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Suécia Economia

A fabricante sueca de equipamentos de telecomunicações Ericsson pode cortar cerca de 25 mil empregos fora da Suécia como parte de um programa de economia

O post Ericsson pode cortar 25 mil empregos para reduzir custos apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.

RIO — Stefan Löfven, primeiro-ministro da Suécia, anunciou nesta terça-feira em sua página oficial no Facebook que vai aumentar o contingente policial do país em 10 mil homens nos próximos sete anos. Na publicação, ele escreveu que quer que a polícia tenha mais recursos para investimentos em ambiente de trabalho, equipamento e treinamento para os agentes.

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Löfven disse ainda que essas notícias iam ser divulgadas antes, mas devido ao atentado em Estocolmo, na última sexta-feira, as medidas só puderam ser anunciadas nesta terça-feira. Além de aumentar o contingente policial, o primeiro-ministro informou que serão construídos dois novos centros de treinamento para estimular o recrutamento de novos agentes.

"Depois dos últimos dias, não pode existir nenhuma dúvida sobre o que o trabalho da polícia significa para nós, cidadãos. Nós valorizamos nossos heróis da polícia e agora é hora de garantir que eles tenham 10 mil novos colegas", diz a postagem.

O primeiro-ministro diz ainda que, de acordo com autoridades policiais, há duas vezes mais agentes do que o necessário para manter a capacidade de policiamento atual.

"Isso significa, em outras palavras, que nós, Sociais Democratas, estamos planejando um fortalecimento substancial da polícia sueca."

A Suécia adotou vigilância reforçada e prendeu de maneira prolongada um suspeito após o ataque terrorista que usou um caminhão no principal distrito comercial de Estocolmo, deixando quatro mortos e pelo menos 15 feridos na tarde de sexta-feira.

Um suspeito, de 39 anos, detido no Norte da cidade após o ataque, confessou ter roubado um caminhão de cerveja e avançado contra a multidão que fazia compras na Drottninggatan, uma das mais movimentadas vias de pedestres da capital sueca.

Embora seja um raro palco de ações terroristas, a Suécia mantinha, já há um ano e meio, seu nível de alerta em estado elevado, e, após o atentado, o governo sueco reforçou a vigilância em suas fronteiras.

oglobo.globo.com | 11-04-2017

SÃO PAULO - Em cerimônia com o rei da Suécia Carlos XVI nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer defendeu as reformas trabalhista e da Previdência, como um sinal de que o país tem agora ambiente propício para receber investimentos internacionais. Na visão de Temer, mesmo a lei da terceirização, criticada por centrais sindicais por ter sido sancionada, na sexta-feira, sem salvaguardas aos trabalhadores, foi feita após "amplo diálogo" e recebeu críticas "normais".

— Temos uma agenda para produtividade: readequação de regras trabalhistas, que primam pela segurança jurídica. Sancionamos projeto que autoriza as terceirizações sem prejudicar os trabalhadores — afirmou o presidente, durante o encerramento do Fórum de Lideranças Empresariais Brasil-Suécia, evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

— Vamos votar uma modernização da lei de trabalho, que é fruto de um diálogo entre o setor empresarial e dos empregados. Sem embargo de uma outra reivindicação de um lado ou outro, o que é absolutamente normal, estamos fazendo tudo (as reformas) pacificamente — continuou o presidente: — Nada é feito sem dialogar amplamente.

Entenda as mudanças propostas pela lei da terceirização

O discurso de Temer na presença do rei sueco e de empresários dos dois países foi uma grande defesa do seu governo. O presidente afirmou que assumiu um país em recessão e que, agora, a inflação caiu e fechará o ano abaixo do centro da meta, de 4,5%; disse que a taxa de juros está em baixa e que os gastos públicos estão sob controle. Temer ainda prometeu que, em breve, deve aprovar a reforma da Previdência, para resolver o "descompasso entre o sistema previdenciário e a demografia".

Até ao citar os impactos causados pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção envolvendo produtores de carne, o presidente citou dados positivos. Segundo ele, no último mês a exportação de proteína animal cresceu 9%:

— Sem contar alguns problemas, as autoridades internacionais estão confiando em nosso país.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que dá "integral apoio" às reformas que estão sendo tocadas pelo governo Temer. O tucano fez um relato histórico sobre as relações políticas e comerciais entre os dois países e lembrou que mais de 200 empresas suecas estão instaladas no Brasil.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 514 milhões em produtos para a Suécia, principalmente minérios e café. As importações somaram US$ 962 milhões e tiveram, como principais produtos, peças automotivas e medicamentos.

