Estados Unidos, que se deve, em grande parte, ao dinheiro barato do Fed, faz com que, agora, a presidente do banco central americano, Janet Yellen, tenha que decidir quando suspender o auxílio.

Decidir quando aumentar o custo dos empréstimos na maior economia do mundo — um movimento esperado para o próximo ano — é um delicado ato de equilíbrio.

Yellen e outros especialistas tentarão descobrir como manter a recuperação econômica em um ritmo estável sem interrompê-lo antes que os efeitos da ascenção econômica levem a salários mais altos.

REFLEXOS NA Europa

Para alguns economistas, o eventual aumento nos juros americanos vai ser uma boa notícia para a Europa.

— Isso vai ajudar a enfraquecer o euro, e um euro mais fraco vai ajudar países como Irlanda, Portugal e Espanha a vender mais para o resto do mundo — opina Philip Lane, um economista da Trinity College Dublin.

Contudo, para outros, como o economista-chefe do banco alemão Commerzbank, Joerg Kraemer, o contraste vai ressaltar as fraquezas europeias:

— Os Estados Unidos estão muito mais além do que a Europa. Qualquer esperança de melhoras econômicas aqui (na Europa) desapareceram durante o verão — afirmou.

oglobo.globo.com | 14-09-2014

BRASÍLIA - A demanda em alta por produtos e serviços feitos de forma social, ambiental e politicamente correta propiciou o surgimento de um novo mercado: o de empresas cujo trabalho é auxiliar outras companhias a cumprirem requisitos de sustentabilidade. São, na maioria, firmas de micro ou de pequeno porte, criadas há menos de dez anos e, em muitos casos, com atuação no Brasil e no exterior. Apesar do tamanho, costumam ter grandes grupos econômicos como clientes e áreas de atuação tão diversas que vão do tratamento de ambientes, alimentos e fluidos até cosméticos não testados em animais e fornecimento de tecidos ecológicos, entre outras atividades.

A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) têm uma parceria para apoiar empresas com projetos do gênero interessadas em exportar. De 58 candidatas, 12 micro e pequenas empresas conseguiram entrar no programa. Juntas, elas têm um faturamento aproximado de R$ 36 milhões e contratam 211 funcionários.

— Essas empresas são para o mundo e não só para o mercado brasileiro. Fazem parte da chamada nova economia. São empresas pequenas, que atendem gigantes — explica a diretora de Sustentabilidade da Apex, Adriana Rodrigues.

Marcelo Ebert, da Terpenoil, explica a clientes que natural não é mais caro - / Divulgação

Paulo Branco, coordenador do Centro de Estudos de Sustentabilidade da FGV, afirma que as empresas, apesar do pequeno porte, têm grande agilidade para promover inovação. Segundo ele, há um esforço internacional para aumentar o fluxo de capital para a chamada economia verde.

— Estamos identificando o que existe de recursos e os principais gargalos — acrescenta.

NATURAL NÃO É SINÔNIMO DE CARO

E até o ar entra nesse negócio. A Brasil Ozônio fabrica o gás de cor azul claro, que permeia e protege a Terra a partir de moléculas de oxigênio. Capaz de matar qualquer tipo de micro-organismo, como vírus e bactérias, o ozônio é usado para esterilizar material cirúrgico, higienizar alimentos e até limpar piscinas, como a da Granja do Torto, uma das residências oficiais da presidência da República.

— Nossa matéria-prima é o ar e nosso processo é 100% correto ambientalmente. Tratamos tanto o poço artesiano como o esgoto — diz Samy Menasce, da Brasil Ozônio.

Já a Terpenoil, empresa de tecnologia orgânica, substitui produtos de origem petroquímica e sintética por equivalentes naturais. O leque de atividades é amplo: de limpeza automotiva a tratamento de ar e emissões. O desafio, segundo Marcelo Ebert, diretor executivo da empresa, é explicar que natural não é sinônimo de mais caro:

— Vivo meu dia a dia para fazer um trabalho de convencimento, para mostrar que isso não é verdade. Nossos produtos chegam a ser 5% a 10% mais baratos.

A presença destes serviços já pode ser vista até em camisetas. Os designers Claudio Rocha e Marisa Ferragutt, viram em 2009 que havia espaço para produtos têxteis originalmente sustentáveis. Hoje, a empresa já fez o revestimento de cadeiras VIP do Maracanã e tem como clientes Alexandre Herchcovitch, Levi's, Osklen, Coca-Cola, Klin, Micasa, Alpargatas, Converse, Adidas, Reserva e Tok&Stok.

— O consumo moderno e o do futuro procuram minimizar impactos ambientais, com tecnologia, reuso, evitando o desperdício e o lucro às custas de mão de obra tratada de maneira indigna. Repetir o tratamento dado ao trabalhador chinês, por exemplo, para reduzir custos é a antítese do sustentável — diz Rocha.

NÃO BASTA PARECER

O setor de cosméticos é um dos mais visados, em razão das críticas recorrentes aos testes com animais. A vigilância começa desde os insumos usados nestes produtos. De olho neste nicho, a Ikov Organics, fornece ingredientes vegetais, orgânicos e especiais para indústrias cosméticas, farmacêuticas e alimentícias.

— A empresa nasceu do interesse de atuar de forma sustentável na cadeia produtiva de óleos vegetais nobres, obtidos por meio de prensagem à frio. Não utilizamos qualquer aditivo químico - conta ele, acrescentando que a empresa está presente nos Estados Unidos, no Canadá, na França, na Estônia, na Lituânia e já fechou contratos com Austrália e Emirados Árabes.

Hoje, já não basta parecer sustentável, é preciso ser capaz de comprovar a origem do produto. É nessa seara que atua a Safe Trace. A empresa rastreia alimentos, de castanhas produzidas no Pará a bovinos exportados para a União Europeia e outros mercados.

— A rastreabilidade é uma ferramenta de comprovação de sustentabilidade. Empresas que compram do Brasil estão preocupadas em saber, entre outras coisas, se o produto saiu de um desmatamento ilegal ou se havia trabalho escravo — ensina Vasco Picchi, diretor executivo da Safe Trace.

Sua equipe presta consultoria a empresas nacionais e estrangeiras. Vai a campo com papel, caneta, brincos com chip de computador (que podem ser colocados no bovino) e fornece informações aos solicitantes.

— As empresas estrangeiras estão em busca de fornecedores confiáveis no Brasil — diz Picchi.

oglobo.globo.com | 14-09-2014

BRASÍLIA - A demanda em alta por produtos e serviços feitos de forma social, ambiental e politicamente correta propiciou o surgimento de um novo mercado: o de empresas cujo trabalho é auxiliar outras companhias a cumprirem requisitos de sustentabilidade. São, na maioria, firmas de micro ou de pequeno porte, criadas há menos de dez anos e, em muitos casos, com atuação no Brasil e no exterior. Apesar do tamanho, costumam ter grandes grupos econômicos como clientes e áreas de atuação tão diversas que vão do tratamento de ambientes, alimentos e fluidos até cosméticos não testados em animais e fornecimento de tecidos ecológicos, entre outras atividades.

A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) têm uma parceria para apoiar empresas com projetos do gênero interessadas em exportar. De 58 candidatas, 12 micro e pequenas empresas conseguiram entrar no programa. Juntas, elas têm um faturamento aproximado de R$ 36 milhões e contratam 211 funcionários.

— Essas empresas são para o mundo e não só para o mercado brasileiro. Fazem parte da chamada nova economia. São empresas pequenas, que atendem gigantes — explica a diretora de Sustentabilidade da Apex, Adriana Rodrigues.

