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Reino Unido Economia

SÃO PAULO — Apesar de ter desacelerado em 2011, o crescimento econômico do Brasil foi suficiente para ultrapassar o PIB do Reino Unido e colocar o país no sexto lugar entre as maiores economias do mundo, segundo ranking do banco alemão WestLB. Em 2011, o PIB brasileiro ficou em US$ 2,48 trilhões, acima dos US$ 2,26 trilhões registrados pelo Reino Unido.

O cálculo leva em conta a soma do produto trimestral dos países, convertida em dólares pela cotação média de cada período. O resultado coloca o PIB brasileiro a US$ 300 bilhões do PIB Francês, o quinto colocado em 2011 com US$ 2,56 trilhões.

Para o estrategista-chefe do WestLB, Luciano Rostagno, responsável pelo levantamento a economia brasileira deve ultrapassar a francesa em 2015, projeção que vai ao encontro da já feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Embora esteja no topo do ranking quando se considera o tamanho das economias, o Brasil fica na rabeira do grupo dos BRIC e abaixo de outros países emergentes quando a comparação se dá no ritmo de crescimento. Por esse critério o país teve o oitavo maior crescimento anual (dentre os 46 países que já divulgaram esse dado) e o 28º maior crescimento no quarto trimestre de 2011, comparado a igual período do ano passado, atrás de vários países asiáticos, do leste europeu e inclusive latino-americanos, como México e Peru.

O analista da Austin Rating, Alex Agostini, afirma que o desempenho das economias asiáticas está relacionado à proximidade com a China, e que no caso dos países do leste Europeu, o ritmo de crescimento se deve à baixa base de

oglobo.globo.com | 07-03-2012

RIO — No mesmo dia em que republicanos de dez estados escolhem seu candidato às eleições presidenciais americanas, o presidente Barack Obama deu a sua primeira entrevista coletiva do ano que, embora fosse inicialmente para apresentar dados econômicos, acabou se transformando numa defesa de sua política externa e numa resposta às críticas republicanas sobre esta. Numa declaração endereçada a candidatos como Mitt Romney, que defendera horas antes uma ação militar contra o Irã devido ao seu programa nuclear, Obama ressaltou a diferença de sua posição como presidente dos Estados Unidos.

— É o que dizem na campanha. Vocês sabem. Esse pessoal não tem uma série de responsabilidades (como eu). Não são o comandante-em-chefe — respondeu a jornalistas, na Casa Branca, acrescentando que, se seus adversários desejam lançar um ataque contra o território iraniano, deveriam explicar as consequências aos americanos. — Quando vejo a facilidade como falam de guerra, eu me lembro dos custos que isso envolve, em termos de enviar homens e mulheres para a batalha, o impacto em suas vidas, na nossa segurança nacional e na nossa economia. Isso não é um jogo.

Mais cedo, o secretário de Defesa, Leon Panetta, dissera que os EUA poderiam adotar uma ação militar para evitar que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.

Foram cerca de 40 minutos, levando em conta o pronunciamento e as perguntas. Obama também deixou clara a sua posição em relação a Israel. Embora o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que se encontrara com o presidente americano na véspera, sugerisse a possibilidade de um ataque preventivo a Teerã, Obama afirmou que Israel deve zelar por sua própria segurança, mas que uma ação militar traria consequências não só para o país como para os Estados Unidos. Para ele, o caminho diplomático ainda é a saída.

Nesta terça-feira, a chefe de Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton, informou que em nome dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, França, China, Reino Unido e Rússia) mais a Alemanha, respondera à carta do governo iraniano aceitando a retomada das negociações. Para o presidente americano, o Irã deve aproveitar esta chance para “mostrar ao mundo que não busca uma arma nuclear”.

Confrontado sobre a situação na Síria, onde a repressão do ditador Bashar al-Assad já levou a mais de 7.500 mortes, o presidente americano ressaltou que uma ação militar seria um erro e que este é um caso mais complicado do que o da Líbia, onde a comunidade internacional agiu sob um mandato do Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, desta vez, os países ainda não chegaram a um consenso.

Embora tenha dito estar preocupado com o preço do petróleo e respondido a outras perguntas sobre economia, a maioria das questões girou em torno da política externa e acabaram se transformando numa plataforma para o candidato democrata. Se reeleito, Obama afirmou que apresentará uma proposta de reforma da imigração; afirmou que as revoltas sobre a queima do Alcorão por soldados americanos no Afeganistão mostram que é hora de implementar a transição e não ficar no país além do necessário; e que o Partido Democrata tem “um programa melhor para as mulheres”.

Sobre as críticas de Mitt Romney de que Obama não age com força suficiente, o presidente americano reagiu como bom humor. Perguntado sobre o que diria ao rival republicano, Obama respondeu:

— Boa sorte hoje! — disse, em referência à Super Terça.

oglobo.globo.com | 06-03-2012
O preço do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) para entrega em abril subiu nesta sexta-feira 1,79% e fechou cotado a US$ 110 por barril (159 litros) na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o preço mais elevado desde maio de 2011. Esta semana o petróleo acumulou um forte avanço de 6,32% no meio da escalada de tensão entre o Irã e o Ocidente, depois que o país cortou as exportações de petróleo à França e ao Reino Unido. A ascensão desta sexta-feira também está relacionada com o aumento da confiança dos consumidores na evolução da economia dos Estados Unidos. Leia mais (24/02/2012 - 21h00)
redir.folha.com.br | 24-02-2012
A maioria das Bolsas de Valores asiáticas fechou em baixa nesta terça-feira, após o alerta da Moody's de que poderão ser rebaixadas as notas de alguns países europeus, inclusive a do Reino Unido, lembrando os investidores de que a Europa ainda está na crise de dívida apesar das medidas da Grécia para evitar um calote. Moody's rebaixa nota de Espanha, Portugal e Itália O banco central do Japão, por outro lado, surpreendeu os mercados ao afrouxar ainda mais a política monetária, aumentando o programa de compra de ativos e a injeção de liquidez para combater a deflação e estimular a economia. Leia mais (14/02/2012 - 08h34)
redir.folha.com.br | 14-02-2012

RIO — Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, faz até parecer que é fácil ser um empreendedor do mundo digital e ficar bilionário graças a um site. Mas os brasileiros que se aventuram a abrir um negócio virtual sabem que o percurso é cheio de obstáculos. Os empresários que, hoje, se dão bem, dificilmente obtiveram o sucesso sem alguma experiência de fracasso, e fazem valer o clichê de que os erros trazem aprendizado e experiência.

Fábio Seixas, dono do site Camiseteria, concorda. Empresário bem-sucedido, ele comanda o negócio de vendas on-line de camisetas com estampas exclusivas feitas por designers, que produz 1.500 peças por semana e emprega 17 pessoas. Antes disso, Seixas deu bastante a cara a tapa no mercado de internet. Em 1996, quando a web ainda engatinhava por aqui, ele criou uma empresa que fazia sites.

— Cheguei a ter um ou dois clientes, mas as pessoas nem sabiam para que servia um site. O mercado ainda não estava preparado — lembra Seixas, que, na época, continuou trabalhando como analistas de sistemas em uma empresa.

A empreitada durou um ano, mas não foi adiante. Em 97, ainda sem largar o emprego, Seixas se juntou ao chefe para lançar um comércio eletrônico de postêres com reprodução de quadros famosos. O site durou pouco mais de dois anos, mas ainda era difícil vender via internet. Foi em 99 que decidiu trocar o trabalho fixo para lançar, com cinco amigos, uma holding de projetos de internet. Conseguiram aporte financeiro de R$ 500 mil, vindo de um investidor-anjo, e começaram a desenvolver projetos com receita de publicidade.

— Só que era 2000, o ano do estouro da bolha da internet nos EUA. A queda nos investimentos foi grande e não conseguimos sobreviver. Chegamos a mudar e passamos a fabricar sites, mas não se sustentou — conta Seixas, que voltou, então, a trabalhar em uma empresa.

Mas em 2004, apresentado pelo designer Rodrigo David a um modelo de negócios americano, Fábio voltou a se arriscar no mundo digital e, juntos, eles lançaram, em agosto de 2005, o site Camiseteria. Depois de três tentativas frustradas, a coisa começou a dar certo.

— Só depois de três anos saí do emprego para me dedicar full time à Camiseteria. Com medo do que acontecera, fui mais cauteloso — diz Seixas, destacando que é preciso aprender a persistir, mas também saber a hora de parar. — Em 2000, tive grande dificuldade para aceitar que estava dando errado.

Já Marcelo Marzola, diretor-geral da Predicta, empresa de marketing on-line, comanda atualmente uma equipe de 140 pessoas, tendo feito negócios com mais de 100 países. Mas o início também foi tortuoso. Em 2000, com mais dois amigos, Marzola criou um site para vender ingressos de shows, cinema e espetáculos via internet. Só que justamente há doze anos, quando a bolha estourou — e, naturalmente, o negócio não decolou.

— Nós vimos, então, que precisaríamos de mais capital do que tínhamos — recorda Marzola.

Só que o trio de sócios chegou a desenvolver um plano de negócios, a fazer orçamentos e alianças com casas de show. Nessa etapa de desenvolvimento do projeto, buscaram também uma empresa que vendesse publicidade para entrar no site — e não encontraram.

— Então, ao mesmo tempo em que tentávamos desenvolver a venda de ingressos, nós começamos a pensar numa empresa que gerenciasse a venda de espaços publicitários.

E foi esse novo segmento que garantiu a sobrevivência do investimento e deu origem à Predicta.

— Foi inteligente da nossa parte tocar os dois projetos em paralelo, porque abriu um novo caminho de pensamento e ainda fez também com que a desistência fosse menos dolorosa. Porque, quando você se apaixona pela sua ideia, fica difícil admitir ou constatar o fracasso — afirma Marzola.

O empresário acredita também que faz bastante diferença estruturar um negócio digital que não precisava de muito dinheiro. No caso da Predicta, a empreitada começou com R$ 40 mil — dinheiro que tinha sido emprestado pelas famílias dos três sócios:

— Um conselho que posso dar é não estruturar um projeto no qual você vai precisar de mais dinheiro do que tem acesso. Se conseguir atingir seu objetivo com a menor demanda de capital possível, isso mostra a capacidade de executar a ideia, o que pode atrair a atenção de investidores.

Fábio Seixas, do Camiseteria, faz coro com o colega empresário. Para ele, o foco do empreendedor da internet deve estar na geração de receita. Depois de, em 2000, ter conseguido captar R$ 500 mil, em 2005 ele começou o site com apenas R$ 7 mil.

— Como não tinha dinheiro, precisava começar a vender desde o primeiro dia. Iniciando com o mínimo de recursos possíveis, o empreendedor fica forçado a tirar receita — opina Seixas.

Empresário digital precisa ouvir mercado

Outra dica de quem atua como empresário do universo web é estar sempre atento ao mercado. Há oito anos, Rafael Lima criou a Biel System, uma empresa de leilão reverso, sistema on-line que estava sendo empregado no Reino Unido e permitia a negociação entre compradores e fornecedores.

— Tecnicamente, o sistema era perfeito, mas não conseguimos chegar ao mercado da maneira correta, até porque o leilão reverso era algo que funcionava bem para empresas grandes, e éramos muito pequenas. Foi uma falha achar que só a parte técnica bastaria sem se preocupar com o mercado — ressalta Lima, que hoje desenvolve softwares e promove workshops para empreendedores digitais.

Marcelo Marzola, diretor da Predicta, acha que esse é um aspecto fundamental para ser bem-sucedido em um empreendimento digital.

— Dificilmente o seu negócio vai acabar sendo de fato como você pensava que seria. É preciso pegar feedback do mercado, antes e durante a implantação do projeto e fazer os ajustes necessários — aponta Marzola.

oglobo.globo.com | 13-02-2012

LONDRES - Paul Gilding, o autor do livro “A Grande Ruptura”, provoca discussões em todo o mundo quando afirma que chegamos ao fim da trilha do crescimento econômico. No entanto, ele não se vê como um profeta do apocalipse. Muito pelo contrário, o ambientalista é um otimista que acredita no poder de reação da Humanidade: “Podemos ser lentos, mas não somos estúpidos”.

Gilding é um veterano ambientalista, que foi chefe do Greenpeace Internacional, e hoje é consultor de sustentabilidade e professor associado ao Programa de Sustentabilidade da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Aos 52 anos, Gilding vive numa fazenda, na Tasmânia, ilha ao sul da Austrália, com a mulher e dois de seus cinco filhos. Durante suas férias no verão australiano, Gilding falou ao GLOBO sobre o fim da economia como a conhecemos hoje.

O GLOBO: O senhor diz em seu livro que a busca por lucro e crescimento econômico chegou ao limite. A que se refere a grande ruptura do título?

PAUL GILDING: A grande ruptura é o fim da economia como a conhecemos, do consumismo desenfreado, de um estilo de vida e de um crescimento econômico que não medem o impacto nos recursos finitos do planeta.

