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BUENOS AIRES — A presidente argentina, Cristina Kirchner, formalizou nesta segunda-feira a construção de um museu dedicado às Ilhas Malvinas. O objetivo, explicou, será educar e conscientizar sobre os direitos de Buenos Aires sobre o arquipélago. O local escolhido para a construção é emblemático: a Escola de Mecânica da Marinha (Esma), maior centro de detenção e tortura durante a ditadura militar (1976-1983). O custo será de US$ 20 milhões, e a inauguração está prevista para 2013. "O museu permitirá recordar e render homenagens aos argentinos que deram suas vidas em defesa das ilhas, reivindicando a soberania das Malvinas", disse o governo argentino em comunicado. O anúncio acontece num momento de crescente tensão entre argentinos e britânicos sobre as Malvinas, em poder do Reino Unido desde 1833. Este ano são lembrados os 30 anos do conflito entre os dois países pela soberania do arquipélago.
oglobo.globo.com | 06-03-2012
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Steve Hilton, o diretor de estratégia do premiê do Reino Unido, David Cameron, deixará seu cargo no governo para tirar um ano sabático nos Estados Unidos, anunciou nesta sexta feira um porta voz de Downing Street. Hilton, que foi durante anos a mão direita e mais estreito assessor de Cameron, deixará seu posto em Downing Street para se mudar para a Universidade de Stranford na Califórnia, onde trabalhará como professor convidado.
noticias.terra.com.br | 02-03-2012
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O governo argentino pressiona o Reino Unido com represálias mais simbólicas do que efetivas para que aceite negociar a soberania das Ilhas Malvinas e a tensão bilateral cresce à medida que se aproxima o 30º aniversário da guerra. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 29-02-2012
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Brasília - Uma pesquisa da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, indica que os oceanos estão cada vez mais ácidos.... ( Agência Brasil )
info.abril.com.br | 22-02-2012
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Escola foi a segunda a se apresentar na última noite de desfiles.
g1.globo.com | 21-02-2012
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Escola conquistou o bicampeonato do carnaval de Manaus. Neste carnaval, o samba enredo da escola homenageou Dom Bosco.
g1.globo.com | 21-02-2012
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Festa na Zona Sul teve início logo após anúncio do título. Agremiação conquistou bicampeonato destacando a vida de Dom Bosco.
g1.globo.com | 21-02-2012
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Pesquisa da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, indica que os oceanos do planeta estão ficando cada vez mais ácidos.. Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 20-02-2012
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Pesquisa da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, indica que os oceanos do planeta estão ficando cada vez mais ácidos. No ritmo atual, segundo os cientistas, cerca de 30% das espécies marinhas podem ser extintas até o fim do século. De acordo com a pesquisa, a água do mar está ficando mais ácida devido ao dióxido de carbono.
noticias.terra.com.br | 20-02-2012
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g1.globo.com | 19-02-2012
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www.rtp.pt | 17-02-2012
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Um ano depois do incêndio na Cidade do Samba que destruiu boa parte das alegorias da União da Ilha e a tirou da disputa de melhor escola do Grupo Especial em 2011, o cenário no barracão da escola de samba é bem diferente. Já está quase tudo pronto para o desfile. — Estamos acertando os detalhes finais dos carros alegóricos e terminando as pinturas. As cores ficaram lindas — afirma Márcio André, diretor-geral de carnaval da União da Ilha. André não poupa elogios para os preparativos e, com confiança, faz uma promessa: — Vamos disputar o título.
Com um enrendo inspirado em Londres, sede das Olimpíadas deste ano, o espírito competitivo deve mesmo acompanhar o ritmo da escola na Avenida. Segundo o diretor-geral de carnaval, o desfile será grandioso: — Será, sem dúvida, o maior carnaval da União da Ilha de todos os tempos. Mas isso nos faz acender um sinal de alerta. Quando o desfile é planejado com tantas alegorias e alas, precisamos de uma boa logística para levar tudo ao Sambódromo e garantir que a escola se apresente dentro do prazo de 80 minutos. O trabalho será duro. Segundo André, o principal trunfo para a disputa pelo primeiro lugar é uma palavra que parece estar por toda parte: união. Além de fazer parte do nome da agremiação, ela encontra referência no enredo, já que Londres é a capital do Reino Unido. — O mais importante num desfile é o conjunto. Só é possível disputar um título quando todos os elementos impressionam pelo entrosamento — garante. O diretor-geral de carnaval da União da Ilha antecipa que estão sendo preparadas algumas surpresas para o público e os jurados. — Um dos carros vai parecer que está pegando fogo, em alusão à pira olímpica. Será algo realmente inédito na Sapucaí — garante. A União da Ilha realizará, na quarta-feira, um ensaio geral em sua quadra, na Estrada do Galeão, a partir das 20h.
oglobo.globo.com | 12-02-2012
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RIO – O gigantesco buraco negro do centro da Via Láctea pode estar “lanchando” asteroides, o que explicaria as frequentes emissões de raios X do objeto detectadas pelo observatório espacial Chandra, da Nasa. Nos últimos anos, o Chandra registrou picos diários nesta faixa do espectro vindos do buraco negro, batizado Sagittarius A* e com massa estimada em cerca de 4 milhões de sóis. Estas explosões de raios X costumam durar algumas horas e variar de intensidade, de poucas vezes a centenas de vezes a emissão regular do objeto. - Algumas pessoas têm dúvidas se os asteroides podem se formar no inóspito ambiente próximo de um buraco negro supermaciço – diz Kastytis Zubovas, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, e principal autor de artigo sobre o tema, publicado do periódico cisntífico “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”. - Mas nosso estudo sugere que um grande número deles é necessário para provocar essas explosões. Segundo Zubovas e sua equipe, o Sagittarius A* é cercado por uma nuvem com trilhões de asteroides e cometas “roubados” de suas estrelas-mães e todos que chegam a menos de 160 milhões de quilômetros do buraco negro, aproximadamente a distância da Terra ao Sol, acabam destroçados pela sua maré gravitacional. Esses fragmentos são então vaporizados pela fricção com o gás do disco de acreção do buraco negro de uma maneira similar ao de meteoros que se aquecem e brilham ao passarem pela atmosfera terrestre, emitindo raios X enquanto são eventualmente engolidos pelo objeto. Os pesquisadores estimam que seriam necessários asteroides com pelo menos 9,6 quilômetros de diâmetros para gerar as explosões de raios X detectadas pelo Chandra. Enquanto isso, o buraco negro pode estar consumindo milhões de outras rochas espaciais menores cujas emissões são muito tênues para serem detectadas. Os cálculos dos cientistas são consistentes com modelos que estimam quantos asteroides estariam naquela região do espaço. - Calculamos que alguns trilhões de asteroides devem ter sido “roubados” pelo buraco negro ao longo dos 10 bilhões de anos de vida da galáxia – conta Sera Markoff, da Universidade de Amsterdã e coautora do estudo. - E apenas uma pequena fração deste total já teria sido consumida, de forma que o suprimento de asteroides está longe de acabar. Planetas capturados pelo buraco negro também seriam destroçados pela sua maré gravitacional, mas esses eventos são mais raros porque eles são menos comuns que os asteroides. Tal cenário, no entanto, pode ter sido responsável por uma explosão que multiplicou a emissão de raios X do Sagittarius A* por um fator de 1 milhão há cerca de um século. Embora na época não existissem observatórios espaciais de raios X como o Chandra, os astrônomos detectaram seus “ecos” em nuvens de gás próximas.
oglobo.globo.com | 09-02-2012
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LONDRES — Gestantes que sofrem de diabetes têm quatro vezes mais chances de gerar um bebê com alguma doença congênita. É o que diz estudo realizado com cerca de 400 mil mulheres na Inglaterra e publicado na revista “Diabetologia”. E o principal fator de risco seria a falta de controle nos níveis de açúcar no sangue. O dado é importante porque o número de casos de diabetes, especialmente do tipo 2, mais comum no adulto e em pessoas acima do peso, tem aumentado em todo o mundo. A líder do estudo Ruth Bell, da Universidade Newcastle, alerta que as grávidas com sintomas de diabetes devem controlar rigorosamente seus níveis de glicose, com orientação de seus médicos. Tanto o diabetes tipo 1, que geralmente se manifesta na infância, quanto o tipo 2 podem causar o descontrole nos níveis de açúcar no sangue. Além de bebês com má-formação e acima do peso, grávidas diabéticas apresentam um maior risco de aborto, afirmam os autores da pesquisa. Os investigadores da Universidade de Newcastle analisaram dados de 401.149 gestantes no noreste de Inglaterra entre 1996 e 2008. Destes, 1.677 eram diabéticas. Ao comparar os resultados, os autores observaram que o risco doença congênita aumentava de 19 em cada mil nascimentos entre as pacientes sem diabetes para 72 entre as diabéticas, principalmente no grupo que não controla a glicose. Muitas dessas anomalias ocorrem nas primeiras quatro a seis semanas de gestação. — Este é um problema ainda mais grave quando se trata de uma gravidez imprevista ou quando a mulher não está consciente de que deve consultar seu médico com frequência durante esta fase — diz a Ruth. No Reino Unido, as diretrizes do Instituto Nacional de Saúde estabelecem que as mulheres devem reduzir seus níveis de açúcar no sangue a menos de 6,1% antes de tentarem engravidar. O diretor da organización Diabetes UK, Iain Frame, que financiou estudo, diz que é preciso reforçar a mensagem dos cuidados com o controle da glicose na gestação. — O estudo também mostra a importância de a mulher usar métodos anticonceptivos quando sofre de diabetes e não quer engravidar — comenta.
oglobo.globo.com | 06-02-2012
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O Reino Unido celebra nesta terça-feira o bicentenário do nascimento de Charles Dickens, um dos grandes clássicos aclamados da literatura universal, que teve seus romances adaptados profusamente para o cinema e o teatro. Estão programados vários eventos para marcar o aniversário, entre eles uma festa popular na cidade litorânea de Portsmouth (sul da Inglaterra) onde nasceu, no dia 7 de fevereiro de 1812. O príncipe Charles, herdeiro da Coroa britânica, e o conhecido ator Ralph Fiennes vão participar de uma cerimônia no túmulo de Dickens, na abadia londrina de Westminster. Os livros de Charles Dickens gozam ainda hoje de grande popularidade e a última de uma longa lista de adaptações, Great Expectations (Grandes Esperanças), protagonizada por Fiennes e Helena Bonham Carter, deve estrear ainda este ano no cinema. Claire Tomalin, uma das biógrafas do escritor, acha que na atualidade ninguém pode ser comparado a Dickens. "Possuía uma energia extraordinária, sendo um trabalhador incansável. Seus três primeiros romances - Os Cadernos Póstumos do Clube Pickwick, Oliver Twist e Nicholas Nickleby- foram publicadas inicialmente como folhetos que saíam uma vez por mês", explicou Claire Tomalin. Os romances de Dickens foram influenciados por suas primeiras experiências, desde a infância feliz no sudeste da Inglaterra, antes da prisão de seu pai, por não pagamento de dívidas, até a pobreza posterior. Aos 12 anos, foi obrigado a trabalhar numa fábrica, onde passava o dia colando etiquetas nos potes de graxa, o que inspirou outro de seus mais famosos livros, "David Copperfield", publicado em 1850. Mais tarde, apesar de ter ido à escola de forma intermitente, Dickens foi contratado como mensageiro, num escritório de advogados. Tinha 15 anos. "O mais extraordinária sobre sua vida é que nove anos depois tornou-se famoso como o autor de Os Cadernos Póstumos do Clube Pickwick", disse Tomalin. "Conseguiu fazê-lo aprendendo taquigrafia, relatando sessões judiciais ou parlamentares e escrevendo para um jornal", disse. "Era um escritor genial. Depois de Shakespeare, foi o melhor inventor de personagens", acrescentou. Dickens tinha também uma vida menos pública na qual ajudou a financiar uma casa para ajudar as "mulheres perdidas", oferecendo às prostitutas a possibilidade de começar uma nova vida. Esta vocação vitoriana ocupou muitos anos de sua vida, mas ainda encontrou tempo para ter 10 filhos e manter uma prodigiosa produção de livros e artigos, sem esquecer as inúmeras conferências que presidia. Ao contrário de muitos grandes escritores e artistas, Dickens foi uma estrela em sua época e, segundo a biógrafa, dava aos leitores exatamente o que queriam. "Mostrava que as pessoas comuns eram tão interessantes quanto as ricas, famosas e fabulosas", explicou. "E conseguiu. Era muito divertido, fazia as pessoas rirem", concluiu. "Conseguia, também, fazer com que chorassem, lendo seus escritos emocionantes". Da AFP PAris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Diários Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 06-02-2012
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O Reino Unido celebra nesta terça-feira o bicentenário do nascimento de Charles Dickens, um dos grandes clássicos aclamados da literatura universal, que teve seus romances adaptados profusamente para o cinema e o teatro. Estão programados vários eventos para marcar o aniversário, entre eles uma festa popular na cidade litorânea de Portsmouth (sul da Inglaterra) onde nasceu, no dia 7 de fevereiro de 1812. O príncipe Charles, herdeiro da Coroa britânica, e o conhecido ator Ralph Fiennes vão participar de uma cerimônia no túmulo de Dickens, na abadia londrina de Westminster. Os livros de Charles Dickens gozam ainda hoje de grande popularidade e a última de uma longa lista de adaptações, Great Expectations (Grandes Esperanças), protagonizada por Fiennes e Helena Bonham Carter, deve estrear ainda este ano no cinema. Claire Tomalin, uma das biógrafas do escritor, acha que na atualidade ninguém pode ser comparado a Dickens. "Possuía uma energia extraordinária, sendo um trabalhador incansável. Seus três primeiros romances - Os Cadernos Póstumos do Clube Pickwick, Oliver Twist e Nicholas Nickleby- foram publicadas inicialmente como folhetos que saíam uma vez por mês", explicou Claire Tomalin. Os romances de Dickens foram influenciados por suas primeiras experiências, desde a infância feliz no sudeste da Inglaterra, antes da prisão de seu pai, por não pagamento de dívidas, até a pobreza posterior. Aos 12 anos, foi obrigado a trabalhar numa fábrica, onde passava o dia colando etiquetas nos potes de graxa, o que inspirou outro de seus mais famosos livros, "David Copperfield", publicado em 1850. Mais tarde, apesar de ter ido à escola de forma intermitente, Dickens foi contratado como mensageiro, num escritório de advogados. Tinha 15 anos. "O mais extraordinária sobre sua vida é que nove anos depois tornou-se famoso como o autor de Os Cadernos Póstumos do Clube Pickwick", disse Tomalin. "Conseguiu fazê-lo aprendendo taquigrafia, relatando sessões judiciais ou parlamentares e escrevendo para um jornal", disse. "Era um escritor genial. Depois de Shakespeare, foi o melhor inventor de personagens", acrescentou. Dickens tinha também uma vida menos pública na qual ajudou a financiar uma casa para ajudar as "mulheres perdidas", oferecendo às prostitutas a possibilidade de começar uma nova vida. Esta vocação vitoriana ocupou muitos anos de sua vida, mas ainda encontrou tempo para ter 10 filhos e manter uma prodigiosa produção de livros e artigos, sem esquecer as inúmeras conferências que presidia. Ao contrário de muitos grandes escritores e artistas, Dickens foi uma estrela em sua época e, segundo a biógrafa, dava aos leitores exatamente o que queriam. "Mostrava que as pessoas comuns eram tão interessantes quanto as ricas, famosas e fabulosas", explicou. "E conseguiu. Era muito divertido, fazia as pessoas rirem", concluiu. "Conseguia, também, fazer com que chorassem, lendo seus escritos emocionantes". Da AFP PAris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 06-02-2012
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O professor de relações internacionais na Universidade Lusíada e também observador da NATO, José Francisco Pavia diz que Rússia e China sempre defenderam o princípio da não ingerência nos assuntos internos dos estados. Esses dois países tinham na Líbia grandes contratos
de concessões petrolíferas. Muitos entendem que, na altura da guerra, os rebeldes terão prometido esses contratos para a França e Reino Unido. Ora, a Rússia não quer repetir a situação agora com a Síria, depois de se ter sentindo enganada. Assim, o princípio da não ingerência nos assuntos internos dos estados é reforçado por russos e chineses na abordagem ao problema sírio, refere o docente universitário José Francisco Pavia.
www.rtp.pt | 06-02-2012
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O príncipe William iniciou sua missão como piloto de helicóptero nas Malvinas, informou neste sábado o ministério britânico da Defesa, em um comunicado, uma operação que tem provocado irritação nas autoridades argentinas.
