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ATENAS - O ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, disse que o país chegou a um acordo com os seus parceiros europeus sobre a forma de recapitalizar os bancos gregos depois de troca de dívida, mas ainda precisa resolver questões relacionadas com as reformas trabalhistas. Venizelos descreveu como “muito difícil” a conversa que teve, neste sábado, via teleconferência, com credores europeus do país, mas afirmou que as negociações sobre o pacote de socorro ao país, estimado em 130 bilhões de euros, só devem concluídas na noite de domingo. - Há grande impaciência e pressão não só das três instituições que compõem a troika, mas também dos estados-membros da zona euro, cada um com seus próprios critérios, problemas e prioridades - disse o ministro, , referindo-se a União Europeia, ao Banco Central Europeu e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A parte mais difícil da negociação é conseguir o apoio dos líderes políticos, cautelosos em apoiar as reformas as dolorosas reformas adicionais envolvidas no acordo. À beira da falência, Atenas deve encerrar negociações para conseguir pagar 14,5 bilhões de euros de títulos com vencimento em meados de março. Mas as negociações têm esbarrado nas exigências cortes de custos trabalhistas, como subsídios a férias e redução do salário mínimo . São propostas fortemente contestadas pelos gregos e por líderes de partidos políticos. Neste sabádo, filiados ao Partido Comunista fizeram protestos em frente ao gabinete do primeiro-ministro grego. Josef Ackermann, presidente de um grupo de credores internacionais e CEO dos Deutsche Bank, disse neste sábado que o setor privado está sendo muito generoso ao se oferecer para ter perdas em títulos do governo grego e outros devem seguir o exemplo. - O setor privado, pelo menos, é extremamente generoso na oferta de uma perda de mais de 70% - disse sobre o valor dos títulos gregos. - Eu só posso pedir que outros grupos façam o mesmo - afirmou ele, sem especificar a quem se referia, mas as afirmações são direcionadas ao Banco Central Europeu. A Alemanha, maior economia da Europa, vem resistindo a fazer uma contribuição adicional para socorrer a Grécia. O primeiro-ministro Lucas Papademos deve se reunir com os líderes socialistas e conservadores de extrema direita. Cada vez mais frustrados com a incapacidade de Atenas para aprovar as reformas necessárias para remodelar a economia enfrentar uma recessão grega, os credores estrangeiros exigiram prova do compromisso do país de cortes de gastos antes de liberar mais recursos. Eles querem que todos os chefes políticos do país - que fazem questão de não estar ligados diretamente com as reformas dolorosas - apoiem as medidas, porque o país deve ter eleições em abril. - Os líderes políticos gregos devem oferecer seu compromisso com o programa - disse uma fonte próxima aos credores. - Não serão aprovados mais empréstimos se não o fizerem. O jornal "Kathimerini" disse neste sábado que se os líderes políticos não chegassem a um acordo sobre as reformas, Papademos estava considerando pedir que eles ou autorizassem uma nova rodada de negociações com os três credores ou que eles também entrassem nas discussões.
oglobo.globo.com | 04-02-2012
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O setor privado da Alemanha expandiu-se em janeiro no ritmo mais rápido desde junho, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira, mas as novas encomendas recuaram pelo sexto mês seguido, apontando mais desaceleração para a principal economia da Europa. O índice composto de gerentes de compras do Markit,
economia.estadao.com.br | 03-02-2012
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RIO e BOMBAIM - Impulsionado por captações de empresas brasileiras no exterior e pesados investimentos de estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Brasil caminha para uma nova queda de braço no câmbio nas próximas semanas. Ontem, o dólar comercial fechou em baixa de 0,69%, a R$ 1,722, e passou a acumular uma desvalorização de 7,86% desde 29 de dezembro (R$ 1,869), último pregão do ano passado. Trata-se da segunda maior queda entre as principais moedas do mundo, atrás apenas do peso mexicano (-8,06%). Embora distante de patamares vistos no ano passado — quando chegou a R$ 1,537, o menor valor desde janeiro de 1999 — o mercado prevê uma resistência crescente do governo brasileiro e das indústrias para uma cotação da moeda inferior a R$ 1,70, taxa que deve ser testada nos próximos dias. Segundo Luiz Henrique de Paula, analista da Hencorp Commcor, o clima mais ameno na crise europeia e bons dados da economia americana aumentaram o apetite dos investidores estrangeiros por aplicações de risco, o que explica a enxurrada de dólares em mercados emergentes como o brasileiro. Somente as empresas brasileiras captaram US$ 12,3 bilhões no exterior este ano, dos quais US$ 7 bilhões refere-se à operação da Petrobras.
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— A curto prazo, o que vamos ver são as indústrias reclamando e o governo cada vez mais incomodado. Seria natural uma reação do governo. Mas é bom lembrar que o Brasil tem os juros mais altos do mundo e isso atrai dinheiro de fora — afirma o analista. — Somente medidas do governo ou uma piora da crise externa vai mudar essa tendência. Estrangeiros põem R$ 7 bi na Bolsa A enxurrada de dólares no país ficou mais evidente ontem, quando a BM&FBovespa divulgou suas estatísticas de compra e venda de ações de janeiro. Os investidores estrangeiros fizeram aplicações líquidas de R$ 7,2 bilhões no mercado brasileiro em janeiro, um recorde mensal para o período do Plano Real (quase 18 anos). Segundo a BM&FBovespa, esse valor refere-se ao saldo entre compras de R$ 52,818 bilhões e vendas de R$ 45,650 bilhões no mês. No ano passado, o saque dos estrangeiros havia sido de R$ 1,3 bilhão. — Temos visto os estrangeiros investindo em mercados emergentes. E o Brasil é um dos que estão mais baratos. Eles compra um “pacote Brasil”, de índices e principais ações. É uma das razões para a Petrobras e Vale estarem subindo tanto — explica Hersz Ferman, gestor da Yield Capital. Para Eduardo Velho, economista da Prosper Corretora, o mercado começa a especular eventuais medidas do governo brasileiro e do Banco Central (BC) para conter o câmbio, como aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e mudanças regulatórias que reduzam apostas contra a moeda na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). — No ano passado, o governo atuou de forma mais incisiva quando a moeda passou a ser cotada entre R$ 1,60 e R$ 1,65. O governo não deve, porém, esperar tanto este ano. As medidas devem ser tomadas bem antes disso — avalia Velho. Mas a preocupação do mercado não encontrou ontem eco no governo. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que a valorização do real ocorre em linha com a de outras moedas. — (O ano de) 2012 começou em um tom otimista em relação aos mercados. Portanto, isso se reflete nas moedas do mundo todo, inclusive no real — disse Tombini, durante a conferência internacional organizada pelo Banco Central da Índia, em Bombaim. Tombini acrescentou que a economia brasileira deve crescer mais este ano, em comparação ao ano passado, por causa da redução dos juros. Em 2011, o Brasil cresceu cerca de de 3%, segundo ele. O número oficial só será divulgado pelo IBGE em março. — Há espaço para uma política de afrouxamento monetário no Brasil sem o comprometimento da inflação — afirmou Tombini. A Bovespa fechou ontem em leve alta de 0,04%, aos 64.593 pontos pelo Ibovespa, seu principal índice. O destaque ficou para as ações de empresas construtoras e do varejo, papéis beneficiados pelo custo do crédito no Brasil.
oglobo.globo.com | 03-02-2012
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LONDRES. O príncipe Charles já o chamou de saleiro gigante. Mas o fato é que o Shard, como é conhecido o futuro maior arranha-céu de Londres e da União Europeia, provoca discussões apimentadas muito mais pelo seu simbolismo do que por seus 310 metros de arquitetura modernista encravados nas barbas da cidade antiga. O Shard e o enorme guindaste que o acompanha já fazem parte da paisagem londrina. A área externa do prédio estará pronta em junho, mas a inauguração da torre deverá ficar para 2013. A ambiciosa obra que o arquiteto italiano Renzo Piano projetou em 2000 fará então companhia, definitivamente, ao belo domo da catedral de Saint Paul e à Tower Bridge. Seus 95 andares farão ainda mais sombra ao já nebuloso ambiente de recessão em que mergulha uma das principais cidades do mundo. — Podemos mandar os grandes políticos da Europa para o alto da torre e só deixá-los sair de lá quando resolverem a crise da zona do euro — brincou em dezembro o incorporador do Shard, Irvine Sellar, em entrevista ao diário britânico “Guardian”. Quatro andares, a partir do 68, estarão disponíveis para o público apreciar do alto das nuvens a cidade de oito milhões de habitantes e de quase dois mil anos de História. Mais três pisos foram projetados para restaurantes finos, outros 27 para escritórios, e 18 para um hotel e spa cinco estrelas. Foi preciso o investimento de 1,5 bilhão de libras do Banco Central do Qatar para que o projeto seguisse adiante em 2009 e começasse a crescer luxo acima. — Nós queremos que os londrinos sintam que este prédio pertence a eles — disse Sellar esta semana. —Você poderá comer, trabalhar e até dormir aqui. E ainda poderá apreciar a vista do alto da torre. Alguns vizinhos do empreendimento esperam que aconteça realmente uma mudança efetiva na economia da região que foi, por muito tempo, um dos lados menos prósperos do Rio Tâmisa. — Eu gosto do design e acho que o prédio promete — aposta Cherille McNeil-Halward, de 71 anos, dona de uma loja de molduras próxima ao Shard. — A torre trará gente com dinheiro para gastar aqui, e isto vai ser bom para a vizinhança. A região administrativa de Southwark, embora seja uma das mais antigas de Londres e vizinha da City, como é conhecida a área do distrito financeiro, está passando agora por um período de reurbanização depois de quase um século de perda de população. Para Tony Travers, diretor do grupo de estudos para a Grande Londres, da London School of Economics, o Shard, que ele chama de “torre de poder e riqueza num distrito pobre”, é um marco desse novo momento. — Para trazer transformação, é preciso aceitar a gentrificação — diz Travers, usando o neologismo que define a chegada de pessoas de maior poder aquisitivo a áreas degradadas. A construção do Shard foi atingida pela crise de crédito: em 2008 o Crédit Suisse garantira o financiamento da obra, mas voltou atrás após a quebra do Lehman Brothers. E foi salva pelo dinheiro do Qatar, que garantiu seu pedaço na torre reservando dois andares convertidos em dois apartamentos para a família real. O futuro do empreendimento não está seguro. Além dos qataris, investidores chineses e alguns restaurantes garantiram suas fatias da torre. Mas, num momento de crise em que muitas empresas estão apertando os cintos para reduzir os custos, a maioria dos escritórios ainda está por alugar. Por fora, o Shard já marcou seu espaço no corpo da cidade. Como a torre vai ser por dentro, dependerá do destino da economia britânica.
oglobo.globo.com | 03-02-2012
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A América Latina deve esperar o melhor, mas se preparar para o pior, em meio à crise da dívida europeia, aconselhou nesta quinta-feira o responsável do Fundo Monetário Internacional (FMI), Nicolás Eyzaguirre, em um blog. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 02-02-2012
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Depois de passar décadas construindo escolas de administração que sejam competitivas no âmbito mundial, o continente europeu está descobrindo que a atual fase econômica difícil está cortando seus rendimentos.
online.wsj.com | 02-02-2012
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em direções opostas nesta terça-feira, depois que os líderes de 25 dos 27 países da União Europeia concordaram em assinar um pacto fiscal mais rigoroso para o bloco. Indicadores da economia americana, no entanto, vieram pior que o esperado.
