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ATENAS - O ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, disse que o país chegou a um acordo com os seus parceiros europeus sobre a forma de recapitalizar os bancos gregos depois de troca de dívida, mas ainda precisa resolver questões relacionadas com as reformas trabalhistas. Venizelos descreveu como “muito difícil” a conversa que teve, neste sábado, via teleconferência, com credores europeus do país, mas afirmou que as negociações sobre o pacote de socorro ao país, estimado em 130 bilhões de euros, só devem concluídas na noite de domingo. - Há grande impaciência e pressão não só das três instituições que compõem a troika, mas também dos estados-membros da zona euro, cada um com seus próprios critérios, problemas e prioridades - disse o ministro, , referindo-se a União Europeia, ao Banco Central Europeu e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A parte mais difícil da negociação é conseguir o apoio dos líderes políticos, cautelosos em apoiar as reformas as dolorosas reformas adicionais envolvidas no acordo. À beira da falência, Atenas deve encerrar negociações para conseguir pagar 14,5 bilhões de euros de títulos com vencimento em meados de março. Mas as negociações têm esbarrado nas exigências cortes de custos trabalhistas, como subsídios a férias e redução do salário mínimo . São propostas fortemente contestadas pelos gregos e por líderes de partidos políticos. Neste sabádo, filiados ao Partido Comunista fizeram protestos em frente ao gabinete do primeiro-ministro grego. Josef Ackermann, presidente de um grupo de credores internacionais e CEO dos Deutsche Bank, disse neste sábado que o setor privado está sendo muito generoso ao se oferecer para ter perdas em títulos do governo grego e outros devem seguir o exemplo. - O setor privado, pelo menos, é extremamente generoso na oferta de uma perda de mais de 70% - disse sobre o valor dos títulos gregos. - Eu só posso pedir que outros grupos façam o mesmo - afirmou ele, sem especificar a quem se referia, mas as afirmações são direcionadas ao Banco Central Europeu. A Alemanha, maior economia da Europa, vem resistindo a fazer uma contribuição adicional para socorrer a Grécia. O primeiro-ministro Lucas Papademos deve se reunir com os líderes socialistas e conservadores de extrema direita. Cada vez mais frustrados com a incapacidade de Atenas para aprovar as reformas necessárias para remodelar a economia enfrentar uma recessão grega, os credores estrangeiros exigiram prova do compromisso do país de cortes de gastos antes de liberar mais recursos. Eles querem que todos os chefes políticos do país - que fazem questão de não estar ligados diretamente com as reformas dolorosas - apoiem as medidas, porque o país deve ter eleições em abril. - Os líderes políticos gregos devem oferecer seu compromisso com o programa - disse uma fonte próxima aos credores. - Não serão aprovados mais empréstimos se não o fizerem. O jornal "Kathimerini" disse neste sábado que se os líderes políticos não chegassem a um acordo sobre as reformas, Papademos estava considerando pedir que eles ou autorizassem uma nova rodada de negociações com os três credores ou que eles também entrassem nas discussões.
oglobo.globo.com | 04-02-2012
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RIO - Em 1912, Oswald de Andrade voltou de sua primeira temporada na Europa praguejando contra o fato de os brasileiros estarem "atrasados 50 anos em cultura". Uma década depois, a Semana de Arte Moderna que ele ajudou a idealizar procurou compensar esse "atraso" sintonizando as artes nacionais com os movimentos de vanguarda que haviam se alastrado pelas metrópoles europeias desde a publicação do Manifesto Futurista, pelo italiano F. T. Marinetti, em 1909. A ansiedade por atualizar a cultura brasileira se nota na programação daqueles três dias de 1922, quando o Teatro Municipal de São Paulo recebeu obras que acenavam para o cubismo (Rego Monteiro), o dadaísmo (Ferrignac), o expressionismo (Anita Malfatti), o futurismo. Este último, mais que influenciar pontualmente uma ou outra obra, inspirou sobretudo o modelo de intervenção pública adotado pelos modernistas brasileiros, com manifestações hiperbólicas, conferências provocadoras e polêmicas na imprensa. A recepção do futurismo e de outros movimentos no Brasil é um dos temas discutidos pelo poeta e crítico Gilberto Mendonça Teles na antologia "Vanguarda europeia & modernismo brasileiro", publicada pela primeira vez em 1972, por ocasião dos 50 anos da Semana de Arte Moderna, e relançado agora, em sua 20 edição, pela José Olympio. Com dezenas de manifestos, textos críticos e conferências, a coletânea reúne desde autores do século XIX que prefiguraram as revoluções artísticas do século XX (Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé) aos principais expoentes daquelas revoluções, como o surrealista francês André Breton, o futurista russo Maiakovski, o dadaísta romeno Tristan Tzara e o incontornável Marinetti, entre muitos outros. Colocando essas manifestações lado a lado com as reflexões dos artistas brasileiros da época, a obra mostra que o procedimento modernista de apropriação crítica e criativa de influências estrangeiras, que tem na antropofagia seu marco mais conhecido, já se insinuava na Semana de 22. — O modernismo esteve muito próximo da Europa nesse primeiro momento. Um dos manifestos de Maiakovski se chamava "Bofetada no gosto do público", e a Semana de 22 quis ser isso, uma bofetada. Mas os grandes autores modernistas, os que celebramos até hoje como clássicos, foram aqueles que souberam conjugar o estrangeiro e o nacional de uma forma inovadora — diz Teles em entrevista ao GLOBO em sua casa, no Rio. Teles toma o caso da recepção do futurismo no país para ilustrar a história das relações entre o modernismo e a Europa. Publicado em fevereiro de 1909 na imprensa italiana e logo traduzido na primeira página do diário francês "Le Figaro", o manifesto de Marinetti apareceu em português no mesmo ano: em junho, no jornal "A República", de Natal, e, em dezembro, no "Jornal de Notícias", de Salvador. Os modernistas de São Paulo recebiam dos colegas que passavam pela Europa na década de 1910 (como Oswald, Anita e Graça Aranha) notícias sobre as exortações de Marinetti aos escritores do novo tempo: "Tendo a literatura até aqui enaltecido a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono, (...) nós cantaremos as grandes multidões movimentadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela revolta; as marés multicoloridas e polifônicas das revoluções nas capitais modernas", exclamou o italiano no primeiro de inúmeros manifestos. Mário de Andrade recusou futurismo de Marinetti Esse desejo de renovação literária e confronto com o senso comum é a mesma matéria-prima da Semana de 22. No entanto, lembra Teles, Mário de Andrade rejeitava filiação a Marinetti. Em 1921, quando Oswald, querendo elogiá-lo, chamou-o num artigo de "meu poeta futurista", Mário chiou. No prefácio de "Pauliceia desvairada", publicado em 1922, reforçou: "Não sou futurista (de Marinetti). Disse e repito-o". O único encontro entre os dois foi em 1926, durante uma série de conferências do italiano por Brasil, Argentina e Chile. Com a cabeça em "Macunaíma", que seria lançado no ano seguinte, o anfitrião mal teve assunto com o visitante, que, na época, já causava mais polêmica por sua associação com o fascismo do que pelas teses artísticas, e não parava de tagarelar "sobre futurismo, as mesmas coisas que falava desde 1909. E falava feito uma máquina", lembra Mário em crônica de 1930. Essa recusa do futurismo não significa que Mário rejeitasse o diálogo com as vanguardas europeias como um todo, é claro. Teles observa, por exemplo, que os primeiros textos críticos do autor (o prefácio de "Pauliceia desvairada" e o ensaio "A escrava que não é Isaura", de 1924), devem muito à leitura atenta da revista francesa "L’Esprit Nouveau", editada entre 1920 e 1925, que pregava uma "poética conciliadora entre presente e passado", diz o crítico. Vanguardas periféricas, desafios semelhantes Defendidas ou criticadas, as inovações estéticas que chegavam da Europa (sobretudo via França) tinham circulação intensa no Brasil nas décadas de 1910 e 1920 — o que não aconteceu com movimentos que eclodiram em países periféricos ao mesmo tempo que o modernismo nacional (em certos casos, até antes). Embora lidassem com questões análogas às que fomentaram a Semana de Arte Moderna, manifestações como o modernismo português e os grupos de vanguarda que atuaram por toda a América Latina receberam pouca ou nenhuma atenção dos brasileiros. Autor do livro "Modernismo brasileiro e modernismo português: subsídios para seu estudo e para a história das suas relações" (publicado em 1986 e lançado no Brasil em 2004 pela Editora da Unicamp), o crítico e poeta português Arnaldo Saraiva sublinha que os dois movimentos surgiram em contextos sociopolíticos semelhantes (em países que viviam crises da oligarquia, urbanização acelerada e progresso industrial) e adotaram estratégias de afirmação parecidas, com manifestos, conferências e performances. Marco inicial da vanguarda portuguesa, a revista "Orpheu", lançada em 1915 pelo grupo de Fernando Pessoa e Mario de Sá-Carneiro, anunciava-se na primeira edição como uma publicação "luso-brasileira" e listava Ronald de Carvalho como codiretor. Na prática, o diálogo não vingou. A primeira edição, que trazia a "Ode triunfal" de Pessoa (como Álvaro de Campos), esgotou em Lisboa e sequer chegou ao Brasil, assim como a segunda — e última. Também não se teve notícia entre nós do número único de "Portugal futurista", de 1917, que também incluía Pessoa. Em Portugal, por sua vez, a recepção dos modernistas brasileiros só começou a se consolidar no fim da década de 1920. — Se os modernistas portugueses e brasileiros mutuamente se ignoraram, se ainda sobre eles pesou algum preconceito nacional, isso não impediu que as literaturas e a língua deles tenham finalmente alcançado um reconhecimento internacional que antes não tinham — pondera Saraiva. A condição periférica em relação aos grandes centros europeus impunha desafios semelhantes ao modernismo brasileiro e aos grupos de vanguarda que se manifestaram por toda a América Latina na década de 1920. Mas o intercâmbio artístico entre os vizinhos de continente foi mínimo. A exceção mais significativa foi Mário de Andrade, que lia o chileno Vicente Huidobro — em francês — na "L’Esprit Nouveau". Apesar do contato escasso, brasileiros e hispano-americanos encontraram soluções estéticas parecidas para as questões da criação artística na periferia e do equilíbrio entre nacional e estrangeiro, avalia o argentino Gonzalo Aguilar, professor de literatura brasileira da Universidade de Buenos Aires e autor de "Por uma ciência do vestígio errático: ensaios sobre a antropofagia de Oswald de Andrade" (2010), inédito no Brasil. Nesse cenário, Aguilar destaca a atuação da revista "Martín Fierro", que circulou entre 1924 e 1927, e publicou trabalhos de artistas argentinos hoje canônicos, como o escritor Macedónio Fernández e o pintor Xul Solar. Na "Martín Fierro", o jovem Jorge Luis Borges, então recém-chegado de uma temporada transformadora na Espanha, publicou poemas e textos críticos em que perseguia uma ideia fugaz de identidade argentina. O manifesto fundador da revista, com uma retórica que teria agradado os modernistas brasileiros, proclamava fé "em nossa fonética, em nossa visão, (...) em nossa capacidade digestiva e de assimilação". — Essa articulação, essa falta de medo em relação à literatura mundial é um dos grandes legados ainda vigentes das vanguardas — diz Aguilar.
