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Polónia Economia

A vitória por 3 a 0 sobre o Paraguai na noite de terça-feira colocou a seleção brasileira em posição privilegiada: é a primeira a conquistar vaga na Copa do Mundo de 2018 via eliminatórias. Além do Brasil, somente a Rússia já está garantida, por ser país-sede.

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Outras potências do futebol mundial estão perto de se juntar ao Brasil no grupo das classificadas. Há, por outro lado, grandes seleções que mostram dificuldades, enquanto algumas candidatas a surpresa não engataram e podem dar lugar a outras zebras.

Veja como estão as eliminatórias da Copa pelo mundo:

- EUROPA

As eliminatórias do Velho Continente estão somente na metade, restam ainda cinco partidas em cada um dos nove grupos. Algumas seleções, no entanto, já despontam como fortes candidatas à liderança de suas chaves, o que garante vaga direta na Copa de 2018 - os oito melhores segundos colocados disputam uma repescagem entre si para decidirem outras quatro vagas.

A Alemanha, por exemplo, lidera o Grupo C com 15 pontos, cinco a mais que a vice-líder Irlanda do Norte. Quem também aparece em boa situação é a Inglaterra, líder do Grupo F com quatro pontos de gordura para a Eslováquia. A maior vantagem, no entanto, é da Polônia: seis pontos à frente da vice-líder Montenegro no Grupo E.

Se os ventos não mudarem drasticamente, estas seleções podem carimbar passaporte para a Rússia até setembro, quando acontece a antepenúltima rodada da eliminatória da Europa.

Quem vai mal das pernas é a Holanda: derrotada pela Bulgária no sábado, a seleção holandesa soma 7 pontos. É apenas a quarta colocada no Grupo A, liderado pela França (13).

Entre as candidatas a surpresa da vez, País de Gales é a principal decepção até aqui. A seleção de Gareth Bale está em terceiro no Grupo D com 7 pontos, quatro a menos que Sérvia e Irlanda. Precisa correr atrás do prejuízo já na próxima rodada, em junho, para não correr risco de ficar fora até da repescagem.

- AMÉRICAS DO NORTE E CENTRAL

O hexagonal final mal começou, mas já indica mais uma classificação do México: a seleção lidera com folga e permanece a única invicta nesta fase, com 10 pontos em quatro jogos. A vice-liderança é da Costa Rica, que foi a grande surpresa da Copa do Mundo do Brasil ao chegar às quartas de final e parece confirmar a boa fase: tem sete pontos.

Quem ainda não engatou na fase decisiva é a seleção dos EUA, que ocupa apenas a quarta colocação. Na rodada de terça-feira, os americanos não passaram de um empate com o Panamá, que busca sua primeira participação em uma Copa do Mundo. Por enquanto os panamenhos estão conseguindo: ocupam a terceira posição, a última que garante vaga direta na Rússia, com cinco pontos.

Os americanos, por sua vez, aparecem em quarto com quatro pontos. Hoje, teriam que disputar a repescagem contra uma seleção da Ásia.

- ÁSIA

Nada de Japão ou Coreia do Sul: quem está mais perto de ser a primeira seleção asiática a garantir vaga na Copa de 2018 é o Irã. Líder do Grupo 1 com 17 pontos, precisa apenas de uma vitória em casa contra o Uzbequistão na próxima rodada, em junho, para carimbar o passaporte.

Coreia do Sul e Japão também vão bem, por sinal: estão na zona de classificação de seus respectivos grupos. Quem pode acabar ficando na repescagem é a Austrália, que marcou presença nas últimas três Copas. Com 13 pontos, os australianos são superados atualmente por Japão e Arábia Saudita, ambos com 16, a três rodadas do fim.

A repescagem da Ásia envolve os dois terceiros colocados de cada grupo - atualmente, Austrália e Uzbequistão. Quem vencer ainda tem que enfrentar um representante da América do Norte ou Central pela vaga na Copa.

Apesar dos investimentos recentes em futebol, a China deve amargar mais uma decepção em eliminatórias. Os chineses ocupam a penúltima posição do Grupo 1, com cinco pontos.

- ÁFRICA

Nada de repescagem ou segunda chance para vice-líderes: na África, somente os líderes de cada grupo com quatro seleções avançam à Copa do Mundo. Com apenas duas rodadas disputadas, a briga está embolada em quase todos.

A situação mais confortável é a da Nigéria, líder do Grupo B com seis pontos, quatro a mais que o vice Camarões. Os nigerianos ficam com a mão na vaga caso vençam os camaronenses na próxima rodada, em agosto.

