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Portugal Economia

Turistas gastaram mais de 23 mil milhões de euros em Portugal em 2016. Mais de dez milhões visitaram o país em excursão
feeds.dn.pt | 08-12-2017
Reputação da praça financeira macaense posta em causa na Europa. Fiscalista Nuno Sampayo Ribeiro antecipa consequências para a economia da região e mesmo para Portugal.
www.publico.pt | 06-12-2017
No final da tarde desta próxima quinta-feira vai falar-se do que ainda pode ser feito para a descarbonização da economia em Portugal.
www.publico.pt | 29-11-2017
Portugal tem capacidade instalada suficiente na gestão de resíduos perigosos para responder às necessidades dos próximos anos "com tranquilidade", independentemente dos cenários de crescimento da economia
feeds.jn.pt | 26-11-2017
A coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou, esta segunda-feira, que a economia portuguesa está a recuperar desde que se aumentaram salários e pensões, lembrando ao presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) que tal é bom também para as empresas.
feeds.jn.pt | 20-11-2017
Ainda "há pessoas em Portugal que só comem uma vez por dia", alertou Fernando Nobre
feeds.dn.pt | 15-10-2017
Para se viver em Portugal com direito a queixar-se não basta ter um visto, comprar casa e ajudar a alimentar um ou dois sectores importantes da economia; é preciso ser-se português a sério, daqueles que estão sempre a falar de Portugal nas redes sociais.
www.publico.pt | 15-10-2017
Termos um orçamento claramente virado para as famílias, sustentado na esperança de que o crescimento da economia decorrerá do aumento do consumo em consequência de um maior rendimento disponível, apesar de a realidade demonstrar o contrário
www.publico.pt | 14-10-2017
O volume de incentivos pagos às empresas no âmbito dos investimentos financiados por fundos europeus deverá ser de 1,2 milhões de euros no final de 2017.
www.publico.pt | 14-10-2017
Fundo está mais optimista em relação à evolução da economia mundial, mas alerta para o risco de excesso de confiança.
www.publico.pt | 10-10-2017
Sexto relatório de avaliação a Portugal realizado por Bruxelas após a saída da troika mantém recomendação de mais reformas e consolidação orçamental
www.publico.pt | 06-10-2017
O Banco de Portugal continua a esperar que a economia portuguesa cresça 2,5% este ano, mantendo as projeções avançadas há três meses, uma evolução que deverá ser suportada pelas exportações e pelo investimento.
feeds.jn.pt | 04-10-2017
Ministro da Economia disse que Autoeuropa é uma empresa muito importante para Portugal.
www.publico.pt | 13-09-2017
Investimento diminuiu 9% entre 2010 e 2014. Portugal tem mais mulheres em áreas tendencialmente mais procuradas por homens.
www.publico.pt | 13-09-2017
Conselho de Ministros extraordinário desenhou a estratégia que Portugal vai defender em Bruxelas para garantir apoios no próximo ciclo de financiamento comunitário. Mas antes disso quer conseguir consenso nos investimento públicos dentro de portas.
www.publico.pt | 12-09-2017
Colunista da BBC Brasil diz já não ver mais tantos turistas brasileiros em voos para Portugal; em compensação, vê mais moradores de rua no Rio - um reflexo da mudança na economia.
www.bbc.com | 08-09-2017
O crescimento da economia acelerou quer na zona euro quer na União Europeia (UE) entre Abril e Junho, em termos homólogos e face ao primeiro trimestre. Portugal registou a menor subida trimestral (0,3%)
www.publico.pt | 07-09-2017
Presidente da República afirma que o crescimento económico de 2,9% no segundo trimestre é "uma boa notícia" e que Portugal vai "no caminho correto”. Mas "é preciso mais", apontando a meta dos 3%.
www.publico.pt | 31-08-2017
Fundos dirigidos para recuperação das infra-estruturas e revitalização da economia no Centro do país.
www.publico.pt | 17-08-2017
A Comissão Europeia vai disponibilizar 45 milhões de euros a Portugal para ajudar a lidar com as consequências dos incêndios no Centro do país e a revitalizar a economia daquela região.
feeds.jn.pt | 17-08-2017
Comentador da SIC antecipa Contas Nacionais Trimestrais a divulgar pelo INE esta segunda-feira. Será "um dia histórico para Portugal", adiantou
feeds.dn.pt | 13-08-2017
Portugal vai receber mais de 21 milhões de turistas durante este ano. “Fuja” de vez em quando para a região Centro, que bem necessitada está de um impulso de economia. E de vida.
www.publico.pt | 23-07-2017
"Quer a economia quer as nossas finanças estão melhores do que estavam há ano e meio", afirma o líder socialista
feeds.dn.pt | 23-07-2017
O FMI está mais otimista para Portugal, prevendo que a economia cresça 2,5% este ano e que a meta do défice de 1,5% seja cumprida, e defende que o Governo aproveite o momento para reduzir a dívida pública.
feeds.dn.pt | 30-06-2017
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, visitou pela primeira vez Portugal. Foram assinados 11 acordos.
www.publico.pt | 24-06-2017
O Banco de Portugal e Bruxelas já alertaram. Uma bolha imobiliária poderá fazer tremer toda a economia do país.
feeds.dn.pt | 10-06-2017
Eurostat reviu em alta ligeira a estimativa do PIB da economia da moeda única no primeiro trimestre deste ano
www.publico.pt | 08-06-2017