oglobo.globo.com | 04-02-2012
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A janela do meio da temporada europeia mal foi fechada e já começaram as especulações para a reabertura das transferências, no meio do ano. O jornal italiano Tuttosport publicou nesta quarta feira que a Juventus busca reforçar o ataque para a próxima temporada e tem o argentino Gonzalo Higuaín como principal alvo.
esportes.terra.com.br | 01-02-2012
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A Grécia excluiu ceder soberania à União Europeia (UE) após uma proposta apresentada pela zona do euro em relação a sua política orçamentária, informaram à AFP fontes governamentais. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 28-01-2012
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'Financial Times' diz que há uma proposta para criação de uma autoridade europeia na Grécia.
www.bbc.co.uk | 28-01-2012
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A Grécia e seus credores privados devem chegar a um acordo para evitar um default desse país da Eurozona neste fim de semana, talvez até mesmo nesta sexta-feira, disse em Davos o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Olli Rehn. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 28-01-2012
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Embora qualifiquem de « atentado á liberdade de expressão » a revogação da licença de um canal de televisão por ter abertamente apelado e participado á organização de um golpe de Estado, os países europeus, no entanto, não hesitam em bloquear, por razões falaciosas, canais via satélite que criticam a sua política. Lembramo-nos da decisão em 2004 do Conselho de Estado francês de ter interdito o canal do Hezbollah, Al Manar, por perturbar a ordem pública, ou mais recentemente da interdição pela União europeia (...)
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02. Notícias em resumo
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Irão
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Reino Unido
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Comunicação
www.voltairenet.org | 27-01-2012
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O argentino Lucho González pode estar perto de deixar o Olympique de Marseille e retornar ao Porto, de Portugal. Segundo o jornal português
esportes.terra.com.br | 26-01-2012
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Seis grandes diários bem conhecidos dos leitores do Presseurop – Le Monde, El País, Gazeta Wyborcza, Süddeutsche Zeitung, The Guardian e La Stampa – associaram-se […] (News in brief)
www.presseurop.eu | 26-01-2012
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O ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) deverá integrar a futura administração da EADS, a dona da fabricante europeia de aviões Airbus, noticia hoje o jornal Les Echos
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feedproxy.google.com | 26-01-2012
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HAVANA — Fidel Castro não poupou Estados Unidos e europeus de críticas em seu último artigo, publicado nesta quarta-feira na imprensa cubana. O ataque é uma resposta às declarações desses países sobre Wilman Villar, o preso político que morreu na última quinta-feira após 50 dias de greve de fome. No artigo, intitulado “A fruta que não caiu”, Fidel escreveu: “O governo espanhol e a União Europeia em ruínas, mergulhada em uma profunda crise econômica, devem saber o que os esperam. Dá pena ler nas agências de notícias as declarações de ambos quando usam mentiras descaradas para atacar Cuba”. “Não houve tal greve de fome. Era um preso condenado a quatro anos por agressão, um crime comum, devido aos ferimentos que provocou no rosto da própria esposa”, afirmou Fidel em seu texto, onde também reagiu às críticas vindas da Europa. “Ocupem-se primeiro de salvar o euro se puderem, resolvam o desemprego crônico no qual padece um número crescente de jovens e respondam ao indignados, sobre os quais a polícia arremete e agride constantemente.” “Mais valeria realmente que o governo espanhol, dada as suas excelentes relações com Washington, viajasse aos Estados Unidos e se informasse do que ocorre nos cárceres ianques, a conduta implacável que é aplicada a milhões de presos, a política que é praticada com a cadeira elétrica e os horrores cometidos com os detidos nas prisões e com os que protestam nas ruas”, escreveu. Críticas a republicanos As eleições americanas também não escaparam da mira aguçada de Fidel. No mesmo artigo, ele classificou as primárias republicanas como uma competição de 'idiotices'. O ex-ditador reagiu ao debate realizado na Flórida entre os pré-candidatos republicanos, no qual estes falaram sobre seus planos e opiniões em relação a Cuba. Todas as respostas envolviam endurecer as sanções aplicadas contra a ilha há mais de 50 anos, com o pré-candidato Newt Gingrich falando mesmo em “atividades secretas” para derrubar Raul Castro, irmão e sucessor de Fidel no governo cubano. “Devo afirmar (…) que a escolha do candidato republicano para aspirar à presidência desse império globalizado e abarcador é – e estou falando sério – a maior competição de idiotices e ignorâncias que já escutei”, afirmou Fidel em uma suas habituais “Reflexões”, publicadas na mídia estatal.
oglobo.globo.com | 25-01-2012
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Facilitar a entrada de migrantes europeus e dificultar ou mesmo impedir a de negros é uma política recorrente na História do Brasil, sustentam especialistas. Ao longo da última semana, o governo anunciou medidas para restringir a migração de haitianos e, ao mesmo tempo, informou estar estudando formas de facilitar a vinda de trabalhadores qualificados provenientes de países da Europa. O projeto da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República que visa a elaborar uma política nacional de migração tem por objetivo — como mostrou reportagem publicada no GLOBO no domingo passado — propor um processo de imigração seletiva, que priorize a drenagem de cérebros, mas estabeleça limites para os estrangeiros que chegam fugindo da pobreza. A ideia é reduzir a burocracia hoje existente para os trabalhadores mais qualificados. A justificativa é econômica. Ao mesmo tempo, o governo anunciou a restrição à entrada de haitianos no país também por questões econômicas. Serão concedidos somente 100 vistos de trabalho por mês, uma forma de regular a entrada ilegal que vinha ocorrendo. Embora ninguém tenha falado em raça, para especialistas, há precedentes históricos que passam pela questão racial. — O Brasil mantém a coerência histórica — assinala o professor de História da Unicamp Sidney Chalhoub. — Não estou dizendo que os europeus devam ser tratados a pontapés. Mas acolher europeus e criar embaraços maiores para haitianos me parece lamentável. Acho que todos deveriam ser tratados com generosidade, mas, se é para dar prioridade a alguém, vale lembrar que, no caso dos haitianos, se trata de uma emergência humanitária. Em 1890, logo após a abolição da escravatura, uma lei tornou livre a imigração, “excetuados os indígenas da África ou da Ásia”, os quais “somente mediante autorização do Congresso Nacional poderão ser admitidos”. Do século XVI ao XIX, calcula-se que 4,8 milhões de negros tenham sido trazidos ao Brasil como escravos. No entanto, com a proibição do tráfico e, depois, da própria escravidão, a ideia de receber os negros deixou de ser atrativa. Com isso, abriram-se as portas para trabalhadores italianos, espanhóis e alemães, num primeiro momento, e, mais tarde, também japoneses. Os portugueses, os primeiros estrangeiros a chegarem por aqui, também continuaram vindo em diferentes levas migratórias. — Na verdade, havia o medo de um grande fluxo de negros americanos, com o fim da guerra civil — explicou Challub. — Havia o interesse do governo de trazer mão de obra europeia, trabalhadores brancos, não negros. Era uma política claramente racista, que tinha por objetivo o branqueamento da população. A pesquisadora Ana Maria Gonçalves, autora de “Um defeito de cor”, romance histórico sobre a escravidão no Brasil, concorda com o colega. — A imigração europeia se deu em um momento em que começava a se pensar um projeto de nação pra o Brasil e uma identidade para o povo brasileiro — afirmou. — Asiáticos foram aceitos apenas porque não houve interesse suficiente por parte de europeus e porque estavam mais próximos do ideal de branqueamento do que os africanos, mesmo assim com grande reserva e limitação através de cotas. Em 1945, no governo de Getúlio Vargas, que, restringiu de maneira geral a entrada de imigrantes por conta de suas políticas nacionalistas, um decreto lei estabelecia que “atender-se-á, na admissão dos imigrantes, à necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência europeia”. — A política de branqueamento faz parte da nossa tradição — sustenta o cientista político Jorge da Silva, da Uerj. — João Baptista de Lacerda previu, em 1911, em Londres, que em 100 anos os negros e indígenas estariam “extintos” no Brasil. Portanto, a ideia de barrar a entrada de africanos, ou melhor, de negros, faz parte do processo. Lamentavelmente ainda tem gente que pensa isso hoje. Mais de 50 mil estrangeiros O pesquisador Nei Lopes, especialista em estudos sobre os negros no Brasil, concorda com Silva: — Essa ideia de "limpar", branqueando, a sociedade brasileira ainda permanece na cabeça de muita gente. Persiste, por exemplo, na propaganda e na na mídia em geral, onde a presença afrodescendente é quase sempre vista com estranheza — afirma Lopes, fazendo uma ressalva. — Mas hoje, felizmente, pelo que eu sei, não existe nenhuma política de Estado no sentido dessa exclusão. Muito pelo contrário. Mesmo ainda sem a entrada em vigor do plano para facilitar a vinda de europeus, de janeiro a setembro do ano passado, o Ministério do Trabalho concedeu 51.353 autorizações de trabalho a estrangeiros, um aumento de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também de acordo com dados do governo, até agora entraram no país 4 mil haitianos. A maioria já teve a sua situação legalizada. — Dizer que 4 mil haitianos é um fluxo migratório é bizarro, esse número é muito baixo — afirma o professor de Antropologia da Unicamp Omar Ribeiro Thomaz. — O Brasil recebeu no ano passado 50 mil estrangeiros, a maioria portugueses, e isso não foi tema de discussão, ao contrário, foi visto como resultado do sucesso do país, que agora está atraindo mão de obra qualificada. Mas não sabemos sequer se esses haitianos têm qualificação. Muitos têm curso superior e técnico e são alfabetizados em dois idiomas (francês e creole). Não é porque são negros que vão virar favelados. Quem disse que não são capazes de arrumar um emprego? O historiador Sidney Challub vai além, ele acha que por conta de uma dívida histórica, o Brasil, mais do que ninguém, deveria receber bem os haitianos. — Acho que seria interessante, historicamente, se houvesse uma atitude diferente em relação à entrada de negros no Brasil, se o governo trabalhasse no sentido de dar oportunidade num país que sempre trouxe os negros como escravos — defende Challub. — Seria uma oportunidade histórica de tratar com generosidade negros que estão vindo agora não como escravos mas em busca de um trabalho.
