Français | English | Español | Português

Chipre Mídia

Ta Nea, Financial Times Deutschland, Pravda, De Standaard, Jornal de Notícias, Politis (Today's front pages)
www.presseurop.eu | 09-02-2012

BEIRUTE e PARIS - O governo francês, organizações humanitárias e a oposição síria pediram uma investigação independente sobre o jornalista Gilles Jacquier, morto durante um ataque em Homs. Mais cedo, a Turquia acusou um navio russo de levar um carregamento de armas para Damasco, e um segundo observador da Liga Árabe teria ameaçado deixar a missão na Síria apenas um dia depois de um monitor argelino abandonar a comissão.

Jacquier foi morto em um ataque ainda não esclarecido na cidade de Homs na quarta-feira. De acordo com testemunhas, um grupo de jornalistas foi atingido por diversas granadas, matando outras sete pessoas e ferindo mais 25. A oposição convocou protestos pela morte do cinegrafista nesta quinta-feira.

- A morte do jornalista francês levanta um número de questões: quem fez o ataque? Qual era o propósito? Não sabemos as respostas. Então, é importante que seja iniciada uma investigação crível - disse Nadim Houry, da Human Rights Watch.

O ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, já tinha acusado na quarta-feira o governo do presidente Bashar al-Assad pelo incidente:

- Depende das autoridades sírias a segurança de jornalistas estrangeiros em seu território - disse ele.

De acordo com o jornal inglês “Guardian”, o diretor editorial da France Televisions embarcará para a Síria nesta quinta-feira para trazer de volta o corpo do jornalista morto e os sobreviventes Christophe Kenck e a mulher do fotógrafo, que estão em estado de choque. O corpo de Jacquier está no Hospital Francês de Damasco.

Ativistas sírios publicaram um vídeo reclamando de terem sido impedidos pela polícia de prestar uma homenagem ao jornalista na porta do Centro Cultural Sírio em Paris.

- Hoje nós queríamos deixar uma foto dele (Jacquier) no Centro Cultural Sírio para representar o crime do regime de Bashar al-Assad e ficamos surpresos em ver antes da gente a polícia e uma presença significativa de segurança protegendo o local e impedindo que colocássemos essa foto em homenagem a Gilles Jacquier. Gostaríamos de expressar nossa surpresa com isso e gostaríamos de uma explicação do por quê fomos impedidos de prestar um simples tributo a esse jornalista, esse herói - diz um homem que aparece no vídeo.

A Turquia afirmou que um navio russo, carregado de armas e munição, aportou na Síria nesta quinta-feira. O navio teria feito uma parada não programada no Chipre, violando o embargo europeu sobre carregamentos armamentistas para a Síria. As autoridades do Chipre disseram que liberaram a partida da embarcação após serem informadas de uma suposta mudança de destino para a Turquia.

Ex-monitor diz que mais deixaram a missão da Liga Árabe

O argelino Anwar Malek, observador que abandonou a missão da Liga Árabe na quarta-feira, afirmou, em entrevista por telefone à agência Reuters, que mais integrantes da missão já deixaram a Síria por acreditar que a delegação contribui para o aumento da violência no país. Teriam saído um egípcio, um especialista criminal do Marrocos e um integrante humanitário do Djibuti. A informação ainda não foi confirmada.

De acordo com Malek, o único motivo que impede mais desistências é que muitos monitores obedecem a ordens de seus países, colocando-as como prioridade, à frente dos objetivos da equipe árabe. Ele afirmou que observadores sudaneses enviam relatórios para seu governo antes de mandá-los para o centro de operações da missão em Damasco e que os monitores iraquianos relutam a visitar redutos da oposição síria.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira uma redução na equipe de sua embaixada na Síria por causa das condições de segurança no país. O Departamento de Estado ordenou que a saída de alguns funcionários seja feita o mais breve possível e lembrou que os americanos devem evitar viagens a Síria.

Nesta quinta-feira, cerca de 150 expatriados sírios partiram em comboio da Turquia em direção a Síria, para levar mantimentos, remédios e roupas para a população do país, em uma campanha organizada via Facebook. A Turquia possui uma fronteira de 900 km com a Síria. Os organizadores do comboio ainda não sabem se conseguirão entrar na Síria para entregar a ajuda.

oglobo.globo.com | 12-01-2012

ISTAMBUL - Enquanto a crise econômica se espalha pela União Europeia, uma assertiva Turquia lança um crescente olhar sobre o leste ao invés do oeste, e se pergunta: a Turquia deve rejeitar a Europa antes que a Europa rejeite a Turquia?

Quando o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan chegou ao poder em 2002, ele fez da entrada do país na União Europeia o seu grande objetivo político. Determinado a incluir a Turquia no Ocidente, o Partido da Justiça e Desenvolvimento, islamista moderado, ao qual Erdogan pertence, abordou temas espinhosos como a melhoria dos direitos de minorias e a flexibilização das restrições à liberdade de expressão - tudo para colocar o país mais perto dos vizinhos ocidentais.