Quem corre sério risco de ficar fora da Copa de 2018 é Gana, seleção que despontou nos últimos anos como a principal potência africana em Copas do Mundo - ficou perto de uma histórica e inédita semifinal em 2010. Os ganeses somam apenas 1 ponto no Grupo E, liderado pelo Egito, que tem seis pontos.

- OCEANIA

O continente briga por apenas uma vaga na Copa do Mundo, e mesmo assim não tem nada garantido: o vencedor das eliminatórias joga repescagem contra o quinto colocado da América do Sul para decidir quem vai à Rússia em 2018.

Na fase atual, os líderes de dois grupos disputarão um mata-mata que decidirá o representante na Rússia. Tudo indica que a briga ficará entre Nova Zelândia e Taiti, em novembro deste ano.

A última vez dos neozelandeses em um Mundial foi em 2010, na África do Sul, quando acumularam três empates e terminaram à frente da Itália, em um grupo que também tinha Paraguai e Eslováquia.

oglobo.globo.com | 29-03-2017

SÃO FRANCISCO, EUA — A ofensiva contra imigrantes do presidente americano Donald Trump colocou em alerta as empresas de alta tecnologia dos EUA, que têm entre seus principais quadros profissionais de outros países. Neste fim de semana, executivos de gigantes como Google, Facebook, Apple e Microsoft se manifestaram contra a mais recente medida do republicano, que vetou por 90 dias o acesso de nativos de sete países com maioria muçulmana. Além do posicionamento ideológico, há preocupação econômica, já que o Vale do Silício depende fortemente de profissionais estrangeiros. As empresas dizem que a medida poderia prejudicar a capacidade de aproveitar os talentos que necessitam para permanecer competitivas.

ECO_TRUMP

Segundo o Silicon Valley Index de 2016, uma espécie de censo anual elaborado pelo Institute for Regional Studies, 74% dos funcionários da região com idade entre 25 e 44 anos empregados nas áreas de computação e matemática são de fora dos EUA. Outro levantamento, do National Foundation for American Policy, uma organização pró-imigrantes, mostra que 51% das empresas avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão tinham nativos de outros países entre seus fundadores.

Na Google, o número de afetados especificamente pela ordem de Trump chega a cem funcionários, segundo o diretor-executivo da companhia, Sundar Pichai. Por isso, a empresa fez um alerta urgente aos seus empregados imigrantes: voltem para os EUA. Isso porque a decisão da Casa Branca chegou a afetar até cidadãos que têm o Green Card.

"É doloroso ver o custo pessoal desta ordem executiva em nossos colegas", escreveu Pichai no memorando.

A companhia deixou claro que continuará pressionando contra as mudanças: “Estamos preocupados com o impacto desta ordem e quaisquer propostas que possam impor restrições aos Googlers (como são chamados os funcionários da empresa) e suas famílias, ou que crie barreiras para trazer ótimos talentos para os EUA. Vamos continuar a tornar conhecida nossa visão sobre o assunto para líderes em Washington e em qualquer lugar”, disse um porta-voz da Google, em comunicado, segundo a Bloomberg News.

A nota de Pichai ecoou declarações semelhantes de colegas de tecnologia expressando preocupações sobre o dano que tais políticas poderiam ter em seus negócios. Os executivos-chefe da Netflix, da Microsoft e de outras companhias também emitiram declarações ou memorandos internos que se opunham à diretriz do presidente.

VISTOS DE TRABALHO NA MIRA DE TRUMP

A preocupação do Vale do Silício é justificada não apenas pela restrição de Trump aos muçulmanos, mas também pela ameaça de que o endurecimento para o acesso a imigrantes seja ainda mais abrangente. De acordo com um rascunho vazado do que pode se tornar uma nova ordem executiva de Trump, ao qual o “New York Times” teve acesso, restrições à importação de trabalhadores também estão na mira de Washington.

O documento cita especificamente o visto H-1B, voltado a trabalhadores mais qualificados. A categoria de permissão é amplamente utilizada por empresas de tecnologia para atrair talentos de fora dos EUA. A proposta à qual o “NYT” teve acesso afirma que é preciso tomar medidas para garantir que a distribuição de H-1B seja “mais eficiente” e que “os beneficiários do programa sejam os melhores e os mais brilhantes”.

