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Bélgica Mídia

O piloto britânico Lewis Hamilton iniciou os preparativos para a corrida de número 200 de sua carreira marcando o melhor tempo nos treinos livres desta sexta-feira

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Felipe Massa foi liberado para correr o Grande Prêmio da Bélgica neste final de semana depois de não disputar a corrida anterior na Hungria, no final de julho, por ter sentido tontura durante os treinos

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Uma bomba colocada dentro de uma mala com pregos e latas de gás poderia ter provocado muitas vítimas, disse o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel

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Quando a princesa Xeica Hamda Alnehayan e suas sete filhas viajavam para Bruxelas, elas costumavam se hospedar no Hotel Conrad

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RIO — Um segundo suspeito pelo envolvimento no ataque em Paris ocorrido nesta quinta-feira se entregou às autoritades na cidade de Antuérpia, no norte da Bélgica, segundo a mídia local. O porta-voz do Ministério do Interior francês, Pierre-Henry Brandet, disse em entrevista a uma rádio após o tiroteio que um segundo homem foi identificado pela polícia belga e levado para as autoridades francesas.

O autor do atentado foi identificado como Karim Cheurfi pela imprensa francesa.

"É muito cedo para dizer como ou se ele está conectado com o que aconteceu na Champs Elysées", afirmou Brandet. "Há uma certa quantidade de informações para checar. Não estamos deixando passar nada".

Ataque em Paris

O segundo suspeito foi identificado como Youssouf El Osri em um documento obtido pela agência de notícias Reuters. Oficiais de segurança da Bélgica alertaram a polícia francesa antes do ataque que El Osri era "um indivíduo muito perigoso que estava fugindo para a França" a bordo de um trem de alta velocidade.

O aviso circulou mais amplamente entre os serviços de segurança da França na hora que se seguiu o ataque na Champs Elysées.

A conexão entre El Osri com Cheurfi ou o homem citado no comunicado do Estado Islâmico (EI), que reivindicou o ataque a tiros, permanece desconhecida nesta sexta-feira. Como resultado, um policial e um suspeito foram mortos na tradicional avenida Champs-Elysées, em Paris, além de outros dois agentes e uma turista ficarem feridos.

ESTADO DE EMERGÊNCIA

A França vive sob um estado de emergência desde 2015 e sofreu uma série de ataques de militantes islâmicos que mataram mais de 230 pessoas nos últimos dois anos.

O porta-voz do Ministério do Interior disse que era muito cedo para dizer qual o motivo do ataque, mas que estava claro que os policiais foram deliberadamente atacados. As autoridades policiais pediram ao público para evitar a área. Info - acidente em champs elysees

O incidente aconteceu enquanto os eleitores franceses se preparam para ir às urnas no domingo, na eleição presidencial mais acirrada dos últimos tempos.

— Estaremos com vigilância extrema, especialmente em relação à eleição — disse o presidente Hollande, que não concorre à reeleição.

No início desta semana, foram presos em Marselha dois homens que, segundo a polícia, planejavam um ataque antes da eleição. Uma metralhadora, duas pistolas e três quilos de explosivos TATP estavam entre os armamentos encontrados em um apartamento na cidade do sul do país, juntamente com materiais de propaganda jihadista, de acordo com a promotoria de Paris.

oglobo.globo.com | 21-04-2017

PARIS — Uma bandeira do Estado Islâmico (EI) foi encontrada na casa de um dos dois homens presos nesta terça-feira em Marselha, no Sul da França, suspeitos de planejar um ataque durante a eleição presidencial do próximo domingo. Os dois franceses, Clement Baur, de 23 anos, e Mahiedine Merabet, de 29, se conheceram enquanto dividiam uma cela na prisão e já estavam sob vigilância policial por terem se voltado para o islamismo radical durante aquele período, informou o procurador-geral de Paris, François Molins. suspeitos atentado

A polícia francesa encontrou ainda uma metralhadora, duas armas e três quilos de explosivos TATP em um apartamento em Marselha, de acordo com Molins. Além da bandeira do Estado Islâmico, havia também propaganda jihadista na casa de um dos homens. O outro é suspeito de ter ligações com uma célula do islamismo radical da Bélgica.