Com exceção do Reino Unido e da República Tcheca, os demais países do bloco aprovaram o novo pacto, que prevê punição para países que romperem limites da dívida. Se um país superar o limite de 3% do PIB de déficit público anual, será submetido a sanções quase automáticas. Se excedê-lo num ciclo econômico, o déficit estrutural não pode superar 0,5% do PIB. Os países terão cinco anos para incorporar a regra a suas constituições.
Já a Grécia estaria finalmente próxima de um acordo com os credores privados. O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmou que o Parlamento precisa aprovar os termos da troca de dívida até 13 de fevereiro.
Leia mais (31/01/2012 - 20h52)
redir.folha.com.br | 31-01-2012
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O economia José Reis considerou "dececionante" o pacto de disciplina orçamental assinado na ontem por 25 Estados-membros da União Europeia, alegando que a ideia parece ser só punir em vez de criar medidas...
rss.feedsportal.com | 31-01-2012
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www.rtp.pt | 30-01-2012
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse hoje que a economia de seu país deve crescer de 2% a 3% neste ano. Ele advertiu, porém, para os desafios apresentados pela incapacidade da Europa para resolver sua crise financeira e para as tensões com o Irã, a quem os EUA acusam
economia.estadao.com.br | 29-01-2012
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Tradição é antiga na Europa, mas hoje são poucos os casos que sobram.
Monges são responsáveis pela produção dos alimentos.
g1.globo.com | 29-01-2012
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Os líderes políticos e econômicos, incluindo o FMI, pressionaram mais uma vez neste sábado em Davos a Europa para que tome medidas urgentes contra a crise da dívida e evite o contágio para o restante do mundo, enquanto preveem um futuro sombrio para a zona do euro. "Ninguém é imune à situação atual europeia", porque o mundo "nunca esteve tão interconectado", disse no Fórum Econômico Mundial a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde. "Por isso, todos têm interesse em que esta crise seja resolvida adequadamente",completou. Lagarde pediu aos líderes europeus, que na segunda-feira se reúnem em uma novamente em Bruxelas, para que eles ergam rapidamente uma clara e simples barreira para evitar o contágio, adaptem as medidas de consolidação fiscal à realidade de cada país e incentivem políticas de crescimento, porque do contrário a situação pode piorar. Mesmo os Estados Unidos e o Japão, que têm déficits fiscais maiores que o do velho continente, também têm feito pressões pela redução das dívidas. Do contrário, podem ser realizadas as previsões de Nouriel Roubini, o único que previu a crise financeira de 2008. "Há 50% de probabilidade de que a Eurozona se desintegre em três ou cinco anos", disse no Fórum de Davos este professor de Economia e Negócios Internacionais da Universidade de Nova York. Roubini disse ainda que a Grécia, que negocia atualmente uma perdão de pelo menos metade da dívida em mão dos bancos e seguros, deverá abandonar a Eurozona em um ano e poderá ser seguida por Portugal. A crise da dívida já comprometeu também os motores econômicos europeus, Alemanha e França, sendo que este último país, segundo Roubini, deve terminar na "periferia" da zona do euro, independentemente do vencedor das eleições presidenciais da próxima primavera. "As políticas de austeridade extrema adotadas pelos países com problemas para reduzir os abismais déficits orçamentários levarão a Eurozona para a recessão", afirma. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Eurozona entrará em recessão em 2012, com uma contração de 0,5% no PIB. A Espanha, um dos países mais atingidos pela crise, deve apresentar uma contração de 1,7% em 2012 e uma queda de 0,3% em 2013. Já a Itália cairá 2,2% em 2012, segundo o Fundo. "O novo governo espanhol está tomando as medidas econômicas adequadas", disse Olivier Blanchard, economista-chefe do FMI. Contudo, segundo o mesmo economista, o país não deverá cumprir sua meta de déficit de 6% do PIB este ano. "Está claro que este governo está comprometido em tentar fazer o que for preciso e até agora os sinais têm sido positivos", disse Blanchard durante uma coletiva de imprensa, após apresentar uma redução das previsões do Fundo sobre a economia mundial. O FMI estima que a Espanha tenha fechado 2011 com um déficit de 8%, em linha com o previsto pelo governo conservador de Mariano Rajoy pouco depois de assumir o poder. Os países emergentes, por sua vez, em particular na Ásia, aparecem como os novos impulsionadores da economia mundial, em particular a China, que espera crescer este ano 8,2%, segundo o FMI, e Índia (7%). O Brasil, por sua vez, crescerá 4%, mais que no último ano. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 28-01-2012
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A Grécia e seus credores privados devem chegar a um acordo para evitar um default desse país da Eurozona neste fim de semana, talvez até mesmo nesta sexta-feira, disse em Davos o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 28-01-2012
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A abertura dos EUA para o álcool importado estimula investimentos na produção de etanol de cana no exterior. A avaliação é de Luiz Osório, vice-presidente de Relações Externas da Raízen (associação entre Cosan e Shell), informa reportagem de Tatiana Freitas
publicada na Folha
desta sexta-feira.
A íntegra está disponível
para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha
).
A África deve ser o destino mais procurado. "Lá existe um corredor 'duty-free' (livre de impostos) para exportar para a Europa", afirmou.
Leia mais (27/01/2012 - 09h00)
redir.folha.com.br | 27-01-2012
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www.rtp.pt | 26-01-2012
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A confiança do consumidor alemão cresceu inesperadamente para fevereiro, para a maior alta em dez meses, segundo mostrou o Instituto de Pesquisas GfK nesta quinta-feira. Este foi o último sinal de que o consumo poderá apoiar a maior economia da Europa em tempos incertos. A confiança aumentou pelo
economia.estadao.com.br | 26-01-2012
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DAVOS - Dois prêmios Nobel de Economia, Joseph Stiglitz e Michael Spence, concordam: o euro pode ser salvo. Mas Stiglitz afirma que, ao apostar na austeridade, os líderes europeus estão indo na direção errada e oposta do que tem que ser feito para salvar a moeda. E Spence alerta: para o euro sobreviver, "muita coisa tem que acontecer", entre elas, uma reforma bem-sucedida da Itália e da Espanha. Davos, o maior encontro de líderes políticos e empresariais, abriu ontem marcado pela crise e num clima de pessimismo tão grande que, pela primeira vez, admitiu-se o fracasso do atual modelo de capitalismo. Em entrevistas exclusivas, concedidas separadamente ao GLOBO, Stiglitz e Spence eram o retrato deste pessimismo. O primeiro prevê que a situação da Europa vai piorar. Já o segundo aponta para erros passados e diz que a agenda da Europa é complicada. "Vamos ver…", reagiu. Sobre o Brasil, os dois estão convencidos de que, na pior das hipóteses, só vai desacelerar o crescimento. Veja também O GLOBO: O euro pode ser salvo? JOSEPH STIGLITZ: Certamente, se os líderes políticos fizerem agora a coisa certa. O problema é que não estão fazendo. Decidiram, em dezembro, um quadro de austeridade, que não é a solução. O pacto fiscal não vai nem prever outra crise, porque é parte da crise. A Europa não diagnosticou corretamente o último problema. Agora, imaginar que vão corrigir o atual e prevenir um próximo… Acho que vai piorar. A economia (europeia) vai enfraquecer com a austeridade. MICHAEL SPENCE: Acho que sim. Mas muita coisa tem de acontecer para ele ser salvo. Itália e Espanha têm de ser reformadas com sucesso. O Banco Central Europeu está resgatando os bancos que perderam capital. E suspeito que a União Europeia, o fundo de estabilidade e o FMI vão ter que intervir nos mercados de dívidas para impedir que os juros subam muito. Mas não estão preparados para dizer que farão isso. O caminho é longo para estabilizar o euro. Muita coisa pode dar errado. E não acho que o desempenho econômico (da Europa) será bom nos próximos anos, pelo menos, durante dois anos. E as coisas podem ir mal nesse caminho. O que pôs a Europa nessa confusão? Falta de governança econômica? STIGLITZ: O real problema é o quadro institucional e intelectual, de como o euro foi pensado desde o início. Pensaram que tudo o que precisava ser feito era os governos terem disciplina fiscal. Mas os mercados financeiros tiraram proveito do euro e, irracionalmente, foram para a Espanha, imaginando que a moeda única significava poder emprestar dinheiro a qualquer pessoa, com a mesma taxa de risco. Ajudaram a criar uma bolha. Aprendemos o seguinte: é preciso muito mais que disciplina fiscal para criar uma moeda única. SPENCE: Nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha, o sistema financeiro permitiu o crescimento da dívida privada, no sistema financeiro e das familias. E, quando a crise chegou, muito dessa dívida passou para o setor público. O efeito foi: sustentaram economias insustentáveis. Isso fez parecer que o euro estava funcionando, que as dívidas soberanas eram parecidas, quando não eram. Um fator que contribuiu para a crise foi logo no começo. Criaram uma união monetária sem centralização fiscal. Muita gente disse que isso era um erro e criava uma situação instável. Mas a resposta dos europeus foi: sabemos disso, mas vamos fazer a união monetária primeiro e depois completar com uma união mais política. Isso não aconteceu. Foi um erro criar o euro? STIGLITZ: Foi errado criar o euro sem uma estrutura institucional adequada. A esperança era que criariam mais tarde. Mas isso não aconteceu. E o problema é visto nas discussões atuais. Alguns líderes europeus parecem não entender que austeridade não é a única coisa necessária para fazer uma moeda funcionar. Pode ser um ingrediente importante, mas não é suficiente. SPENCE: Teriam feito melhor se tivessem criado o euro paralelamente à centralização fiscal. Agora, a chanceler Angela Merkel está insistindo em que seja feita a reforma institucional e a centralização no mesmo momento em que tentam estabilizar o euro. Isso é uma agenda complicada. Até quando os emergentes, como Brasil e China, podem resistir à crise? STIGLITZ: A China tem recursos enormes e um compromisso de manter o crescimento. Eles têm os instrumentos, os recursos e a estrutura política para assegurar que poderão compensar uma queda na demanda do exterior. A China vai continuar a crescer, talvez um pouco menos. Para o Brasil, o que acontece na China é mais importante que nos Estados Unidos. O Brasil está relativamente em boa forma e não é dependente da Europa. O país desacelerou, mas se beneficiou dos altos preços do minério de ferro. Se o crescimento (chinês) desacelerar, mesmo alguns pontos percentuais, sempre haverá demanda por minério, mas não de modo a elevar os preços. Nesse sentido o Brasil pode sofrer um impacto.