Marcelo Ebert, da Terpenoil, explica a clientes que natural não é mais caro - / Divulgação

Paulo Branco, coordenador do Centro de Estudos de Sustentabilidade da FGV, afirma que as empresas, apesar do pequeno porte, têm grande agilidade para promover inovação. Segundo ele, há um esforço internacional para aumentar o fluxo de capital para a chamada economia verde.

— Estamos identificando o que existe de recursos e os principais gargalos — acrescenta.

NATURAL NÃO É SINÔNIMO DE CARO

E até o ar entra nesse negócio. A Brasil Ozônio fabrica o gás de cor azul claro, que permeia e protege a Terra a partir de moléculas de oxigênio. Capaz de matar qualquer tipo de micro-organismo, como vírus e bactérias, o ozônio é usado para esterilizar material cirúrgico, higienizar alimentos e até limpar piscinas, como a da Granja do Torto, uma das residências oficiais da presidência da República.

— Nossa matéria-prima é o ar e nosso processo é 100% correto ambientalmente. Tratamos tanto o poço artesiano como o esgoto — diz Samy Menasce, da Brasil Ozônio.

Já a Terpenoil, empresa de tecnologia orgânica, substitui produtos de origem petroquímica e sintética por equivalentes naturais. O leque de atividades é amplo: de limpeza automotiva a tratamento de ar e emissões. O desafio, segundo Marcelo Ebert, diretor executivo da empresa, é explicar que natural não é sinônimo de mais caro:

— Vivo meu dia a dia para fazer um trabalho de convencimento, para mostrar que isso não é verdade. Nossos produtos chegam a ser 5% a 10% mais baratos.

A presença destes serviços já pode ser vista até em camisetas. Os designers Claudio Rocha e Marisa Ferragutt, viram em 2009 que havia espaço para produtos têxteis originalmente sustentáveis. Hoje, a empresa já fez o revestimento de cadeiras VIP do Maracanã e tem como clientes Alexandre Herchcovitch, Levi's, Osklen, Coca-Cola, Klin, Micasa, Alpargatas, Converse, Adidas, Reserva e Tok&Stok.

— O consumo moderno e o do futuro procuram minimizar impactos ambientais, com tecnologia, reuso, evitando o desperdício e o lucro às custas de mão de obra tratada de maneira indigna. Repetir o tratamento dado ao trabalhador chinês, por exemplo, para reduzir custos é a antítese do sustentável — diz Rocha.

NÃO BASTA PARECER

O setor de cosméticos é um dos mais visados, em razão das críticas recorrentes aos testes com animais. A vigilância começa desde os insumos usados nestes produtos. De olho neste nicho, a Ikov Organics, fornece ingredientes vegetais, orgânicos e especiais para indústrias cosméticas, farmacêuticas e alimentícias.

— A empresa nasceu do interesse de atuar de forma sustentável na cadeia produtiva de óleos vegetais nobres, obtidos por meio de prensagem à frio. Não utilizamos qualquer aditivo químico - conta ele, acrescentando que a empresa está presente nos Estados Unidos, no Canadá, na França, na Estônia, na Lituânia e já fechou contratos com Austrália e Emirados Árabes.

Hoje, já não basta parecer sustentável, é preciso ser capaz de comprovar a origem do produto. É nessa seara que atua a Safe Trace. A empresa rastreia alimentos, de castanhas produzidas no Pará a bovinos exportados para a União Europeia e outros mercados.

— A rastreabilidade é uma ferramenta de comprovação de sustentabilidade. Empresas que compram do Brasil estão preocupadas em saber, entre outras coisas, se o produto saiu de um desmatamento ilegal ou se havia trabalho escravo — ensina Vasco Picchi, diretor executivo da Safe Trace.

Sua equipe presta consultoria a empresas nacionais e estrangeiras. Vai a campo com papel, caneta, brincos com chip de computador (que podem ser colocados no bovino) e fornece informações aos solicitantes.

— As empresas estrangeiras estão em busca de fornecedores confiáveis no Brasil — diz Picchi.

oglobo.globo.com | 14-09-2014
Uma alteração ao modelo vigente (e proposto) não trará qualquer benefício tangível.
www.publico.pt | 14-09-2014
As reformas estruturais aliadas ao investimento privado são a solução para voltar a fazer crescer a economia na Europa. Esta foi esta a conclusão a que chegaram os ministros das Finanças dos 28, que estiveram reunidos com a nova equipa de comissários europeus.
www.rtp.pt | 13-09-2014

MILÃO - A União Europeia buscou neste sábado formas de injetar bilhões de euros na sua enfraquecida economia sem aprofundar suas dívidas, considerando opções que vão de um mercado de capitais pan-europeu até um grande fundo de investimentos.

Com a economia europeia com dificuldades para se recuperar da pior crise financeira da atual geração, os ministros das Finanças da UE pediram à Comissão Europeia — braço executivo do bloco — e ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) que montassem uma lista de projetos de crescimento econômico e decidissem como financiá-los.

— Demos o mandato à Comissão e ao BEI para que apresentassem em pouco tempo um relatório inicial de medidas práticas que podem ser tomadas em projetos lucrativos de investimentos que possam ser justificáveis — afirmou o ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, em coletiva de imprensa.

Os ministros devem discutir os projetos e as ferramentas de investimentos no próximo encontro, em Luxemburgo, em outubro. Não há detalhes disponíveis sobre quais projetos seriam realizados.

Para financiá-los, os ministros discutiram quatro ideias: uma sugestão italiana de novas ferramentas de financiamento para empresas, uma proposta franco-alemã de aumento de investimentos privados, uma ideia polonesa de criação de um fundo conjunto da UE de € 700 bilhões (US$ 907 bilhões), e um pedido do novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para um programa de investimentos no valor de € 300 bilhões para recuperar a economia do continente.

Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento.

— Não temos a vareta mágica, mas precisamos de crescimento, precisamos estimular a demanda sem assumir dívidas — afirmou o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, após o encontro em Milão. — Precisamos da combinação certa entre o dinheiro público e privado.

oglobo.globo.com | 13-09-2014
Ministros das Finanças dos 28 estão preocupados com o fraco crescimento da economia.
www.publico.pt | 13-09-2014
Os Ministros da Economia e das Finanças da União Europeia estão reunidos em Milão. O encontro deste sábado é o primeiro, depois de uma pausa durante o Verão. Os Ministros dos 28 países vão discutir medidas para estimular a economia e criar emprego na Europa. O ECOFIN vai também analisar os procedimentos para que a Irlanda possa pagar antecipadamente parte do empréstimo ao FMI. Uma medida que pode vir a ser adotada também por Portugal.
www.rtp.pt | 13-09-2014
Sergey Lavrov. Ministro russo das Relações Exteriores afirmou que Estados Unidos querem cortar laços econômicos da Europa com a Rússia, e declarou que a União Europeia está disposta a "sacrificar economia por política" - Ivan Sekretarev / AP

MOSCOU — O ministro russo da Relações Exteriores, Sergey Lavrov, acusou os Estados Unidos de quererem “cortar os laços econômicos” entre Moscou e a União Europeia, para obrigar os países do bloco a comprarem seu gás natural.

— Os Estados Unidos querem aproveitar a situação atual para cortar os laços econômico entre Europa e Rússia, para impor seu gás, muito mais caro, à Europa — afirmou Lavrov neste sábado, um dia após a entrada em vigor de novas sanções europeias contra a Rússia por sua participação no conflito no Leste da Ucrânia.

