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A Comissão Europeia prevê que pelo menos nove países do bloco europeu devem cair em recessão neste ano, ante dois no ano passado, conforme projeções divulgadas nesta quinta-feira pelo organismo, que é o braço executivo da UE.
As estimativas para 2011 apontam que dos países entre a economia dos 27 que compõem a União Europeia viram suas economias contraírem nesse período: Grécia (6,8%) e Portugal (1,5%).
Para este ano, as projeções são ainda piores. O organismo calcula uma queda de 0,3% para o PIB (Produto Interno Bruto) somado dos 17 países que usam o euro, e uma estagnação para os 27 do bloco europeu, dos quais nove devem afundar em uma recessão: Bélgica, Grécia, Espanha, Itália, Chipre, Holanda, Portugal, Eslovênia e Hungria.
Leia mais (23/02/2012 - 09h11)
redir.folha.com.br | 23-02-2012
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A Eurozona, que esperava recuperar certa tranquilidade neste início de ano, voltou a afundar na crise depois do rebaixamento em série pela agência Standard & Poor′s das notas de mais da metade de seus membros, entre eles a França, que perdeu seu triplo A e se distanciou da Alemanha. A esta nova turbulência, soma-se o impasse das negociações sobre o pagamento parcial da dívida da Grécia pelos bancos, processo vital para que o país não entre em falência.
Após o êxito das primeiras emissões da dívida da Itália e da Espanha, sinal de um possível fim do risco de alastramento da crise, a Standard and Poor`s (S&P) cumpriu na sexta-feira à noite suas ameaças.
A agência de notação financeira, que previa rebaixar a nota de 16 dos 17 países da União Monetária, rebaixou nove.
O maior golpe foi contra a França, segunda maior economia europeia, que perdeu seu triplo A, a maior pontuação possível, e desceu um escalão junto com a Áustria, para AA .
Restam apenas quatro países com triplo A na Eurozona, o que lhes permite emitir dívida com um menor custo.
Os países alvos dos mercados têm sido duramente atingidos: Itália e Espanha perderam dois escalões, como Portugal e Chipre, cujas dívidas foram rebaixadas pela S&P para o grau de investimento "especulativo". As notas de Malta, Eslováquia e Eslovênia, também perderam uma gradação.
A S&P ainda ameaça uma maior degradação até o final de 2013 para todos os países da Eurozona, com exceção da Alemanha e da Eslováquia.
A chefe do governo alemão, Angela Merkel, disse neste sábado que a decisão da S&P confirma que "falta percorrer um longo caminho para restaurar a confiança dos investidores", apesar de tentar relativizar a decisão da S&P.
"No entanto, também está claro que nos comprometemos de forma determinada com este caminho de moeda estável, finanças sólidas e crescimento duradouro", afirmou em seu discurso no congresso de seu partido, o conservador CDU.
Merkel também insistiu na adoção rápida do pacto fiscal para recuperar a confiança dos investidores na Zona Euro.
Os líderes e as instituições europeias são os principais alvos da agência, que criticou o fracasso das soluções que surgiram a partir das várias reuniões de cúpula decisivas. "Em um momento em que todos os governos e todas as instituições europeias estão mobilizados (para reforçar o controle das finanças públicas e da governança da União Monetária), estou surpreso com o momento escolhido pela Standard and Poor`s e por sua avaliação que não leva em conta a evolução atual", declarou neste sábado o comissário europeu dos Serviços Financeiros, Michel Barnier.
Bruxelas caracterizou esta decisão como "inconsistente".
"A eficiência, estabilidade e previsibilidade da política e das instituições políticas europeias não são tão sólidas como deveriam", advertiu a agência de classificação, lamentando que a reforma "repousa sobre um único pilar, o da austeridade fiscal".
A S&P também ataca os "recursos insuficientes e pouco flexíveis" do Fundo de Ajuda da Eurozona (FEEF). Berlim se recusa a fortalecer o fundo para evitar a propagação da crise da dívida.
A agência critica a França por seu "nível relativamente elevado da dívida pública" e a "rigidez do mercado de trabalho".
A menos de 100 dias da eleição presidencial francesa, esta decisão cai em um momento ruim para o presidente Nicolas Sarkozy, que tinha anunciado que a conservação do triplo A era sua prioridade.