SPENCE: Grandes emergentes, como China, Brasil e Índia, podem ir muito bem se os países ricos tiverem crescimento baixo ou não crescerem. Mas, se houver retração ou uma instabilidade extrema no sistema financeiro, que cause declínio na demanda doméstica, então acho que as economias emergentes vão desacelerar por um tempo. Mas não vai provocar uma retração: só desacelerar. A economia brasileira me parece estar em muito boa forma. É estável, tem níveis razoáveis de dívida, e o crescimento é um equilíbrio entre dinamismo e inclusão social. A educação está melhorando. Acho que o Brasil está num caminho de crescimento sustentado. Todo mundo com quem falo na comunidade empresarial está entusiasmado com oportunidades no Brasil. A economia está bem resistente (à crise).
Davos, pela primeira vez, discute o fracasso do capitalismo. Há um novo modelo, radicalmente diferente, sendo pensado ou emergindo?
STIGLITZ: O mais espantoso é que, quase quatro anos depois do início da crise, em 2008, as mudanças foram relativamente pequenas. O sistema bancário ainda está frágil. Olhando para trás, diria que não aprendemos qualquer lição. Melhoramos um pouco a regulação, mas não o suficiente: falta transparência. Mudamos o encanamento, mas não fizemos uma verdadeira reforma. Enquanto isso, a desigualdade aumenta nos EUA, e as únicas pessoas que estão bem no país são as que causaram o problema. A renda média de um trabalhador americano hoje é um terço do que era há um século. O que vai mudar isso? Uma crise maior ou reivindicações democráticas. Em algum ponto a esperança (das pessoas) vai acabar. Nossas democracias são imperfeitas. O dinheiro fala mais alto que as pessoas.
SPENCE: Não... Também não acho que isso seja papo-furado. Mas acho que é enganador questionar o capitalismo. Sabemos que o capitalismo tem grandes méritos em relação a outros (modelos), promove eficiência, inovação e crescimento. Também aprendemos que os mercados não são, por si só, particularmente bons em estabilidade, distribuição e sustentabilidade. Precisamos, então, de um papel limitado para um capitalismo de Estado. Isto é, um Estado competente e eficaz, capaz de absorver choques e investir em mudanças estruturais para que a economia mundial se movimente corretamente, de incluir as pessoas e lidar com a questão da distribuição. Nos países em desenvolvimento estamos vendo um padrão de (maior) presença do Estado (na economia). E acho que isso está funcionando, apesar de alguns erros. Eu diria aos líderes emergentes: vocês são muito vulneráveis num modelo com pouca presença do Estado. Mantenham a mistura (Estado e setor privado).
oglobo.globo.com | 26-01-2012
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NOVA YORK - O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmou nesta quarta-feira, 25,que a economia do país está se fortalecendo, mas ainda enfrenta amplos desafios. Ele também comentou que a crise financeira na Europa está tendo um grande impacto nos EUA, embora os líderes da zona do euro
economia.estadao.com.br | 26-01-2012
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O pessimismo sobre o futuro econômico deu o tom do debate sobre o estado do capitalismo, realizado na abertura do Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira na cidade suíça de Davos, antes de o evento ser inaugurado oficialmente ao final da tarde pela chefe do governo alemão, Angela Merkel. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 26-01-2012
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RIO - Preservar praias e mares deveria render dividendos em uma economia verde, afirma relatório divulgado nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O estudo “Green Economy in a Blue World” (economia verde em um mundo azul) conclui que a saúde ecológica e a produtividade econômica dos ecossistemas marinhos e costeiros - em declínio no mundo por causa da exploração insustentável - podem fornecer as bases para a nova economia, na qual há geração de energia renovável, ecoturismo, pesca e transportes sustentáveis. A quantidade de nitrogênio que chega aos oceanos aumentou três vezes em relação aos níveis pré-industriais. O número pode crescer 2,7 vezes até 2050 se não houver mudanças na economia. Somente o uso sustentável de fertilizantes e de outros nutrientes para agricultura já ajudaria a reduzir os custos gerados pela poluição marinha. No caso da União Europeia, a economia seria de 80 bilhões de euros por ano. Estima-se que 30% dos estoques de peixes do mundo estão sendo pescados numa velocidade maior do que eles conseguem se reproduzir. E que a exploração de metade dos peixes já está esgotada. A FAO e o Banco Mundial afirmam que a economia global pode ganhar até 50 bilhões de dólares anuais restaurando populações de peixes e reduzindo a capacidade de pesca a um nível ideal. A exploração sustentável dos oceanos será um dos temas da Rio +20, daqui a cinco meses. O relatório pretender trazer para o Rio de Janeiro propostas de como garantir a economia verde no mar. O relatório examina, ainda, a situação dos pequenos Estados insulares, e indica caminhos para que eles reduzam sua vulnerabilidade ao aquecimento global. Cerca de 40% da população global vive a cem quilômetros da costa. Os ecossistemas marinhos do mundo (chamado de mundo azul no relatório) fornecem abrigo, alimentação e meios de subsistência para milhões de pessoas. Mas os impactos da atividade humana começam a cobrar seu pedágio, diminuindo a produtividade de oceanos no mundo. Cerca de 20% dos manguezais foram destruídos e mais de 60% dos recifes tropicais estão sob ameaças imediata e direta. - A vasta gama de serviços do ecossistema, incluindo a segurança alimentar e a regulação do clima, fornecidos por ambientes marinhos e costeiros, estão hoje sob pressão sem precedentes - disse o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner. - Intensificar os investimentos verdes em recursos marinhos e costeiros reforçando a cooperação internacional na gestão destes ecossistemas transfronteiriços são essenciais para uma transição para baixo carbono. A aquicultura, o setor de produção de alimentos que cresce mais rapidamente, está criando novos empregos e oportunidades comerciais. Mas, quando mal planejada, pode aumentar a pressão sobre os ecossistemas. A adoção de tecnologias verdes e investimentos em baixo uso de combustíveis fósseis reduziriam drasticamente a pegada de carbono do setor. O relatório defende, ainda, o fortalecimento de agências regionais e nacionais de pesca, bem como de associações comerciais de pesca e de cooperativas.
oglobo.globo.com | 25-01-2012
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A Comissão Europeia (CE) apresentou nesta quarta-feira uma proposta para endurecer a proteção dos dados pessoais na Internet, que, caso seja aprovada, deve provocar vários inconvenientes às redes sociais como Twitter, LinkedIn ou Facebook. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Diários Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 25-01-2012
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Comentário de Ana Sofia Santos, jornalista do Expresso, no Jornal de Economia da SIC. Em análise, a hipótese de um novo resgate para Portugal, a subida do risco de bancarrota e os avisos do FMI à Europa de uma nova Grande Depressão.
aeiou.expresso.pt | 25-01-2012
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www.rtp.pt | 24-01-2012
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Você quer saber o que estará nas lojas em 2012? Quem vai vencer as eleições nos Estados Unidos? A Eurozona vai acabar? Mestres do feng shui da China respondem a grandes questões com suas previsões para o Ano do Dragão. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 24-01-2012
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A economia global vai abrandar mais do que o previsto, sobretudo devido à crise financeira na Europa, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI).
www.rtp.pt | 24-01-2012
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O Fundo Monetário Internacional defendeu hoje a criação de um "guardião macro prudencial" que assegure a nível europeu a desalavancagem ordenada dos bancos, de forma a não comprometer o crédito à economia e criar uma contração no crédito.