Nesta terça-feira, Temer e o casal real sueco devem participar de um evento sobre os direitos da criança em São Paulo. Na quarta-feira, o rei Carlos XVI e a rainha Sílvia devem visitar a fábrica da Embraer onde estão sendo feitos 36 caças comprados pelo governo brasileiro da empresa sueca Saab. A aquisição de 36 caças custou cerca de US$ 5,4 bilhões.

oglobo.globo.com | 04-04-2017
Ao lado do presidente Michel Temer (PMDB) e do rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), declarou apoio integral às reformas que Temer pretende implementar no Brasil.Destacando que São Paulo participou com 40% das exportações brasileiras à Suécia em 2016, Alckmin afirmou que o Estado oferece estrutura para investimentos suecos no Brasil e enfatizou o apoio à política econômica do peemedebista. [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 04-04-2017

RIO - Em discussão na Câmara dos deputados, desde dezembro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287), que trata da reforma da Previdência Social, ganhou as ruas na semana passada e maciça oposição dos trabalhadores. Isso porque o principal ponto da reforma, e mais polêmico, que institui idade mínima de 65 anos para se aposentar, para homens e mulheres, deve prejudicar os trabalhadores de estados mais pobres do país, onde a expectativa de vida se aproxima muito da idade proposta pelo governo federal. No Maranhão e Alagoas, por exemplo, ambos no Nordeste do país, caso a reforma fosse aprovada neste ano, os homens, com expectativa de vida de 66 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) só receberiam o benefício por um ano.

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Já em estados do Norte, Como Rondônia, Amazonas e Pará, os segurados homens do INSS, com expectativa de vida de 68 anos, só teriam acesso ao benefício por três anos. As propostas de mudanças também afetariam diretamente as mulheres desses estados. Pelas regras atuais, as mulheres com 30 anos de contribuição, e 55 de idade, poderiam se aposentar pela regra 85/95 com benefício integral. Porém, se a reforma for aprovada com fixação da idade mínima, só poderão requerer o benefício aos 65. No caso das seguradas do Maranhão e Rondônia, por exemplo, onde a expectativa de vida no ano passado era de 74 anos, só teriam acesso ao benefício por nove anos.

A especialista em previdência Denise Gentil, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que, se aprovada como pretende o governo federal, a reforma punirá trabalhadores das regiões mais pobres do país, que exercem funções muito degastantes.

— É uma medida que vai atingir, principalmente, os mais pobres, das periferias, em especial os trabalhadores do Norte e Nordeste do país, o que fará com que a pobreza aumente muito. Isso porque milhares de pessoas nunca conseguirão ter acesso à aposentadoria — afirma.

Segundo pesquisa da economista, a probabilidade de um trabalhador homem da classe C brasileira, de não chegar aos 65, é de 37%. Na Suécia, um dos países que o governo federal usa como exemplo para corroborar a reforma, segundo a professora, este mesmo percentual é de 13%.

— O governo usa a experiência de países desenvolvidos para basear a reforma da Previdência, o que é totalmente errado. Na minha opinião, a reforma deve ser feita de forma gradual, na qual o estabelecimento de uma idade mínima só fosse fixado daqui a 10 ou 15 anos — destaca.

Em discussão entre os parlamentares, o texto original da reforma já recebeu 146 emendas, ou seja, propostas de alteração nas novas regras propostas pelo governo.

REFORMA PRECISA SER DURA, DIZEM ECONOMISTAS

Além da idade mínima, o texto da reforma diz que, para ter acesso ao benefício integral, o trabalhador brasileiro precisará contribuir por 49 anos. Desta forma, o segurado precisaria começar o recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), aos 16.

Além disso, o texto propõe uma regra de transição para que trabalhadores que estejam há mais tempo no mercado não sejam tão afetados. Assim, mulheres acima de 45 anos e homens acima de 50 teriam uma regra de transição, um pedágio de 50% sobre o tempo restante para a aposentadoria.