oglobo.globo.com | 23-01-2012
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Obrigadas a fazer maratonas de sexo por máfia chinesa. Mulheres chinesas pagavam 20 mil euros para se legalizar na Europa e acabavam na prostituição
feedproxy.google.com | 22-01-2012
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BERLIM — Comissário para assuntos econômicos da União Europeia, Olli Rehn, convocou os partidos políticos do bloco a convencer seus colegas gregos a se comprometerem com as reformas diante do risco de fracasso do novo pacto de resgate da Grécia. — Os gregos fizeram muito. Se eles não conseguem progresso, é por razões políticas internas. É crucial que os principais partidos políticos europeus entrem em contato com seus pares na Grécia para convencer seus líderes a assumir um compromisso firme com o pacote de ajuda da UE —— disse Rehn ao jornal Süddeutsche Zeitung em entrevista publicada sexta-feira, acrescentando que o fracasso grego seria um golpe para toda a Europa. Questionado se medidas exigidas da Grécia não seriam demasiadamente severa, Rehn disse que é preciso dar espaço margem de manobra para que os gregos possam fazer a reformar de seu país: — Mas é importante que eles cumpram suas metas de poupança. Nossa experiência em difíceis reformas estruturais na Europa e no mundo é que melhor movimento é dotar as medidas o frente mais rápido possível, embora essas reformas tragam uma conta que deve se pagar por erros realizados por um longo tempo do passado — afirmou o comissário.
oglobo.globo.com | 20-01-2012
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Evenimentul Zilei, Le Monde, Die Presse, Jornal de Notícias, La Vanguardia, Børsen (Today's front pages)
www.presseurop.eu | 17-01-2012
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Michel Teló ainda não parece ter se acostumado com o sucesso repentino fora do Brasil. Em entrevista ao programa Fantástico da Rede Globo, exibido neste domingo (15), o novo fenômeno musical disse ter ficado emocionado ao ser convidado para um programa de televisão espanhol, ainda mais quando a plateia cantou seus singles junto com ele. "Eu sonhei a minha vida inteira. Quase chorei, me segurei porque estava cantando a vivo", disse o cantor.
diversao.terra.com.br | 16-01-2012
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Michel Teló ainda não parece ter se acostumado com o sucesso repentino fora do Brasil. Em entrevista ao programa Fantástico da Rede Globo, exibido neste domingo (15), o novo fenômeno musical disse ter ficado emocionado ao ser convidado para um programa de televisão espanhol, ainda mais quando a plateia cantou seus singles junto com ele. "Eu sonhei a minha vida inteira. Quase chorei, me segurei porque estava cantando a vivo", disse o cantor.
musica.terra.com.br | 16-01-2012
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O Irã advertiu aos países do Golfo para que não compensem sua produção de petróleo em caso de sanções ocidentais contra suas exportações de petróleo, declarou o representante de Teerã ante a Opep, citado neste domingo pelo jornal Shargh. "Se os países petroleiros do Golfo Pérsico concordarem em substituir o petróleo iraniano (no caso de sanções), serão os principais responsáveis pelo que acontecerá", declarou o representante do Irã ante a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OpepP), Mohamad Aloh Jatibi. "Se nossos vizinhos do Sul utilizarem sua capacidade de produção para substituir nosso petróleo e cooperarem com os países aventureiros (ocidentais), serão responsáveis pelos incidentes que ocorrerão e seu gesto não será amistoso", afirmou ainda. A União Europeia deve finalizar em 23 de janeiro as modalidades de um embargo ao petróleo iraniano que deve entrar em vigor progressivamente nos próximos seis meses. Teerã vende 450.000 barris por dia (18% de suas exportações) à União Europeia, principalmente para a Itália (180.000 barris por dia), a Espanha (160.000 bpd) e a Grécia (100.000 bpd), três países com dificuldades econômicas por causa da crise da dívida na zona euro. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 15-01-2012
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A Europa vai concordar com as sanções que proíbem a compra de petróleo do Irã até o final do mês, afirmou hoje o secretário das Relações Exteriores do Reino Unido, William Hague, de acordo com o jornal London''s Telegraph. Autoridades da União Europeia haviam dito anteriormente que o bloco já
www.estadao.com.br | 15-01-2012
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RIO - Logo em sua estreia, em 2005, a editora portuguesa Tinta-da-china movimentou o mercado editorial de seu país com o lançamento de "O pequeno livro do grande terramoto", de Rui Tavares, sobre o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. A obra ganhou o prêmio de melhor ensaio do ano, esgotou cinco edições e projetou o autor, que se elegeu deputado do Parlamento Europeu. De lá para cá, a editora ganhou prestígio e lançou quase 180 títulos. Seleção de crônicas Agora, a Tinta-da-china desembarca no Brasil, atraída pelos bons ventos da economia local e impulsionada pela crise europeia. — A Europa está numa crise tremenda — diz Bárbara Bulhosa, que foi livreira por dez anos antes de fundar a Tinta-da-china. — Pensamos: "Para onde expandir? Onde poderíamos ter mais receptividade?". Para o Brasil. E não só porque o país está crescendo, incentivando a leitura, criando uma camada nova de leitores. Mas é também porque é nossa língua, interessa-me divulgar autores portugueses que não estão aqui. O primeiro livro sai em março. É uma seleção de crônicas de Ricardo Araújo Pereira, um dos grandes fenômenos do humor português, convidado do festival Risadaria deste ano, em São Paulo. Em seguida, é a vez do romance "O retorno", de Dulce Maria Cardoso, considerado um dos livros de 2011 em Portugal pelo jornal "Público" e pelas revistas "Ler" e "Time Out". E, depois, "E a noite roda", romance de estreia de Alexandra Lucas Coelho, correspondente do "Público" no Brasil. Diferentemente da LeYa e da Babel, outras duas editoras portuguesas que já estão no Brasil e vêm ampliando sua atuação, a Tinta-da-china tem um catálogo pequeno. — Somos uma editora independente, que lança 40 livros por ano e associa qualidade e venda. Recusamos várias propostas de compra, queremos manter a independência. Em 2008, a Tinta-da-china ganhou o prêmio de melhor editora portuguesa, conferido pela Ler/Booktailors. Na justificativa, é dito que ela "combina a qualidade editorial à gráfica, aposta em bons materiais e mantém essa forte coerência em todos os livros que publica". — Gostamos do livro como objeto e acreditamos na sua viabilidade — diz Bárbara, que ainda não publica e-books. A ideia não é se limitar aos autores portugueses. A Tinta-da-china vai estrear no universo infantil justamente com uma brasileira, Tatiana Salem Levy ("A chave de casa" e "Dois rios"). Ela já começou a escrever o primeiro livro da coleção, que será editado simultaneamente no Brasil e em Portugal. — Publicaremos também obras de referência na literatura internacional que não se encontram disponíveis no Brasil. Entre as coleções da editora, um dos destaques é a de literatura de viagens, que inclui desde Werner Herzog e Saul Bellow até Alberto Moravia e Mark Twain.