O que podemos fazer individualmente para ajudar a retardar esse processo?

GILDING: O mais importante a fazer é aprender como podemos melhorar a qualidade de nossas vidas. No mundo moderno, estamos focados em fazer mais dinheiro, consumir mais bens materiais, ter casas maiores e por aí afora. Significa que temos mais custos, que temos de trabalhar mais para pagar um custo cada vez maior e definitivamente não é assim que melhoramos nossa qualidade de vida... Precisamos aprender a viver com menos, para termos mais tempo de fazer o que nos deixa realmente felizes. Coisas simples como viver em comunidade, ficar com a família e os amigos.

O mundo está passando por uma mudança bastante importante: enquanto os países ricos estão afundados numa enorme crise financeira, os emergentes estão indo às compras. Mas precisam zerar uma dívida social enorme, o que significa mais gente consumindo, mais gente comendo, mais gente gastando dinheiro. Como fechar essa conta?

GILDING: Eu acho que temos diferentes abordagens para diferentes países. Os ricos terão de fazer uma dramática redução nos gastos e no consumo. Primeiro, porque está muito claro que nosso planeta não sustenta esse ritmo de crescimento econômico; e segundo, porque também está claro que dessa forma não vamos melhorar a qualidade de vida dos cidadãos desses países. Mas é diferente quando falamos de pessoas vivendo em países em desenvolvimento. É como se o mundo tivesse de abrir espaço para o crescimento. E, na verdade, os países em desenvolvimento estão presos numa armadilha dos ricos, que resolvem tudo com o crescimento econômico. A verdade é que movimentos como Ocupem Wall Street nos mostram que o crescimento econômico não entrega sempre uma integridade social; ao contrário, pode criar mais conflitos e divisões na sociedade. Nós temos de criar um novo modelo de progresso, que permita o desenvolvimento sem sacrificar os processos e o planeta. E países como o Brasil, por exemplo, têm neste momento uma grande oportunidade de fazer diferente, de tentar novos meios de governar uma sociedade em equilíbrio com o mercado.

Para especialista, década terá crise grave

De quantos planetas Terra precisaríamos para sustentar a taxa de crescimento atual?

PAUL GILDING: Precisaríamos de dois planetas Terra em 2030 para sustentar o crescimento de hoje. Três ou quatro em 2050. É impossível manter este ritmo porque temos uma só. Estamos destruindo a infraestrutura sobre a qual a economia foi construída. Quanto mais danificamos a terra, os oceanos, menos o planeta poderá suportar.

O senhor já disse que acredita numa mobilização da sociedade para as mudanças que estão por vir. Estamos acelerando o passo dessa mobilização?

GILDING: Em geral, não estamos realmente mobilizados. Ainda. Mas vejo que, desde que comecei a palestrar sobre a grande ruptura de que falo no livro, há uma aceitação maior ao fato de que precisamos discutir uma nova abordagem. Tanto que hoje muitos experts adotaram a ideia e falam sobre o equilíbrio que deve haver entre o crescimento econômico e o balanço social.

O senhor é um otimista?

GILDING: Sim! Eu sou um otimista incomum. Acho que o mundo vai ficar muito instável, que vai sofrer uma crise complexa, com muitos conflitos e um grande rompimento econômico. Mas nossa sociedade reage bem às crises. Então, apesar de muitas pessoas me acharem um pessimista quando digo que essa crise é inevitável, eu discordo. Sou otimista sobre o potencial de resposta da Humanidade a momentos como este, e a sua capacidade de fazer mudanças, e muito rápidas. Basta olhar o exemplo da Segunda Guerra Mundial e de como os ingleses reagiram numa situação limite. Nós somos realmente bons, extraordinários numa crise, temos grande capacidade de transformação e mobilização. Essa reação é universal.

Quando o senhor espera que deva acontecer essa grande parada da economia?

GILDING: Nesta década. Não estamos mais falando de longo prazo, para os filhos de nossos filhos. Vai acontecer logo, pois, quando algo é insustentável, eventualmente para. Também acredito que durará bastante, porque teremos exaustão de recursos e vejo o fornecimento de comida como uma das questões de maior importância.

Segundo as projeções atuais, vamos chegar a 2050 com nove bilhões de pessoas no planeta que precisarão de comida.

GILDING: Não é com a quantidade de pessoas vivendo, mas com o estilo de vida delas que temos que nos preocupar. É possível termos nove bilhões de pessoas e alimentá-las. Na Índia, as emissões de carbono estão em duas toneladas per capita, enquanto nos Estados Unidos vemos 26 toneladas per capita. Só não será possível se vivermos como hoje nos países ricos, sem pensarmos no desperdício e em como conduzimos nosso consumo.

O que o senhor ensina para seus filhos sobre o futuro do planeta?

GILDING: Você não quer que as crianças fiquem preocupadas com o futuro. Mas eu procuro ensinar as coisas em que acredito. Eu tenho cinco filhos, quero que eles sejam felizes. Eu tento ensinar como viver bem sem precisar de muito. Quero que eles saibam como é possível ter uma boa vida num mundo de nove bilhões de pessoas.

oglobo.globo.com | 04-02-2012

TEERÃ — O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse nesta sexta-feira que o país pode fazer retaliações às sanções internacionais a seu petróleo e à qualquer ameaça de ataque a seu território. Ele fez tais declarações durante um discurso pelo aniversário da Revolução Islâmica de 1979. É a primeira vez que o país responde diretamente, em tom ameaçador, às sanções ocidentais que aumentaram nas últimas semanas.

- Ameaçar o Irã e atacar o Irã será prejudicial à América (Estados Unidos)... Sanções não terão nenhum impacto em nossa determinação em continuar nosso caminho nuclear... Em resposta a ameaças de embargo ao petróleo e guerra, nós temos nossas próprias ameças para impor no momento certo. Eu não tenho medo de dizer que nós vamos apoiar e ajudar qualquer nação ou grupo que queira confrontar e lutar contra o regime sionista - disse em um pronunciamento televisionado, fazendo referência a Israel. O líder afirmou que seu país já prestou assistência ao grupo libanês Hezbollah e ao palestino Hamas em suas lutas contra Israel e que vai fazer o mesmo com outros que tenham o país como alvo. Ele ainda chamou Israel de “câncer” que “será extirpado”.

Khamenei também afirmou que qualquer ataque militar americano contra seu país será revidado e que as sanções só vão aumentar a resistência do Irã.

- Os americanos dizem que todas as opções estão na mesa, até a opção de uma ação militar... Qualquer ataque militar é dez vezes mais doloroso para os Estados Unidos. Tais ameaças mostram que eles não têm um discurso suficiente contra a lógica e o discurso do Irã. Tais ameaças mostram que os Estados Unidos não têm outro caminho a não ser usar a força e derramar sangue para atingir seus objetivos, o que prejudica ainda mais os governantes da América e sua credibilidade nacional e internacional.

Para o aiatolá, o motivo das sanções é punir “a República Islâmica por causa do Islã”.

- Essas sanções vão nos beneficiar. Vão nos tornar mais autossuficientes... Nós não teríamos progresso militar se sanções não fossem impostas no setor militar iraniano... - alertou em tom provocativo. - As sanções são benéficas também porque nos deixam mais determinados para não mudar nosso curso nuclear... O Irã não vai mudar seu curso nuclear por causa de sanções.

EUA e Reino Unido temem que Israel ataque Irã

A mídia americana noticiou que o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, teme a possibilidade crescente de Israel atacar o Irã a partir de abril para impedir o avanço da fabricação de uma bomba nuclear. Na quinta-feira, o colunista David Ignatius, do “Washington Post”, revelou que Panetta está preocupado sobre uma cada vez maior probabilidade de Israel lançar ataques nos próximos meses. A CNN confirmou a informação, citando um integrante do alto escalão do governo Obama, que pediu anonimato.

“Panetta acredita que existe uma crescente probabilidade de Israel atacar o Irã em abril, maio ou junho - antes do Irã entrar no que israelenses descreveram como uma “zona de imunidade” para iniciar a construção de uma bomba nuclear. Muito em breve, temem os israelenses, os iranianos terão armazenado urânio enriquecido suficiente em instalações subterrâneas para fabricar uma arma - e apenas os Estados Unidos podem impedi-los militarmente”, escreveu Ignatius.

Tanto o Leon Panetta quanto o Pentágono se recusaram a comentar as informações.

Na quinta-feira, o vice primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, também afirmou a “House Magazine” estar preocupado sobre “certos” países (em referência a Israel) conduzirem a questão iraniana com suas próprias mãos, mas se recusou a responder se o Reino Unido pode participar de um confronto militar com o país.

Ministro da Defesa de Israel diz que poderá ser necessário agir

Israel, que acredita-se ter o único arsenal militar do Oriente Médio, vê o projeto de enriquecimento de urânio do Irã como uma grande ameaça. O Ministro da Defesa de Israel Ehud Barak afirmou que “se as sanções não atingirem o objetivo esperado de parar o programa nuclear militar (iraniano), será necessário considerar agir”.

- Hoje, ao contrário de antes, existe um entendimento global de que o Irã deve ser impedido de se tornar (uma potência) nuclear e nenhuma opção deve ser tirada da mesa... Hoje, ao contrário de antes, existe um entendimento global de que no caso das sanções não atingirem o resultado pretendido de parar o programa nuclear militar, será necessário considerar ações.

O vice-premier Moshe Yaalon declarou que as instalações nucleares do Irã são vulneráveis a ataque, contradizendo o que especialistas estrangeiros e autoridades de defesa israelenses afirmam, já que o programa é feito em construções subterrâneas.

O chefe da Inteligência Militar de Israel, o major-general Aviv Kochavi, estimou na quinta-feira que o Irã pode fabricar quatro bombas atômicas com o urânio já estocado. Ele também acredita que o país pode levar apenas um ano para concluir uma bomba.

- O Irã acumulou mais de quatro toneladas de urânio enriquecido a 3,5% e quase 100 kg enriquecidos a 20%. Essa quantidade de material já é suficiente para quatro bombas atômicas.

O “Washington Post” afirmou que o adiamento de um exercício militar conjunto entre americanos e israelenses pode ter assinalado a perspectiva de um ataque israelense para breve.

O “People’s Daily”, jornal do Partido Comunista chinês, reforçou nesta sexta-feira que Pequim se opõe as sanções contra o Irã, alertando que a tensão sobre seu programa nuclear afeta o mercado de energia e pode atrapalhar a recuperação da economia global.

oglobo.globo.com | 03-02-2012
Os contratos futuros de petróleo fecharam em direções opostas nesta terça-feira, depois que os líderes de 25 dos 27 países da União Europeia concordaram em assinar um pacto fiscal mais rigoroso para o bloco. Indicadores da economia americana, no entanto, vieram pior que o esperado. Com exceção do Reino Unido e da República Tcheca, os demais países do bloco aprovaram o novo pacto, que prevê punição para países que romperem limites da dívida. Se um país superar o limite de 3% do PIB de déficit público anual, será submetido a sanções quase automáticas. Se excedê-lo num ciclo econômico, o déficit estrutural não pode superar 0,5% do PIB. Os países terão cinco anos para incorporar a regra a suas constituições. Já a Grécia estaria finalmente próxima de um acordo com os credores privados. O ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, afirmou que o Parlamento precisa aprovar os termos da troca de dívida até 13 de fevereiro. Leia mais (31/01/2012 - 20h52)
redir.folha.com.br | 31-01-2012
Público, Adevărul, Dnevnik , The Scotsman, Die Presse, The Irish Times (Today's front pages)
www.presseurop.eu | 26-01-2012
A economia britânica ficou mais perto da recessão nos três últimos meses de 2011, após a produção interna ter se contraído pela primeira vez em um ano, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira. Os resultados reforçam as expectativas de que o Banco da Inglaterra vai injetar mais dinheiro na
Os mercados europeus perderam força com a divulgação de que houve contração na economia do Reino Unido no quarto trimestre do ano passado e com informações de que os credores privados da Grécia estão fazendo uma reunião em Paris para determinar os próximos passos das negociações sobre a dívida do
A economia britânica contraiu 0,2 por cento no último trimestre de 2011, informou hoje o instituto de estatísticas britânico, agravando o risco de uma nova recessão no Reino Unido.
www.rtp.pt | 25-01-2012
A economia do Reino Unido teve contração no quarto trimestre do ano passado, ficando à beira da recessão. Segundo a estimativa preliminar do Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês), o Produto Interno Bruto (PIB) britânico caiu 0,2% em comparação com o terceiro trimestre,

LONDRES – O Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido anunciou nesta quarta-feira que a economia do país registrou retração de 0,2% no último trimestre de 2011. A queda no crescimento foi maior do que as expectativas do mercado, que esperavam um declínio de apenas 1%. No entanto, a média do ano foi positiva, com expansão de 0,9%.

