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Países Baixos Economia

BRASÍLIA — O presidente de governo da Espanha chega nesta segunda-feira ao Brasil para uma visita de dois dias — a primeira de um líder europeu ao país desde que o presidente Michel Temer tomou posse, em maio de 2016. Ele passará por Brasília e São Paulo. Em entrevista ao GLOBO, por escrito, Rajoy revelou que a economia dominará a conversa com Temer, afirmou que o Brasil é parceiro estratégico e enfatizou que o terror só será combatido com esforço internacional. Rajoy_2304

A União Europeia enfrenta um momento de indefinições e incertezas ante a saída do Reino Unido do bloco. Quais são as consequências do Brexit?

Não existe um Brexit bom. Nós sempre estivemos contra o Brexit, e continuo pensando que não é bom nem para a Europa nem para o Reino Unido. O que devemos, agora, é tentar fazer uma negociação inteligente e rápida, que limite ao máximo os danos que serão causados com a saída do Reino Unido da UE. As consequências serão de todos os tipos e serão constatadas com o tempo. A prova é que a maioria dos principais responsáveis pelo Brexit se retiraram do primeiro plano para não terem que enfrentar as consequências de seus discursos.

Qual a sua expectativa sobre um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia?

Creio que, agora, temos as condições mais favoráveis para essas negociações. De fato, na última reunião do Conselho Europeu foi decidido, a pedido de Espanha e Portugal, acelerar os contatos para firmar o acordo com o Mercosul e atualizar o que já existe com o México. A Europa, que está saindo de uma crise gravíssima, continua apostando no livre comércio e isso é uma boa notícia para todo o mundo. O comércio continua sendo um dos motores mais potentes do crescimento, ao sustentar milhões de postos de trabalho e fomentar a prosperidade. Os momentos mais graves na crise da União Europeia

Qual avaliação o senhor faz da situação política hoje na Europa, com os ventos nacionalistas bem fortes em alguns países? O senhor acha que esses movimentos vão crescer ou são uma onda passageira?

Sou um europeísta convicto, como a maioria dos espanhóis. Portanto, não compartilho dessas posições contrárias à União Europeia. Acabamos de celebrar os 60 anos do Tratado de Roma e não há mais necessidade de se comparar a História da Europa nestes 60 anos e a que sofremos nos 60 anos anteriores: nem mais nem menos do que duas guerras mundiais e todos os tipos de totalitarismos. A Europa é um êxito indiscutível, por mais que alguns tenham decidido convertê-la numa espécie de madrasta responsável por todos os males, quando foi totalmente o contrário. Saberemos dar uma resposta às preocupações dos cidadãos e definir um rumo para os próximos anos. A Europa sairá fortalecida desta crise. Sete consequências e insatisfações deixadas pelo Brexit

A própria Espanha e o senhor enfrentaram grandes dificuldades para formar o governo atual, após um ano e várias tentativas fracassadas. A Espanha foi berço de novos partidos bem polarizados, tanto de esquerda como de direita e ainda convive com a questão da Catalunha. Diante desse quadro, o senhor diria que o modelo político vigente se esgotou?

Esse modelo que alguns dizem que está esgotado ajudou a Europa a criar um sistema de proteção social sem comparação com o resto do mundo e é um exemplo de respeito às liberdades e aos direitos das pessoas. No caso da Espanha, a evolução é ainda mais chamativa: há muitos poucos países no mundo que tenham experimentado um progresso como o da Espanha, e isso se deu com um modelo bipartidário, baseado na moderação e na capacidade de alcançar grandes consensos nacionais. Creio que ninguém pôde demonstrar que haja uma fórmula melhor, ou que renda melhores resultados para as pessoas. Os populistas prometem tudo, mas na hora da verdade, eu não conheço nenhum governo populista que tenha feito seu país prosperar. Outra coisa é que sempre devemos estar abertos a fazer reformas e melhorar o sistema. Essa vontade deve estar sempre aí.