"O tenente Wales (seu nome oficial como militar) começou sua missão como piloto de busca e resgate na RAF nas ilhas Falkand com operações de SAR (busca e resgate) para a população civil e militar", informou o ministério em um comunicado.
O piloto de helicópteros de 29 anos, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, foi enviado às ilhas do Atlântico Sul como parte de um exercício de rotina da RAF (Royal Air Force, força aérea britânica).
Filho mais velho do herdeiro da coroa britânica, o príncipe Charles de Gales, William chegou na quinta-feira ao arquipélago.
Mas a missão de seis semanas nas ilhas Falkland, como as chamam os britânicos, irritou as autoridades argentinas, para as quais as ilhas são território argentino ocupado, e consideraram a presença do príncipe William uma "provocação".
O ministro de Defesa argentino, Arturo Puricelli, qualificou neste sábado de "ostentação desnecessária de poder de fogo", a intenção da Grã-Bretanha de mobilizar um submarino nuclear às Ilhas Malvinas (Falklands para os ingleses).
"Me parece uma ostentação desnecessária de poder de fogo. Poderíamos dizer a ele (aos britânicos) que poderiam ter economizado milhares de libras" não enviando o navio, afirmou Puricelli depois de chegar com a fragata Libertad - navio-escola da Armada- ao porto de Buenos Aires.
O governo britânico tem em mente enviar um destróier para as Ilhas Malvinas na mesma época em que William realiza o que as autoridades denominam de uma ação de "rotina" para um piloto das forças aéreas.
O ministro argentino Puricelli disse que se a tripulação que acompanhou o príncipe William tivesse tido algum problema, "a Marinha argentina teria auxiliado".
O titular da pasta da Defesa afirmou que a intenção da Casa Rosada é "retirar todo conteúdo bélico" da disputa pela soberania sobre as ilhas.
"Eles (Reino Unido) querem militarizar o Atlântico sul. Nós dissemos que a Argentina e a América do Sul não querem militarizá-lo, não queremos que se contamine; queremos que o litoral marítimo do Atlântico Sul seja cuidado e protegido pela Armada Argentina", disse.
Puricelli declarou, além disso, que não resta "a menor dúvida" que a Argentina recuperará as ilhas Malvinas antes do fim do século, levando em conta o acompanhamento da comunidade internacional.
Nesse sentido acrescentou que "eles (os britânicos) sabem que não há nenhuma justificativa para manter a usurpação, já que muito antes do final deste século a Argentina terá a jurisdição plena e a posse" das ilhas.
"A ocupação por parte do Reino Unido das ilhas Malvinas é sustentada pela força. Começou com um navio de guerra que desalojou autoridades e a população argentina das ilhas Malvinas em 1833. Indubitavelmente continuam sustentando essa ocupação da mesma maneira", explicou Puricelli.
A chegada de William às ilhas elevou a tensão entre Grã-Bretanha e Argentina às vésperas do aniversário do conflito de 1982.
Em 2 de abril próximo completam-se 30 anos do conflito de 74 dias entre a Argentina e o Reino Unido, que custou a vida de 255 britânicos e 649 argentinos, e terminou em 14 de junho do mesmo ano, com a rendição das tropas do país sul-americano, na época chefiado por uma ditadura militar.
O chanceler argentino Héctor Timerman receberá este domingo na Venezuela o respaldo de países integrantes da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) a alegação de soberania sobre as ilhas Malvinas. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 05-02-2012
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LONDRES - Paul Gilding, o autor do livro “A Grande Ruptura”, provoca discussões em todo o mundo quando afirma que chegamos ao fim da trilha do crescimento econômico. No entanto, ele não se vê como um profeta do apocalipse. Muito pelo contrário, o ambientalista é um otimista que acredita no poder de reação da Humanidade: “Podemos ser lentos, mas não somos estúpidos”. Gilding é um veterano ambientalista, que foi chefe do Greenpeace Internacional, e hoje é consultor de sustentabilidade e professor associado ao Programa de Sustentabilidade da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Aos 52 anos, Gilding vive numa fazenda, na Tasmânia, ilha ao sul da Austrália, com a mulher e dois de seus cinco filhos. Durante suas férias no verão australiano, Gilding falou ao GLOBO sobre o fim da economia como a conhecemos hoje. O GLOBO: O senhor diz em seu livro que a busca por lucro e crescimento econômico chegou ao limite. A que se refere a grande ruptura do título? PAUL GILDING: A grande ruptura é o fim da economia como a conhecemos, do consumismo desenfreado, de um estilo de vida e de um crescimento econômico que não medem o impacto nos recursos finitos do planeta. O que podemos fazer individualmente para ajudar a retardar esse processo? GILDING: O mais importante a fazer é aprender como podemos melhorar a qualidade de nossas vidas. No mundo moderno, estamos focados em fazer mais dinheiro, consumir mais bens materiais, ter casas maiores e por aí afora. Significa que temos mais custos, que temos de trabalhar mais para pagar um custo cada vez maior e definitivamente não é assim que melhoramos nossa qualidade de vida... Precisamos aprender a viver com menos, para termos mais tempo de fazer o que nos deixa realmente felizes. Coisas simples como viver em comunidade, ficar com a família e os amigos. O mundo está passando por uma mudança bastante importante: enquanto os países ricos estão afundados numa enorme crise financeira, os emergentes estão indo às compras. Mas precisam zerar uma dívida social enorme, o que significa mais gente consumindo, mais gente comendo, mais gente gastando dinheiro. Como fechar essa conta? GILDING: Eu acho que temos diferentes abordagens para diferentes países. Os ricos terão de fazer uma dramática redução nos gastos e no consumo. Primeiro, porque está muito claro que nosso planeta não sustenta esse ritmo de crescimento econômico; e segundo, porque também está claro que dessa forma não vamos melhorar a qualidade de vida dos cidadãos desses países. Mas é diferente quando falamos de pessoas vivendo em países em desenvolvimento. É como se o mundo tivesse de abrir espaço para o crescimento. E, na verdade, os países em desenvolvimento estão presos numa armadilha dos ricos, que resolvem tudo com o crescimento econômico. A verdade é que movimentos como Ocupem Wall Street nos mostram que o crescimento econômico não entrega sempre uma integridade social; ao contrário, pode criar mais conflitos e divisões na sociedade. Nós temos de criar um novo modelo de progresso, que permita o desenvolvimento sem sacrificar os processos e o planeta. E países como o Brasil, por exemplo, têm neste momento uma grande oportunidade de fazer diferente, de tentar novos meios de governar uma sociedade em equilíbrio com o mercado. Para especialista, década terá crise grave De quantos planetas Terra precisaríamos para sustentar a taxa de crescimento atual? PAUL GILDING: Precisaríamos de dois planetas Terra em 2030 para sustentar o crescimento de hoje. Três ou quatro em 2050. É impossível manter este ritmo porque temos uma só. Estamos destruindo a infraestrutura sobre a qual a economia foi construída. Quanto mais danificamos a terra, os oceanos, menos o planeta poderá suportar. O senhor já disse que acredita numa mobilização da sociedade para as mudanças que estão por vir. Estamos acelerando o passo dessa mobilização? GILDING: Em geral, não estamos realmente mobilizados. Ainda. Mas vejo que, desde que comecei a palestrar sobre a grande ruptura de que falo no livro, há uma aceitação maior ao fato de que precisamos discutir uma nova abordagem. Tanto que hoje muitos experts adotaram a ideia e falam sobre o equilíbrio que deve haver entre o crescimento econômico e o balanço social. O senhor é um otimista? GILDING: Sim! Eu sou um otimista incomum. Acho que o mundo vai ficar muito instável, que vai sofrer uma crise complexa, com muitos conflitos e um grande rompimento econômico. Mas nossa sociedade reage bem às crises. Então, apesar de muitas pessoas me acharem um pessimista quando digo que essa crise é inevitável, eu discordo. Sou otimista sobre o potencial de resposta da Humanidade a momentos como este, e a sua capacidade de fazer mudanças, e muito rápidas. Basta olhar o exemplo da Segunda Guerra Mundial e de como os ingleses reagiram numa situação limite. Nós somos realmente bons, extraordinários numa crise, temos grande capacidade de transformação e mobilização. Essa reação é universal. Quando o senhor espera que deva acontecer essa grande parada da economia? GILDING: Nesta década. Não estamos mais falando de longo prazo, para os filhos de nossos filhos. Vai acontecer logo, pois, quando algo é insustentável, eventualmente para. Também acredito que durará bastante, porque teremos exaustão de recursos e vejo o fornecimento de comida como uma das questões de maior importância. Segundo as projeções atuais, vamos chegar a 2050 com nove bilhões de pessoas no planeta que precisarão de comida. GILDING: Não é com a quantidade de pessoas vivendo, mas com o estilo de vida delas que temos que nos preocupar. É possível termos nove bilhões de pessoas e alimentá-las. Na Índia, as emissões de carbono estão em duas toneladas per capita, enquanto nos Estados Unidos vemos 26 toneladas per capita. Só não será possível se vivermos como hoje nos países ricos, sem pensarmos no desperdício e em como conduzimos nosso consumo. O que o senhor ensina para seus filhos sobre o futuro do planeta? GILDING: Você não quer que as crianças fiquem preocupadas com o futuro. Mas eu procuro ensinar as coisas em que acredito. Eu tenho cinco filhos, quero que eles sejam felizes. Eu tento ensinar como viver bem sem precisar de muito. Quero que eles saibam como é possível ter uma boa vida num mundo de nove bilhões de pessoas.
oglobo.globo.com | 04-02-2012
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Cinco meses de celebrações por seus 60 anos de reinado: a Grã-Bretanha comemora de fevereiro a junho o Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II com a suntuosidade habitual dos Windsor, no momento em que a homenageada defende um festejo modesto, em tempos de austeridade. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 03-02-2012
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RIO - O Comitê Organizador da Rio 2016 divulgou nesta terça-feira a relação oficial dos locais que podem servir para alojar atletas em treinamento para as Olimpíadas. Ao todo, foram selecionadas 172 instalações esportivas de 73 cidades em 18 estados das cinco regiões do país. No estado do Rio, foram selecionadas 32 instalações de 12 municípios. São eles: Angra dos Reis (1), Búzios (2), Cabo Frio (2), Duque de Caxias (1), Macaé (1), Mangaratiba (1), Maricá (1), Niterói (4), Nova Iguaçu (1), Resende (1) e Volta Redonda (6). Na capital, a lista conta com 11 instalações, incluindo a sede do Fluminense, o Iate Club do Rio e o Centro de Educação Física do Exército e a Vila Olímpica do Mato Alto. O Flamengo, que acertou com parte da delegação americana a cessão do seu espaço, não faz parte da lista, pois não se inscreveu no cadastro do comitê organizador. O mesmo ocorreu com o Centro de Educação Física do Exército, que cederá sua estrutura para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), conforme já havia sido divulgado. O diretor de esportes do Comitê Organizador Rio 2016, Agberto Guimarães, acrescentou que essa lista ainda pode sofrer inclusões e exclusões ao longo dos anos, dependendo do cumprimento ou não das exigências para servir de sede de treinamento. Da lista, há 150 instalações que precisarão passar por reformas. Dessas, 14 estão prontas e oito que ainda serão construídas. A relação completa pode ser conferida no site www.rio2016.com/treinamentoprejogos/documentos. - Essa não é uma lista final. Ao longo do tempo, poderemos ter inclusões e exclusões de cidades e instalações. Nos Jogos Olímpicos de Londres nós vamos distribuir um guia para os Comitês Olímpicos. A partir daí faremos atualizações periódicas pela internet no caso de mudanças na relação - explicou Agberto Guimarães. As negociações com as delegações para a cessão das instalações serão feitas diretamente entre os responsáveis pelos equipamentos e as delegações. A contrapartida pode ser financeira ou em serviços. Um clube pode negociar, por exemplo, um intercâmbio para seus atletas fazerem estágio na mesma modalidade esportiva naquele país. O processo de pré-seleção teve início no ano passado. Ao todo, foram inscritas 200 instalações de 84 cidades em 20 estados que foram inspecionadas por equipes de especialistas do Comitê Organizador Rio 2016. Nesse processo, vários itens foram avaliados, tais como: viabilidade do projeto, infraestrutura esportiva e a distância de hospitais de emergência e aeroportos. No caso dos Jogos Olímpicos de Londres (2012), a lista divulgada contava com bem mais inscrições: 640 instalações, das quais cerca de cem foram selecionadas pelas delegações. Outra diferença é que os londrinos permitiram inscrições não apenas para a Inglaterra (país-sede do evento), como para todo o Reino Unido. Na lista brasileira, a relação conta até com um resort: O Porto Bello, em Mangaratiba.