A polícia já estava atrás da dupla desde o final da semana passada, e fotos de ambos os agora detidos haviam sido distribuídas aos serviços de segurança dos candidatos presidenciais. Os suspeitos foram detidos com alguns minutos de diferença no porto de Marselha.

O material para explosivos foi descoberto em várias revistas na cidade, indicou o ministro do Interior francês, Matthias Fekl.

— (Foram encontrados) elementos que permitiriam materializar este ataque — afirmou Fekl, acrescentando que estavam sendo realizadas no local “operações de segurança e de retirada de explosivos”.

Os dois já haviam sido presos por outros delitos sem relação com o terror.

O ministro disse que está tudo pronto para garantir a segurança do primeiro turno da eleição presidencial, mas ressaltou que “o risco terrorista é maior do que nunca”. A candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, e o centrista Emmanuel Macron, confirmaram que seus serviços de segurança receberam, na semana passada, fotos dos homens detidos. O conservador François Fillon também foi alertado do perigo, afirmou um assistente.Suspeitos identificados

De acordo com o jornal francês "Le Monde", a polícia também encontrou um vídeo de um dos suspeitos parado em frente a uma bandeira do Estado Islâmico, segurando uma metralhadora e uma cópia do próprio diário com a foto do candidato à Presidência francesa François Fillon na capa.

A França vem sendo alvo de ataques terroristas desde 2015, que já causaram 238 mortes. Dezenas de atentados já foram impedidos desde o início de 2016, segundo o governo francês. Mais de 50 mil policiais e gendarmes, apoiados por militares da operação Sentinela, serão mobilizados para garantir a segurança durante a votação de domingo, principalmente nos arredores dos 67 mil colégios eleitorais.

Os maiores atentados nos últimos anos na França

As eleições francesas acontecem no domingo, e as pesquisas colocam Le Pen e Macron na frente entre os quatro mais bem posicionados na corrida eleitoral, sem um claro favorito. Os dois candidatos mais votados passarão para o segundo turno, que será realizado em 7 de maio. Atrás deles, estão Fillon e o candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon.

De acordo com um levantamento para o canal de notícias BFMTV, Macron tem 24% dos votos no primeiro turno, e Le Pen, 23%. Cerca de um terço dos eleitores franceses ainda estão indecisos, sugerem as pesquisas de opinião, tornando as eleições uma das mais imprevisíveis em décadas.

Conheça os candidatos à Presidência da França

oglobo.globo.com | 18-04-2017

Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que a reforma da Previdência transcorreria sem percalços. Um sistema gigantesco que absorve parcelas crescentes dos orçamentos públicos e cujos aposentados, do funcionalismo e empregados da iniciativa privada, já representam, somados, pouco mais de 16% da população, é algo não só complexo em si, mas capaz de mobilizar os mais diversos grupos de pressão na sociedade. Em que se destacam influentes corporações, quase sempre beneficiadas por privilégios de que, por óbvio, não querem abrir mão.

Não bastassem os interesses que orbitam em torno da reforma, o país se notabiliza por um emaranhado de leis e uma Constituição muito detalhistas. Veio daí a possibilidade do segundo recuo do presidente Michel Temer na questão da retirada dos servidores estaduais e municipais da reforma, há pouco excluídos das mudanças a serem feitas pelo Congresso pelo próprio presidente.

Mas como foi alertado de que seria inconstitucional a transferência da revisão das regras de aposentadoria do funcionalismo do restante da Federação para as assembleia legislativas e câmaras de vereadores, o Planalto começou a estudar ontem à tarde outras alternativas.

Não importam quais sejam. O essencial é manter-se a consciência da situação insustentável do sistema previdenciário como um todo. A dos servidores federais recebeu, no primeiro governo Dilma, o aperfeiçoamento do fundo de pensão complementar, para os novos funcionários admitidos a partir de 2013 que desejem receber uma aposentadoria superior ao limite de cinco salários mínimos do regime geral (INSS). Mas não apenas esse fundo, aprovado no primeiro governo Lula e regulamentado só por Dilma, produzirá efeitos fiscais a longo prazo, como as previdências de estados e municípios, por se manterem assentadas em bases também frágeis, sufocam as finanças já desequilibradas de governadores e prefeitos.