Virgilio Viana* –  Portugal está saindo de uma crise econômica de maneira surpreendente e que merece atenção. Estimativas apontam para um crescimento do PIB de até 2,4% em 2017, o que representa a taxa de crescimento mais elevada desde 2007. Isso é marcante, depois de três anos (2011-2013) de decrescimento da economia e uma séria crise de confiança. O déficit público deve ser menor do que 1,5% em 2017. O investimento estrangeiro direto aumentou 26% entre 2015 e 2016. É uma trajetória muito diferente da Grécia, que passou por crise semelhante, no mesmo período. Portugal é hoje um país que atrai interesse internacional. Durante o Horasis Global Meeting, em Portugal, de 27 a 30 de maio de 2017, o Primeiro Ministro Antônio Costa e o Ministro da Economia de Portugal, Manoel Caldeira Cabral, debateram as principais razões das boas perspectivas para o país. Esse artigo decorre dos debates neste evento e de conversas com ambos. A moderadora de um dos painéis, a editora da The Economist, Anne McElvoy, usou a expressão “milagre de Lisboa”, que inspirou o título desse artigo. Um dos fatores mais expressivos do momento em que vive Portugal é a estabilidade política. O presidente (Marcelo Rebelo de Sousa) é um conservador e o Primeiro Ministro (Antônio Costa) é um socialista. Tanto o presidente quanto o primeiro ministro possuem elevados índices de aprovação: 70% e 46%, respectivamente. Essa coalizão ampla possibilitou a construção de uma agenda de reformas políticas de longo prazo, guiadas mais pelo interesse nacional e espirito público do que pelos interesses partidários. A mensagem do Primeiro Ministro expressa isso de forma clara: “precisamos de menos dogmatismo e mais pragmatismo para fazer as reformas estruturais que o país precisa”. Diante da atual crise do Brasil, vale refletir sobre algumas lições da experiência portuguesa recente, que devem incluir: Liderança política sólida e governo estável, com respeito e credibilidade junto à sociedade. Ministros com elevada qualificação técnica. Políticas que promoveram um salto na qualidade da educação e avanço na qualificação da população. Políticas de estímulo à inovação e criatividade, com diversas medidas de apoio a startups como estratégia para a geração de empregos e fomento da economia. Políticas de atração de investimento externo para atividades produtivas. Políticas voltadas para o desenvolvimento sustentável, especialmente energia renovável, com ênfase para solar e eólica (60% da energia do país). Boa infraestrutura, qualidade de vida e segurança, capazes de atrair e fixar talentos no país. Espírito cosmopolitano, com elevada parcela da população dominando mais de uma língua e tendo vivido em outros países. Autoconfiança e autoestima elevada da nova geração, que apresenta elevados níveis de inovação e empreendedorismo. Esta não é uma lista exaustiva, mas são pontos que podem e devem servir de inspiração para o Brasil. Para sair da atual crise precisamos desenhar uma estratégia que tenha uma perspectiva mais ampla de desenvolvimento. Não se trata de olhar apenas para o crescimento da economia e os números do PIB de forma isolada. É necessário ter uma estratégia de longo prazo, de […]

O post O milagre de Lisboa: a estratégia de Portugal para sair da crise apareceu primeiro em Envolverde - Revista Digital.

www.envolverde.com.br | 05-06-2017
Processo escolhido diz respeito a acção que pede a anulação da deliberação do Banco de Portugal interposta por 19 fundos de investimentos internacionais
www.publico.pt | 23-05-2017
Indicadores divulgados pelo Banco de Portugal apontam para uma estabilização do consumo privado.
www.publico.pt | 19-05-2017
Decisão da Comissão relativamente ao Procedimento por Défice Excessivo será feita brevemente. Impacto positivo do crescimento nas contas públicas é mais um factor a ajudar Portugal.
www.publico.pt | 17-05-2017
Estudo do FMI diz que, sem descida de preços do petróleo, a economia portuguesa poderia não ter evitado a recessão em 2015.
www.publico.pt | 11-05-2017
Há percepção equivocada de que os lucros do setor financeiro são "excessivos" no Brasil. A avaliação é do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal. O executivo disse que, se for levada em conta a taxa de lucro, as instituições financeiras têm resultado semelhante a outros setores da economia. [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 03-05-2017

BRASÍLIA — O presidente de governo da Espanha chega nesta segunda-feira ao Brasil para uma visita de dois dias — a primeira de um líder europeu ao país desde que o presidente Michel Temer tomou posse, em maio de 2016. Ele passará por Brasília e São Paulo. Em entrevista ao GLOBO, por escrito, Rajoy revelou que a economia dominará a conversa com Temer, afirmou que o Brasil é parceiro estratégico e enfatizou que o terror só será combatido com esforço internacional. Rajoy_2304

A União Europeia enfrenta um momento de indefinições e incertezas ante a saída do Reino Unido do bloco. Quais são as consequências do Brexit?