oglobo.globo.com | 13-01-2012
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www.rtp.pt | 12-01-2012
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www.rtp.pt | 12-01-2012
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BERLIM - Sob forte pressão desde que adotou uma controversa Constituição no 1 dia do ano, o governo húngaro recebeu ontem um "aviso final" da Comissão Europeia, que ameaçou tomar medidas legais caso o país não abandone alguns dos pontos do texto, considerados inconstitucionais pelo bloco. Após uma reunião em Copenhague, os membros da Comissão — órgão executivo da União Europeia — decidiram que levariam autoridades húngaras à Justiça caso não retirem da nova Carta leis que limitam a independência do Banco Central, dos juízes e do Parlamento e, segundo a interpretação de muitos, ameaçam instalar um regime autoritário. O premier húngaro, Viktor Orbán, garantiu que está "comprometido como os valores europeus e pronto a negociar com a UE". Mas, nas ruas de Budapeste, o descontentamento é evidente. Nos últimos dias, a capital vem sendo palco de tumultuados protestos, numa intensidade vista pela última vez há 22 anos, no fim do comunismo. Jornalistas fazem greve de fome para protestar contra o que consideram o fim da liberdade de imprensa e já chamam Orbán de "Kim do Danúbio" ou "Putin da União Europeia". Alguns vão mais longe, como o jornal austríaco "Der Standard": "Não é ditadura, mas deixou de ser democracia". Além das reformas aprovadas que cerceiam a liberdade de imprensa, estipulam aposentadoria compulsória aos juízes aos 62 anos e limitam a independência do Tribunal Constitucional — considerado uma das bases da democracia húngara nas últimas décadas — o novo texto adotado deve levar ainda a um aumento da discriminação contra minorias, como ciganos (10% da população) e homossexuais. Conflito político deve agravar crise econômica Além disso, segundo Martin Schulz, político alemão presidente do Parlamento Europeu, "o Parlamento húngaro está perdendo poderes e sendo gradativamente subordinado ao Estado". Seu colega austríaco Jörg Leichfried acrescenta que o país está "à beira da ruína moral e financeira". Embora tenha ainda a sua moeda antiga, o florin, a Hungria está tão afetada pela crise quanto os países do euro do sul da Europa. E a crise pode se agravar com o clima de conflito entre governo e oposição, desencadeado pelo nova Constituição. Foi no meio do caos provocado pela crise econômica — que fez despencar a popularidade do então premier social-democrata Ferenc Gyurcsany — que Orbán foi eleito com maioria absoluta, em 2010. Desde então, ele vem introduzindo novas leis que sedimentam gradativamente o poder do seu partido, o Fidesz, de centro-direita. Com agências internacionais
oglobo.globo.com | 12-01-2012
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Os ashkenazis, judeus de origem centro europeia, possuem uma variação genética que os protege do mal de Parkinson e que agora será analisada por cientistas da Universidade de Tel Aviv para o desenvolvimento de remédios contra esta doença. A pesquisa, realizada com 1.360 pessoas dessa origem étnica, uma parte portadora da doença e outra sadia, demonstrou que um em cada quatro ashkenazis que vivem em Israel é imune devido a uma modificação genética, informou nesta quarta feira o jornal Israel ...
noticias.terra.com.br | 11-01-2012
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A associação Paris Europlace, que representa todos os atores do mercado financeiro francês, se opôs, neste domingo, ao projeto do presidente Nicolas Sarkozy de instaurar uma taxa sobre as transações financeiras se esta não for uma medida de aplicação europeia. Em um comunicado, a associação declarou "sua oposição ao estabelecimento de uma taxa sobre as transações financeiras que, se não forem europeias, enfraquecerão a economia francesa" e provocarão uma transferência das atividades financeiras. A aplicação da chamada taxa Tobin seria "inadequada", tendo em vista que a crise financeira mundial não começou na França, mas sim no mercado americano, com as chamadas "subprimes" e com os riscos tomados por grandes bancos de investimento anglo-saxões, segundo a Paris Europlace. "Não é porque os financistas dizem ′não queremos ser taxados` que vamos escutá-los", respondeu imediatamente o secretário de Estado da Habitação francês, Benoist Apparu, na emissora Radio J, acrescentando que apresentará o texto com a medida ao conselho de ministros "provavelmente em fevereiro". O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reiterou neste domingo sua oposição a uma taxa europeia sobre as transações financeiras, a menos que seja decidida em nível mundial. "Uma taxa sobre as transações que só seja aplicada na Europa (...) nos custaria empregos, nos privaria de receitas fiscais, seria nefasta para toda Europa, numerosos organismos financeiros quebrariam", advirtiu Cameron durante um programa difundido pela BBC televisão. "Eu não me oporia, a menos que o resto do mundo decidisse ao mesmo tempo aplicar a tal taxa", acrescentou o chefe do governo britânico, preocupado com os interesses da City, o principal mercado financeiro da Europa. "Se os franceses querem aplicar esta taxa sobre as transações financeiras em seu próprio país, têm liberdade para fazê-lo", disse. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, garantiu na sexta-feira passada que "não esperará" os demais sócios europeus para introduzir a taxa às transações financeiras, apesar de não ter adiantado nenhuma data. Essa taxa, proposta em 1972 pelo economista americano James Tobin, e apoiada pelas organizações antiglobalização, foi ignorada pelos governos antes de ser recuperada por Sarkozy, pela chanceler alemã Angela Merkel e pela Comissão Europeia. A imposição de uma taxa mínima sobre qualquer transação nos mercados financeiros reduziria, segundo os especialistas, a especulação e, por conseguinte, a instabilidade nos mercados. O anúncio de sexta-feira de Sarkozy, que até esse momento tinha rejeitado a aplicação de uma medida assim só na França, causou mal-estar entre seus sócios europeus. Berlim se limitou a dizer que sua posição se manteria "invariável". "O objetivo é conseguir o estabelecimento de uma taxa sobre transações financeiras na União Europeia", declarou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert. A própria Comissão Europeia insistiu sobre a necessidade de uma "aproximação coerente" entre os países europeus a fim de obter "resultados eficazes". O chefe do governo italiano, Mario Monti, também destacou que é "necessário que os diferentes países europeus não apliquem sozinhos" esta taxa. O debate acontece a menos de quatro meses das eleições presidenciais francesas e num momento em que a Eurozona volta a causar dúvida. As bolsas europeias fecharam na sexta-feira no vermelho, com exceção de Londres. Sarkozy, que ainda não anunciou se será candidato à reeleição, encontrará a chefe do governo alemão Angela Merkel na segunda-feira em Berlim para preparar a conferência europeia no final de janeiro. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 08-01-2012
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BERLIM. A Alemanha está perdendo seus habitantes. E é nas pequenas cidades onde o encolhimento da população tem efeitos mais dramáticos. Uma pesquisa feita pelo Instituto de População e Desenvolvimento de Berlim revela que, até o ano de 2060, a população alemã simplesmente deve encolher: de 81,7 milhões para 65 milhões de habitantes. Em cidades pequenas, a população será reduzida em até 26%. Werben, no estado da Saxônia-Anhalt, na antiga República Democrática Alemã, é um exemplo da redução da população. Embora fique a apenas 100km da capital do estado, Magdeburgo, Werben perdeu 25% de seus habitantes em 20 anos. Hoje a cidadezinha, cujo centro é tombado pelo patrimônio histórico alemão, tem apenas 800 habitantes e muitos prédios vazios por falta de moradores.
O prefeito de Werben, o veterinário Volkmar Haase, não perde o otimismo, apesar das previsões pessimistas de que, em 2020, a cidade terá apenas 550 habitantes. Ele usou recursos de ajuda federal e da União Europeia para investir 5,5 milhões na restauração dos prédios do centro com seus telhados com cumeeiras pontudas. — Só o que temos para atrair turistas é a natureza. A situação não está boa em Werben — diz Haase. A Turíngia, outro estado do Leste, perderá 20% da população no mesmo período, e toda a região terá o mesmo destino. Segundo o jornal "Der Tagesspiegel", o estado de Brandemburgo tem regiões perdendo seus povoados de forma tão acelerada que deixam uma paisagem como a que existiu na Guerra dos 30 Anos, que despovoou partes da Europa Central no século XVII.
oglobo.globo.com | 07-01-2012
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O porta-voz da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, negou informações publicadas neste sábado pela mídia alemã, segundo as quais ela estaria discutindo com parceiros da coalizão de governo potenciais nomes para suceder o presidente do país, Christian Wulff, que está no centro de um escândalo.
A notícia surgiu num momento em que vieram à tona novas alegações de que Wulff ameaçou editores com uma declaração de "guerra" se eles publicassem que recebeu um empréstimo em condições vantajosas da esposa de um amigo milionário.
O escândalo pode abalar a imagem de Merkel --que nomeou Wulff para a presidência em 2010-- num momento delicado dos esforços que ela vem empreendendo para resolver a crise da dívida na Europa, cujo próximo capítulo começa na segunda-feira, quando o presidente francês, Nicolas Sarkozy, chega a Berlim.
