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Bélgica Economia

O ministro de Finanças da Bélgica, Johan Van Overtveldt, afirmou estar "profundamente preocupado" sobre a planejada fusão entre o Deutsche Börse e o London Stock Exchange Group, em uma carta enviada ao chefe de Antitruste da União Europeia, nesta segunda-feira. Overtveldt expressou sua preocupação sobre o efeito que a fusão pode ter sobre a estabilidade financeira tanto da economia europeia quanto da economia da Bélgica. [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 11-07-2016

WASHINGTON - Donald Trump, o magnata republicano que concorre à Casa Branca, só venceria a democrata Hillary Clinton em dois países: China e Rússia. Esse é a conclusão de uma pesquisa global que o instituto Ipsos divulgou nesta terça-feira, após entrevistar 12.500 “eleitores” de 25 países. No Brasil, Hillary teria 52% dos votos, contra 12% de Trump e 36% de indecisos, números próximos às médias globais, que apontam Hillary com 57%, Trump com 13% e 30% de indecisos em uma eventual “eleição planetária”. hillary

A maior lavada da democrata seria, justamente, no México — Trump acusou o país de enviar “criminosos e violadores” aos EUA e quer construir um muro na fronteira dos dois países. Lá, a ex-secretária de estado teria 88% dos votos, contra apenas 1% de Trump. Por outro lado, o bilionário venceria na Rússia (28% a 12%, com 60% de indecisos) e estaria ligeriamente em vantagem, mas dentro da margem de erro na China (32% a 30%, com 39 % de indecisos). A Índia é o terceiro país estrangeiro que dá mais de 20% para o magnata: lá, ele teria 27% dos votos, mas perde feio para Hillary, que teria 48%. Tirando estes países - pouco famosos pela democracia - o magnata só vai bem justamente em casa: neste levantamento ele conta com o apoio de 32% dos americanos, mas perde para os 40% de Hillary, apesar de 28% se declararem indecisos.

O levantamento foi realizado na Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Reino Unido, Alemanha, Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos e tem margem de erro de 4,5 pontos percentuais.

O Brasil, contudo, é o país mais “generoso” com Trump na América do Sul, ao dar 12% de apoio ao republicano. Somente o Peru chega perto, com 10% de votos para o republicano, contra 8% no Chile e na Colômbia e apenas 6% na Argentina. Hillary teria sua melhor posição na região na Colômbia, com 72%, contra 69% no Peru, 64% na Argentina e 63% no Chile, número muito acima dos 52% no Brasil.

Perguntado sobre quem seria melhor para a economia global, 46% do total indicam Hillary, contra 14% Trump, 17% que afirmam que os dois atuariam de forma semelhante e 23% não sabem. Já 54% afirmam que Hillary seria melhor para a paz mundial, contra 9% que apoiam Trump, 14% que não vêem diferenças e 22% que não sabem. Novamente neste quesito, o de segurança global, Trump só se sai melhor na China e na Rússia.

oglobo.globo.com | 07-06-2016

WASHINGTON - Donald Trump, o magnata republicano que concorre à Casa Branca, só venceria a democrata Hillary Clinton em dois países: China e Rússia. Esse é a conclusão de uma pesquisa global que o instituto Ipsos divulgou nesta terça-feira, após entrevistar 12.500 “eleitores” de 25 países. No Brasil, Hillary teria 52% dos votos, contra 12% de Trump e 36% de indecisos, números próximos às médias globais, que apontam Hillary com 57%, Trump com 13% e 30% de indecisos em uma eventual “eleição planetária”. hillary

A maior lavada da democrata seria, justamente, no México — Trump acusou o país de enviar “criminosos e violadores” aos EUA e quer construir um muro na fronteira dos dois países. Lá, a ex-secretária de estado teria 88% dos votos, contra apenas 1% de Trump. Por outro lado, o bilionário venceria na Rússia (28% a 12%, com 60% de indecisos) e estaria ligeriamente em vantagem, mas dentro da margem de erro na China (32% a 30%, com 39 % de indecisos). A Índia é o terceiro país estrangeiro que dá mais de 20% para o magnata: lá, ele teria 27% dos votos, mas perde feio para Hillary, que teria 48%. Tirando estes países - pouco famosos pela democracia - o magnata só vai bem justamente em casa: neste levantamento ele conta com o apoio de 32% dos americanos, mas perde para os 40% de Hillary, apesar de 28% se declararem indecisos.

O levantamento foi realizado na Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Reino Unido, Alemanha, Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos e tem margem de erro de 4,5 pontos percentuais.

O Brasil, contudo, é o país mais “generoso” com Trump na América do Sul, ao dar 12% de apoio ao republicano. Somente o Peru chega perto, com 10% de votos para o republicano, contra 8% no Chile e na Colômbia e apenas 6% na Argentina. Hillary teria sua melhor posição na região na Colômbia, com 72%, contra 69% no Peru, 64% na Argentina e 63% no Chile, número muito acima dos 52% no Brasil.

Perguntado sobre quem seria melhor para a economia global, 46% do total indicam Hillary, contra 14% Trump, 17% que afirmam que os dois atuariam de forma semelhante e 23% não sabem. Já 54% afirmam que Hillary seria melhor para a paz mundial, contra 9% que apoiam Trump, 14% que não vêem diferenças e 22% que não sabem. Novamente neste quesito, o de segurança global, Trump só se sai melhor na China e na Rússia.

oglobo.globo.com | 07-06-2016

O fim do bipartidarismo espanhol acabou provocando situação esdrúxula e totalmente inusitada, que antes só se via na Bélgica: incapacidade total de se formar governo meses a fio. Profundamente dividida, a Espanha parece até o acéfalo Brasil destes dias de decisão.

Quando o franquismo caiu, há 40 anos, Adolfo Suárez conseguiu criar um Centro Democrático, que não subsistiria diante da polarização entre o direitista Partido Popular e o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE). Mas agora surgiram opções, fragmentando e confundindo o espectro: o Podemos, na extrema-esquerda, e o Ciudadanos, que se equilibra entre o centro e a direita. Nas eleições do último 20 de dezembro, populares saíram à frente, com 123 cadeiras (63 a menos que em 2011); seguidos do PSOE, com 90 (menos 20); do Podemos, com 69 (incluindo aliados regionais); e do Ciudadanos, com 40. O resto dos 350 lugares ficou com a Esquerda Republicana de Catalunya (9), Democracia e Liberdade (8), Nacionalistas Bascos (6), Esquerda Unida (2), o basco Bildu (2) e Nacionalistas da Canária (1).

Para ter maioria, seria preciso o mínimo de 175 votos. E ninguém quis se compor com a direita no poder, eivada de escândalos de corrupção e marcada por rígida política de austeridade que, nos últimos quatro anos, recuperou pouco a economia, mas não conseguiu amainar o altíssimo desemprego. Tal como em Portugal, estavam todos contra o rigor conservador: só que lá conseguiram formar um governo socialista, apoiado por comunistas e trotskistas.

Pedro Sánchez, líder do PSOE, encarregado pelo tateante e incipiente jovem rei Felipe VI, só conseguiu, de início, apoio dos Ciudadanos, liderados pelo brilhante Alberto Rivera. Pablo Iglesias, líder do Podemos, não aceitou essa dupla, insistindo numa coalizão unicamente de toda a esquerda, que não resultaria também em maioria... e que o PSOE nem tentou.

Após quatro longos meses de infrutíferas idas e vindas, pesquisas mostram que o eleitorado ainda aposta no fim do bipartidarismo, mas ficou insatisfeito com quem não quis formar governo: Podemos, etc. Ao contrário, com isso, a popularidade pessoal de Rivera disparou: parecia que Ciudadanos seria o terceiro nas novas eleições deste 26 de junho. Mas agora outra sondagem mostra que a possível união do Podemos com a minúscula Esquerda Unida (IU) ultrapassaria o PSOE. Carismático, ex-comunista e mais jovem deputado da última legislatura, Alberto Garzón, líder da IU, não se “queimou” na lenga-lenga e pode dobrar seu eleitorado nanico.

Balanço geral mostra que a Espanha (profundamente dividida desde a Guerra Civil de 1936-39) não consegue formar grandes coalizões, tática que a Alemanha inventou e repete sempre que a coisa empata. Que o sistema não permite que o rei interfira de forma direta e se mantenha como um dois de paus. Apesar dos escândalos, o PP não deve perder nada, mas conseguirá algum parceiro para governar? Seu adversário PSOE pode perder ainda mais. A vantagem é que — com exceção do premier conservador Mariano Rajoy — todos são extremamente jovens (o rei e os líderes) e — quem sabe — podem aprender a aprender a jogar melhor no futuro.

Celso Barata é jornalista

oglobo.globo.com | 06-05-2016

RIO - A Bienal de São Paulo anunciou agora há pouco a lista completa de participantes de sua 32ª edição, que será realizada de 10 de setembro a 11 de dezembro deste ano. Uma lista preliminar já fora divulgada em dezembro de 2015. A de agora se completa com nomes como o do escultor Frans Krajcberg, Wlademir Dias-Pino (no momento com uma bela exposição no Museu de Arte do Rio), da videoartista Sonia Andrade e do cineasta Leon Hirszman, entre outros. Serão no total 81 participantes, entre artistas e coletivos. O evento, com curadoria de Jochen Volz e cocuradoria de Gabi Ngcobo (África do Sul), Júlia Rebouças (Brasil), Lars Bang Larsen (Dinamarca) e Sofía Olascoaga (México), terá como tema "Incerteza viva". Vai enfocar enfoca noções de “incerteza” e “entropia” a fim de refletir sobre as condições atuais da vida e as possibilidades oferecidas pela arte contemporânea para abrigar e habitar incertezas.