Não existe um Brexit bom. Nós sempre estivemos contra o Brexit, e continuo pensando que não é bom nem para a Europa nem para o Reino Unido. O que devemos, agora, é tentar fazer uma negociação inteligente e rápida, que limite ao máximo os danos que serão causados com a saída do Reino Unido da UE. As consequências serão de todos os tipos e serão constatadas com o tempo. A prova é que a maioria dos principais responsáveis pelo Brexit se retiraram do primeiro plano para não terem que enfrentar as consequências de seus discursos.

Qual a sua expectativa sobre um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia?

Creio que, agora, temos as condições mais favoráveis para essas negociações. De fato, na última reunião do Conselho Europeu foi decidido, a pedido de Espanha e Portugal, acelerar os contatos para firmar o acordo com o Mercosul e atualizar o que já existe com o México. A Europa, que está saindo de uma crise gravíssima, continua apostando no livre comércio e isso é uma boa notícia para todo o mundo. O comércio continua sendo um dos motores mais potentes do crescimento, ao sustentar milhões de postos de trabalho e fomentar a prosperidade. Os momentos mais graves na crise da União Europeia

Qual avaliação o senhor faz da situação política hoje na Europa, com os ventos nacionalistas bem fortes em alguns países? O senhor acha que esses movimentos vão crescer ou são uma onda passageira?

Sou um europeísta convicto, como a maioria dos espanhóis. Portanto, não compartilho dessas posições contrárias à União Europeia. Acabamos de celebrar os 60 anos do Tratado de Roma e não há mais necessidade de se comparar a História da Europa nestes 60 anos e a que sofremos nos 60 anos anteriores: nem mais nem menos do que duas guerras mundiais e todos os tipos de totalitarismos. A Europa é um êxito indiscutível, por mais que alguns tenham decidido convertê-la numa espécie de madrasta responsável por todos os males, quando foi totalmente o contrário. Saberemos dar uma resposta às preocupações dos cidadãos e definir um rumo para os próximos anos. A Europa sairá fortalecida desta crise. Sete consequências e insatisfações deixadas pelo Brexit

A própria Espanha e o senhor enfrentaram grandes dificuldades para formar o governo atual, após um ano e várias tentativas fracassadas. A Espanha foi berço de novos partidos bem polarizados, tanto de esquerda como de direita e ainda convive com a questão da Catalunha. Diante desse quadro, o senhor diria que o modelo político vigente se esgotou?

Esse modelo que alguns dizem que está esgotado ajudou a Europa a criar um sistema de proteção social sem comparação com o resto do mundo e é um exemplo de respeito às liberdades e aos direitos das pessoas. No caso da Espanha, a evolução é ainda mais chamativa: há muitos poucos países no mundo que tenham experimentado um progresso como o da Espanha, e isso se deu com um modelo bipartidário, baseado na moderação e na capacidade de alcançar grandes consensos nacionais. Creio que ninguém pôde demonstrar que haja uma fórmula melhor, ou que renda melhores resultados para as pessoas. Os populistas prometem tudo, mas na hora da verdade, eu não conheço nenhum governo populista que tenha feito seu país prosperar. Outra coisa é que sempre devemos estar abertos a fazer reformas e melhorar o sistema. Essa vontade deve estar sempre aí.

O Brasil passa por momento de transição após o Congresso ter feito o impeachment da ex-presidente Dilma. Como a Espanha acompanhou esse processo e qual avaliação o senhor faz do atual momento do Brasil?

Acompanhamos o Brasil com a atenção e o interesse que nos desperta qualquer país que é um sócio estratégico e com o qual compartilhamos interesses e valores. Temos seguido de muito perto os acontecimentos políticos no Brasil, mas com a tranquilidade e a confiança de que há solidez nas suas instituições.

O que o senhor elegeria como mais importante a ser acertado em seu encontro com o presidente Michel Temer durante sua visita ao Brasil?

Esta viagem tem um inegável componente econômico, que desejaria ressaltar. O Brasil é o terceiro maior destino dos investimentos espanhóis no mundo, só atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido, e, de todos os países que investem no Brasil, a Espanha é o terceiro, depois dos Países Baixos e dos EUA. Em 2014, a Espanha tinha um estoque de investimentos de € 47,202 bilhões, e nossas empresas fizeram uma aposta estratégica no futuro deste país. Também espero tratar com o presidente Temer a questão das negociações entre a União Europeia e o Mercosul. Como sabem, a Espanha é o impulsor mais firme da UE para uma aproximação comercial e também política entre as duas regiões.

O governo Temer prepara um amplo processo de concessões em áreas estratégicas de infraestrutura e logística. Como os empresários espanhóis estão se preparando?

Como dizia, nos momentos de maior dificuldade, as empresas espanholas demonstraram que sua aposta no Brasil era de longo prazo. Agora, podem oferecer sua experiência internacional e sua liderança em setores, como infraestrutura de transportes, energia, telecomunicações e meio ambiente. O governo espanhol também está disposto a apoiar, com instrumentos financeiros, aquelas companhias que queiram aproveitar a oportunidade de se internacionalizar.