www.rtp.pt | 24-01-2012
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RIO, BRASÍLIA e SALVADOR - Se durante os dois mandatos do governo Lula praticamente não houve alterações na Petrobras, a nomeação de Maria das Graças Foster para a presidência da estatal, no lugar de José Sergio Gabrielli, de olho na carreira política, promete promover mudanças imediatas em pelo menos quatro das seis diretorias atuais. O nome de Graça Foster, que surgiu no fim de semana, foi confirmado em nota divulgada pela Petrobras. Esta afirma que o Conselho de Administração da estatal, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, apreciará o nome da executiva em sua reunião de 9 de fevereiro. O mercado reagiu bem à notícia, e as ações da empresa chegaram a subir até 5%, a maior alta da Bolsa de Valores de São Paulo na segunda. Uma das mudanças seria na diretoria de Exploração e Produção, ocupada desde 2003 por Guilherme Estrella. Já há alguns meses circulam na companhia rumores de que Estrella pretende se aposentar. Uma das diretorias mais importantes, é responsável por investimentos que chegam a US$ 127,5 bilhões entre 2011 e 2015, ou 57% dos US$ 224,7 bilhões previstos para o período. Chamada de "diretoria que fura poço" pelo ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, ela será responsável pelo desenvolvimento dos campos gigantes do pré-sal. Ontem, circulavam rumores sobre a dança das cadeiras na sede da empresa, na Avenida Chile, no Centro. Para Exploração e Produção, os nomes mais cotados são os da diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Magda Chambriard e do presidente da Petrobras Distribuidora (BR), José Lima Neto. Se ele sair da BR, um candidato cogitado para a presidência da distribuidora é seu atual diretor financeiro, Nestor Cerveró. A diretoria de Engenharia e Serviços, ocupada por Renato Duque, também deve mudar. Nos últimos meses, tem circulado a notícia de que ele estaria cansado e já teria até comunicado seu interesse em sair à presidente Dilma Rousseff. Para seu lugar, um dos mais cotados é o atual gerente-executivo da diretoria, Roberto Gonçalves. Graça Foster ocupa, hoje, a diretoria de Gás e Energia. E ela mesma vai indicar seu substituto, segundo fontes. Entre os nomes citados como prováveis candidatos, foram citados ontem o de Magda Chambriard, o do presidente da Petrobras no Uruguai, Irani Varela, e do gerente-executivo da área Internacional, Fernando Cunha. Outra diretoria que deverá sofrer mudanças é a da área Internacional, ocupada por Jorge Zelada. Ele foi indicado pelo PMDB, mas teria tido um fraco desempenho nos últimos tempos, agravado pelo fato de a Petrobras ter decidido reduzir suas atividades no exterior. Na companhia, fala-se até na possibilidade de acabar com a diretoria, dividindo suas atribuições por outras áreas. Mas, caso ela seja mantida, o nome de Cunha está cotado. Já Almir Barbassa, indicado pelo atual presidente da Petrobras, deverá, por enquanto, ser mantido na diretoria Financeira, e Paulo Roberto Costa continuaria na de Abastecimento. Sérgio Machado deixaria a presidência da Transpetro, subsidiária da Petrobras da área de transportes. Para mercado, troca já era esperada A alta da Petrobras impediu uma queda na Bolsa ontem. O Ibovespa, índice de referência, subiu 0,12%, aos 62.386 pontos. As ações preferenciais (PN, sem direito a voto) e ordinárias (ON, com voto) da estatal avançaram 3,76% (R$ 25,13) e 3,61% (R$ 27,30), res pectivamente, tendo chegado a subir cerca de 5%. No ano, a alta acumulada é de 19,73% (ON) e 18,02% (PN). Segundo analistas, os investidores reagiram positivamente ao perfil da futura presidente da Petrobras, funcionária de carreira e tida como grande conhecedora da empresa. — Graça conhece muito a empresa, passou por mais de um diretoria e tem perfil de gestora — resume Luiz Otávio Broad, analista da corretora Ágora. Por outro lado, a troca no comando já era esperada, e o nome de Graça Foster, o mais cotado. Por isso, Erick Scott, analista da corretora SLW, viu certa euforia no patamar máximo, daí uma desaceleração no fim do dia. Também teria pesado a alta nos preços internacionais do petróleo, depois que a União Europeia prometeu embargar o petróleo iraniano a partir de julho. Em Nova York, o barril do tipo leve americano subiu 0,36%, a US$ 99,94. Já o ministro da Fazenda disse que a estratégia da Petrobras continuará a mesma: — Ela vai fazer a estratégia que vinha sendo praticada, que é uma Petrobras cada vez mais presente na economia brasileira, se viabilizando para a exploração do pré-sal, que é o grande desafio que temos pela frente, ampliando seus investimentos, melhorando sua governança — disse Mantega. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também afirmou que não haverá grandes mudanças, no máximo "pequenos ajustes": — A política da Petrobras sempre foi definida pelo Conselho de Administração. Após cumprir a quarentena, Gabrielli deve assumir a secretaria de Minas e Energia da Bahia, que será criada especialmente para ele. O movimento foi confirmado ontem pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, que fará uma reforma do primeiro escalão em 8 de fevereiro. Gabrielli é um dos pré-candidatos do PT ao governo da Bahia em 2014. Ele já havia concorrido em 1990. Estatal nega haver contratos suspeitos Mas o nome de Graça Foster não está totalmente livre de polêmica. Em 2010, uma reportagem da "Folha de S. Paulo" mostrou que a Petrobras assinara 42 contratos, sendo 20 sem licitação, com a empresa do marido dela. Os contratos com a C.Foster, do empresário Colin Vaughan Foster, foram firmados entre 2007 e 2010, no valor de R$ 614 mil, referentes ao fornecimento de componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção. Em 2004, Graça Foster chegou a ser envolvida em uma denúncia de suposto favorecimento à empresa do marido, segundo a "Folha", enviada por fonte anônima à Casa Civil. Na época, o então ministro José Dirceu teria pedido explicações sobre o assunto. A Petrobras afirmou ontem que "não tem ou teve ‘contratos’ com a empresa C. Foster". A companhia afirmou ter feito apenas pequenas compras de componentes, em operações isoladas, entre 2005 e 2010. E ressaltou que as 20 compras sem licitação tinham valores abaixo de R$ 10 mil e que foram feitas por áreas sem vínculo com a diretoria de Gás e Energia. COLABORARAM Patrícia França e Tássia Correia, da Agência A Tarde
oglobo.globo.com | 24-01-2012
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BRASÍLIA - Na primeira reunião ministerial deste ano, nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff determinou que todos os programas de governo tenham monitoramento on line e, preferencialmente, em tempo real. Segundo o porta-voz da Presidência, Dilma disse que esse monitoramento faz parte de "um projeto revolucionário, progressista e indispensável" à reforma do Estado. Veja também A presidente abriu a reunião, depois falaram o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Carlos Gabas, apresentaria o sistema de monitoramento adotado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), modelo que inspirou a determinação de Dilma. Os ministérios da Agricultura e da Previdência foram representados por seus secretários-executivos. O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, também estava presente na reunião. Segundo o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, os ministérios têm até metade do ano para apresentar sistemas que permitam o acompanhamento das ações. Na reunião a presidente disse que, essas medidas fazem parte de um movimento iniciado em 2003, com a inclusão de milhões de brasileiros na classe média, o que aumenta a exigência da qualidade dos serviços publicos. Dilma, segundo o porta-voz, definiu o monitoramento como indispensável para a verdadeira reforma do estado, não através da demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas através da gestão de um estado mais profissional e meritocratico. A apresentação da presidente durou 30 minutos. - A ideia é que todos os gastos, todas as ações do governo possam ser vistas e monitoradas e, portanto, cobradas na hora. Vamos imaginar convênios com prefeituras, com ONGs, passam a ter informação de quando foi feito, o que está sendo feito e tenha cobrança direta em relação aos gastos públicos. Isso não é uma questão de reforma de Estado. É como fazer com que o Estado preste serviços melhores para a população - explicou Traumann. O porta-voz disse que os dados poderão ser divulgados, mas o acesso ao sistema de monitoramento será dos membros do governo para acompanhamento dos gastos e das ações, além da realização de ajustes necessários. A intenção, segundo o porta-voz, é melhorar os serviços públicos prestados à população. - Estamos falando de gestão de governo. Eventualmente, sim (serão publicizados). A questão é: o que está sendo gasto hoje, o que você pode corrigir, fazer correções pontuais - afirmou. Depois, Tombini fez uma apresentação sobre crise internacional, dizendo que "o crescimento do PIB deve se acelerar ao longo de 2012, sobretudo no segundo semestre, com a inflação em trajetória descendente e com rumo ao centro da meta". Segundo relatos do porta-voz, Tombini apresentou cenários sobre a economia europeia e disse que a situação no continente preocupa. Ele também falou sobre Estados Unidos, que ele espera ter um crescimento um pouco melhor. Tombini falou por cerca de 15 minutos e também comentou a perspectiva de crescimento da China, que deverá, segundo ele, ser alto, porém inferior ao registrado no ano passado. O presidente do Banco Central já havia feito uma exposição mais detalhada no último sábado, durante reunião setorial da equipe econômica com a presidente Dilma Rousseff em sua residência oficial. Em seguida, Mantega definiu o que seriam as condições de crescimento e desenvolvimento sustentável. Primeiro, crescimento médio acima de 4%, "o que já vem acontecendo desde 2007". Depois, forte geração de emprego, distribuição de renda e redução de pobreza, criação de oportunidades, principalmente de saúde e educação e desenvolvimento regional, criação de mercado de massas e inserção internacional. O porta-voz disse que "esse foi o panorama que ele montou para dizer que o Brasil está sim em desenvolvimento sustentável". Mantega disse ainda que este ano o Brasil vai crescer e será "um dos poucos países do mundo que vai crescer mais do que no ano passado, apesar das condições internacionais desfavoráveis". Mantega falou ainda da importância da confiança da população e dos investidores na situação do país. Segundo o porta-voz, Mantega disse que, em 2009, a população estava mais confiante do que em 2008, em 2010 mais confiante do que em 2009 e em 2012 mais confiante do que em 2011. - Isso, na avaliação dele, é uma prova de que o ciclo econômico que estamos vivendo vai ter continuidade - disse Traumann. Segundo o porta-voz, não se falou em contingenciamento nem de cortes no Orçamento da União. Corte no Orçamento da União de 2012 pode chegar a R$ 70 bilhões Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a reunião ministerial, iniciada na noite desta segunda-feira, vai discutir ações do governo em 2012, mas não tratará do corte no Orçamento da União de 2012, que pode chegar a R$ 70 bilhões. No discurso na solenidade de comemoração da bolsa de estudo 1 milhão do ProUni, a presidente escorregou nas palavras e justificou-se dizendo estar cansada da maratona de reuniões setoriais que vem fazendo desde quinta-feira da semana passada. - Não estamos discutindo isso (cortes). Estamos discutindo o governo. A hora em que chegar para discutir qualquer questão relativa ao Orçamento, eu chamo vocês - afirmou a presidente, em uma rápida entrevista. Na solenidade, quando falava que, desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo se comprometeu em garantir educação "da creche à pós-graduação", Dilma cometeu um deslize verbal e confessou que estava muito cansada por conta das reuniões setoriais que vem promovendo com seus ministros desde a última quinta-feira. - É muito grave quando se opôs no Brasil um nível de ensino a outro. Era rebaixar por baixo. Rebaixar por baixo é dose, né, gente? Mas hoje eu estou cansada, vou dizer para vocês por quê. Eu venho de uma maratona. Eu comecei a fazer reunião na quinta, na sexta, no sábado, no domingo e hoje. E ainda vou continuar possivelmente na terça. São reuniões muita intensas, mas eu queria dizer que se trata de um processo que rebaixa as expectativas do Brasil. Se você opõe o ensino básico e o ensino universitário, além de ser uma incongruência se trata também de uma desvalorização do país - afirmou. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o orçamento de sua pasta é pequeno e não sofreu emendas no Congresso. Ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo afirmou que não está participando do debate sobre cortes no Orçamento da União, mas disse que pode haver redução de gastos com viagens e custeio da máquina. - Eu não faço a menor ideia. Quando estava no ministério do Planejamento, tinha todas as informações na cabeça. Sobre os R$ 70 bilhões, tenho lido nos jornais. Ninguém no governo falou em cortar R$ 70 bilhões. Quando eu era ministro, dizia que contingenciamento era como Carnaval: todo ano tem e em fevereiro. Acho que é normal isso - disse o ministro. Para ele, é possível que, neste ano, a economia brasileira cresça 4,5%: - Acho que o aquecimento vai ser promovido. O governo fez quatro movimentos para diminuir juros. Os programas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) colocam a economia em trajetória crescente. Vamos começar com o ano menos aquecido, mas vamos melhorar. 4,5% é perfeitamente possível. Encerramos o ano com menos crescimento, o que deve ser refletir no primeiro trimestre, mas o governo tomou medidas, baixou juros, o Minha Casa, Minha Vida está andando. Vamos acelerar durante o ano e terminar melhor que começamos.