A lista final apresenta uma seleção de participantes de 33 países marcada pela forte presença de artistas nascidos após 1970; de mulheres – são mais da metade dos artistas convidados – e de projetos comissionados, produzidos para o contexto da exposição.

Segundo o curador Jochen Volz, os artistas da 32 Bienal trazem estratégias e especulações sobre como viver com a incerteza. “Estamos buscando compreender diversidades, olhar para o desconhecido e interrogar aquilo que tomamos como conhecido. Entendemos os diferentes saberes do nosso mundo como complementares e não como excludentes”.

Muitas das obras atualmente em desenvolvimento envolvem residências artísticas na cidade de São Paulo e viagens de pesquisa pelo Brasil. Para citar alguns exemplos, Carla Filipe, em parceria com o Instituto de Botânica de São Paulo, desenvolve uma horta com plantas alimentícias, espontâneas e em extinção; Iza Tarasewicz investiga a presença do ritmo musical polonês Mazurka no Brasil; Dalton Paula visitou três cidades envolvidas na economia do tabaco e Pilar Quinteros partiu para a Serra do Roncador, no Mato Grosso, a fim de seguir os rastros de Percy Fawcett (1867-1925), explorador desaparecido nos anos 1920. Veja abaixo a lista completa de artistas da 32º Bienal de São Paulo.

Todos os artistas da Bienal

Alia Farid (Nasceu em Kuwait, 1985. Vive e trabalha no Kuwait e em Porto Rico)

Alicia Barney (Nasceu em Cali, Colômbia, 1952. Vive e trabalha em Bogotá, Colômbia)

Ana Mazzei (Nasceu em São Paulo, Brasil, 1980. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil)

Anawana Haloba (Nasceu em Livingstone, Zâmbia, 1978). Vive e trabalha em Oslo, Noruega)

Antonio Malta Campos (Nasceu em São Paulo, Brasil, 1961. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil)

Barbara Wagner (Nasceu em Brasília, Brasil, 1980. Vive e trabalha em Recife, Pernambuco, Brasil)

Bené Fonteles (Nasceu em Bragança, Pará, Brasil, 1953. Vive e trabalha em Brasília, Brasil)

Carla Filipe (Nasceu em Aveiro, Portugal, 1973. Vive e trabalha em Porto, Portugal)

Carlos Motta (Bogotá, Colômbia, 1978. Vive e trabalha em Nova York, EUA)

Carolina Cayedo (Nasceu em Londres, Reino Unido, 1978. Vive e trabalha em La Jagua, Colômbia e Los Angeles, EUA)

Cecilia Bengolea e Jeremy Deller (Nasceu em Buenos Aires, Argentina, 1984. Vive e trabalha em Paris, França

Charlotte Johannesson (Nasceu em Malmö, Suécia, 1943. Vive e trabalha em Skanör, Suécia)

Cristiano Lenhardt (Nasceu em Itaara, Brasil, 1975. Vive e trabalha em Recife, Pernambuco, Brasil)

Dalton Paula (Nasceu em Brasília, Brasil, 1982. Vive e trabalha em Goiânia, Goiás, Brasil)

Dineo Seshee Bopape (Nasceu em Polokwane, África do Sul, 1981. Vive e trabalha em Joanesburgo, África do Sul)

Donna Kukama (Nasceu em Mafikeng, África do Sul, 1981. Vive e trabalha em Joanesburgo, África do Sul)

Ebony G. Patterson (Nasceu em Kingston, Jamaica, 1981. Vive e trabalha em Kingston, Jamaica e Lexington, Kentucky, EUA)

Eduardo Navarro (Nasceu em Buenos Aires, Argentina, 1979. Vive e trabalha em Buenos Aires, Argentina)

Em’kal Eyongakpa (Nasceu em Mamfe, Camarões, 1981. Vive e trabalha no Sudoeste de Camarões e Amsterdã, Holanda)

Erika Verzutti (Nasceu em São Paulo, Brasil, 1971. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil)

Felipe Mujica (Nasceu em Santiago, Chile, 1974. Vive e trabalha em Nova York, EUA)

Francis Alÿs (Nasceu em Antuérpia, Bélgica, 1959. Vive e trabalha na Cidade do México, México)

Frans Krajcberg (Nasceu em Kozienice, Polônia, 1921. Vive e trabalha em Nova Viçosa, Bahia, Brasil)

Gabriel Abrantes (Nasceu em Chapel Hill, Carolina do Norte, EUA, 1984. Vive e trabalha em Lisboa, Portugal)

Gilvan Samico (Nasceu em Recife, Pernambuco, Brasil, 1928 – Recife, Pernambuco, Brasil, 2013)

Grada Kilomba (Nasceu em Lisboa, Portugal, 1968.Vive e trabalha em Berlim, Alemanha)

Güneş Terkol (Nasceu em Ankara, Turquia, 1981. Vive e trabalha em Istambul, Turquia)

Heather Phillipson (Nasceu em Londres, Reino Unido, 1978. Vive e trabalha em Londres, Reino Unido)

Helen Sebidi (Nasceu em Marapyane, África do Sul, 1943. Vive e trabalha em Joanesburgo, África do Sul)

Henrik Olesen (Nasceu em Esbjerg, Dinamarca, 1967. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha)

Hito Steyerl (Nasceu em Munique, Alemanha, 1966. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha)

Iza Tarasewicz (Nasceu em Kolonia Koplany, Polônia, 1981. Vive e trabalha em Bialystok, Polônia e Berlim, Alemanha)

Jonathas de Andrade (Nasceu em Maceió, Alagoas, Brasil, 1982. Vive e trabalha em Recife, Pernambuco, Brasil)

Jordan Belson (Nasceu em Chicago, Illinois, EUA, 1926 – São Francisco, Califórnia, EUA, 2011)

Jorge Menna Barreto (Nasceu em Araçatuba, São Paulo, Brasil, 1970. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil)

José Antonio Suárez Londoño (Nasceu em Medellín, Colômbia, 1955. Vive e trabalha em Medellín, Colômbia)

José Bento (Nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, 1962. Vive e trabalha em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil)

Kathy Barry (Nasceu em Christchurch, Nova Zelândia, 1969. Vive e trabalha em Auckland, Nova Zelândia)

Katia Sepúlveda (Nasceu em Santiago, Chile, 1978. Vive e trabalha em Colônia, Alemanha e Tijuana, México)

Koo Jeong (Nasceu em Seul, Coreia do Sul, 1967. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha)

Lais Myrrha (Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, 1974. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil)

Leon Hirszman (Nasceu em Rio de Janeiro, Brasil, 1937 - Rio de Janeiro, Brasil, 1987)

Lourdes Castro (Nasceu em Funchal, Portugal, 1930. Vive e trabalha na Ilha da Madeira, Portugal)

Luiz Roque (Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil, 1979. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil)

Luke Willis Thompson (Nasceu em Auckland, Nova Zelândia, 1988. Vive e trabalha em Auckland, Nova Zelândia)

Lyle Ashton Harris (Nasceu em Nova York, EUA, 1965. Vive e trabalha em Nova York, EUA)

Maria Thereza Alves (Nasceu em São Paulo, Brasil, 1961. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha)

Mariana Castillo Deball (Nasceu na Cidade do México, México, 1975. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha e Cidade do México, México)

Maryam Jafri (Nasceu em Karachi, Paquistão, 1972. Vive e trabalha em Nova York, EUA e Copenhague, Dinamarca)

Michael Linares (Nasceu em Bayamón, Porto Rico 1979. Vive e trabalha em San Juan, Porto Rico)

Michal Helfman (Nasceu em Tel Aviv, Israel, 1973. Vive e trabalha em Tel Aviv, Israel)

Misheck Masamvu (Nasceu em Mutare, Zimbabwe, 1980. Vive e trabalha em Harare, Zimbabwe)

Naufus Ramírez-Figueroa (Nasceu na Cidade da Guatemala, Guatemala, 1978. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha e Cidade da Guatemala, Guatemala)

Nomeda & Gediminas Urbonas (Nasceu em Kaunas, Lituânia, 1968. Vive e trabalha em Cambridge, MA, EUA, Vilnius, Lituânia e Trondheim, Noruega)

Oficina de imaginação política (Criada em 2016. Baseada em São Paulo, Brasil)

OPAVIVARÁ! (Criado em 2005. Baseada no Rio de Janeiro, Brasil)

Öyvind Fahlström (Nasceu em São Paulo, Brasil, 1928 – Estocolmo, Suécia, 1976)

Park McArthur (Nasceu na Carolina do Norte, EUA, 1984. Vive e trabalha em Nova York, EUA)

Pia Lindman (Nasceu em Espoo, Finlândia, 1965. Vive e trabalha em Fagervik, Finlândia)

Pierre Huyghe (Nasceu em Antony, França, 1962. Vive e trabalha em Santiago, Chile e Nova York, EUA)

Pilar Quinteros (Nasceu em Santiago, Chile, 1988. Vive e trabalha em Santiago, Chile)

Pope.L (Nasceu em Newark, Nova Jersey, EUA, 1955. Vive e trabalha em Chicago, Illinois, EUA)

Priscila Fernandes (Nasceu em Coimbra, Portugal, 1981. Vive e trabalha em Roterdã, Holanda)

Rachel Rose (Nasceu em Nova York, EUA, 1986. Vive e trabalha em Nova York, EUA)

Rayyane Tabet (Nasceu em Ashqout, Líbano, 1983. Vive e trabalha em Beirute, Líbano)

Rikke Luther (Nasceu em Aalborg, Dinamarca, 1970. Vive e trabalha em Copenhague, Dinamarca e Berlim, Alemanha)

Rita Ponce de León (Nasceu em Lima, Peru, 1982. Vive e trabalha na Cidade do México, México)