Em sua opinião, como operações da Polícia Federal como a Lava-Jato, que atingiu as principais empreiteiras do Brasil e está investigando um gigantesco esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, influencia na imagem internacional do Brasil?

A corrupção é sempre condenável e deve ser combatida de maneira implacável no Brasil, na Espanha e em todo o mundo. Contra esse flagelo, é preciso apoiar o trabalho de instituições fiscais, procuradores, juízes e forças de segurança. Esse tipo de operação demonstra a sua independência. É certo que também produzem alarme e mal-estar na população, mas são a prova evidente de que as instituições funcionam e não existe impunidade. Seis atentados terroristas em 30 dias de 2016

A Espanha e outros países da Europa têm sido alvos frequentes de ataques terroristas. O que o senhor pode comentar sobre isto?

A Espanha tem sofrido durante muitos anos a violência do ETA, que, felizmente, está em vias de desaparecer. Mas, agora, todos os países enfrentamos outro tipo de ameaça, que é a do terrorismo jihadista. É uma ameaça global, que requer uma resposta global da comunidade internacional. É preciso atuar sobre as novas formas de doutrinação, intercambiar informações entre os diversos serviços de Inteligência, atuar sobre os mecanismos de financiamento das redes e prevenir o fenômeno dos combatentes retornados. Sem dúvida, superaremos essa ameaça, como temos superado outras no passado. Mas só poderemos fazê-lo com muita cooperação internacional.

oglobo.globo.com | 23-04-2017
O desinvestimento na ferrovia e os cortes na manutenção da infra-estrutura explicam estes incidentes, que só por sorte não redundaram em tragédia. Os investimentos têm chegado à infra-estrutura ferroviária de forma tímida e lenta.
www.publico.pt | 16-04-2017
"O Banco de Portugal continua a ignorar a Lei e os princípios básicos de uma economia de mercado, penalizando a reputação da República Portuguesa"
feeds.dn.pt | 10-04-2017
Relatório do FMI observa na maior parte dos países avançados uma redução da importância dos salários face ao capital. Portugal é um dos países onde isso aconteceu nas duas últimas décadas e meia.
www.publico.pt | 10-04-2017

A Fundação Perseu Abramo, do PT, fez uma pesquisa que chamou de “Percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo”. Um mergulho na alma política de famílias da classe média baixa (renda familiar de até cinco salários-mínimos, R$ 4.685), gente que votou no PT de 2000 a 2012, mas não foi atrás de Dilma Rousseff em 2014, nem de Fernando Haddad em 2016. Os 63 entrevistados foram divididos em cinco grupos, e 20 entrevistados haviam sido beneficiados por programas sociais dos governos petistas, do Bolsa Família ao ProUni.

O resultado da pesquisa está na rede. Ele surpreendeu muita gente, até mesmo os redatores do relatório final. Verdadeiro Apocalipse: “As camadas populares passaram a se identificar mais com a ideologia liberal que sobrevaloriza o mercado”.

Esse morador da periferia acredita que o Estado é o inimigo do povo, pois arrecada impostos e não devolve serviços, confia no mérito e no esforço pessoal para melhorar a vida das pessoas: “Muitos assumem o discurso propagado pela elite e pelas classes médias, apontando a burocracia e os altos impostos como empecilhos para o empreendedorismo”.

Hoje, uma mulher branca, de 30 anos, acha que a política está contaminada e seria bom “jogar tudo no lixo”. Se aparecesse diante dos comissários de hoje um jovem viúvo da periferia do ABC dizendo que os partidos políticos são “farinha do mesmo saco”, defendendo o fim da unicidade sindical, dizendo que a Consolidação das Leis do Trabalho é uma bola de ferro amarrada à perna do trabalhador, eles certamente veriam nele um seguidor da “agenda definida pela mídia hegemônica”.

Pena, nos anos 70 esse personagem chamou-se Luiz Inácio Lula da Silva, que foi o Baiano e o Taturana, antes de virar o Lula de todos os santos. Foi com o discurso do operário que precisa de direitos e oportunidades que ele virou uma liderança nacional. Acredite-se, houve um tempo em que Lula cavalgava uma agenda moderna.

A Fundação Perseu Abramo é uma das poucas áreas instigantes do pensamento petista, e sua pesquisa ajudará a entender um povo em nome do qual muita gente fala, desde que não precise ir às quebradas onde ele vive.

TEMER E SUA AULA DE PAZ POLÍTICA

A política brasileira atingiu tamanho grau de beligerância que palavras como “negociação”, “acordo” e “compromisso” foram substituídas por “desfigurado”, “recuo” e “ofensiva”.

O governo teria recuado na defesa de seu projeto de reforma da Previdência, que poderia vir a ser desfigurado pelos parlamentares. Essa ilusão parte de duas premissas erradas. Uma, de natureza subjetiva, supõe que Michel Temer seja burro, muito burro. Aos 76 anos, com cinco mandatos de deputado (sempre com poucos votos), tendo presidido a Câmara em três ocasiões, por burrice, Temer mandou ao Congresso um projeto de reforma que não podia defender. A segunda ilusão, de natureza objetiva, supõe que o Congresso Nacional é uma empresa de consultoria. Ele pode ser um horror, mas é um poder da República, depositário da vontade popular e, ao longo da História, produziu menos desastres que os sábios da economia.