oglobo.globo.com | 24-01-2012
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Veja também CAMBRIDGE E OXFORD - Cambridge ou Oxford, eis a questão. O dilema atinge a todos os que pensam em estudar na Inglaterra e querem fugir da efervescente e frenética Londres. À primeira vista, as duas cidades são parecidas: giram em torno de universidades centenárias e seus imponentes prédios de pedra. As instituições são o orgulho dos seus moradores e também os pivôs da rivalidade que extrapola seus muros e é assumida pelos habitantes. Afinal, a Universidade de Cambridge foi fundada em 1209 por ex-alunos da Universidade de Oxford que discordavam dos rumos da antiga "casa", então com pouco mais de 100 anos. Nem sempre o bom filho à casa torna. As cidades alternam vitórias em vários campos: no ranking das melhores universidades do Reino Unido, nas regatas disputadas anualmente no Rio Tâmisa e até em prêmios Nobel. Berço de cientistas brilhantes ou de bandas de rock, cada uma tem as suas armas para conquistar visitantes. Parques, bicicletas e noites agitadas em Cambridge Ao chegar em Cambridge, o visitante logo tem a certeza de que está em uma cidade universitária. Os grupos de jovens andando nas ruas e a mistura de sotaques e idiomas dão um ar cosmopolita ao cenário de ruas estreitas e prédios de pedra que predominam no centro histórico. É lá que se concentra a maioria dos colleges da universidade. Tanto em Cambridge quanto em Oxford, as instituições se organizam em espécies de cooperativas de escolas, os chamados colleges. Cada um tem um perfil diferente. Há alguns mais liberais, outros mais conservadores, ou com foco em determinada área do conhecimento, como Engenharia ou Artes. Elas são as únicas universidades no mundo organizadas nesse modelo. Os prédios são centenários e, em sua grande maioria, foram igrejas, abadias e monastérios. Por isso, são fortalezas de pedra com grandes portões de madeira. Visitantes são aceitos apenas por algumas horas na parte da tarde. Apesar do acesso ser restrito aos pátios internos, vale o passeio. Ainda mais porque estão sempre movimentados por estudantes, principalmente no verão. Os mais bonitos são o do King’s College, o maior e mais importante de todos, e o do Saint John Trinity College. A King’s possui ainda uma imponente capela, sede do seu coral, um dos principais da Europa. Para os amantes da música sacra, o concerto é imperdível, mas é preciso preparar os bolsos, pois os ingressos variam entre 25 e 55 libras (de R$ 68 a R$ 150). As datas das apresentações podem ser consultadas no site kings.cam.ac.uk/choir. A cerca de 200 metros do King’s College, é possível avistar as instalações do Fitzwilliam Museum, que também faz parte da universidade. Fundado em 1848, o espaço recebe exposições temporárias e possui um acervo comparado ao do British Museum, em Londres, devido a sua abrangência histórica. A geografia de Cambridge a torna mais simpática do que sua rival, Oxford. No rio que corta o centro, gôndolas pilotadas por estudantes da universidade ficam à disposição dos turistas. No entanto, o serviço só funciona nas épocas mais quentes do ano. Nos dias de sol, o programa típico é dar uma esticada em um dos belos parques. É possível percorrer toda a cidade a pé ou então de bicicleta, como faz a maioria dos moradores. Há várias lojas que alugam as magrelas por períodos que variam de um dia até três meses. Para estimular e facilitar a circulação, todas as ruas da cidade possuem ciclofaixas. Ótima opção para queimar as calorias dos fish and chips e dos pints servidos nos muitos e animados pubs. As bicicletas são usadas até para sair à noite. E a agitada vida noturna da cidade atrai estudantes, principalmente brasileiros. Há até quem prefira só ter aulas à tarde para se recuperar das noitadas, que rolam de segunda a segunda. Um dos locais preferidos por estudantes é o misto de bar e boate Revolution, no centro. Nas pistas, predomina a música eletrônica. Agora, é possível que alguém até encontre um Michel Teló. Para jantar, uma opção é a casa do chef Jamie Oliver, o Jamie’s Italian. Por 40 libras (R$ 110) por pessoa, é possível comer um menu com entrada, prato principal e sobremesa, além de tomar um dos vinhos italianos orgânicos servidos em jarra ou taça. Antes ou depois de comer, vale a passada no pub The Anchor. Foi lá que James Watson e Francis Crick fizeram a primeira apresentação do trabalho mais importante de suas vidas: a descoberta da molécula do DNA. Além de ponto turístico (há uma placa na parede em memória dos dois), são servidas ótimas cervejas produzidas na região. Cambridge encanta pelo conjunto e é difícil resistir. Ainda mais porque, se bater aquela saudade da cidade grande, basta pegar um trem e, em 45 minutos, chega-se em Londres. Oxford, a cidade dos fãs: de futebol, Harry Potter e Radiohead Se Cambridge é ensolarada (no sentido figurado, claro), Oxford é austera. A culpa pode ser da luminosidade cinzenta do início do inverno britânico, mas a impressão de quem caminha pelas ruas do seu centro histórico é de que ela não sorri para os visitantes. No entanto, o lugar possui três trunfos bem diferentes para atrair jovens estudantes: é a principal locação dos filmes da franquia "Harry Potter", a cidade natal da banda de rock Radiohead e possui uma legião de apaixonados por futebol. O salão onde foram filmados os banquetes de Hogwarts fica no Christ Church College, uma das escolas da universidade, bem no coração do centro histórico. O prédio é enorme e ocupa um quarteirão inteiro, impossível não notá-lo. Você pode simplesmente estar caminhando na rua e dar de cara com os pátios onde Harry, Rony e Hermione faziam suas refeições com trajes de gala. Assim como em Cambridge, entrar em qualquer um dos colleges parece uma viagem no tempo (ou nos filmes). Os horários de visitação também são restritos, então é preciso ficar atento e contar com um pouco de sorte. O clima da cidade não é dos animados e o inverno é bem frio. E logo se compreende de onde veio o astral meio deprê dos primeiros discos de da banda comandada por Thom Yorke. Os fãs podem conhecer a Jericho Tavern, o pub onde o conjunto fez sua primeira apresentação ainda com o nome de On a Friday. Os mais fanáticos podem até comer no restaurante Browns, onde o guitarrista Ed O’Brien trabalhou como garçom na época das vacas magras. Não à toa que o quinteto inglês é apaixonado por futebol. O modesto Oxford United disputa a terceira divisão inglesa, mas seu Kassam Stadium, localizado a dez minutos de carro do centro, deixaria muitos brasileiros com inveja. Do lado do estádio, há um complexo com boliche, restaurantes e fliperamas. A cidade respira mesmo o esporte. Até o motorista do táxi perguntava sobre o que tinha acontecido com a seleção brasileira. Quem gosta de tomar uma cerveja e assistir a um jogo de futebol, vai se sentir em casa. Duas irmãs, duas cidades Quando minha irmã mais velha, Natália, anunciou que queria uma viagem de presente de 15 anos, dispensando a festa, eu, do alto dos meus 13, achei aquilo incrível. No ano 2000, a agência de viagens só oferecia as tradicionais Oxford e Cambridge para os intercâmbios de quatro semanas, com hospedagem em casa de família. — Tudo parecia igualmente distante e diferente, numa época em que a gente ainda não corria para os sites de busca para tudo. Queria ir para a Inglaterra. Oxford, para mim, era mais famosa — lembra Natália. Oxford também tinha em sua conta duas informações que constavam no catálogo da agência: era mais populosa e mais perto de Londres (o que rendeu uma aventureira escapada para ver um show histórico do Oasis no antigo estádio de Wembley, pouco antes de ele ser fechado para demolição). Minha irmã gostou tanto, tanto, da experiência que, na faculdade, escolheu a Inglaterra para fazer intercâmbio de um ano. Mas só pôde ir para a cinza e industrial Birmingham, e foi então que o país perdeu um bocado de seu apelo para ela. Antes disso, porém, chegaram os meus 15 anos e eu não tive dúvidas de que iria para a Inglaterra. Escolhi Cambridge porque queria fazer diferente. Mas também adorei a ideia de ter meu próprio meio de transporte, a bicicleta — era a única maneira de curtir a cidade de fato, já que os ônibus paravam de circular cedo (o que não ocorria em Oxford, segundo Natália). Se eu soubesse, na época, que Oxford era terra de Radiohead e Harry Potter, talvez decidisse diferente. Mas, aos meus olhos, Cambridge era ensolarada, jovem, alegre. Aliás, além de cidades diferentes, vivemos estações diversas: embora as duas tenham ido em julho, eu peguei um dos verões mais quentes da história; minha irmã, um dos mais frios. Temos fotos em vários cartões-postais ingleses: eu, de cabelo preso e short; minha irmã, de casaco e cachecol. Mas voltei, assim como ela, encantada pelo país e com a experiência. (Fernanda Dutra) Leonardo Cazes viajou a convite do STB
oglobo.globo.com | 24-01-2012
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RIO - Twitter e Facebook costumam ser considerados inimigos dos estudos por muita gente. Mas algumas escolas já estão se rendendo às redes sociais e as usando como aliadas na preparação dos estudantes e na comunicação entre alunos e professores. A Escola Parque, na Gávea, desenvolveu, no início do ano passado, a EP2, uma rede social interna semelhante ao Facebook. O projeto foi criado dentro da plataforma Ning, que permite a qualquer um customizar uma rede de acordo com suas necessidades. Na EP2, estudantes a partir do 6 ano podem escrever em seus murais, enviar mensagens diretas e participar de grupos de interesses específicos. O espaço virtual é coabitado por alunos e professores. O coordenador do segundo segmento do ensino fundamental da escola, Giocondo Magalhães, explica que a ideia é educar os mais novos para as possibilidades de uso e também sobre os perigos das redes. Além de ser mais um espaço de difusão do conteúdo das disciplinas e dos trabalhos escolares. — Ninguém ensina para eles como atuar nos meios digitais. O que a gente tenta é ajudá-los a tirar um uso pedagógico disso. Já acontecia de um professor colocar conteúdo sobre a disciplina no Facebook, como um vídeo do YouTube. Nossa ideia foi trazer essas experiências para um ambiente seguro, que fosse uma extensão virtual da escola. Além de não ter a limitação de idade de redes como o Facebook (que só aceita usuários maiores de 13 anos, o que é largamente burlado) — afirma o professor. Professores ficam alertas para evitar cyberbullying Os estudantes tiveram voz ativa na criação da EP2, apontando os recursos que julgavam mais importantes. E a participação rendeu frutos, pois os alunos abraçaram a ideia. Eles contam que, na rede, compartilham fotos e vídeos, além de usar a ferramenta de bate-papo e, principalmente, tirar dúvidas com professores. — Uso bastante a EP2 para falar com os professores. Eles tiram dúvidas das matérias, é muito bom. Parece que eles ficam lá o dia inteiro, sempre estão on-line — conta Tamara Castorino, de 12 anos, que vai começar o 8 ano. O coordenador afirma que os estudantes têm liberdade para postar e criar grupos de acordo com seu interesse. Na rede, é possível encontrar alguns dedicados a ídolos adolescentes, como Justin Bieber, e a times de futebol, como o Botafogo. Contudo, ele diz que há uma supervisão para evitar qualquer tipo de cyberbullying. — Há uma questão de ética nas redes que a gente trabalha com eles. Ali, estão valendo os mesmos valores da escola. Discutimos com eles tudo ligado à discriminação e continuamos de olho para evitá-la — diz. No Colégio Palas, no Recreio, a vontade da integração resultou na criação de um grupo no Facebook da turma do 3 ano do ensino médio, exclusivo para para alunos e professores da escola. Foi lá que eles passaram o ano passado trocando informações sobre datas de inscrição em vestibulares, resultado de provas do colégio e de seleções da universidades Além de tirar dúvidas das lições de casa e postarem vídeos e reportagens sobre os assuntos que viram em sala de aula. — Os estudantes usam muito e há professores engajados também. A gente valoriza, mas $ão prioriza. Eles estudam com o grupo, vão trocando informações entre si. E dessa maneira funciona. Além disso, tem um fator motivacional também: um dá força para o outro o tempo todo — afirma Célia Regina, coordenadora da escola. A professora Eloiza Gomes de Oliveira, da Faculdade Educação da Uerj, e pesquisadora do uso das redes sociais na educação, é a favor da escola usá-las como ferramentas pedagógicas. Mas alerta que é preciso seguir alguns passos para que o projeto dê certo e conte com a efetiva participação dos estudantes. — As redes são um espaço de liberdade para os adolescentes, são um lugar para eles se expressarem. Quando a escola entra, não é a mesma coisa. Os alunos temem ser policiados, então é preciso ser muito transparente na relação. É preciso garantir a autonomia $estudante para que a dinâmica possa acontecer. O professor dá o pontapé inicial, mas não pode engessar a experiência — defende ela, que descarta a possibilidade de o uso das redes sociais provocar distração. — Quando eles fazem um trabalho em grupo, não estudam o tempo inteiro. Eles conversam, jogam. Isso não é uma coisa da internet, é natural do próprio jovem. Grandes grupos internacionais de educação, voltados principalmente para cursos de inglês e preparatórios para a universidade, também miram no chamado “social learning”. O conceito pretende levar interatividade e a colaboração, base da chamada web 2.0, para o centro do processo de aprendizado. A EmbassyCES, braço de idiomas do Study Group, montou o portal Study Smart. Nele, o foco é no aprendizado do aluno fora de sala de aula. Estão disponíveis exercícios interativos e o plano de aula para cada semana. Assim, o estudante pode acompanhar o seu progresso e até acelerar sua troca de nível. A Study Smart aposta também na interatividade: os próprios estudantes criam glossário de termos para as unidades do livro e ainda podem fazer grupos de estudo em salas de bate-papo. Já a Kaplan International lançou em 2011 um projeto piloto, o Student Portal, implantado em uma escola em Londres e outra em Sydney, na Austrália. O formato é bem parecido com o do Facebook, com timeline, chat e mensagens privadas. Por enquanto, ele é usado principalmente por estudantes estrangeiros que ainda vão chegar aos cursos e aproveitam para se conhecer melhor. Há uma seção também que permite se inscrever nos passeios oferecidos pela escola no seu tempo livre, como idas a partidas de futebol ou museus. A ideia é, no futuro, integrar totalmente a rede social à plataforma de ensino virtual já existente. Atualmente, a conexão é feita apenas através de um blog. Para o diretor-geral da Kaplan no Reino Unido e Irlanda, Erez Tocker, a proposta é aproveitar o tempo que os jovens já passam conectados. — Eles passam muito tempo conectados, especialmente no Facebook. Então, a ideia é que o portal seja o nosso próprio Facebook e que eles passem mais tempo lá. Não podemos virar às costas para o que já está acontecendo — argumenta Tocker.