O Brasil passa por momento de transição após o Congresso ter feito o impeachment da ex-presidente Dilma. Como a Espanha acompanhou esse processo e qual avaliação o senhor faz do atual momento do Brasil?

Acompanhamos o Brasil com a atenção e o interesse que nos desperta qualquer país que é um sócio estratégico e com o qual compartilhamos interesses e valores. Temos seguido de muito perto os acontecimentos políticos no Brasil, mas com a tranquilidade e a confiança de que há solidez nas suas instituições.

O que o senhor elegeria como mais importante a ser acertado em seu encontro com o presidente Michel Temer durante sua visita ao Brasil?

Esta viagem tem um inegável componente econômico, que desejaria ressaltar. O Brasil é o terceiro maior destino dos investimentos espanhóis no mundo, só atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido, e, de todos os países que investem no Brasil, a Espanha é o terceiro, depois dos Países Baixos e dos EUA. Em 2014, a Espanha tinha um estoque de investimentos de € 47,202 bilhões, e nossas empresas fizeram uma aposta estratégica no futuro deste país. Também espero tratar com o presidente Temer a questão das negociações entre a União Europeia e o Mercosul. Como sabem, a Espanha é o impulsor mais firme da UE para uma aproximação comercial e também política entre as duas regiões.

O governo Temer prepara um amplo processo de concessões em áreas estratégicas de infraestrutura e logística. Como os empresários espanhóis estão se preparando?

Como dizia, nos momentos de maior dificuldade, as empresas espanholas demonstraram que sua aposta no Brasil era de longo prazo. Agora, podem oferecer sua experiência internacional e sua liderança em setores, como infraestrutura de transportes, energia, telecomunicações e meio ambiente. O governo espanhol também está disposto a apoiar, com instrumentos financeiros, aquelas companhias que queiram aproveitar a oportunidade de se internacionalizar.

Em sua opinião, como operações da Polícia Federal como a Lava-Jato, que atingiu as principais empreiteiras do Brasil e está investigando um gigantesco esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, influencia na imagem internacional do Brasil?

A corrupção é sempre condenável e deve ser combatida de maneira implacável no Brasil, na Espanha e em todo o mundo. Contra esse flagelo, é preciso apoiar o trabalho de instituições fiscais, procuradores, juízes e forças de segurança. Esse tipo de operação demonstra a sua independência. É certo que também produzem alarme e mal-estar na população, mas são a prova evidente de que as instituições funcionam e não existe impunidade. Seis atentados terroristas em 30 dias de 2016

A Espanha e outros países da Europa têm sido alvos frequentes de ataques terroristas. O que o senhor pode comentar sobre isto?

A Espanha tem sofrido durante muitos anos a violência do ETA, que, felizmente, está em vias de desaparecer. Mas, agora, todos os países enfrentamos outro tipo de ameaça, que é a do terrorismo jihadista. É uma ameaça global, que requer uma resposta global da comunidade internacional. É preciso atuar sobre as novas formas de doutrinação, intercambiar informações entre os diversos serviços de Inteligência, atuar sobre os mecanismos de financiamento das redes e prevenir o fenômeno dos combatentes retornados. Sem dúvida, superaremos essa ameaça, como temos superado outras no passado. Mas só poderemos fazê-lo com muita cooperação internacional.

oglobo.globo.com | 23-04-2017

BRASÍLIA - A saída dos Estados Unidos da Parceria Transpacífico (TPP), confirmada ontem pelo presidente Donald Trump, foi comemorada, discretamente, pelo governo brasileiro. Entre as razões para isso, a principal é que os produtos em que o Brasil concorre com os EUA (soja, açúcar, suco de laranja, carne bovina, entre outros) nesses mercados do Pacífico, especialmente o Japão, ficariam mais caros em relação aos americanos. Isso porque as exportações americanas deixariam de ser tributadas, ao contrário das vendas provenientes do Brasil.

