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Dinamarca Economia

SÃO PAULO - Mesmo com a redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juro Selic - de 11% para 10,5% ao ano - que serve de referência para o mercado, o Brasil continua sendo o país com uma das maiores taxas de juro do mundo. Seja no comércio, no cartão de crédito ou no cheque especial os números são estratosféricos, segundo levantamento feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). O consumidor que usa o rotativo do cartão de crédito durante um ano, por exemplo, paga mais de 230% de juro.

- A queda da Selic tem pouco impacto nas operações de crédito - diz Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.

O levantamento da Anefac mostra que os juros praticados pelo comércio são de 5,32% ao mês, o equivalente a a 86,26% ao ano. Quem compra uma geladeira de R$ 1.500,00 e financia em 12 meses, por exemplo, pagará juro de R$ 567,67. O preço final é de R$ 2.067,67.

No capítulo do cheque especial, o juro cobrado pelos bancos é ainda maior que o do comércio. Segundo a Anefac, a taxa ao mês fica em 8,32% e, ao ano, chega a 160,9%. Na prática, quem utiliza R$ 1.000,00 no cheque especial por apenas vinte dias paga juro de R$ 55,47, já considerando a baixa da Selic. Nos empréstimos pessoais, a taxa cobrada pelos bancos, segundo a Anefac, é de 4,17% ao mês e 63,27% ao ano. Se fizer um empréstimo de R$ 5 mil, por 12 meses, o cliente pagará R$ 6,4 mil ao final da dívida.

Mas é no cartão de crédito que a taxa de juro cobrada do consumidor dispara. O levantamento feito pela Anefac mostra que, em média, a taxa cobrada pelas operadoras é de 10,65% ao mês, o equivalente a 236,83% ao ano. Significa que se uma pessoa rolar uma dívida de R$ 3 mil no rotativo do cartão por 30 dias vai pagar juro de R$ 319,50.

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) mostrou que entre cinco países da América do Sul e o México, o Brasil tem a maior taxa de juro no cartão de crédito entre todos. Na Argentina, por exemplo, a taxa de juro do cartão de crédito é 50% ao ano.

- As condições econômicas dos países pesquisados, quando confrontadas com as do Brasil, mostram claramente que a taxa média dos juros praticados no Brasil realmente é exagerada; caso fosse a metade, ou seja, de 119% ao ano [equivalente a 6,75% ao mês] ainda seria maior que o dobro da segunda colocada - diz a Proteste.

Um ranking elaborado pela Corretora Cruzeiro do Sul mostra que, entre quarenta países pesquisados, o Brasil também é o primeiro colocado no ranking do juro básico, da economia, descontando a perspectiva de inflação futura para 12 meses. A corretora pesquisou o juro básico nesses 40 países e o Brasil tem taxa de 4,9% ao ano, já considerando a queda da Selic para 10,5% ao ano. Na segunda posição, segundo o ranking, vem a Hungria com taxa de real de juro de 2,8%, seguida da China que paga taxa de 2,4% ao ano.

- Mesmo com a elevação de algumas projeções de inflação, inclusive a do Brasil, o país continua ocupando em todos os cenários, o topo do ranking como o maior pagador de juros reais do mundo. Está acima inclusive acima da Venezuela, que tem a maior taxa de juro nominal do mundo, mas que com inflação alta tem juro real negativo de 8,3% ao ano - explica Jason Vieira, responsável pelo ranking.

Para que o Brasil deixasse o primeiro lugar do ranking seria necessário uma redução de 2,75 pontos percentuais na Selic. Neste caso, o Brasil pagaria um juro real de 2,8% ainda empatado com a Hungria, que também tem juro nesse patamar.

Veja o ranking elaborado pela Corretora Sul América, já levando em conta uma Selic de 10,5% ao ano:

País Taxa de juro real (em %)

Brasil 5,4

Hungria 2,8

China 2,4

Indonésia 2,1

Rússia 1,8

Colômbia 1,0

Austrália 0,7

Suíça 0,7

México 0,7

Japão 0,6

Chile 0,6

Filipinas 0,3

Israel 0,2

Taiwan -0,2

Malásia -0,2

Tailândia -0,3

Polônia -0,3

Argentina -0,5

Suécia -0,5

África do Sul -0,6

Coréia do Sul -0,9

Alemanha -1,1

Espanha -1,4

Holanda -1,4

Grécia -1,4

República Tcheca -1,4

França -1,5

Índia -1,7

Dinamarca -1,7

Canadá -1,8

Aústria -2,1

Itália -2,2

Bélgica -2,4

Portugal -2,5

EUA -3,0

Inglaterra -3,6

Turquia -4,3

Honk Kong -4,9

Cingapura -5,4

Venezuela -8,3

Fonte: Corretora Cruzeiro do Sul

oglobo.globo.com | 18-01-2012
La Voix du Luxembourg, Jyllands-Posten, El País, The Independent, Népszava, Trouw (Today's front pages)
www.presseurop.eu | 13-01-2012