oglobo.globo.com | 23-01-2012
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Escola de samba contará a vida de Dom Bosco, santo dos oprimidos. Presidente do grêmio estima presença de mais de 4 mil foliões este ano.
g1.globo.com | 23-01-2012
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LONDRES - O rosto dos anúncios e posteres pertence a Meryl Streep, mas a sombra que paira sobre o Reino Unido é definitivamente de Margaret Thatcher. A reação ao filme "A Dama de Ferro" expôs como a figura da ex-premier ainda polariza os britânicos mais de duas décadas após ter deixado o número 10 de Downing Street. Ame-a ou deixe-a: ninguém em Londres parece conseguir ver o filme sem transportar seus sentimentos pessoais para ele e escolher um dos dois lados - e há muita gente em cada um. - Não é possível para uma pessoa que viveu a era Thatcher encarar isso de forma objetiva - diz um comerciante de arte de 57 anos após assistir ao filme em Londres. - Eu não gostei, pois não mostrou muitas das políticas sociais e econômicas que levaram o país a essa Inglaterra moderna e egoísta em que vivemos agora. O filme desperta ainda mais paixão entre os britânicos porque oferece um olhar sobre um passado que parece se repetir agora. Depois de um longo hiato, o Reino Unido é novamente governado pelo Partido Conservador, de Thatcher, uma legenda liderada por políticos que cresceram durante sua gestão e que se consideram sucessores da ideologia de governo pequeno e livre iniciativa. Um olhar sobre o atual governo mostra que o premier David Cameron embarcou em drásticos cortes públicos mais profundos que qualquer um já feito na era Thatcher. O índice de desemprego, que cresceu durante os primeiros anos do governo Thatcher, está agora no nível mais alto desde 1994. Como a ex-premier, Cameron trava uma briga com os sindicatos britânicos e com a Europa, o bicho papão dos conservadores. A sensação de deja vu político conseguiu apenas aguçar as diferenças abertas por Thatcher, que continuam na sociedade britânica. Para os admiradores, ela será sempre a líder que tirou tirou o Reino Unido do seu torpor socialista e restaurou a autoestima do país. Muitos conservadores ainda evocam seu nome e defendem zelosamente sua reputação e legado como a mais dominante premier do século XX - após Winston Churchill. - Foi uma grande atuação de Meryl Streep, mas não se pode deixar de questionar por que tinha que ser lançado logo agora? -, reclamou Cameron, em entrevista recente à BBC, sobre o fato de o filme mostrar os últimos anos de Thatcher. - É muito mais sobre envelhecimento e elementos da demência do que sobre a incrível primeira-ministra. Cameron, que tinha 12 anos quando Thatcher assumiu o governo, em 1979, vem tentando evitar se retratar com um thatcherista, preferindo a alcinha de um novo torie. - Os conservadores têm uma face mais humana com Cameron - opina Jon Tonge, cientista político da Universidade de Liverpool. - Mas eu não diria que as políticas são tão diferentes das de Thatcher. Por outro lado, muitos dos detratores de Thatcher ainda a olham como o monstro que promoveu um individualismo desatento e que uma vez declarou que "essa coisa de sociedade não existe", algo que o governo atualmente, dizem, está buscando. Para os detratores, a era Thatcher é uma ferida que não só não melhorou, como piorou. Eles também não gostam do retrato da ex-premier como uma mulher sofrendo com o avanço da idade - não porque prefeririam vê-la em seu auge, mas porque o filme acaba por humanizar uma mulher que ainda consideram o diabo. - É preciso apenas dizer o seu nome que o povo expressa sua opinião mais veemente - diz o diretor do filme, Phyllida Lloyd. - Eu já estive com amigos que disseram: "Eu vou ficar despedaçado com o filme, porque eu fiz um pacto com um amigo na faculdade de que nós comemoraríamos a morte dela”. A antipatia parece não ter minado a performance do filme no Reino Unido, onde foi o lançamento de melhor bilheteria em sua semana de estreia: talvez apropriadamente para uma mulher que nunca hesitou em usar o plural majestático, "A Dama de Ferro arrecadou nos cinemas britânicos três vezes mais que "A Rainha" (2006).
oglobo.globo.com | 17-01-2012
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RIO – Cientistas do Sloan Digital Sky Survey (SDSS) produziram um novo mapa do Universo que cobre um quarto do céu e é tão detalhado que seriam necessários 500 mil aparelhos de TV de alta definição para ser visto completamente. Com mais de 1 trilhão de pixels, o mapa foi montado com dados obtidos pelo levantamento, que usa um telescópio automatizado instalado no estado americano do Novo México, e rendeu quatro estudos diferentes apresentados esta semana-feira na reunião da Sociedade Astronômica Americana que ajudam a recontar os últimos 6 bilhões de anos da história do Cosmos. - Este mapa do Universo, construído sobre observações na última década, fornece uma visão sem precedentes da distribuição de estrelas, galáxias e quasares que nos permite traçar a evolução de suas constituição ao longo dos vastos períodos do tempo cósmico – explica Donald Schneider, chefe do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade da Pensilvânia, coordenador do SDSS e coautor dos quatro estudos. A versão final do mapa do SDSS foi colocada na internet no ano passado e desde então já foi vista por mais de 1 milhão de astrônomos, estudantes e colaboradores de todo mundo. Os estudos apresentados esta semana foram baseados na análise da aglomeração de galáxias por todo céu. - As galáxias que vemos hoje nos dão pistas sobre a história de nosso Universo – conta Shirley Ho, astrofísica da Universidade de Carnegie Mellon e principal autora de um dos estudos. - A maneira como as galáxias se agrupam hoje pode nos dizer duas coisas. Primeiro, a aglomeração das galáxias pode servir de régua para vermos como o Universo se expandiu ao longo do tempo. Segundo, podemos usar esta informação para calcular exatamente quanta matéria o Universo contém, e que frações consistem de matéria comum, matéria escura, energia escura e neutrinos. Os outros três estudos exploram várias facetas do Universo em detalhes. Uma equipe liderada por Hee-Jong Seo, da Universidade da Califórnia, Berkeley, comparou a aglomeração observada das galáxias próximas com aquela vista no Universo antigo para obter um retrato da sua expansão, enquanto outro grupo liderado por Roland de Putter, da Universidade de Barcelona, usou os dados sobre a aglomeração de galáxias para determinar a massa do neutrino, uma partícula subatômica que até recentemente não se achava ter qualquer massa. Nenhum dos três estudos, no entanto, seria possível sem o trabalho de uma equipe liderada por Ashley Ross, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, que cuidadosamente estudou como outros efeitos, como a presença de estrelas na nossa própria galáxia, afetam estas observações.
oglobo.globo.com | 13-01-2012
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LONDRES - Uma Escócia independente, o sonho de gerações de nacionalistas, seria um presente para uma economia relativamente rica, que tem seus alicerces no petróleo do Mar do Norte e no setor financeiro de Edimburgo. Mas criaria mais um pequeno Estado na beira de uma Europa vulnerável a impactos globais. Os nacionalistas argumentam que a Escócia, um reino independente até 1707, será o próximo Estado europeu rico em energia, como a Noruega. Já os céticos veem um futuro candidato a socorro financeiro, como a Irlanda. - A economia escocesa caminha razoavelmente bem - disse Brian Ashcroft, professor de Economia da Universidade de Strathclyde. - Está muito bem em comparação ao resto do Reino Unido e seria um Estado rico, mas a receita do petróleo é muito volátil. A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo. Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O governista Partido Nacional Escocês (SNP) argumenta que, embora pequeno, o território poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte. O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014. A consulta popular está travada num impasse entre o premier britânico, David Cameron, que quer uma votação o mais em breve possível, e os independentistas, que pretendem esperar até 2014 para terem tempo de fazer campanha pelo "sim". Para o Partido Nacional , Cameron, que é contra a separação, está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas pelos escoceses. Quase 40% apoiam divisão Uma pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Cerca de 50% são contra, e um dos desafios é convencer esses eleitores de que a Escócia pode sobreviver sozinha. Se a tendência mostrada pela pesquisa for revertida, a Escócia, uma nação de cerca de 5 milhões de habitantes, algo como em Noruega e Dinamarca, teria um divórcio difícil do longo parceiro. Os independentistas querem 90% da receita derivada do petróleo do Mar do Norte, estimada em 13 bilhões de libras por ano, e só 8% da dívida britânica - em linha com a porcentagem da população. Londres deve argumentar que o petróleo tem que ser dividido por todo o Reino Unido e talvez até pedir que uma eventual repartição seja feita de acordo com a população. Além disso, é possível que use na negociação o fato de ter colocado bilhões de libras em bancos escoceses durante a crise. O europeísta SNP está determinado de que a Escócia deveria entrar automaticamente na União Europeia, mas analistas acreditam que um processo de aceitação deverá ser aplicado. Outra questão é a zona do euro, onde a entrada é condicionada a alguns comprometimentos por parte do país - mais um problema para uma independência que ainda parece longe de ser alcançada.
oglobo.globo.com | 13-01-2012
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Os cardiologistas deveriam parar de recomendar a seus pacientes tomar aspirina diariamente como forma de prevenir doenças cardíacas. É o que dizem cientistas britânicos, que fizeram uma revisão de estudos sobre os efeitos da aspirina em pessoas saudáveis. De acordo com esta revisão, a aspirina tem comprovado efeito para reduzir as chances de um ataque cardíaco apenas em pacientes que já sofrem de doenças coronarianas. Nestes caso, a redução do risco chega a 10%. Mas para aqueles pacientes que não sofrem de problemas cardiovasculares o efeito é bem diferente: além de não prevenir problemas cardíacos, a aspirina ainda aumenta as chances de que haja feridas e sangramentos no estômago, mesmo quando prescrita em doses pequenas. Muitos médicos acreditam que, em pessoas saudáveis, doses diárias de aspirina reduzem em até 30% as possibilidades de problemas cardíacos, porque o medicamento provoca uma redução da densidade do sangue. Mas esta revisão feita no Reino Unido revela que, apesar do comprovado afinamento do sangue, a redução do risco não se comprova para aqueles que nunca tiveram um infarto ou um derrame, e nem têm qualquer sinal de doença cardiovascular. A revisão feita por cientistas britânicos comparou dados de nove estudos clínicos diferentes, envolvendo mais de cem mil pacientes sem qualquer histórico de problemas cardiovasculares. E a conclusão foi a de que qualquer eventual benefício do afinamento do sangue no longo prazo é facilmente anulado pelo aumento dos casos de hemorragia estomacal em consequência das doses diárias de aspirina. Na pesquisa britânica, houve um evento cardíaco para cada grupo de 120 pessoas que tomam aspirina, e uma em 73 sofreu sangramento durante o mesmo período. O principal autor do estudo. Rao Seshasai disse que pessoas com histórico de problemas cardíacos não devem parar de tomar aspirina porque no caso delas o afinamento do sangue tem efeito preventido. Mas acrescentou que os benefícios em pacientes saudáveis não são ainda conhecidos. Na verdade, a aspirina pode potencialmente resultar em danos consideráveis devido ao sangramento maior no estômago. Ele disse que os médicos devem considerar o tratamento com aspirina caso a caso para pacientes de baixo risco. O estudo britânico, publicado online na revista Archives of Internal Medicine, foi realizado por uma equipe coordenada pelo professor Kausik Ray, do Hospital St George e da Universidade de Londres. Um relatório no Boletim de Drogas e Terapêutica revelou que a prática da aspirina deve ser abandonada. Este estudo também descobriu, já em 2009, que a aspirina pode dobrar o risco de sangramento interno perigoso naqueles pacientes sem história de doença cardíaca, não tendo qualquer efeito sobre a taxa de ataques cardíacos ou de derrames cerebrais. Natasha Stewart, enfermeira cardíaca sênior da Fundação Britânica do Coração, comentou a nova recomendação médica: _ A prática médica tem sido incisiva sobre este tema. As pessoas que não têm diagnóstico de doença do coração não devem tomar aspirina diariamente porque correm o risco de sangramento e os efeitos meléficos deste sangramento podem superar os eventuais benefícios.