O rascunho cita ainda um período de 90 dias para que todas as permissões para trabalhar nos EUA sejam revisadas, podendo ser cancelados caso contrariem as leis de imigração ou os interesses nacionais. O teor do documento está alinhado com as promessas de campanha. Na introdução, o texto destaca que “um fator primário para a imigração ilegal nos EUA é a disponibilidade de empregos e benefícios. Eliminar esse ímã de empregos reduzirá o fluxo de entradas ilegais e vistos por mais tempo que o necessário”.

Algumas empresas começaram a alertar os investidores dos possíveis impactos com tais mudanças na imigração. Em uma mensagem enviada a reguladores federais relacionados com os resultados financeiros da companhia, a Microsoft afirmou que as mudanças nas políticas de imigração nos Estados Unidos, que restringem o fluxo de talentos profissionais e técnicos no país, podem inibir a capacidade da empresa de equipar adequadamente seu segmento de pesquisa e desenvolvimento.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, disse, por meio de um comunicado, que a empresa acredita em um sistema de imigração altamente qualificado e equilibrado. Smith disse ser a favor de oportunidades em uma escala mais ampla para imigrantes talentosos que respeitam a lei, como os ‘dreamers’ (sonhadores), uma referência aos jovens que vieram ilegalmente para os Estados Unidos enquanto crianças, mas que puderam permanecer no país durante o governo de Barack Obama.

AIRBNB OFERECE HOSPEDAGEM PARA IMIGRANTES

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, também demostrou sua preocupação diante das ordens executivas do presidente americano sobre a imigração, e lembrou que o país "é uma nação de imigrantes".

"Meus bisavôs vieram da Alemanha, Áustria e Polônia. Os pais de Priscilla (Chan, sua esposa) eram refugiados provenientes da China e Vietnã. Os Estados Unidos é um país de imigrantes, e devemos ter orgulho disso", escreveu Zuckerberg, em seu perfil oficial na rede social. "Como muitos de vocês, estou preocupado pelo impacto das recentes ordens executivas assinadas pelo presidente Trump", afirmou.

Em sua mensagem, Zuckerberg também fez referência aos “dreamers”, se dizendo esperançoso com as palavras do presidente, para os quais prometeu trabalhar em uma solução para sua situação. E ressaltou que o país deve continuar se beneficiando de estrangeiros "com grande talento". "Há alguns anos, dei uma aula em uma escola secundária e alguns de meus melhores alunos eram imigrantes ilegais. Eles são nosso futuro também", concluiu.

Outra gigante, a Apple entrou também entrou na discussão. O diretor-executivo da empresa, Tim Cook, destacou, em um documento interno obtido pela France Presse a importância de imigrantes para a companhia. Steve Jobs, co-fundador da fabricante, era filho de imigrante sírio. “A Apple não existiria sem a imigração”, ressaltou Cook.

Na mesma linha de Cook e de Zuckerberg, o diretor-executivo da Netflix, Reed Hastings, quebrou seu silêncio para criticar as medidas de Trump: “As medidas afetam os trablahadores da Netflix em todo o mundo. È hora de nos unirmos para proteger os valores americados de liberdade e de oportunidades”, escreveu Hastings em seu perfil do Facebook.

A Airbnb, plataforma de aluguel por temporada, foi além e vai oferecer instalações para pessoas imedidas de entrar nos EUA pela ordem executiva. O diretor-executivo da empresa, Brian Chesky, fez a promessa pelo Twitter: “Airbnb está oferecendo hospedagem grátis a qualquer um impedido de entrar nos EUA. Fiquem ligados para mais, entre em contato comigo em caso de necessidade urgente”, escreveu o executivo na noite de sábado.

Assim como seus colegas, Chesky também criticou a medida do governo, minutos antes de anunciar a oferta de apartamentos: “Não permitir a entrada de refugiados nos EUA não é certo, precisamos nos posicionar a favor dos afetados”.

UBER E TESLA TAMBÉM CRITICAM MEDIDA

A Informing Research Association, organização que representa as principais instituições de pesquisa acadêmica e da indústria de informática dos Estados Unidos, divulgou um comunicado no qual expressa sua preocupação com a ordem executiva de Trump, que impõe uma suspensão de 90 dias aos vistos a cidadãos de sete países.

"Os Estados Unidos têm se beneficiado muito das contribuições para o nosso campo e para o nosso país de indivíduos de todas as nações, incluindo aqueles incluídas na ordem de hoje (sexta-feira). Esta ordem cria incerteza e potencial dificuldade entre os atuais estudantes e pesquisadores que já estão aqui fazendo importantes contribuições, e põe em perigo o nosso papel de liderança em um campo-chave. A ordem de hoje também pode desencorajar os pesquisadores estrangeiros de trazer seus talentos para os EUA no futuro, o que teria grande impacto à nossa competitividade nacional", diz a nota.