Segundo Lavrov, Washington quer “garantir as condições mais favoráveis de negociações para a criação de um acordo comercial transatlântico”, e “tenta impor à Europa o envio de gás liquefeito americano a preços que não podem competir com o gás russo”.

O ministro acusou também a União Europeia, afirmando que o bloco “está disposto a sacrificar sua economia pela política”, e destacou que Bruxelas decidiu preparar uma nova leva de sanções econômicas contra a Rússia no dia 5 de setembro, mesmo dia em que foi assinado um acordo de cessar-fogo para o Leste da Ucrânia, “graças, principalmente, à iniciativa do presidente russo, Vladimir Putin”.

oglobo.globo.com | 13-09-2014

O presidente Vladimir Putin até parece estar certo quando considera “um pouco estranho” que os EUA e a União Europeia ampliem as sanções econômicas à Rússia, como fizeram ontem, justo quando o cessar-fogo na Ucrânia completa uma semana. Mas apenas parece. As sanções se referem ao fato de Moscou dizer uma coisa e fazer outra, ou seja, continuar apoiando com tropas os separatistas que, a seu mando, combatem as forças ucranianas. O objetivo é forçar uma situação de fato em que a Ucrânia perca, ou tenha muito reduzida, a soberania sobre o Leste do país, a área mais industrializada do país. Putin chama a região de “Nova Rússia”, mantendo um expansionismo extemporâneo e perigoso para a Europa.

Os combates no Leste da Ucrânia, iniciados em abril após a anexação da Crimeia pela Rússia, já causaram a morte de pelo menos três mil pessoas, incluindo 298 passageiros de um jato comercial malaio abatido por engano. Forças russas, descaracterizadas, avançaram e tomaram importantes cidades da região, como Donetsk e Luhansk. Tropas ucranianas conseguiram reconquistar algumas áreas, em luta renhida. A situação na região é grave. Ontem, o Programa Mundial de Alimentos, da ONU, que costuma atuar na África, anunciou que começou a distribuir comida em abrigos de refugiados na área, algo impensável num país que, na era soviética, era considerado o celeiro da URSS.

A aproximação do Ocidente e a queda de um governo pró-Moscou em Kiev enfureceram Putin. Desde então, ele e seu governo mentem sem ruborizar quando insistem que o problema na Ucrânia é entre Kiev e os separatistas do Leste (a soldo de Moscou), e que a Rússia não fornece tropas ou armas aos chamados “rebeldes”. Mas a Otan informou que a Rússia ainda tem cerca de mil soldados fortemente armados no Leste ucraniano.

O Kremlin teve ontem uma vitória na luta para manter o país vizinho em sua órbita. Reunidos em Bruxelas, representantes da UE, da Ucrânia e da Rússia concordaram que o acordo comercial firmado entre os dois primeiros só começará a ser implementado em 2016. Kiev aposta numa nova relação comercial com a UE para tirar a economia ucraniana do poço em que se encontra. Mas terá de esperar. O presidente Petro Poroshenko, feliz pela primeira semana sem combates (e mortes) no país em vários meses, afirmou que o cessar-fogo parece estar se tornando mais sólido a cada dia. Evitou criticar Moscou e reiterou que deseja uma saída pacífica para a crise.

Agem certo os EUA e a UE ao expandir as sanções à Rússia. A crise ucraniana joga luz no caráter nada confiável do “czar” Putin. Limitar seu raio de ação e criar constrangimentos à economia russa parecem ser a única forma de fazê-lo engavetar seus sonhos expansionistas

oglobo.globo.com | 13-09-2014

STEENOKKERZEEL (Bélgica) - Para Kurt Ryon, prefeito de Steenokkerzeel, um vilarejo a 16 quilômetros no Nordeste de Bruxelas, assistir a campanha da independência da Escócia na reta final antes do referendo, é como assistir a um bom jogo de futebol.

— Eles estavam perdendo no primeiro tempo e na metade do segundo — diz Ryon acrescentando. — Mas agora eles estão no 85º minutos e podem ganhar.

Ryon, um nativo flamengo que deseja que a sua região, os Flanders, se separe da Bélgica, está torcendo para que a Escócia faça o mesmo com o Reino Unido. E como qualquer fanático por futebol, ele tem até camiseta da pró-independência da Escócia, uma coleção de broches com o "sim" na sua jaqueta jeans, e grandes quantidades de uma cerveja especialmente fabricada por nacionalistas flamengos para expressar sua solidariedade. O rótulo diz: "Ja" ao lado de uma bandeira escocesa, flamengos para o sim.

Da Catalunha ao Curdistão, passando por Quebec, movimentos nacionalistas e separatistas na Europa observam o referendo de independência da Escócia de perto, as vezes mais dos que os próprios britânicos, que parecem ter acordado só agora para a possibilidade da Escócia votar na próxima quinta-feira e por fim a 307 anos de união.

No país Basco, uma comunidade autônoma no Norte da Espanha, o líder do partido nacionalista ficou conhecido por usar kilt (vestimenta típica dos homens escoceses) e brincar que os bascos preferiam ser parte de uma Escócia independente do que continuar a fazer parte da Espanha, que descartou a possibilidade de qualquer tipo de votação. Em Veneto, uma região do Norte da Itália, os nacionalistas realizaram um referendo on-line nos moldes do escocês, e agora afirmam que nove em cada 10 habitantes querem a autonomia.

Catalães, corsos, bretões e “finlandeses - suecos“, estão indo para a Escócia para acompanhar a votação. Até a Bavária (que se autodenomina a 7ª maior economia da Europa) está mandando uma delegação.

— Isso pode criar um precedente importante — diz Naif Bezwan da Mardin Artuklu Universidade no Curdistão da Turquia. Do outro lado da fronteira com o Iraque ("a fronteira curda-curda", como Mr. Bezwan se refere), uma confluência de guerra, disputas de petróleo e turbulência política renovou o debate sobre a secessão.

— Todos aqui estão de olho — diz Hemin Lihony, gerente de web da Rudaw, a maior empresa de mídia curda, baseada em Erbil, no Iraque.

DIVÓRCIO CONSENSUAL ENTRE NAÇÕES É RARO

A História oferece alguns exemplos de nações que se separam consensualmente. O divórcio entre os tchecos e os eslováquios em 1993 é um exemplo. O referendo de independência da Noruega da Suécia em 1905 outro. Mas, a maioria da nações fazem guerras para defender fronteiras.

Os Estados Unidos enfrentou uma guerra civil para defender a união do país. A Turquia brigou com os curdos nacionalistas por décadas. Kosovo declarou a independência da Sérvia só depois da guerra, em 1990.

O presidente Vladimir Putin da Rússia — que anexou a Crimeia depois de uma invasão e referendo não reconhecido pela comunidade internacional, e tem sido acusado de ajudar os rebeldes separatistas no Leste da Ucrânia — está apoiando a independência escocesa. Mas seu apego à causa é seletivo, já que nas repúblicas russas da Chechênia e do Daguestão, ele usou força selvagem para esmagar os separatistas muçulmanos.

Em alguns casos, o referendo escocês é combustível de novas esperanças, ainda que improvável, entre grupos marginais separatistas. Quando o presidente do Texas Movimento Nacionalista, Daniel Miller, foi convidado pela Universidade de Stirling, na Escócia, este ano, ele disse que os escoceses estavam abrindo o caminho para a independência do Texas. Em outras palavras, o voto está gerando debates com considerável importância geopolítica.