O primeiro-ministro francês François Fillon reconheceu neste sábado que, embora esperada, esta decisão veio "na hora errada", embora "seja apenas uma advertência que não deve ser dramatizada, mas também não pode ser subestimada".
A degradação da nota francesa ameaça ter repercussões graves para Eurozona. O FEEF também pode perder seu triplo A, que é garantido em conjunto por Paris e Berlim.
O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, por sua vez, defendeu sua política antidéficit e pediu reformas em todos os países da União Europeia.
"O governo que eu presido sabe perfeitamente o que é preciso fazer para melhorar a reputação da Espanha, para crescer e criar empregos, e vai fazer isso", declarou durante uma reunião de sua formação, o Partido Popular.
Mariano Rajoy disse que defenderá essa política de austeridade na cúpula europeia informal de 30 de janeiro.
"Eu vou fazer uma aposta clara, firme e firme e contundente no euro. Vou dizer que não podemos gastar o que não temos, que é preciso controlar o déficit (...) Vou dizer que todos os países da União Europeia têm que fazer reformas econômicas e vou dizer que a União Europeia tem que resolver os problemas de financiamento", declarou.
A decisão da S&P abafou outra importante notícia vinda da Grécia, epicentro da crise da dívida desde 2010. Os bancos, que estão imersos em uma briga com os líderes europeus que querem o pagamento de metade da dívida grega nos seus balanços, suspenderam as negociações na sexta-feira.
A atitude sugere que eles poderão rever o compromisso assumido no dia 27 de outubro para reestruturar a dívida do país, condição necessária para evitar um default descontrolado. Um blefe ou uma ameaça real? As negociações serão retomadas na quarta-feira. Da AFP Paris
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www.pernambuco.com | 14-01-2012
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A agência de classificação de risco financeiro Standard and Poor′s reduziu nesta sexta-feira as notas das dívidas soberanas de nove países europeus, entre eles França, Itália, Espanha e Portugal, mas manteve o "rating" da Alemanha. Na maior parte dos casos, além da redução da nota, os países ficaram sob "perspectiva negativa", o que abre caminho para novas baixas. A principal exceção desta chamada "sexta-feira 13" foi a Alemanha, que teve sua nota da dívida soberana mantida em AAA, com perspectiva estável, segundo o site da S&P. Também escaparam do "corte" Holanda, Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda e Luxemburgo. Após a "degola" desta sexta-feira, apenas Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Finlândia mantêm a nota máxima AAA por parte da Standard and Poor`s. Segundo a agência de classificação de risco, o pacto fiscal que está sendo negociado para reforçar a disciplina fiscal na zona do euro "não representa um avanço significativo e de alcance suficiente para solucionar completamente os problemas financeiros da região". A França, que gozava de um rating de crédito superior, teve sua nota AAA reduzida para AA , comprometendo a credibilidade do país e intensificando as incertezas sobre a crise da dívida. O primeiro-ministro francês, François Fillon, estimou que "não é uma boa notícia, mas também não é uma catástrofe, já que não são as agências de classificação que ditam a política da França". A redução da nota da Itália foi mais severa, em dois níveis, de A para BBB , deixando o país no mesmo patamar da Irlanda. A S&P já havia reduzido a nota da Itália, de A para A, em setembro passado, diante da instabilidade do governo de Silvio Berlusconi e de sua resistência a aplicar medidas de austeridade. Em novembro, o governo de Berlusconi foi substituído por um executivo de tecnocratas dirigido pelo ex-comissário europeu Mario Monti, que logo adotou um duro plano de austeridade, o terceiro em poucos meses, visando equilibrar as contas públicas em 2013. Com um nível recorde de dívida (1,9 trilhão de euros ou 120% do PIB) e uma economia em recessão, a Itália deve enfrentar este ano o desafio de buscar 450 bilhões de euros nos mercados, pagando taxas superiores às habituais. Esta é a primeira vez que a dívida a longo prazo da Itália cai para a classificação B, o que deixa o país no mesmo nível de Colômbia, Cazaquistão, África do Sul e Tailândia. Portugal sofreu uma queda em dois degraus, de BBB- para BB, passando à categoria de investimentos especulativos, com perpectiva negativa, o que antecipa uma nova revisão a médio prazo. A nota da Espanha também caiu em dois níveis, de