No segundo trimestre de 2011, o PIB britânico havia registrado um aumento de 0,6%. Economistas preveem que o Banco Central da Inglaterra deve autorizar a liberação de milhões de libras para estimular a economia, após a divulgação do índice.

oglobo.globo.com | 25-01-2012

BRASÍLIA - Ao receber nesta quarta-feira a visita do chanceler britânico, William Hague, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, fez questão de lembrar que a economia brasileira ultrapassou a do Reino Unido e é atualmente a sexta maior do planeta. Patriota destacou que a relação entre os dois países vive um novo momento e não hesitou em explicitar que o Brasil tem posição diferente da britânica, tanto em relação à soberania das Ilhas Malvinas — da qual Londres não abre mão —, quanto da aplicação de sanções econômicas ao Irã.

Ao falar do salto econômico, o ministro ressalvou que a renda per capita brasileira continua longe da britânica.

— O fundamental a salientar aqui é o momento que vivemos, qualitativamente diferente de outras épocas. Até mesmo porque o Brasil, hoje, passou a ser a sexta economia do mundo. O Reino Unido, a sétima. Claro que o Reino Unido com uma renda per capita muito mais elevada, tem uma qualidade de desenvolvimento que nós gostaríamos de poder também proporcionar à população brasileira — disse o ministro.

O colega inglês limitou-se a sorrir. Antes, Hague havia dito que o Brasil é um parceiro com importância crescente e que o governo britânico aumentou sua presença no país, com a abertura de um novo consulado em Recife, em novembro.

— Nós estamos convencidos de que os melhores dias de nossa relação com o seu país estão por vir — disse Hague, que reafirmou apoio à aspiração brasileira de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Para Patriota, o peso econômico do Brasil abrirá espaço para uma relação “entre iguais” com Londres. Ontem, na capital britânica, o premier David Cameron acusou a Argentina de “colonialismo”, por reivindicar a posse das Ilhas Malvinas, no litoral sul do Oceano Atlântico. Segundo Cameron, a população local prefere continuar sob o domínio britânico. Indagado sobre o tema, Hague, que se refere ao local como Ilhas Falkland, afirmou que a posição do Reino Unido consiste em defender o direito à autodeterminação dos habitantes das ilhas, incluindo seus “direitos humanos”.

Patriota lembrou que o Brasil, assim como os países da América do Sul e do Caribe, defende a soberania argentina. Ele afirmou ainda que o Brasil se mantém cético em relação ao efeito de embargos econômicos como o planejado pela União Europeia, que concordou em bloquear as compras de petróleo do Irã, mas ainda tenta definir a data de entrada em vigor do embargo.

oglobo.globo.com | 19-01-2012

BRUXELAS - Os países-membros da União Europeia chegaram a um acordo preliminar nesta quarta-feira para congelar os bens do Banco Central do Irã, numa medida que, aliada ao embargo às importações do petróleo, busca minar os negócios de Teerã.

Segundo diplomatas, no entanto, a aplicação definitiva das medidas ainda esbarra num impasse sobre como atingir o Banco Central sem afetar os negócios não relacionados ao petróleo.

A ideia da reunião desta quarta-feira em Bruxelas é preparar o texto das sanções para que possam ser ratificadas - a data de aplicação ainda é incerta - no encontro de ministros das Relações Exteriores da próxima segunda.

Com as sanções, a União Europeia espera aumentar a pressão para que Teerã recue sobre seu programa nuclear, que para Ocidente busca desenvolver uma bomba atômica. O governo iraniano garante que os fins são pacíficos.

No fim de 2011, os EUA impuseram sanções a instituições que negociem com o Banco Central iraniano, o que na prática impossibilita a compra de petróleo iraniano por muitos países.

Europeus negam contato com Teerã

O Irã afirmou nesta quarta-feira que está em contato com as grandes potências para iniciar negociações formais em breve, mas a União Europeia negou. O Reino Unido disse que Teerã deveria demonstrar maior disposição em esclarecer as suspeitas que cercam o seu programa nuclear.

Um ano depois da suspensão da última negociação, a UE se prepara para endurecer dramaticamente suas sanções ao Irã, iniciando um embargo às exportações de petróleo do país, vital para a sua economia.

Enquanto a UE avança para aplicar sanções, o Irã ameaça bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa um terço das exportações marítimas de petróleo, caso não possa vender o seu produto.

Políticos iranianos disseram que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou uma carta a Teerã manifestando sua disposição de negociar, uma iniciativa que poderia aliviar a tensão que provocou uma recente disparada no preço do petróleo.

Seis potências - Estados Unidos, Rússia, China, Alemanha, França e Reino Unido - estão envolvidas nas negociações destinadas a convencer o Irã a abandonar suas atividades de enriquecimento de urânio.

A última tentativa de negociação do Irã com o sexteto foi abandonada no ano passado porque não havia acordo nem sobre a pauta. Em contatos esporádicos nos últimos cinco anos, o Irã insiste que a pauta das discussões deve abranger amplas questões internacionais de segurança, e não só o seu programa nuclear.

oglobo.globo.com | 18-01-2012

RIO - O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 9,2% em 2011, segundo informações do Birô Nacional de Estatísticas do país, nesta terça-feira. O resultado superou as previsões, cuja meta era avançar 8%. O PIB chinês fechou 2011 em 47,15 trilhões de iuanes, cerca de US$ 7,46 trilhões. Em 2010, a economia chinesa cresceu 10,3%.

O crescimento no quarto trimestre de 2011 foi de 8,9%, dois décimos a menos que no terceiro e a menor alta trimestral em dois anos e meio, quando a China avançou 7,9%.

O comissário do organismo de estatísticas, Ma Jiantang, ressaltou que, em 2011, "frente a um ambiente internacional complicado e volátil", a China tomou medidas macroeconômicas que 'representaram um bom começo para o Plano Quinquenal 2011-2015'.

A instituição também publicou outros dados macroeconômicos do ano passado, como o investimento em ativos fixos, que em 2011 ascendeu a 30,19 trilhões de iuanes, aproximadamente US$ 4,77 trilhões, um crescimento anual de 23,8%.

Quanto às vendas no varejo, principal indicador do consumo e fator macroeconômico que Pequim deseja estimular nos próximos anos para atenuar a redução das exportações, a soma foi de 18,12 trilhões de iuanes (US$ 2,86 trilhões), um aumento de 17,1%.

O ano passado foi marcado na China pela luta de seu governo contra a inflação, as tentativas de contenção do crédito e do setor imobiliário e o freio das exportações.

oglobo.globo.com | 17-01-2012

RIO - Médica, professora e coordenadora do Laboratório de Economia Política da Saúde (LEPS) da UFRJ, a carioca Ligia Bahia, de 56 anos, é enfática:

- Aprovar a Emenda 29 sem que a União tenha que dispor de mais recursos para a Saúde é uma tragédia.

Para ela, o Sistema Único de Saúde (SUS) padece por conta do subfinanciamento e dos problemas de gestão.

- Isso caracteriza o nosso subdesenvolvimento - diz Ligia, que vê o veto ao artigo que determinava a atualização automática dos recursos da Saúde quando houvesse revisão do PIB como "pão-durismo".

O GLOBO: Ao sancionar a Lei Complementar 141, a presidente Dilma Rousseff fez 15 vetos. Como a senhora vê o veto ao trecho que determinava a atualização automática dos recursos da Saúde quando houvesse revisão do PIB?

 

LIGIA: Caracteriza o pão-durismo na Saúde e é o veto que mais afeta o setor. Se nem a variação do PIB vai ser levada em conta, o recado é: é isso para a Saúde e pronto. Fora que não procede a justificativa de que alterar o Orçamento poderia causar instabilidade. Um PIB de mais de R$ 1 trilhão, sendo que a Saúde recebe 3,5% do PIB...

 

E o veto ao dispositivo que separava os valores a serem aplicados na Saúde em contas específicas?

LIGIA: Vejo como um preciosismo esse dispositivo. Já temos os fundos nacional, estaduais e municipais da Saúde, sendo que o Fundo Nacional é a principal rubrica da Saúde. E os fundos, criados pela Lei 8080, podem ser fiscalizados.

 

Como a senhora viu a aprovação da Emenda 29 sem que houvesse aumento dos gastos da União com a Saúde?

 

LIGIA BAHIA: Aprovar a Emenda 29 sem que a União tenha que dispor de mais recursos para a Saúde é uma tragédia. Do jeito que aprovaram, a Saúde vai ter mais R$ 3 bilhões; se fossem os 10% da receita da União, o aporte seria de R$ 40 bilhões. Foi bom terem definido o que são gastos com Saúde, mas os R$ 3 bilhões a mais não terão grande impacto. Houve uma derrota de todos os que defendem o SUS, ainda que o governo veja a aprovação como uma grande vitória.

 

Foi uma surpresa?

LIGIA: A gente podia esperar essa negociação de um partido conservador, mas não de partidos sociais democratas, que barraram os 10% dizendo que a crise mundial existe. Mas o PAC está aí. Então, por que cortar na Saúde? Os gastos públicos com Saúde no Brasil hoje são de R$ 127 bilhões/ano. Países da Europa, como Reino Unido e França, gastam R$ 679 bilhões/ano.

 

 

A Saúde não é prioridade?

LIGIA:Como priorizar a Saúde sem ser prioridade orçamentária de fato? Tivemos alternância democrática, mas os governos não priorizaram a Saúde.

 

A discussão da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) prejudicou o debate sobre a Emenda 29?

LIGIA: A sociedade estava tão temerosa de um novo imposto, que o governo pode falar em vitória só por não ter aprovado uma nova contribuição. No entanto, o debate sobre a Emenda 29 foi apresentado de forma técnica quando, na verdade, o debate é sobre se a Saúde é prioridade ou não.

 

Mais de 20 anos depois de ser criado, quais são os principais problemas do SUS?

LIGIA: O SUS tem problema de gestão e de financiamento. Isso caracteriza o nosso subdesenvolvimento, porque temos carência de recursos e desperdício. O senso comum da população é que o problema é de gestão. O problema de financiamento é mais abstrato.

 

 

Quando o assunto é gestão, qual o principal problema?

 

LIGIA: É a gestão de recursos humanos, que é o recurso estratégico em qualquer sistema de saúde. Os cargos são ocupados por critérios políticos partidários, a qualidade do trabalho não é controlada, não sabemos que metas devem ser cumpridas, os profissionais são mal pagos e não são valorizados. Fora que corrupção também é problema de gestão. Quando se fala em novo imposto, a sociedade logo diz que vai para corrupção. Isso é prejudicial, mas tem um substrato real.

 

 

E no financiamento?

LIGIA: Bem, investimos em Saúde menos que o Chile e a Argentina, e menos do que os países que têm a mesmas condições macroeconômicas e políticas que as nossas. Por conta disso, a gente não consegue que os indicadores de saúde tenham a mesma performance dos indicadores econômicos.

 

 

Com todos esses problemas, como senhora vê o SUS?

 

LIGIA: É um consenso vazio. Todo mundo é a favor, contanto que não use. A população tem a ideia de que existem ilhas de excelência, mas também de que é uma grande desorganização. Isso reforça a ideia de que o problema é de gestão e não de financiamento. Se tem gente boa, por que não são os melhores sempre? A resposta é: porque não temos financiamento adequado. Mas essa batalha a gente perdeu.

oglobo.globo.com | 17-01-2012

PARIS - Mostrando otimismo, o diretor-executivo do BNP Paribas, Jean-Laurent Bonnafé, acredita que a França pode recuperar a nota "AAA" em cinco anos, se mantiver um crescimento anual de 2%. Mas ele ressaltou que esse não deve ser um objetivo em si.

Em entrevista publicada pelo "Journal du Dimanche", Bonnafé disse que o rebaixamento mostra que nada está garantido — a França era "AAA" desde 1975. "Não é um drama nacional", afirmou.

Para o executivo do BNP Paribas, o rebaixamento ressalta a distância entre as economias francesa e alemã. Ele disse que é preciso estimular o crescimento e reduzir os gastos públicos. Sobre o papel das agências, que vem sendo questionado desde o início da crise financeira global, Bonnafé disse que elas "têm o papel que lhes damos". Mas admitiu que avaliar Estados é mais díficil que empresas, já que envolve questões de governança. "Quando os Estados Unidos foram rebaixados em agosto, foi sobretudo por um problema de governança".

‘Um triplo zero para as agências’, diz candidato

O rebaixamento de vários países europeus por uma agência americana mexeu com os brios nacionalistas do continente. Jean-Luc Mélechon, candidato à Presidência da Frente de Esquerda, reuniu ontem cerca de 300 manifestantes em frente aos escritórios da S&P em Paris. Foi o terceiro protesto.

— Um triplo zero para a Moody’s e para a Standard & Poor’s — bradou Mélenchon.

Em visita a Atenas, o ministro de Finanças alemão, Guido Westerwelle, afirmou ontem que chegou o momento de a Europa criar agências de classificação independentes.