Em Taiwan, que a China reivindica como parte de seu território, mesmo que Taiwan seja efetivamente independente, com a sua própria moeda, militares e um governo democraticamente eleito, alguma esperança de um voto "sim" escocês poderia levar a uma deliberação mais cuidadosa sobre o futuro da ilha.

Mas é na Europa que se a Escócia votar “sim” provavelmente criará mais reações.

Seria a primeira vez que um Estado membro da União Europeia enfrentaria a secessão de uma região ansiosa para se tornar um membro de pleno direito. Se a Escócia conseguir negociar a sua própria participação no bloco, isso faria parecer a perspectiva da independência mais segura e atraente no resto da Europa, disse George Robertson, ex-secretário-geral da Otan.

— "Há um sério risco de efeito dominó — segundo Robertson, ele mesmo escocês e adversário da independência.

No escritório de Bruxelas da Aliança Livre Europeia, que agrupa 40 partidos que representam na Europa "nações sem Estado," um mapa mostra como a Europa seria se todos eles se tornassem independentes. François Alfonsi, o presidente da Aliança e um orgulhoso corso, admite que seria confuso, mas "a democracia é confusa e democracia é o que a Europa precisa.

Mark Demesmaeker, um flamengo membro do Parlamento Europeu, que decorou seu escritório com uma bandeira escocesa e mantém uma cópia do Livro Branco sobre a independência escocesa em sua mesa, fala que "Estados-nação falharam."

Na sua opinião, o Reino Unido deixou de dar aos escoceses e galeses uma representação adequada no Parlamento, e a Espanha falha ao não permitir que catalães e bascos tenham o seu próprio referendo.

Movimentos nacionais pró-europeus, como o seu próprio, a Nova Aliança Flamenga - agora o maior partido não apenas no Flandres, mas em toda a Bélgica - são o melhor antídoto contra a extrema-direita.

— Se Escócia votar “sim”, abrirá os olhos de muitas pessoas na rua — disse Demesmaeker acrescentando. A maioria das pessoas acha que é o nosso destino fazer parte da Bélgica. Mas Flanders poderia ser uma nação próspera. É uma evolução democrática que está acontecendo em diferentes países da União Europeia. Eventualmente nós queremos Flanders para tomar o seu lugar na União Europeia.

O referendo escocês ocorre poucos dias antes da confirmação do governo regional da Catalunha que está decidindo se fará uma votação para a sua própria independência no dia 9 de novembro, que há objeções jurídicas e políticas de Madri.

Alfred Bosch, um parlamentar catalão, disse que os seus homólogos na Escócia mostraram pouco interesse em ser associados aos eventos da Catalunha.

— Os escoceses provavelmente querem se distanciar de tudo o que eles veem como não tão maduro quanto o seu próprio processo. Eles não querem criar qualquer hostilidade com a Espanha ou outros países que também pode ter movimentos pró-independência, até porque os governos terão de reconhecer uma Escócia independente, e considerar a possibilidade de fazer parte da União Europeia — disse Bosh.

Seja qual for o resultado do referendo, muitos nacionalistas dizem que a Escócia já ganhou.

— Eles têm a oportunidade de decidir o seu próprio futuro", disse Andoni Ortuzar, o presidente do governante Partido Nacionalista Basco, que usava um kilt no carnaval de 2012 para comemorar o anúncio do referendo escocês naquele ano.

— Isso é o que a autodeterminação nacional é. Isso é tudo o que pedimos.

oglobo.globo.com | 12-09-2014
As novas sanções europeias contra Moscovo, que visam sobretudo limitar o financiamento da economia russa, definidas no âmbito da crise na Ucrânia, entraram em vigor esta sexta-feira.
feeds.jn.pt | 12-09-2014
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi - ARNE DEDERT / AFP

MILÃO - O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, pediu que os governos dos países da zona do euro acompanhem os esforços da autoridade monetária para estimular o crescimento do bloco, com investimentos e reformas estruturais. A declaração foi dada dias após o BCE lançar um programa de estímulos, que envolve corte nos juros e compras de títulos.

Um dia após o presidente eleito da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciar sua equipe, Draghi disse que também pode ser útil ter uma discussão sobre a postura fiscal geral da zona do euro, com o objetivo de aumentar o investimento público quanto possível.

Draghi destacou que o BCE não consegue sustentar o bloco monetário sozinho.

“Minha mensagem principal hoje é que só se as políticas monetária, fiscal e estrutural trabalharem juntas a zona do euro verá o investimento voltar”, disse ele em discurso preparado para o Eurofi Financial Forum em Milão.

Draghi disse que o Conselho do BCE “está pronto para adotar novas medidas se necessário”, mas dedicou boa parte de seu discurso a reforçar a importância do investimento.

Destacando que o investimento empresarial na zona do euro teve apenas leve melhora desde 2008, embora esteja acima do nível pré-crise nos EUA, Draghi acrescentou:

“Não veremos uma recuperação sustentável a menos que isso mude. Um aumento decisivo do investimento é essencial para trazer a inflação para mais perto de onde queremos que ela esteja, para estimular a economia e para reduzir o desemprego”.

oglobo.globo.com | 12-09-2014

RIO - A Fundação Gates, do bilionário americano Bill Gates e de sua esposa Melinda, anunciou nesta semana que doará U$ 50 milhões para ajudar no combate à epidemia de ebola na África Ocidental. A decisão segue outras contribuições dos governos do Reino Unido e dos EUA, bem como a União Europeia.

A entidade não governamental do fundador da Microsoft informou que vai liberar imediatamente "fundos flexíveis" para as agências das Nações Unidas e outras organizações envolvidas no trabalho contra o Ebola, para que eles possam comprar suprimentos muito necessários. A fundação também comunicou que vai trabalhar com parceiros para acelerar o desenvolvimento de medicamentos e vacinas contra o vírus, que já custou quase 2.300 vidas até o momento.

Quase metade das mortes foram na Libéria, onde o ministro da Defesa do país afirmou que o vírus é uma ameaça à própria existência nacional. Já o ministro das Finanças de Serra Leoa disse que a crise de ebola havia devastado a economia.

Grã-Bretanha já prometeu apoio de U$ 40 milhões, a União Europeia anunciou um financiamento de U$ 180 milhões, e os EUA já gastaram mais de U$ 100 milhões para conter a epidemia. Embora doações sejam sempre bem-vindas, agências humanitárias dizem que a necessidade mais urgente em África é o envio de equipes de peritos em contenção de bioperigo.

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), por exemplo, alertou sobre uma resposta internacional "letalmente inadequada", dizendo que as equipes de resposta a desastres precisavam ser despachado em colaboração com os países africanos afetados.

oglobo.globo.com | 11-09-2014
A situação caótica a que chegámos na Europa não é separável da situação caótica da economia mundial ou dos interesses e princípios que a desgovernam desde o início dos anos 80.
www.publico.pt | 11-09-2014

Autoridades econômicas da Europa precisam usar todas as ferramentas disponíveis para sustentar a economia do bloco, disse o membro do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE) Benoit Coeure, em entrevista concedida a um jornal espanhol publicada nesta quarta-feira. – A zona do euro enfrenta riscos ao seu crescimento econômico numa escala tal que é [...]