oglobo.globo.com | 11-01-2012
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WASHINGTON - Para marcar os dez anos da prisão militar de Guantánamo, grupos de direitos humanos estão organizando eventos em todo o mundo nesta semana, de comícios a protestos relâmpagos e até concertos. O próprios detentos estão lembrando o aniversário, mas de modo mais quieto, com manifestações pacíficas. Os detentos planejaram três dias de protestos, que teriam começado nesta terça-feira, de acordo com o advogado de um grupo de presos. Alguns pretendiam se recusar a retornar para suas celas para o encarceramento de quatro horas durante a noite e pretendiam tentar dormir em áreas de recreação. Outros planejavam recusar comida durante três dias. - Estes protestos pacíficos são a resposta mais eloquente à recusa do governo americano de fechar a presão e suas alegações de que Guantánamo é uma instalação normal - disse Ramzi Kassem, professor de Direito na Universidade de Nova York e conselheiro de alguns dos detentos de Guantánamo. Kassem disse que os representantes de blocos de presos planejaram alertar os militares sobre os protestos na noite de segunda. O governo Bush colocou 20 prisioneiros em Cuba em 11 de janeiro de 2002, os primeiros de quase 800 homens que já estiveram detidos em uma série de campos ao longo da costa da base. Dez anos depois, 171 detentos permanecem na instalação, quase todos eles detidos no Campo 6, onde vivem em blocos comunais, e no Campo 5, uma instalação fechada para detentos julgados que não estão de acordo com o regime militar de detenção. Os detentos de Guantánamo já protagonizaram diversos protestos no passado, incluindo o aniversário do ano passado, que ocorreram sem incidentes. Há sempre uma série de detentos em greve de fome, alguns deles foram forçados a se alimentar pelos militares. Em um determinado ponto no ano passado alguns detentos mancharam as celas com fezes, uma tática adotada pelo Exército Republicano Irlandês como "protestos sujos" no fim da década de 70 na prisão de Maze na Irlanda do Norte. No décimo aniversário, a Anistia Internacional e outros grupos estão organizando eventos em toda a Europa, incluindo a construção de uma cela similar a Guantánamo em Berlim e a entrega de uma réplica de um detento para a embaixada dos EUA em Madri. - Guantánamo contaminou tudo que tocou - disse Tom Parker, diretor de política da Anistia Internacional americana para contraterrorismo e direitos humanos. - Nós marcamos esse sombrio aniversário sabendo com o coração pesado que apesar das promessas do presidente Obama de fechar a instalação, ela vai começar seu décimo ano em operação mais profundamente arraigada na vida americana do que nunca. Haverá também uma demonstração do lado de fora da Casa Branca nesta quarta-feira, a ser seguida de uma marcha até a Suprema Corte. Shaker Aamer, um dos detentos do Campo 5, um cidadão saudita que era antigamente um morador do Reino Unido, disse que ele e outros prisioneiros estavam "muito gratos pela expressão de solidariedade de americanos em relação aos prisioneiros de Guantánamo e suas famílias", segundo Kassem, seu advogado. O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse na segunda-feira que o presidente Obama mantém o compromisso de fechar a prisão de Guantánamo. - Todos estamos cientes dos obstáculos de conseguir isso tão rápido quanto o presidente gostaria, quais eram eles e o fato de que ainda continuam a existir - disse Carney. - Mas o compromisso do presidente não mudou em nada. O Congresso preveniu o governo contra a transferência de qualquer detento para julgamento nos EUA, e efetivamente interrompeu a transferência de presos para outros países, mesmo daqueles que foram liberados para soltura pela força-tarefa liderada pelo Departamento de Justiça. Ninguém foi transferido de Guantánamo em um ano, e o conselheiro geral do Pentágono descreveu as condições impostas pelo Congresso como "onerosas". Dos 171 detentos que permanecem em Guantánamo, 59 foram liberados para transferência. O governo também determinou que outros 30 iemenitas poderiam ser repatriados se as condições melhorarem em seu país de origem.
oglobo.globo.com | 11-01-2012
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LONDRES - O alerta do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de que a incerteza sobre o futuro da Escócia pode prejudicar a economia do Reino Unido, irritou os idependentistas, já resistentes à tentativa de Londres de antecipar um referendo popular sobre o assunto. Para o Partido Nacional (SNP), à frente do governo escocês, Cameron está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas no norte da Grã-Bretanha. O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014. Cameron, que é contra o movimento independentista, defende a realização da consulta popular em 2013 - o que diminuiria o tempo de campanha em favor da separação. - É uma tentativa óbvia de interferir numa decisão que diz respeito apenas ao governo escocês, em termos da data do referendo, e ao povo escocês, em termos de resultado - disse Nicola Sturgeon, vice-primeira-ministra da Escócia. Segunda ela, o Partido Nacional Escocês foi eleito pelo comprometimento em realizar um referendo a partir de 2012 e não vai tolerar interferências em seu cronograma. O governo britânico deve anunciar nos próximos dias se o referendo terá caráter juridicamente vinculante. No Reino Unido, especula-se que possivelmente ficará definido que, para ter força legal, a consulta precisará ser nos próximos 18 meses. O partido espera aproveitar dois eventos em 2014 - os Jogos da Commonwealth, em Glasgow, e o sétimo centenário da Batalha de Bannockburn, em que os escoceses derrotaram o Exército inglês - para angariar apoio à independência da região, que tem 5 milhões de habitantes. A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo. Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O SNP argumenta que, embora pequeno, o território escocês poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte. Pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Quase 60% são contra.
oglobo.globo.com | 09-01-2012
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BRASÍLIA - O embaixador do Reino Unido, Alan Charlton, afirmou nesta segunda-feira que Londres já está pronta para receber os jogos olímpicos, cuja abertura acontecerá exatamente daqui a 200 dias. O embaixador destacou que seu país está em contato direto com o governo brasileiro com o qual tem cooperado para a realização das Olimpíadas de 2016, no Rio. Segundo Charlton, um dos grandes desafios que a capital carioca tem pela frente é a questão do transporte público, mas ele acredita que há tempo para que os problemas sejam resolvidos. - O Rio tem uma vantagem: já tem várias construções prontas por conta do Pan-Americano (de 2007). Mais de 60% do necessário já existe. Os organizadores aqui estão conscientes dos desafios e dos problemas de transporte, que é uma coisa muito importante. Ainda tem muito tempo até os jogos. Há tempo suficiente para fazer tudo isso - disse. Ele explicou que, em Londres, o planejamento para o evento começou sete anos atrás, quando a capital inglesa foi escolhida para sediar as Olimpíadas. A última etapa de preparação, com um ano de duração, está sendo dedicada exclusivamente à testagem das construções e equipamentos. O parque olímpico de Londres foi erguido no antigo bairro industrial de Stratford, que estava decadente e agora foi revitalizado e ganhará até uma escola. - O bairro tinha muitos problemas e o solo estava contaminado. Fizemos uma oportunidade para revitalizar esse bairro. Decidimos transformar Stratford num bairro novo, que será um dos grandes legados dos jogos olímpicos - apontou Charlton. Com relação ao transporte, o embaixador disse que a maioria dos visitantes se deslocará para o parque por meio de transporte público - especialmente trens e metrô. - Não há muito estacionamento para carros - afirmou o embaixador.
oglobo.globo.com | 09-01-2012
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RIO - A gente já estaria falando dela há mais de seis meses, não fosse um grave acidente. Naquela época, a britânica Ren Harvieu estava em vias de estourar, carregada por sua voz curiosamente melancólica para uma garota de 21 anos. O primeiro CD estava pronto, a cantora havia sido convidada para gravar com o rapper Nas e estava escalada para o megafestival Glastonbury, na Inglaterra. Mas sofreu uma queda num parque em Londres e quase ficou paraplégica. Foram meses de recuperação até a moça voltar à posição anterior e, de novo, ficar pronta para conquistar o mundo. “Eu achava que ia morrer no hospital. Não podia acreditar na dor que sentia. Pensei que no mínimo passaria a vida numa cadeira de rodas” disse Ren em entrevista recente ao diário britânico “Guardian”, que a comparou a Amy Winehouse e Duffy. “Fico lisonjeada, mas não penso nisso. Quero me concentrar nas minhas coisas”.
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Na real, essa inglesinha, que, finalmente, lançará seu álbum neste ano, remete mais a divas dos anos 60 como Joni Mitchell ou Joan Baez. Foi a melancolia cheia de soul do seu repertório que levou a rede BBC a incluir Ren na seleção “Som de 2012”, junto com promessas como Azealia Banks e Skrillex. Foi essa mistura que fez a revista “Mojo” chamá-la de "cantora abençoada com uma voz enfumaçada que lembra Peggy Lee e Dusty Springfield". Mas, talvez, os elogios mais caros para a artista sejam os do “Manchester Evening News”, jornal da cidade onde ela nasceu. Ren é de Salford, distrito da metrópole Manchester, berço de Oasis e New Order. “Na minha infância, Salford era pobre e chata. Se você tinha 18 anos, podia encher a cara num pub. Mas eu era nova, então ouvia música e via filmes para fugir do tédio”, conta a moça, cuja mãe ouvia The Smiths nas alturas e tinha vários desenhos animados antigos de Walt Disney guardados num baú. “Adorava ver esses desenhos e ouvir os personagens cantando clássicos americanos.” Num concurso de calouros na escola, Ren atacou de “A woman’s worth”, da popstar Alicia Keys, mas só conseguiu bocejos da plateia. Nos ensaios de um musical, ela ouviu de um professor que não tinha jeito para a coisa e que ficaria dançando no fundo do palco. A guinada em sua vida, porém, aconteceu depois de Ren gravar uma música no estúdio do amigo de um amigo e divulgá-la no MySpace. Deu certo. Um empresário de Liverpool tropeçou na gravação e deixou uma mensagem para a cantora. Ren gravou seu álbum aos 19 anos. Sua primeira música, a soturna “Through the night”, é o cartão de visitas, composta quando ela tinha 17. Outras faixas, como "Forever in blue" e sua versão de “Crying”, de Roy Orbinson, com dose extra de melancolia, também formaram fileiras de fãs. Aos 20 anos, a artista sentia o frio na barriga de quem embarcava num sonho. Ela acertou a gravação com Nas, filmou seu primeiro clipe e fez uma turnê pelo Reino Unido com a banda Glas Vegas. Só um imprevisto tiraria Ren dos trilhos. Foi numa madrugada de junho de 2011 que começou o drama. A história nunca foi bem contada, mas ela e os amigos estavam se divertindo numa área arborizada de Londres. Ren nem estava bêbada (ela jura), mas sofreu uma queda terrível, caiu de costas e teve duas vértebras quebradas. No hospital, ouviu um médico dizer que suas pernas poderiam nunca mais se mexer. Foi uma surpresa para todos quando, dois meses depois, ainda internada, ela simulava pedaladas deitada na cama do quarto. Hoje de volta aos palcos, Ren acabou de fazer uma miniturnê com James Morrison na Inglaterra, e virou barbada nas listas de apostas para 2012. Há quem diga que ela tem lugar guardado no mainstream. Por enquanto, contudo, já basta o fato de a cantora poder andar de novo.
oglobo.globo.com | 09-01-2012
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Skins, a série britânica sobre adolescentes rebeldes, já está entrando em sua sexta temporada. Previsto para estrear em 23 de janeiro no Reino Unido, o sexto ano de Skins terá início com o grupo de amigos em uma viagem pré-universidade para o Marrocos. No entanto, quando voltam para Bristol, as coisas parecem já não ser mais as mesmas. Veja as primeiras imagens na Galeria Skins e assista ao trailer, que mostra um pouco da viagem, abaixo: <a href="http://mais.uol.com.br/view/12404743" mce_href="http://mais.uol.com.br/view/12404743">Skins | Trailer da 6ª Temporada</a> Skins estreia no Reino Unido em 23 de janeiro, no canal E4. No Brasil, a série ...
omelete.uol.com.br | 02-01-2012
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RIO - Em sua cela numa prisão iraniana, Youcef Nadarkhani recebeu recentemente um exemplar do Alcorão com o recado de que autoridades voltariam mais tarde para discutir o que ele achou do livro sagrado dos muçulmanos. Era mais uma pressão sobre esse pastor evangélico, o primeiro cristão condenado à morte no país em 20 anos. Para se livrar da prisão e dos labirintos judiciais que percorre há dois anos, bastaria Nadarkhani abraçar o islamismo: ele foi condenado por apostasia, uma acusação que, embora sem respaldo no código criminal, revela uma perseguição cada vez maior a cristãos convertidos no país. Os alvos são iranianos que nasceram em famílias muçulmanas, mas se converteram principalmente às denominações evangélicas ou se tornaram católicos carismáticos. O problema, dizem observadores internacionais, estaria na capacidade de converter outros iranianos. — Não há problemas com armênios ou assírios que vivem no Irã. Eles são cristãos ortodoxos, pregam em sua língua, constroem suas igrejas e têm representantes no Parlamento — explica Drewery Dyle, pesquisador da Anistia Internacional para o Irã, de Londres, por telefone. — Mas os movimentos evangélicos e carismáticos aumentaram nos últimos anos, e fazem pregações em persa. O pesadelo desse iraniano de 34 anos começou em 2009, quando o governo local determinou que o ensino do islamismo se tornasse obrigatório nas escolas de Rasht, na província de Gilan. Nadarkhani — que é pastor desde 2001 e fundou uma pequena comunidade chamada de Igreja do Irã — resolveu que os filhos, Joel e Daniel, não assistiriam às aulas. Diante da recusa da direção da escola em liberá-los, o pastor resolveu tirar os meninos da escola. No mesmo dia, o serviço secreto o prendeu. O Irã tem 71 milhões de habitantes, destes 300 mil são cristãos. A maioria é da comunidade armênia (250 mil), seguidos por assírios (32 mil) — vistos no Irã como "cristãos étnicos". Os demais são, em grande parte, iranianos convertidos nas últimas décadas e que se reúnem em suas próprias casas. E embora a apostasia não faça parte do Código Penal, sua punição é encorajada pela sharia, código de leis baseado no Alcorão. Mas mesmos os clérigos se dividem quanto à questão. — Esses cristãos convertidos são perseguidos e suas igrejas atacadas. São processados e detidos — conta Hadi Ghaemi, diretor-executivo da Campanha Internacional para Direitos Humanos no Irã, em Nova York. — O número de cristão convertidos presos tem subido a cada ano. O caso de Nadarkhani levou países como os Estados Unidos, Reino Unido e França a se manifestarem, e tanto Ghaemi quanto Dyke destacaram que o Brasil poderia se ajudar caso se pronunciasse sobre o assunto como quando a iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério, foi condenada à morte por apedrejamento. — O Brasil é tão importante e pode liderar o caminho em muitos assuntos. Deveria se manifestar sobre este caso — disse Drewery Dyke. O caso tem pulado de tribunal em tribunal nesses dois anos. O pastor chegou a apelar para a Corte Suprema, que decidiu que não haviam lhe dado tempo para se defender. O caso voltou para tribunais locais e duas novas acusações surgiram: estupro e extorsão. Ghaemi, que obteve a cópia do processo, conta que essas acusações nunca haviam surgido antes e seriam manobra, já que a acusação por apostasia não tem base legal. — Isso é uma mentira e essas acusações nunca foram mencionadas na corte antes — critica Ghaemi. — O caso se torna urgente agora porque está no último estágio do processo e não há mais recurso depois disso. Se a sentença de morte for confirmada, passará à fase de execução. Nadarkhani corre mesmo o risco de ser executado em segredo. Um relatório da ONU mostra que centenas de pessoas foram executadas em prisões sem que suas famílias ou advogados fossem avisados. As organizações de direitos humanos temem que o tempo esteja se esgotando para Nadarkhani.
oglobo.globo.com | 02-01-2012
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BRASÍLIA - Em sua última coluna semanal distribuída aos jornais, a presidente Dilma Rousseff voltou a falar da situação econômica do país e da crise econômica internacional. Dilma afirmou que, no ano do recrudescimento da crise global, o Brasil teve "um ano bem sucedido". Ela citou que, enquanto 2011 "não foi fácil para o mundo", a economia brasileira cresceu, criou até novembro 2,3 milhões de empregos e atingiu a menor taxa de desemprego da série histórica (5,2% da população economicamente ativa), além de ter batido recorde de exportações e investimentos estrangeiros diretos. - No Brasil, percebemos com antecedência os rumos da crise internacional e nos preparamos para ela. Com planejamento e políticas acertadas, conseguimos proteger a economia, os setores produtivos e o emprego. Assim, tivemos um ano bem sucedido - afirmou Dilma.