E até o Reino Unido, que não foi alvo de revisão pela S&P, manifestou-se sobre o rebaixamento. O ministro das Relações Exteriores, William Hague, disse ontem que a decisão da S&P mostra que a Europa precisa acelerar seus esforços em prol do crescimento econômico.

— Isso é sério. Mostra que a zona do euro não superou seus problemas. Queremos que o bloco fique estável, mas isso significa que em toda a Europa, incluindo o Reino Unido, precisamos redobrar nossos esforços para obter crescimento — disse Hague ao canal Sky News.

O chanceler disse ainda que o governo britânico já traçou planos de contingência para diversos cenários na zona do euro. Mas não confirmou notícias de que haveria um plano para ajudar cidadãos britânicos morando na zona do euro no caso de um colapso da moeda única.

Já o diretor-executivo do banco americano JPMorgan, Jamie Dimon, disse ao jornal alemão "Die Welt" que a Europa é hoje a maior ameaça à economia global.

oglobo.globo.com | 16-01-2012

LONDRES — A decisão da Standard & Poor's de cortar a nota de risco do crédito soberano de nove países da zona do euro mostrou que a Europa deve intensificar os seus esforços para o arranque de crescimento, disse o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, neste domingo.

William Hague disse também que o ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha tem planos de contingência para uma variedade de cenários na zona do euro, recusando-se a confirmar se seu departamento haveria elaborado planos para ajudar os britânicos que vivem em países da zona euro se o colapso da moeda, como havia sido ventilado pela imprensa.

A S&P rebaixou os ratings de crédito de nove países da zona do euro na sexta-feira, como os de França e Áustria que perderam a cobiçada nota “AAA”

— Isto é sério. E destaca o fato de que a zona do euro atravessa problemas. Nós queremos ser estáveis e saudáveis, mas isso significa que toda a Europa, incluindo o Reino Unido, terá de redobrar os esforços para conseguir o crescimento — disse Hague à Sky News.

Ele convocou a União Europeia a realizar mais acordos de livre comércio com outros países, ir além do mercado único europeu e parar de criar regulamentos que dificultem os negócios. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, vai fazer pressão neste sentido no encontro dos líderes da União Europeia que acontecerá em 30 de janeiro, disse Hague.

Um dos mais antigos ministros da Inglaterra, da coalizão entre conservadores e liberais democratas, Hague viaja ao Brasil esta semana dentro de um programa do governo que prevê expandir os negócios ingleses com as economias emergentes. A Inglaterra, assim como outros países europeus, está implementando políticas de corte déficit que têm sido criticadas por comprometer o crescimento da economia.

Para Hague, a redução de ratings, implementada pela S&P, na última sexta-feira, salientou a importância do esforço feito pelo governo britânico para cortar um déficit orçamentário que chegou a mais de 10% do PIB. Até agora a Inglaterra está conseguindo manter seu triplo A, embora a agência de classificação de risco Moody’s tenha advertido, no mês passado, que a classificação do país estava em risco diante da crise na zona do euro.

oglobo.globo.com | 15-01-2012
La Voix du Luxembourg, Jyllands-Posten, El País, The Independent, Népszava, Trouw (Today's front pages)
www.presseurop.eu | 13-01-2012

LONDRES - Uma Escócia independente, o sonho de gerações de nacionalistas, seria um presente para uma economia relativamente rica, que tem seus alicerces no petróleo do Mar do Norte e no setor financeiro de Edimburgo. Mas criaria mais um pequeno Estado na beira de uma Europa vulnerável a impactos globais.

Os nacionalistas argumentam que a Escócia, um reino independente até 1707, será o próximo Estado europeu rico em energia, como a Noruega. Já os céticos veem um futuro candidato a socorro financeiro, como a Irlanda.

- A economia escocesa caminha razoavelmente bem - disse Brian Ashcroft, professor de Economia da Universidade de Strathclyde. - Está muito bem em comparação ao resto do Reino Unido e seria um Estado rico, mas a receita do petróleo é muito volátil.

A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo.

Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O governista Partido Nacional Escocês (SNP) argumenta que, embora pequeno, o território poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte.

O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014.

A consulta popular está travada num impasse entre o premier britânico, David Cameron, que quer uma votação o mais em breve possível, e os independentistas, que pretendem esperar até 2014 para terem tempo de fazer campanha pelo "sim".

Para o Partido Nacional , Cameron, que é contra a separação, está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas pelos escoceses.

Quase 40% apoiam divisão

Uma pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Cerca de 50% são contra, e um dos desafios é convencer esses eleitores de que a Escócia pode sobreviver sozinha.

Se a tendência mostrada pela pesquisa for revertida, a Escócia, uma nação de cerca de 5 milhões de habitantes, algo como em Noruega e Dinamarca, teria um divórcio difícil do longo parceiro.

Os independentistas querem 90% da receita derivada do petróleo do Mar do Norte, estimada em 13 bilhões de libras por ano, e só 8% da dívida britânica - em linha com a porcentagem da população.

Londres deve argumentar que o petróleo tem que ser dividido por todo o Reino Unido e talvez até pedir que uma eventual repartição seja feita de acordo com a população. Além disso, é possível que use na negociação o fato de ter colocado bilhões de libras em bancos escoceses durante a crise.

O europeísta SNP está determinado de que a Escócia deveria entrar automaticamente na União Europeia, mas analistas acreditam que um processo de aceitação deverá ser aplicado. Outra questão é a zona do euro, onde a entrada é condicionada a alguns comprometimentos por parte do país - mais um problema para uma independência que ainda parece longe de ser alcançada.

oglobo.globo.com | 13-01-2012

A Escócia anunciou nesta terça-feira sua intenção de realizar um referendo sobre a independência em 2014, pouco depois de o governo britânico indicar que concederá os poderes legais necessários para organizar a consulta.

"Teremos que fazer esse referendo no outono de 2014", declarou o chefe do governo da região semiautônoma britânica, o nacionalista Alex Salmond, à cadeia Sky News.

Salmond acrescentou que essa data "permitirá que as pessoas escutem todos os argumentos e garantirá que todos os processos políticos sejam completados", o que anuncia uma dura batalha com o governo central, que deseja realizar a consulta o quanto antes para evitar um triunfo do "sim".

As declarações de Salmond foram feitas horas depois de o governo do primeiro-ministro David Cameron dizer que o parlamento escocês, criado em 1999, carece das competências necessárias para organizar um referendo.

O ministro britânico para Escócia, Michael Moore, disse em uma declaração ao Parlamento que o governo cederá os poderes requeridos ao fim das consultas públicas para determinar o calendário.

O governo britânico alega que a incerteza em torno desse assunto está impactando negativamente a economia escocesa.

Moore declarou no Parlamento que, apesar de o governo acreditar que o Reino Unido deva permanecer intacto, deve haver um "referendo legal, justo e decisivo".

Este inesperado passo do governo é amplamente considerado como um estratagema para forçar um referendo antes da data que Salmond quer, baseado no entendimento de que este não goza de suficiente apoio, apesar de um crescente respaldo à independência, que segundo as últimas pesquisas estava em torno de 38%.

Salmond, que rejeita a afirmação sobre a falta de competência do Parlamento de Edimburgo, pediu ao governo para "resistir à tentação de interferir" na política escocesa.

O Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês), de Salmond, ganhou pela primeira vez, em maio passado, a maioria absoluta no Parlamento semiautônomo com a promessa de organizar um referendo sobre a independência.


Da AFP Paris


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www.pernambuco.com | 10-01-2012

LONDRES - O governo britânico estabeleceu condições nesta terça-feira para que seja permitido à Escócia realizar um referendo sobre a separação do país do resto da Grã-Bretanha - um movimento a que o Reino Unido se opõe fortemente. Qualquer referendo deve ser limitado a uma simples pergunta sobre a independência, com as respostas sim ou não - excluindo a opção de perguntar se a Escócia deve ter mais poderes atribuídos - e deve ser realizada o mais rapidamente possível, disse o governo britânico.

O Partido Nacional Escocês, agremiação pró-independência que lidera um governo descentralizado, em Edimburgo, disse que planeja realizar um referendo em 2016 sobre o fim da união de 300 anos com a Inglaterra. Mas o ministro britânico responsável pela Escócia, Michael Moore, disse que Londres entende que o Parlamento escocês não tem autoridade legal para realizar um referendo sobre a independência. "É essencial que o referendo seja legal, justo e decisivo. Como um governo, temos que ser claros... não vamos ficar no caminho de um referendo sobre a independência. Mas não vamos ficar à margem e deixar que a incerteza continue ", disse Moore ao Parlamento.

O governo britânico disse que vai permitir que o Parlamento escocês realize um referendo, mas "deve haver uma única pergunta simples e que pergunta deve ser feita o mais rapidamente possível." O primeiro-ministro Pró-independência da Escócia, Alex Salmond, sugeriu que o referendo poderia ser realizado entre 2014 e 2016, sinalizando que quer tempo para conseguir apoio para a independência escocesa. Mas o primeiro-ministro britânico David Cameron, que quer manter intacto o Reino Unido, disse que a demora gera incerteza e prejudica o investimento na economia escocesa, e informou que quer a realização da consulta o quanto antes. Autoridades britânicas sugerem que o referendo poderia ser realizado dentro de 18 meses.

oglobo.globo.com | 10-01-2012

LONDRES - O alerta do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de que a incerteza sobre o futuro da Escócia pode prejudicar a economia do Reino Unido, irritou os idependentistas, já resistentes à tentativa de Londres de antecipar um referendo popular sobre o assunto. Para o Partido Nacional (SNP), à frente do governo escocês, Cameron está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas no norte da Grã-Bretanha.

O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014. Cameron, que é contra o movimento independentista, defende a realização da consulta popular em 2013 - o que diminuiria o tempo de campanha em favor da separação.

- É uma tentativa óbvia de interferir numa decisão que diz respeito apenas ao governo escocês, em termos da data do referendo, e ao povo escocês, em termos de resultado - disse Nicola Sturgeon, vice-primeira-ministra da Escócia.

Segunda ela, o Partido Nacional Escocês foi eleito pelo comprometimento em realizar um referendo a partir de 2012 e não vai tolerar interferências em seu cronograma.

O governo britânico deve anunciar nos próximos dias se o referendo terá caráter juridicamente vinculante. No Reino Unido, especula-se que possivelmente ficará definido que, para ter força legal, a consulta precisará ser nos próximos 18 meses.

O partido espera aproveitar dois eventos em 2014 - os Jogos da Commonwealth, em Glasgow, e o sétimo centenário da Batalha de Bannockburn, em que os escoceses derrotaram o Exército inglês - para angariar apoio à independência da região, que tem 5 milhões de habitantes.

A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo.

Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O SNP argumenta que, embora pequeno, o território escocês poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte.

Pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Quase 60% são contra.

oglobo.globo.com | 09-01-2012

PARIS e ROMA - A Alemanha e a França estão prontas para propor novas medidas para reativar o crescimento econômico e reduzir o desemprego entre os jovens, inclusive uma ação para aumentar a mobilidade de trabalho nas fronteiras, para complementar a disciplina orçamentária e para reduzir a dívida na zona do euro. A iniciativa estará na agenda da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que se reúnem hoje em Berlim.

— É preciso dar a nossos povos e ao mercado a mensagem de que a política europeia para a crise não é apenas reduzir o déficit, mas também promover o crescimento e criar empregos — disse ao jornal britânico "Financial Times" uma fonte alemã.

Com o desemprego crescendo na França — em contraste com a Alemanha — e com a estagnação econômica, crescimento e geração de emprego se tornaram prioridades de Sarkozy, que em maio enfrenta as urnas.

Já Merkel, que, segundo o "FT", sempre se concentrou em tentar resolver a crise, parece estar convencida de que é preciso agir mais em prol do crescimento. A Alemanha, porém, insiste que a resposta não está em pacotes de estímulo, que gerariam mais dívidas ao setor público, mas em reformas estruturais e numa revisão dos gastos governamentais.

Merkel e Sarkozy devem assinar uma série de propostas conjuntas, que depois serão submetidas aos outros 15 países da zona do euro. Não deve haver, porém, um anúncio formal dessa iniciativa hoje, segundo o "FT".

Uma das propostas é facilitar a mobilidade de trabalhadores de um país para outro, voltada principalmente para a população mais nova. A Espanha, por exemplo, tem uma taxa de cerca 40% de desemprego entre os jovens. Já a taxa alemã está em queda e há falta de trabalhadores altamente qualificados. 

Reino Unido pode dar mais dinheiro ao FMI

Os líderes de Alemanha e França, diz o "FT", também devem defender uma disciplina orçamentária mais rígida na zona do euro. Eles também devem discutir como acelerar a aplicação do Mecanismo de Estabilidade Europeia, o fundo permanente de resgate de 500 bilhões que substituirá o temporário Fundo Financeiro de Estabilidade Europeia, de 440 bilhões.