Leia mais (07/01/2012 - 20h18)
redir.folha.com.br | 07-01-2012
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ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, prepara uma campanha para tranquilizar os parceiros europeus quanto à capacidade do seu governo tecnocrata de recuperar a economia. Monti viajou a Bruxelas, de forma inesperada e aparentemente particular, antes de uma série de reuniões com líderes europeus, destinadas a recuperar a confiança em relação às finanças públicas. "A Europa não tem mais razão para temer a Itália", disse Monti ao jornal francês “Le Figaro”. O premier italiano se reúne na sexta-feira com o presidente Nicolas Sarkozy e com o primeiro-ministro François Fillon, além de falar em uma conferência do Ministério das Finanças. A Itália, terceira maior economia da zona do euro, ainda representa uma ameaça ao bloco, e uma situação de emergência com a sua dívida destruiria as defesas existentes e possivelmente destruiria a moeda única. Na quinta-feira, os dividendos pagos nos títulos italianos com vencimento em dez anos superaram os 7%, mais ou menos o nível que levou a Grécia a buscar ajuda internacional. Monti ainda se reunirá com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, no dia 11, em Berlim, e com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, no dia 18 em Londres, antes de participar de uma cúpula da União Europeia no fim do mês em Bruxelas. Ele tem defendido medidas para gerar uma maior proximidade econômica entre os países da zona do euro, inclusive reforçando o Instrumento Europeu de Estabilidade Financeira.Monti, ex-comissário da União Europeia, foi nomeado em novembro para o cargo de premier, na esperança de resolver a escalada de endividamento deixada pelo seu polêmico antecessor, Silvio Berlusconi. A Itália tem mais de 600 bilhões de euros em títulos por vencer nos próximos três anos, e não tem condições de continuar pagando os juros atuais por muito tempo. O Banco Central Europeu tem feito operações de compra desses papéis para tentar limitar o ano.Monti promete manter a meta imposta pela UE de equilibrar o orçamento italiano até 2013, e já aprovou um pacote no valor de 33 bilhões de euros, que prevê aumento de impostos e reduções de pensões e gastos públicos. Mas o principal problema italiano continua sendo o crescimento fraco, e sem medidas nessa frente dificilmente o país conseguirá reduzir seu endividamento, que atinge 120% do PIB. A entidade patronal Confindustria estima que a economia italiana irá encolher em 1,6% neste ano. Monti promete medidas para aumentar a competitividade, o que inclui uma reforma de leis trabalhistas, à qual os sindicatos tendem a se opor. Até agora, no entanto, não houve protestos significativos contra as medidas, e a aprovação a Monti continua superior a 50%. "Os italianos aceitaram as duríssimas medidas que lhes impusemos com uma fleuma quase britânica", disse Monti ao “Le Figaro”. "Eles demonstraram um admirável senso de responsabilidade."
oglobo.globo.com | 05-01-2012
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Depois do escândalo internacional dos implantes de mama da empresa francesa PIP, as injeções para eliminar as rugas já são motivo de preocupação na Europa, onde o sistema de vigilância sanitária é considerado não muito rigoroso. O jornal britânico The Times lançou um alerta nesta semana sobre esse tipo de preenchimento estético, informando que há "160 produtos injetáveis com venda autorizada na Grã Bretanha", contra apenas "seis" nos Estados Unidos.
noticias.terra.com.br | 05-01-2012
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O candidato presidencial republicano Mitt Romney disse a um jornal italiano que a Europa tem de resolver a crise da dívida na zona do euro sem nenhuma ajuda dos Estados Unidos. "Os EUA têm de cuidar da própria crise, e não darão um dólar para salvar a Europa", afirmou ao jornal La Stampa. Romney,
www.estadao.com.br | 03-01-2012
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Em plena crise da dívida, é um pequeno país que não pertence à zona euro quem assegura durante seis meses a presidência rotativa da União Europeia. Cabe a Copenhaga aproveitar esta localização marginal para desempenhar o papel de mediador de uma comunidade que está a desfazer-se, alvitra o jornal diário Politiken. (Article)
www.presseurop.eu | 02-01-2012
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TEERÃ - A União Europeia está aberta a negociações com o Irã, contanto que não haja precondições da parte de Teerã, disse um porta-voz de política externa da UE neste sábado. Mais cedo, a agência iraniana Mehr citou um oficial do país afirmando que o negociador do programa nuclear, Saeed Jalili, vai escrever para a autoridade europeia expressando o interesse de Teerã em iniciar novas conversas com as nações ocidentais. O porta-voz de política externa da UE, Michael Mann, disse por email à Reuters que Catherine Ashton escreveu para Jalili em outubro e ainda não recebeu resposta. As conversas entre o Irã e os cinco países do Conselho de Segurança da ONU; EUA, Rússia, China, Reino Unido e França, mais a Alemanha; se paralisaram em janeiro. O país asiático tem ignorado as exigências do Conselho de Segurança de parar o program nuclear. Irã adia testes com mísseis de longo alcance Um comandante da marinha iraniana, Mahmoud Mousavi, desmentiu relatos de que a república islâmica tenha testado mísseis de longo-alcance durante exercícios militares neste sábado, afirmando que os mísseis serão lançados nos próximos dias. A Press TV, uma agência de notícias semi-oficial, e a estatal IRNA haviam relatado mais cedo que o Irã tinha testado os mísseis. "Todos os tipos de terra-mar, mar-mar e terra-ar, assim como mísseis lançados por soldados serão testados nos próximos dias", disse Mousavi à Press TV. O exercício naval de 10 dias, que começou no sábado passado, coincide com o crescimento das tensões do Irã com os países ocidentais por conta de seu programa nuclear. A União Europeia considera um banimento às importações de óleo do Irã, seguindo o exemplo dos EUA. Segundo a mídia iraniana, estes exercícios são diferentes porque incluem uma área mais “vasta de ação, mais táticas e equipamentos”. As manobras — que segundo as autoridades vão do leste do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, até o Golfo de Aden — contam com minas e aviões não-tripulados. Teerã afirma que os exercícios são uma demonstração que o país está disposto a contra-atacar qualquer agressão de inimigos como os EUA e Israel. As duas nações não excluem a possibilidade de uma ação militar se a diplomacia não resolver a disputa nuclear com o Irã. Washington e seus aliados acusam o Irã de tentar construir bombas atômicas sob a fachada de um programa civil de enriquecimento de urânio. Teerã nega as acusações e ameaça bloquear uma passagem marítima estratégica para petroleiros se o Ocidente impuser sanções às suas exportações de petróleo. O Estreito de Ormuz é rota de 40% dos carregamentos de petróleo do mundo. Ele fica nas águas territoriais do Irã e de Omã, mas pela lei internacional é considerado aberto para navegação e fechá-lo seria visto como um ato de guerra. A 5ª Esquadra dos EUA afirma que não permitira qualquer interrupção no tráfego da mais importante rota de petróleo do mundo, que conecta os maiores produtores do Oriente Médio, entre eles a Arábia Saudita, com o Golfo de Omã e o Mar da Arábia. Em seu ponto mais estreito, ele tem apenas 34 km de largura. Analistas consideram que o fechamento do Estreito prejudicaria a economia iraniana, dependendente do petróleo, especialmente com a Arábia Saudita comprometida a compensar qualquer queda de exportação para a Europa. Rússia e China, maiores aliados do Irã e que vem protegendo o país contra sanções mais duras da ONU, também não têm interesse em ver o tráfego de petróleo no golfo prejudicado.
oglobo.globo.com | 31-12-2011
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TEERÃ - Um comandante da marinha iraniana, Mahmoud Mousavi, desmentiu relatos de que a república islâmica tenha testado mísseis de longo-alcance durante exercícios militares neste sábado, afirmando que os mísseis serão lançados nos próximos dias. A Press TV, uma agência de notícias semi-oficial, e a estatal IRNA haviam relatado mais cedo que o Irã tinha testado os mísseis. "Todos os tipos de terra-mar, mar-mar e terra-ar, assim como mísseis lançados por soldados serão testados nos próximos dias", disse Mousavi à Press TV. O exercício naval de 10 dias, que começou no sábado passado, coincide com o crescimento das tensões do Irã com os países ocidentais por conta de seu programa nuclear. A União Europeia considera um banimento às importações de óleo do Irã, seguindo o exemplo dos EUA. Segundo a mídia iraniana, estes exercícios são diferentes porque incluem uma área mais “vasta de ação, mais táticas e equipamentos”. As manobras — que segundo as autoridades vão do leste do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, até o Golfo de Aden — contam com minas e aviões não-tripulados. Teerã afirma que os exercícios são uma demonstração que o país está disposto a contra-atacar qualquer agressão de inimigos como os EUA e Israel. As duas nações não excluem a possibilidade de uma ação militar se a diplomacia não resolver a disputa nuclear com o Irã. Washington e seus aliados acusam o Irã de tentar construir bombas atômicas sob a fachada de um programa civil de enriquecimento de urânio. Teerã nega as acusações e ameaça bloquear uma passagem marítima estratégica para petroleiros se o Ocidente impuser sanções às suas exportações de petróleo.
oglobo.globo.com | 31-12-2011
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Comentário de João Vieira Pereira, director-adjunto do Expresso, no Jornal de Economia da SIC Notícias. Em análise, o dinheiro do BCE, a queda nos juros da dívida pública italiana e as previsões de Michael Spence, Nobel da Economia de 2011, para a crise do euro.
aeiou.expresso.pt | 29-12-2011
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O diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, confirmou ao jornal Diário de S. Paulo que está na Europa para fechar a contratação de um jogador. O dirigente, que não quis divulgar o nome do atleta ou o país no qual se encontra, declarou que a negociação está "devagar", e que novidades só devem acontecer na próxima segunda feira. De acordo com a publicação, os nomes que interessariam ao time tricolor seriam os dos meias Jadson (Shakhtar Donetsk UCR) e Pablo Aimar (Benfica POR), além do ...