A associação pede que o presidente suspenda a medida no prazo de 90 dias ou até mesmo antes, e não restrinja os estudos e contribuições desses estudantes e pesquisadores:

"Os Estados Unidos gozam do seu papel de liderança na ciência e na tecnologia, em parte porque os melhores e mais brilhantes do mundo trazem seus talentos para fazer parte da da área acadêmica e de inovação dos EUA".

O executivo-geral da Uber, Travis Kalanick, disse que muitos dos motoristas do serviço de transporte de passageiros são imigrantes dos países afetados que freqüentemente visitam suas famílias no exterior e podem ter problemas para voltar a entrar nos EUA.

A companhia está considerando compensar esses motoristas "nos próximos três meses para aliviar algum estresse financeiro e complicações para dar apoio a suas famílias e colocar comida na mesa". Kalanick disse que iria levantar a questão o conselho se reunir para o primeiro encontro do ano, na próxima sexta-feira, em Washington.

Elon Musk, CEO da Tesla Motors e da SpaceX, que se encontrou com Trump semana passada, na Casa Branca, disse no Twitter que uma "proibição geral de entrada de cidadãos de certos países, principalmente muçulmanos, não é a melhor maneira de enfrentar os desafios do país".

"Muitas pessoas afetadas negativamente por esta política são fortes partidários dos EUA", escreveu Musk.

DEPARTAMENTOS JURÍDICOS A POSTOS

A indústria de tecnologia no passado destacou o valor dos imigrantes para a cultura americana e a economia: Steve Jobs era de ascendência síria, enquanto executivos de alto perfil no Twitter, Yahoo, Google e eBay são de ascendência iraniana. As companhias do Vale do Silício se aproveitaram da globalização e empregam um grande número de engenheiros estrangeiros. As posturas radicais de Donald Trump sobre a imigração são uma das principais causas de sua impopularidade na Baía de São Francisco, onde vivem cerca de 250 mil muçulmanos, segundo o Centro de Relações Americanas-Islâmicas.

O novo presidente americano estendeu a mão ao setor em dezembro, quando recebeu em seu quartel general, em Nova York, uma dezena de diretores de empresas do Vale do Silício. No entanto, nenhuma das partes deu declarações após o encontro. Emtretanto, a curto prazo, as companhias de tecnologia tentam se preparar frente a qualquer eventualidade e a maioria já colocou a postos seus departamentos jurídicos e de assistência para ajudar seus trabalhadores no caso de enfrentarem algum problema.

"Estamos avaliando o impacto das medidas em nossos trabalhadores para determinar qual é a melhor maneira de proteger nosso pessoal e suas famílias diante de qualquer efeito adverso", indicou o Facebook à agência de notícias France Presse.

oglobo.globo.com | 29-01-2017

Muitos americanos ficam indignados ao verem Donald Trump ironizar a palavra “inteligência” quando se refere aos órgãos de segurança americanos. Parece uma heresia desafiar a sabedoria e a competência de instituições encarregadas de resguardar a segurança e a liberdade. Como russo, apenas dou de ombros: nunca acreditei numa só palavra vindo dos serviços de inteligência do meu país. Esta distância cultural, no entanto, está diminuindo. As sociedades ocidentais estão ficando cada vez mais desconfiadas.

Há duas décadas, Francis Fukuyama — o homem que, também com irreverência, declarou que a História estava morrendo e que um paraíso liberal e democrático nascia — relacionou confiança à prosperidade. Ele argumentou que as sociedades com maior confiança entre seus membros, tais como EUA, Japão e Alemanha, se saíam melhor do que aquelas com um grau menor de confiança, tais como China, Itália, França ou Coreia. A evidência econômica não tem apoiado tal teoria, mas pelo menos se pode dizer que uma sociedade mais confiável é mais agradável para se viver, sobretudo porque não é necessário se esforçar para provar a pureza das intenções.

O comunismo destruiu a confiança em cada país onde reinou. Um Estado controlador e inconfiável definiu o tom das interações sociais e praticamente convidou as pessoas a lutarem contra ele ou a enganá-lo. E a aniquilação da confiança sobreviveu ao comunismo. Muitos pesquisadores que se debruçaram sobre o fenômeno concluíram que isso tem a ver com o desenvolvimento econômico: se as instituições e as relações interpessoais não conseguem produzir bem-estar, elas não merecem confiança. Ambientes com baixa credibilidade são inadequados para uma democracia robusta: rapidamente se degeneram em guerras internas e paralisia.