Já o Reino Unido, segundo o "FT", pode aumentar sua contribuição ao Fundo Monetário Internacional (FMI), caso países como Brasil e Japão decidam fazê-lo. Por isso, o premier David Cameron já estaria buscando o apoio de 30 parlamentares de seu partido para elevar o montante de 10 bilhões de libras ( 12,15 bilhões) que o país já se comprometeu a dar ao Fundo.

A zona do euro pressiona o Reino Unido a elevar para 30 bilhões sua parcela de contribuição ao FMI. A zona do euro já se comprometeu a dar 150 bilhões ao órgão, para elevar seus recursos de resgate. A medida, se confirmada, será elogiada por Alemanha e França.

A Itália planeja liberalizar gradualmente setores que vão de energia a serviços profissionais como estratégia para reanimar a economia, disse ontem o ministro da Indústria, às vésperas de reuniões com parceiros europeus para discutir formas de sair da crise da dívida.

Já o governo belga anunciou que cortará em mais de 1 bilhão o orçamento previsto para este ano, respondendo a exigências da Comissão Europeia.

oglobo.globo.com | 09-01-2012
O Brasil entra em 2012 comemorando uma conquista consolidada no final de 2011 e destacada no mundo inteiro como uma posição histórica: o País ultrapassou o Reino Unido e agora é a sexta maior economia mundial, só atrás de Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e França, e com possibilidade de superar os franceses em três anos. Tendo a Índia e a Rússia nos calcanhares, aliás, mesmo passando a França pode ser que perca uma ou duas posições no ranking.

O posicionamento entre os seis países economicamente mais poderosos, no entanto, tem uma importância tão relativa que o próprio min

RIO — O Brasil segue entre os países que recebem recursos de ajuda para o desenvolvimento do Reino Unido, embora tenha ultrapassado os britânicos na posição de sexta maior economia do mundo na semana passada. Segundo reportagem do tabloide “Daily Mail”, citando o site do Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID), projetos envolvendo o repasse de 13,6 milhões de libras para o Brasil seguem operacionais.

No texto, o jornal critica o uso de dinheiro dos contribuintes britânicos para ajudar o Brasil. “Que loucura! O Reino Unido AINDA está dando ajuda ao Brasil — ainda que ele seja mais rico do que nós somos”, diz, em tradução livre, o título da reportagem publicada no site do tabloide em 29 de dezembro.

Na semana passada, estudo do Centro de Pesquisa para Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês) mostrou que, segundo as projeções para o PIB (produto interno bruto, soma de produtos e serviços produzidos em um país) de 2011, o Brasil, com US$ 2,51 trilhões, é a sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, na sétima posição. Em primeiro lugar, seguem os EUA, seguidos de China, Japão, Alemanha e França. É a primeira vez que os britânicos ficam atrás de um país sul-americano nesse tipo de ranking.

A ajuda a países pobres ou em desenvolvimento na política externa britânica tem sido alvo de críticas da oposição ao governo britânico. Segundo o “Daily Mail”, o governo do premier David Cameron quer aumentar o total de ajuda externa a países pobres, hoje de 9 bilhões de libras.

Em resposta à reportagem do jornal britânico, o DFID informou que os projetos relacionados ao Brasil são antigos e datam dos anos 1990, tendo sido listados como “operacionais” no site da instituição por erros do sistema. Ainda assim, o órgão admitiu que o Brasil recebe atualmente 730 mil libras num programa para “desenvolver uma agenda conjunta e promover objetivos de redução da pobreza global” com grandes países emergentes.

O tabloide critica também o repasse de recursos para outros países “ricos e de rápido crescimento”, como Índia e China — segunda maior economia do mundo e que, segundo o “Daily Mail”, só foi retirada da lista de países ajudados neste ano. Em março, o governo britânico suspendeu ajuda a 16 países. Além da China, foram excluídos Rússia, Vietnã, Sérvia e Iraque. O Brasil não foi mencionado, ressalta o “Daily Mail”.

PIB per capta britânico é o triplo do brasileiro

Embora o Brasil tenha ultrapassado o Reino Unido na lista dos países mais ricos do mundo, isso não significa que os brasileiros estão de fato vivendo melhor. No Brasil, o PIB per capita deverá ficar em US$ 12.916 para 2011, menos de um terço dos US$ 39.604 dos britânicos.

Num cenário otimista — crescimento populacional de 1% e de 6,5% da economia ao ano —, o Brasil só atingiria o patamar do PIB per capita do Reino Unido em 2028, segundo simulação feita pela agência brasileira Austin Rating. Com a mesma taxa de expansão populacional, mas com a economia crescendo a 5% ao ano, o PIB per capita brasileiro alcançaria o atual britânico só em 2032.

oglobo.globo.com | 03-01-2012

BERLIM, LONDRES, PARIS e MADRI - No primeiro dia útil do ano, o premier britânico, David Cameron, disse em uma mensagem de ano novo, que adotará duras ações contra os excessos do mercado financeiro, num esforço que, admitiu, exigirá coragem. Cameron, no entanto, não especificou que medidas seriam essas. O premier britânico disse ainda estar preocupado com a situação do mercado de trabalho e admitiu que será difícil superar o problema do desemprego, mas “sei que conseguiremos”.

— Enquanto uns poucos do topo conseguem recompensas que parecem nada ter a ver com os riscos que assumem ou com os seus esforços, muitos outros estão presos a benefícios, sem esperança ou responsabilidade — disse ele. — Portanto, vamos agir contra os excessos na City (o centro financeiro de Londres) assim como estamos reformando o sistema de bem-estar social para amparar as famílias.

Já o presidente francês, Nicolas Sarkozy, vai se encontrar com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim no dia 9 de janeiro para iniciar negociações sobre novas regras que visam impor disciplina orçamentária à União Europeia (UE).

Os dois líderes devem detalhar um plano acertado em dezembro em Bruxelas por todos os membros da UE, exceto o Reino Unido, sobre um novo tratado que prevê uma integração fiscal mais próxima, à medida em que a Europa luta para conter sua crise de dívida soberana.

O gabinete do presidente francês anunciou a reunião, mas não deu mais detalhes sobre o assunto.

Ministros de Finanças dos 27 Estados-membros da UE irão se encontrar em 23 de janeiro, antes que seus líderes se reúnam em cúpula uma semana depois. Eles estarão sob pressão intensa para encontrar uma solução definitiva para a crise, que ameaça a sobrevivência da moeda única. O euro acaba de completar dez anos desde que entrou em circulação.

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, que ainda batalha para conquistar confiança para a economia italiana, também se encontrará com os líderes de França e Alemanha neste mês, assim como o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

Todos os líderes da UE, exceto Cameron, concordaram em realizar uma cúpula de emergência em 9 de dezembro sobre um novo tratado para impor regras mais duras de disciplina orçamentária, incluindo sanções automáticas para países que desrespeitarem limites de endividamento.

Somando-se à pressão já existente, agências de classificação de risco estão investigando países do bloco monetário de 17 Estados-membros para possíveis reduções nas notas de suas dívidas soberanas. Tais cortes elevariam imediatamente os custos de tomada de empréstimos governamentais e pesariam sobre os esforços para por ordem nas contas públicas.

No momento, crescem as exigências para que o Banco Central Europeu tome medidas mais definitivas para frear a crise ao elevar as compras de títulos de governos. A medida iria além dos limites atuais de seu mandato e chegou a ter forte apoio da França, mas enfrentou oposição da Alemanha.

oglobo.globo.com | 02-01-2012

LONDRES - O magnata da mídia Rupert Murdoch começou o ano estreando em um novo campo das comunicações: o Twitter. Daisy Dunlop, porta-voz do grupo News International, confirmou que Murdoch - que se recupera do maior escândalo da sua carreira - criou mesmo um perfil na rede (@rupertmurdoch).

A conta foi aberta no Ano Novo, mas muitos duvidavam da sua autenticidade, porque Murdoch, aos 80 anos, vem tentando se manter longe dos holofotes desde que seu império de mídia começou a ser investigado por causa de violações de privacidade no Reino Unido. Seu jornal “News of the World” precisou ser fechado em julho diante da reação do público e das autoridades à revelação de que pessoas a serviço do jornal haviam invadido a caixa postal de uma adolescente desaparecida. A invasão atrapalhou a investigação pois levou a polícia a achar que jovem estava viva, quando ela já havia sido assassinada.

"Minhas resoluções (de Ano Novo) são tentar manter a humildade e, sempre, a curiosidade. E a dieta, é claro!", tweetou Murdoch.

Em apenas dois dias, Murdoch conseguiu 56 mil seguidores. Sua mulher Wendi Deng - que ficou conhecida como “a tigresa de Murdoch” ao defendê-lo do ataque de um manifestante no tribunal - também começou a twittar, com o perfil @wendi_deng.

Em alguns dos seus tweets, Murdoch pareceu entediado com o feriadão. Ele também reclamou do excesso de gente na ilha de Saint Bart, um refúgio exclusivo do Caribe, onde passava o Ano Novo.

"De volta ao trabalho amanhã. Chega de ficar parado!", disse em outra mensagem.

Ele também elogiou Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, e Rick Santorum, candidato à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano. O magnata se mostrou, ainda, otimista com a economia global:

"Feliz 2012. Que seja melhor do que todos os especialistas preveem. Tem que ser! Tudo precisa mudar para que sejam criados empregos para todos, especialmente para os jovens."

oglobo.globo.com | 02-01-2012
O governo do Reino Unido está determinado a fazer mais para ajudar a economia a se recuperar e a usar os Jogos Olímpicos de Londres e as celebrações do 60º ano da Rainha Elizabeth II no trono para mostrar que o país pode ter sucesso apesar dos momentos desafiadores, afirmou o primeiro-ministro,

TEERÃ - A União Europeia está aberta a negociações com o Irã, contanto que não haja precondições da parte de Teerã, disse um porta-voz de política externa da UE neste sábado. Mais cedo, a agência iraniana Mehr citou um oficial do país afirmando que o negociador do programa nuclear, Saeed Jalili, vai escrever para a autoridade europeia expressando o interesse de Teerã em iniciar novas conversas com as nações ocidentais.

O porta-voz de política externa da UE, Michael Mann, disse por email à Reuters que Catherine Ashton escreveu para Jalili em outubro e ainda não recebeu resposta. As conversas entre o Irã e os cinco países do Conselho de Segurança da ONU; EUA, Rússia, China, Reino Unido e França, mais a Alemanha; se paralisaram em janeiro. O país asiático tem ignorado as exigências do Conselho de Segurança de parar o program nuclear.

Irã adia testes com mísseis de longo alcance

Um comandante da marinha iraniana, Mahmoud Mousavi, desmentiu relatos de que a república islâmica tenha testado mísseis de longo-alcance durante exercícios militares neste sábado, afirmando que os mísseis serão lançados nos próximos dias. A Press TV, uma agência de notícias semi-oficial, e a estatal IRNA haviam relatado mais cedo que o Irã tinha testado os mísseis.

"Todos os tipos de terra-mar, mar-mar e terra-ar, assim como mísseis lançados por soldados serão testados nos próximos dias", disse Mousavi à Press TV.

O exercício naval de 10 dias, que começou no sábado passado, coincide com o crescimento das tensões do Irã com os países ocidentais por conta de seu programa nuclear. A União Europeia considera um banimento às importações de óleo do Irã, seguindo o exemplo dos EUA. Segundo a mídia iraniana, estes exercícios são diferentes porque incluem uma área mais “vasta de ação, mais táticas e equipamentos”. As manobras — que segundo as autoridades vão do leste do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, até o Golfo de Aden — contam com minas e aviões não-tripulados.

Teerã afirma que os exercícios são uma demonstração que o país está disposto a contra-atacar qualquer agressão de inimigos como os EUA e Israel. As duas nações não excluem a possibilidade de uma ação militar se a diplomacia não resolver a disputa nuclear com o Irã.

Washington e seus aliados acusam o Irã de tentar construir bombas atômicas sob a fachada de um programa civil de enriquecimento de urânio. Teerã nega as acusações e ameaça bloquear uma passagem marítima estratégica para petroleiros se o Ocidente impuser sanções às suas exportações de petróleo.

O Estreito de Ormuz é rota de 40% dos carregamentos de petróleo do mundo. Ele fica nas águas territoriais do Irã e de Omã, mas pela lei internacional é considerado aberto para navegação e fechá-lo seria visto como um ato de guerra. A 5ª Esquadra dos EUA afirma que não permitira qualquer interrupção no tráfego da mais importante rota de petróleo do mundo, que conecta os maiores produtores do Oriente Médio, entre eles a Arábia Saudita, com o Golfo de Omã e o Mar da Arábia. Em seu ponto mais estreito, ele tem apenas 34 km de largura.

Analistas consideram que o fechamento do Estreito prejudicaria a economia iraniana, dependendente do petróleo, especialmente com a Arábia Saudita comprometida a compensar qualquer queda de exportação para a Europa.