Ou seja, cabe ao Congresso ou aos legislativos locais fazer o incontornável: ajustar as regras previdenciárias à nova realidade demográfica do Brasil, em que as pessoas felizmente vivem mais e, por isso, têm de contribuir mais tempo para o respectivo sistema de seguridade.

Estudo da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, citado pelo jornal “Valor”, fornece mais informações sobre o irrealismo de aposentadorias, pensões e gastos ditos sociais no Brasil: dos nove pontos percentuais de PIB do aumento das despesas primárias do governo central, nos últimos 25 anos, 5,6 pontos vieram da Previdência e assistência social; no Brasil, o valor da aposentadoria equivale a 76% do salário na ativa, quando, na Europa, é de 56%; o valor dos benefícios sociais brasileiros em relação ao PIB per capita só é inferior ao da Bélgica.

Por qualquer ângulo que se analise a contabilidade da Previdência e assistência social, constata-se que os gastos brasileiros estão além das possibilidades do país. Os 13% do PIB gastos com aposentados e pensionistas dos setores privado e público são incompatíveis com um país com população ainda relativamente jovem. Portanto, a reforma da idade mínima de 65 anos requerida para a aposentadoria, e outras mudanças, já vêm tarde. Não se pode perder isso de vista.

oglobo.globo.com | 28-03-2017

Um dia após um carro avançar contra pedestres na ponte de Westminster, em Londres, um homem foi preso nesta quinta-feira após tentar entrar com um veículo em alta velocidade

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RIO - Em 2016, 2.024 pessoas optaram pela eutanásia na Bélgica, um número ligeiramente maior do que o registrado em 2015 (2.021) e o maior desde que o procedimento foi legalizado no país, em 2002. Os dados foram apresentados pela Comissão Federal de Controle e Avaliação sobre a Eutanásia da Bélgica (CFCEE) no parlamento e foram revelados pelo jornal “La Libre”. Links morte

Os números são obtidos a partir da declaração de médicos, que relatam a morte de seus pacientes depois da eutanásia. No entanto, alguns óbitos não são incluídos no levantamento pro terem direito ao sigilo.

Membros da comissão não mostraram surpresa com a alta, indicando também para uma provável estabilização no número de casos nos próximos anos.

“Cada vez mais nos aproximamos de um platô. Isto não é surpreendente. Não há mais objeção ao procedimento. A lei tornou as coisas possíveis e transparentes”, indicou o advogado Gilles Ginecot, membro da comissão, ao “La Libre”.

Em linhas gerais, no país, a eutanásia é permitida em pacientes que expressem um desejo voluntário, refletido e repetido de passar pelo procedimento, e que, além disso, tenham sido diagnosticados com alguma condição de saúde que gere sofrimento físico ou psicológico irreversíveis.

Uma lei de 2014 permite, inclusive, que menores de idade passem pela eutanásia — o que aconteceu, pela primeira vez, em setembro de 2016. Um jovem de 17 anos passou pela morte assistida no país, mas não teve sua condição de saúde nem identidade reveladas.

Entre 2003 e 2013, mais de 9 mil pessoas morreram após a eutanásia no país, segundo a CFCEE.

oglobo.globo.com | 24-01-2017

BERLIM - Com preocupação, mas dispostos a demonstrar uma nova autoconfiança, líderes europeus reagiram de forma contundente à primeira entrevista do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, à imprensa estrangeira — ao jornal britânico “Times” e ao alemão “Bild Zeitung” — que causou um abalo sísmico. Disparando sua metralhadora giratória verbal, Trump criticou a União Europeia (UE), a Otan, o acordo nuclear com o Irã e a resposta da Alemanha à crise dos refugiados, classificando de “erro catastrófico” a decisão da chanceler Angela Merkel de abrir as portas do país a mais de um milhão de fugitivos de guerras e da pobreza extrema em países de Ásia, África e Oriente Médio. CONTEÚDO TRUMP 1701

Em uma primeira reação, Merkel afirmou que “a Europa é dona do seu próprio destino”. A chefe de governo alemã, que como presidente (rotativa) do G-20 deverá visitar Trump em abril ou maio, apelou aos colegas no continente a não se deixarem confundir pelas declarações dele. Reunidos em Bruxelas, os chanceleres europeus apelaram para a unidade dos 28 membros da UE. O chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, foi enfático:

— A melhor resposta à entrevista do presidente é a unidade dos europeus.