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Depois da divulgação de pesquisas britânicas que afirma que o Brasil deverá passar o Reino Unido e se tornar a 6ª economia do mundo, aguçou o otimismo do ministro da Fazenda Guido Mantega. Nesta terça-feira, Mantega afirmou que 2012 será melhor do que 2011, com câmbio mais favorável para as indústrias e crédito mais barato para os consumidores, e que o Brasil será a 5ª maior economia do mundo antes de 2015, passando à frente da França. As afirmações foram feitas depois de o ministro receber medalha de honra ao mérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). - É inexorável que passemos a França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor - afirmou Mantega, explicando que a velocidade de crescimento do PIB brasileiro tem sido o dobro da registrada pelos países europeus. A presidente afirmou que manteve firme o propósito de crescer com distribuição de renda e enumerou medidas já acertadas que vão permitir um 2012 próspero, como o aumento do salário mínimo, o reajuste das faixas do Supersimples, a redução de PIS/Cofins de massas, pães, farinhas e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da linha branca, além do crédito com custo menor para investimentos. "Com menos impostos e mais crédito, a economia brasileira vai crescer mais (em 2012)", disse ela. Dilma também citou outros programas do governo como o "Minha Casa Minha Vida" (que subsidia a construção de moradias para a população com renda de até R$ 5 mil). o "Brasil sem Miséria", e iniciativas na área da Saúde, como o "Melhor em Casa", "SOS Emergências", "Saúde Não Tem Preço" e "Crack, é possível vencer", e da Educação, como o "Pronatec" e o "Ciência sem Fronteiras". Também elogiou o "Viver sem Limites", que tem como foco os brasileiros com deficiência.
oglobo.globo.com | 27-12-2011
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Não deixa de atiçar um orgulho patriótico a informação da imprensa inglesa de que estamos próximos a desbancar o Reino Unido na lista das maiores economias do mundo.
Isso não aconteceria se, nos últimos anos, nossa economia não tivesse um mínimo de estabilidade para gerar mais investimentos.
Mas é bom tomar cuidar com euforia que, certamente, será manipulada pelo governo. Só podemos comemorar nosso crescimento quando os indicadores sociais brasileiros estiverem num patamar de nação desenvolvida --o que estamos longe, muito longe de ter. Refiro-me aos números da educação ou saúde. Ou a qualidade de vida nas cidades, a começar pela segurança.
Leia mais (26/12/2011 - 08h45)
redir.folha.com.br | 26-12-2011
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RIO - Se as festas de fim de ano representam uma preocupação para sua dieta e saúde, você ficará feliz em saber que o brinde a 2012 regado a espumante pode, na verdade, ser um bom aliado. Pesquisas mostram que a bebida traz benefícios para o pulmão e o coração, ajudando a controlar a pressão, se ingerida sem exageros. Além disso, uma taça do tipo mais consumido no país, o Brut, tem pouco menos de 100 calorias. Ou seja, se balanceada com alimentos mais leves, a festa de Ano Novo não precisa se transformar num pesadelo estendido até janeiro. Um estudo realizado na Dinamarca mostra que as pessoas que tomam vinho tendem a se alimentar melhor. A pesquisa catalogou os hábitos de consumo de quem comprava vinho e de quem adquiria cerveja em supermercados. Os apreciadores da uva optavam por azeitonas, frutas, vegetais, queijos e carnes magras. Já quem escolhia cerveja preferia pratos prontos, manteiga ou margarina, salsichas, cordeiro e refrigerantes. Essa é a lógica da escritora Cara Alwill Leyba, de 31 anos, que afirma ter mudado de vida após adotar a Dieta do Champanhe, há alguns anos. Cara, que tem um blog e está terminando um livro sobre o assunto, explica que não se trata de um programa fechado. A ideia é "glamorizar" o cardápio e, consequentemente, consumir alimentos mais leves: — Se tiver que escolher entre um hambúrguer com refrigerante e um salmão com champanhe, você escolherá a segunda opção — defende. Além de duas taças de espumante, Cara diz ter seguido cardápios de 1200 a 1400 calorias por dia. Na opinião da nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica Mariana Del Bosco, a fórmula para perder peso não tem mistério: — Não vejo comprovação científica no uso do espumante para emagrecer. Para perder peso, é preciso ter déficit calórico, havendo álcool ou não na dieta. Mas a recomendação para esse consumo tem que ser cuidadosa. Ela lembra que a Organização Mundial da Saúde indica que mulheres bebam até uma dose diária de álcool e homens, duas. Se ao usar a moderação é possível manter a boa forma, o consumo de espumante pode ainda proteger o coração, mostra uma pesquisa da Universidade de Reading, no Reino Unido: — Os espumantes e vinhos tintos têm antioxidantes, os polifenóis, que ajudam na liberação do óxido nítrico. Ele promove o relaxamento dos vasos, evitando aterosclerose — explica Serafim Borges, cardiologista da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio. O cardiologista Jairo Monson de Souza Filho, que há 20 anos estuda sobre vinhos, lembra que os tintos têm mais polifenóis que os demais e, por isso, seus benefícios são mais reconhecidos. Mas, para alguns efeitos, a quantidade não é importante. Além disso, vinhos tranquilos são diuréticos e ajudam na função pulmonar, segundo o especialista. Outra característica é que o espumante é rico em potássio, magnésio e gás carbônico, o que melhora a digestão e, em certas condições, ajuda no combate à pressão alta.
oglobo.globo.com | 23-12-2011
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Alunos poderão estudar na Alemanha, EUA, França, Itália ou Reino Unido.
Vagas são disponíveis para alunos de Medicina, Engenharia, entre outros.
g1.globo.com | 20-12-2011
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RIO - Líderes mundiais gostam de recorrer ao adjetivo "histórico" para classificar suas manobras de Estado. Sem desmerecer a envolvente oratória do presidente dos Estados Unidos, foi a dura realidade que se desenha no Oriente Médio a responsável por salvar Barack Obama do clichê. Num patriótico discurso em Fort Bragg, na última quarta-feira, ele acertou ao chamar de histórica a retirada das tropas americanas do Iraque. À Casa Branca cabe a inédita missão de criar elos amigáveis com um país sobre o qual jamais teve influência. Afinal, durante a Guerra Fria, os parceiros americanos no Golfo Pérsico eram as monarquias do Irã e da Arábia Saudita; o Iraque baathista alinhou-se à antiga União Soviética. A lista de tarefas do primeiro governo soberano iraquiano é mais extensa. A infraestrutura sucateada sequer permite o fornecimento contínuo de energia elétrica à capital, Bagdá. Tensões entre sunitas e xiitas, além de árabes e curdos tornam endêmicas a divisão e as instabilidades políticas. A ofensiva de influência do Irã está à espreita; a economia combalida e a corrupção questionam o caráter operativo das Forças Armadas, e o extremismo da al-Qaeda segue ativo. Mas não é só. O ranking de corrupção da ONG alemã Transparência Internacional neste ano colocou o país num alarmante 175 lugar entre 182 avaliados. E o primeiro-ministro Nuri al-Maliki comanda um Iraque dono da segunda maior reserva de petróleo do planeta — estimada em 115 bilhões de barris, atrás apenas da Arábia Saudita. Os planos são audaciosos, dignos da magnificência da antiga Babilônia. Da atual produção de 2,9 milhões de barris por dia, a meta é, em 2017, ultrapassar os sauditas e chegar a 12 milhões diários. Apesar de analistas duvidarem desse êxito, o país está de volta ao clube das "oleocracias". Só não se sabe se as fatias do saboroso bolo do petróleo serão repartidas de maneira justa e eficaz entre todos os segmentos de uma população faminta por liberdade e dignidade. Tanta riqueza pode alavancar o renascimento do Iraque como potência. Ou tornar-se a maldição que fomenta a corrupção, aumenta a desigualdade e exorta ao conflito.
Simbolismo na presidência da Opep Os lucros do petróleo renderam aos cofres iraquianos US$ 34,1 bilhões este ano. A redução da violência e o investimento na modernização de campos sucateados colocaram a produção em curva ascendente. E fizeram a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) eleger o Iraque para a presidência rotativa no ano de 2012, um cargo simbólico, mas que corrobora o interesse no despertar do pós-ocupação americana — ainda que o país esteja fora do sistema de cotas do cartel. A meta é que seja readmitido plenamente quando alcançar o patamar de 3 ou 4 milhões de barris diários, em meados de 2014. Até lá, entram em cena as diferenças. O povo busca soberania e democracia. Os Estados Unidos deixam o país sonhando com estabilidade. Mas a prioridade do governo do xiita Nuri al-Maliki, chamado pelos inimigos de "marionete do Irã", é outra. — Primeiramente permanecer no poder — sentencia Michael Klare, especialista em segurança internacional do Hampshire College, nos EUA. — Maliki sofreu forte oposição de líderes potenciais no passado. Com o poder, vêm benefícios ao premier e seus aliados em contratos, patrocínios e privilégios variados. Além disso, ele representa a maioria xiita, que busca excluir os sunitas outrora poderosos de todas as posições de influência. O alerta tem o testemunho de analistas e até diplomatas que veem traços de autoritarismo no premier. Em 2009, uma licitação surpreendentemente transparente para a exploração de oito das maiores bacias de petróleo do Iraque foi a maior tentativa de abrir o setor desde a nacionalização feita por Saddam Hussein, em 1972. O leilão mostrou um Maliki irredutível, insistente em ditar as regras. Muitas. As petrolíferas cederam às imposições, e são pagas por barril produzido acima de uma certa quantidade. Com o preço estipulado por Bagdá, que retém cerca de 90% dos lucros. — Foi um leilão para contratos de serviços, não pelos desejados acordos de produção compartilhada. Maliki reluta em ceder controle a empresas estrangeiras — observa Klare.
Curdistão, novo atrativo ao Ocidente O resultado foi que muitas companhias, sobretudo americanas, decidiram que os riscos envolvidos na operação eram bem maiores que as possibilidades de lucro, estimadas em "apenas" 15%. Formaram-se, então, consórcios exóticos, reunindo países como Tailândia, China, França, Rússia, Reino Unido, Noruega e até Angola. Disputas no governo Maliki sobre quem vai ocupar ministérios — e bem-remunerados postos de controladoria — também impedem a aprovação da Lei de Hidrocarbonetos para regulamentar e flexibilizar o setor. A ausência dessa legislação é outro foco de divergência local e alvo de muita pressão ocidental. Principalmente devido à antítese da lei liberal adotada pela semiautônoma região do Curdistão, no Norte do país, onde poços gigantescos vêm sendo descobertos. E para onde empresas como a Exxon já se deslocaram, atraídas por acordos flexíveis de produção compartilhada e, claro, lucros maiores. — Está instaurada a tensão regional interna. Os curdos têm contratos milionários que Bagdá não reconhece, alegando que todo o petróleo deve ser regulado e comercializado pelo governo central — explica o pesquisador Steve LeVine, autor do blog Oil and Glory, da revista "Foreign Policy". Sob a disputa para ditar os ônus e bônus da indústria, emerge outro fator de instabilidade, diz LeVine: — Árabes ligados ao regime do Sul vão brigar com os curdos do Norte pela renda da produção no Norte. E sunitas e xiitas no Sul vão brigar pela alocação dessa mesma renda no Sul. Fora do âmbito econômico, o Iraque enfrenta outro inimigo que preocupa não só Bagdá, mas também os governos de Irã e EUA: o extremismo de milícias sunitas ligadas à rede al-Qaeda. Somente na semana passada, três bombas atingiram um oleoduto que liga poços no Sul do país a reservatórios na cidade de Basra. Mesmo com a morte de Osama bin Laden e movimentos islamistas nos países da Primavera Árabe provando que o caminho do voto é mais vantajoso que o das armas, o grupo ameaça a estabilidade — ciente de que pequenas ações podem ter grande impacto. — É um grupo pequeno, mas ideológico, que quer dar alguma voz à minoria sunita, mas não tem apoio. A al-Qaeda reúne muitos marginais e mercenários. Hoje, a tática é manter a imagem. Um jogo de intimidação — especula Brian Fishman, especialista em al-Qaeda do New America Foundation.
Missão de frear o Irã e deter a al-Qaeda Odiado por uns, Nuri al-Maliki também se vê cortejado por outros. Como o tradicional rival Irã — com quem Bagdá travou a mais sangrenta guerra do Oriente Médio, com 400 mil mortes em oito anos. Os aiatolás apostam no elo sectário para ter influência no país vizinho através de clérigos como Muqtada al-Sadr e sua milícia, o Exército Mahdi, hoje adormecido. Fatores como o crescimento da produção de petróleo iraquiana, a crise econômica que ameaça as demandas, o isolamento crescente do Irã e a democratização batendo à porta do mundo árabe fazem a balança de interesses oscilar rapidamente. — O Iraque tem interesse em recuperar uma política externa independente e assertiva, mas, neste primeiro momento, isso dependerá da conjuntura interna. O fim da guerra é só o começo. E há muito petróleo ainda a ser descoberto no deserto iraquiano — alerta Gregory Gause, da Universidade de Vermont, autor de "As Relações Exteriores no Golfo Pérsico".
oglobo.globo.com | 18-12-2011
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RIO - Líderes mundiais gostam de recorrer ao adjetivo "histórico" para classificar suas manobras de Estado. Sem desmerecer a envolvente oratória do presidente dos Estados Unidos, foi a dura realidade que se desenha no Oriente Médio a responsável por salvar Barack Obama do clichê. Num patriótico discurso em Fort Bragg, na última quarta-feira, ele acertou ao chamar de histórica a retirada das tropas americanas do Iraque. À Casa Branca cabe a inédita missão de criar elos amigáveis com um país sobre o qual jamais teve influência. Afinal, durante a Guerra Fria, os parceiros americanos no Golfo Pérsico eram as monarquias do Irã e da Arábia Saudita; o Iraque baathista alinhou-se à antiga União Soviética. A lista de tarefas do primeiro governo soberano iraquiano é mais extensa. A infraestrutura sucateada sequer permite o fornecimento contínuo de energia elétrica à capital, Bagdá. Tensões entre sunitas e xiitas, além de árabes e curdos tornam endêmicas a divisão e as instabilidades políticas. A ofensiva de influência do Irã está à espreita; a economia combalida e a corrupção questionam o caráter operativo das Forças Armadas, e o extremismo da al-Qaeda segue ativo. Mas não é só. O ranking de corrupção da ONG alemã Transparência Internacional neste ano colocou o país num alarmante 175 lugar entre 182 avaliados. E o primeiro-ministro Nuri al-Maliki comanda um Iraque dono da segunda maior reserva de petróleo do planeta — estimada em 115 bilhões de barris, atrás apenas da Arábia Saudita. Os planos são audaciosos, dignos da magnificência da antiga Babilônia. Da atual produção de 2,9 milhões de barris por dia, a meta é, em 2017, ultrapassar os sauditas e chegar a 12 milhões diários. Apesar de analistas duvidarem desse êxito, o país está de volta ao clube das "oleocracias". Só não se sabe se as fatias do saboroso bolo do petróleo serão repartidas de maneira justa e eficaz entre todos os segmentos de uma população faminta por liberdade e dignidade. Tanta riqueza pode alavancar o renascimento do Iraque como potência. Ou tornar-se a maldição que fomenta a corrupção, aumenta a desigualdade e exorta ao conflito.