Rússia e China, maiores aliados do Irã e que vem protegendo o país contra sanções mais duras da ONU, também não têm interesse em ver o tráfego de petróleo no golfo prejudicado.

oglobo.globo.com | 31-12-2011

SÃO PAULO - Com a crise financeiro na Europa longe de uma solução, o Brasil poderá se transformar na quinta maior economia do mundo ainda antes de 2015, superando a França. Foi o que afirmou nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o ritmo de crescimento do PIB brasileiro tem sido o dobro da média registrada pelos países europeus.

— É inexorável que passemos a França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor — disse ele, depois de receber medalha de honra ao mérito conferida pela Associação

Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

A previsão do ministro veio um dia depois de o Centro dePesquisa para Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês) ter publicado estudo mostrando que o Brasil havia ultrapassado o Reino Unido e conquistado a sexta posição entre as maiores economias do mundo.

— O FMI prevê que o Brasil será a quinta economia em 2015, mas acredito que isso ocorrerá antes — acrescentou ele.

O ministro reafirmou que, de 2003 a 2010, o PIB do país apresentou variação média de 4%, e que esse índice poderá ser superado nos próximos anos.

— Posso assegurar que em 2012 o Brasil estará crescendo mais do que em 2011. Teremos um câmbio mais favorável à indústria e crédito mais barato para os consumidores — disse Mantega, que evitou, porém, fazer comentários sobre as próximas reuniões do Co-

mitê de Política Monetária (responsável pela definição da Selic, a taxa básica de juros).

oglobo.globo.com | 27-12-2011

BRASÍLIA - Em sua última coluna semanal distribuída aos jornais, a presidente Dilma Rousseff voltou a falar da situação econômica do país e da crise econômica internacional. Dilma afirmou que, no ano do recrudescimento da crise global, o Brasil teve "um ano bem sucedido". Ela citou que, enquanto 2011 "não foi fácil para o mundo", a economia brasileira cresceu, criou até novembro 2,3 milhões de empregos e atingiu a menor taxa de desemprego da série histórica (5,2% da população economicamente ativa), além de ter batido recorde de exportações e investimentos estrangeiros diretos.

- No Brasil, percebemos com antecedência os rumos da crise internacional e nos preparamos para ela. Com planejamento e políticas acertadas, conseguimos proteger a economia, os setores produtivos e o emprego. Assim, tivemos um ano bem sucedido - afirmou Dilma.

Depois da divulgação de pesquisas britânicas que afirma que o Brasil deverá passar o Reino Unido e se tornar a 6ª economia do mundo, aguçou o otimismo do ministro da Fazenda Guido Mantega. Nesta terça-feira, Mantega afirmou que 2012 será melhor do que 2011, com câmbio mais favorável para as indústrias e crédito mais barato para os consumidores, e que o Brasil será a 5ª maior economia do mundo antes de 2015, passando à frente da França. As afirmações foram feitas depois de o ministro receber medalha de honra ao mérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

- É inexorável que passemos a França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor - afirmou Mantega, explicando que a velocidade de crescimento do PIB brasileiro tem sido o dobro da registrada pelos países europeus.

A presidente afirmou que manteve firme o propósito de crescer com distribuição de renda e enumerou medidas já acertadas que vão permitir um 2012 próspero, como o aumento do salário mínimo, o reajuste das faixas do Supersimples, a redução de PIS/Cofins de massas, pães, farinhas e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da linha branca, além do crédito com custo menor para investimentos. "Com menos impostos e mais crédito, a economia brasileira vai crescer mais (em 2012)", disse ela.

Dilma também citou outros programas do governo como o "Minha Casa Minha Vida" (que subsidia a construção de moradias para a população com renda de até R$ 5 mil). o "Brasil sem Miséria", e iniciativas na área da Saúde, como o "Melhor em Casa", "SOS Emergências", "Saúde Não Tem Preço" e "Crack, é possível vencer", e da Educação, como o "Pronatec" e o "Ciência sem Fronteiras". Também elogiou o "Viver sem Limites", que tem como foco os brasileiros com deficiência.

oglobo.globo.com | 27-12-2011
Análise: Fernando Dantas Segundo a base de dados da Perspectiva Econômica Mundial, documento do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil passou o Reino Unido em termos de PIB em dólares correntes em 2011. Com isso, tornou-se a sexta maior economia do mundo, depois de Estados Unidos, China,
www.estadao.com.br | 27-12-2011
Um estudo divulgado por um organismo internacional de pesquisa económica indica que o Brasil já conseguiu arrebatar ao Reino Unido o sexto lugar na lista das maiores economias mundiais. O estudo, realizado pelo Centre for Economics and Business Research (CEBR) mostra também um avanço dos países asiáticos e um recuo dos europeus na tabela das economias globais.
www.rtp.pt | 26-12-2011
O Brasil superou o Reino Unido e ocupa agora o posto de sexta maior economia do mundo, reportou o jornal britânico Th...(leia mais)
feedproxy.google.com | 26-12-2011
O Brasil superou o Reino Unido e ocupa agora o posto de sexta maior economia do mundo, reportou o jornal britânico The Guardian, citando uma equipe de economistas. A crise bancária de 2008 e a subsequente recessão deixou o Reino Unido no sétimo lugar em 2011, atrás da maior economia da América do

Jornais britânicos registram que PIB do Brasil passou o do Reino Unido
eptv.globo.com | 26-12-2011
www.pernambuco.com | 26-12-2011

RIO - O Brasil conquistou o posto de sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido, de acordo com pesquisa publicada pelos principais jornais britânicos nesta segunda-feira. É a primeira vez que o país fica atrás de uma nação sul-americana, de acordo com informações divulgadas pelo “Daily Mail”.

A crise bancária de 2008 e a recessão foram fatores determinantes para a queda do Reino Unido, segundo o jornal “The Guardian”, que ainda destaca que a América do Sul tem crescido a partir das exportações para a China e Ásia.

- O Brasil tem batido os países europeus no futebol por um longo tempo, mas batê-los na economia é um fenômeno novo - comparou Douglas McWilliams, CEO do Centro de Economia e Pesquisa de Negócios (CEBR, em inglês), consultoria responsável pela pesquisa.

O ex-conselheiro britânico, Peter Slowe disse que “o Brasil tem uma variedade de recursos naturais com os quais pode contar”, como o petróleo e minerais da Amazônia.

O primeiro no ranking de maior economia são os Estados Unidos, à frente da China, Japão e Alemanha.

Em 2010, o Brasil foi a sétima maior economia do mundo depois de ultrapassar a Itália. No terceiro trimestre deste ano, porém, o PIB brasileiro ficou estagnado, depois que o consumo das famílias e a indústria tiveram ligeira queda. Para 2012, o BC estima um crescimento de 3,5%, enquanto o ministro da Fazenda prevê uma expansão entre 4% e 5%. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, O Brasil fechará 2011 como o sexto maior PIB mundial, com US$ 2,4 bilhões

Dados recentes divulgados pelo Pnud a respeito do IDH, que mede o desenvolvimento humanos das nações, mostra que ainda existe um abismo separando Brasil e países desenvolvidos, como o Reino Unido (em 28º). De acordo com as últimas estatísticas, o Brasil ocupa a 84ª posição de um ranking com 187 países avaliados. No entanto, quando se leva em conta a desigualdade, o país perde 13 posições, ocupando a 97ª posição no ranking dos países. E, assim, o índice vai para 0,519 — redução de 27,7% sobre o indicador (0,718).

Os cinco primeiros do ranking são: Noruega, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. Os cinco últimos classificados são: Chade, Moçambique, Burundi, Níger e República Democrática do Congo

oglobo.globo.com | 26-12-2011
Não deixa de atiçar um orgulho patriótico a informação da imprensa inglesa de que estamos próximos a desbancar o Reino Unido na lista das maiores economias do mundo. Isso não aconteceria se, nos últimos anos, nossa economia não tivesse um mínimo de estabilidade para gerar mais investimentos. Mas é bom tomar cuidar com euforia que, certamente, será manipulada pelo governo. Só podemos comemorar nosso crescimento quando os indicadores sociais brasileiros estiverem num patamar de nação desenvolvida --o que estamos longe, muito longe de ter. Refiro-me aos números da educação ou saúde. Ou a qualidade de vida nas cidades, a começar pela segurança. Leia mais (26/12/2011 - 08h45)
redir.folha.com.br | 26-12-2011

RIO - Os executivos brasileiros terão um 2012 de gordos bônus por metas atingidas na maioria dos setores da economia, mesmo com a crise global e a desaceleração do crescimento do país no segundo semestre. A remuneração extra, a ser paga no início do ano, com base nos resultados de 2011, poderá chegar a dez vezes o salário mensal nos setores de mineração e construção civil. No segmento de obras pesadas, um gerente de desenvolvimento de negócios poderá receber R$ 250 mil a mais, no teto das expectativas.

Os setores de mineração (que deverá pagar de quatro a dez salários de bônus) e de construção civil (de dois a dez salários) se destacaram em levantamento da consultoria especializada em recrutamento Michael Page, feito a pedido do GLOBO. Os dados são uma estimativa média para cargos de gerência — excluídos diretores e presidentes — e são baseados nas expectativas das companhias em relação aos lucros de 2011. O valor dos bônus varia de acordo com o tamanho das empresas, os resultados apresentados e a cultura de gestão.

 

Valores superam os de Chile e Inglaterra

Segundo especialistas, no ritmo atual, 2012 deverá manter o patamar dos bônus por metas atingidas, sem repetir o crescimento robusto de 2011, quando os bons resultados de 2010, em muitas empresas acima do previsto, resultaram em premiações vultosas. Em 2011, segundo a consultoria Towers Watson, executivos brasileiros ficaram entre os que mais receberam bônus no mundo, disputando com os americanos. Presidentes de empresas no Brasil receberam remuneração extra equivalente a 72% do salário fixo anual. Nos EUA, a média foi de 80%. Os valores do Brasil estão acima de México (61%), Reino Unido (50%) e Argentina (43%).

Já a remuneração extra de diretores brasileiros foi de 48% do salário anual, superando até mesmo a média americana (45%) e à frente de México (38%), Argentina (37%), Reino Unido (33%), Colômbia (32%), Venezuela (28%) e Chile (27%).

Leia a íntegra desta reportagem no GLOBO DIGITAL (conteúdo exclusivo para assinantes)

oglobo.globo.com | 24-12-2011
A MoodyÂ's avisa que o Reino Unido pode vir a perder o triplo A, a melhor nota possível dada pelas agências de notação financeira, devido à crise na Zona Euro. No seu relatório anual, a Moody's, explica que os crescentes problemas das finanças públicas e o fraco crescimento da economia estão a reduzir a capacidade que o país tem de enfrentar choques orçamentais ou macroeconómicos suplementares, como os que estão ligados à crise da Zona Euro. Isto apesar de a Grã-Bretanha não ser membro da moeda única.
www.rtp.pt | 21-12-2011
Os compradores brasileiros estão tomando os Estados Unidos nesta temporada de Natal, um impulso bem-vindo para varejistas dos EUA que enfrentam uma economia lenta. Armados com uma moeda forte, um acesso mais fácil ao crédito e um apetite para compras aparentemente inesgotável, os brasileiros têm deposto nações mais ricas, como o Reino Unido, como os maiores gastadores estrangeiros em mercados-chave dos EUA, como Nova York e Flórida.
online.wsj.com | 21-12-2011

RIO - Líderes mundiais gostam de recorrer ao adjetivo "histórico" para classificar suas manobras de Estado. Sem desmerecer a envolvente oratória do presidente dos Estados Unidos, foi a dura realidade que se desenha no Oriente Médio a responsável por salvar Barack Obama do clichê. Num patriótico discurso em Fort Bragg, na última quarta-feira, ele acertou ao chamar de histórica a retirada das tropas americanas do Iraque. À Casa Branca cabe a inédita missão de criar elos amigáveis com um país sobre o qual jamais teve influência. Afinal, durante a Guerra Fria, os parceiros americanos no Golfo Pérsico eram as monarquias do Irã e da Arábia Saudita; o Iraque baathista alinhou-se à antiga União Soviética. A lista de tarefas do primeiro governo soberano iraquiano é mais extensa. A infraestrutura sucateada sequer permite o fornecimento contínuo de energia elétrica à capital, Bagdá. Tensões entre sunitas e xiitas, além de árabes e curdos tornam endêmicas a divisão e as instabilidades políticas. A ofensiva de influência do Irã está à espreita; a economia combalida e a corrupção questionam o caráter operativo das Forças Armadas, e o extremismo da al-Qaeda segue ativo. Mas não é só.