O post Europa apela para ‘todas as ferramentas disponíveis’ contra estagnação apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.

correiodobrasil.com.br | 10-09-2014
A pasta da Investigação, Ciência e Inovação na Comissão Europeia, que agora vai ser liderada pelo português Carlos Moedas, é vista como a base para o crescimento da economia europeia. A actual comissária, a irlandesa Maire Geoghegan-Quinn, defende que serão estas áreas “a fornecer competitividade à economia e, com isso, empregos”. No mesmo sentido, Carlos Moedas disse nesta quarta-feira que “são a chave para aumentarmos a produtividade das nossas empresas, para competirmos pela excelência e não pelos baixos custos”. Tem para gerir cerca de 80 mil milhões de euros até 2020, um dos maiores programas orçamentais da Comissão. O ex-presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, João Sentieiro, vê a nomeação como uma má notícia.
www.publico.pt | 10-09-2014
A chanceler alemã, Angela Merkel, cumprimenta o presidente do Conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, na cúpula da Otan. - LEON NEAL / AFP

BRUXELAS — A União Europeia aprovou novas sanções contra a Rússia pelo seu envolvimento na guerra da Ucrânia, nesta segunda-feira, mas adiou a aplicação delas para que haja tempo de avaliar se o cessar-fogo na Ucrânia será mantido.

As sanções, que têm como alvo a capacidade dos maiores produtores de petróleo da Rússia de levantar capital na Europa, entrariam em vigor na terça-feira, mas foram postergadas depois de alguns governantes membros da União Europeia sugerirem que se dê uma chance ao cessar-fogo no Leste da Ucrânia.

Alguns países-membros que se opõem a mais punição a Moscou veem o cessar-fogo, que foi declarado na sexta-feira e permanece intacto nesta segunda-feira, como uma oportunidade para bloquear o novo pacote de sanções da União Europeia e evitar a retaliação da Rússia, disseram alguns diplomatas.

“A entrada em vigor (das novas sanções), através da publicação no Diário Oficial, terá lugar nos próximos dias. Isso dará tempo para avaliar a implementação do acordo de cessar-fogo e do plano de paz”, disse o presidente do Conselho da União Europeia, Herman Van Rompuy, em comunicado.

— Dependendo da situação na região, a União Europeia está disposta a rever as sanções acordadas no todo ou em parte — afirmou, após embaixadores da União Europeia realizarem uma reunião extraordinária para discutir o assunto.

Um diplomata europeu disse que não há clareza sobre quando as novas sanções teriam efeito. O assunto deve ser discutido pelos embaixadores na quarta-feira. Insinuando desunião na União Europeia, o diplomata disse que seria necessário apoio “político” para que as sanções tenham efeito, o que sugere que os embaixadores teriam que levar o problema para um nível mais elevado de seus governos.

A data limite para os governos da União Europeia concordarem com as novas sanções já havia sido adiada.

DIVISÕES

A União Europeia sempre se dividiu em relação às sanções contra a Rússia, com países como a Polônia e os países bálticos, fazendo a linha dura, enquanto os primeiros-ministros da Hungria e Eslováquia foram publicamente hostis às sanções.

Na reunião de segunda-feira dos embaixadores, alguns governantes da União Europeia queriam discutir se as novas sanções devem ser congeladas antes de sua aplicação por causa do cessar-fogo na Ucrânia, ou, em alternativa, caso sejam implementadas as novas sanções, como elas poderiam ser suspensas e quando.

A União Europeia sempre afirmou que suas sanções seriam reversíveis se a Rússia parasse de desestabilizar a Ucrânia. Moscou anexou a região da Crimeia, da Ucrânia, em março e, de acordo com a Otan, a Rússia chegou a enviar milhares de soldados para ajudar os separatistas pró-Rússia na parte leste do país.

Áustria, Finlândia, Suécia, Chipre e Eslováquia estão entre os países que querem dar ao cessar-fogo mais tempo, de acordo com um diplomata da União Europeia.

O cessar-fogo na Ucrânia é parte de um plano de paz destinado a acabar com um conflito de cinco meses que, de acordo com o enviado de direitos humanos da ONU, matou mais de 3.000 pessoas. A trégua foi amplamente mantida nesta segunda-feira, apesar de cada lado ter acusado o outro de bombardeios esporádicos, inclusive em Mariupol, uma cidade de cerca de meio milhão de pessoas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse aos membros conservadores do parlamento, em uma reunião a portas fechadas realizada nesta segunda-feira, em Berlim, que as sanções eram necessárias apesar do acordo de cessar-fogo, de acordo com participantes.

Merkel disse aos deputados que a Rússia já havia enganado o Ocidente repetidamente com promessas não cumpridas e ressaltou que as tropas russas ainda estão na Ucrânia, disseram as fontes. "A União Europeia deveria agir de forma decisiva agora", teria dito a chanceler.

As propostas de novas sanções da União Europeia colocaram os principais produtores de petróleo da Rússia e os operadores de dutos Rosneft, Transneft e Gazprom Neft em uma lista de empresas estatais russas de que não serão autorizadas a levantar capital ou pedir emprestado nos mercados europeus, disse um diplomata da União Europeia.

GAZPROM EXCLUÍDA

As sanções da União Europeia, no entanto, não incluem o setor de gás e, em particular, a propriedade estatal Gazprom, maior produtora de gás do mundo e maior fornecedora de gás para a Europa.

Em geral, as sanções sobre as empresas russas que lucram na União Europeia serão aplicáveis ​​a empresas que têm faturamento superior a um trilhão de rublos (US$ 26,95 bilhões), metade dos quais é gerada a partir da venda ou transporte de petróleo, disse o diplomata.

Mais 24 pessoas serão adicionadas a uma lista de pessoas proibidas de entrar para o bloco e cujos bens na União Europeia estão congelados.

Os detalhes das novas sanções só serão públicos quando constarem no Diário Oficial da União Europeia.

A lista deve incluir novos líderes separatistas no Leste da Ucrânia, o governo da região da Crimeia, anexada por Moscou, e os decisores russos e oligarcas.

Rússia sinalizou, nesta segunda-feira, que poderia proibir as companhias aéreas ocidentais de voar sobre o seu território como parte de uma resposta “assimétrica” ​​às novas sanções da União Europeia sobre a crise na Ucrânia.

Culpando o Ocidente por prejudicar a economia russa e desencadear sanções “estúpidas”, disse o primeiro-ministro Dmitry Medvedev, Moscou pressionaria com medidas para reduzir a dependência das importações, começando com o aumento da produção de aeronaves nacionais.

oglobo.globo.com | 09-09-2014

RIO, NOVA YORK, LONDRES E ESTOCOLMO - A americana General Electric (GE) não detém mais seu centenário negócio de eletrodomésticos. Essa divisão foi vendida à sueca Electrolux, por US$ 3,3 bilhões em dinheiro, na maior aquisição da companhia europeia. A manobra permitirá reduzir a distância da americana Whirlpool — que no Brasil é dona das marcas Brastemp e Consul na América do Norte.

A oferta da Electrolux pela divisão de eletrodomésticos, que unirá marcas como Hotpoint, Frigidaire e Zanussi, começou ainda no primeiro semestre. Seus produtos são comuns en todos os lares americanos desde que lançou sua primeira torradeira, em 1905. A unidade de produtos para o lar emprega 12 mil pessoas e gera uma receita anual para o conglomerado de US$ 5,7 bilhões. Hoje, no entanto, esse montante representa apenas 4% das cifras de negócio de todo o grupo.

Enquanto a GE tentava se desfazer da divisão de eletrodomésticos há anos, a Electrolux busca expandir seu negócio para além da Europa, onde as vendas se esfriaram nos últimos anos devido à recessão e por se tratar de um mercado maduro. A empresa também está de olho nos mercados emergentes, onde a demanda cresce rapidamente devido à expansão da classe média.

