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Roménia Educação

O mau tempo que se tem feito sentir em toda a Europa já matou centenas de pessoas e fez estragos importantes. Mas também permite imagens como esta conseguida na Roménia, um dos países mais atingidos pelas tempestades de neve, em que um jovem estudante tem de ultrapassar a barreira colocada pela neve no regresso a casa vindo da escola.
www.rtp.pt | 16-02-2012

O demissionário primeiro-ministro da Romênia (esquerda) deixa a sede do Partido Democrata Liberal, no poder
© AFP Octav Ganea

O presidente romeno Traian Basescu nomeou nesta segunda-feira como primeiro-ministro o chefe do serviço exterior de informação, Mihai Razvan Ungureanu, após a demissão do governo de centro-direita de Emil Boc.

"As reformas vão continuar", afirmou Ungureanu após sua escolha.

O novo premier, de 43 anos, foi ministro das Relações Exteriores entre 2004 e 2007 até ser designado chefe do serviço de informação (SIE).

Ungureanu fala vários idiomas, entre eles o francês, o inglês e o alemão e é professor de história na Universidade de Bucareste.

Ele dispõe de dez dias para formar seu gabinete e obter o aval do Parlamento.

"A prioridade do novo governo será restabelecer gradualmente o poder de compra dos romenos, que já pagaram a conta pelas medidas de estabilização", disse.

O novo governo deverá, também, dar "continuidade à luta contra a corrupção, se possível, de maneira ainda mais eficaz", acrescentou.

Ungureanu se disse, ainda, consciente do "contexto delicado" no qual assume as funções e afirmou que vai iniciar, a partir da manhã de terça-feira, discussões com os partidos da coalizão no poder, para formar rapidamente o novo gabinete.


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www.pernambuco.com | 07-02-2012

LONDRES e KIEV - Subiu nesta sexta-feira para ao menos 220 o número de mortos pela onda de frio glacial que há uma semana atinge a Europa, sobretudo Romênia, Polônia e Ucrânia, onde estão mais da metade das vítimas. As baixas temperaturas, que em alguns pontos da Rússia chegaram a 50 graus negativos, devem continuar durante o fim de semana.

Só na Ucrânia, onde a temperatura chegou a -30°C, foram 101 vítimas. Delas, 64 foram achadas nas ruas, 26 dentro de suas casas e 11 morreram enquanto recebiam tratamento no pior inverno do país dos últimos seis anos. Na Espanha, autoridades advertem para o que pode ser a pior onda de frio das últimas décadas.

Ao divulgar o número, o Ministério de Situações de Emergência ucraniano acrescentou que mais de 1.200 pessoas foram hospitalizadas devido à hipotermia. Autoridades fecharam escolas e universidades e abriram cerca de 3 mil abrigos em todo o território. Hospitais estão sendo orientados a não liberar pacientes sem-teto para que não morram de frio.

Na Romênia, onde o frio já fez 22 vítimas, um bebê de 4 meses morreu de hipotermia dentro de casa. Autoridades recolheram outras nove crianças que estavam subnutridas e alertaram que mais de 1.500 correm risco.

— Nós estamos fazendo o máximo para nos preparar contra o frio e, se a vida de crianças corre risco, vamos tomar as medidas necessárias — disse o porta-voz do governo romeno, Tiberiu Bantas.

A rara nevasca em Roma mudou a paisagem de cartões-postais como a Praça de São Pedro e a Fontana de Trevi, que teve suas águas congeladas, e provocou o fechamento do Coliseu e do Foro Romano. A medida é tomada por precaução sempre que neva na cidade. Esta é a tempestade de neve mais intensa que atinge a capital italiana desde a década de 1980.

A Santa Sé adiou o encontro “Jovens pela paz” agendado para sábado entre o Papa Bento XVI e cerca de 7 mil jovens. O cenário branco chamou a atenção até do Pontífice, que apareceu na janela para olhar a neve.