Para o economista e especialista em Previdência, Paulo Tafner, se a reforma não for feita de maneira mais dura agora, não terá efeitos sobre a Previdência, o que pode gerar dificuldade nos pagamentos de benefícios no futuro. — Minha avaliação é de que não pode mexer na idade mínima. A regra tem que ser mantida. Ou seja, se mexerem na idade mínima, simplesmente acaba a reforma. Esta proposta do governo acaba com uma Previdência que manteve privilégios a grupos específicos e, se não for aprovada tal como está, a Previdência Social nunca voltará a ser sustentável no Brasil — avalia.

O coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rogério Nagamine, também comunga das ideias do governo e é a favor de que a reforma se mantenha sem mudanças nos principais aspectos.

— Temos um envelhecimento populacional muito acelerado no Brasil. Até 2060, teremos mais pessoas recebendo a aposentadoria do que trabalhadores contribuintes. Além disso, o papel da Previdência é garantir renda para quem perdeu a capacidade laboral. Em função das nossas regras muito brandas, pagamos aposentadoria para pessoas com capacidade de trabalhar. Isso é uma distorção — explica.

GOVERNO BRIGARÁ POR IDADE MÍNIMA DE 65 ANOS

Conforme informou ao EXTRA uma fonte ligada ao grupo que construiu o texto da reforma, o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, que comandou o grupo técnico que desenvolveu o texto, está otimista quanto à manutenção da proposta da idade mínima para homens e mulheres aos 65 anos.

"Caetano está otimista e, para ele, o governo usará toda sua força da base aliada para defender a idade mínima, que é o eixo da reforma. Além disso, o governo está disposto a recuar na regra de transição e deixá-la mas branda, para conseguir aprovar o tema”, disse o interlocutor do Planalto.

Entre as possíveis concessões, o governo estaria disposto a diminuir a idade da regra de transição tanto para homens quanto para mulheres. Estaria em estudo a possibilidade de fixar a idade em 48 para homens e 43, para mulheres, além de diminuir o pedágio para trabalhadores acima destas faixas para algo em torno de 35% ou 40%.

JOVENS E TRABALHADORES DESAPROVAM REFORMA

Preocupados, os jovens, que serão atingidos em cheio pela reforma, temem ter que trabalhar por no mínimo 49 anos para ter acesso ao benefício integral. A estudante Letícia Lopes Luchesi, de 17 anos, entende que é preciso mudar algumas regras da Previdência, mas diz que tem medo de nunca se aposentar com o benefício integral.

— Eu tenho medo de me aposentar e não receber integralmente, porque pode acontecer de eu estar doente, precisar muito de dinheiro e não ter quase nada, eu já estarei muito velha e não vou conseguir trabalhar mais. Vai ser muito difícil. Eu nunca contribuí com o INSS, eu vou começar a procurar emprego agora, portanto, terei muito caminho ainda pela frente — conta.

O auxiliar de serviços gerais André Luis Santos dos Anjos, de 22 anos, está desempregado. Ele conta que começou a contribuir ao 18, porém, não sabe se conseguirá trabalhar por 49 anos para ter acesso á aposentadoria integral.

— Eu acho péssimo ter que contribuir por 49 anos. É muito ruim não conseguir a aposentadoria integral, se a gente contribui com um valor, deveria ser nosso direito receber o mesmo de volta. Essas novas regras vão me prejudicar muito.

oglobo.globo.com | 19-03-2017

BERLIM — Assustados e surpresos com a ascensão da extrema-direita, partidos progressistas começaram a reagir e a formar alianças para tentar frear seu avanço na Europa, num ano em que franceses, holandeses e alemães vão às urnas escolher seus próximos governantes. A estratégia de contra-ataque é pragmática e inclui até a aproximação com legendas de centro — todos reunidos, entre outros motivos, no intuito de preservar a União Europeia do ataque dos populistas de direita..

Na França, o abalo provocado por Marine Le Pen, da Frente Nacional (FN), uma forte candidata nas eleições de abril à Presidência, já fez com que François Bayrou, três vezes candidato ao Palácio do Eliseu, desistisse da corrida na quarta-feira passada. O veterano presidente do partido centrista Movimento Democrata declarou seu apoio ao independente Emmanuel Macron, justificado com a alegação de que o país corre “um risco extremo” que necessita de “respostas excepcionais”. Segundo o político verde Daniel Cohn-Bendit, que vive entre a França e a Alemanha, o único candidato com condições de evitar a “catástrofe europeia”, como descreve uma vitória de Le Pen, seria Macron, ex-ministro da Economia.