Perguntada pelo GLOBO sobre o impacto do negócio nas operações e no atendimento ao consumidor das duas marcas no Brasil, a Electrolux informou que ainda é muito cedo para dizer como isso poderá afetar a empresa na América Latina, pois o acordo aguarda as aprovações regulatórias em vários mercados.

“No geral, essa mudança é estratégica e proporciona escala para acelerar nosso investimento em inovação para o consumidor e maior crescimento global lucrativo”, informou a empresa em nota.

O mercado de eletrodomésticos está cada vez mais competitivo e a concentração está se convertendo em um passo-chave para o crescimento. Para que Electrolux possa ser um ator global de peso, também é preciso ser um grande player nos EUA. Com a compra da GE vai elevar seu tamanho em um terço e sua carteira de produtos vai reforçar seu balanço.

As vendas da Electrolux na América do Norte cresceram para US$ 4,5 bilhões no ano passado, representando 30% de sua receita global. A partir de agora, a empresa controlará 40% das vendas de eletrodomésticos no continente, assim como a Whirlpool. A companhia sueca utilizará durante quatro décadas a marca GE Appliances, uma das mais reconhecidas pelo consumidor americano.

“Os eletrodomésticos Premium e de alta qualidade da GE complementam nossas próprias marcas icônicas e irão reforçar a nossa presença na América do Norte”, disse Keith McLoughlin, presidente e diretor executivo da Electrolux. “A aquisição, que a maior de nossa história, fortalece o nosso compromisso com o negócio de eletrodomésticos e também proporciona à Electrolux a escala e a oportunidade para acelerar os investimentos em inovação e crescimento global.”

O negócio transforma a Electrolux “em um grande ator que pode obter vantagem graças a sinergias”, afirmou David Jacobsson Cederberg, analista da Pareto Securities. A empresa sueca prevê uma economia anual de cerca de US$ 300 milhões com a aquisição. Além de ampliar a presença da Electrolux na América do Norte, onde a GE Appliance gera mais de 90% de sua receita, a aquisição vai dar à sueca uma fatia de 48,4% da mexicana Mabe.

Já a GE, que cada vez mais se afasta do consumidor final, está imersa em um longo processo de transformação, que começou após a crise econômica mundial. A companhia está vendendo as unidades menos rentáveis e se concentrando naquelas em que tem mais oportunidades, como infraestrutura e tecnologia. Recentemente, fechou uma aliança com a Alstom, uma das joias industriais da França.

A mudança foi impulsionada pelo diretor executivo da GE, Jeff Immelt, que se desfez de divisões como seguradoras, plásticos e mídia para simplificar a companhia em torno de operações industriais que os investidores valorizam mais, destaca o “Wall Street Journal”. O resultado é que um terço de sua receita e lucro vem de negócios relacionados ao setor de energia.

Ainda de acordo com o “WSJ”, os eletrodomésticos da GE formaram uma ligação sólida entre os consumidores americanos e uma das mais antigas e maiores empresas industriais do país. Fogão, rádio relógio e micro-ondas foram alvo de campanhas publicitárias da empresa na TV, prometendo “trazer coisas boas para a vida”. A companhia também ajudou a impulsionar o movimento da GE no mercado de empréstimos. Durante a Depressão, a empresa criou o GE Credit Corporation para ajudar a financiar a venda de seus aparelhos.

— A GE é uma empresa de alta tecnologia de infraestrutura, que é o que somos hoje — disse Immelt em uma recente entrevista, segundo o “WSJ”, referindo-se ao destino da unidade de eletrodomésticos. — Nós não somos realmente uma empresa de produtos de consumo. Somos uma empresa de infraestrutura de alta tecnologia.

A aquisição, destacam analistas do setor, dará à empresa sueca muito peso no mercado da América Latina. As receitas globais da Electrolux passarão de US$ 22,5 bilhões quando completar a compra da GE Appliances. A operação foi anunciada apenas dois meses depois de a Whirlpool comprar a italiana Indesit por € 981 milhões (US$ 981 milhões). Juntas, as duas registraram uma receita de US$ 22,3 bilhões no ano passado.

Segundo a Electrolux, o negócio está sujeito à aprovação de órgãos reguladores. E, de acordo com analistas do Swedbank, não há garantia para tal aval, devido ao significativo crescimento da empresa no mercado americano. A conclusão da aquisição está prevista para 2015.

oglobo.globo.com | 08-09-2014
Pires de Lima saudou esta segunda-feira os números do INE (Instituto Nacional de estatística) para alimentar o discurso de crescimento do Governo Passos Coelho. O ministro da Economia justificou este crescimento com a evolução positiva do que diz serem os três vectores privilegiados na estratégia de recuperação do seu ministério: "consumo privado, exportações e investimento". O governante nada disse porém sobre os novos métodos de cálculo impostos pela União Europeia, com o Sistema Europeu de Contas (SEC2010), que está a inflacionar as contas. Positivamente, no caso deste segundo trimestre.
www.rtp.pt | 08-09-2014
Christine Lagarde reafirma que a Alemanha pode fazer mais pelo crescimento da economia europeia.
www.publico.pt | 08-09-2014
Cruzeiros ambientais organizados por Espanha e Portugal divulgam a beleza do Rio Douro, considerado o 'Grand Canyon da Europa', e impulsionam a economia local das regiões de fronteira....
noticias.terra.com.br | 07-09-2014

BERLIM - Com a queda do crescimento e aumento do endividamento, a zona do euro entra em nova crise. Para o economista Martin Hüfner, analista do grupo Assenagon, a situação se tornou uma “doença crônica”. Segundo ele, o enfraquecimento da economia alemã, que teve um queda de 0,2% no segundo trimestre deste ano, não é apenas um fenômeno provisório. Desta vez, toda a zona do euro será afetada. E as políticas de austeridade fiscal, afirma, não são a solução. Na quinta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) cortou os juros da zona do euro para patamares mínimos e anunciou um pacote de estímulos por meio da compra de ativos.

Há outra crise do euro?

Na verdade, ao contrário do que se julgou durante algum tempo, a crise do euro nunca foi inteiramente superada. Os problemas foram apenas adiados e a situação acalmada com a ajuda do BCE. Acreditava-se que a política de austeridade resolveria o problema. Até os investidores acreditaram que a crise tinha sido resolvida, e aplicaram os seus bilhões em euro. Mas agora retiram seu capital da região. Houve apenas um momento de calmaria, mas os problemas básicos continuaram. O endividamento aumentou e o crescimento continuou baixo.

A guerra da Ucrânia contribuiu para o agravamento?

A Alemanha, sobretudo, percebeu rapidamente o efeito negativo provocado pelas sanções. As empresas sofreram grandes perdas. O crescimento econômico tornou-se negativa, e os efeitos reais só poderão ser avaliados no fim do ano. Mas a causa da volta da crise é mais complexa. Enquanto os Estados Unidos conseguiram voltar a ter uma boa taxa de crescimento, muito por causa da ajuda da política do Federal Reserve (Fed, o BC americano), o BCE não conseguiu o mesmo na Europa.

Isso por causa dos políticos, que tentam impedir que o BCE adote uma postura mais ativa?

Sim. Mesmo que o BCE tenha um papel na política econômica maior do que tinha o Bundesbank (BC alemão) na época do marco, Mario Draghi (presidente do BCE) exige uma participação ainda maior depois de registrar a estagnação na zona do euro.

Quando o senhor começou a ver que a crise do euro voltava a ser uma ameaça?