oglobo.globo.com | 23-01-2012
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PARIS - França e a Alemanha informaram nesta segunda-feira que um acordo com os investidores do setor privado para reduzir a dívida da Grécia está "tomando forma", mas que Atenas precisa manter suas promessas para garantir um novo programa de ajuda externa e evitar a falência do país em março. - Uma reestruturação voluntária de dívida pelos investidores privados parece estar tomando forma. Estamos determinados a apoiar a Grécia no tempo necessário para implementar reformas e para que elas surtam efeito - disse o ministro francês das Finanças, François Baroin, em entrevista coletiva conjunta com o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, antes de uma reunião de ministros da zona do euro. Já Schaeuble ressaltou que os líderes políticos precisam cumprir os compromissos de reduzir seus déficits orçamentários, introduzir reformas estruturais e garantir que a dívida seja sustentável, o que segundo ele significa "não muito mais que 120 por cento do PIB" até 2020. - O que nós queremos é continuar negociando com a Grécia. As negociações serão difíceis, mas queremos que o segundo programa para a Grécia seja implementado em março para que a segunda tranche possa ser liberada. A Grécia precisa cumprir seus compromissos, é difícil e já há muito atraso - disse Schaeuble. O ministro francês citou sinais de "certa estabilização" na economia em crise da zona do euro, uma opinião ecoada pelo presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, e pelo presidente do BC francês, Christian Noyer, também presente na entrevista. - Achamos que, em 2012, deveremos ter uma recuperação econômica - disse Weidmann, com Noyer acrescentando que espera melhora a partir do segundo trimestre. O ministro alemão negou uma notícia do Financial Times, que publicou nesta segunda-feira que a França e a Alemanha pediriam o relaxamento das regras globais de capital bancário para impedir que o crédito fique estagnado na economia real. Schaeuble disse que a Alemanha irá adiante com a adoção de um imposto sobre transações financeiras, mas que prefere que seja implementado na Europa se possível. A Grã-Bretanha é uma forte oponente a qualquer imposto sobre transação financeira a menos que o tributo seja adotado globalmente. Baroin pediu que a presidência dinamarquesa da União Europeia apresente propostas para a alíquota do imposto e uma base para um imposto sobre transações financeiras assim que possível.
oglobo.globo.com | 23-01-2012
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A economia mundial pode sofrer um colapso parecido com o da Grande Depressão se a Europa não agir rápido para aumentar drasticamente o tamanho de sua proteção contra a crise de dívida, implementar políticas para estimular o crescimento e integrar ainda mais a zona do euro, alertou segunda-feira a diretora-gerente do FMI.
online.wsj.com | 23-01-2012
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RIO - O corte da taxa básica de juros (Selic) na semana passada — em 0,5 ponto percentual, para 10,50% ao ano — pelo Comitê de Política Monetária (Copom) vai beneficiar as ações de empresas voltadas para o mercado interno brasileiro, como construtoras, varejistas e bancos, afirmam analistas. São os setores mais sensíveis ao custo do crédito no país e que podem se destacar com um clima mais ameno da crise na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo projeções dos economistas, o afrouxamento monetário vai levar a Selic para 9,5% ao ano até dezembro. Uma parte do mercado já acredita que o corte pode ser um pouco maior, para 9% ao ano. No setor financeiro, as apostas preferidas dos analistas são os papéis preferenciais (PN, sem voto) do Itaú Unibanco e do Bradesco. O papel ordinário (ON, com voto) do Banco do Brasil aparece entre os prediletos. Processadoras de cartão de crédito também ficam melhor na foto, como Cielo e Redecard. Bolsa mais atraente com menor ganho da renda fixa — Com o crédito mais barato, as pessoas tendem a procurar financiamento e isso vai aumentar a base da carteira de crédito dos bancos. E com mais escala, a tendência é de melhores margens e resultados das instituições — explica Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos. E com o financiamento mais barato, o crédito imobiliário tende a se tornar mais acessível, melhorando os resultados de imobiliárias. Neste caso, os papéis preferidos, segundo as carteiras recomendadas pelas corretoras para janeiro, são Brookfield, Eztec, Cyrela e PDG Realty. No varejo, os destaques são empresas que comercializam bens duráveis (televisores e geladeiras, por exemplo). Ou seja, produtos comprados com crediário. Os mais indicados por corretoras são Lojas Americanas PN, Pão de Açúcar PN e Magazine Luiza ON. Outro sugerido por analistas é BR Malls ON, controladora de shopping centers, beneficiada indiretamente pela receita das lojas. — É claro que esse retorno vai se refletir nas ações das empresas a médio e longo prazo, à medida que o corte da Selic bater na economia real e aumentar o lucro desses setores — disse Fernando Goes, analista da Octo Investimentos. — No curto prazo, o corte dos juros torna aplicações em renda fixa menos rentáveis. O investidor pode procurar, assim, uma aplicação de risco maior, em busca de um melhor rendimento, o que vai beneficiar a Bovespa. Dividendos ficam mais atraentes com juro menor Eduardo Oliveira, analista da Um Investimento, acrescenta que o desempenho das ações vai depender ainda do cenário internacional, principalmente de uma solução para os problemas europeus: — Os EUA têm mostrado recuperação e a China, uma $ção moderada. Os riscos estão na Europa. Se os países da zona do euro começarem a mostrar menor nível de endividamento, sem um calote desordenado e com Itália e Espanha blindadas, podemos ter um ano bom. Para Leonardo Milane, estrategista de Pessoa Física da Santander Corretora, o cenário de médio e longo prazo da Bolsa ainda exige cautela: — Ela pode subir, mas não coloco minha mão no fogo. O cenário é incerto e os problemas persistem. Quem garante que a França não terá problemas para rolar sua dívida após o corte do rating? Segundo Álvaro Bandeira, diretor de varejo de Ativa Corretora, as empresas que pagam bons dividendos — parte dos lucros distribuídos aos acionistas — podem também ser beneficiadas. É o caso da Vale, que pretende distribuir pelo menos US$ 6 bilhões aos acionistas neste ano. Segundo Bandeira, o valor equivale a US$ 1,77 por ação e representa um retorno de 5% aos investidores. — Muitos investidores compram ações dessas empresas para ter um ganho regular de dividendos. E com a Selic em queda, o rendimento desses papéis fica mais próximo dos juros — explica Bandeira.
oglobo.globo.com | 23-01-2012
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O governador do Banco do Canadá (banco central canadense), Mark Carney, disse em uma entrevista exibida neste domingo que uma moratória de uma dívida soberana em um país europeu não seria necessariamente um cataclismo mundial, mas reiterou que a crise prolongada na Europa é a maior ameaça
www.estadao.com.br | 22-01-2012
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ZAGREB - A Croácia votou neste domingo a favor da entrada na União Europeia em 2013, descartando preocupações sobre os problemas econômicos no bloco, de acordo com resultados oficiais preliminares de um referendo. Com 38% dos votos apurados, 67% disse “Sim” para se tornar o 28º membro do bloco, informou a comissão eleitoral estatal, mais de duas décadas depois de o país deixar o regime socialista da Iugoslávia. - Este é um grande dia para a Croácia e 2013 será um ponto de virada em nossa história. Estou ansioso para ver toda a Europa se tornar minha casa - disse o presidente Ivo Josipovic depois de votar. A União Europeia aceitou a Croácia como integrante a partir do dia 1º de julho de 2013, depois de completar sete anos de duras negociações em junho do ano passado. O país será o segundo membro da república iugoslava a ingressar no bloco, seguindo os passos da Eslovênia em 2004. Opositores disseram que este é o momento errado porque a União Europeia não é mais o que foi um dia, dada a crise da dívida que ameaça a moeda única. Houve ainda quem reclamasse de não saber o que se tornar um membro da UE significará para o país de 4,3 milhões de habitantes. A Croácia se separou da Iugoslávia após uma guerra que durou de 1991 a 1995, e perdeu a expansão do bloco para o leste em 2004 e 2007. O país experimentou um forte crescimento na última década, em função de empréstimos estrangeiros e do setor de turismo focado na sua costa adriática, mas sua economia tem sido duramente atingida pela atual crise global. Analistas e oficiais do governo dizem que uma rejeição no referendo deste domingo levaria para baixo a classificação de crédito do país, detendo investidores e amortecendo qualquer perspectiva de uma rápida recuperação econômica.
oglobo.globo.com | 22-01-2012
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BERLIM - "Âncora da estabilidade da Europa", "ilha de estabilidade", "nova dominadora" da região. Com a economia em boa situação, enquanto os vizinhos se afundam cada vez mais na crise, a Alemanha vem consolidando sua supremacia e atraindo as atenções do mercado. Mas, para os alemães, tudo isso significa o medo de ter que arcar com as dívidas dos outros países ou o risco de desvalorização e colapso da moeda europeia. Nesse quadro, outro temor, o de uma nova reforma monetária caso a Alemanha saia do euro, vem se traduzindo em uma febre de consumo no país. Com a ameaça de volta da inflação, alemães de alto poder aquisitivo correm para comprar imóveis. Mas os de menor renda também aproveitam os juros baixíssimos, de até menos de 3% ao ano, para comprar a casa própria financiada. Segundo Stefanie Wahl, que trabalha em um projeto de pesquisa sobre o efeito da crise no comportamento de consumo no país, a sede dos alemães por imóveis, ouro e itens de consumo não duráveis está fazendo o país ficar ileso, até agora, da crise. Antes da crise, a economia alemã era impulsionada principalmente pelas exportações. No ano passado, o país exportou mais de 1 trilhão. De janeiro a julho, foram 611,5 bilhões, 14% mais do que no ano anterior. Mas a Câmara da Indústria e Comércio começou a registrar no fim do ano passado uma desaceleração, que, para os analistas, poderá ser compensada pelo aumento do consumo interno. — A principal dinâmica da economia alemã em 2012 será gerada pela economia interna — disse Philipp Rösler, vice-chanceler e ministro da Economia alemão. Em uma manhã chuvosa de sexta-feira de um inverno ameno, Betina Siebert, gerente de loja da grife alemã Apanage, diz que o maior problema da crise do euro é o medo do endividamento, porque por enquanto "as pessoas têm dinheiro para gastar". — Já com a reunificação alemã, há 21 anos, houve um alto endividamento. A perspectiva de que o Estado aumente as suas dívidas para salvar os países em crise do Sul da Europa nos assusta — diz Betina, que lembra, porém, que o clima de insegurança não vem impedindo as pessoas de consumir. O medo de inflação e de reforma monetária faz parte do instinto alemão, passando de pais para filhos. Os mais velhos têm ainda a lembrança da hiperinflação $anos 1920, durante o governo da República de Weimar, a tentativa frágil de democracia que antecedeu o regime do ditador Adolf Hitler, quando os preços subiam em até 1.000% por semana. Depois da guerra, os alemães viram o pouco dinheiro que lhes restava se desfazer com a reforma monetária. — Os alemães do Leste amavam o marco, sofreram ao ter que se acostumar com o euro e sofrem ainda mais hoje com medo de um colapso do euro — diz Stefanie. Ajudam no quadro a redução da taxa de desemprego para 6,8% — o número de pessoas sem colocação caiu de CINCO milhões nos anos 1990 para menos de três milhões, em 2011 — e um leve aumento salarial depois de muitos anos consecutivos de arrocho. A previsão do governo para este ano é de crescimento de apenas 0,7%, considerando um aumento do consumo interno em 1,2%. Por enquanto, a chanceler Angela Merkel colhe os louros do aumento da força econômica e política do país. Sua popularidade, que havia caído no inicio da crise, voltou a subir. Segundo as pesquisas, seu partido, União Democrata Cristã (CDU), teria 35% das preferências de voto, contra apenas 29% do principal partido de oposição, o Social Democrata (SPD).