Rosa Barba (Nasceu em Agrigento, Itália, 1972. Vive e trabalha em Berlim, Alemanha)

Ruth Ewan (Nasceu em Aberdeen, Reino Unido, 1980. Vive e trabalha em Glasgow, Reino Unido)

Sandra Kranich (Nasceu em Ludwigsburg, Alemanha, 1971. Vive e trabalha em Frankfurt, Alemanha)

Sonia Andrade (Nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, 1935. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil)

Susan Jacobs (Nasceu em Sidney, Austrália, 1977. Vive e trabalha em Melbourne, Austrália e Londres, Reino Unido)

Till Mycha (Helen Stuhr-Rommereim e Silvia Mollicchi) Nasceu em Lawrence, Kentucky, EUA, 1986. Vive e trabalha em Filadélfia, Pensilvânia, EUA; Nasceu em Sansepolcro, Itália, 1983. Vive e trabalha em St-Erme, França e Londres, Reino Unido

Tracey Rose (Nasceu em Durban, África do Sul, 1974. Vive em Joanesburgo, África do Sul

Ursula Biemann e Paulo Tavares (Nasceu em Zurique, Suíça, 1955. Vive e trabalha em Zurique, Suíça; Nasceu em Campinas, São Paulo, Brasil, 1980. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil e Quito, Equador)

Víctor Grippo (Nasceu em Junín, Argentina, 1936 – Buenos Aires, Argentina, 2002)

Vídeo nas Aldeias (Criado em 1986. Baseado em Olinda, Pernambuco, Brasil)

Vivian Caccuri (Nasceu em São Paulo, Brasil, 1986. Vive trabalha no Rio de Janeiro, Brasil)

Wilma Martins (Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, 1934. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil)

Wlademir Dias-Pino (Nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, 1927. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil)

Xabier Salaberria (Nasceu em Donostia-San Sebastián, Espanha, 1969. Vive e trabalha em Donostia-San Sebastián e Barcelona, Espanha)

oglobo.globo.com | 04-05-2016

RIO — Especialista em sistemas eleitorais, o cientista político Jairo Nicolau acredita que turbulências vão se estender e prevê dificuldades para os partidos, qualquer que seja o desfecho do impeachment: “Temos um encontro marcado com uma economia destruída”, afirma.

O desgaste do PT inviabiliza um novo governo de esquerda no país?

Os partidos de esquerda têm conseguido, juntos, entre 20% e 25% das cadeiras da Câmara dos Deputados. A esquerda governa o país nestes 13 anos porque fez uma coalizão com as forças de centro e centro-direita. Essa aliança parece ter chegado ao fim. O PT perdeu quadros importantes e tem visto seu apoio na opinião pública desmanchar. Uma parte do espólio petista provavelmente vai ser capturada por outras legendas. Mas nenhuma delas parece ter a força e o magnetismo do PT no seu momento de crescimento. Outro fator é que as forças que se juntaram em defesa da presidente são muitos díspares, com diferenças que reaparecerão em breve. O PSOL fazia oposição cerrada ao governo. Meses atrás, um documento do PT fez duras críticas à condução econômica do governo.

Em caso de impeachment, o PMDB é capaz de comandar um governo de união nacional?

Impeachment — entrevistas e artigos

Não tenho grandes ilusões com o dia seguinte à votação do pedido de impeachment no plenário da Câmara. Os desafios são gigantescos. Concentramos uma enorme energia nas discussões sobre o impedimento da presidente, e os temas fundamentais sumiram da agenda. Temos um encontro marcado com uma economia destruída e com a piora das condições de vida da população. Não creio que nenhuma das forças políticas tenha condição de promover um governo de união nacional, como já assistimos em outros países em momentos de crise. Vejo fortes semelhanças entre a base parlamentar de um eventual governo Temer e a de Itamar Franco (ex-presidente): PMDB, DEM, PSDB, PPS e pequenos partidos de centro-direita. A diferença é que Temer terá uma oposição de esquerda muito mais consistente no Legislativo e fora dele, comandada por Lula e Dilma. A mobilização contra o impedimento não vai parar, pelo menos até a decisão do Senado. Sem contar que as investigações da Lava-Jato estão longe do fim, e diversos líderes do PMDB estão sendo investigados pelo STF.

Caso o impeachment não passe, qual será o futuro do PMDB?

O PMDB nunca esteve completo em nenhum governo. Sempre deu espaço para que lideranças individuais e diretórios estaduais não participassem e até fizessem oposição. Foi assim com o governo de Fernando Henrique, tem sido assim na era petista. Mas, depois dessa polarização a que estamos assistindo, creio que setores expressivos do partido não tenham como voltar para o governo.

Em um cenário de impeachment, como ficará o PSDB?

O conflito PT versus PMDB tirou o protagonismo do PSDB no processo de impedimento. Diga-se de passagem, o partido nunca foi um grande entusiasta da ideia. Imagino que o PSDB estará na base de um eventual governo Temer. Não tem outro jeito. Mas o partido não tem força para condicionar esse apoio a qualquer compromisso eleitoral para 2018.

Com qual coalizão Dilma poderá contar se ficar no poder?

A base da coalizão é essa que estamos vendo para bloquear o impeachment: PT, PCdoB, PDT, pequenos partidos de centro-direita e setores do PMDB. O governo recorreu às negociações individuais, à pequena política e às promessas de futura participação no governo para sobreviver. Até ao PTN, com 13 deputados, foi prometido um ministério. Com isso, o governo perdeu uma parte do centro mais tradicional e terá que se ancorar em setores mais pragmáticos da direita. Uma péssima troca.

Essa base é suficiente para sustentar o governo?

Esses partidos, somados aos de esquerda, dão ao governo entre 150 e 200 votos na Câmara dos Deputados. O que garante a aprovação da legislação ordinária. Mas não podemos esquecer que, desde meados de 2014, o governo praticamente não conseguiu aprovar nada relevante no Congresso. Para piorar, o deputado Eduardo Cunha tem conseguido sobreviver e, se não for afastado, ainda deve ser um fator de desestabilização para o governo até acabar o seu mandato, em 31 de janeiro de 2017.

O parlamentarismo seria uma boa solução para o país?

Não acredito que seja hora de trazer esse tema à discussão. Já tivemos a péssima experiência de 1961, de buscar na mudança do sistema de governo a solução de uma crise política. Ninguém foi iludido com uma característica fundamental do presidencialismo, que é o mandato fixo. Se os governos acabam antes do prazo, paciência. O parlamentarismo também tem problemas. A Bélgica levou mais de um ano em negociações parlamentares para formar um governo. Sem contar que governos altamente impopulares, como o de John Major (ex-primeiro-ministro inglês), não caíram, mesmo com a possibilidade de o voto de desconfiança ser utilizado.

A antecipação das eleições para outubro seria uma boa solução?

Eleição para presidente somente se o TSE anular as eleições de 2014. A outra alternativa, a renúncia simultânea de Dilma e Temer, me parece uma quimera. Também não vejo base política ou legal para encurtar um mandato por meio de emenda constitucional.

A presidente sempre foi criticada pelo isolamento. Faltou a ela fazer política?

Esta característica foi agravada pela incapacidade de ter um operador político, um ministro da Casa Civil, que comandasse as negociações com o Congresso.

Há uma análise de que o funcionamento das instituições, mesmo na crise, é um sinal de amadurecimento do país. Concorda?

Só depois de passarmos esta tormenta é que conseguiremos fazer uma avaliação cuidadosa das instituições brasileiras. Tendo a concordar com a visão de que elas estão funcionando, mas algumas questões me preocupam. A primeira é o crescente divórcio entre o sistema representativo e a sociedade brasileira. Os primeiros sinais apareceram em 2013, se aprofundaram nas eleições de 2014, com a alta taxa de votos nulos e em branco para o Congresso e, mais recentemente, na rejeição aos partidos políticos. Acho que o sistema partidário que organizou a política pós-1988 vive uma crise sem precedentes. A segunda é o poder discricionário de algumas figuras individuais sobre instâncias coletivas das suas instituições. Por exemplo: o que o (presidente da Câmara) Eduardo Cunha tem feito para retardar os trabalhos da Comissão de Ética e para decidir sobre o impeachment; e algumas decisões solitárias de ministros do STF sobre temas fundamentais, como a posse do (ex-presidente) Lula no Ministério, ou o pedido de abertura de impeachment do Michel Temer.

Há condições para que as pontes entre governo e oposição sejam refeitas, seja qual for o resultado do processo de impeachment?

O clima não está para isso, e a votação em plenário tenderá a esgarçar mais as relações. A tendência é que os efeitos da crise ainda durem muito.

oglobo.globo.com | 10-04-2016

BRUXELAS - O aeroporto internacional de Bruxelas viveu, com emoção, a decolagem do primeiro voo de passageiros, neste domingo, após os atentados de 22 de março, dentro de uma operação de reabertura parcial de suas instalações e um novo passo na volta à normalidade na Bélgica.

Às 13H40 locais (9H40, no horário de Brasília), um avião da Brussels Airlines decolou em direção à cidade portuguesa de Faro, depois de receber as honras dos serviços de bombeiros e polícia do aeroporto, localizados ao longo da pista.

Assistindo à cena, responsáveis do aeroporto, dois ministros e dezenas de funcionários que respeitaram um minuto de silêncio antes dos aplausos.

"Voltamos a funcionar", disse o presidente da Brussels Airlines, Arnaud Fesir, antes de abraçar, emocionado, o presidente do conselho de administração, Marc Descheemaecker.

A maioria dos passageiros chegou com bastante antecedência devido aos fortes controles de segurança instalados: registros nas vias de acesso, controle de bagagem antes da entrada nas instalações e proibição de acompanhantes antes de sair do estacionamento.