Já esperávamos isso mas, mesmo assim, fomos pegos de surpresa no caso da Alemanha, com os resultados negativos nas exportações, setor que é o sustentáculo de sua economia. Ninguém sabe se a situação vai ficar difícil apenas por pouco tempo ou se enfrentamos o problema de uma crise real, como a que vivenciamos até há pouco tempo no continente.

Os problemas da primeira crise do euro foram, pelo menos em parte, resolvidos com a política de austeridade?

Não. A política de austeridade, que pode ter sido boa para a Alemanha, não ajudou a resolver os problemas no Sul da Europa. O presidente do BCE, Mario Draghi, advertiu para a situação, exigindo dos governos um relaxamento do pacto de estabilidade, apelando para uma correção dessa política diante do perigo de recessão.

Alguns analistas temem que a zona do euro repita a grave crise sofrida pelo Japão nos últimos anos. O senhor vê algum paralelo?

Os problemas do Japão terminaram em uma deflação com efeito negativo prolongado para a economia. Há hoje uma situação parecida na Europa. Embora houvesse o receio de que a intervenção do BCE provocasse inflação, registramos no momento um outro fenômeno, de deflação, que pode estagnar por muito tempo a economia do continente. A deflação já pode ser observada na Espanha e na Itália. A zona do euro está ameaçada de entrar em um inverno tenebroso. E os impulsos para a economia do continente, que partiam da Alemanha deixaram de existir.

Por que a situação econômica dos EUA melhorou e a da Europa não?

O desnível entre as taxas de crescimento já é grande e promete ficar ainda maior no próximo ano. Enquanto, na Europa, a taxa de crescimento é de 0%, nos EUA o avanço será de 5% este ano.

O problema aqui seria então gerado pelo euro?

O euro é um dos causadores dos problemas atuais. Até a França tem dificuldade e tenta influir para conseguir uma desvalorização da moeda em nível ainda maior do que já está acontecendo por influência do mercado. Os críticos do euro têm razão: essa moeda única circulando em países de economia tão diferentes não tem chance de sobreviver a longo prazo.

oglobo.globo.com | 06-09-2014
A economia portuguesa cresceu 0,6 por cento no segundo trimestre do ano, o que significa uma recuperação da quebra dos primeiros três meses. Bruxelas confirma também que Portugal acelerou 0,8 por cento face a igual periodo do ano anterior. Resultados melhores que os registados na zona euro. Entre Abril e Junho teve um crescimento nulo. Um pouco melhor ficou a União Europeia no seu todo, avançou 0,2 por cento na comparação com os primeiros três meses do ano.
www.rtp.pt | 05-09-2014
A economia portuguesa cresceu no segundo trimestre deste ano. Subiu 0,6% em relação aos primeiros três meses do ano e 0,8 por cento face a igual período do ano passado. A economia portuguesa desacelerou, assim, em termos homólogos, já que no primeiro trimestre do ano, tinha crescido 1,3%. Os dados foram confirmados esta manhã pelo Eurostat. O Gabinete de Estatísticas da União Europeia revela ainda que a zona Euro teve um crescimento nulo entre abril e junho. O ministro da Economia diz que estes números confirmam a previsão de crescimento da economia portuguesa.
www.rtp.pt | 05-09-2014
A economia portuguesa cresceu 0,6 por cento no segundo trimestre face ao primeiro e 0,8 por cento em relação a igual período do ano passado, segundo dados confirmados pelo Eurostat. Ainda de acordo com o gabinete de estatísticas da União Europeia, a zona euro teve um crescimento nulo entre abril e junho. A Alemanha está no grupo das maiores quedas em cadeia.
www.rtp.pt | 05-09-2014
A economia portuguesa cresceu no segundo trimestre deste ano. Subiu 0,6% em relação aos primeiros três meses do ano e 0,8 por cento face a igual período do ano passado. A economia portuguesa desacelerou, assim, em termos homólogos, já que no primeiro trimestre do ano tinha crescido 1,3%. Os dados foram confirmados esta manhã pelo Eurostat. O Gabinete de Estatísticas da União Europeia revela ainda que a zona Euro teve um crescimento nulo entre abril e junho.
www.rtp.pt | 05-09-2014

A queda dos investimentos e dos estoques levou a economia da zona do euro à estagnação no segundo trimestre contra os três meses anteriores apesar do crescimento do consumo das famílias e da contribuição positiva do comércio, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira. A Agência de Estatísticas da União Europeia confirmou sua estimativa anterior [...]

O post Menos investimentos e estoques demais marcam estagnação europeia apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.

correiodobrasil.com.br | 05-09-2014
Um persistente excesso de capacidade de produção em toda a Europa está corroendo os efeitos da política monetária, representando um obstáculo à mais recente medida do Banco Central Europeu para estimular a cambaleante economia do continente.
online.wsj.com | 05-09-2014
Risco de dissolução da zona do euro volta a pairar sobre região após novos dados negativos sobre as economias europeias.
www.bbc.co.uk | 05-09-2014
Secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen e primeiro-ministro britânico, David Cameron. Otan reavalia papel estratégico em reunião no País de Gales - LEON NEAL / AFP

A disposição da Rússia de anexar a península da Crimeia e fomentar separatistas no Leste da Ucrânia revigorou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar de 28 países que, aos 65 anos, vem de período de esvaziamento desde a queda do Muro de Berlim e realiza a mais importante reunião de cúpula em uma década. Porém, a sede de confronto do presidente russo, Vladimir Putin, torna imperativas a resolução de divergências internas e a redefinição do papel estratégico, diante da ameaça à estabilidade da Europa, dizem analistas.

Segundo Stewart Patrick, diretor do Programa de Instituições Internacionais e Governança Global do americano Council on Foreign Relations, a crise ucraniana prova que a Otan continua sendo um investimento desejável dos países do Ocidente. Mas seus membros estão divididos em relação à ameaça que Moscou representa, à força da reação à presença russa no Leste da Ucrânia e ao volume de investimentos militares necessários para conter Putin.

— A Otan continua sendo uma expressão simbólica da solidariedade Ocidental, particularmente relevante em momentos como este. Mas, para ser efetiva, não pode apenas reassegurar seus integrantes, com a força especial de resposta rápida de 4 mil homens e treinamento dos aliados. Isso não será suficiente para conter Moscou. É preciso enviar aparato militar e conselheiros a Kiev, e treinar militarmente as forças ucranianas — avalia Patrick.

Pelo artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte, os países se obrigam a defender os aliados em caso de agressão. O conflito na Ucrânia, que não é membro da Otan, é entre Kiev e separatistas. E Moscou não invadiu reconhecidamente o país. A mudança na natureza das guerras, e portanto da ameaça à segurança europeia, clama por uma atualização desta visão, diz Michael McFaul, ex-embaixador dos EUA na Rússia e cientista político de Stanford:

— Não dá para entender que a Rússia pode agir dentro da Ucrânia, mas a Otan violaria regra internacional se socorrer Kiev. Putin precisa ser coagido.

Professor de geopolítica da ICN Business School, em Nancy, França, o russo Alexandre Melnik concorda:

— Putin se sente liberado, acha que pode avançar sem barreiras. Ele tem mentalidade do século 19. Só a ameaça de uma força (Otan) pode conter sua força. Não se trata de desencadear uma guerra, mas de ser firme. É preciso mostrar à Rússia que há determinação ocidental.

Enquanto o Leste Europeu e os países bálticos fronteiriços à Rússia pressionam por aumento da presença militar e resposta mais dura da Otan, com apoio dos EUA, nações da Europa Ocidental como Alemanha, França e Itália estão céticas. Se preocupam com a possibilidade real de a Rússia reagir com a intensificação do conflito na Ucrânia, tornando quase impossível uma solução pacífica no curto prazo.