LONDRES - Uma Escócia independente, o sonho de gerações de nacionalistas, seria um presente para uma economia relativamente rica, que tem seus alicerces no petróleo do Mar do Norte e no setor financeiro de Edimburgo. Mas criaria mais um pequeno Estado na beira de uma Europa vulnerável a impactos globais.

Os nacionalistas argumentam que a Escócia, um reino independente até 1707, será o próximo Estado europeu rico em energia, como a Noruega. Já os céticos veem um futuro candidato a socorro financeiro, como a Irlanda.

- A economia escocesa caminha razoavelmente bem - disse Brian Ashcroft, professor de Economia da Universidade de Strathclyde. - Está muito bem em comparação ao resto do Reino Unido e seria um Estado rico, mas a receita do petróleo é muito volátil.

A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo.

Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O governista Partido Nacional Escocês (SNP) argumenta que, embora pequeno, o território poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte.

O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014.

A consulta popular está travada num impasse entre o premier britânico, David Cameron, que quer uma votação o mais em breve possível, e os independentistas, que pretendem esperar até 2014 para terem tempo de fazer campanha pelo "sim".

Para o Partido Nacional , Cameron, que é contra a separação, está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas pelos escoceses.

Quase 40% apoiam divisão

Uma pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Cerca de 50% são contra, e um dos desafios é convencer esses eleitores de que a Escócia pode sobreviver sozinha.

Se a tendência mostrada pela pesquisa for revertida, a Escócia, uma nação de cerca de 5 milhões de habitantes, algo como em Noruega e Dinamarca, teria um divórcio difícil do longo parceiro.

Os independentistas querem 90% da receita derivada do petróleo do Mar do Norte, estimada em 13 bilhões de libras por ano, e só 8% da dívida britânica - em linha com a porcentagem da população.

Londres deve argumentar que o petróleo tem que ser dividido por todo o Reino Unido e talvez até pedir que uma eventual repartição seja feita de acordo com a população. Além disso, é possível que use na negociação o fato de ter colocado bilhões de libras em bancos escoceses durante a crise.

O europeísta SNP está determinado de que a Escócia deveria entrar automaticamente na União Europeia, mas analistas acreditam que um processo de aceitação deverá ser aplicado. Outra questão é a zona do euro, onde a entrada é condicionada a alguns comprometimentos por parte do país - mais um problema para uma independência que ainda parece longe de ser alcançada.

oglobo.globo.com | 13-01-2012

A tradicional lista do jornal americano “The New York Times” de “lugares para ir”, feita no início de cada novo ano, teve um primeiro lugar incomum: o Panamá, na América Central, conhecido mais por ser lugar de passagem em conexões do que como destino turístico. Lugares asiáticos, como Mianmar (3º), Tóquio (6º) e Lhasa (9º), capital do Tibet, tiveram destaque. O espaço sideral ficou em 20º lugar: o jornal argumenta que já existe uma companhia dedicada a essas viagens e um aeroporto foi inaugurado no ano passado nos Estados Unidos.

A única cidade brasileira na lista foi Paraty, em 22° lugar, exaltada pela beleza natural da Costa Verde, localização estratégica - entre São Paulo e Rio de Janeiro -, casario histórico e movimentado calendário de eventos culturais. A lista, que tem 45 destinos turísticos neste ano, é elaborada com base no calendário de eventos turísticos, investimentos na área (novos hotéis, museus, etc) e também pensando nos destinos ainda pouco explorados pelos americanos. No ano passado, a capital chilena de Santiago ficou no topo, entre 41 lugares.

Confira abaixo os motivos que tornam atraentes os cinco primeiros colocados da lista.

1) Panamá. A expansão do Canal do Panamá, prevista para ser concluída em 2014, intensificou os investimentos no país, atraindo muitos estrangeiros imigrantes e, por conseguinte, alavancando o mercado imobiliário. Grandes projetos incluem o The Panamera, o primeiro luxuoso Waldorf Astoria na América Latina (com inauguração prevista para 2012); e o primeiro projeto do arquiteto Frank Gehry na América Latina, o Bio Museu (deve abrir no início de 2013). O jornal também ressalta o centro histórico, conhecido como Casco Viejo, que se transformou em um bairro estiloso, com músicos de rua, galerias de arte, restaurantes e hotéis butique.