Simbolismo na presidência da Opep Os lucros do petróleo renderam aos cofres iraquianos US$ 34,1 bilhões este ano. A redução da violência e o investimento na modernização de campos sucateados colocaram a produção em curva ascendente. E fizeram a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) eleger o Iraque para a presidência rotativa no ano de 2012, um cargo simbólico, mas que corrobora o interesse no despertar do pós-ocupação americana — ainda que o país esteja fora do sistema de cotas do cartel. A meta é que seja readmitido plenamente quando alcançar o patamar de 3 ou 4 milhões de barris diários, em meados de 2014. Até lá, entram em cena as diferenças. O povo busca soberania e democracia. Os Estados Unidos deixam o país sonhando com estabilidade. Mas a prioridade do governo do xiita Nuri al-Maliki, chamado pelos inimigos de "marionete do Irã", é outra. — Primeiramente permanecer no poder — sentencia Michael Klare, especialista em segurança internacional do Hampshire College, nos EUA. — Maliki sofreu forte oposição de líderes potenciais no passado. Com o poder, vêm benefícios ao premier e seus aliados em contratos, patrocínios e privilégios variados. Além disso, ele representa a maioria xiita, que busca excluir os sunitas outrora poderosos de todas as posições de influência. O alerta tem o testemunho de analistas e até diplomatas que veem traços de autoritarismo no premier. Em 2009, uma licitação surpreendentemente transparente para a exploração de oito das maiores bacias de petróleo do Iraque foi a maior tentativa de abrir o setor desde a nacionalização feita por Saddam Hussein, em 1972. O leilão mostrou um Maliki irredutível, insistente em ditar as regras. Muitas. As petrolíferas cederam às imposições, e são pagas por barril produzido acima de uma certa quantidade. Com o preço estipulado por Bagdá, que retém cerca de 90% dos lucros. — Foi um leilão para contratos de serviços, não pelos desejados acordos de produção compartilhada. Maliki reluta em ceder controle a empresas estrangeiras — observa Klare.
Curdistão, novo atrativo ao Ocidente O resultado foi que muitas companhias, sobretudo americanas, decidiram que os riscos envolvidos na operação eram bem maiores que as possibilidades de lucro, estimadas em "apenas" 15%. Formaram-se, então, consórcios exóticos, reunindo países como Tailândia, China, França, Rússia, Reino Unido, Noruega e até Angola. Disputas no governo Maliki sobre quem vai ocupar ministérios — e bem-remunerados postos de controladoria — também impedem a aprovação da Lei de Hidrocarbonetos para regulamentar e flexibilizar o setor. A ausência dessa legislação é outro foco de divergência local e alvo de muita pressão ocidental. Principalmente devido à antítese da lei liberal adotada pela semiautônoma região do Curdistão, no Norte do país, onde poços gigantescos vêm sendo descobertos. E para onde empresas como a Exxon já se deslocaram, atraídas por acordos flexíveis de produção compartilhada e, claro, lucros maiores. — Está instaurada a tensão regional interna. Os curdos têm contratos milionários que Bagdá não reconhece, alegando que todo o petróleo deve ser regulado e comercializado pelo governo central — explica o pesquisador Steve LeVine, autor do blog Oil and Glory, da revista "Foreign Policy". Sob a disputa para ditar os ônus e bônus da indústria, emerge outro fator de instabilidade, diz LeVine: — Árabes ligados ao regime do Sul vão brigar com os curdos do Norte pela renda da produção no Norte. E sunitas e xiitas no Sul vão brigar pela alocação dessa mesma renda no Sul. Fora do âmbito econômico, o Iraque enfrenta outro inimigo que preocupa não só Bagdá, mas também os governos de Irã e EUA: o extremismo de milícias sunitas ligadas à rede al-Qaeda. Somente na semana passada, três bombas atingiram um oleoduto que liga poços no Sul do país a reservatórios na cidade de Basra. Mesmo com a morte de Osama bin Laden e movimentos islamistas nos países da Primavera Árabe provando que o caminho do voto é mais vantajoso que o das armas, o grupo ameaça a estabilidade — ciente de que pequenas ações podem ter grande impacto. — É um grupo pequeno, mas ideológico, que quer dar alguma voz à minoria sunita, mas não tem apoio. A al-Qaeda reúne muitos marginais e mercenários. Hoje, a tática é manter a imagem. Um jogo de intimidação — especula Brian Fishman, especialista em al-Qaeda do New America Foundation.
Missão de frear o Irã e deter a al-Qaeda Odiado por uns, Nuri al-Maliki também se vê cortejado por outros. Como o tradicional rival Irã — com quem Bagdá travou a mais sangrenta guerra do Oriente Médio, com 400 mil mortes em oito anos. Os aiatolás apostam no elo sectário para ter influência no país vizinho através de clérigos como Muqtada al-Sadr e sua milícia, o Exército Mahdi, hoje adormecido. Fatores como o crescimento da produção de petróleo iraquiana, a crise econômica que ameaça as demandas, o isolamento crescente do Irã e a democratização batendo à porta do mundo árabe fazem a balança de interesses oscilar rapidamente. — O Iraque tem interesse em recuperar uma política externa independente e assertiva, mas, neste primeiro momento, isso dependerá da conjuntura interna. O fim da guerra é só o começo. E há muito petróleo ainda a ser descoberto no deserto iraquiano — alerta Gregory Gause, da Universidade de Vermont, autor de "As Relações Exteriores no Golfo Pérsico".
oglobo.globo.com | 18-12-2011
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RIO — A dona de casa brasileira passa atualmente pela mesma dificuldade em conseguir uma empregada doméstica que a britânica no início do século XX, diz reportagem da revista britânica “Economist” publicada na edição da última quinta-feira. O que o Reino Unido pode ensinar? “O serviço não morre, mas renasce de outra forma”, diz o artigo da revista. Segundo a análise, o trabalho doméstico no Brasil vai se transformar, como ocorreu no Reino Unido. Cada vez menos empregadas vão dormir na casa do patrão e cada vez mais os serviços domésticos vão ser fornecidos em estabelecimentos especializados, como lavanderias. No Brasil, serviços de babá, desnecessários quando empregadas domésticas moram na casa do patrão, vão ter aumento de demanda. Escolas brasileiras vão ter que se adaptar. Refeições prontas vão ficar mais populares. Jantar refinado em casa vai praticamente desaparecer, prevê a revista, já que é estimado que sairá mais barato comer em um restaurante caro do que manter um bom cozinheiro contratado em casa. A dificuldade cada vez maior de contratar empregadas domésticas no Brasil do século 21 é um problema britânico exacerbado nos idos de 1880. “Problema que enfurece os ricos, capacita os pobres e diverte os dramaturgos”, brinca a revista. Outras características da sociedade brasileira lembram a britânica do século XX: desigualdade de renda acentuada, educação limitada para a população e longa tradição de serviço doméstico. Em 1881, o censo britanico estimou que havia 1,25 milhão de mulheres empregadas em trabalho doméstico, de longe a maior categoria assalariada britânica. E a demanda só cresceu nas décadas seguintes enquanto a classe média procurava por serviçais. Só que ao longo dos anos surgiram novas opções de trabalho para mulheres, particularmente em lojas, escritórios e fábricas. Mulheres deixaram de trabalhar como empregadas domésticas e algumas nunca mais voltaram a prestar esse serviço. O mesmo processo está acontecendo no Brasil, segundo a revista. A escritora Virginia Woolf (1882-1941) viveu o período de auge da dificuldade de contratar serviçais no Reino Unido. Sua mãe casou em 1867 e tinha cozinheira, governanta, babá e jardineiro, entre outros trabalhadores domésticos. A escritora escolheu por outro estilo de vida, mas de todo jeito encontraria dificuldade para contratar equipe doméstica equivalente. Muitas empregadas domésticas do Nordeste que migraram para cidades mais ricas do Sul estão voltando para a terra natal, diz a revista. Isso porque passam a trabalhar em outras áreas como a construção civil em projetos de infraestrutura na região. Pesquisa do Ipea, citada pela “Economist”, apontou que a proporção de empregados domésticos com mais de 30 anos aumentou de 57% para 73% do total na última década. Nos últimos quatro anos, enquanto a mão-de-obra da região metropolitana de São Paulo cresceu 11% e o salário médio, 8%; a quantidade de empregados domésticos caiu 4% e os salários dessa categoria aumentaram 21% Margarida, uma mãe de dois filhos citada pela revista que voltou a São Paulo após quatro anos no exterior, tentou sete babás em menos de um ano. Agora procura a nona babá. "Aprendi a ignorar coisas que não gosto. Sei agora que esperava muito. Não tinha percebido como o Brasil mudou depois de quatro anos fora”, afirmou. No Brasil, cada vez mais mulheres preferem não trabalhar como domésticas e abandonam essa ocupação com mais facilidade do que antigamente, porque sentem que são tratadas como “escória” por muitas pessoas. Priscila Leite e Isabella Velletri, fundadoras da agência Home Staff, recrutam empregadas domésticas. Foram procuradas por 5 mil donas de casa e conseguiram funcionárias para 650 interessadas. E está cada vez mais dificil: atualmente tem uma empregada disputada por até 30 clientes. Sem surpresa, a escassez desse tipo de trabalhador elevou os salários da categoria. Babás já ganham cerca de R$ 5 mil por mês no Brasil, segundo a revista. Clientes mais antigos, particularmente, esperam pagar salários baixos para empregadas que fazem de tudo. São rapidamente desencorajados pela agência.
oglobo.globo.com | 16-12-2011
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BRASÍLIA - Ao apresentar nesta quinta-feira, na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado, a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, também falou do programa Ciência sem Fronteiras. Até 2015, o programa oferecerá 101 mil bolsas de estudo para que estudantes brasileiros façam graduação sanduíche, mestrado e doutorado em países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Itália. Segundo o ministro, também estão sendo fechados convênios com instituições russas e chinesas. Os contemplados levarão um laptop e terão a chance de fazer cursos de língua de seis a oito meses nos locais aonde vão morar. Em troca desse investimento, os alunos assumem o compromisso de voltar ao Brasil. Caso não o façam, têm que indenizar o governo pelos gastos com sua formação. - Estamos mandando alunos com mais de 600 pontos no Enem, aqueles que ganharam medalhas em olimpíadas de Matemática, etc. São os melhores alunos do Brasil nas melhores universidade do mundo - apontou.
oglobo.globo.com | 16-12-2011
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A pesquisadora brasileira Ana Paula Bortoleto, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, recebeu do governo da Alemanha o prêmio Green Talents nesta quinta feira. Ana Paula realizou uma pesquisa na qual compara os programas de descarte de resíduos de São Paulo e de Sheffield. Dos 331 jovens pesquisadores, de 58 diferentes países, que se inscreveram no concurso, 20 foram premiados.
noticias.terra.com.br | 15-12-2011
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BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff lançou nesta terça-feira os editais de seleção de 12.700 estudantes que vão receber bolsas de estudo no exterior, dentro do programa Ciência sem Fronteiras. Dilma também assinou a regulamentação do programa, lançado em julho, e que pretende distribuir bolsas de estudo no exterior para 101 mil estudantes, até 2014, sendo 75 mil patrocinadas pelo governo federal, através da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O governo vai investir R$ 3,2 bilhões no programa até 2014. - O Ciência sem Fronteiras é um dos grandes programas do meu governo, porque cumpre papel essencial de abrir o Brasil para o mundo, de permitir que brasileiros e brasileiras olhem para as diferentes áreas do conhecimento em diferentes países. Nós somos de fato um país muito rico. Mas nós temos certeza que vamos precisar nos próximos anos de homens e mulheres muito bem preparados e capacitados e que tenham condições de permitir que o nosso país adentre a economia do conhecimento, de produzir ciência, inovar e absorver tecnologia - disse a presidente. Na cerimônia, no Palácio do Planalto, foram assinados os convênios com entidades da iniciativa privada e estatais que financiarão outras 26 mil bolsas de estudo: Febraban (6.500), CNI (6.000), Abidb (5.000), Petrobras (5.000), Eletrobras (2.500) e Vale (1.000). As 12.700 bolsas dos editais lançados nesta terça-feira são para os Estados Unidos (4.500), a Alemanha (2.500), o Reino Unido (2.500), a França (1.500), a Itália (1.500) e a Canadá (200). - Este programa será a maior contribuição que daremos para dar um salto de qualidade em áreas tão estratégicas quanto as ciências básicas, engenharias e tecnologia - disse o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Esses estudantes irão para o exterior a partir de setembro de 2012, e a formação será na modalidade "sanduíche" - parte do curso no Brasil e parte fora. Os estudantes classificados também terão cursos de línguas: três meses no Brasil e seis ou oito meses no país onde estudarão. Podem concorrer às bolsas alunos de universidades públicas e privadas. Em janeiro, 841 estudantes irão para os Estados Unidos, de um total de 1.500 classificados. Os demais ainda passarão por curso de aperfeiçoamento da língua inglesa. - Estamos tendo o cuidado de garantir que este programa atinja todas as classes sociais. Queremos mandar (para o exterior) a elite, mas elite intelectual, seja ela pobre ou rica - disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Na seleção dos candidatos são levados em conta aqueles que fizeram mais de 600 pontos no Enem, ganharam medalha de ouro nas Olimpíadas de Ciências e Matemática e Prêmio Jovem Cientista, além de conhecimento da língua do país e aceitação pela universidade no exterior.