AA- a A, e segundo a S&P, há uma chance em três de uma nova redução em 2012 ou 2013, especialmente se o governo em Madri não conseguir reduzir o elevado nível de desemprego. A Standard and Poor`s reduziu ainda as notas de Áustria, Eslováquia, Eslovênia, Chipre e Malta. A nota da Áustria caiu de AAA para AA , com perspectiva negativa. O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, reagiu à decisão da S&P afirmando que fará "todo o possível" para conservar a nota máxima (AAA) do fundo de resgate europeu, principal instrumento para se enfrentar a crise da dívida. "Os países que dão garantia ao FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) estão determinados a fazer todo o possível para conservar o triplo A do Fundo", destacou Juncker. O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, lamentou "a decisão inconsistente" da Standard & Poor`s, especialmente "no momento em que a zona do euro está tomando medidas decisivas para enfrentar a crise". Os países da União Europeia, exceto a Grã-Bretanha, acertaram um pacto em dezembro passado para reforçar a austeridade e a coordenação econômica na zona do euro, que prevê sanções quase automáticas para os Estados cujo déficit fiscal ultrapassar 3% do PIB. O pacto será debatido na Cúpula europeia do próximo dia 30 de janeiro, em Bruxelas, visando sua aplicação a partir de março. O ministério alemão da Economia garantiu que a zona do euro vai "sanear suas finanças públicas" e que a Alemanha está "determinada para contribuir com a superação da crise". "Com o andamento das decisões da Cúpula (da UE em dezembro) e com o acordo vinculante sobre regras fiscais concretas, vamos estabilizar as finanças dos membros da zona do euro de forma duradoura e recuperar a confiança dos mercados". O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, citou o caso específico da França, que segue no "bom caminho", apesar da decisão da S&P. "Juntos devemos cumprir as regras, manter a competitividade, o que vamos fazer unidos. Estamos no bom caminho", declarou Schäuble à imprensa em meio à "sexta-feira 13". O ministro destacou que apenas a Standard & Poor`s reduziu a nota da França, que segue com AAA na classificação das outras duas principais agências: Moody`s e Fitch.
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www.pernambuco.com | 14-01-2012
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LONDRES — A agência de classificação de risco Moody's reduziu em dois níveis a nota da dívida da Bélgica, citando a frágil confiança na zona do euro que pode causar pressões de financiamento para países com dívida elevada. A agência reduziu a nota belga em moeda local e estrangeira de Aa1 para Aa3. O novo rating tem perspectiva negativa, o que significa que outro rebaixamento é possível nos próximos anos. Já a Fitch confirmou nesta sexta-feira a nota AAA da economia francesa, mas alertou que pode rebaixar outros seis países da zona do euro: Bélgica, Chipre, Eslovênia, Espanha, Irlanda e Itália. A Fitch explicou que a classificação de crédito da França é sustentada pela riqueza do país e a diversidade da economia e assinalou que o governo conservador do presidente Nicolas Sarkozy adotou diversas medidas para fortalecer suas finanças. Por outro lado, a agência disse que a dívida pública francesa pode atingir 92% do PIB em 2014. Como resultado, o viés do país foi revisado de “estável” para “negativo”, o que não implica a possibilidade de um rebaixamento. No mesmo comunicado, a Fitch alertou que pode rebaixar algumas outras economias de grande porte na zona do euro, notadamente Itália e Espanha. A agência afirma que, após a cúpula da União Europeia na semana passada, “concluiu que uma ampla solução para a crise na zona do euro está técnica e politicamente fora de alcance”. A Fitch pretende concluir até o fim de janeiro a revisão dos seis países da zona do euro ameaçados nesta sexta-feira, e estuda a possibilidade de rebaixá-los em um ou dois graus. Autoridades francesas e investidores temiam que a França pudesse ser rebaixada, o que teria graves repercussões sobre os esforços europeus para conter a crise da dívida. As classificações AAA da França e da Alemanha sustentam o risco do fundo de resgate da zona do euro. Três dos 17 países do bloco já receberam empréstimos – Grécia, Irlanda e Portugal. Os investidores temem que o custo de financiamento de Espanha e Itália suba tão rapidamente que ambas precisem também de ajuda financeira. Os dois países são considerados grandes demais para que possam ser resgatados pelo fundo europeu.