Outros dois voos decolam neste domingo com destino a Atenas (Grécia) e Turim (Itália). As três aeronaves voltarão pela noite a Bruxelas, com os primeiros passageiros autorizados a aterrissar desde os atentados.

"Estes voos simbolizam a volta à normalidade em nosso aeroporto", disse Feist no sábado.

O centro de transporte aéreo é um pulmão da economia belga que gera 20 mil empregos em 260 empresas, afirmou a direção.

A área de desembarque, devastada pela dupla explosão, encontra-se ainda impraticável, o que tornou necessária a instalação de grandes tendas brancas que permitissem o registro de aproximadamente 800 passageiros por hora, isto é, uma média de seis voos, cerca de 20% da capacidade habitual.

Interrogado pelos jornalistas, um pai de família responsável por um grupo de jovens que viajavam para Faro para assistir a um campeonato esportivo se mostrava otimista: "Creio que agora é o aeroporto mais seguro do mundo, não?", respondeu com um sorriso.

Superação

Loukas Bassoukosm, um estudante de 20 anos que chegou quatro horas antes de seu voo para Atenas, dizia-se "contente" por ter evitado um trajeto de uma hora e meia até o aeroporto de Lieja.

Ao seu lado Panagiotis, que o havia trazido, considerava fundamental "superar o medo".

A partir de segunda-feira, a atividade será ampliada para incluir outras companhias aéreas, destinos mais distantes e também a chegada de aviões.

Algumas dezenas de voos estão previstas para esse dias, incluindo internacionais, segundo a Brussels Airlines, que teve um prejuízo diário de cinco milhões de euros com o fechamento do aeroporto.

"Nosso objetivo é ter a máxima capacidade disponível para as viagens do final de junho e começo de julho", afirmou Feist.

Segundo os meios de comunicação, o aeroporto poderia voltar a operar com aproximadamente 40% de sua capacidade nos meses de verão na Europa, mas não poderá recuperar plenamente suas atividades antes do final do ano.

O encerramento do aeroporto para voos de passageiros (o transporte de mercadorias foi retomado rapidamente), assim como as reservas canceladas após os atentados, reduziram a movimentação do setor turístico. Na região de Bruxelas, o índice de ocupação dos hotéis diminuiu pela metade desde 22 de março, segundo um organismo profissional.

A companhia americana Delta Airlines, por exemplo, anunciou, neste domingo, que suspenderia seu trajeto entre Bruxelas e Atlanta, sua principal plataforma nos Estados Unidos, até pelo menos março de 2017 "pela incerteza que continua pairando sobre a abertura do aeroporto e pela queda da demanda".

O metrô da capital reabriu rapidamente depois dos atentados e a vida está voltando à normalidade, apesar do aumento de policiais e militares nas ruas, que buscam por possíveis suspeitos dos atentados, especialmente o chamado "homem de chapéu", que, nas imagens, aparece com uma mala que foi abandonada repleta de explosivos no aeroporto.

oglobo.globo.com | 03-04-2016

SÃO FRANCISCO - Dona da Pedigree e outras marcas conhecidas no mundo pet, como Whiskas e Royal pedigree_0204 Canin, a Mars Petcare está investindo alto para ter acesso a mais informações sobre o comportamento animal. A empresa comprou a startup Whistle, criadora de uma espécie de coleira inteligente que registra dados sobre a saúde e o nível de atividade física dos cachorros. O valor do acordo não foi revelado, mas fontes da Bloomberg afirmam que o negócio foi fechado em US$ 117 milhões.

‘FITBIT’ DE CACHORROS

Além de vender comida para animais, a Mars Petcare, cuja sede fica na Bélgica, controla a maior rede de hospitais veterinários do mundo, com mais de 800 unidades. Com a aquisição, a empresa deve não só lucrar com a venda dos dispositivos, mas, principalmente, se beneficiar com os dados coletados.

— O comportamento e os dados sobre saúde dos pets podem ser mais valiosos no desenvolvimento de novos produtos do que o acessório em si. O hardware, simplesmente, tende a se transformar em commodity — avalia Jitendra Waral, analista da Bloomberg Intelligence.

Em comunicado, a empresa destacou o interesse pela novidade: “Estamos empolgados com a oportunidade de nossos investimentos nos levarem a uma nova área de tecnologia para cuidado de animais”.

A Whistle ficou conhecida como a “fitbit” para cachorros, em referência à pulseira inteligente que ficou popular entre atletas e celebridades. A empresa tem entre seus investidores a Nokia e o jogador de basquete americano Carmelo Anthony.

oglobo.globo.com | 03-04-2016

Em 2004, a Al-Qaeda no Iraque (AQI) elaborou uma cartilha, na qual instruía seus militantes a atingir o que os especialistas chamam de “alvos brandos”. Em contraposição aos convencionais alvos militares, os brandos são muito menos bem defendidos e portanto mais fáceis de atacar. São lugares que reúnem grande quantidade de civis e que, uma vez destruídos, causam grande impacto na economia, aí incluído o turismo, e também no dia a dia e no estilo de vida da população. Restaurantes, boates e estádios, como os que foram alvo dos ataques de 13 de novembro em Paris, preenchem esses requisitos. Os meios de transporte também.

Como já havia acontecido antes em Madri, Paris, Londres e Tóquio, por exemplo, o metrô é um alvo brando extremamente proveitoso, do ponto de vista do terrorismo, porque sua condição claustrofóbica provoca pânico entre os usuários. Sua luta para tentar chegar à superfície multiplica as mortes, por pisoteamento, ataques cardíacos, sufocamento e queimaduras. Os aeroportos também são um alvo clássico, por sua repercussão nacional e internacional. Aeroportos vulneráveis inibem o ingresso de turistas e homens de negócios, que trazem receitas para os países.

A doutrina propagada pela AQI, da qual o Estado Islâmico (EI) é sucessor, estabelece como objetivo quebrar a espinha dorsal dos Estados inimigos atacando suas economias. O foco nos alvos brandos também tem por objetivo perturbar o estilo de vida das pessoas comuns, associado à prosperidade e ao desrespeito às normas de conduta moral que os jihadistas pretendem impor.

Essa doutrina representa um enorme desafio para os governos. O fluxo fácil de usuários do transporte público é importante para o funcionamento da economia. As medidas que terão de ser tomadas para proteger melhor os alvos brandos custarão caro, prejudicarão a atividade econômica e não serão suficientes para impedir novos ataques.

POR QUE BRUXELAS

O principal alvo do recrutamento de militantes pelo EI no continente europeu são os jovens descendentes de imigrantes do Norte da África, ex-colônias da França. Depois de Paris, a segunda capital que mais concentra esses jovens francófonos é Bruxelas. Como demonstra a história de Salah Abdeslam, o décimo e último executor dos atentados de Paris, preso no dia 18, há um intenso trânsito de membros dessa comunidade entre as capitais francesa e belga. Descendente de marroquinos, Abdeslam nasceu na Bélgica e obteve cidadania francesa. Carros alugados em Bruxelas foram usados nos atentados de Paris.

A França tem tido um papel protagonista nos ataques a grupos jihadistas, sobretudo no Sahel, a zona intermediária entre o Deserto do Saara e a savana africana. Em janeiro de 2013, a França interveio militarmente no Mali para conter o avanço do Ansar Dine (Defensores da Fé) do norte do país em direção à capital, Bamako. Ao longo daquele ano, as forças francesas, apoiadas por tropas de membros da Comunidade Econômica de Estados Africanos Ocidentais, combateram as células jihadistas no norte do Mali, que se dispersaram e depois se reagruparam em países vizinhos. Hoje, todo o Sahel tem forte presença das células jihadistas, que vêm aderindo ou aliando-se ao EI. A África é uma frente prioritária na expansão do grupo.

A Bélgica em si não tem papel relevante no combate ao jihadismo. Mas Bruxelas é a sede da União Europeia, e o bloco tem se engajado na luta contra o Estado Islâmico e seus aliados. A estação de metrô atacada, Maelbeek, no centro de Bruxelas, é a que dá acesso ao complexo da União Europeia.

O ataque à sede da União Europeia busca elevar ao máximo o impacto de suas ações. Além disso, há a capacidade de mobilização. A periferia de Bruxelas, assim como as de Paris e de Marselha, no sul da França, oferece um grande contingente de jovens descendentes de árabes e de muçulmanos, que não pertencem aos países de seus pais ou avós e também não se sentem como pertencentes ao lugar onde vivem, por razões culturais e socioeconômicas.

Muitos participantes dos atentados têm um passado de criminosos comuns. É o caso dos irmãos Ibrahim e Khalid el-Bakraoui, que se explodiram no aeroporto e no metrô, respectivamente. Salah Abdeslam e Abdelhamid Abaaoud, considerado o mentor intelectual dos ataques de Paris, foram presos por assalto a mão armada em 2010. Abu Musab al-Zarqawi, que fundou a AQI, foi menor infrator em Zarqa, na Jordânia, antes de se converter ao Islã radical. O terrorismo oferece a esses jovens uma nova expressão para sua agressividade.

O Estado Islâmico é, para eles, a oportunidade de conquistar autoestima, tornando-se importantes e famosos. Ainda que isso lhes custe a vida “terrena”, parece-lhes compensador, por vários motivos: essa vida não tem sido prazerosa, e há os prêmios da ressignificação dela e da conquista do paraíso eterno, para o qual acreditam levar, como mártires, outros 16 parentes, quando morrerem. É um desfecho glorioso para muitos desses jovens. O EI só não tem recrutado mais jovens pelas dificuldades inerentes de segurança e logística, não por falta de apelo.

E OS ESTADOS UNIDOS?