Na Espanha, as autoridades alertaram prefeituras para se prepararem para “a pior onda de frio dos últimos 20 ou 30 anos” e oferecer todos os recursos aos sem-teto.

As previsões da meteorologia dizem que o frio e a neve podem poderiam diminuir no domingo. O prefeito Gianni Alemanno suspendeu as aulas para não atrapalhar os alunos que não conseguem chegar à escola. O Ministério do Interior recomendou precaução nas estradas e pediu aos italianos que evitem andar de carro.

A Polônia registrou 29 mortos na onda de frio, que chegou a -30°C. A maioria dos mortos também é de pessoas que viviam nas ruas. O governo divulgou um apelo para a população informe imediatamente às autoridades se virem pessoas vagando perdidas ou consumindo álcool.

Na Sérvia, cerca de 11 mil moradores de 6.500 mil casas de vilarejos estão presos em suas comunidades devido ao frio. Cinco pessoas morreram. Helicópteros estão sendo usados para o resgate, assim como na Bósnia, onde uma religiosa cristã, que vivia sozinha, foi retirada de um monastério.

Outros países também registraram vítimas, como Lituânia, Hungria, República Tcheca e Macedônia.

oglobo.globo.com | 03-02-2012

RIO - Três anos depois de se firmar como uma referência de bilheterias bem-sucedidas no circuito dos cinemas de arte graças ao sucesso comercial de “O concerto” (2009), o judeu romeno Radu Mihaileanu resolveu provar que uma alegoria política sobre o poder feminino também é capaz de lotar salas de exibição. E vem tendo êxito na empreitada: seu novo filme, “A fonte das mulheres” (“La source des femmes”), centrado numa greve de sexo numa aldeia no perímetro do Oriente Médio, vendeu meio milhão de ingressos na França em apenas um mês. Indicado à Palma de Ouro no último Festival de Cannes, em maio, o longa estreia hoje no Brasil endossado por resenhas elogiosas (confira o Bonequinho de Ely Azeredo na página 12 do Rio Show). Num encontro com o GLOBO em Paris, o cineasta, premiado pela crítica no Festival de Veneza de 1998 por “Trem da vida”, explicou como o filme serve de alegoria para a importância dos governos femininos, incluindo a gestão de Dilma Rousseff no Planalto.

O GLOBO: Ao narrar uma greve de sexo em meio a um ambiente de guerra, “A fonte das mulheres” faz alusão à peça “Lisístrata”, de Aristófanes — que inspirou uma canção brasileira, “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque e Augusto Boal. Mas, durante sua passagem por Cannes, o senhor relacionou o filme a fatos reais. De que forma esses fatos traduzem a condição feminina no Oriente Médio?

RADU MIHAILEANU: Embora adore o Brasil e sua música, eu não conheço essa canção. O que me inspirou foi uma notícia que li em 2001 sobre uma aldeia no interior da Turquia na qual as moradoras fizeram uma greve de amor para forçar seus maridos a resolver o problema de abastecimento de água no local. De cara, aquela notícia me fez rir, pelo inusitado de ver uma reação assim, similar ao que ocorria na antiguidade, ser tomada neste mundo de alta tecnologia. Isso me dava brecha para criar uma fábula, o que me fez ambientar meu filme em algum lugar não especificado entre o Norte da África e o Oriente Médio. Um “não lugar”. Voltei a Aristófanes para buscar seu humor preservando a dimensão política do gesto daquelas mulheres. A atitude delas foi uma afirmação de poder pelo sexo. Era um gesto que servia para criar uma alegoria cinematográfica sobre a recente ascensão feminina à liderança governamental de vários locais em diversos países.

Incluindo o Brasil, sob a presidência de Dilma Rousseff?