2) Helsinque, Finlândia. Depois de Copenhague, na Dinamarca, chamar atenção por sua gastronomia; e Estocolmo, na Suécia, pela moda e o design, a capital finlandesa Helsinque tem atraído olhares por sua maestria no design. A cidade foi eleita Capital Mundial do Design de 2012 pelo Conselho Internacional de Design Industrial. Além disso, o distrito de design oficial cresceu: são 25 ruas e quase 200 estabelecimentos dedicados ao ramo.

3) Mianmar (antiga Birmânia). No topo de listas de viajantes por suas belezas naturais e tesouros culturais, Mianmar acabava não sendo visitada por conta do regime autoritário. Até que, em novembro de 2010, foram convocadas eleições democráticas e, com isso, aumentou o número de turistas no país. Isolada, a terra budista é considerada um lugar fora do turismo de massa e acolhedora.

4) Londres, Inglaterra. Grandes eventos tornam Londres um dos lugares mais visados em 2012. Além das Olimpíadas, há o jubileu de diamante - comemoração dos 60 anos de reinado da Rainha Elizabeth II -; a comemoração dos 200 anos do nascimento do escritor inglês Charles Dickens; a Warner Bros. abrirá os estúdios onde os filmes da série Harry Potter foram gravados; e o ator Robert Redford trará o festival de cinema de Sundance para Londres. Novos hotéis luxuosos e tradicionais reformados devem receber bem os turistas.

5) Oakland, Estados Unidos. Do outro lado da Baía de São Francisco, Oakland ganhou os jornais nos últimos meses por ser palco de violentos protestos no movimento Occupy. A onda de manifestações se acalmou neste ano, ressalta o jornal americano. A cidade, com vida noturna agitada, tem recebido novos restaurantes sofisticados - com chefs migrando de São Francisco para lá. O histórico Fox Theatre reabriu em 2009 com ótimo cardápio de shows, as bandas Wilco e Bon Iver já tocaram lá.

A lista ainda inclui: 6º, Tóquio; 7º, Tanzânia; 8º, Patagônia chilena; 9º, Lhasa, Tibet; 10º, Havana, Cuba; 11º, Moscou; 12º, Glasgow, Escócia; 13º, Puebla, México; 14º, San Diego, Estados Unidos; 15º, Baía de Halong, Vietnã; 16º, Florença, Itália; 17º, St. Vincent; 18º, Moganshan, China; 19º, Birmingham, Inglaterra; 20º, espaço; 21º, Kerala, Índia; 22º, Paraty, Brasil; 23º, Koh Rong, Camboja; 24º, Viena, Áustria; 25º, Chattanooga, Estados Unidos; 26º, Dakhla, Marrocos; 27º, Ilhas Maldivas; 28º, Malacca, Malásia; 29º, Algarve, Portugal; 30º, Tahoe, Estados Unidos; 31º, País de Gales; 32º, Antártida; 33º, Uganda; 34º, Ucrânia; 35º, Península de Sanamá, República Dominicana; 36º, Dubrovinik, Croácia; 37º, Ilha Chiloé, Chile; 38º, Jordânia; 39º, Crans-Montana, Suíça; 40º, Montpellier, França; 41º, Nosara, Costa Rica; 42º, Coreia do Sul; 43º, Lodz, Polônia; 44º, Dalarna, Suécia; 45º, Portovenere, Itália.

O que achou da lista? Estamos no Twitter (@BoaViagemOGlobo), aguardando o seu comentário.

oglobo.globo.com | 11-01-2012

  Prédio do Parlamento Irlandês, em Dublin, dezembro de 2010
© AFP Peter Muhly

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quarta-feira a liberação de uma parcela de 3,9 bilhões de euros para a Irlanda, a quinta do empréstimo total de 22,5 bilhões concedido em dezembro de 2010.

Em um comunicado, o organismo destaca que seu Conselho de Administração deu sinal verde para o desembolso "imediato", elevando o total entregue à Irlanda a 13,1 bilhões de euros.

O empréstimo de 22,5 bilhões do FMI faz parte de um plano de socorro de 85 bilhões de euros, que inclui ainda créditos de membros da zona do euro, Reino Unido, Suécia e Dinamarca.