Temer mandou à Câmara um projeto para ser negociado. Ofereceu um obsequioso silêncio aos deputados de sua base que propuseram emendas alterando a proposta original. Faz tempo, quando Fernando Henrique Cardoso temeu pelo naufrágio de sua reforma da Previdência, chamou Temer para salvá-la. Depois culpou-o pelas mudanças, mas até isso é do jogo. (Nessa época, o doutor aposentou-se aos 55 anos.)

Desde o primeiro momento podiam-se ver dois grandes bodes da proposta: os 65 anos para a aposentadoria das mulheres e a tunga nos aposentados rurais. O que há é o exercício saudável da negociação.

INTERVENÇÃO NO RIO

Argumenta-se que Temer não pode recorrer à intervenção federal porque ela paralisaria a tramitação da emenda constitucional da reforma da Previdência.

Falso. Em 1997, quando Alagoas passou por uma situação semelhante, o ministro Celso de Mello presidia o Supremo Tribunal e disse a Fernando Henrique Cardoso que a intervenção não deveria paralisar a reforma constitucional que tramitava no Congresso. Bastaria paralisar a sua promulgação.

MADAME NATASHA

Madame Natasha concedeu uma de suas bolsas de estudo aos redatores do relatório da pesquisa da Perseu Abramo sobre os moradores da periferia, pela seguinte palavra de ordem:

“O campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas ou pejorativas sobre as noções de indivíduo, família, religião e segurança.”

A senhora acha que eles quiseram dizer o seguinte:

“Vamos parar de dizer tolices sobre indivíduos, família, religião e segurança.”

O PREÇO DA LISTA

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentou o seu projeto de reforma política informando que “democracia custa caro”. Ele propõe o voto de lista, pelo qual o eleitor perde o direito de escolher o candidato em que vai votar. Se isso fosse pouco, as campanhas dos partidos ainda deverão ser financiadas. O dinheiro dos impostos abastecerá um fundo eleitoral de R$ 2,2 bilhões. (Nada a ver com os R$ 820 milhões torrados pelo Fundo Partidário.)

O PT insiste no voto de lista há cerca de dez anos e só recentemente teve o apoio de uma banda do PSDB e do PMDB. Da última vez que essa girafa foi a voto, mandaram-na ao arquivo por 402 votos contra 21.

SUPERGILMAR

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, passará o feriadão do suplício do Nazareno em Portugal, coordenando um seminário de notáveis promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, entidade privada da qual é bem sucedido sócio fundador.

Entre os patrocinadores do evento de Gilmar estão a Federação do Comércio do Rio de Janeiro, a Associação de Empresas de Saneamento Básico Estaduais e a Itaipu Binacional. Os repórteres Beatriz Bulla e Fábio Fabrini mostraram que, alem de terem vínculos direto ou indiretos com a bolsa da Viúva, esses três beneméritos têm processos tramitando no Supremo Tribunal.

Concluído o seminário, le ministre voará até Paris, para acompanhar a election française.

SABEM TUDO

Os marqueteiros Duda Mendonça e João Santana começaram a colaborar com a Justiça. Compreensivelmente, o Ministério Público quer que eles contem as malfeitorias que estão sendo investigadas. Contudo, ambos são mais que isso, verdadeiros arquivos dos métodos de todas as campanhas dos últimos 25 anos.

Duda simboliza a erosão da impunidade nacional e do sabe-com-quem-você-está-falando. Em 2003, na condição de marqueteiro do presidente Lula, ele foi preso numa rinha de galos na Baixada Fluminense. Não perdeu tempo e ligou para o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, narrando o absurdo que estava acontecendo.

Você precisa de um advogado, disse-lhe o sábio Márcio, encerrando a conversa. Dois anos depois, apanhado no mensalão, viu-se absolvido pelo Supremo Tribunal Federal.

Passou o tempo e o poderoso Duda decidiu cantar.

oglobo.globo.com | 09-04-2017
Banco central junta-se ao optimismo revelado pelo Governo e vê as exportações e o investimento a empurrarem a economia para um crescimento de 1,8% este ano. Fátima e barragens ajudam.
www.publico.pt | 29-03-2017
Iniciativa visa chamar a atenção da opinião pública para os investimentos europeus e divulgar o papel da UE no crescimento dos países e na criação de emprego.
www.publico.pt | 29-03-2017

SÃO PAULO — Pedro Moreira Salles, presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, foi eleito nesta quinta-feira o novo presidente do Conselho Diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). A eleição para o cargo ocorreu durante a Assembleia Geral Ordinária da entidade, que também definiu os ocupantes do Conselho Diretor, da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal.

Murilo Portugal continua como presidente da diretoria-executiva da Febraban.