oglobo.globo.com | 16-12-2011
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ISTAMBUL - Enquanto a crise econômica se espalha pela União Europeia, uma assertiva Turquia lança um crescente olhar sobre o leste ao invés do oeste, e se pergunta: a Turquia deve rejeitar a Europa antes que a Europa rejeite a Turquia? Quando o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan chegou ao poder em 2002, ele fez da entrada do país na União Europeia o seu grande objetivo político. Determinado a incluir a Turquia no Ocidente, o Partido da Justiça e Desenvolvimento, islamista moderado, ao qual Erdogan pertence, abordou temas espinhosos como a melhoria dos direitos de minorias e a flexibilização das restrições à liberdade de expressão - tudo para colocar o país mais perto dos vizinhos ocidentais. Mas a jogada turca foi recebida com ceticismo e até com o desprezo de alguns membros do bloco, até por conta da população quase inteiramente muçulmana do país. As negociações se arrastaram indefinidamente sem nunca mostrar um caminho claro para a adesão. Agora é a Turquia que se cansou da ideia, dizem analistas. Com a Europa balançada por uma crise de crédito espiral e o tumulto da Primavera Árabe criando oportunidades para a Turquia se tornar um novo poder regional, os turcos estão considerando um passo que seria impensável há poucos anos: deixar a UE para trás. - O primeiro-ministro Erdogan quis ser o primeiro líder islâmico conservador que iria trazer a Turquia para o Ocidente, mas depois de a Europa traí-lo, ele abandonou essas ambições - diz Erol Yarar, que tem acesso ao primeiro-ministro e é fundador de um grupo de negócios religiosos conservadores que abrange 20 mil empresas - Hoje, a União Europeia não tem absolutamente nenhuma influência sobre a Turquia e a maioria dos turcos estão se perguntando: ‘Por que nós deveríamos fazer parte dessa bagunça?’. A política externa da Turquia tem se tornado mais forte no Oriente Médio, o que ficou em evidência na semana passada, quando o país impôs sanções à Síria e se preparou para uma possível intervenção militar. A Turquia também se tornou uma poderosa voz de indignação regional sobre o tratamento israelense a palestinos, especialmente depois que, em consequência da violenta ação israelense contra a flotilha de ajuda humanitária que tentava chegar a Gaza, congelou as relações com o Estado judeu. Com Chipre no comando da UE, cenário piora Enquanto isso, autoridades turcas dizem que as relações com a UE chegaram a um nível de desesperança irreparável, que piorou com a projeção de que o Chipre assumirá a Presidência rotativa do bloco em 2012. A Turquia trava uma luta política com o Chipre desde 1974, quando invadiu a ilha para evitar uma união proposta com a Grécia e estabeleceu um governo rival na parte étnica turca de Chipre que só Ancara reconhece. De acordo com o jornal turco “Milliyet”, o presidente da Turquia, Abdullah Gul, classificou o Chipre como “um país pela metade” que iria levar a “uma união miserável”. Então, quando a França propôs na semana passada que a Turquia fosse convidada a participar de um encontro entre os ministros de Relações Exteriores da UE para discutir a situação da Síria, o Chipre vetou a ideia. Um século atrás, quando o Império Otomano estava decaindo, a Turquia ganhou o controverso apelido de “o homem doente da Europa”. Agora, muitos turcos tripudiam sobre a projeção de que a economia nacional deve crescer 7,5% neste ano enquanto a Europa está adoecida. - Aqueles que nos chamaram de “doentes” no passado agora estão “doentes”. Que Deus lhes permita se reconstruir - disse o ministro da Economia turco, Zafer Caglayan, recentemente. Com a Presidência da UE nas mãos do Chipre em 2012, as negociações vão efetivamente se congelar, ainda mais após a Turquia anunciar que vai boicotar a Presidência. Se as conversas estiverem na mesma situação em 2014, fontes do governo turco afirmam que o país pode abandonar a tentativa de adesão. A opinião pública da Turquia já mudou sua visão sobre a questão. De acordo com pesquisas, 73% dos turcos viam a entrada na UE como algo positivo em 2004, mas apenas 38% pensavam o mesmo em 2010. O ministro turco para assuntos da União Europeia, Egemen Bagis, disse que a Turquia continua comprometida com a entrada na UE. Com sua força de trabalho jovem e dinâmica, grande mercado doméstico e papel regional crescente, a Turquia seria, mais do que nunca, na visão de Bagis, um trunfo para uma oscilante UE. - Calma, Europa. A Turquia está chegando para o resgate - disse o ministro. Mas empresários do país, que têm apoiado firmemente a adesão, estão