Os Estados Unidos continuam um alvo prioritário do EI. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, no entanto, as forças de segurança americanas adotaram medidas que tornaram a relação custo-benefício de agir nos EUA muito desfavorável. Os jihadistas continuam tentando, mas evitam investir todos os seus recursos nos EUA, cuja proteção é mais fácil do que os países europeus. Os Estados Unidos têm apenas duas fronteiras: ao sul, com o México, e ao norte, com o Canadá. A França faz fronteira com a Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Itália e Espanha. A Bélgica está cercada pela França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda. Esses países pertencem ao Espaço Schengen, que prevê livre trânsito de pessoas pelas fronteiras. Esse tratado provavelmente terá de ser revisto.

Ao atacar na Europa, os jihadistas têm buscado alvos americanos: em Paris, o concerto da banda de rock que atende pelo nome Eagles of Death Metal (Águias do Death Metal) e, no aeroporto de Bruxelas, o guichê da American Airlines.

POR QUE ATACAR

O Estado Islâmico se lançou como grupo guerrilheiro, em sua campanha para criar um califado por sobre as fronteiras nacionais dos países muçulmanos. Tem perdido sua capacidade militar, com os bombardeios liderados pelos Estados Unidos na Síria e no Iraque, e com as hostilidades, no terreno, dos guerrilheiros curdos, apoiados pela Rússia, e do Hezbollah e de outras milícias xiitas encarregadas pelo Irã de proteger o regime de Bashar al-Assad.

Quando um grupo armado perde sua capacidade militar, ele recorre ao terrorismo. O Estado Islâmico está em franca expansão, em um arco que se estende da Indonésia, a maior população muçulmana do mundo, no Sudeste Asiático, até a Tunísia, no Norte da África, e do Oriente Médio até a Europa Ocidental. Ao ampliar sua presença, o grupo aumenta também seu espectro de apoio, atraindo para si agendas nacionais diversas, de grupos locais que passam a integrar sua franquia. Exemplo disso é o poderoso Boko Haram, no norte da Nigéria, que disputa com o governo o controle sobre as riquezas provenientes da extração do petróleo, do qual o país é o maior produtor africano e sexto maior do mundo.

A mensagem do Estado Islâmico foi simples e clara, quatro dias depois da prisão do décimo e último participante identificado dos atentados de Paris: “quanto mais nos prenderem e matarem, mais de nós surgirão”.

oglobo.globo.com | 24-03-2016

RIO - O comerciante Roberto Ferreira comanda o negócio de flores que o pai abriu na Praça da Cruz Vermelha, em 1974. Já o chef Rigo Duarte juntou-se a um sócio para reerguer a marca e repetir a receita de um prato lançado pelo avô na década de 1950. O tipógrafo Itamar Kobylinki Moreira mantém a tradição e está à frente de uma gráfica que há três gerações funciona na Praça Mauá. Sob a chancela do projeto Negócios de Valor, que preserva estabelecimentos tradicionais da cidade, esses empresários administram respectivamente a Roseira da Cruz Vermelha, o Angu do Gomes e a Gráfica Marly, que foram incluídos num guia bilíngue de compras, com 24 endereços antigos do Centro do Rio.

MAIS VISIBILIDADE PARA A MARCA

Com tiragem inicial de 24 mil exemplares, a publicação será lançada esta semana pelo Sebrae/RJ e pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), dentro de uma estratégia para dar maior visibilidade a casas que carregam parte da história do Rio.

No novo guia de compras, cariocas e turistas vão encontrar endereços já consagrados e badalados, como a Confeitaria Colombo (1894), o Bar Luiz (1887), o Bar Brasil (1907) e a Charutaria Syria (1912). Outra casa com mais de um século, a Chapelaria Alberto (1894) mantém a elegância na Rua Buenos Aires. O lugar teve como clientes Vinicius de Moraes e o rei Alberto, da Bélgica.

Mas a grande bossa será descobrir que em ruas do Centro há lugares que muita gente nunca notou, como a Casa Azevedo, desde 1940 vendendo toda sorte de peças para a montagem de bijuterias. Administrado pela neta do fundador da casa, Vanessa Azevedo, o estabelecimento fica num sobrado protegido pela Apac Corredor Cultural desde 1970. Antes, a loja funcionava num prédio da Avenida Passos. Outro endereço que poucos reconhecem como típico comércio carioca é a floricultura A Roseira da Cruz Vermelha. Para Roberto Ferreira, o segredo da longevidade desses negócios está no DNA:

— Cresci vendo meu pai mexer com flores. Adoro trabalhar com isso. Mas é preciso se modernizar para acompanhar as mudanças, e eu já estou fazendo isso. Criei um página no Facebook e aceito pedido por WhatsApp. Em breve, quero vender pela internet.

Conheça cinco comércios tradicionais do Rio

Ilustrado com fotos, o guia tem um mapa com a localização das casas no Centro e na Zona Portuária. E traz, além de informações como endereço, telefone e horário de funcionamento, um pequeno texto contando as origens do lugar.

— O projeto nasceu de um movimento de reconhecimento do valor desses negócios tradicionais, seja ele arquitetônico ou imaterial — diz Washington Fajardo, presidente do IRPH.

Os 24 estabelecimentos que entraram no guia passaram por uma peneira que excluiu 24 concorrentes. A publicação, explica Flávia Barbieri, coordenadora de economia urbana do Sebrae, é uma das ferramentas que estão sendo oferecidas aos donos dos negócios.

— O projeto começou ano passado, quando convocamos todos os negócios tradicionais do Centro. Dos 48 inscritos, 24 atendiam a todos os critérios. Depois disso, fizemos reuniões, oferecemos cursos e consultorias sobre valorização da marca, visual da loja, finanças. Devido à consultoria, eles tiveram, em média, um aumento de 20% no faturamento — conta Flávia, acrescentando que o próximo produto de divulgação do projeto será outro livro.

REPUTAÇÃO RECONHECIDA

Para serem consideradas um negócio tradicional, as empresas devem ter, além de uma marca ou reputação reconhecida, uma família à frente do negócio há várias gerações. Outro critério é preservar técnicas e processos de produção artesanais ou tradicionais. É o caso do Angu do Gomes, marca que desde 1955 faz parte da vida do carioca.

— O Angu do Gomes é parte da história do Rio. O negócio começou na década de 50, com uma carrocinha, e na década de 70 meu avô e o sócio chegaram a ter 40 barraquinhas. Nos anos 1990, a casa fechou. Em 2008, decidi retomar a marca e encontrei um sócio, o Marcelo — recorda Rigo, que faz questão de servir o angu à moda antiga, em pratos de alumínio.

A partir da semana que vem, o guia poderá ser encontrado nas lojas citadas na obra, nas bilheterias dos museus de Arte do Rio (MAR) e do Amanhã e nos pontos de informações turísticas da Riotur.

oglobo.globo.com | 13-03-2016

A  primeira mina de diamantes  extraídos  diretamente da rocha na América do Sul entrará em operação comercial até  junho. O projeto Braúna - que está sendo implantado no município de Nordestina pela Lipari Mineração - terá capacidade para beneficiar 720 mil toneladas por ano de minério (kimberlito) e a produção estimada é de   300 mil quilates por ano. Todo diamante será exportado para a Antuérpia, na Bélgica, onde o comércio do minério é tradicional. O projeto vai gerar 250 empregos diretos.  Cerca de 150 pessoas da região já foram treinadas em funções como motorista de caminhão fora de estrada, operador de máquinas pesadas e operador de planta. A implantação da unidade exigiu  investimentos de R$ 184 milhões. "Felizmente não tivemos que rever o nosso plano de negócios por conta do momento econômico. Estamos executando o que foi planejado, inclusive com contratações de novos empregados conforme a fase e demanda do projeto", diz o presidente da Lipari, Kenneth Johnson. "A economia rui [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 17-01-2016

RIO - A multa para quem for flagrado urinando nas ruas neste carnaval deve doer mais no bolso do infrator. Quem for pego no ato, terá que pagar R$ 510. No ano passado, a pena cobrada era de R$ 170. A mudança já foi adotada pela prefeitura desde agosto, mas este será o primeiro carnaval com o novo valor. Ao longo da folia em 2015, foram autuadas 1264 pessoas. Este ano, 235 equipes, cada uma com um agente da Comlurb e um guarda municial vão fiscalizar os mijões.

De acordo com a Riotur, haverá 25.496 posições de banheiros químicos ao longo de toda a festa, incluindo o pré-carnaval, que já começa neste fim de semana. O número é 4% maior do que o utilizado no ano passado. O secretário de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello, no entanto, alerta que é preciso contar com o bom senso dos foliões.

— Pode ter 200 mil que não vai ser suficiente se as pessoas não colaborarem. Todo mundo tem que se programar e respeitar. É preciso tratar a cidade como se fosse nossa própria casa — afirmou.

A estimativa da Riotur é que o carnaval deste ano atraia R$ 3 bilhões para economia do Rio. São esperados cerca de um milhão de turistas ao longo da folia. Ainda de acordo com o órgão, a ocupação dos hotéis da cidade deve chegar a 85%.

FOLIÕES TERÃO 66 AMBULÂNCIAS PARA ATENDIMENTO

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, serão instalados ao longo dos dias de folia quatro postos de saúde, dois deles no Centro (Largo da Carioca e Praça Ana Amélia), um em Copacabana (Praça do Lido) e um em Ipanema (Praça General Osório). Ao todo, serão 66 ambulâncias, 16 leitos e 191 profissionais de saúde. Os números foram estimados com base nos atendimentos realizados em 2015. No ano passado, foram 756 atendimentos médicos e 53 remoções de pacientes para a rede pública.