O ranking de corrupção da ONG alemã Transparência Internacional neste ano colocou o país num alarmante 175 lugar entre 182 avaliados. E o primeiro-ministro Nuri al-Maliki comanda um Iraque dono da segunda maior reserva de petróleo do planeta — estimada em 115 bilhões de barris, atrás apenas da Arábia Saudita. Os planos são audaciosos, dignos da magnificência da antiga Babilônia. Da atual produção de 2,9 milhões de barris por dia, a meta é, em 2017, ultrapassar os sauditas e chegar a 12 milhões diários. Apesar de analistas duvidarem desse êxito, o país está de volta ao clube das "oleocracias". Só não se sabe se as fatias do saboroso bolo do petróleo serão repartidas de maneira justa e eficaz entre todos os segmentos de uma população faminta por liberdade e dignidade. Tanta riqueza pode alavancar o renascimento do Iraque como potência. Ou tornar-se a maldição que fomenta a corrupção, aumenta a desigualdade e exorta ao conflito.

 

Simbolismo na presidência da Opep

Os lucros do petróleo renderam aos cofres iraquianos US$ 34,1 bilhões este ano. A redução da violência e o investimento na modernização de campos sucateados colocaram a produção em curva ascendente. E fizeram a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) eleger o Iraque para a presidência rotativa no ano de 2012, um cargo simbólico, mas que corrobora o interesse no despertar do pós-ocupação americana — ainda que o país esteja fora do sistema de cotas do cartel. A meta é que seja readmitido plenamente quando alcançar o patamar de 3 ou 4 milhões de barris diários, em meados de 2014.

Até lá, entram em cena as diferenças. O povo busca soberania e democracia. Os Estados Unidos deixam o país sonhando com estabilidade. Mas a prioridade do governo do xiita Nuri al-Maliki, chamado pelos inimigos de "marionete do Irã", é outra.

— Primeiramente permanecer no poder — sentencia Michael Klare, especialista em segurança internacional do Hampshire College, nos EUA. — Maliki sofreu forte oposição de líderes potenciais no passado. Com o poder, vêm benefícios ao premier e seus aliados em contratos, patrocínios e privilégios variados. Além disso, ele representa a maioria xiita, que busca excluir os sunitas outrora poderosos de todas as posições de influência.

O alerta tem o testemunho de analistas e até diplomatas que veem traços de autoritarismo no premier. Em 2009, uma licitação surpreendentemente transparente para a exploração de oito das maiores bacias de petróleo do Iraque foi a maior tentativa de abrir o setor desde a nacionalização feita por Saddam Hussein, em 1972. O leilão mostrou um Maliki irredutível, insistente em ditar as regras. Muitas. As petrolíferas cederam às imposições, e são pagas por barril produzido acima de uma certa quantidade. Com o preço estipulado por Bagdá, que retém cerca de 90% dos lucros.

— Foi um leilão para contratos de serviços, não pelos desejados acordos de produção compartilhada. Maliki reluta em ceder controle a empresas estrangeiras — observa Klare.

 

Curdistão, novo atrativo ao Ocidente

O resultado foi que muitas companhias, sobretudo americanas, decidiram que os riscos envolvidos na operação eram bem maiores que as possibilidades de lucro, estimadas em "apenas" 15%. Formaram-se, então, consórcios exóticos, reunindo países como Tailândia, China, França, Rússia, Reino Unido, Noruega e até Angola.

Disputas no governo Maliki sobre quem vai ocupar ministérios — e bem-remunerados postos de controladoria — também impedem a aprovação da Lei de Hidrocarbonetos para regulamentar e flexibilizar o setor. A ausência dessa legislação é outro foco de divergência local e alvo de muita pressão ocidental. Principalmente devido à antítese da lei liberal adotada pela semiautônoma região do Curdistão, no Norte do país, onde poços gigantescos vêm sendo descobertos. E para onde empresas como a Exxon já se deslocaram, atraídas por acordos flexíveis de produção compartilhada e, claro, lucros maiores.

— Está instaurada a tensão regional interna. Os curdos têm contratos milionários que Bagdá não reconhece, alegando que todo o petróleo deve ser regulado e comercializado pelo governo central — explica o pesquisador Steve LeVine, autor do blog Oil and Glory, da revista "Foreign Policy".

Sob a disputa para ditar os ônus e bônus da indústria, emerge outro fator de instabilidade, diz LeVine:

— Árabes ligados ao regime do Sul vão brigar com os curdos do Norte pela renda da produção no Norte. E sunitas e xiitas no Sul vão brigar pela alocação dessa mesma renda no Sul.

Fora do âmbito econômico, o Iraque enfrenta outro inimigo que preocupa não só Bagdá, mas também os governos de Irã e EUA: o extremismo de milícias sunitas ligadas à rede al-Qaeda. Somente na semana passada, três bombas atingiram um oleoduto que liga poços no Sul do país a reservatórios na cidade de Basra. Mesmo com a morte de Osama bin Laden e movimentos islamistas nos países da Primavera Árabe provando que o caminho do voto é mais vantajoso que o das armas, o grupo ameaça a estabilidade — ciente de que pequenas ações podem ter grande impacto.

— É um grupo pequeno, mas ideológico, que quer dar alguma voz à minoria sunita, mas não tem apoio. A al-Qaeda reúne muitos marginais e mercenários. Hoje, a tática é manter a imagem. Um jogo de intimidação — especula Brian Fishman, especialista em al-Qaeda do New America Foundation.

 

Missão de frear o Irã e deter a al-Qaeda

Odiado por uns, Nuri al-Maliki também se vê cortejado por outros. Como o tradicional rival Irã — com quem Bagdá travou a mais sangrenta guerra do Oriente Médio, com 400 mil mortes em oito anos. Os aiatolás apostam no elo sectário para ter influência no país vizinho através de clérigos como Muqtada al-Sadr e sua milícia, o Exército Mahdi, hoje adormecido.

Fatores como o crescimento da produção de petróleo iraquiana, a crise econômica que ameaça as demandas, o isolamento crescente do Irã e a democratização batendo à porta do mundo árabe fazem a balança de interesses oscilar rapidamente.

— O Iraque tem interesse em recuperar uma política externa independente e assertiva, mas, neste primeiro momento, isso dependerá da conjuntura interna. O fim da guerra é só o começo. E há muito petróleo ainda a ser descoberto no deserto iraquiano — alerta Gregory Gause, da Universidade de Vermont, autor de "As Relações Exteriores no Golfo Pérsico".

oglobo.globo.com | 18-12-2011

SÃO PAULO - Para estimular economia em meio à crise, ministro diz que governo pode cortar impostos de crédito e da folha de pagamento de empresas, mas defende medidas de austeridade em 2011. Para ele, há sinais de expansão este mêsSÃO PAULO. Uma nova redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o crédito das pessoas físicas e a desoneração da folha de pagamento de mais setores são as próximas armas que o governo poderá adotar para estimular a economia. Isso é o que promete o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em entrevista ao GLOBO, ele diz que fará as desonerações necessárias para que a atividade se recupere após um ano em que o ritmo de crescimento do país despencou de 7,5% em 2010 para algo próximo de 3%. Mesmo assim, ele afirma que a estratégia de pisar no freio foi acertada, pois a manutenção do resultado do ano passado “geraria desequilíbrios indesejáveis”. Segundo ele, não se deve apenas olhar para o Produto Interno Bruto (PIB) para avaliar o sucesso das ações do governo. “O crescimento tem que ser olhado por vários ângulos e não só o PIB. Temos que olhar o dinamismo da economia como um todo”, afirma. Declarado desenvolvimentista, ele diz que não mudou por ter passado boa parte de 2011 falando em austeridade fiscal: “O bom desenvolvimentista é aquele que busca o crescimento sustentado e não o imediato”. O ministro garante ainda que, apesar da estagnação da atividade no terceiro trimestre e da queda registrada em outubro (de 0,32%), os resultados de novembro e dezembro já mostram que o país voltou para a rota do crescimento econômico.

O senhor diz que é um desenvolvimentista, mas passou a maior parte de 2011 falando em austeridade fiscal. O senhor se tornou um fiscalista?

GUIDO MANTEGA: Absolutamente. O bom desenvolvimentista é aquele que busca o crescimento sustentado e não o crescimento imediato, fazendo um monte de bobagem e desequilibrando a economia. O objetivo é ter uma boa média de crescimento nos próximos oito a dez anos, e isso implica ajustes periódicos quando isso se fizer necessário.

Mas a estratégia da equipe econômica este ano acabou fazendo o crescimento despencar. Ela valeu a pena?

MANTEGA: A desacelerada foi necessária para não deixar a inflação contaminar a economia. Se a gente repetisse 7,5% em 2011, você não teria mão de obra e a infraestrutura não acompanharia um crescimento tão forte. Isso geraria desequilíbrios indesejáveis. Também queríamos dar um salto qualitativo na relação entre as políticas monetária e fiscal de modo que os juros possam caminhar no Brasil para um nível de normalidade que hoje não existe.

Qual é o problema?

MANTEGA: Embora o Brasil tenha condições fiscais melhores que vários países, eles operam com taxas de juros menores. Isso porque, até 1999, o Brasil não tinha uma situação fiscal adequada, tinha uma vulnerabilidade externa, era um país endividado, com inflação alta e com episódios de default (calote). Você acabou tendo uma política monetária excessiva para compensar outros desequilíbrios. O que nos cabe agora é criar as condições para que os juros no país possam cair. O resultado fiscal de novembro provavelmente vai mostrar que a meta do ano já está cumprida. Isso cria espaço para o Banco Central agir quando achar adequado.

Mas mesmo com os esforços fiscais do governo, a inflação ainda corre o risco de ficar acima do teto da meta, que é de 6,5%. O senhor teme que o governo Dilma seja taxado como leniente com a inflação?

MANTEGA: Se o governo brasileiro é leniente, então também é preciso considerar assim os governos chinês, do Reino Unido e de lugares onde a inflação triplicou este ano. Foi um festival de aumento da inflação. Você tem que distinguir quando há um choque de oferta, um choque de preços de commodities, de quando você tem uma inflação gerada por pontos de estrangulamento da economia. O mundo todo está com problemas de inflação. Não dá para dizer que foi gerado aqui dentro. O que pudemos fazer, nós fizemos.

O governo esperava que a economia desacelerasse, mas a freada foi brusca. O senhor acha que a equipe econômica errou na mão?

MANTEGA: Não. O crescimento tem que ser olhado por vários ângulos e não só o PIB. Temos que olhar o dinamismo da economia como um todo. Vamos ter um crescimento de 7% no varejo em 2011. Além disso, a massa salarial cresceu e o nível de emprego também. É claro que estamos crescendo abaixo do que a gente gostaria. Mas uma das razões foi o agravamento da crise internacional, que custou um pouco de PIB para nós porque atingiu a indústria. Não havia como isentar o setor disso.

A economia ficou estagnada no terceiro trimestre e os dados de outubro foram bastante negativos. Quando é que a economia vai se recuperar de fato?

MANTEGA: Sei que outubro foi ruim, mas também sei que a economia já voltou a um ritmo mais elevado em novembro e dezembro. Estava crescendo a 3,2% em setembro e outubro, foi o fundo do poço. Até porque a crise internacional foi mais forte e teve gente que ficou com medo. Mas em novembro e dezembro a economia já acelerou. Veja como a economia reage rápido. Há uma série de estímulos. A Selic (taxa de juros básica da economia, fixada pelo Banco Central, hoje em 11%) caiu a partir de agosto. E flexibilizamos as medidas prudenciais (como reduzir o IOF para o crédito de pessoas físicas).

O governo pode continuar a adotar medidas nessa linha para turbinar a economia?

MANTEGA: Reduzimos o IOF das pessoas físicas em 0,5 ponto percentual e podemos reduzir de novo se for necessário. O Brasil tem que continuar reduzindo a carga tributária, desonerando a folha de mais setores. É preciso ter uma agenda permanente de competitividade.

Como o governo vai fazer mais desonerações com o cenário fiscal de 2012, onde estão previstas despesas elevadas como o aumento do salário mínimo e existem pressões por reajustes do funcionalismo?

MANTEGA: As principais despesas do governo estão contidas. O déficit da Previdência Social está caindo, assim como os gastos com pessoal. Além disso, o Congresso não aprovou até agora nenhum reajuste para 2012 e a meu ver não vai aprovar.

Por quê?

MANTEGA: Porque o Congresso sabe que nós estamos numa crise internacional e que uma situação fiscal sólida é importante para que o país continue crescendo mais. Eu vejo uma grande maturidade política no Brasil, que não ocorre em outros países, como Estados Unidos e europeus. Eu posso te dizer que vamos continuar tendo esse resultado fiscal que nós tivemos em 2011. Vamos fazer os investimentos que são necessários, as desonerações que são necessárias e ter o resultado fiscal necessário.

A crise internacional ainda não deu sinais de arrefecimento. Que desdobramentos o senhor espera para 2012?

MANTEGA: Temos dois cenários possíveis. Um deles é os europeus continuarem empurrando (a crise) com a barriga. O quadro continua se deteriorando, mas não quebra nenhum banco, nenhum país. Você continua tendo restrições de crédito, uma taxa de crescimento baixo. Aí vamos ter dificuldades de aumentar nossas exportações, mas isso é perfeitamente controlável. Nesse cenário, o Brasil cresce mais de 4% no ano que vem.