— Macron é o político que tem mais chances de frear os populistas. Em um segundo turno, ele se uniria ao candidato socialista (Benoit Hamon) — prevê Cohn-Bendit.

Toda a Europa acompanha com suspense o que vai acontecer na Holanda no próximo dia 15. Uma frente foi formada contra Geert Wilders, do Partido da Liberdade (PVV), um candidato antimuçulmano, anti-imigrante e anti-União Europeia. Para o cientista político Maurice de Hond, Wilders será o mais votado, mas isso não é garantia de que possa formar o governo. O premier Marc Rutte, do partido conservador liberal VVD, já adiantou que não aceitaria uma aliança com a extrema-direita. Depois da queda dramática do entusiasmo dos holandeses pela UE, Rutte é, porém, apenas um espectador do sucesso do líder populista que compara o Alcorão ao livro de Hitler “Mein Kampf”.

TEMOR DE REAÇÃO EM CADEIA

Com poucas chances, mas decididos a salvar a UE dos radicais, o GroenLinks (Verde Esquerda), de Jesse Klaver, está disposto a se unir aos liberais do D66 para frear Wilders. Se o “Trump holandês”, como é conhecido, ganhar, há o risco de uma reação em cadeia, temem analistas políticos. E se Le Pen for eleita na França, os dois países poderiam declarar sua saída da UE, uma decisão que provocaria graves consequências em todo o bloco e poderia atingir o euro.

Em toda a Europa são traçados cenários para evitar o terremoto, que não se restringe a França e Holanda. A esquerda alemã vai se unir nas eleições do dia 24 de setembro contra dois adversários: a extrema-direita e Angela Merkel. Para tirar a chanceler federal do governo, depois de quase 12 anos, o Partido Social Democrata (SPD) lançou Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu, que tenta formar uma aliança de três partidos progressistas unindo SPD, os ex-comunistas e os verdes. O outro objetivo é barrar o crescimento do Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita. Para isso, Schulz já começou a adotar um estilo bem mais progressista do que tinha Gerhard Schröder, ex-chanceler federal e colega de partido. Ele já antecipou que vai rever o programa de cortes sociais de Schröder, a Agenda 2010.

Na tentativa de frear radicais, os partidos europeus têm como modelo Bélgica e Suécia, onde a experiência de grandes alianças já começou a funcionar, incluindo o centro. Depois que os populistas dos Democratas Suecos (SD) galoparam nas pesquisas, alcançando 20% das previsões de votos, os dois principais blocos — do Partido Social Democrata com o Verde, de governo, e o conservador (formado por quatro partidos) — fecharam um acordo para que a aliança mais votada possa formar o governo, mesmo sem ter maioria. Nesse cenário, o atual governo “vermelho/verde” (social-democrata/verdes) é tolerado pela aliança conservadora. Trata-se da primeira ação do gênero.

Na Bélgica, que tem um cenário bastante complexo devido à divisão das agremiações entre as regiões de idioma francês e holandês, a ameaça da extrema-direita também vem sendo evitada por meio de alianças. O bloco conservador do primeiro-ministro Charles Michel — democracia cristã, liberais e nacional-democratas (CD&V,N-VA e VLD) — e o progressista Partido do Trabalho (PTB), atualmente de oposição, conseguiram frear o avanço de Vlaams Belang, separatista e de extrema-direita.

Mas a cientista política belga Chantal Mouffle, professora de Teoria Política da Universidade de Westminster, em Londres, defende que só é possível combater o inimigo, o populismo da extrema-direita, usando a mesma arma.

— Precisamos de um populismo da esquerda para salvar a Europa da ameaça da extrema-direita — diz a analista, que considera o populismo um instrumento da democracia.

Na França, Macron parece ser a concretização da teoria de Chantal. Jovem, bonito e carismático, o “Kennedy do Sena”, que registra um aumento de popularidade, tornou-se a principal arma para evitar uma presidente Le Pen, depois do desgaste do candidato do partido Os Republicanos, François Fillon, e da letargia dos socialistas, um legado deixado pela impopularidade de François Hollande.