Como em todos os grandes eventos que a cidade recebe, a orientação da Secretaria municipal de Transportes é que as pessoas usem o transporte público e evitem transitar de carro pelas regiões que estiverem recebendo blocos. Segundo a Secretaria, a operação especial para o carnaval vai ser realizada entre o dia 23 de janeiro e 14 de feveiro. Serão ao todo 945 agentes, incluindo guardas municipais, 71 motos e 51 carros operacionais para dar apoio aos motoristas. Ainda de acordo com a pasta, 78 painéis informativos serão espalhados pelas ruas no entorno dos blocos para avisar sobre os bloqueios no trânsito.

PROIBIÇÃO DE ESTACIONAMENTO

A partir das 23h dos dias anteriores aos desfiles dos blocos por cada região, será proibido o estacionamento de veículos nas ruas Gomes Carneiro, entre a Rua Tereza Aragão e a Avenida Vieira Souto; Joana Angélica, exceto na baia junto à Praça Nossa Senhora da Paz; na Avenida Rainha Elizabeth da Bélgica, entre a Rua Tereza Aragão e a Avenida Vieira Souto; e na Rua Teixeira de Melo, entre a Avenida Vieira Souto e a Rua Prudente de Morais.

De acordo com a Comlurb, 1100 garis por dia vão trabalhar para limpar as ruas após a passagem dos blocos. São até 5000 conteiners para receber lixo espalhados pela cidade.

oglobo.globo.com | 15-01-2016

RIO — Pela primeira vez, os direitos dos consumidores foram avaliados no Guia dos Bancos Responsáveis (GBR), lançado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Os resultados ficaram aquém do esperado, já que todas as instituições financeiras incluídas no relatório tiraram nota abaixo de cinco, e evidenciam a necessidade de as instituições detalharem seus compromissos com os clientes em políticas e procedimentos. O estudo analisa as políticas de crédito e investimento dos sete maiores bancos em ativos do país, segundo dados do Banco Central, e que juntos respondem por 80% dos depósitos e créditos em âmbito nacional. Este ano, foi incluído o BTG Pactual, cujo desempenho foi significativamente inferior às demais instituições avaliadas — Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú e Santander.

Para Carlos Thadeu de Oliveira, gerente de Teste e Pesquisas do Idec, o estudo demonstra que a proteção e direito do consumidor não está institucionalizada pelos bancos:

— Não está explicitado, por exemplo, em nenhum documento que a venda casada é proibida, que não se pode incluir nenhum serviço ou pacote sem o aceite expresso do consumidor. Informações que se tivessem ao acesso dos funcionários, nos muitos textos, sites e documentos públicos avaliados, deixaria claro a qualquer funcionário, por exemplo, que isso mostraria que procedimentos diferentes dessa política poderiam ter consequências — exemplifica Oliveira, chamando atenção para o fato de que o tema foi analisado somente pelo Brasil, este ano, mas que poderá ser incorporado pelos outros seis países na próxima avaliação.

Info defesa - avaliação bancos

Além do Brasil, realizam simultaneamente a avaliação dos bancos pelo mundo, utilizando-se da mesma metodologia, Indonésia, Japão, Suécia, Holanda, França e Bélgica. bancos 14-12

O gerente do Idec destacou que, apesar das notas baixas, isso não quer dizer que exista um desrespeito absoluto ao consumidor, mas não explicitar uma política de proteção ao consumo de forma institucionalizada é algo que preocupa:

— É preciso que haja mais transparência, nem os relatórios das ouvidorias que devem ser enviados obrigatoriamente ao Banco Central são divulgados. E isso não é uma questão só de pensar na proteção ao consumidor, mas de solucionar problemas do setor, que está sempre entre os mais reclamados pela população.

Em direitos do consumidor, a análise contemplou os seguintes itens: transparência sobre serviços, cobranças e riscos; combate ao superendividamento; qualidade do serviço; tratamento não discriminatório e gestão das reclamações. Neste tema, o Banco do Brasil foi a instituição com melhor ponturação, de 4,8, numa faixa de zero a 10. Itaú e Caixa aparecem na sequência, com 4,3 pontos.

Desde 2010, o GBR pretende sensibilizar bancos, consumidores e toda a sociedade civil na busca de soluções para contribuir com um sistema financeiro mais justo e sustentável. São avaliados em uma escala de zero a dez os conjuntos de políticas declaradas e publicadas das instituições financeiras em catorze temas: direitos humanos; direitos trabalhistas; impostos e corrupção; meio ambiente; mudanças climáticas; alimentos; armas; florestas; geração de energia; mineração; óleo e gás; setor financeiro; remuneração e transparência e prestação de contas. A análise das políticas dos bancos é realizada a partir dos documentos públicos das próprias instituições (sites, relatórios anuais, compromissos e tratados setoriais), nacionais e internacionais.

Ao contrário do que acontece quando se fala em compromissos dos bancos com os direitos dos clientes, o relatório do Idec mostra que houve um sutil progresso na inclusão de aspectos socioambientais nas políticas de investimentos dos bancos, e que as instituições financeiras, ao mesmo tempo que compreendem o impacto social e ambiental de seus investimentos, reconhecem que essa responsabilidade reduz os riscos para as suas próprias operações. E a melhor performance nos temas meio ambiente, direitos humanos e direitos trabalhistas indica essa percepção.

As notas elevadas de todas as instituições financeiras em tais temas se deve, segundo o Idec, ao fato de as políticas específicas das organizações pesquisadas já haverem incorporado e institucionalizado as normas e leis brasileiras nesses assuntos. No item meio ambiente, a instituição com melhor performance foi o HSBC, seguido de Banco do Brasil e Santander. Em direitos humanos, HSBC foi o de melhor pontuação, enquanto que, em direitos trabalhistas, Santander, Itaú, HSBC e Bradesco apresentaram mais pontos.

Demais conceitos com baixa performance

Na avaliação do Idec, o péssimo desempenho do BTG Pactual em suas políticas é um indício de que, para terem efetividade, as práticas dos bancos devem estar ancoradas e devidamente institucionalizadas. Assim, tem-se a garantia de homogeneidade e regularidade no nível de direção e por todos os funcionários de uma organização de que determinados procedimentos e diretrizes serão seguidas. Oliveira chama atenção para a importância da sociedade despertar para a grande relevância dos bancos no desenvolvimento, para o bem e para o mal.

— O banco está envolvido da conta salarial a um grande investimento em energia e quando ele não deixa claro quais são suas políticas seus princípios, isso pode trazer um grande prejuízo à sociedade. Sem querer ser oportunista, o fato de ter zerado praticamente toda a avaliação diz muito, por exemplo, sobre o BTG — conclui.

O relatório divulgado pelo Idec mostra que há diversos temas ainda incipientes na agenda do setor financeiro nacional, e que não foram incorporados às políticas de investimento, mesmo diante de sua relevância para o contexto nacional ou internacional. Isso pode ser notado pelo baixo desempenho em temas setoriais, como florestas, mineração, óleo e gás, transparência e prestação de contas ou mesmo geração de energia. Nesses temas, as médias variaram de 3,7 (alimentos e transaparência e prestação de contas) a 1,9 (mudanças climáticas), por exemplo.

O que dizem as instituições financeiras

Em carta enviada ao Idec, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as instituições financeiras focadas pelo trabalho do Instituto não participariam da etapa de revisão proposta, porque, "mais uma vez, foram encontradas inconsistências na análise, o que nos leva a entender que as sugestões e considerações apontadas na elaboração do Guia de 2014 não foram atendidas". A Febraban reiterou o interesse em discutir, de forma colaborativa, a responsabilidade socioambiental dos bancos.

Sobre o resultado do teste, o Banco do Brasil "reafirma seu compromisso com práticas bancárias sustentáveis e com o aperfeiçoamento no atendimento aos clientes". A instituição destaca que foi considerada uma das empresas mais éticas do mundo pelo Instituto Ethisphere, que considera aspectos como que vão da gestão de funcionários ao tratamento dispensado aos clientes e investidores e acrescenta que, este ano, foi listado pelo quarto ano consecutivo no Índice Dow Jones de Sustentabilidade da Bolsa de Nova Iorque (DJSI), sendo destaque mundial nos temas "Políticas e medidas anticrime", "Gestão do relacionamento com o cliente", "Estabilidade financeira e risco sistêmico", "Questões controversas e dilemas em empréstimos e financiamentos", "Cidadania e filantropia corporativa" e "Inclusão Financeira".O BB lembra que foi incluído no rol Newsweek Green Ranking 2014, da revista americana Newsweek, que avaliou indicadores ambientais e de Governança e qualidicado pelo 5º ano consecutivo como Categoria Ouro no Inventário Corporativo de Emissões de Gases do Efeito Estufa – GEE, em conformidade com a certificação internacional ISO 14064, principal instrumento de verificação de sistemas de gestão de impactos em mudanças climáticas.Quanto aos direitos dos consumidores, ressalta que nos últimos cinco meses o BB vem mantendo-se fora das cinca primeiras posições do ranking de queixas do BC e obteve uma redução de 9,8% nas no volume de reclamações aos Procons entre janeiro a outubro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

O Bradesco e o Santander disseram que nao vai comentar.

Convidados a comentar o resultado do relatório, alguns bancos ainda não enviaram resposta.

oglobo.globo.com | 14-12-2015

SÃO PAULO Rodrigo Pessoa é um caval(h)eiro de poucas palavras. Mas de muitas conquistas. Campeão mundial de saltos (Roma-1998) e olímpico (Atenas-2004), ele ainda ajudou o Brasil a conquistar dois bronzes na competição por equipes nas Olimpíadas de Atlanta-1996 e Sidney-2000. Nos Jogos do Rio, passará a ser o recordista brasileiro em participações olímpicas.