Moreira Salles assume a cadeira que até então era de Roberto Setúbal, presidente do Itaú que será substituído em abril por Cândido Bracher. Em nota, a Febraban agradeceu a “liderança e competência” de Setúbal na condução da Febraban. “A visão estratégica, profundo conhecimento do setor e pragmatismo de Roberto Setubal foram fundamentais no trabalho da Federação, e fatores decisivos para os resultados alcançados nos seis anos em que exerceu dois mandatos no Conselho Diretor, prazo máximo permitido no estatuto da entidade”, acrescentou a entidade em nota.

Pedro Moreira Salles é presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco Holding; sócio e co-presidente da Cambuhy Investimentos, conselheiro da TOTVS e membro do Conselho de Administração da Falconi Consultores Associados. É, também, membro do Conselho Orientador da Fundação Osesp e membro do Conselho Deliberativo do Insper. É graduado em Economia e História pela Universidade da Califórnia e cursou o mestrado de Relações Internacionais em Yale. Banqueiro experiente e bem sucedido, filho do banqueiro e embaixador Walter Moreira Salles, Pedro Moreira Salles nasceu em outubro de 1959, em Washington, nos Estados Unidos, onde seu pai era o embaixador do Brasil.

oglobo.globo.com | 23-03-2017
Os números a divulgar esta quarta-feira pelo INE para o quarto trimestre de 2016 devem apontar para uma recuperação do investimento, confirmando alguns sinais positivos principalmente na construção. A dúvida é se a tendência será sustentável.
www.publico.pt | 01-03-2017

LONDRES - O salário médio dos trabalhadores do setor industrial na China já ultrapassou o de países como Brasil e México e está se aproximando da renda média da força de trabalho na Grécia e em Portugal, segundo levantamento da consultoria Euromonitor publicado na edição de hoje do jornal britânico “Financial Times”. Considerando os trabalhadores chineses como um todo, a renda por hora é superior a de todos os grandes países da América Latina, com exceção do Chile. Em relação aos países menos desenvolvidos da zona do euro, o chinês recebe 70% do salário médio.

O salário médio por hora na indústria chinesa triplicou entre 2005 e 2016, para US$ 3,60, segundo o Euromonitor. No mesmo período, o salário no setor industrial no Brasil caiu de US$ 2,90 para US$ 2,70. No México, a queda foi de US$ 2,20 para US$ 2,10. Os dados foram compilados junto à Organização Internacional do Trabalho, à Eurostat (o órgão de estatísticas da União Europeia) e a agências de estatísticas nacionais. Em seguida, foram convertidos para o dólar e ajustados pela inflação. O custo de vida em cada país não foi levado em consideração.

AMEAÇA A POSTOS DE TRABALHO

Os números mostram como a China elevou o padrão de vida de sua população nos últimos anos. Alguns analistas avaliam que ganhos de produtividade poderão elevar ainda mais os salários no país asiático. Por outro lado, o crescimento dos salários pode fazer com que os chineses comecem a perder emprego para outros países em desenvolvimento, num cenário de busca por corte de custos pelas empresas instaladas na China.

Os dados publicados no “FT” também revelam os problemas que enfrentam os países latino-americanos, onde a renda estagnou e, em alguns casos, caiu em termos reais. Na Grécia, o salário médio por hora caiu mais da metade desde 2009, segundo a Euromonitor.

— É marcante como a China fez bem, comparando-se a todos os outros países — disse Charles Robertson, economista-chefe do banco de investimentos Renaissance Capital, ficado em países emergentes. — Ela está convergindo com o Ocidente, quando tantos outros mercados emergentes não conseguiram.

oglobo.globo.com | 27-02-2017
Se evolução positiva da economia se confirmar, o comissário europeu acredita o país sairá do PDE.
www.publico.pt | 24-02-2017
O primeiro-ministro sublinhou, esta quinta-feira, que Portugal goza de vantagem inédita para ultrapassar os bloqueios estruturais da sua economia rumo à internacionalização, na atual "Revolução Digital", citando exemplos das indústrias do calçado, têxtil e agroalimentar.
feeds.jn.pt | 23-02-2017
Na IV cimeira bilateral entre Portugal e Cabo Verde foi rubricado o Programa Estratégico de Cooperação (PEC), que vem sendo negociado entre os dois países.
www.publico.pt | 20-02-2017
O crescimento acima do esperado no terceiro trimestre em Portugal forçou a Comissão a rever as suas estimativas, mas um novo abrandamento é já projectado para o final deste ano.
www.publico.pt | 14-02-2017

Uma em cada quatro linhas da obra completa do padre Antonio Vieira, reunida na coleção de 30 volumes publicada pela Edições Loyola, é rigorosamente inédita. Parece inacreditável, mas o projeto concretizado pela editora, que será apresentado nesta quinta-feira, 9, a partir das 18 horas, na Academia Paulista de Letras, com a presença do presidente da instituição, Gabriel Chalita, tem vários textos de Vieira nunca publicados - e que correspondem a um quarto das 13.450 páginas da coleção agora concluída.