Em razão disso, nações com baixa confiança geralmente se submetem prontamente a regras draconianas. Um autoritário como o presidente russo Vladimir Putin não se preocupa em gerar confiança: ele pode governar por outros métodos, tais como canalizar as frustrações contra supostos inimigos externos. Viktor Orban, da Hungria, e Jaroslaw Kaczynski, da Polônia, também seguem por esta trilha. Monopólios de poder e governos com mãos de ferro, porém, tendem a excesso de regulamentação e corrupção, economia em desaceleração e perpétua desconfiança em relação aos governos e entre as pessoas.

Segundo a empresa de marketing Edelman, que mede o fenômeno desde a virada do século, a confiança em instituições nos EUA ainda não é tão baixa quanto na Europa Oriental, mas a diferença não é grande. Entre a população geral, a confiança média em organizações não governamentais, governo, mídia e empresas alcança 49% nos EUA; 39% na Rússia e 35% na Polônia. São os americanos com nível universitário que têm, de longe, maior grau de confiança nas instituições do país frente a seus pares da Europa Oriental. Isso explica a irritação dos americanos de nível universitário com a falta de confiança de Trump nos órgãos de inteligência. Edelman classifica isso de “abismo de confiança” entre o “público informado” e a “massa da população”. Essa distância tem se ampliado em boa parte do mundo, sobretudo em França, Reino Unido e EUA.

Alguns veem o abismo de confiança como consequência da crescente desigualdade econômica, mas creio que as altas correlações entre prosperidade econômica e níveis de confiança levaram os pesquisadores a simplificar demais a questão e a sugerir que a desconfiança pode ser invertida mediante a redução da desigualdade. Mas as pessoas não são cães de Pavlov, e não respondem unicamente a estímulos econômicos. Elas também acreditam em instituições que, ao longo do tempo, construíram reputações de confiabilidade.

Enquanto na Europa Oriental a desconfiança é universal, e os resultados são relativamente previsíveis, no Ocidente, a relativa capacidade de confiança das elites criou o potencial para surpresas surpreendentes. Trump e os partidários do Brexit venceram porque não ignoraram uma massa desconfiada — aprenderam a pensar como esse público e ver as instituições através de seus olhos.

Três diferentes resultados são possíveis. Um seria uma versão de Putin, Orban ou Kaczynski: ignore a desconfiança, use as instituições para impor uma agenda e mantenha as pessoas sob controle. Trump pode sentir-se tentado a seguir por aí, embora os pesos e contrapesos das instituições americanas sejam desenhados para resistir a usurpadores. Outra possibilidade seria um relativo caos, algo parecido com o que os britânicos pró-Brexit parecem ter criado no país. Quanto à terceira possibilidade, que é imperativa para o Ocidente, nenhum país a adotou com sucesso: a reconstrução da confiança universal em suas principais instituições. Como salientou Fukuyama: é mais fácil destruir a confiança do que reconstruí-la.

Leonid Bershidsky é colunista da Bloomberg News

oglobo.globo.com | 08-01-2017

A economia da Polónia (ou Polônia no português brasileiro) é diversificada, dividida entre as indústrias de construção naval, produção de carvão, aço e energia elétrica. A mais importante concentração industrial ocorre na Silésia, uma área muita rica em carvão mineral, onde ocorrem indústrias siderúrgicas, químicas e de maquinários. Outras áreas importante são: Varsóvia - indústrias siderúrgicas e mecânicas - e Gdańsk - indústrias de produção naval. A agricultura baseia-se principalmente na produção de batata e beterraba açucareira, juntamente com a criação de gado porcino. Até ao início da década de 90, a Polónia foi uma economia planificada. Após a instauração do regime democrático a economia sofreu profundas reformas e tornou-se numa economia de mercado. Agora a Polônia almeja um desenvolvimento econômico maior. O caminho encontrado é a entrada na União Européia, mas ainda há uma resistência entre a população, que tem medo do aumento do custo de vida (o Euro é uma moeda muito forte) e da completa desnacionalização da economia. A moeda da Polônia, o Zloty, tem se valorizado, principalmente com a entrada na UE. Em 2002 1 Euro = 4,5 Zloty e em 2007, 1 Euro = 3,4 Zloty.


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