A Irlanda entrou em uma crise fiscal que forçou à estatização de seus principais bancos, vítimas de maus investimentos nos mercados imobiliário e finance


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www.pernambuco.com | 15-12-2011

RIO — O baque sentido pela economia brasileira no terceiro trimestre foi tão forte que o Brasil teve desempenho semelhante à Espanha, um dos piores da zona do euro. O Produto Interno Bruto (PIB, total de bens e serviços produzidos no país) do Brasil e da Espanha tiveram variação nula (0,0%) no terceiro trimestre, na comparação com o segundo trimestre deste ano. No mesmo período, os 17 países-membros da zona do euro tiveram crescimento médio de 0,2%.

Levantamento atualizado até dezembro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com dados de 27 países, mostra que o desempenho brasileiro só foi superior ao de Portugal, Holanda e Dinamarca. Não foram considerados dados de Itália e Grécia.

A riqueza gerada por Portugal recuou 0,4% no terceiro trimestre. Na mesma base de comparação, o PIB da Holanda caiu 0,3% e o da Dinamarca, 0,8%.

— Dos grandes países da América Latina, o Brasil foi o país que sofreu o maior impacto da crise. Precisaria de uma recuperação visível para crescer 3% neste ano — diz Alberto Ramos, co-diretor de pesquisa econômica em países emergentes do banco americano Goldman Sachs.

Ele diz que a inflação alta, o real valorizado e contenção de crédito do início do ano só agravaram os efeitos da contração na demanda internacional.

Confira a variação do PIB no 3º trimestre, comparada ao 2º trimestre de 2011:

—Suécia:1,6%

—Japão:1,5%

—Noruega:1,4%

—México:1,3%

—Indonésia:1,3%

—Polônia:1,0%

—Canadá:0,9%

—Finlândia:0,9%

—Israel:0,8%

—Estônia:0,8%

—Eslováquia:0,7%

—Coréia do Sul:0,7%

—Chile:0,6%

—Estados Unidos:0,5%

—Alemanha:0,5%

—Reino Unido:0,5%

—Hungria:0,5%

—África do Sul:0,4%

—França:0,4%

—Áustria:0,3%

—Suiça:0,2%

—União Europeia:0,2%

—Zona do Euro:0,2%

—Brasil:0,0%

—Bélgica:0,0%

—República Checa:0,0%

—Espanha:0,0%

—Holanda:-0,3%

—Portugal:-0,4%

Dinamarca:-0,8%

oglobo.globo.com | 06-12-2011

PARIS. A zona do euro está rolando ladeira abaixo num ritmo que ninguém esperava. Mas quem se salva hoje na União Europeia (UE): as economias que ficaram de fora? Não necessariamente. E o contraste é grande. Se a Suécia, que rejeitou o euro num referendo em 2003, reina radiante em meio à tormenta, com expansão de 6,4% no primeiro trimestre, o Reino Unido afunda rumo à recessão.

E nem mesmo a sólida e rica Suíça — que nunca foi parte do bloco europeu ou sonhou em adotar o euro — escapa: com o franco suíço transformado em moeda de refúgio para investidores em pânico, sua cotação disparou a ponto de seu banco central (BC) decidir intervir a partir de determinado ponto de valorização. O banco Crédit Suisse baixou sua previsão de crescimento para a Suíça de 2% para 0,5% em 2012.

Se o grande atrativo do euro — a estabilidade — não é mais válido, surgem duas perguntas: o euro vai sobreviver? Se sobreviver, é melhor estar dentro ou fora? O economista Francesco Saraceno, do Observatório Francês de Conjunturas Econômicas (OFCE), responde com ironia:

— Até 2008, a estabilidade atraía. Países lutavam para entrar na zona do euro. Isso valerá novamente quando a crise for superada, se o euro sobreviver.

Reino Unido é o pior exemplo fora do euro

Entre os que estão de fora da zona do euro — e afundam — o Reino Unido é o pior exemplo. O país, que nunca gostou do euro e da ideia de Bruxelas (sede da UE) ditar as regras, assiste com pavor à turbulência no continente. O fato de ter um banco central independente para desvalorizar a libra não ajudou: abalado com a crise financeira de 2008, o país não consegue sair da crise.

O Reino Unido vai crescer em 2011 bem menos do que previsto — 0,9% em vez de 1,7%. O governo queria reduzir sua dívida para o equivalente a 71% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015: agora admite que só chegará a 78%. O plano de austeridade do país é draconiano e os juros batem recorde.