A coleção é lançada quatro séculos depois da morte de Vieira, o jesuíta visionário que, no século 17, ousou desafiar a Inquisição, defendeu os índios, lutou contra a escravidão - traçando uma analogia entre as condições sub-humanas dos negros africanos e o calvário de Cristo - e ainda se insurgiu contra a perseguição aos judeus pelo governo português. É provável que novas publicações venham a jogar mais luzes sobre esse homem, avançado demais para o tempo em que viveu - afinal, até mesmo o historiador José Eduardo Franco, um dos coordenadores da coleção ao lado de Pedro Calafate, admitiu a possibilidade de existir um ou outro texto raro não localizado.

Vai ser difícil, mas não impossível. Os especialistas portugueses (37) e brasileiros (15) que vasculharam a obra de Vieira em dez países (Portugal, EUA e Holanda, entre eles) não deixaram passar nada nas diversas áreas em que o jesuíta atuou - história, filosofia, teologia, direito, economia, literatura, linguística, paleografia, filologia e até futurologia. A coleção completa da Loyola inclui textos proféticos, escritos políticos, cartas, poesia, teatro e, naturalmente, os sermões que tornaram o padre um dos autores portugueses mais populares ao lado dos poetas Camões e Fernando Pessoa.

Vieira foi um homem globalizado antes da existência desse termo. Por fazer parte de uma ordem jesuíta organizada e presente em vários continentes - a Ásia incluída -, o padre tinha acesso a informações que muitos dos seus pares desconheciam. O diálogo interclassista com aristocratas, comerciantes, religiosos e populares fez dele um interlocutor capaz de desafiar, por exemplo, o próprio rei de Portugal, ao defender que o monarca não tinha o direito de interferir no poder soberano dos índios. Não escapou de suas críticas a famigerada Inquisição, que definiu como uma instituição pior que os flagelos da guerra, da fome e da peste.

Seus sermões eram tão progressistas que um deles, o da Nossa Senhora do Ó, foi retrabalhado pela escritora contemporânea portuguesa Inês Pedrosa em seu livro A Eternidade e o Desejo (Editora Alfaguara), que trata as duas palavras como sinônimos, aproximando a aspiração metafísica a um desejo físico quando fala de uma mulher grávida. Acadêmicos costumam ficar escandalizados quando autores como Inês prestam tributo ao padre, argumentando que, no fundo, Vieira era um escravagista. Em todo caso, esses sermões, avessos ao gongorismo, não se parecem em nada com o discurso do século 17.

É curiosa a forma com que os sermões foram poupados da destruição. Um navio corsário holandês resgatou de uma embarcação à deriva o padre e companheiros, após uma violenta tempestade, mas os corsários pilharam o barco, inclusive os papéis de Vieira, que depois encarregou um emissário de buscar seus escritos em Amsterdã.

OBRA COMPLETA DO PADRE VIEIRA
Academia Paulista de Letras. L. do Arouche, 324. Ed. Loyola, R$ 2.500. Lançamento nesta quinta-feira, 9, 18h
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
À saída da cerimónia de entrega das medalhas de honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado pelos jornalistas sobre os sinais de alerta que têm surgido nos últimos dias para a economia portuguesa.
www.publico.pt | 07-02-2017

Nos próximos dias 23 de abril (primeiro turno) e 7 de maio (segundo turno), os franceses escolherão o novo presidente, num pleito crucial para o destino da União Europeia. Segunda maior economia do bloco, o país vai dividido às urnas, com forças radicais à esquerda e à direita com chances reais de chegar ao Palácio do Eliseu. Na disputa, estão em confronto projetos que, de um lado, aprofundam a integração europeia e internacional; e, de outro, propostas nacionalistas de cunho populista, que, entre outras coisas, defendem a desintegração da UE e o fechamento de fronteiras a imigrantes.

O representante da direita convencional, François Fillon, do Partido Republicano, liderava com relativa folga as intenções de voto, com um projeto de reforma fiscal e a promessa de recolocar a França no caminho do crescimento sustentável. Mas a candidatura despencou após o escândalo, em que é acusado de oferecer à mulher, Pénélope, um emprego fantasma e aos filhos, trabalhos eventuais — não executados —, o que teria rendido à família cerca de € 900 mil.

Sua queda acabou favorecendo os demais candidatos, especialmente a representante do partido de extrema direita Frente Nacional, Marine Le Pen, líder nas intenções de votos no primeiro turno. Também gerou uma discussão interna sobre a possível substituição de Fillon como candidato do Partido Republicano.

No último domingo, Le Pen formalizou sua plataforma, prometendo, entre outras coisas, fechar as fronteiras da França a estrangeiros e iniciar o processo de retirada do país da UE, num processo similar ao Brexit britânico. “A globalização é minha inimiga”, disse ela, colocando no mesmo rol de problemas do país as finanças globais e o radicalismo islâmico, ameaças, que, segundo ela, vão “levar ao desaparecimento da França”.

Pesquisa do grupo BVA, divulgada no sábado, mostra Le Pen com 25% das intenções de voto no primeiro turno, seguida do candidato independente Emmanuel Macron, com 21% a 22%; Fillon com 20%; o candidato socialista, Benoît Hamon, com 16% a 17%; e o candidato da extrema-esquerda, Jean-Luc Melenchon, com 11% a 11,5%. No segundo turno, porém, o quadro se inverte, e Macron bate Le Pen, por 66% a 34%. O postulante independente, porém, ainda não detalhou sua plataforma de governo, o que deve ocorrer esta semana.