E o segundo cenário?

MANTEGA: O outro cenário seria um default de bancos ou de países. Aí você teria uma parada do comércio internacional e uma interrupção abrupta do crédito. Mas isso a meu ver é muito difícil. Seria uma grande irresponsabilidade dos países avançados deixarem isso acontecer, porque eles têm como evitar esse cenário.

E quanto o Brasil cresceria nesse caso?

MANTEGA: Se houver uma agudização, nós vamos crescer em torno de 4%.

Como isso é possível?

MANTEGA: Numa crise mais grave, temos as reservas que entrarão em ação, como entraram em 2008. E mesmo um cenário agudo não dura mais que dois ou três meses. Além disso, a economia brasileira continua tendo dinamismo porque a massa salarial está crescendo. Se você soltar um pouco o crédito, volta ao consumo que você quiser e nós vamos graduar isso. Também vamos ter um aumento do salário mínimo em 2012 e o estímulo monetário. Além disso, o BNDES vai ter um pouco menos de recurso, mas vai continuar tendo um montante na casa de R$ 140 bilhões para emprestar.

Como o governo vai agir na área de defesa comercial para proteger a indústria da concorrência predatória dos importados?

MANTEGA: Um dos resultados da crise é que cada país vai tentar baratear seus produtos. Por isso, todos os setores estão sendo acompanhados. O instrumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados, que foi elevado para os importados) que nós usamos para o setor automotivo não funciona para outros setores. Mas quem estiver sangrando com essa competição terá um tratamento específico que não viole as normas da OMC (Organização Mundial do Comércio) e a competição internacional.

Mas o IPI para os veículos importados foi criticado e classificado como protecionista por alguns países-membros da OMC.

MANTEGA: Não é protecionismo. É defesa comercial. O que a OMC deveria fazer é uma revisão do seu instrumental, porque ela não olha para a questão cambial. Ela olha para subsídios explícitos, tarifas, os casos clássicos de defesa comercial. Hoje, falta uma atualização da OMC para levar em consideração a guerra cambial. Alguém vai negar que ela existe? Isso é uma realidade. Se a OMC não levar em consideração a guerra cambial, ela vai estar fazendo o seu trabalho pela metade.

O que foi uma frustração e uma alegria para o senhor este ano?

MANTEGA: Fico satisfeito de ter gerado mais empregos. Acho que a população, quando olha o que está acontecendo em outros países, fica muito satisfeita. Os brasileiros estão viajando mais, comprando mais. A situação de vida está muito melhor. Onde poderia ter avançado? Na reforma do ICMS, mas ela está pronta para ser realizada. Eu também gostaria ter aprovado o Fundo de Previdência Complementar dos Servidores e desonerado a folha de mais setores. Mas meu balanço do ano é muito positivo. A presidente Dilma Rousseff se saiu muito bem num ano em que todo o mundo pulou miudinho para livrar a cara (da crise).

oglobo.globo.com | 18-12-2011

RIO - Líderes mundiais gostam de recorrer ao adjetivo "histórico" para classificar suas manobras de Estado. Sem desmerecer a envolvente oratória do presidente dos Estados Unidos, foi a dura realidade que se desenha no Oriente Médio a responsável por salvar Barack Obama do clichê. Num patriótico discurso em Fort Bragg, na última quarta-feira, ele acertou ao chamar de histórica a retirada das tropas americanas do Iraque. À Casa Branca cabe a inédita missão de criar elos amigáveis com um país sobre o qual jamais teve influência. Afinal, durante a Guerra Fria, os parceiros americanos no Golfo Pérsico eram as monarquias do Irã e da Arábia Saudita; o Iraque baathista alinhou-se à antiga União Soviética. A lista de tarefas do primeiro governo soberano iraquiano é mais extensa. A infraestrutura sucateada sequer permite o fornecimento contínuo de energia elétrica à capital, Bagdá. Tensões entre sunitas e xiitas, além de árabes e curdos tornam endêmicas a divisão e as instabilidades políticas. A ofensiva de influência do Irã está à espreita; a economia combalida e a corrupção questionam o caráter operativo das Forças Armadas, e o extremismo da al-Qaeda segue ativo. Mas não é só.

O ranking de corrupção da ONG alemã Transparência Internacional neste ano colocou o país num alarmante 175 lugar entre 182 avaliados. E o primeiro-ministro Nuri al-Maliki comanda um Iraque dono da segunda maior reserva de petróleo do planeta — estimada em 115 bilhões de barris, atrás apenas da Arábia Saudita. Os planos são audaciosos, dignos da magnificência da antiga Babilônia. Da atual produção de 2,9 milhões de barris por dia, a meta é, em 2017, ultrapassar os sauditas e chegar a 12 milhões diários. Apesar de analistas duvidarem desse êxito, o país está de volta ao clube das "oleocracias". Só não se sabe se as fatias do saboroso bolo do petróleo serão repartidas de maneira justa e eficaz entre todos os segmentos de uma população faminta por liberdade e dignidade. Tanta riqueza pode alavancar o renascimento do Iraque como potência. Ou tornar-se a maldição que fomenta a corrupção, aumenta a desigualdade e exorta ao conflito.

 

Simbolismo na presidência da Opep

Os lucros do petróleo renderam aos cofres iraquianos US$ 34,1 bilhões este ano. A redução da violência e o investimento na modernização de campos sucateados colocaram a produção em curva ascendente. E fizeram a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) eleger o Iraque para a presidência rotativa no ano de 2012, um cargo simbólico, mas que corrobora o interesse no despertar do pós-ocupação americana — ainda que o país esteja fora do sistema de cotas do cartel. A meta é que seja readmitido plenamente quando alcançar o patamar de 3 ou 4 milhões de barris diários, em meados de 2014.

Até lá, entram em cena as diferenças. O povo busca soberania e democracia. Os Estados Unidos deixam o país sonhando com estabilidade. Mas a prioridade do governo do xiita Nuri al-Maliki, chamado pelos inimigos de "marionete do Irã", é outra.

— Primeiramente permanecer no poder — sentencia Michael Klare, especialista em segurança internacional do Hampshire College, nos EUA. — Maliki sofreu forte oposição de líderes potenciais no passado. Com o poder, vêm benefícios ao premier e seus aliados em contratos, patrocínios e privilégios variados. Além disso, ele representa a maioria xiita, que busca excluir os sunitas outrora poderosos de todas as posições de influência.

O alerta tem o testemunho de analistas e até diplomatas que veem traços de autoritarismo no premier. Em 2009, uma licitação surpreendentemente transparente para a exploração de oito das maiores bacias de petróleo do Iraque foi a maior tentativa de abrir o setor desde a nacionalização feita por Saddam Hussein, em 1972. O leilão mostrou um Maliki irredutível, insistente em ditar as regras. Muitas. As petrolíferas cederam às imposições, e são pagas por barril produzido acima de uma certa quantidade. Com o preço estipulado por Bagdá, que retém cerca de 90% dos lucros.

— Foi um leilão para contratos de serviços, não pelos desejados acordos de produção compartilhada. Maliki reluta em ceder controle a empresas estrangeiras — observa Klare.

 

Curdistão, novo atrativo ao Ocidente

O resultado foi que muitas companhias, sobretudo americanas, decidiram que os riscos envolvidos na operação eram bem maiores que as possibilidades de lucro, estimadas em "apenas" 15%. Formaram-se, então, consórcios exóticos, reunindo países como Tailândia, China, França, Rússia, Reino Unido, Noruega e até Angola.

Disputas no governo Maliki sobre quem vai ocupar ministérios — e bem-remunerados postos de controladoria — também impedem a aprovação da Lei de Hidrocarbonetos para regulamentar e flexibilizar o setor. A ausência dessa legislação é outro foco de divergência local e alvo de muita pressão ocidental. Principalmente devido à antítese da lei liberal adotada pela semiautônoma região do Curdistão, no Norte do país, onde poços gigantescos vêm sendo descobertos. E para onde empresas como a Exxon já se deslocaram, atraídas por acordos flexíveis de produção compartilhada e, claro, lucros maiores.

— Está instaurada a tensão regional interna. Os curdos têm contratos milionários que Bagdá não reconhece, alegando que todo o petróleo deve ser regulado e comercializado pelo governo central — explica o pesquisador Steve LeVine, autor do blog Oil and Glory, da revista "Foreign Policy".

Sob a disputa para ditar os ônus e bônus da indústria, emerge outro fator de instabilidade, diz LeVine:

— Árabes ligados ao regime do Sul vão brigar com os curdos do Norte pela renda da produção no Norte. E sunitas e xiitas no Sul vão brigar pela alocação dessa mesma renda no Sul.

Fora do âmbito econômico, o Iraque enfrenta outro inimigo que preocupa não só Bagdá, mas também os governos de Irã e EUA: o extremismo de milícias sunitas ligadas à rede al-Qaeda. Somente na semana passada, três bombas atingiram um oleoduto que liga poços no Sul do país a reservatórios na cidade de Basra. Mesmo com a morte de Osama bin Laden e movimentos islamistas nos países da Primavera Árabe provando que o caminho do voto é mais vantajoso que o das armas, o grupo ameaça a estabilidade — ciente de que pequenas ações podem ter grande impacto.

— É um grupo pequeno, mas ideológico, que quer dar alguma voz à minoria sunita, mas não tem apoio. A al-Qaeda reúne muitos marginais e mercenários. Hoje, a tática é manter a imagem. Um jogo de intimidação — especula Brian Fishman, especialista em al-Qaeda do New America Foundation.

 

Missão de frear o Irã e deter a al-Qaeda

Odiado por uns, Nuri al-Maliki também se vê cortejado por outros. Como o tradicional rival Irã — com quem Bagdá travou a mais sangrenta guerra do Oriente Médio, com 400 mil mortes em oito anos. Os aiatolás apostam no elo sectário para ter influência no país vizinho através de clérigos como Muqtada al-Sadr e sua milícia, o Exército Mahdi, hoje adormecido.

Fatores como o crescimento da produção de petróleo iraquiana, a crise econômica que ameaça as demandas, o isolamento crescente do Irã e a democratização batendo à porta do mundo árabe fazem a balança de interesses oscilar rapidamente.

— O Iraque tem interesse em recuperar uma política externa independente e assertiva, mas, neste primeiro momento, isso dependerá da conjuntura interna. O fim da guerra é só o começo. E há muito petróleo ainda a ser descoberto no deserto iraquiano — alerta Gregory Gause, da Universidade de Vermont, autor de "As Relações Exteriores no Golfo Pérsico".

oglobo.globo.com | 18-12-2011
Reino Unido responde a críticas francesas. A Grã-Bretanha descreveu como "simplesmente inaceitáveis" ataques à economia do país por ministros e banqueiros centrais franceses, quando as tensões sobre a crise da zona euro levaram as relações entre os dois países para um novo mínimo.
feedproxy.google.com | 17-12-2011

HELSINQUE - O tão aguardado iPhone 4S e os diversos novos produtos da Samsung provavelmente se destacarão entre as vendas de smartphones na temporada de festas de final de ano, apesar do efeito adverso das incertezas quanto à economia mundial.

A Apple, que perdeu a posição de maior fabricante mundial de smartphones para a Samsung no trimestre passado, pode reconquistar a liderança com a corrida dos consumidores para adquirir o novo iPhone, depois de esperar 16 meses pelo lançamento de um novo modelo.

Como milhares de outras pessoas, Vanessa Pigeon, 36, na semana passada aproveitou uma oferta de sua operadora de telefonia móvel e substituiu um BlackBerry antigo pelo iPhone mais recente.

- Gostei do design, e queria mudar há muito tempo - disse.

No Reino Unido, muitas vezes visto como indicador ante os demais mercados europeus, o iPhone conquistou robustos 43% do mercado em outubro, deixando para trás os celulares equipados com a plataforma Android, do Google, de acordo com o grupo de pesquisa Kantar Worldpanel ComTech.

- Na verdade, só a família iPhone e a família (Samsung) Galaxy estão sendo muito vendidas. Todas as demais marcas estão ficando com os restos - disse Neil Mawston, analista do grupo de pesquisa Strategy Analytics, em Milton Keynes, no Reino Unido.

A HTC e a Research in Motion - quarta e quinta maiores fabricantes de celulares inteligentes - também já haviam alertado sobre vendas fracas no período de festas. O final do ano é uma temporada de vendas crucial para os fabricantes de smartphones, já que os consumidores muitas vezes substituem seus modelos nessa época.

Os fabricantes devem vender 142 milhões de smartphones no quarto trimestre, 42% acima do total do ano passado, de acordo com pesquisa da Reuters com analistas.

- No momento, ainda temos dúvidas sobre o efeito sazonal do Natal, porque a demanda vista até o momento é fraca - disse Bonnie Chang, analista da Yuanta Securities, em Taipei.

oglobo.globo.com | 16-12-2011

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