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Roménia Economia

1 — As megamanifestações que os brasileiros têm organizado nos últimos anos neste mundo hiperconectado, contra a corja de políticos que se apropriou do Estado, são exemplo de uma emergente cidadania global, como nos recentes eventos da Coreia do Sul e da Romênia.

2 — Ao contrário de alguns céticos por cacoete, as manifestações resultaram em grande avanço no aperfeiçoamento de nossas instituições, e o impeachment foi só uma batalha na guerra pela qualidade de nossa democracia.

3 — Para os políticos que pensam que podem enganar todos os cidadãos durante todo o tempo, é fundamental que de vez em quando mostremos a eles que somos os mandantes e eles, meros mandatários. Enfim, caiu a ficha de que a corrupção leva o Estado à insolvência, à precarização dos serviços públicos, à recessão e ao desemprego em massa. Ou seja: políticos ladrões são piores que os mais perversos marginais, pois roubam covardemente dos que mais precisam do Estado.

4 — A afirmação de que a agitação política prejudica a estabilidade econômica é uma falácia. A economia é política, nada mais do que sua variante expressa em números.

5 — A superação da corrupção sistêmica de nossa subcultura política é o maior desafio para retomarmos o crescimento, o salto civilizatório do momento, uma vez que já provamos que fomos capazes de superar a ditadura nos anos 80, a inflação crônica nos anos 90 e a exclusão social nos últimos anos.

6 — A Operação Lava-Jato é uma conquista civilizatória e temos de ter orgulho cívico por promovê-la com tenacidade, como exortou a força-tarefa ao pedir o apoio da cidadania contra forças tão poderosas. Não passa de sonso sofisma o argumento de que não sobrará nenhum político para contar a história. Quando o que mais tem surpreendido na recente cena política brasileira é exatamente a ascensão de políticos egressos da cidadania comum, não profissionais e engajados no resgate da moralidade pública.

7 — É torpe a lenga-lenga de partidos e políticos profissionais, em face de seus crimes eleitorais evidenciados pelo Ministério Público, de que obedeceram “aos preceitos da legalidade” ao registrar recursos de propina na Justiça Eleitoral, quando nosso desafio político é o resgate da moralidade pública para além da legalidade.

8 — Não bastam duas dezenas de senadores assinarem o projeto do fim do foro privilegiado. É preciso ter atitude de cortar privilégios na própria carne para se ter moral de pedir sacrifícios aos cidadãos, como fez o senador Reguffe ao recusar unilateralmente dois terços de sua verba de gabinete.

9 — É falsa a argumentação de que as pautas das manifestações são difusas e contraditórias. Quando duas são de total clareza: a defesa da Lava-Jato e o fim do foro privilegiado. No mais, é salutar que outras pautas surjam da vibrante pluralidade de ideias da cidadania. O que importa é a união em torno da faxina geral da política.

10 — E se lhe questionarem que se trata de uma manifestação de elite, diga que sim, com orgulho, pois é de elite decente que o país precisa, à altura de seu povo ordeiro e trabalhador. Elites como os melhores, e não os mais ricos. Diga que você está lá para dar o exemplo de civismo a seus filhos que os nossos governantes nunca deram. Pois não existe atalho, e a construção da democracia é coletiva, importante demais para ficar só nas mãos de políticos.

Jorge Maranhão é diretor do Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão

oglobo.globo.com | 24-03-2017

A economia da Romênia após o colapso do Bloco Soviético em 1989-91 ficou delicada, já que restava uma base industrial obsoleta e um padrão de capacidade industrial totalmente inadequado as suas necessidades. Em fevereiro de 1997, a Romênia iniciou um abrangente programa de reforma estrutural e estabilização macroeconômica, mas a reforma subseqüentemente tem sido um processo inconstante. Os programas de reestruturação incluem liquidar grandes indústrias de energia intensiva e reformas importantes nos setores financeiro e agrícola. A economia atrasada e instável da Romênia tem se transformado em uma economia com estabilidade macroeconômica, alto crescimento e baixo desemprego. A Romênia alcançou um acordo com o FMI em agosto para um empréstimo de US$547 milhões, mas a liberação da segunda parcela foi adiada em outubro devido a exigências de empréstimo não-resolvidas do setor primário e diferenças sobre as despesas orçamentárias. Bucareste evitou o não-pagamento das dívidas do meio do ano, mas teve que reduzir significantemente as reservas para tal; as reservas giravam em torno de 1,5 bilhão de dólares por ano em 1999. As prioridades do governo incluem: obter um empréstimo renovado com o FMI, apertar as políticas fiscais, acelerar a privatização e reestruturar empresas não-lucrativas. 2002 e 2003 foram anos economicamente bem sucedidos, e atualmente o crescimento do PIB está previsto para ser de 4.5% por ano. A economia cresceu 6.6% na primeira metade de 2004, e 7.0% (ano sobre ano) no segundo trimestre de 2004, marcando a maior taxa de crescimento na região. O salário bruto médio por mês na Romênia é de 8.392.766 lei, conforme outubro de 2004, um aumento de 2.1% sobre o mês anterior. Ele equivale a US$283.54, 213.60 euros e 360.21 dólares australianos. O salário líquido médio por mês em janeiro de 2004 era de 6.071.211 lei. O crescimento do PIB deve ficar por volta de 8% em 2004 e por volta de 6-7% em 2005. O desemprego na Romênia está em 6.2%, valor muito baixo se comparado a outros países europeus. A Romênia foi convidada pela União Européia em dezembro de 1999 a iniciar as negociações de entrada. A sua adesão foi aprovada em 2005 junto com a Bulgária. Fará parte da União Europeia a partir de 2007. Apesar das nítidas melhorias, a Romênia ainda enfrenta vários problemas-chave: corrupção elevada em quase todos os níveis da sociedade, falta de transparência a respeito dos gastos públicos, falta de competitividade econômica - especialmente no setor agrícola -, um certo grau de desemprego em áreas rurais e ritmo lento de reforma no setor público (pertencendo ao Estado) da economia. A liberdade de imprensa geralmente é garantida, mas algumas pressões econômicas e administrativas determinam que a mídia reflita especialmente os aspectos positivos ou neutros da sociedade ao invés dos aspectos negativos ou críticas dirigidas ao governo. A Romênia recebeu em outubro de 2004 o muito desejado status de "economia de mercado funcional" pelos oficiais da UE, com algumas reservas - relacionadas especialmente aos aspectos mencionados acima.


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