Já o ex-premier e pré-candidato à Presidência da França, Manuel Valls, chamou as falas de Trump de provocação:

— Uma declaração de guerra à Europa.

O presidente da França, François Hollande, também se juntou ao coro que desancou Trump.

— A Europa não precisa de conselhos extremos para dizer o que tem de fazer — pontuou o francês.

Depois de um encontro com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, lembrou que as declarações de Trump sobre a Otan vão contra as ideias do futuro secretário de Defesa dos EUA, James Mattis. Segundo Steinmeier — que dentro de poucas semanas deverá ser eleito o novo presidente da Alemanha — Trump causou “surpresa e agitação” na Europa. As críticas também vieram internamente. O secretário de Estado americano, John Kerry, classificou as declarações de Trump sobre Merkel como inapropriadas.

— Ele terá que responder por isso. Acho que devemos ser muito prudentes antes de dizer que um dos líderes mais poderosos na Europa cometeu um erro.

A inquietação indica que os europeus esperavam que, depois de eleito, o republicano deixasse de fazer declarações incendiárias. De fato, Trump não disse nada de novo. Na campanha, criticou Merkel, elogiou o Brexit (a saída do Reino Unido da UE), e antecipou que iria adotar medidas protecionistas para proteger as empresas americanas — ele já anunciou uma taxa de 35% para os carros da montadora alemã BMW produzidos no México. Trump Info

Para o cientista político Thomas Jäger, da Universidade de Colônia, Trump não tem a intenção apenas de chocar:

— Ele tem dois objetivos: acelerar a economia americana e só fazer acordos internacionais se estes favorecerem os EUA.

Para ele, a ideia é pôr a perspectiva americana, durante muito tempo ignorada, no centro das atenções.

Mas, poucos dias antes de tomar posse, o presidente eleito continua dividindo os europeus. A maior parte dos países da Europa Ocidental acompanha com apreensão o receio da influência do republicano na possível desintegração de uma já dividida UE. No Leste, da Rússia à República Tcheca, no entanto, Trump é admirado. Irina Sherbakova, historiadora e ativista da ONG Memorial, lembra que os russos — que detestavam Barack Obama — associam o novo governo à possibilidade de melhoria nas relações entre Moscou e o Ocidente e, com isso, o fim das sanções e superação da crise econômica.

Já na Europa Ocidental, apenas os partidos de extrema-direita apoiam o novo presidente. E não é só o estilo direto de Trump que assusta a maioria dos europeus. A possibilidade de uma forte aliança dos EUA com a Rússia, que teria assim carta branca para novas ações como a ocupação da Crimeia, até então território da Ucrânia, é vista como sombria. Contra uma possível aliança Trump-Putin, 17 políticos europeus, entre eles o ex-presidente da Estônia, Toomas Hendrik, enviaram uma carta ao novo presidente alertando sobre a Rússia, que teria em vista, segundo os signatários, “a desestabilização da Otan, a espionagem e a guerra psicológica”.

Extrema-direita celebra

Pior do que isso. Como escreveu o cientista político Ulrich Speck na sua coluna no jornal “Neue Zürcher Zeitung”, a proximidade entre os dois presidentes desperta lembranças amargas da Conferência de Yalta, que selou a derrota da Alemanha nazista, em 1945, e resultou na divisão da Europa em áreas de influência dos EUA (Europa Ocidental) e da então União Soviética (Europa Oriental). “Os EUA de Trump não são mais (como foi no passado) a garantia de uma ordem mundial liberal, mas são definidos pelos seus interesses nacionais imediatos”, sustenta Speck.