oglobo.globo.com | 22-01-2012
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PARIS, SÃO PAULO e PORTO ALEGRE - Esta semana têm início o Fórum Econômico Mundial, que reúne a nata dos líderes e empresários globais, e o Fórum Social, em Porto Alegre, que surgiu como um contraponto a Davos. Mas as agendas dos dois eventos, à primeira vista, parecem trocadas: Davos, em um discurso mais próximo do dos ativistas, decreta o fracasso do capitalismo. Já o Fórum Social Mundial (FSM) admite que um novo mundo é possível, mas é preciso antes salvar o atual. Na pauta, o desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas, de olho na Rio+20, conferência da ONU que será realizada em junho no Rio. Em Davos, o tema é "A grande transformação: criando novos modelos". Criador do Fórum, Klaus Schwab, que há 41 anos defende com unhas e dentes as ideias do capitalismo, agora diz: — O capitalismo, na sua atual forma, não serve para o mundo à nossa volta. Fracassamos em aprender as lições da crise financeira de 2009. Risco de perder a confiança das futuras gerações Ao apresentar o programa, Schwab disse que o mundo vive uma "síndrome do esgotamento". Ele se queixou ainda de uma "lacuna de moralidade" e de um descaso generalizado: — Não investimos o bastante no futuro, não demos bola suficiente para a coesão social. E estamos diante do perigo de perder completamente a confiança das futuras gerações. Segundo Schwab, as pessoas perderam confiança nos líderes e veem a vida apenas como um sacrifício, o que pode gerar conflitos sociais, protecionismo, nacionalismo e, com isso, "precipitar a espiral de queda da economia global". O Fórum de Davos, que começa no dia 25, reunirá 2.660 pessoas, 40 chefes de Estado e governo e 18 presidentes de bancos centrais. A crise europeia deve dominar boa parte dos debates, mas também será discutido um novo modelo para o capitalismo. Schwab definiu o que acha que deve substituir o capitalismo: o "talentismo", um $baseado em talento. — O futuro não será determinado pela escassez de capital, mas sim pela falta de talento. O modelo antigo era o capitalismo. O novo é o talentismo. O encontro será aberto pela chanceler alemã, Angela Merkel. Dilma Rousseff, inicialmente esperada, não irá — estará no FSM, que começa na terça-feira. Mas o Brasil vai oferecer a grande festa de sábado do Fórum. Lá estarão o chanceler Antonio Patriota e o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. FSM defende mudança nos hábitos de consumo Estarão presentes ainda o premier britânico, David Cameron, e o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner. E não faltarão protestos: um braço do Ocupem Wall Street já montou iglus em Davos. A crise europeia também se reflete no FSM. Segundo o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, que participa do Fórum desde sua criação, em 2001, a crise fez com que desaparecesse o debate sobre as mudanças climáticas. — A discussão passou a ser o crescimento econômico, em um mesmo modelo que resultou nessa grande crise. Oded Grajew, um dos fundadores do FSM, diz que os governos falam em combater a pobreza sem citar a desigualdade. Ele defende mudança de valores e hábitos, freando o consumo. — Da forma como o consumo é imposto hoje, reduzi-lo seria colocado como um "sacrifício", mas estamos falando de mudança de valores. E, se falamos em sacrifício, vamos lembrar quem tem feito o sacrifício com a crise econômica na Europa. Quem está pagando a conta? Os pobres, com os cortes sociais. Opinião reforçada pelo educador Sérgio Haddad, um dos organizadores do FSM: — Estamos chegando a um limite de produção e consumo. Esse caminhar desenvolvimentista é suicida. O FSM também quer dialogar com movimentos como Ocupem Wall Street, Indignados e Primavera Árabe. Haverá um espaço para depoimentos desses manifestantes.
oglobo.globo.com | 22-01-2012
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BERLIM - Os chefes dos governos alemão e britânico, Angela Merkel e David Cameron, respectivamente, defenderam neste sábado um reforço do crescimento econômico e do emprego na Europa, durante uma conversa por telefone realizada pelos dois líderes. Merkel e Cameron "compartilham a convicção de que é absolutamente necessário reforçar o crescimento na Europa e lutar contra o desemprego, sobretudo entre os jovens", segundo um comunicado do governo alemão divulgado a nove dias da cúpula da UE dedicada ao emprego que será realizada em Bruxelas no dia 30 de janeiro. Os dois líderes insistiram na importância de suprimir qualquer obstáculo ao livre comércio no mercado europeu para melhorar as perspectivas de crescimento e ressaltaram a necessidade de medidas nacionais adequadas na luta contra o desemprego. Também coincidiram na necessidade de reduzir a burocracia no setor privado europeu e de aumentar o comércio e os investimentos entre os Estados Unidos e a União Europeia. Cameron e Merkel, após se reunirem nesta semana com o presidente palestino Mahmud Abbas, convidaram Israel e os palestinos a negociarem um fim ao conflito e a renunciarem a qualquer ação unilateral. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 21-01-2012
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SÃO PAULO - A crise na Europa, contraponto com o Brasil em crescimento e uma nova classe média em ascensão, tem atraído cada vez mais as empresas francesas a adquirirem capital de companhias brasileiras. O número de corporações daquele país no Brasil saltou de 436, em 2010, para 520 no fim de 2011, segundo informou ontem Eric Fajole, diretor da Agência para Desenvolvimento das Empresas Francesas no Brasil. Ele disse que há uma tendência de aumentar ainda mais com o agravamento da crise europeia: — O interesse pelo Brasil começou em 2009 quando vimos que ele se saiu melhor que outros países dos Brics. Até 2007, os franceses não tinham o mesmo interesse que têm hoje pelo Brasil. Antes todos estavam mais interessados na Índia ou Rússia. Agora, o negócio é aplicar os investimentos no Brasil. Tecnologia em informática, saúde, mecânica, máquinas industriais e agronegócio são os setores mais atraentes. Além das novas empresas francesas que estão chegando, as que já estavam aqui, como Accor (hotéis), Peugeot e Danone, também passam a investir em produtos mais populares para atrair as classes C e D. As 520 empresas francesas no Brasil já empregam 500 mil funcionários, 95% brasileiros. — As montadoras francesas que estão aqui procuram lançar carros mais baratos, enquanto que a Accor aplica mais recursos em hotéis de preços mais baixos para atrair esse novo consumidor — diz Fajole. — A demanda de empresas francesas aqui é tanta que criamos há um ano no Rio de Janeiro uma agência de inovação para subsidiar os pequenos e médios empresários franceses que desejam vir para cá, tanto por meio de parcerias com empresários brasileiros como por meio de investimentos diretos.
oglobo.globo.com | 21-01-2012
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PARIS — O mundo vive hoje uma “síndrome do esgotamento”. Foi assim que o presidente do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, apresentou ontem o que poderá ser um dos encontros anuais de Davos mais pessimistas. Em 41 anos de existência, o Fórum em Davos — que reúne os principais dirigentes e líderes políticos do Planeta — discutiu momentos de euforia e crise, mas nunca apresentou o mundo desta forma: como uma pane generalizada. — Quando vemos o caminho de hoje, na política, economia e sociedade, temos a impressão de uma síndrome de esgotamento global — disse Schwab. Por todo lado, há, segundo ele, “lacuna de moralidade”, uma “superalavancagem”, um descaso: — Não investimentos o bastante no futuro, não demos bola suficiente para a coesão social. E estamos diante do perigo de perder completamente a confiança das futuras gerações. E fez um alerta: o fato de as pessoas terem perdido a confiança nos líderes e estarem vendo a vida apenas como um sacrifício — o que ele chamou de “destopia” , isto é, o contrário da utopia — pode gerar conflitos sociais, protecionismo, nacionalismo e, com isso, “precipitar a espiral de queda da economia global”. O Fórum reunirá 2.600 pessoas este ano, entre elas, cerca de 40 chefes de estado e de governo e 18 presidentes de bancos centrais. A dívida e a crise europeia vão, certamente, mobilizar boa parte dos debates em Davos. Mas o Fórum também vai discutir um novo modelo para o capitalismo. Schwab cunhou uma nova expressão para definir o que ele acha que deve substituir o capitalismo: o “talentismo”. — O futuro não vais ser determinado pela escassez de capital, mas sim pela falta de talento. O modelo antigo era capitalismo. O novo é talentismo — acredita o presidente do Fórum. Encontro deste ano também discutirá um novo modelo para as lideranças. Segundo Schwab, o líder do passado era determinado pelo poder, pura e simplesmente. O de hoje precisa ser determinado por um modelo mais colaborador, que ele chama de poder social: — Tudo o que for criado, tem que ser codesenhado. A nova geração espera a democratização das decisões. É evidente que num mundo onde metade da população tem menos de 27 anos, os jovens têm que ser parte. O encontro em Davos será aberto pela mulher que comanda hoje a Europa em crise: a chanceler alemã Angela Merkel. Entre as personalidades confirmadas estão o primeiro ministro britânico, David Cameron, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, o presidente israelense, Shimon Peres, o presidente do México, Felipe Calderon. Dilma Rousseff, não está na lista, assim como o presidente francês, Nicolas Sarkozy, cujo país acaba de ser rebaixado por uma agência de classificação de risco. Do Brasil, estão confirmados Luciano Countinho, presidente do BNDES, os ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores, e Fernando Pimental, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Haverá um painel sobre a economia brasileira, mas, em geral, a América Latina está fora do foco do encontro. Inspirados pelo movimento de ocupação e protesto em várias cidades, como o “Occupy Wall Street”, ativistas instalaram um iglu em Davos. A manifestação não garantiu um convite para os debates, mas os organizadores de Davos dizem que eles poderão participar de eventos paralelos.
oglobo.globo.com | 18-01-2012
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O Irã afirmou nesta quarta feira que está em contato com as grandes potências para iniciar negociações formais em breve, mas a União Europeia negou e a Grã Bretanha disse que Teerã deveria demonstrar maior disposição em esclarecer as suspeitas que cercam o seu programa nuclear. Um ano depois da suspensão da última negociação, a UE se prepara para endurecer dramaticamente suas sanções ao Irã, iniciando um embargo às exportações de petróleo do país, vital para a sua economia.
noticias.terra.com.br | 18-01-2012
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O economista norte-americano Joseph Stiglitz acredita que a Europa e os Estados Unidos estão "a seguir um caminho errado", porque "a austeridade quase nunca funciona" para reanimar as economias.