esportes.terra.com.br | 28-12-2011
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O diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, confirmou ao jornal Diário de S. Paulo que está na Europa para fechar a contratação de um jogador. O dirigente, que não quis divulgar o nome do atleta ou o país no qual se encontra, declarou que a negociação está "devagar", e que novidades só devem acontecer na próxima segunda feira. De acordo com a publicação, os nomes que interessariam ao time tricolor seriam os dos meias Jadson (Shakhtar Donetsk UCR) e Pablo Aimar (Benfica POR), além do ...
esportes.terra.com.br | 28-12-2011
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SÃO PAULO — A crise da dívida da União Europeia (UE) tem abalado as estruturas da economia mundial e deixado alguns em dúvida sobre o futuro do euro como moeda comum do bloco. No site do americano Wall Street Journal, um dos mais importantes jornais econômicos do mundo, uma pergunta, no início de dezembro, desafiava os leitores a refletir sobre o futuro: “Você acredita que o euro vai existir daqui a dez anos?” A maioria dos economistas, que acompanha a crise da dívida na Europa, avalia que a possibilidade de que a Europa “quebrar” e a moeda única se desintegrar é muito pequena. Mas essa visão não é unânime. Algumas empresas na Europa já começam a traçar planos para o caso de um colapso do euro. E já há muitos analistas de mercado projetando os cenários econômicos caso um ou mais países, como Portugal ou Grécia, abandonem a moeda europeia comum, que em 2002 nasceu para concorrer com o dólar. — Antes da crise da dívida chegar à Itália, a chance do desaparecimento do euro ou de que alguns países abandonem a moeda única era de menos de 10%. Mas essa possibilidade cresceu significativamente nos últimos três ou quatro meses. Não é um risco que possa ser negligenciado. Ainda não chegamos ao fim da crise e, portanto, acidentes acontecem — disse ao GLOBO o estrategista Jens Nordvig, da corretora japonesa Nomura. A Volkswagen AutoEuropa, de Portugal, já começou a traçar um plano de emergência em caso do fim do euro ou de Portugal abandonar a moeda comum. O diretor financeiro da empresa, Jurgen Dieter Hoffmann, disse ao jornal britânico Financial Times, que como a empresa automobilística é uma das maiores exportadoras de Portugal e faz parte de um grupo mundial, o impacto não seria tão negativo, sem revelar detalhes. Na Alemanha, a operadora de turismo TUI tomou uma medida mais radical. A empresa começou a a exigir a renegociação dos contratos com hotéis gregos expressos em dracmas, a moeda grega antes da entrada do euro. A medida é uma prevenção caso a Grécia saía da zona do euro. O câmbio usado nas transações não foi revelado, mas um estudo feito pela corretora Nomura mostrou que a dracma teria uma desvalorização de pelo menos 57% em relação ao dólar e ao euro, caso fosse restabelecida. O grupo de varejo Sonae, também de Portugal, encomendou um estudo para saber qual seria o impacto para a economia caso o país abandonasse o euro. O trabalho já foi apresentado à direção da empresa, há um mês, e o Sonae informou que ainda não tem um plano B. O estudo mostrou um quadro muito ruim. Se Portugal voltasse ao escudo e abandonasse a zona do euro, haveria uma queda no valor dos salários e das poupanças entre 30% e 50%, trazendo consequências drásticas para o consumo. O custo de abandonar o euro, ficaria entre 9.500 e 11.500 “per capita” para cada português. Até alguns bancos centrais já estão preocupados com a possibilidade de ruptura. O BC da Irlanda, por exemplo, já estaria preparando um esquema para imprimir moeda local para substituição do euro. Montenegro, nos balcãs, não tem capacidade para imprimir moeda. O país usava o marco alemão antes da chegada do euro. Agora já pensa numa moeda própria, em caso do fim do euro, terceirizando a impressão. — O fim do euro ou o abandono da moeda única por alguns países provocaria um cenário econômico difícil de prever. As consequências seriam globais e muito piores do que a quebra do banco Lehman Brothers — diz o economista Raphael Martello, da consultoria Tendência de São Paulo. Um estudo do Capital Economics, um instituto de análises econômicas, mostrou que se apenas Grécia e Portugal deixassem a zona do euro nos próximos dois anos, o PIB da zona do euro seria reduzido em 1% em 2012 e 2,5% em 2013, a mesma queda registrada na crise de 2008/2009 com a quebra do Lehman Brothers. O banco UBS estimou que se apenas a Grécia abandonasse o euro, isso custaria entre € 9.500 e € 11.500 per capita. Se a Alemanha abandonasse a moeda comum, diz o UBS, o custo por habitante seria de € 6.000 mil a € 8.000 mil. O estudo do UBS calculou que se a Alemanha abandonar o euro, terá pelo menos um milhão de postos de trabalho dizimados, além de uma redução do PIB de cerca de 3%. Além disso, com uma nova moeda valorizada, a Alemanha perderia terreno nas exportações. O impacto, segundo análise da seguradora Allianz, seria uma redução de 50% nas vendas ao exterior. Um levantamento da Corretora Nomura mostrou que se a Alemanha voltasse a usar o marco, seria a única moeda da região a ter valorização frente ao dólar e ao euro. — Sair do euro ajudaria a resolver um problema de câmbio, com desvalorizações das novas moedas, dando fôlego às exportações. Mas o custo para cada país reestruturar sua dívida seria muito mais elevado. Além disso, estar na zona do euro, baixou o custo de captação de recursos para todos. O problema é que, em caso de ruptura, os países perdem acesso ao mercado financeiro. Todos terão dificuldades de financiamento, inclusive as empresas, pois o crédito deve secar. Certamente haverá o travamento de um fluxo de capital importante, e sem precedentes, que pode levar a uma recessão global — avalia o economista Raphael Martello, da Tendências. Num cenário de caos financeiro, o cidadão comum corre para sacar seu dinheiro do banco. Isso seca o crédito e dificulta o acesso ao capital para as companhias. As empresas, por sua vez, cortam produção, demitem e o crescimento econômico fica travado. É o cenário mais propício para a instabilidade social. — Por isso, ninguém espera uma ruptura total da moeda, mas sim de saída de algumas nações da zona do euro. Os efeitos do fim do euro seriam muito drásticos e assim é melhor se esforçar e tentar salvá-lo — diz o economista Martello.
oglobo.globo.com | 27-12-2011
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Após o sucesso mundial do hit Ai Se Eu Te Pego, Michel Teló termina o ano de 2011 satisfeito. Com 220 shows feitos e uma turnê agendada pela Europa, ele contou ao jornal Folha de S.Paulo que está negociando com o rapper Pitbull, mas que seu grande sonho é ter uma música com Shakira.
musica.terra.com.br | 25-12-2011
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D. Manuel Clemente em entrevista exclusiva, fala da crise, do país e da Europa: "Macrocefalia de Lisboa é um problema".
feedproxy.google.com | 25-12-2011
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Nem o repique do dólar após o agravamento da crise europeia, que poderia encarecer produtos e componentes importados, foi capaz de interromper a forte queda dos preços ao consumidor de eletrodomésticos, artigos de informática e eletroeletrônicos, informa reportagem de Pedro Soares
na Folha
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A íntegra
está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha
).
Segundo levantamento da Folha
com base em dados do IBGE, produtos com TVs chegam a registrar recuo de 17,76% em 2011. O computador ficou 12,32% mais barato.
Leia mais (23/12/2011 - 09h12)
redir.folha.com.br | 23-12-2011
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Ele estava internado há semanas para tratar de uma pneumonia. Em novembro, músico cancelou fim de turnê europeia.
g1.globo.com | 22-12-2011
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RIO - Eric Schmidt, presidente do conselho da Google, revelou os planos da companhia para o mercado de tablets durante entrevista ao italiano "Corriere della Sera". De acordo com o executivo, "nos próximos seis meses a companhia pretende comercializar um tablet de alta qualidade”. Já no mercado de smartphones “veremos uma concorrência brutal entre a Apple e o Android, da Google. É o capitalismo", justificou. Se tratando de Google, o provável é que o tablet venha equipado com Android, que acaba de lançar a sua mais recente versão 4.0, a Ice Cream Sandwich. O novo sistema operacional móvel visa unificar a experiência do usuário de smartphones e tablets e tenta também conter a multiplicidade de versões. A quantidade significativa de OS Android prejudica os desenvolvedores e gera frustração em consumidores - que esperam pela atualização de seus sistemas em hardwares anteriores ou ainda aguardam acesso as mesmas funções em diferentes dispositivos, sem sucesso. Além de revelar os planos de um tablet próprio, o executivo falou sobre a concorrência com a Apple no setor de celulares e deixou claro que não pretende recuar, vendo também algo de positivo na disputa. - Essas são as regras do mercado, e elas geram benefícios ao consumidor. Eu não sei na Europa, mas aqui nos EUA, graças a concorrência, agora você pode ter os melhores smartphones por apenas US$ 100 - disse. Sem dar muitos detalhes, Schmidt rasgou elogios ao falecido Steve Jobs - cofundador da Apple e criador do iPad - responsável direto pela febre dos tablets que roda o mundo todo e agita o setor de tecnologia. - Ele (Jobs) foi o Michelangelo do nosso tempo. Um amigo com um carácter único, capaz de combinar criatividade e seu gênio visionário com uma capacidade de engenharia extraordinária. Às vezes você encontra pessoas com uma coisa ou outra. Mas não as duas ao mesmo tempo - disse. - Steve percebeu o potencial revolucionário do tablet e criou um produto incrível, o iPad - completou. Sem obter muito êxito no setor de hardware, a Google já teve suas primeiras experiências produzindo smartphones em parceria com a HTC e a Samsung. A última delas deu origem ao Galaxy Nexus que já foi homologado pela Anatel e chega ao Brasil no primeiro trimestre de 2012. A reportagem perguntou ainda sobre o Google X, o recém-descoberto "laboratório secreto" da Google revelado pelo "The New York Times". Schmidt não abriu o jogo sobre inovações no setor de internet mas falou sobre carros inteligentes. - Esse artigo (do ‘NYT’) é baseado em vazamentos e não comentamos sobre rumores. Mas posso dizer que a coisa mais importante em que "X" trabalha é o carro que dispensa motorista - disse. Schmidt disse também que haverá longa espera até que produtos como esse cheguem ao mercado. Anos talvez, "ou mesmo uma década". O executivo aponta que há questões com órgãos reguladores e de segurança a tratar. Algo como um piloto automático é mais razoável a curto prazo, defende. Para o YouTube os planos permanecem os mesmos: ajudar as pessoas a ganhar dinheiro com o conteúdo que é produzido e distribuído de forma independente na internet. - O site será mais rentável porque terá mais publicidade. Mas não será como na televisão. O modelo de negócios do YouTube é diferente - disse. - Temos também uma estratégia para permitir ao usuário combinar TV e YouTube que, atrelada à Google TV, deve chegar na Europa no primeiro semestre de 2012. Schmidt falou ainda sobre capitalismo, crise europeia e outros assuntos mais gerais mostrando sua habilidade em política econômica reconhecida também pela Casa Branca, nos Estados Unidos.