Galopando para sua sétima edição consecutiva desde Barcelona-1992, ele ultrapassará a marca que divide com o velejador Torben Grael e o mesatenista Hugo Hoyama, ambos com seis Olimpíadas na bagagem. Mais do que isso, Pessoa pretende fechar seu percurso no hipismo com chave de ouro.

Aos 42 anos, o atleta não crava a aposentadoria após a Rio-2016, mas revela que o resultado influenciará sua decisão sobre encerrar a carreira em sua segunda casa. Radicado na Bélgica, Pessoa não nega que subir ao lugar mais alto do pódio in loco teria um sabor melhor do que o ouro herdado a posteriori em Atenas 2004, após o primeiro colocado, o irlandês Cian O'Connor, ter sido desclassificado por doping de seu cavalo Waterford Crystal.

— Seria muito diferente. Receber uma medalha de ouro no momento da competição é uma coisa muito especial, que eu não consegui viver em Atenas. Particularmente, conquistar essa medalha em casa seria mais especial. Se for esse resultado, certamente vai influenciar (a decisão de encerrar a carreira) — diz Pessoa.

Porta-bandeira em Londres-2012, ele ficou na reserva da equipe no Pan de Toronto, em agosto, devido a uma lesão do seu cavalo Status. Ouro em saltos por equipes nos Jogos Pan-Americanos de Buenos Aires-1995 e Rio-2007, Pessoa não negou sua frustração com o quarto lugar no Canadá.

IMPACTO DA CRISE

A decepção só não foi maior do que a quinta colocação nos Jogos Equestres Mundiais, na França, ano passado, quando declarou que era a "mesma merda, só muda o cheiro" do que o quarto lugar na edição de Kentucky (Estados Unidos), quatro anos antes:

— O Status teve uma baixa de forma quando a equipe foi inscrita no Pan. Depois, se reabilitou e foi reservista. Estava pronto e apto a competir. Mandamos dois novos cavaleiros e dois mais antigos. Infelizmente, chegaram em quarto e não ganharam medalha. O desempenho não foi ruim, mas também não era o que esperávamos.

Para não depender de Status, ele comprou o cavalo Jordan II, de 10 anos, pertencente à amazona sueca Angelie Von Esse em junho. Até o fim do ano, pretendia adquirir um terceiro, mas a contagem regressiva para as Olimpíadas pode colocar a compra em xeque, já que é necessário pelo menos um ano para adaptação e treinamento do animal. A disparada do dólar também tem impactado.

— O valor da moeda e a crise econômica estão dificultando todos os setores, não só o de criação, mas a compra de cavalos e os investimentos de companhias do setor privado e público. É um problema que afeta a todos. Gostaria de ter mais um até o fim do ano, mas esses cavalos são muito raros, e é difícil adquirir — avalia ele.

Pessoa não sabe qual cavalo montará na Rio-2016. Como treina com Jordan II há pouco tempo, está em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento. O cavaleiro diz que será preciso esperar para ver qual estará em melhor forma.

Em autoanálise, Pessoa assume que herdou da mãe traços de uma personalidade mais tímida e introvertida do que a do pai, Nelson Pessoa. Um dos pioneiros do hipismo no Brasil e responsável pela internacionalização do esporte, ele viajava muito para competir:

— Eu passava mais tempo com a minha mãe e peguei mais traços da personalidade dela.

Ele vive uma situação parecida com sua filha Cecília, de 11 anos, de seu primeiro casamento, que mora nos Estados Unidos com a mãe e tem pouco contato com Pessoa, que pretende levá-la ao Rio, em 2016, para assistir às provas de ginástica artística, modalidade que ela pratica:

— Tento estar ao máximo com ela. Não é o suficiente, mas é o que a agenda nos permite. São coisas da vida.

Descrito na biografia “Você será um cavaleiro, meu filho”, da jornalista francesa Sabrine Delaveu, como “obsessivo por conquistar um rol de prêmios", cuja ansiedade pode ser percebida nas unhas roídas e dedos que ficam em carne viva, Pessoa nega a intensidade, mas confirma que tem acompanhamento psicológico:

— Carne viva é um pouco de exagero. Não tenho obsessão. É uma característica por ser um trabalho de altíssimo estresse e cobrança. É um modo de poder controlar esse estresse.

Questionado se tem mesmo um grande ego como o descrito no livro, Pessoa encerra a entrevista:

— Ego? Não tenho ego. Você está lendo o livro errado.

oglobo.globo.com | 19-10-2015

RIO - Já passava das quatro da tarde do dia 6 de setembro de 1969 e o que se ouvia na Base Aérea do Galeão, no Rio, era apenas o silêncio. Ali, se enfileiravam feito time de futebol 13 dos 15 presos políticos trocados pelo então embaixador americano, Charles Elbrick, sequestrado dois dias antes por grupos de esquerda. Diante do Hércules que os levaria ao exílio, o segundo jovem de pé, da esquerda para a direita, chamava atenção por ser o único a cerrar os punhos e a elevá-los, para mostrar as algemas. Era o líder estudantil José Dirceu, que, anos depois, ergueria o punho cerrado ao ser preso por conta do mensalão.

Os presos rumaram para o México e foram do Brasil até lá ouvindo discursos do então presidente Costa e Silva. No país, ficaram juntos por 30 dias. Vencido esse período, 13 decidiram seguir para Cuba.

Hoje, de todos os militantes que voaram no Hércules, além de Dirceu, cinco estão vivos: o jornalista e escritor Flávio Tavares, o músico Ricardo Vilas, o engenheiro Ricardo Zarattini, o professor e ex-deputado Vladimir Palmeira e o médico Mário Zanconato, que não aparece na foto tirada no Rio porque só embarcou no Pará. Foi com eles que O GLOBO conversou sobre o que acham da situação do país e do ex-ministro, agora preso na Operação Lava-Jato.

Dirceu

Ao ser exilado, Flávio Tavares ficou seis anos no México e depois passou por Buenos Aires, Montevidéu e Lisboa até voltar ao Brasil com a Anistia. Aos 80 anos, vive em Búzios (RJ). Foi lá que relembrou histórias e deu sua opinião sobre o ex-ministro. Contou que, quando chegaram ao México, o emprego que conseguiram foi como dublador de novela mexicana. Flávio, Dirceu e Maria Augusta Carneiro, outra presa política trocada pelo embaixador, dublariam para o português a história de “Rubi”, que seria exibida na TV Tupi. O projeto foi interrompido com a ida da maior parte do grupo para Cuba. Passados quase 46 anos da viagem para o exílio, Flávio diz:

— Dirceu é um dos responsáveis pelo mensalão, senão o principal responsável. Talvez tenha sido um beneficiário, mas acho que não foi — afirma o escritor, contando acreditar que Dirceu achava que o processo prescreveria: — Lobista é um traficante de influência, e isso é o que o Dirceu é. Por isso digo que tenho pena dele. Ele é um sujeito inteligente, corajoso e, por ser presunçoso, se deixou levar e se transformou num traficante de influência.

Tavares, no entanto, diz que não se pode achar que Dirceu é o inimigo número um do país, porque isso pode ocultar a culpa de outros na Lava-Jato.

Aos 70 anos, Vladimir Palmeira é um dos fundadores do PT, assim como Dirceu, e concorreu ao governo do Rio em 2006. Abandonou o partido em 2011, quando o ex-tesoureiro Delúbio Soares, condenado no mensalão, voltou a ser filiado ao PT.

Hoje, filiado ao PSB, Vladimir ocupa o tempo dando aulas de economia numa faculdade particular do Rio. E lembra ter conhecido Dirceu em 1967, quando o então líder estudantil tinha o apelido de Ronnie Von, pelos cabelos parecidos com os do cantor e pela aura de galanteador. Depois da condenação pelo mensalão, Vladimir, que defende o amigo, visitou Dirceu durante a prisão domiciliar.

— Não vi provas no mensalão (contra Dirceu). Foi condenado, precisamos respeitar a decisão. Agora (na Lava-Jato), vamos ver — diz Vladimir, que passou por Cuba, Argélia e Bélgica até voltar ao Brasil com a Anistia, em 1979.

Com 81 anos, Ricardo Zarattini vive em São Paulo. É filiado ao PT, e seu filho, Carlos Zarattini, é um dos quadros do partido na Câmara dos Deputados. O engenheiro diz que o mensalão foi julgado “ao sabor de uma pressão muito grande".

— Nem no processo do mensalão e muito menos agora foi divulgado concretamente o que há contra ele. São muitas pressuposições — diz Zarattini, que se exilou em Cuba e no Chile até voltar clandestinamente, em 1974.

O músico Ricardo Vilas, que presta solidariedade a Dirceu, resolveu não se exilar em Cuba, assim como Flávio Tavares. Vilas ficou no México até janeiro de 1970, quando foi para a França, onde continuou a carreira musical, e regressou ao Brasil com a Anistia. Atualmente, vive no Rio e é gerente de música da EBC.

— Acredito na sinceridade do José Dirceu. No mensalão, penso, como muitos outros, que sua condenação se deu sem provas devidamente estabelecidas — diz o músico de 65 anos por e-mail, afirmando que, na Lava-Jato, deve-se esperar as provas.

O médico Mário Zanconato foi o que mais tempo permaneceu fora do Brasil. Ficou até 1993 em Cuba, onde casou. Lá, terminou a faculdade de Medicina e foi professor. Voltou ao país quando os tempos de vacas magras em Cuba se acentuaram com o fim da União Soviética. Aos 70 anos, trabalha no Detran de São Paulo com exames médicos e diz não poder opinar sobre Dirceu.

— Não tenho elementos para defender ou atacar. A única força que tenho a favor dele é o histórico — diz o médico, que embarcou no Hércules assobiando a “Internacional”, hino dos comunistas.