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Na avaliação de fontes que estão na linha de frente da política externa brasileira, outro ponto favorável diz respeito às negociações entre Mercosul e União Europeia (UE). Espera-se que, com essa postura protecionista de Trump, os negociadores europeus voltem a focar o bloco sul-americano. Mesmo porque as perspectivas em torno da conclusão do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio entre EUA e UE são praticamente nulas neste momento.

— Com o TPP, o produto brasileiro sairia mais caro que o americano. Ficará mais fácil para nós — afirmou o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro.

Para Roberto Abdenur, ex-embaixador do Brasil em Washington, a saída do TPP é boa para o Brasil “entre aspas”.

— O TPP agravaria a marginalização do Brasil no comércio internacional, prejudicaria nosso acesso aos mercados dos países participantes e imporia novos padrões técnicos e regulatórios que iriam além do que nosso visceral protecionismo admite — completou.

O presidente do Conselho Empresarial Brasil-China, Luiz Augusto de Castro Neves, enfatizou que a saída do TPP já era esperada. Segundo ele, Trump tenta, com isso, proteger industriais americanos mais antigos e menos competitivos. Ele concorda com o fato de o Brasil se beneficiar com a medida, mas acredita que os chineses é que sairão ganhando.

— Será aberto um enorme espaço de negociação comercial para a China — disse Castro Neves.

No campo bilateral, equipes dos governos do Brasil e dos EUA começam a se reunir no mês que vem, para construírem uma agenda comum, com itens como facilitação de comércio e investimentos. Os primeiros contatos se darão através das embaixadas dos dois países. Na avaliação do Itamaraty, o aumento do protecionismo a ser patrocinado por Trump não preocupa tanto o Brasil como os outros parceiros internacionais.

— Nós não somos uma fonte de problemas para os EUA. Temos um déficit comercial com eles (US$ 646 milhões em 2016) e, portanto, não somos um país com o qual os EUA precisam consertar a relação comercial — disse uma fonte do Itamaraty.

Além disso, os EUA são o país com maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs). No acumulado de janeiro a novembro de 2016, os EUA investiram US$ 5,66 bilhões no Brasil, o que o posiciona como o terceiro maior investidor estrangeiro no país. Já os investimentos brasileiros diretos tiveram nos EUA (US$ 1,354 bilhão) o quarto principal destino em 2016, atrás das Ilhas Cayman, Bahamas e Países Baixos.

oglobo.globo.com | 24-01-2017

O índice de sentimento econômico da zona do euro avançou de 106,6 em novembro para 107,8 em dezembro, o maior nível desde março de 2011, informou a Comissão Europeia nesta sexta-feira. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta para 106,9.

O índice de confiança do consumidor subiu de -6,2 em novembro, para -5,1 em dezembro, como o previsto pelos economistas, mas manteve-se em território negativo. O índice de confiança do setor industrial aumentou de -1,1 em novembro, para +0,1, acima da expectativa de -0,3.

Enquanto isso, a confiança do setor de serviços melhorou de +12,2 em novembro para +12,9 em dezembro. Já o índice de ambiente para negócios teve alta de +0,41 em novembro, para 0,79 no mês passado.

A recuperação do sentimento contribui para outros sinais de que a economia da zona do euro ganhou algum ímpeto no último trimestre do ano passado. No entanto, economistas e legisladores preocupam-se com a crescente incerteza sobre o resultado de uma série de eleições nos Países Baixos, na França e na Alemanha, que poderiam levar as empresas e as famílias a reterem as despesas, enfraquecendo assim uma recuperação já modesta.

BRASÍLIA - A balança comercial apresentou em 2016 superávit de US$ 47,692 bilhões, o maior saldo da série histórica, com início em 1989. O valor é mais do que o dobro do registrado em 2015, de U$ 19,7 bilhões. O recorde anterior foi de US$ 46,456 bilhões, registrado em 2006, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O resultado é consequência de exportações no valor de US$ 185,2 bilhões e importações de US$ 137,6 bilhões. A corrente de comércio (soma de todas as exportações e importações no ano) foi a menor registrada desde 2010.