oglobo.globo.com | 20-12-2011
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Os ministros da União Europeia vão hoje pedir à Grã-Bretanha uma contribuição de 30,9 mil milhões de euros para um pacote do Fundo Monetário Internacional (FMI) que visa o resgate da moeda única, revela hoje o jornal inglês Daily Telegraph.
www.rtp.pt | 19-12-2011
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DUBLIN — A Irlanda precisa obter uma redução significativa em seus encargos da dívida, para aprovar a nova regulamentação orçamentária europeia, disse o vice-ministro das Finanças irlandês, Brian Hayes, ao jornal “Sunday Business Post”, neste domingo. — A ideia de que poderíamos ter um referendo sem esse acordo, que garanta uma substancial negociação de nossa dívida, não seria provável. Teríamos que ter isso garantido antes de colocar a questão (à população) e isso está começando a ser entendido pela União Europeia, o que nos coloca em uma posição mais forte — declarou Hayes ao jornal. O governo da Irlanda disse que vai esperar até que o texto final dos planos fiscais europeus estejam prontos, provavelmente no início do próximo ano, antes de decidir se será necessário um referendo para ratificar o acordo. A União Europeia disse, na última sexta-feira, que quando nove países da zona euro ratificassem o acordo, que reforça as regras fiscais para membros do grupo, o bloco não teria necessidade de esperar pela ratificação irlandesa. No entanto, um "não" irlandês criaria problemas tanto para Dublin como para Bruxelas por cimentar a ideia de uma Europa em duas velocidades e levantar questões sobre o compromisso da Irlanda com o euro.
oglobo.globo.com | 18-12-2011
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David e Victoria Beckham estão à procura de escolas particulares paras os filhos na Inglaterra e em Paris, aumentando os rumores que a ida da família à Europa para as festas de fim de ano pode ser permanente. As informações são do site do jornal inglês Daily Mail.
diversao.terra.com.br | 18-12-2011
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Líderes de países membros da UE (União Europeia) que haviam concordado com as mudanças propostas de endurecimento fiscal contra a crise estão sinalizando que podem não assinar o acordo, segundo informações do jornal "Financial Times" desta segunda-feira.
Em Bruxelas na semana passada, os 17 países da zona do euro e outros nove membros da UE acertaram aplicar regras fiscais mais duras para evitar uma nova crise da dívida como a que atinge a região. Apenas o Reino Unido se opôs às reformas propostas pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Apesar do acordo anunciado na ocasião, a expectativa da Alemanha e da França em gerar uma proximidade maior entre as economias do bloco enfrenta novas tensões, com o alerta de vários líderes da UE sobre as dificuldades de convencer seus parlamentos nacionais em aprovarem um duro pacto fiscal.
Leia mais (14/12/2011 - 09h05)
redir.folha.com.br | 14-12-2011
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SÃO PAULO — Desemprego, risco de calote da dívida, recessão econômica. Nos últimos tempos, esse tem sido o cenário de alguns países europeus que adotaram o euro como moeda única. A gastança desenfreada dos governos já levou à lona países como a Grécia, Portugal e Irlanda, que tiveram que pedir ajuda internacional para não quebrar. Agora, estão na mira a Itália, a Espanha e até a França. Essas nações têm sido pressionadas pelos investidores a pagar juro muito alto para se financiar no mercado. Mas a Europa não é só caos. No meio desse furacão econômico, sem solução aparente, existem algumas “ilhas de prosperidade”, onde, por enquanto, a crise do euro ainda não chegou com força. Tome o exemplo da Suécia. O país não adotou o euro como moeda, embora integre a União Europeia. Os títulos da dívida suecos mantêm a classificação AAA dada por agências de rating e o Tesouro sueco não tem dificuldades para rolar seus papéis no mercado. A Suécia paga juros até mais baixos do que a Alemanha, que se viu forçada a oferecer taxa de 2,3% para se financiar. Este ano, a economia sueca deve crescer 4%, um número impensável até para a própria Alemanha, a economia mais forte da Europa, que deve crescer 0,5% em 2011. — A Suécia é um caso especial em toda a Europa. Sua economia, que é muito diversificada, continua a manter fundamentos fortes, como finanças públicas sólidas, uma indústria competitiva, um mercado de trabalho que funciona bem e um sistema bancário comparativamente robusto — afirmou a BBC Neil Prothero, analista para Europa Ocidental da Economist Intelligence Unit, o braço de pesquisas da revista britânica The Economist. A taxa de desemprego na Suécia, que chegou a 9% após a crise global de 2008, vem se reduzindo e caiu a 7,2% em setembro deste ano. A relação entre a dívida pública e o PIB sueco está em queda e deve ficar em 36,3% este ano, maior apenas que as de Estônia, Bulgária e Luxemburgo na UE. — O país permanece em uma situação mais bem posicionada para absorver um grande choque econômico que a maioria, se não todos, os parceiros da União Europeia — diz Prothero. Sem o mesmo vigor que a economia sueca, mas muito melhor que seus pares, a economia da Finlândia deve crescer 3% este ano e 2,5% em 2012, segundo estimativa do analista Harri Parssinen, da consultoria Ernst & Young. A Finlândia leva vantagem porque tem um mercado consumidor interno mais robusto que economias de vocação exportadora. O setor de construção civil puxou os investimentos nos últimos meses e blindou a Finlândia contra os efeitos da crise. Agora, é a indústria manufatureira que lidera os investimentos. Mas a queda das exportações, consequência de economias enfraquecidas pela crise, deve reduzir o ritmo de investimento. — O risco da Finlândia é que os bancos do país estão muito expostos a papéis da dívida soberana de economias periféricas da Europa, como Portugal, Itália, Espanha, Grécia e Irlanda. Outro ponto a ser observado é a inflação alta, de 3,7% nos últimos 12 meses, até julho. Ela foi puxada, sazonalmente, por uma alta no preço de alimentos e energia. Nossa expectativa é que a inflação caia para 2% em 2012 — explica Parssinen em relatório sobre o país. A relação entre a dívida pública e o PIB, na Finlândia, está abaixo de 50%, situação confortável se comparada às nações com problemas. O novo governo finlandês, entretanto, já anunciou medidas para reduzir o déficit, como corte de gastos e aumento de impostos. O objetivo é reduzir esse déficit em 0,5 ponto percentual — o equivalente a 1 bilhão de euros por ano — até 2015. Com reservas financeiras generosas, irrigadas pelo alto preço do petróleo no mercado internacional, a Noruega também tem passado, até agora, incólume à crise. A Noruega não adotou o euro e nem é membro da União Europeia. Por isso, tem suas próprias políticas financeiras e monetárias, o que neste momento é extremamente positivo. Todos os indicadores do país são animadores: o desemprego é baixo, menos de 3%, há ganho de renda e o país deve crescer mais de 3% em 2012. Mesmo assim, o governo noruguês está em alerta. Como o país exporta boa parte de seus produtos como salmão, alumínio e papel para clientes europeus e americanos, pode sofrer algum impacto. — A Noruega está na posição de "país mais sortudo do mundo". O petróleo, cujo preço subiu no mercado internacional, tem irrigado de recursos o Tesouro, o que garante reservas internacionais muito robustas — disse Oystein Thogersen, professor da Escola Norueguesa de Economia e Administração de Empresas ao jornal Dagens Naeringsliv. Segundo ele, a disciplina dos últimos governos com os gastos públicos contribuiu para a boa situação financeira do país atual: — Apesar de uma longa sequência de governos de direita e esquerda ao longo das últimas décadas, todos adotaram políticas financeiras que limitam o uso das receitas do petróleo em 4% dos ativos do fundo de petróleo, onde a maioria das receitas é guardada para as gerações futuras. Por isso, o país oferece um eficiente sistema de bem-estar social à sua população. Luxemburgo é outro país que terá crescimento muito acima da média europeia. Os analistas preveem que a economia do pequeno país de 500 mil habitantes tenha expansão de 3,5% este ano. A taxa de desemprego também é baixa — 4,6% — e a consultoria Ernest & Young não prevê mudanças significativas em 2012. O problema é que a economia do país é baseada principalmente no setor financeiro, que está exposto aos riscos da dívida soberana dos vizinhos. E a indústria luxemburguense também apresentou um desaquecimento, nos últimos meses, consequência da crise na região. “No setor financeiro, a área de seguros e gestão de ativos continua forte. Mas a concessão de crédito começa a se enfraquecer, o que reduz o ganhos dos bancos”, afirmou relatório da Ernest & Young.