— As provas até agora apresentadas pela Ucrânia não são muito convincentes no plano técnico, em particular. Devemos ser prudentes. Não é do nosso interesse, num momento de crise econômica que atinge toda a Europa, integrar (no bloco europeu) uma Ucrânia que é um país problema — afirma o general francês Jean-Vincent Brisset, diretor de pesquisas do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas (Iris), em Paris.

Ex-representante dos EUA na Otan, presidente do Conselho de Assuntos Globais de Chicago, Ivo Daalder rejeita a noção de que uma ação mais contundente vai irritar Putin, com consequências mais graves para a região:

—Putin já se sente provocado o suficiente, o tempo todo. A escalada do conflito é muito possível independentemente da resposta. Putin tem um projeto de poder real. Ele queria a Crimeia, assim como quer Kiev. Ele foi para o confronto por isso, não porque havia ameaça real da Otan, após a adesão de novos países.

Uma questão que deve ser tratada pelos membros é o orçamento militar que sustenta a aliança. O alvo individual de 2% do PIB existente há mais de uma década é descumprido por 21 dos 28 aliados e os EUA, que desembolsam 3,8% do PIB, bancam mais de 75% das despesas do bloco.

— Isso é importante não apenas para fazer frente à crise ucraniana, mas para redefinições estratégicas do papel global da organização. Após integrar as forças internacionais no Afeganistão e a ofensiva na Líbia que depôs Muahamar Kadafi, a Otan precisa lidar com os desafios do século 21, como os representados pelo sectarismo religioso do Estado Islâmico, células terroristas no Norte da África, pirataria na costa africana, operações de contra insurgência e ataques cibernéticos — diz Patrick. A revisão do artigo 5 também é relevante para incorporar estes temas, avalia Daalder.

— A Otan tem que mudar completamente seu software — resume Melnik.

oglobo.globo.com | 04-09-2014
Pode ser uma reunião de grandes decisões para a economia europeia. Os governadores do Banco Central Europeu vão discutir se avançam ou não para a compra de dívida pública e outros ativos dos países da zona euro. O objetivo é combater a baixa inflação e fazê-la subir para os 2%.
www.rtp.pt | 04-09-2014

Vladimir Putin mantém alta sua popularidade na Rússia com jogadas nacionalistas para a plateia. O objetivo é recriar o antigo poderio da União Soviética e o velho esplendor czarista. Boa parte de sua política externa se baseia no fato de a Rússia ser ainda uma potência nuclear.

A estratégia para a Ucrânia do enxadrista e antigo espião, que manda na Rússia desde 1999, se baseia na desfaçatez. Ela é calculadamente errática para surpreender. O que é relativamente fácil diante de um país enfraquecido, com a economia em frangalhos, e ameaçado de perder mais território para a Rússia, depois da Crimeia.

Apoiadores da Ucrânia, EUA e a União Europeia mal disfarçam a dificuldade de frear o “czar”. De todo modo, sanções foram aplicadas e causam problemas à Rússia.

Putin reagiu com fúria a acontecimentos que aproximaram a Ucrânia da UE — Moscou considera o país parte de seu espaço vital. Com isto, criou uma das maiores crises na Europa desde o fim da Guerra Fria.

Segundo a BBC, mais de 2.600 civis e combatentes morreram e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas de suas casas desde o início do conflito, em abril.

Embora o Kremlin negue sempre participação direta na ocupação das regiões Leste e Sul do país, onde operam “rebeldes” pró-Moscou, a cada dia novos fatos comprovam o oposto. Em carta aos “rebeldes”, o presidente russo ressuscitou o termo Novorossiya, ou Nova Rússia, termo usado na era czarista para se referir ao Leste e Sul da Ucrânia, onde a população fala russo (e não ucraniano, como no Oeste) e tem mais afinidade com Moscou do que com Kiev.

Na terça, ele infiltrou, numa conversa com Durão Barroso, da Comissão Europeia, a frase: “Se quiser, tomo Kiev em duas semanas”. Ontem, o anúncio de um cessar-fogo pelo presidente ucraniano Petro Poroshenko, depois de conversa telefônica com Putin, virou grande confusão. Logo, um porta-voz do Kremlin diria que não havia cessar-fogo porque a Rússia não era parte no conflito. Cinismo.

Pouco depois, Putin divulgaria os sete pontos para um acordo, a maioria favorável à sua postura de manter presença na Ucrânia.

Os próximos dias serão agitados nessa frente. Hoje, os líderes da Otan, presidente Barack Obama incluído, se reúnem no País de Gales, com a Ucrânia no topo da agenda.

A Aliança Atlântica deverá anunciar a criação de uma força de reação rápida para defender seus membros na Europa Oriental — a Ucrânia não é da Otan, mas tem muita vontade de entrar. Putin disse esperar um acordo num encontro amanhã em Minsk, Bielo-Rússia, entre Poroshenko e líderes separatistas (apoiados pela Rússia).

Putin está na fase de demonstrar “cooperação”. Pode até ser. Mas, a julgar pelos antecedentes, toda a cautela é necessária.

oglobo.globo.com | 04-09-2014
Depois de um prolongado braço de ferro, caíram finalmente as objecções alemãs à nomeação de Pierre Moscovici como comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros. Moscovici foi na segunda feira a Berlim, entrevistou-se com o seu homólogo alemão Wolfgang Schäuble e ficou aprovado.
www.rtp.pt | 03-09-2014

A multiplicidade de nações adjacentes fez da Economia da Europa uma das mais complexas do planeta. Durante séculos a Europa foi o centro econômico do planeta. Entre as causas, podemos citar como a principal sua condição geográfica. A localização entre a África e a Ásia, fez da região europeia um ponto de passagem obrigatório, e facilitou de forma substancial a absorção e irradiação dos conhecimentos, tecnologia e comércio de ambos continentes. Esta condição perdurou até ao século XX. No século XX, a Europa viu seu predomínio declinar em relação aos Estados Unidos, o Japão e, na fase final, a China. A Primeira e Segunda guerra mundial, travadas em seu território, a carência de energia, de petróleo, além de uma intensa rivalidade entre seus povos, representaram para o continente a perda de sua liderança econômica. A Europa não tem auto-suficiência na produção de energia, exigindo a importação de muito petróleo. Este produto só é extraído em quantidades consideráveis na Rússia e no Mar do Norte. O gás natural, outro produto bastante usado na geração e produção de energia é muito abundante na Rússia, Romênia, Países Baixos e no Reino Unido. Outro recurso energético que teve grande importância nas fases iniciais da revolução industrial foi o carvão mineral, muito abundante, sobretudo na Alemanha, Polônia, Rússia, Reino Unido. Todas estas fontes energéticas são extremamente poluidoras e causam grandes impactos ambientais em todo o planeta. No caso da energia limpa, ou seja, não poluidora, podem ser citadas a energia hidráulica, energia eólica, e energia solar, de baixa produção e utilização da Europa, devido às suas condições geográficas. A produção de energia nuclear na Europa é muito importante, e, a exemplo dos Estados Unidos, gera imensas quantidades de lixo atômico, cujo fim, desde o início de sua utilização, é muito nebuloso e nunca divulgado na mídia mundial.


De dbpedia, licença creative commons CC-BY-SA
w3architect.com | hosting p2pweb.net
afromix.org | afromix.info | mediaport.net | webremix.info