A cientista política afirma que esse populismo como arma de contra-ataque pode ser visto também no Syriza, do premier grego, Alexis Tsipras, ou no Podemos, de Pablo Iglesias, na Espanha. Já na Itália, outra nação que pode contribuir para a perspectiva sombria de “desmoronamento da UE”, como receia Sigmar Gabriel, ex-presidente do SPD e ministro das Relações Exteriores, o populismo é quase exclusivo da extrema-direita, da Liga Norte — ou do Movimento Cinco Estrelas de Bepe Grillo.

OPOSIÇÃO ESTÁ ENFRAQUECIDA

Oskar Niedermeyer, da Universidade de Berlim, lembra que a extrema-direita encontra chances de crescer quando os partidos democráticos deixam de ser vistos como uma opção.

— Os conservadores e os social-democratas perderam os seus contornos ideológicos — critica.

Também no Leste Europeu, partidos começaram a adotar uma política mais agressiva contra populistas. Depois de quase dez anos de governo de Viktor Orbán, os socialistas húngaros vão tentar derrubá-lo nas eleições do próximo ano. Mas o cientista político Peter Kreko, de Budapeste, afirma que a oposição continua fraca e que Orbán precisa temer mais a ameaça que vem da sua direita:

— Na Hungria, aliança progressista não avançou.

Orban pode ser ultrapassado pelo partido Jobbik, ainda mais conservador, que nos últimos meses tenta se livrar da imagem de racista.

oglobo.globo.com | 26-02-2017

QUITO — O Equador se aproximava ontem de fazer História e se tornar o primeiro país do mundo a proibir que funcionários públicos tenham bens em paraísos fiscais. Com mais de 48% das urnas apuradas, o “sim” à proibição contava com 54% dos votos. A consulta popular foi impulsionada pelo atual presidente, Rafael Correa. E além de servidores públicos, políticos vencedores nas eleições presidenciais e legislativas que tenham capitais em empresas offshore terão um ano para levar o dinheiro de volta ao país.

Segundo estimativas, cerca de US$ 30 bilhões — o equivalente a um terço da economia equatoriana — estão em paraísos fiscais. O resultado foi comemorado antecipadamente por Correa no Twitter.

“Ganhamos amplamente a consulta popular. Obrigado equatorianos!”, escreveu. “Essa é a verdadeira luta contra a corrupção”.

O referendo foi impulsionado pelo presidente após o escândalo dos chamados Panama Papers — investigação jornalística que revelou diversos políticos e personalidades no mundo com contas bancárias abertas em paraísos fiscais, dentre eles equatorianos aspirantes a cargos de eleição popular. Coincidentemente, o principal nome que figura nos documentos no Equador é o de Pedro Miguel Delgado Campaña, ex-presidente do Banco Central e primo do chefe de Estado.

Correa se converteu no primeiro presidente a assinar uma carta respaldada por mais de 300 economistas do mundo pedindo o fim dos paraísos fiscais.

ASSANGE COMEMORA

Para o mandatário equatoriano, este pode ser “um dos exemplos que o Equador pode dar à América Latina e ao mundo”.

— O mundo inteiro está nos vendo. Verão que pode ser um efeito dominó — disse à agencia Andes.

O chanceler Guillaume Long, outro impulsionador da campanha pelo referendo, qualificou os paraísos fiscais como “uma vergonha do século XXI”. Segundo ele, 2017 será o “ano do pacto ético” sobre o tema.

O resultado também foi celebrado por um dos principais jornalistas responsáveis pela investigação, o alemão Bastian Obermayer, repórter do “Süddeutsche Zeitung” e por Julian Assange, fundador do WikiLeaks. Assange vive na embaixada do Equador em Londres desde 2012 por medo de ser extraditado para a Suécia por acusações de estupro — que ele nega.

“Está acontecendo”, escreveu Obermayer, seguido da hashtag “bom exemplo”.

Segundo Correa, os paraísos fiscais facilitam o aumento da concentração de renda e as desigualdades sociais, “já que habilitam os que possuem mais a mover sua riqueza para locais onde não precisam declará-la”. No total, 22% dos capitais da América Latina encontram-se em empresas offshore. A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) calcula que a região tenha um déficit de investimento em infraestrutura de mais de US$ 180 bilhões ao ano.

oglobo.globo.com | 21-02-2017

A Economia da Suécia é uma das que mais se destacam na Europa. Após um período de recessão, aumento do desemprego e altas taxas de inflação no começo da década de 1990 a Suécia foi capaz de atingir o crescimento sustentável através de ajustes fiscais e dinamização da economia. O país é o quarto no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial.


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