www.rtp.pt | 18-01-2012
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SÃO PEDRO DE ATACAMA, Chile - A demora do Brasil em ratificar a adesão ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), acertada em 2010 pelo governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atrasa o início da construção do novo supertelescópio da instituição. Orçado em 1 bilhão, o European Extremely Large Telescope (E-ELT) será o maior equipamento do tipo no mundo, capaz de gerar imagens mais nítidas que as do telescópio espacial Hubble e desvendar alguns dos maiores segredos do Universo, como a natureza das misteriosas matéria e energia escuras, e analisar a atmosfera de planetas extrassolares na busca por uma segunda Terra. O projeto depende dos recursos que virão da inclusão do Brasil como o 15 e primeiro país não europeu do ESO para sair do papel. Do total do investimento, 300 milhões de euros sairiam das receitas comuns da organização, 400 milhões de recursos extras prometidos pelos atuais membros, cabe ao Brasil ajudar a financiar os 300 milhões restantes. Pelos termos do acordo, o país deverá pagar uma taxa de 130 milhões pela sua adesão à organização ao longo de dez anos, além de uma contribuição anual que vai variar de 30 a 50 milhões no mesmo período. — Não posso começar o projeto sem a adesão do Brasil, o que atrasa o E-ELT — conta Tim de Zeeuw, diretor geral do ESO. — Não podemos construir o telescópio só com nossa receita. Precisamos do Brasil, assim como de todos os outros países-membros, para ter o dinheiro adicional. Quase todos os atuais integrantes já se comprometeram em fornecer os recursos extras, mas antes eles querem saber se o projeto é viável. Se o Brasil já tivesse ratificado a adesão, creio que já estaríamos prontos para começar a construção. Empresa brasileira terá benefícioSegundo Zeeuw, ao longo de todo 2011 ele tentou se encontrar com o ministro da Ciência, Tecnologia, e Inovação, Aloizio Mercadante, mas foi ignorado. — Tentei marcar audiência e não tive resposta, apenas silêncio — lamenta. — Entendo que a adesão precisa de ratificação do Congresso, mas este é um processo que foi bem-sucedido em todos os outros casos. É um passo formal que o governo comprometeu o país a dar em 2011. A crise econômica na Europa preocupa o diretor geral do ESO. Apesar de ter o compromisso da maior parte dos países-membros, cresce a pressão por cortes de gastos dos governos. Por isso, Zeeuw teme que, se o Brasil não formalizar sua participação até o meio deste ano e, assim, garantir os recursos para a construção do supertelescópio, tanto o acordo de adesão quanto o próprio projeto do E-ELT podem ir por água abaixo. De acordo com o diretor geral do ESO, os valores devidos pelo Brasil representam um desconto de 30% sobre o que seria o usual, já que a política da organização estabelece as contribuições segundo o tamanho das economia dos seus membros. No caso brasileiro, porém, o ESO levou em conta que, embora a economia brasileira seja a quarta maior do grupo, seu PIB per capita é muito menor que de todos os outros integrantes. — Creio que o acordo é justo e um bom negócio para o Brasil — avalia. Segundo Zeeuw, só a partir do momento em que o Brasil oficializar sua entrada no ESO terão início as licitações para os grandes contratos de construção do supertelescópio. Com isso, as empresas brasileiras poderão participar das concorrências em situação favorável, o que poderá fazer com que pelo menos 50% dos recursos pagos pela participação na organização voltem ao país na forma de contratos para obras de terraplanagem, infraestrutura, estradas de acesso e estruturas metálicas, além de serviços de logística e até mesmo para o fornecimento de instrumentos de alta tecnologia. Apesar da demora na adesão, o ESO mantém seus telescópios abertos para os pesquisadores brasileiros, que desde o ano passado podem apresentar projetos diretamente para usar o tempo de observação disponível. A taxa de aprovação dos programas dos cientistas brasileiros está na média dos de países que já são membros efetivos da organização. Além disso, o Brasil já conta com um representante no comitê científico da instituição responsável pelas decisões, embora ainda sem direito a voto justamente por causa da não formalização da participação. — O Brasil precisa entender a importância histórica de um projeto como o E-ELT — afirma Marcos Dias, astrônomo do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP e representante do Brasil no comitê científico. — Precisamos decidir que tipo de astronomia o Brasil vai querer fazer e a adesão ao ESO significa uma mudança de patamar na importância científica de nossas pesquisas na área para as próximas décadas. A previsão do ESO é de que o E-ELT comece a operar no início da década de 2020. Em nota oficial divulgada ontem, o MCTI informou que, “em função dos ajustes orçamentários realizados pelo governo em 2011 e o atual cenário econômico internacional, o projeto foi reavaliado e encontra-se em fase final de conclusão para ser enviado ao Congresso Nacional”. A nota lembra que a participação brasileira no consórcio deverá custar cerca de 2 50 milhões (cerca de R$ 566 milhões), por 11 anos,“um volume elevado de investimentos para o orçamento e as amplas demandas de ciência, tecnologia e inovação”. Até 2021, a anuidade brasileira subirá gradualmente, até chegar a 100% . “O desejo do Brasil é participar de todo o programa da ESO e envidará todos os esforços para isso. É imprescindível que haja transferência de tecnologia e participação da indústria brasileira, o que exigirá um processo de negociação amplo com o ESO, a partir da ratificação do acordo.”
oglobo.globo.com | 18-01-2012
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A Comissão Europeia libertou hoje 629 milhões de euros de cofinanciamento suplementar a Portugal, montante que será aplicado na promoção da economia e do emprego no país, indicou fonte comunitária à agência Lusa.
www.rtp.pt | 17-01-2012
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www.rtp.pt | 17-01-2012
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Os critérios das agências de avaliação de risco podem ser discutíveis, mas a decisão da Standard & Poor’s de cortar a nota da França de AAA para AA+, embora esperada, chegou num momento dramático para a zona do euro, engolfada em sua maior crise. Ao lado da Alemanha, a França é o segundo grande pilar do euro. O rebaixamento é um duro golpe ao que resta de estabilidade à moeda única, o que levou a chanceler alemã, Angela Merkel, a pedir pressa na conclusão do pacto que endurecerá as regras fiscais na União Europeia e na implementação do Mecanismo de Estabilidade Financeira, para aumentar a confiança dos investidores. O pacto deverá ser assinado por todos os países, exceto a Grã-Bretanha, numa reunião de cúpula no dia 30 e entrará em vigor a 1 de janeiro de 2013, uma vez ratificado pelos parlamentos de 12 países. A cem dias do primeiro turno das eleições presidenciais na França, a perda da nota AAA impactou as expectativas dos eleitores. Curiosamente, tanto o presidente Nicolas Sarkozy quanto seu oponente socialista, François Hollande, tiveram queda nas intenções de voto. Hollande, que tinha 31,5%, segundo pesquisa LH2/Yahoo, caiu para 30%. Sarkozy desceu de 26% para 23,5%. Quem cresceu foi a terceira colocada, a candidata de extrema-direita da Frente Nacional, Marine Le Pen, que foi de 13,5% para 17%. Num possível segundo turno, Hollande vai bem à frente de Sarkozy, 57% contra 43%. Sarkozy está em apuros. Ele foi eleito com a promessa de diminuir o tamanho do Estado e flexibilizar as normas do mercado de trabalho, dominado por poderosos sindicatos, para aumentar a eficiência da economia e tornar o ambiente favorável ao investimento privado. Pouco fez. O desemprego na França está em 9,9% ( 24% entre jovens e 43% entre imigrantes). O país precisará levantar 290 bilhões de euros para amortizar dívidas, agora a um custo mais elevado. Os gastos públicos representam 56,6% da economia, comparados com 46% na Alemanha e na Itália, segundo o “New York Times”. Uma das razões para a falta de otimismo em relação à França é que, caso o poder passe para os socialistas, não se deve esperar mudanças radicais, a não ser alterações marginais nas políticas tributária e social, sem atacar o cerne do problema — a grande burocracia estatal e o poder dos sindicatos. Aliás, pelo contrário. A outra leitura desse quadro é que a Alemanha de Merkel, que manteve sua nota AAA, ganhou ainda mais cacife para dar o tom da política europeia, num momento em que medidas altamente impopulares precisam ser tomadas para impedir o colapso da moeda comum. Ficará ainda mais difícil para França, Itália e Espanha, por exemplo, questionar a receita alemã de austeridade e pressionar o Banco Central Europeu (BCE) para que adote políticas que estimulem o crescimento por sobre a austeridade. A Alemanha está em muito melhor situação do que, por exemplo, França e Itália, porque fez reformas duras na área social ainda no governo do social-democrata Gerhard Schroeder (1998-2005), a chamada Agenda 2010. Merkel insiste em reformas estruturais nos parceiros europeus para estancar a crise e retomar a estabilidade do euro. A questão é se haverá tempo.
oglobo.globo.com | 17-01-2012
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RIO - O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,2% em 2011, segundo informações do Birô Nacional de Estatísticas do país, nesta terça-feira. O resultado superou as previsões, cuja meta era avançar 8%. O PIB chinês fechou 2011 em 47,15 trilhões de iuanes, cerca de US$ 7,46 trilhões. Em 2010, a economia chinesa cresceu 10,3%. Veja também
O crescimento no quarto trimestre de 2011 foi de 8,9%, dois décimos a menos que no terceiro e a menor alta trimestral em dois anos e meio, quando a China avançou 7,9%. O comissário do organismo de estatísticas, Ma Jiantang, ressaltou que, em 2011, "frente a um ambiente internacional complicado e volátil", a China tomou medidas macroeconômicas que 'representaram um bom começo para o Plano Quinquenal 2011-2015'. A instituição também publicou outros dados macroeconômicos do ano passado, como o investimento em ativos fixos, que em 2011 ascendeu a 30,19 trilhões de iuanes, aproximadamente US$ 4,77 trilhões, um crescimento anual de 23,8%. Quanto às vendas no varejo, principal indicador do consumo e fator macroeconômico que Pequim deseja estimular nos próximos anos para atenuar a redução das exportações, a soma foi de 18,12 trilhões de iuanes (US$ 2,86 trilhões), um aumento de 17,1%. O ano passado foi marcado na China pela luta de seu governo contra a inflação, as tentativas de contenção do crédito e do setor imobiliário e o freio das exportações.
oglobo.globo.com | 17-01-2012
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O fundo responsável por recuperar as perdas do conjunto de vítimas do investidor americano Bernard Madoff entrou com uma ação na Justiça dos EUA contra o banco Itaú Internacional e o Itaú Europa Luxemburgo, reclamando perdas de US$ 77 milhões, informa reportagem de Toni Sciarretta
publicada na edição desta segunda-feira da Folha
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A íntegra está disponível
para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha
).
O dinheiro diz respeito a movimentações de clientes brasileiros e estrangeiros feitas pelo braço internacional de gestão de fortunas do Itaú, que aplicava nos fundos Fairfield Sentry e Kingate Global, conhecidos por "alimentar" a firma de investimentos de Bernard Madoff nos EUA.
