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Malta Economia

MADRI — A União Europeia (UE) irritou os britânicos ao oferecer à Espanha, nesta sexta-feira, o poder de veto sobre qualquer futura relação entre Gibraltar e o bloco depois que o Reino Unido concluir o Brexit. O futuro de Gibraltar, um enclave rochoso britânico no Sul da Espanha, é apontado como o maior ponto de contenção nos acordos de saída, juntamente com o acesso do Reino Unido ao mercado comum e aos direitos dos cidadãos europeus que vivem no país. Enquanto 52% dos britânicos mostraram-se a favor da saída da UE no referendo de junho de 2016, 96% dos eleitores de Gibraltar votaram contra. brexit

A cláusula, contida dentro das diretrizes da negociação sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, pode ser mal recebida em Londres, que defende os interesses de Gibraltar, frente às reivindicações da Espanha. A medida da UE irritou o território britânico, que teme que Madri use a cláusula para afirmar sua soberania sobre o local, que pertencia ao país até 1713. A região já havia rejeitado uma proposta do Reino Unido de compartilhar o território com a Espanha, em um referendo de 2002.

O ministro de Gibraltar, Fabian Picardo, acusou o texto de descriminatório.

“Isso é uma tentativa vergonhosa da Espanha de manipular o Conselho Europeu para seus próprios interesses políticos”, afirmou Picardo em um comunicado. “O Brexit já é por si só complicado e a Espanha pode tentar complicá-lo ainda mais. O mundo inteiro e a União Europeia devem saber que isso não muda nada nossa continuada e exclusiva soberania britânica”.

Gibraltar, que tem 32 mil habitantes em uma superfície de 7 km², abandonará a União Europeia quando a saída do Reino Unido for efetiva. Madri propôs novamente ao Reino Unido, em outubro, compartilhar a soberania sobre Gibraltar, para que o território possa permanecer na União Europeia depois do Brexit. Gibraltar é dependente da Espanha para seu abastecimento, mas sua próspera economia, especializada em serviços financeiros, também beneficia o país ao contratar 10 mil trabalhores espanhóis.

“Depois que o Reino Unido abandonar o bloco, nenhum acordo entre a UE e o Reino Unido poderá se aplicar em Gibraltar, massim um acordo entre a Espanha e o Reino Unido”, diz o texto apresentado em Malta pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Diferentemente do território britânico, o governo espanhol concordou com o texto.

“É uma decisão que nos satisfaz”, celebrou o porta-voz espanhol, Íñigo Méndez de Vigo.

oglobo.globo.com | 31-03-2017

Malta produz somente 20% dos alimentos que consome, tem poucas reservas de água doce e não tem fontes próprias de energia. A posição geográfica do país, entre a União Europeia e a África, faz dele uma porta para a imigração ilegal. O setor financeiro cresceu nos últimos anos, porém ainda não se modernizou completamente. O país depende do comércio exterior e das indústrias - especialmente de eletrônicos e medicamentos - e do turismo, atividades que foram consideravelmente afetadas pela crise econômica de 2008.


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