— Se o resto da Europa entrar em recessão, vai ser difícil evitar uma no Reino Unido — admitiu o ministro de Finanças, George Osborne, às vésperas da maior greve geral de funcionários públicos $30 anos, na quarta-feira.

Para Saraceno, o caso britânico prova que o problema não está no euro ou nas economias europeias da zona do euro: está no fato de os 17 países da zona do euro não terem governo.

— Temos uma economia unificada na zona do euro sem política fiscal integrada e um banco central (o Banco Central Europeu, BCE) incapaz de fazer o que bancos centrais devem fazer: ser credor de último recurso.

Já a Dinamarca, que assume a presidência rotativa da UE em janeiro, não sabe o que fazer. A coroa dinamarquesa tem pari$com o euro. O governo quer adotar a moeda única, por temer isolamento e perda de influência, se continuar fora. A última sondagem, porém, revelou o maior sentimento contra o euro desde 2002: 65% da população rejeitam a moeda europeia, que já foi rechaçada em dois referendos, em 1992 e 2000.

A Dinamarca crescerá menos este ano por causa da crise: de 1,3% para 1,1%. A agência de classificação de risco Moody’s alertou para problemas potenciais nos bancos. Mas comparado à maioria dos países da Europa em crise, a Dinamarca $bem. Como disse Helge Pedersen, do Nordear Bank, ao jornal "Jyllands Posten":

Hungria e Bulgária às voltas com FMI. Polônia cresce

Não é o caso da Hungria, que, de estrela econômica dos anos 90, desponta como outro caso dramático. O governo de centro-direita do primeiro-ministro Viktor Orban anunciou que estuda bater na porta do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pedir ajuda, um ano depois de rejeitar a instituição.

A Hungria foi castigada pela crise financeira global de 2008, quando recebeu 20 bilhões do FMI e da UE, mas saiu do acordo em 2010, brigada com o FMI. A moeda húngara, o florin, perdeu 13% de seu valor em relação ao euro em 2011 e muitos húngaros estão endividados em moeda estrangeira. A dívida do país chega a quase 80% do PIB, as taxas de risco não param de subir. A Moody’s acaba de reduzir os ratings dos títulos soberanos do país para "junk" (lixo), e outras duas agências estudam fazer o mesmo.

A Bulgária — outro país da UE fora da zona do euro — receberá uma missão do FMI esta semana. O desemprego no país está em 10,2% e o crescimento para este ano foi revisado para baixo: de 3% para 2,5%. A Polônia, maior economia do Leste da Europa, quer entrar na zona do euro, assim como os húngaros e os búlgaros. A Polônia cresceu a um ritmo alto este ano (4%) mas o governo prevê 2,5% para 2012.

oglobo.globo.com | 03-12-2011
O primeiro ministro da Dinamarca, o liberal Lars Loekke Rasmussen, anunciou nesta sexta feira a convocação de eleições gerais antecipadas na Dinamarca para o dia 15 de setembro. Rasmussen justificou o anúncio, esperado há meses, pela necessidade de um novo Parlamento votar as reformas anunciadas recentemente por seu Governo para reativar a economia dinamarquesa.
noticias.terra.com.br | 26-08-2011

A economia da Dinamarca baseia-se num mercado inteiramente moderno que inclui agricultura de alta tecnologia, indústria actualizada, quer nas pequenas empresas, quer nas grandes, extensas medidas governamentais de segurança social, níveis de vida confortáveis, uma moeda estável e grande dependência do comércio externo. A Dinamarca é um exportador de alimentos e energia e tem um excedente confortável na balança de pagamentos. A economia dinamarquesa é altamente sindicalizada; 75% da sua mão-de-obra está associada a um sindicato pertencente à Confederação Dinamarquesa de Sindicatos. As relações entre os sindicatos e os patrões são de colaboração: os sindicatos têm um papel na gestão diária dos locais de trabalho, e os seus representantes têm assento no conselho de administração da maioria das empresas. As regras sobre os horários de trabalho e os salários são negociadas entre os sindicatos e os patrões, com um envolvimento mínimo por parte do governo (não existe um salário mínimo, por exemplo. O governo tem tido sucesso em cumprir, e mesmo exceder, os critérios de convergência económica para participar na terceira fase da União Económica e Monetária, mas a Dinamarca, num referendo realizado em Setembro de 2000, reconfirmou a sua decisão de não se juntar aos 12 outros membros da UE no euro. Mesmo assim, a divisa dinamarquesa permanece indexada ao euro. O país é o quinto no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.


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