Leia mais (16/01/2012 - 09h01)
redir.folha.com.br | 16-01-2012
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LONDRES — A decisão da Standard & Poor's de cortar a nota de risco do crédito soberano de nove países da zona do euro mostrou que a Europa deve intensificar os seus esforços para o arranque de crescimento, disse o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, neste domingo. William Hague disse também que o ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha tem planos de contingência para uma variedade de cenários na zona do euro, recusando-se a confirmar se seu departamento haveria elaborado planos para ajudar os britânicos que vivem em países da zona euro se o colapso da moeda, como havia sido ventilado pela imprensa. A S&P rebaixou os ratings de crédito de nove países da zona do euro na sexta-feira, como os de França e Áustria que perderam a cobiçada nota “AAA” — Isto é sério. E destaca o fato de que a zona do euro atravessa problemas. Nós queremos ser estáveis e saudáveis, mas isso significa que toda a Europa, incluindo o Reino Unido, terá de redobrar os esforços para conseguir o crescimento — disse Hague à Sky News. Ele convocou a União Europeia a realizar mais acordos de livre comércio com outros países, ir além do mercado único europeu e parar de criar regulamentos que dificultem os negócios. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, vai fazer pressão neste sentido no encontro dos líderes da União Europeia que acontecerá em 30 de janeiro, disse Hague. Um dos mais antigos ministros da Inglaterra, da coalizão entre conservadores e liberais democratas, Hague viaja ao Brasil esta semana dentro de um programa do governo que prevê expandir os negócios ingleses com as economias emergentes. A Inglaterra, assim como outros países europeus, está implementando políticas de corte déficit que têm sido criticadas por comprometer o crescimento da economia. Para Hague, a redução de ratings, implementada pela S&P, na última sexta-feira, salientou a importância do esforço feito pelo governo britânico para cortar um déficit orçamentário que chegou a mais de 10% do PIB. Até agora a Inglaterra está conseguindo manter seu triplo A, embora a agência de classificação de risco Moody’s tenha advertido, no mês passado, que a classificação do país estava em risco diante da crise na zona do euro.
oglobo.globo.com | 15-01-2012
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BERLIM. O rebaixamento da nota de crédito de nove países da zona do euro foi um golpe para a região, afirmou o economista alemão Max Otte. Autor de livros sobre a economia mundial, Otte, de 48 anos, disse que a pressão sobre o euro é resultado de um "clima de guerra econômica entre a Europa e os Estados Unidos".
Com o rebaixamento da Standard & Poor’s e o clima de nervosismo no mercado, a crise do euro pode recrudescer? MAX OTTE: O rebaixamento é um golpe duro para o governo francês. O efeito imediato é o encarecimento do refinanciamento da dívida francesa. Para o presidente Sarkozy, que tenta se reeleger, as consequências são negativas. Mas toda a zona do euro sofrerá esses efeitos. O fundo de resgate poderá também ser rebaixado, o que significa um freio para todos os esforços de solucionar a crise. Aumenta também a pressão do mercado contra a moeda europeia. Os dados da economia francesa explicam o rebaixamento? OTTE: Não, de modo algum. A situação da França é melhor do que a dos Estados Unidos. As grandes agências de avaliação de risco, todas americanas, apostam contra o euro. Há um clima de guerra econômica entre a Europa e os Estados Unidos. Os americanos estão interessados na preservação do status do dólar como principal moeda de circulação internacional. Os europeus precisam criar a sua própria agência de avaliação para ter mais equilíbrio. O déficit da França é de cerca de 7%, bem menor do que o americano, que é de 11%. Levando em consideração toda a zona do euro, o déficit médio é de 4,5%. Na verdade, isso não é o fim do mundo. Quais foram os erros cometidos pelos europeus? OTTE: Foram tomadas decisões que, na prática, têm pouca chance de funcionar. A união fiscal, decidida em dezembro e que deveria entrar em vigor a partir de março, é um problema, porque não vejo chance de que dê certo. Outro problema é que países altamente endividados, como a Grécia, não têm condições de recuperação econômica sem uma redução da dívida. A Grécia continuará na zona do euro em 2012? OTTE: Não posso prever. Mas uma saída seria o melhor, para a própria Grécia e para os demais países do euro. O mesmo eu diria para Espanha e Portugal. Mas a política europeia é de fazer tudo para evitar isso. Não concordo com os alarmistas que dizem que se sair um país, ou mais de um, seria o fim do euro. Pelo contrário, haveria um certo alarme no início, mas depois a situação voltaria ao normal. Se a turbulência na zona do euro piorar, é possível uma nova crise mundial? OTTE: Acho provável uma nova crise, mas não por via da crise do euro. O maior perigo está nos Estados Unidos, na China e no Japão. Os Estados Unidos, com uma economia em situação difícil; o Japão com dívidas de 200% do PIB; e a China com a queda do crescimento econômico. Como o senhor vê a situação do Brasil? OTTE: No momento, o Brasil e alguns outros países da Ásia vão muito bem. São países que hoje têm um peso decisivo na economia mundial. No Brasil, surgiu uma nova classe média com poder aquisitivo, o que impulsionou a economia. Se não houver uma crise mundial, eu diria que ela foi evitada por causa de países como o Brasil.
oglobo.globo.com | 15-01-2012
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PARIS, BERLIM e TÓQUIO - Líderes políticos europeus reagiram, no sábado, ao rebaixamento, na noite de sexta-feira, da nota de nove países da zona do euro pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P). O premier francês, François Fillon, convocou a imprensa para anunciar que o governo manterá sua agenda de reformas, independentemente da decisão da S&P. A França perdeu sua classificação "AAA", passando a "AA+". Já a chanceler alemã, Angela Merkel — cuja economia manteve a nota máxima —, aproveitou para defender rapidez na implementação de regras fiscais mais rígidas na região. — Essa decisão constitui um alerta que não deve ser nem dramatizado nem subestimado — afirmou Fillon, acrescentando que as medidas tomadas pelo governo para reduzir a dívida são suficientes. — As agências de rating são barômetros úteis, mas elas não decidem as políticas da França. Fillon lembrou que a própria S&P classificou a economia francesa de "diversificada e resiliente" e que os Estados Unidos, a maior economia do mundo, também foram rebaixados a "AA+". Mas admitiu que no futuro poderá haver "ajustes, dependendo do crescimento observado". Ele ainda criticou o candidato socialista à Presidência, François Hollande, que na véspera afirmara que o rebaixamento era uma punição pela política econômica do governo.
Áustria classifica decisão de incompreensívelA chanceler alemã, por sua vez, afirmou que a Europa precisa selar um acordo para apertar as regras fiscais e estabelecer um fundo de resgate permanente o mais rapidamente possível: — Temos agora o desafio de implementar um acordo fiscal ainda mais rapidamente, e fazer isso de forma decidida, sem tentar atenuar a questão — afirmou Merkel em uma reunião de seu partido. — Também trabalharemos para implementar o mecanismo de estabilidade permanente, assim que possível. Isso é importante para a confiança do investidor. Na noite de sexta-feira, a Áustria, que como a França perdeu seu "AAA", criticou a S&P. "É incompreensível que membros da zona do euro sejam avaliados de maneira diferente, mesmo trabalhando em conjunto por uma solução", afirmou a nota, assinada pelo chanceler, Werner Faymann, e seu vice, Michael Spindelegger. Para o diretor do Banco Central Europeu Ewald Nowotny, um dos países em maior dificuldade agora é a Itália, rebaixada em dois níveis para "BBB+", mesmo nível do Cazaquistão. Enquanto isso, Merkel manifestou apoio a uma proposta para reduzir a dependência das agências de rating. A ideia é permitir que os investidores institucionais da Europa façam suas próprias avaliações, independentemente das agências americanas. Os líderes europeus se reúnem no próximo dia 30. S&P: menos austeridade, mais competitividade A S&P, por sua vez, prestou esclarecimentos sobre sua decisão em uma teleconferência. Moritz Kraemer, analista de crédito da agência, disse ver 40% de chance de recessão na zona do euro, que pode sofrer retração de até 1,5% este ano. E criticou os líderes europeus e o foco excessivo nas medidas de austeridade. — A resposta política europeia, em nossa opinião, não está à altura dos desafios crescentes da zona do euro — disse Kraemer, ressaltando, porém, que a S&P não trabalha com a hipótese de um rompimento na zona do euro. Ele disse que os países devem elevar sua competitividade: — Achamos que o diagnóstico das autoridades só reconhece parcialmente a origem da crise. O adequado seria dar mais peso aos crescentes desequilíbrios na zona do euro em termos de posições de financiamento externo e balanço de pagamentos, muitos dos quais têm origem em tendências divergentes de competitividade. O rebaixamento em massa na Europa suscitou preocupações no Japão. O premier Yoshihiko Noda disse ontem temer um corte na nota do país, hoje "AA-", já que seu endividamento é muito superior ao das nações europeias. — Até a França teve sua classificação de crédito mudada — disse Noda.
oglobo.globo.com | 15-01-2012
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A sexta-feira 13 foi mais sombria para a segunda maior economia europeia, um dos sustentáculos do euro.. Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 14-01-2012
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A multiplicidade de nações adjacentes fez da Economia da Europa uma das mais complexas do planeta. Durante séculos a Europa foi o centro econômico do planeta. Entre as causas, podemos citar como a principal sua condição geográfica. A localização entre a África e a Ásia, fez da região europeia um ponto de passagem obrigatório, e facilitou de forma substancial a absorção e irradiação dos conhecimentos, tecnologia e comércio de ambos continentes. Esta condição perdurou até ao século XX. No século XX, a Europa viu seu predomínio declinar em relação aos Estados Unidos, o Japão e, na fase final, a China. A Primeira e Segunda guerra mundial, travadas em seu território, a carência de energia, de petróleo, além de uma intensa rivalidade entre seus povos, representaram para o continente a perda de sua liderança econômica. A Europa não tem auto-suficiência na produção de energia, exigindo a importação de muito petróleo. Este produto só é extraído em quantidades consideráveis na Rússia e no Mar do Norte. O gás natural, outro produto bastante usado na geração e produção de energia é muito abundante na Rússia, Romênia, Países Baixos e no Reino Unido. Outro recurso energético que teve grande importância nas fases iniciais da revolução industrial foi o carvão mineral, muito abundante, sobretudo na Alemanha, Polônia, Rússia, Reino Unido. Todas estas fontes energéticas são extremamente poluidoras e causam grandes impactos ambientais em todo o planeta. No caso da energia limpa, ou seja, não poluidora, podem ser citadas a energia hidráulica, energia eólica, e energia solar, de baixa produção e utilização da Europa, devido às suas condições geográficas. A produção de energia nuclear na Europa é muito importante, e, a exemplo dos Estados Unidos, gera imensas quantidades de lixo atômico, cujo fim, desde o início de sua utilização, é muito nebuloso e nunca divulgado na mídia mundial.