O debate eleitoral tem sido a economia, sobretudo a questão do desemprego. Mas os problemas do país não vão desaparecer com culpados inventados a partir de visões distorcidas da realidade. A França não pode mais continuar adiando reformas estruturais. O futuro presidente deve mirar o exemplo de parceiros europeus, como Portugal e Espanha, que tomaram medidas duras e hoje colhem os frutos de um crescimento sustentável. Mas a questão crucial é se a França irá seguir sua tradição iluminista e apostar em valores da civilização Ocidental, ou sucumbirá ao mais tacanho nacional-populismo.

oglobo.globo.com | 07-02-2017

Segundo o Banco Mundial, a economia portuguesa é a 36ª maior do mundo . Ao longo dos últimos 40 anos Portugal foi o país da OCDE com maior taxa de crescimento do PIB, com excepção da Irlanda. Tendo aderido à União Europeia em 1986, o país iniciou então um período de fortes reformas e de elevados investimentos em infra-estruturas que se reflectiram numa rápida aceleração do crescimento económico. Entre 1970 e 2003 o PIB 'per capita' medido em PPP cresceu de pouco mais de 50% para cerca de 70% do mesmo indicador para a média da União Europeia. Portugal foi dos primeiros países seleccionados para a fase final da União Económica e Monetária, iniciando a introdução do Euro como moeda a partir de 1 de Janeiro de 1999 (a circulação de notas e moedas iniciou-se em 1 de Janeiro de 2002). A participação no Euro obriga o país ao cumprimento das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, obrigando ao controlo das contas públicas e da inflacção, mas assegurando ao País níveis mínimos históricos de inflação e taxa de juro. Actualmente a estrutura da economia baseia-se nos Serviços de indústria, que representam 67,8% e 28,2% do VAB . Nos últimos anos, Portugal vem enfrentando o problema da estagnação económica com a economia crescendo menos de 2,0% ao ano, abaixo da média da UE. O país é o 43º no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial. Em 2000 o PIB per capita Português era quatro vezes e meia superior ao seu valor em 1960. No mesmo período passou de 41% para 61% da média da UE. A economia cresceu a uma taxa média anual de 4.2%, próximo do verificado na Irlanda (4.8%) ou em Espanha (4.1%) e claramente superior à média dos países que constituem a União Europeia. O PIB per capita, relativamente à média da EU, cresceu mais do que a produtividade, devendo-se ao facto de Portugal empregar mais pessoas, essencialmente justificada pela menor taxa de desemprego e pela participação das mulheres, tendo no entanto um nível mais baixo de produção por pessoa. A eficiência nos negócios, de acordo com o relatório para a competitividade do IMD, é muito baixa, o que reflecte os baixos níveis de produtividade, o mau funcionamento do mercado de trabalho e as más práticas de gestão. As empresas têm fraca capacidade de adaptação às alterações do mercado, não valorizam a formação profissional e têm dificuldade na motivação e retenção de talentos. Em Portugal, a despesa pública corrente passou de 35.1% em 1986 para 45.9% em 2008. Este valor é idêntico ao da media da união a 27, mas os resultados obtidos são muito baixos em termos de eficiência, nomeadamente nas áreas de justiça. A carga salarial da função publica em Portugal atingiu em 2005 os 15% do PIB, tendo baixado para 12.9% em 2008, ficando ainda sensivelmente dois pontos percentuais acima da media da UE a 27. Portugal é o 6º pais da OCDE que afecta maior percentagem anual da sua riqueza à saúde, concretamente 10% do seu produto. Esta tendência, por razoes naturais, tende a agravar-se, face ao envelhecimento da população, podendo até duplicar a meio do presente século. No que respeita à educação, importa salientar que os gastos públicos com educação, Portugal foi considerado em 2003 pela OCDE como um caso sem igual de ineficiência na utilização de recursos no ensino. Em suma, e tendo ainda por base os dados do relatório da competitividade, Portugal, no final dos anos 80 situava-se próximo do quadragésimo lugar, tendo evoluído consideravelmente até ao 27º lugar em 1996, ano que conseguiu a sua melhor classificação de sempre. Entre 85 e 95, verificou-se uma redução de 20% na inflação para os 4.1%. Neste período o PIB per capita teve um crescimento médio anual de 4 pontos percentuais, passando de 55% para 66% relativamente à Europa a 15. No mesmo período a quota de mercado das exportações portuguesas aumentou 45%, tendo ainda a escolaridade obrigatória passado dos 6 para os 9 anos e o número de alunos do ensino superior triplicado. Desde então a economia portuguesa vem perdendo competitividade Desta forma, perante este cenários, são desafios essenciais para Portugal reduzir o peso do Estado na economia, e consequentemente controlar o défice público e o endividamento externo, implementar a reforma da administração pública, em particular da justiça, e melhorar a qualidade dos serviços de saúde e de educação, em que o pais gasta inúmeros recursos e obtém maus resultados, sendo por isso altamente ineficiente.


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