Depois das minhas visitas ao Brasil, eu me dei conta de que o maior desafio de vocês, mesmo com todo o desenvolvimento econômico alcançado na década passada, é a educação. O analfabetismo é sempre um fantasma social. E ninguém, num âmbito institucional, representa melhor a luta em prol da educação do que as mulheres. Basta você pensar no arquétipo clássico de família: são as mulheres que zelam pela formação dos filhos.

Mas seu filme busca ir além desse arquétipo ao mostrar personagens que assumem a liderança de seus clãs frente à fragilidade dos homens.

Sim. Porque acredito que as mulheres vão muito além desse arquétipo, embora ele exista. Elas têm a habilidade de encarar crises preservando sempre o bem-estar de seus pares. É assim em casa, é assim no governo, vide os exemplos de Indira Gandhi e Golda Meir. Não sei o que sua presidente já fez. Mas confio no interesse dela para melhorar a formação dos brasileiros. Acreditar na força do poder feminino é acreditar na serenidade. Eu uso a palavra “fonte” no título do meu filme porque as mulheres são a fonte de tudo o que é sereno.

De alguma forma esse interesse pela serenidade na política tem reflexos da sua experiência na Romênia sob a ditadura de Nicolae Ceausescu (1918–1989)?

Claro. Cresci sob uma ditadura. Sou um romeno judeu radicado na França que rodou o mundo como nômade buscando se encontrar. Sempre me senti um mestiço cultural por isso. Meus primeiros filmes, em especial “Trem da vida”, lidam com a minha memória sob um aspecto trágico, da violência, da opressão, do silêncio. E eram filmes com personagens principais masculinos, sempre à deriva do trágico, como o judeu etíope de “Um herói do nosso tempo”. Só que eu acredito que o cinema tem a possibilidade de vislumbrar um mundo para além das tragédias. E, a partir de “O concerto”, percebi que era hora de falar das novas perspectivas de esperança. “A fonte das mulheres” nasceu de um sentimento de não me conformar com a impressão de que o mundo vai mal.

Neste momento em que o cinema casa ficção e documentário com cada vez mais frequência, “A fonte das mulheres” dilui o realismo numa narrativa fabular. Qual é o papel da fábula no cinema contemporâneo?

Não me interessa reproduzir a realidade. Eu faço filmes porque o cinema pode transcender o real. E é a transcendência que eu quero. Isso vem da minha origem judaica. Os contos judeus sempre retrataram o que está à sua volta com um apreço pelo absurdo, pelo inusitado, como a barata de Kafka.

O senhor combinou atrizes profissionais de diferentes gerações, como Hafsia Herzi e Hiam Abbass, com um elenco iniciante. Como foi o processo?

Como eu produzo meus próprios filmes, eu ponho no orçamento que o trabalho com o elenco deve começar um mês antes das filmagens, nas locações. Filmei “A fonte das mulheres” no Marrocos, a 50 quilômetros ao sul de Marrakesh. Eu me mudei com todos os atores para uma aldeia nesse local e ficamos lá por 30 dias, entre leituras e conversas. Ali surgiu intimidade, o que dá veracidade aos núcleos familiares que retrato. Minhas mulheres tinham cumplicidade entre si.

Em 2006, em sua passagem pelo Rio, o senhor exaltou a força do cinema da América do Sul, em especial do Brasil. O senhor continua impressionado com o cinema feito no continente?

A alegria de viver dos brasileiros impulsiona a liberdade de sua expressão. Minha única tristeza hoje ao pensar no Brasil é lembrar da morte (em outubro de 2011) de Leon Cakoff, o curador da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com quem eu aprendi muito sobre o seu país. Era um dos homens de maior bom gosto que já conheci e o cinema do mundo inteiro perde com sua ausência.

oglobo.globo.com | 20-01-2012
“A Roménia envia atualmente para a escola uma nova geração de astronautas, pilotos e qualquer outra profissão com que se sonha quando se tem entre […] (News in brief : cover)
www.presseurop.eu | 12-09-2011

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