Para ele, é difícil acreditar que Dirceu, vivendo tudo o que viveu e lutando pelo que lutou, tenha praticado crimes:

— Para mim, é impossível uma pessoa pensar tudo o que ele pensou, fazer tudo aquilo que fez, amadurecendo dentro de uma estrutura ideológica e, de repente, virar um corrupto e roubar dinheiro da Petrobras. Acho difícil. Aí, eu mesmo falo: mas fez vista grossa? Mas virou a cara para o outro lado enquanto isso acontecia? Não sei dizer.

VISÃO OTIMISTA DO FUTURO

Dos tempos em que eles deixaram o país aos dias de hoje, com democracia estabelecida, as mudanças foram muitas. E, otimista, a maioria acredita que o Brasil e a presidente Dilma Rousseff sairão das crises.

— A oposição deveria preservar o que de mais valioso foi construído desde o fim da ditadura, que é o regime democrático de direito. Querem a alternância? Ela poderá se dar pelas urnas, em 2018 — diz Vilas, para quem o governo deve trabalhar para superar as crises com diálogo.

Todos, no entanto, reconhecem que Dilma vive dias difíceis. Semana passada, houve protestos contra a presidente e o governo.

— Impeachment é um processo longo que só vai tumultuar mais a confiança do empresariado e a retomada do crescimento — opina Zarattini.

Sobre a crise, Zanconato diz que “o Brasil não está arruinado como está se falando”:

—Mas está numa situação difícil.

Para Vladimir, porém, a saída passa pela renúncia de Dilma e não pelo impeachment:

— A gente devia ir à rua pressioná-la a renunciar. Isso é legítimo. Ninguém tem projeto para o Brasil. Nem o PT, que agora está em plena hecatombe, nem o PSDB.

Tavares, por sua vez, demonstra decepção com o momento atual da política e chama a base aliada de “base alugada”. Cita ainda o “oportunismo perigoso da oposição” nesse momento:

— Não há uma proposta concreta, nem do governo, nem da oposição. A crise é dos políticos, não é nem da Dilma, nem do sistema.

oglobo.globo.com | 23-08-2015

RELATÓRIO 15 164 O GLOBO 20/8/2015

1) PAÍS - p. 4- No auge da carreira política e também das polêmicas

- segunda coluna: No auge da trajetória política iniciada em 2001, quando elegeu-se deputado estadual, Cunha está vivendo...

Crítica: erro na colocação do pronome pessoal oblíquo átono

Certo: No auge da trajetória política iniciada em 2001, quando se elegeu deputado estadual, Cunha está vivendo...

2) PAÍS - p. 4 - Janot afirma que deputado usa Câmara como ‘escudo’

- final: Em resposta, Cunha afirmou que a informação lhe foi repassada por técnicos da Casa e que se estiver errada, irá responsabilizar aqueles que a forneceram e pedir desculpas.

Crítica: falta de vírgula no início da circunstância interposta

Certo: Em resposta, Cunha afirmou que a informação lhe foi repassada por técnicos da Casa e que, se estiver errada, irá responsabilizar aqueles que a forneceram e pedir desculpas.

3) PAÍS - p. 5 - Investigado, Collor contesta recondução de Janot

- A sabatina de Janot na CCJ ocorrerá no dia 26 e sua indicação deverá ser votada no mesmo dia tanto na comissão como no plenário da Casa.

Crítica: falta de vírgula antes do “e” (mudança de sujeito)

Certo: A sabatina de Janot na CCJ ocorrerá no dia 26, e sua indicação deverá ser votada no mesmo dia tanto na comissão como no plenário da Casa.

4) OPINIÃO/artigo- p. 18 - A destruição das federais

- quarta coluna: Se houver um centavo sobrando para a educação, deveria ir para os ensinos fundamental e médio.

Crítica: falta de correspondência verbal

Certo: Se houvesse um centavo sobrando para a educação, deveria ir para os ensinos fundamental e médio.

Ou então: Se houver um centavo sobrando para a educação, deverá ir para os ensinos fundamental e médio.

5) OPINIÃO/artigo - p. 18 - A destruição das federais

- última coluna: ...ou desenvolvimento de projetos para empresas; cobrar taxas alunos dos que podem pagar; ou fazer coisa mais prosaicas...

Crítica: má ordenação dos termos

Certo: ...ou desenvolvimento de projetos para empresas; cobrar taxas dos alunos que podem pagar; ou fazer coisa mais prosaicas...

6) ECONOMIA - p. 21 - Dilma busca prestígio com visita de Merkel

- Chanceler alemã abraça a presidente brasileira ao chegar em jantar no Alvorada.

Crítica: erro de regência

Certo: Chanceler alemã abraça a presidente brasileira ao chegar a jantar no Alvorada.

7) ESPORTES - p. 34 - À espera de um milagre

- final: Quem medalhar, deverá ter mais chances em 2016.

Crítica: mau uso da vírgula (Não se separa sujeito de verbo)

Certo: Quem medalhar deverá ter mais chances em 2016.

8) ESPORTES - p. 35 - Honda, a batalha de Spa

- Começa neste fim de semana em Spa-Francorchamps, na Bélgica, a segunda metade da temporada de F-1, e apesar dos sonhos de algumas equipes, o retrospecto indica que a Mercedes continuará dando as cartas.

Crítica: falta de vírgula no início da circunstância interposta

Certo: Começa neste fim de semana em Spa-Francorchamps, na Bélgica, a segunda metade da temporada de F-1, e, apesar dos sonhos de algumas equipes, o retrospecto indica que a Mercedes continuará dando as cartas.

9) ESPORTES - p. 35 - Honda, a batalha de Spa

- ...mas sua velocidade final os colocam como rivais fortíssimos em Spa.

Crítica: erro de concordância

Certo: ...mas sua velocidade final os coloca como rivais fortíssimos em Spa.

10) ESPORTES - p. 36 - 1º round

- Foi só depois que Guerrero perdeu uma chance clara diante de Martín Silva, aos 16 minutos - o goleiro uruguaio fez grande defesa - é que o futebol deu às caras ontem no Maracanã.

Crítica: repetição do verbo “ser” (dupla marca de ênfase) e mau uso do acento grave

Certo: Foi só depois que Guerrero perdeu uma chance clara diante de Martín Silva, aos 16 minutos - o goleiro uruguaio fez grande defesa - que o futebol deu as caras ontem no Maracanã.

Ou então: Só depois que Guerrero perdeu uma chance clara diante de Martín Silva, aos 16 minutos - o goleiro uruguaio fez grande defesa - é que o futebol deu às caras ontem no Maracanã.

oglobo.globo.com | 21-08-2015

BRASÍLIA - Como resultado da visita da chanceler alemã, Angela Merkel, que tinha grande expectativa de que a vinda ao Brasil gerasse frutos na área climática, a presidente Dilma Rousseff anunciou que o país vai descarbonizar sua economia até 2100. Isso quer dizer que no fim deste século o Brasil não emitirá mais gases-estufa do que é capaz de absorver. O detalhamento dos objetivos brasileiros de redução de gases-estufa até 2030 será anunciado durante a assembleia geral da ONU, em setembro, segundo Dilma.

Merkel no Brasil 2008

— Avançamos também na cooperação ambiental: acordamos compromissos comuns para enfrentar a grande questão do século XXI, as mudanças do clima. Se nós queremos evitar de fato que a temperatura global aumente dois graus, o nosso compromisso com a descarbonização no horizonte de 2100 é algo relevante — disse Dilma durante a declaração conjunta à imprensa, ao lado de Merkel.

A presidente mencionou que já tinha se comprometido, em junho, que vai zerar o desmatamento e reflorestar 120 mil km2 de floresta amazônica até 2030.

A alemã, por outro lado, elogiou o anúncio de Dilma e disse que espera que isso encoraje outros países a lançarem objetivos climáticos ambiciosos durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 21, que ocorrerá em dezembro em Paris.

— O Brasil deu um enorme passo quanto a isso. Descarbonização da economia até o fim do século. Isso deve ser incentivo para outros países serem mais audazes — declarou.

Merkel diz que o Brasil é a chave para a biodiversidade mundial

As duas líderes também mencionaram as dificuldades econômicas por que passam Europa e Brasil. Dilma pediu para que empresários alemães invistam no Brasil e os convidou a participarem das licitações das concessões anunciadas na segunda fase do Programa de Investimento em Logística e no Plano de Investimento em Energia Elétrica.

Dilma e Merkel também trataram das negociações em torno do acordo Mercosul-União Europeia. Elas demonstraram otimismo com as negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. As duas concordaram que, até o fim deste ano, o acordo deve ser fechado.

— Reafirmei a determinação do governo brasileiro na conclusão do acordo Mercosul-União Europeia. O calendário das negociações acertado na Bélgica, com a comissária europeia, prevê a troca de ofertas ainda neste ano. Sei que essa é também a posição do governo alemão e, por isso, a troca de oferta deve se tornar um grande passo na nossa cooperação — afirmou Dilma.

Merkel disse que vai se empenhar na Comissão Europeia para acelerar a proposta da Comissão Europeia:

— Em tempos econômicos difíceis, abordamos a cooperação econômica. Temos sinais positivos do Brasil nas negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Até até fim do ano serão apresentadas propostas. Vamos trabalhar com a Comissão Europeia para acelerar a nossa parte.

oglobo.globo.com | 20-08-2015

A economia da Bélgica é beneficiada pela localização geográfica privilegiada do país na Europa, por uma rede de transportes bastante desenvolvida, e por uma base industrial e comercial diversificada. A indústria está concentrada principalmente na região de Flandres, ao norte. Com poucos recursos naturais, o país importa grandes quantidades de matérias primas e exporta principalmente manufaturados. O resultado é uma economia bastante dependente dos mercados mundiais. O país é o 18º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.


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