Abrão Neto, secretário de Comércio Exterior, destacou a importância desse superávit para a manutenção dos estoques das reservas cambiais e a redução de 75% para o déficit das nossas contas externas.

— O resultado deve ser considerado positivo. Olhando para 2017, deveremos ter um resultado ainda melhor do que o de 2016, com aumento tanto de exportações quanto de importações — disse Neto.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o resultado da balança foi um "superávit de Pirro" - referência à vitória mitológica que teria custado mais do que o seu resultado positivo.

— Com a queda das exportações e das importações não houve impacto positivo na economia, ao contrário, contribuiu para a consolidação das recessão econômica. O problema do Brasil é gerar receitas em reais decorrente de atividade no mercado interno. Como o problema do Brasil não é de divisas, o superávit recorde não ajuda a solucionar nosso problema interno. O superávit recorde massageia o ego psicologicamente, mas não economicamente, como todos esperam — disse Castro.

O volume de exportações foi recorde, com 645 milhões de toneladas exportadas. No total, houve uma alta de 2,9% na quantidade de exportações. No entanto, houve queda de 6,2% no preço médio das exportações. Já as importações caíram tanto em termos de preço quanto em quantidade, colaborando para o recorde do saldo.

Por conta da variação de preços e da desaceleração econômica, pela primeira vez o resultado da conta de petróleo e derivados foi positiva, de US$ 410 milhões, ante US$ 5,738 bilhões de déficit em 2015. Para Neto, porém, esse resultado positivo foi conjuntural, tendendo a retomar à média negativa apresentada desde 1997.

Daquilo que foi exportado, aumentou novamente a parcela de ativos industrializados, de 51,9% do total em valor em 2015 para 55% no ano passado. Segundo o MDIC, houve aumento de 2,2% na exportação de industrializados. Houve também aumento no número de empresas exportadoras, de 20.322 em 2015 para 22.205.

Os principais países para onde o Brasil exportou em 2016 foram, pela ordem, China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos e Alemanha. Já as principais importações foram feitas de China, Estados Unidos, Alemanha, Argintina e Coreia do Sul.

Em dezembro, foi registrado um forte crescimento mensal, de 9,3%, o primeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior desde setembro de 2014. Mas o secretário avalia que esse aumento ainda não é suficiente para indicar uma retomada da economia brasileira — o que tenderia a elevar as importações de maneira mais forte.

Para 2017, o MDIC prevê um aumento das exportações e das importações e projeta um superávit comercial em patamar semelhante ao de 2016, com um aumento da safra brasileira de grãos – embora com incerteza quanto aos preços agrícolas - e a melhora nos preços de minérios e do petróleo.

— Se confirmada a expectativa, poderá ser o primeiro aumento de exportações em cinco anos, desde 2011, e o primeiro de importações desde 2013 — disse Neto.

oglobo.globo.com | 02-01-2017

RIO - A adoção de uma moeda única na Europa coincide com a expansão do comércio entre o Brasil e o Velho Continente. Segundo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o fluxo comercial com a União Europeia saltou de US$ 29,1 bilhões, em 2002, para US$ 88,7 bilhões, em 2015, avanço de 204,8%. O bloco é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com exportações de café, soja e produtos siderúrgicos, atrás da China.

EURO EM 2017

— Considero o euro uma grande revolução monetária. Criou-se uma nova moeda reserva capaz de acabar com o monopólio do dólar. Para o Brasil, as fontes de recursos externos foram ampliadas. O euro aumentou as exportações para a União Europeia — diz Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas.