oglobo.globo.com | 14-12-2011
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LONDRES _ Pesquisadores da Grã-Bretanha anunciaram um evento marco na medicina: eles trataram, com sucesso, pacientes que sofrem de coagulação do sangue por uma espécie de hemofilia, a do tipo B. O tratamento teve base genética. Os pacientes tinham uma combinação genética que poderia ser mudada por meio de injeções de uma combinação mais eficiente de genes. E o sucesso transformou o tratamento na primeira forma eficaz de terapia genética disponível atualmente. A doença do tipo B de hemofilia é causada pela falta de um fator coagulante no cromossoma X, que leva a uma falha no sistema imunológico, impedindo a coagulação do sangue. _ Trata-se de um avanço extraordinário para o campo da terapia genética _ avalia o dr Ronald G. Crystal, especialista em terapia de genes do Weill Cornell Medical College. _ Depois de tantos fracassos nas tentativas no começo da década de 1990, acho que o campo está realmente voltando a colecionar êxitos agora. Os experimentos com terapia genética para hemofílicos tiveram um grande revés em 1999 com a morte de um paciente em um ensaio clínico na Universidade da Pensilvânia. Mas o conceito geral da terapia genética _ a substituição de uma combinação genética desfavorável por outra que impede a progressão de uma doença _ não foi abandonada pelos pesquisadores. O problema é que habitualmente os cientistas usavam um vírus a fim de entrar nas células humanas e provocar a mutação genética. O sucesso da terapia atual contra hemofilia B, publicada no relatório online do "New England Journal of Medicine", era perseguido por diferentes grupos de pesquisadores. O experimento de sucesso, com vírus carregando uma combinação genética favorável, levando uma nova versão do gene humano do agente coagulante, conhecido como Fator IX, foi elaborado por pesquisadores de Londres. Pesquisadoresdo Hospital Infantil St. Jude Research em Memphis, nos EUA, produziram um soro, combinado vírus e fator de coagulação, para ser injetado em pacientes. Em seguida o experimento foi feito com pacientes recrutados no Reino Unido por uma equipe liderada pelo Dr. Amit C. Nathwani da University College London. E pesquisadores do Hospital Infantil da Filadélfia monitoraram as respostas dos pacientes em suas reações imunológicas. A hemofilia B é causada por um defeito no gene de Fator IX. É fatal, se não for tratada, e a doença ocorre somente nos homens porque o fator IX é um gene no cromossomo X, do qual os homens têm apenas uma única cópia. As mulheres que carregam gene defeituoso que em um cromossomo X podem compensar com a cópia do outro cromossomo X, ainda que elas possam legar uma cópia defeituosa para seus filhos. Por isto, é raríssimo que mulheres tenham hemofilia. Cerca de um em 30,000 de meninos recém-nascidos têm a doença. Dr. Nathwani e sua equipe relataram que pacientes tratados com injeções para terem a cópia correta do Fator IX começaram a corrigir a falha genética. Mas o tratamento ainda é muito caro: em torno de US$ 300 mil por ano, sendo que uma única aplicação custa cerca de US$ 30 mil. Cada paciente precisa de um número diferente de doses, dependendo de sua resposta imunológica. A resposta completa ao tratamento para a produção do Fator IX ocorre em até 22 meses, segundo Edward G. D. Tuddenham, diretor do Centro de Hemofilia do Hospital Royal Free, em Londres. Vinte pacientes serão tratados na nova fase dos testes da terapia genética para avaliar a melhor dose do vírus que leva a combinação genética de Fator IX para as células dos pacientes, sendo que o objetivo é que a maior dose que não desencadeie um ataque do sistema imunológico _ Estamos muito perto de descobrir a dose certa _ disse o Dr. Tuddenham. _ Se tudo correr bem, um tratamento para hemofilia B genética pode estar disponível para uso em até dois anos. Cerca de 80% dos casos de hemofilia são hemofilia do tipo A, que é causada por defeitos na coagulação do sangue um agente diferente, Fator VIII. Pesquisadores têm foco na hemofilia B, em parte porque o Fator IX é muito menor e mais fácil de trabalhar.
oglobo.globo.com | 13-12-2011
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O isolamento a que o Reino Unido se impôs, ao ser o único dos 27 países da União Europeia a se recusar a sequer analisar os termos para reformulação do tratado do bloco, tomou conta dos debates mundo afora nesta sexta-feira. As consequências dessa decisão para o país e para UE divide opiniões, assim como as perspectivas futuras para o bloco diante do novo acordo.
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Há quem considere o acordo firmado nesta sexta em Bruxelas um avanço, como é o caso do economista Alexandre Kateb, conferencista do Instituto de Ciências Políticas em Paris. Seu colega americano, James Galbraith, filho de John K. Galbraith, professor da Universidade do Texas, por sua vez, já diz não acreditar em progresso enquanto Alemanha e França, cada uma das nações representando os seus sistemas bancários, liderarem as reformas. As entrevistas dos dois especialistas mostram a complexidade e profundidade da crise que assola à Europa e que não existe uma solução para a situação, mas sim uma série de novos arranjos que serão necessários para manter a sustentabilidade do euro e da União Europeia. Leia o que dizem os economistas: 'Agora é solidariedade e disciplina', diz Kateb, que vê Reino Unido isolado
oglobo.globo.com | 10-12-2011
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A Alemanha e a França não estão simplesmente no rumo errado, elas não se importam com os países pobres do bloco, e o Reino Unido, único país a se recusar a aderir ao tratado, ainda não aprendeu nada sobre a crise. A opinião é do economista americano James Galbraith, filho de John K. Galbraith. Professor da Universidade do Texas, Austin, e autor dos livros "O Estado predatório" e "How Conservatives Abandoned the Free Market and why Liberals Should Too", que está no Brasil para palestra no BNDES para um balanço de três anos de crise. — Não há sinal de aprendizado por parte dos líderes — dispara. O GLOBO: Três anos depois, Europa e Estados Unidos estão diante de uma iminente recessão. A crise não terminou? JAMES GALBRAITH: É a continuidade da mesma sequência de eventos financeiros. A situação é agravada na Europa por ideias econômicas muito ruins, estrutura institucional muito fraca e uma grande diferença de interesses entre os sistemas bancários no bloco. Não há sinal de aprendizado por parte dos líderes tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. O GLOBO: O Reino Unido se recusou a assinar o novo tratado para a União Europeia (UE)... GALBRAITH: O Reino Unido não quer submeter seu sistema bancário à regulação da UE. É uma atitude de um governo que não está aprendendo nada com a crise. Por outro lado, o tratado em si será muito ruim para o resto da Europa. O GLOBO: Por quê? GALBRAITH: Porque é baseado no fato de que medidas de austeridade têm que ficar ainda mais duras. Na realidade, a política de austeridade faz parte do problema central da crise. Eles estão tentando forçar isso porque ainda têm uma influência política na Itália antes das próximas eleições, é uma questão de timing para Angela Merkel e Nicolas Sarkozy. O GLOBO: As raízes são políticas ou econômicas? GALBRAITH: Há elementos dos dois. Do lado político, na Alemanha eles fazem crer que o superávit faz parte dos pontos fortes enquanto o déficit faz parte das fraquezas. Mesmo Merkel, que é uma pessoa mais sofisticada e sabe que essa ideia é ridícula, não consegue escapar desse tipo de argumento. Do lado econômico, o problema central é que a política de resgate da Alemanha e da França vêm fundamentalmente dos bancos franceses e alemães. Essa política não foi desenhada para estabilização ou recuperação da Grécia, Portugal ou Espanha. O GLOBO: A reação do Reino Unido de ficar de fora foi realmente uma surpresa? GALBRAITH: Não estou surpreso. Não é que o Reino Unido esteja atrás de políticas melhores. Ele quer preservar a vantagem competitiva da City of London, em detrimento do resto da economia europeia. O GLOBO: Cameron disse ser particularmente contra uma regulação europeia... GALBRAITH: Isso é exatamente o que é fundamental. É necessário um sistema bancário rigoroso e uma estrutura regulatória efetiva. Mas eu relutaria em partilhar o desenho dessa regulação com os líderes políticos atuais. Não acho que as atuais lideranças da Alemanha e da França possam criar um sistema regulatório efetivo. Não é porque o Reino Unido está agindo de uma maneira egoísta que as políticas regulatórias seriam efetivas. O GLOBO: A S&P acaba de pôr em perspectiva negativa toda a União Europeia. O senhor considera isso uma ameaça? GALBRAITH: As agências de rating não são sérias. São companhias que não levaram em conta empresas entulhadas com ativos tóxicos e depois rebaixaram o triplo A dos EUA. Há importantes deficiências na maneira como operam. No caso de alguns bancos, elas talvez reflitam o senso comum quando os rebaixam. Mas a União Europeia? O que isso significa, que o Banco Central Europeu não vai honrar suas dívidas? É um absurdo. O GLOBO: O euro é sustentável? GALBRAITH: Não há mecanismo legal para sair dele e essa decisão não vai ser tomada pelos pequenos países. O único país que poderia fazê-lo é a Alemanha. Enquanto não houver mudança nas diretrizes econômicas e França e Alemanha continuarem a ditar a política europeia, será extremamente difícil algum progresso econômico. Não há solução na austeridade. Não sei por que é tão difícil que os líderes europeus entendam isso. O problema é que eles entendem, mas, de fato, não se importam. O governo alemão tem sua preocupação prioritária: a sobrevivência dos bancos franceses e alemães. O GLOBO: E os emergentes? GALBRAITH: Eles são obviamente afetados por uma desaceleração da Europa. Estão numa posição mais forte ao não serem detentores de títulos gregos, espanhóis e portugueses. Mas não estão imunes. Ninguém está.
oglobo.globo.com | 10-12-2011
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RIO – Uma espécie de barata recém-descoberta na África do Sul é um verdadeiro pesadelo para os que têm aversão a insetos. O animal, batizado Saltoblattella montistabularis, é capaz de saltar uma distância equivalente a quase 50 vezes o próprio comprimento. Isso faz da barata um dos melhores insetos saltadores conhecidos, superando a maioria das espécies de grilos e gafanhotos, outros exímios saltadores. Com pouco menos de 1 centímetro de comprimento, a barata teve seus movimentos estudados por Mike Picker, zoólogo da Universidade da Cidade do Cabo, e Malcolm Burrows, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Em um vídeo em câmera lenta, os pesquisadores verificaram que ela usa movimentos rápidos para armazenar energia em suas patas traseiras, liberando-a como uma catapulta na hora do salto. “Os saltos são poderosos o bastante para impulsionarem o corpo por quase 50 vezes seu comprimento (nós conseguimos apenas cerca de duas vezes) com uma velocidade de partida de 2,1 metros por segundo enquanto experimenta uma aceleração de 23 gravidades”, relatam em artigo publicado na última edição do periódico “Biology Letters” da Royal Society, onde descrevem o novo inseto. A barata saltadora já tinha chamado a atenção no ano passado, quando sua descoberta foi listada entre as dez mais significativas do mundo animal de 2010.
oglobo.globo.com | 08-12-2011
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Quarenta e um civis foram mortos nesta segunda-feira pelas forças de segurança em Homs (centro), foco da onda de contestação contra o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, ao mesmo tempo em que foram detidos 50 estudantes nos últimos dias, segundo o o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). No episódio mais violento, 34 sírios sequestrados nesta segunda por "shabiha", como são chamados os milicianos pró-regime, foram encontrados mortos na cidade de Homs, indicou o OSDH. O OSDH, com sede em Londres, indicou ter sido informado por um militante na área que tinha "visto os corpos de 34 civis, sequestrados pelos shabiha na segunda-feira, em uma praça no bairro Al-Zahra, favorável ao regime". Os civis tinham sido sequestrados em vários "bairros anti-regime" na cidade de Homs. Além disso, "quatro civis foram mortos e cinco ficaram feridos a tiros, durante funerais realizados no bairro de Deir Balaa", relatou o Observatório sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Um quinto civil foi assassinado pelas tropas do governo perto do hospital nacional de Homs. Em Houla, na região de Homs, "um homem e uma mulher foram mortos, vítimas de tiros disparados por agentes de segurança". Os ′shabiha` sequestraram 13 passageiros e o motorista de um ônibus que passava pela mesma região. No domingo, pelo menos 30 pessoas foram mortas em Homs (160 km ao norte de Damasco), como parte de um cerco que mantido há dois meses pelas forças de segurança. Na região de Idleb (noroeste), "confrontos violentos foram registrados entre desertores e o exército regular, nas localidades de Ihsem e Al-Bara", segundo o OSDH, com sede no Reino Unido. Ainda nesta região, mais de 15 veículos militares, transportando soldados do exército regular foram mobilizados em Bab al-Hawa, na fronteira com a Turquia, anunciaram os Comitês Locais de Coordenação (LCC), um dos grupos que lideram as manifestações no terreno. Em Deraa (sul), quatro membros das forças de segurança, entre eles um oficial, foram mortos por desertores diante do tribunal de Daël. Perseguições foram então realizadas por agentes da segurança que cercaram Daël, segundo o OSDH que denunciou a existência de "vários civis gravemente feridos". Os serviços de segurança também detiveram dez estudantes que participavam de um protesto contra o regime em Harasta, perto de Damasco. E na cidade litorânea de Jabla, oito foram detidos no próprio colégio, sob a acusação de terem proferido insultos contra Assad, informou o OSDH e os LCC. Na cidade litorânea de Banias, 32 pessoas foram detidas durante manifestação, e várias outras na vizinha Baïda. Segundo a OSDH, 30 estudantes originários de Deraa foram interrogados e outros 60 foram expulsos da Universidade de Techrine em Lattaquié (noroeste). "Eles foram ameaçados, sofreram pressões e foram objeto de maus-tratos e insultos da parte dos próprios colegas, devido à religião e à comunidade de onde vieram", denunciou o OSDH. Segundo o mais recente número fornecido na sexta-feira, pela ONU, a repressão fez pelo menos 4.000 mortos desde março no país. Da AFP Paris
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www.pernambuco.com | 05-12-2011
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A preservação de algumas espécies em países em desenvolvimento depende enormemente da agricultura. Esta a conclusão de um estudo da Universidade East Anglia, do Reino Unido, publicado pela revista científica Conservation Letters. O trabalho mostra que muitas espécies não só utilizam culturas agrícolas para complementar sua alimentação, mas também que seriam extintas sem elas. Os [...]
envolverde.com.br | 05-12-2011
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