descobrindo o quão isso é difícil. Yarar, líder de um grupo de empresários e dono de uma empresa química e de uma alimentícia, observou que o comércio da Turquia tem se deslocado para o leste. Embora a Europa ainda tenha comprado 56% das exportações turcas em 2010, o percentual para o Oriente Médio ficou em 20%, enquanto era apenas 12,5% em 2004. - Vai levar dez anos, mas a Primavera Árabe vai tornar esses mercados ainda mais atrativos - prevê o empresário. Influência no mundo árabe pode atrair europeus A relação esfriada com a Turquia está custando a influência europeia no mundo árabe, onde a Turquia, um membro da Otan que faz fronteira com Irã, Iraque e Síria, está se tornando um importante interlocutor para o Ocidente. Pela primeira vez em décadas, analistas dizem que a Europa precisa mais da Turquia do que a Turquia precisa da Europa. Para os manifestantes nas ruas de Cairo, no Egito, ou Homs, na Síria, Erdogan, um muçulmano que governa um próspero país com 78 milhões de habitantes, é um símbolo da compatibilidade da democracia com o Islã, enquanto a hostilidade europeia a seus residentes muçulmanos mina a sua influência na região. Membros do alto escalão turco dizem que Recep Tayyip Erdogan se afastou da Europa e abraçou Washington - um desenvolvimento visto quando a Turquia anunciou sanções contra a Síria. Enquanto Erdogan coordenou o assunto de perto com Barack Obama, a Europa deu apenas suporte. O declínio da influência europeia também pode corroer a ambição turca de ser um modelo de democracia para o mundo árabe. Defensores dos direitos humanos dizem que, sem a perspectiva de adesão à União Europeia, a veia autoritária do governo turco está crescendo sem controle. Um relatório de novembro da Comissão Europeia aponta que 64 jornalistas foram presos na Turquia e um grupo de mídia de destaque que criticou o partido governante recebeu uma multa fiscal de US$ 2,5 bilhões Em Istambul, cidade cosmopolita, mesmo os ambiciosos e educados jovens estão fartos da União Europeia. Em um café do lado ocidental de Bósforo (estreito que corta a cidade e separa a Europa da Ásia), Tugce Erbad, uma estudante de finanças internacionais de 19 anos, diz que sua geração não está interessada em entrar em uma União Europeia que está afundando. Mesmo assim, acha que ela e seus amigos ainda são mais atraídos pela Europa do que pelo mundo árabe. - Eu prefiriria ir para Paris do que para Beirute - diz, antes de acrescentar rapidamente: - A Turquia não é leste ou oeste. Estamos nos movendo em nossa própria direção.
oglobo.globo.com | 06-12-2011
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O Chipre é "um potencial problema" para a Zona Euro, com a economia cipriota a apresentar o segundo pior desempenho global e o quinto pior no que se refere às reformas de ajustamento, segundo um barómetro europeu hoje divulgado.
www.rtp.pt | 15-11-2011
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Autoridades do fundo de resgate europeu descartaram nesta sexta-feira que o reforço desse mecanismo irá aumentar as garantias exigidas dos países da Eurozona, e por isso não corre nenhum risco a nota máxima de solvência (AAA) que lhe deram as classificadoras de risco. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 15-10-2011
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tv1.rtp.pt | 11-08-2011
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A economia do Chipre está claramente afetada pela divisão da ilha em dois territórios. Tem uma economia altamente vulnerável, mais estabilizada depois da entrada na União Europeia, e com uma forte dependência do setor de serviços, que responde por 78% do PIB. Apesar disso, em 2008 foi classificada pelo Fundo Monetário Internacional como uma das 32 mais prósperas do mundo. Nos últimos vinte e cinco anos, Chipre passou a depender da agricultura (onde só a produção de cítricos tem relativa importância comercial), a ter uma estrutura mais conforme com o contexto europeu, com uma presença importante do sector industrial que sustenta a maior parte das exportações e emprega ao 25% da população. Cerca de 70% depende do sector serviços, e em concreto do turismo. A localização geográfica próxima ao Oriente Médio provoca grandes oscilações de ano em ano ao tempo de converter-se em destino turístico. A frota de navios com matrícula cipriota é a quarta mais importante do mundo e reporta volumosos rendimentos. Em 1 de Janeiro de 2008 a República do Chipre adoptou também o Euro como moeda local, menos de quatro anos após entrar para a União Europeia. O país é o 34º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.