Embora o secretário-geral da Otan não veja grandes riscos para a Europa, analistas advertem para o perigo concreto de um racha dessa aliança — com efeitos negativos para a UE, que precisaria investir muito mais na sua segurança. Em crise, o bloco não tem sido capaz de chegar a um consenso nem na divisão de um sistema de cota de refugiados — uma unanimidade na decisão de medidas de defesa é vista como muito difícil.

Não por coincidência, a posse de Trump será acompanhada com atenção pela extrema-direita europeia. Um dia depois, lideres do bloco extremista em Alemanha, França, Holanda, Bélgica e Itália vão se reunir na cidade alemã de Koblenz, na cúpula dos populistas. A iniciativa partiu de Marine Le Pen, da Frente Nacional, da França, que quer fazer do Movimento para uma Europa das Nações e da Liberdade, que fundou em junho de 2015, uma espécie de “Internacional da extrema-direita”, a exemplo da tradicional Internacional Socialista.

De carona no populismo de Trump, os direitistas europeus contam com mudanças radicais em 2017, que começariam com a possível vitória de Geert Wilders, do Partido da Liberdade, na Holanda, e de Le Pen, na França, em março e em maio. Para o cientista político italiano Giulietto Chiesa, ex-deputado do Parlamento Europeu, a extrema-direita continuará contando com a influência do americano para realizar seus dois mais importantes projetos: acabar com o fluxo de refugiados e reduzir o papel da UE nos países-membros.

oglobo.globo.com | 17-01-2017

BERLIM — Sem utilizar militares em patrulhamento nas ruas desde o fim da Segunda Guerra, a Alemanha agora revê um tabu e debate se o Exército deveria entrar no reforço da segurança. A União Social Cristã na Baviera (CSU), legenda irmã local do partido da chanceler federal Angela Merkel, retomou uma campanha iniciada meses atrás, logo após os primeiros ataques reivindicados pelo Estado Islâmico (EI) no país, na qual defendia autorizar as Forças Armadas a realizar ações de segurança pública. berlim2212

Patrulhas de soldados são frequentes nos países europeus afetados ou sob ameaça de atentados islamistas, como França ou Bélgica, mas na Alemanha representam até hoje uma situação desconfortável após os anos sob forças militares durante o nazismo e, depois, na Alemanha Oriental, o comunismo.

Após a Segunda Guerra, o país limitou voluntariamente na Constituição as possibilidades de intervenção do Exército na vida pública. Agora, que as ameaças de grupos terroristas em realizar um grande ataque em solo alemão se concretizaram, no entanto, o país poderia rever a decisão, dizem aliados de Merkel.

— O Exército deveria dar sua contribuição à segurança dos cidadãos onde for necessário, graças a seu equipamento ou por seu treinamento, e ajudar a polícia — afirmou o deputado Florian Hahn, do alto escalão da CSU.

Após pequenos ataques radicais islâmicos terem sido registrados nos últimos meses, autoridades deram um primeiro passo para autorizar exercícios conjuntos entre polícia e Exército. Oficialmente, não há previsão de decretar um possível estado de emergência. O vice-presidente do Sindicato da Polícia Alemã (DPoIG), Ernst Walter, pediu o aumento das câmeras de segurança e que as pessoas parem de “amaldiçoar a tecnologia”.

— Se os líderes políticos continuarem se escondendo por trás da proteção de dados pessoais e da promoção da liberdade individual, complicando o trabalho da polícia, vamos continuar com problemas para investigar os futuros atentados — disse ele ao canal ARD.

Dentro da coalizão que Merkel comanda há três mandatos, os impasses que envolvem o acolhimento a refugiados e a gestão da segurança pública persistem. Klaus Bouillon, dirigente da União Social Cristã (CDU), partido da da chanceler, foi repreendido e obrigado a recuar de maneira imediata ao falar em “estado de guerra” no país após o atentado.

“Os alemães sempre tiveram a impressão de acreditar que os atentados só acontecem com os outros”, afirmou Barbara Kunz, do Comitê de Estudos de Relações Alemãs (Cera), num artigo publicado no jornal francês “Le Monde”. “Está certo que o país sofreu atentados no passado, mas o risco parecia pouco real. Agora, muitos alemães veem que o país sofreu seu primeiro atentado islamista ‘verdadeiro’.”

oglobo.globo.com | 22-12-2016
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