Para José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o sucesso do euro como “concorrente” do dólar em transações internacionais é relativo. A criação da moeda coincide com o boom de commodities e não pode ser considerada o único fator por trás do aumento do fluxo comercial. Segundo ele, a participação do euro nas transações comerciais sempre girou de 10% a 15%, não chegando a dividir a participação com o dólar:

— O que era para ser uma moeda aparentemente estável mostrou que está sujeita às flutuações do momento, por razões econômicas e políticas. Foi boa a participação do euro nesses 15 anos, embora não tenha alcançado o que se imaginava. O euro não é destaque, mas também não é uma decepção.

Lia Vals Pereira, professora da FGV, concorda:

— Moeda única facilita o comércio pelo menor custo de transação. Quando o euro foi criado, a moeda se valorizou, o que facilita exportações para o bloco.

Além do comércio, o euro impulsionou investimento estrangeiro direto (IED) da Europa no Brasil. Segundo dados da Eurostat, o fluxo de recursos para o Brasil cresceu mais de 11 vezes entre 2003 e 2012, alcançando € 24,9 bilhões em 2012.

Brasil atrai espanhóis

Luis Afonso Lima, diretor-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e Globalização Econômica (Sobeet), diz que a divisa explica esses resultados.

— O ganho mais óbvio é o custo de transação. Ficou mais fácil fazer investimentos em outros países. Algumas economias foram beneficiadas. O caso mais exemplar é o da Espanha, que era um país fechado comparativamente aos outros e, com a adoção do euro, teve uma internacionalização. Isso nos beneficiou. O Brasil acabou virando um grande receptor de investimentos espanhóis — afirma Afonso, acrescentando que a Espanha é o terceiro maior investidor estrangeiro direto do Brasil, atrás de EUA e Países Baixos.

O economista avalia ainda que o Brasil se beneficiou quando a crise internacional atingiu mais fortemente a Europa, em 2011, tornando-se refúgio para companhias europeias.

Langoni, da FGV, avalia que o saldo dos 15 anos é positivo para o Brasil e para o mundo, embora a economia da região esteja diante de desafios importantes:

— O saldo é positivo. Se o Reino Unido tivesse aderido ao euro, a saída seria mais difícil, talvez impossível. O impacto da desvalorização acentuada da libra seria importante desestímulo para a onda neopopulista e protecionista que varreu o Reino Unido. Esse efeito vai ser testado nas eleições francesas de março.

oglobo.globo.com | 01-01-2017

Tendo sido um dos grandes centros da economia mundial no século XVII, os Países Baixos têm sido bastante prósperos desde então, ainda que a posição tenha sido perdida para a Inglaterra no curso do século XVIII. Atualmente, companhias neerlandesas se tornaram grandes multinacionais, como a petrolífera Royal Dutch Shell, que tem como co-proprietário o Reino Unido, o banco ABN AMRO, a empresa de eletrônica de consumo Philips, a cervejaria Heineken, a empresa anglo-neerlandesa de bens de consumo Unilever e a empresa aérea KLM. A economia dos Países Baixos é aberta, o governo tem vindo a reduzir o papel que nela desempenha desde os anos 80. A actividade industrial desenvolve-se predominantemente no processamento alimentar, nas indústrias químicas, no refinamento de petróleo e em maquinaria eléctrica. Um sector agrícola altamente mecanizado emprega apenas cerca de 4% da mão-de-obra mas gera grandes excedentes para a indústria alimentar e para a exportação. O país situa-se na terceira posição mundial no valor das exportações agrícolas, atrás dos Estados Unidos da América e da França. Os Países Baixos foram bem sucedidos em resolver os problemas das finanças públicas e da estagnação do crescimento do emprego muito antes dos seus parceiros europeus. Como membro fundador do Euro, os Países Baixos substituíram a sua anterior moeda, o florim, a 1 de Janeiro de 1999, em simultâneo com os outros fundadores da moeda europeia, com as atuais moedas e notas de euro a entrar em circulação a 1 de Janeiro de 2002. O país é o décimo no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.


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