oglobo.globo.com | 13-12-2011
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"Circula no chão! Circula no chão!" Ronnie Moran, o assistente-técnico do Liverpool passou anos na beira do campo gritando a mesma coisa. Aqueles que falam que antigamente o futebol inglês era só chutão estão esquecendo do time de Liverpool, campeão da Europa em 1977, 78, 81 e 84. O time quase nunca levantou uma bola. Tratava-se de um time frio, uma máquina, sem a alegria e empolgação do Barcelona de nosso dias, mas com uma paciência e um troca de passes parecidos. Não pretendo discutir a superioridade do Flamengo em cima do Liverpool. Como quase todos os ingleses, sou amante incondicional da seleção brasileira de 1982, e a mera presença do Zico com a camisa 10 da Gávea é suficiente para ganhar a parada. Não acho, porém, que o jogo em Tóquio do dia 13 de dezembro 1981 é uma medida muito confiável dos méritos relativos dos times. Mais ainda do que em nossos dias, para os ingleses o jogo no Japão não passou de um amistoso. Nem foi transmitido na televisão britânica. Lembro-me de um compacto, mais tarde naquele dia, seguido por jogos mais sérios do campeonato inglês. Mesmo assim, tenho a impressão de que, num enfrentamento levado 100% a sério por ambos, o Flamengo ainda seria vitorioso, embora com um placar menos elástico. Com certeza Graeme Souness, o brilhante, mas às vezes violento meio-campista do Liverpool, teria feito que Flamengo pagasse um preço mais alto pelo triunfo. Alem da genialidade indiscutível do time rubro-negro, há ainda o fato de que o Liverpool se encontrava numa fase difícil em dezembro de 1981. Foi uma época de transição. Depois da vitória sobre Real Madrid na final da Copa Europeia em maio, o goleiro Ray Clemence se foi, indo para Londres para jogar pelo Tottenham. A seu substituto, Bruce Grobelaar, de Zimbábue, faltou experiência e sobrou excentricidade. Com tempo virou um ídolo, uma personagem fundamental no campo e no vestiário. Mas, em dezembro 1981, estava verde ainda. Levando muitos gols, o Liverpool se encontrava naquele Natal num impensável décimo lugar na tabela do campeonato inglês. O jogo com Flamengo representa uma marca na reconstrução do time. O novato Mark Lawrenson jogou improvisado na lateral esquerda. Logo, logo iria se firmar na zaga, onde formou junto com Alan Hansen a dupla de defesa com a melhor saída de bola que eu vi na vida. O australiano Craig Johnston atuou improvisado na frente — posição que logo ia pertencer ao goleador Ian Rush, que com velocidade excepcional se aproveitou do talento e dos lançamentos do Kenny Dalglish. No início de 1982 começou a reação e o Liverpool acabou ganhando o campeonato inglês. O novo time ganhou corpo e venceu o Roma, com Falcão e Toninho Cerezo para tornar-se campeão da Europa de 1984. Tratava-se de um excelente time, embora acredito que nem o Liverpool de 84 seria capaz de parar o Mengão de 81. (*) Correspondente da BBC no Rio e tinha 16 anos em 1981
oglobo.globo.com | 13-12-2011
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Bastaram seis gols em apenas 12 jogos pelo São Paulo para que Luis Fabiano já despertasse novamente o interesse de clubes da Europa em contratá-lo. A Roma, segundo jornais europeus, aparece como a principal interessada em levar o centroavante tricolor. Segundo o jornal português A Bola, o time
www.estadao.com.br | 13-12-2011
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LONDRES, PARIS e TEL AVIV — Em entrevista ao jornal francês Le Monde, o presidente Nicolas Sarkozy, disse nesta segunda-feira, que os aspectos legais do acordo fechado na última sexta-feira pela reunião de Cúpula da União Europeia em resposta à crise financeira serão finalizados nos próximos 15 dias. Sarkozy reiterou que o objetivo da cúpula era ter um documento com as propostas de mudanças do tratado europeu pronto até março. O candidato favorito nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da França, o socialista François Hollande, disse nesta segunda-feira que se for eleito no ano que vem vai buscar a renegociação do acordo firmado na cúpula da União Europeia, na semana passada, com o objetivo de pôr fim à crise da dívida na zona do euro, segundo informações da Reuters. — Esse acordo não é a resposta certa . Se eu for eleito presidente, vou renegociar este acordo — declarou Hollande em entrevista à rádio RTL. O candidato afirmou que o acordo era sobre medidas de austeridade, mas deveria ter permitido um papel maior ao Banco Central Europeu (BCE) e a emissão de títulos governamentais em comum na zona do euro. O candidato socialista lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, marcada para 22 de abril, com um provável segundo turno, 6 de maio. Na cúpula da UE na sexta-feira, em Bruxelas, líderes europeus concordaram em elaborar um novo tratado para aprofundar a integração econômica na zona do euro, especialmente com a intenção de impor dura disciplina orçamentária por meio de sanções automáticas quando os déficits superarem as metas. Vice-premier do Reino Unido se diz ‘desapontado’ com veto a acordo da UE A oposição britânica ao acordo acertado na cúpula da União Europeia (UE), realizada na última sexta-feira, não apenas deixou o Reino Unido isolado entre os demais países membros do bloco como também provocou divergências internas. No domingo, o vice-primeiro ministro britânico, Nick Clegg, se disse “amargamente desapontado” com o desfecho do encontro. Segundo ele, o veto do Reino Unido a mudanças no tratado que criou a UE pode reduzir o peso dos britânicos nas decisões do bloco e despertar a desconfiança nos EUA de que eles deixaram de ser relevantes na geopolítica europeia. — Estou amargamente desapontado com o resultado da cúpula da semana passada, precisamente porque eu penso que, agora, há um risco de o Reino Unido ficar isolado e marginalizado na União Europeia — disse Clegg à TV britânica BBC. Países ricos precisam de US$10,4 trilhões, diz OCDE Sexta-feira passada, líderes de 26 países europeus reunidos em Bruxelas concordaram em criar punições para as nações que desrespeitarem regras como manter o déficit público inferior a 3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos). Também acertaram que os governos terão de submeter seus orçamentos à Comissão Europeia, que terá poder de pedir sua revisão. Alegando que as medidas não atendiam a interesses do Reino Unido, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, vetou o acordo. Segundo a BBC, Clegg foi comunicado da decisão de Cameron por telefone, pouco antes de o premier participar de uma coletiva de imprensa, na qual anunciou sua posição publicamente. O número 2 do Reino Unido atribuiu a decisão de Cameron à “intransigência” de França e Alemanha e à pressão dos conservadores eurocéticos britânicos. De acordo com ele, inicialmente, a coalizão que sustenta o governo do Reino Unido estava coesa sobre o veto, mas ele pessoalmente apresentou objeções: — Eu deixei claro que isso era insustentável e que eu não poderia saudar tal decisão — afirmou Clegg, líder dos liberais democratas e com inclinações pró-UE. — Um Reino Unido que saia da UE será considerado irrelevante por Washington e seria considerado um pigmeu no mundo. Apesar das divergências, Clegg assegurou que não pretende deixar a coalizão, pois “isso traria mais danos ao governo”, o que poderia culminar em um “desastre econômico”. Em análise publicada no “El País”, o jornal espanhol avalia que a forma como a UE vem conduzindo a crise “aumenta o abismo” entre os europeus e os EUA. O periódico lembra que o presidente americano, Barack Obama, tem elevado o tom de suas críticas à Europa nos últimos meses, devido à maneira “débil e duvidosa” com que os líderes do bloco têm administrado a turbulência. De olho nas eleições americanas em 2012, ele defende medidas enérgicas para a retomada do crescimento europeu, ao qual, em boa medida, está vinculada à recuperação da economia americana. Até agora, o estilo da chanceler alemã Angela Merkel de resposta à crise tem se sobressaído, com ênfase nos planos de austeridade. Um estudo feito pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que será divulgado no fim do mês, mostra que a situação das finanças dos países ricos está bastante frágil. De acordo com o jornal britânico “Financial Times”, que teve acesso ao relatório, a necessidade de financiamento das nações que integram a OCDE deve chegar a US$10,4 trilhões este ano e US$10,5 trilhões em 2012. As cifras, embora menores que as de 2009 e 2010, revelam um quadro mais preocupante que o desses anos, pois o custo de endividamento hoje está maior, diz o estudo. FMI: ‘acordo é parte da solução, não é a solução’ Em Tel Aviv, o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olivier Blanchard, minimizou o acordo europeu: — Estou mais otimista que há alguns meses. Mas o que aconteceu semana passada é parte da solução, não é a solução — disse ele, sem entrar em detalhes sobre que medidas adicionais deveriam ser tomadas. O FMI tem participado de várias reestruturações de dívidas de países europeus que se encontram à beira do calote. Para o economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Juergen Stark, no entanto, um maior envolvimento do Fundo na estratégia de resposta à crise “seria um ato de desespero”.
oglobo.globo.com | 12-12-2011
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