Mas a jogada turca foi recebida com ceticismo e até com o desprezo de alguns membros do bloco, até por conta da população quase inteiramente muçulmana do país. As negociações se arrastaram indefinidamente sem nunca mostrar um caminho claro para a adesão.

Agora é a Turquia que se cansou da ideia, dizem analistas. Com a Europa balançada por uma crise de crédito espiral e o tumulto da Primavera Árabe criando oportunidades para a Turquia se tornar um novo poder regional, os turcos estão considerando um passo que seria impensável há poucos anos: deixar a UE para trás.

- O primeiro-ministro Erdogan quis ser o primeiro líder islâmico conservador que iria trazer a Turquia para o Ocidente, mas depois de a Europa traí-lo, ele abandonou essas ambições - diz Erol Yarar, que tem acesso ao primeiro-ministro e é fundador de um grupo de negócios religiosos conservadores que abrange 20 mil empresas - Hoje, a União Europeia não tem absolutamente nenhuma influência sobre a Turquia e a maioria dos turcos estão se perguntando: ‘Por que nós deveríamos fazer parte dessa bagunça?’.

A política externa da Turquia tem se tornado mais forte no Oriente Médio, o que ficou em evidência na semana passada, quando o país impôs sanções à Síria e se preparou para uma possível intervenção militar. A Turquia também se tornou uma poderosa voz de indignação regional sobre o tratamento israelense a palestinos, especialmente depois que, em consequência da violenta ação israelense contra a flotilha de ajuda humanitária que tentava chegar a Gaza, congelou as relações com o Estado judeu.

Com Chipre no comando da UE, cenário piora

Enquanto isso, autoridades turcas dizem que as relações com a UE chegaram a um nível de desesperança irreparável, que piorou com a projeção de que o Chipre assumirá a Presidência rotativa do bloco em 2012.

A Turquia trava uma luta política com o Chipre desde 1974, quando invadiu a ilha para evitar uma união proposta com a Grécia e estabeleceu um governo rival na parte étnica turca de Chipre que só Ancara reconhece.

De acordo com o jornal turco “Milliyet”, o presidente da Turquia, Abdullah Gul, classificou o Chipre como “um país pela metade” que iria levar a “uma união miserável”. Então, quando a França propôs na semana passada que a Turquia fosse convidada a participar de um encontro entre os ministros de Relações Exteriores da UE para discutir a situação da Síria, o Chipre vetou a ideia.

Um século atrás, quando o Império Otomano estava decaindo, a Turquia ganhou o controverso apelido de “o homem doente da Europa”. Agora, muitos turcos tripudiam sobre a projeção de que a economia nacional deve crescer 7,5% neste ano enquanto a Europa está adoecida.

- Aqueles que nos chamaram de “doentes” no passado agora estão “doentes”. Que Deus lhes permita se reconstruir - disse o ministro da Economia turco, Zafer Caglayan, recentemente.

Com a Presidência da UE nas mãos do Chipre em 2012, as negociações vão efetivamente se congelar, ainda mais após a Turquia anunciar que vai boicotar a Presidência. Se as conversas estiverem na mesma situação em 2014, fontes do governo turco afirmam que o país pode abandonar a tentativa de adesão.

A opinião pública da Turquia já mudou sua visão sobre a questão. De acordo com pesquisas, 73% dos turcos viam a entrada na UE como algo positivo em 2004, mas apenas 38% pensavam o mesmo em 2010.

O ministro turco para assuntos da União Europeia, Egemen Bagis, disse que a Turquia continua comprometida com a entrada na UE. Com sua força de trabalho jovem e dinâmica, grande mercado doméstico e papel regional crescente, a Turquia seria, mais do que nunca, na visão de Bagis, um trunfo para uma oscilante UE.

- Calma, Europa. A Turquia está chegando para o resgate - disse o ministro.

Mas empresários do país, que têm apoiado firmemente a adesão, estão descobrindo o quão isso é difícil. Yarar, líder de um grupo de empresários e dono de uma empresa química e de uma alimentícia, observou que o comércio da Turquia tem se deslocado para o leste. Embora a Europa ainda tenha comprado 56% das exportações turcas em 2010, o percentual para o Oriente Médio ficou em 20%, enquanto era apenas 12,5% em 2004.

- Vai levar dez anos, mas a Primavera Árabe vai tornar esses mercados ainda mais atrativos - prevê o empresário.

Influência no mundo árabe pode atrair europeus

A relação esfriada com a Turquia está custando a influência europeia no mundo árabe, onde a Turquia, um membro da Otan que faz fronteira com Irã, Iraque e Síria, está se tornando um importante interlocutor para o Ocidente. Pela primeira vez em décadas, analistas dizem que a Europa precisa mais da Turquia do que a Turquia precisa da Europa.

Para os manifestantes nas ruas de Cairo, no Egito, ou Homs, na Síria, Erdogan, um muçulmano que governa um próspero país com 78 milhões de habitantes, é um símbolo da compatibilidade da democracia com o Islã, enquanto a hostilidade europeia a seus residentes muçulmanos mina a sua influência na região.

Membros do alto escalão turco dizem que Recep Tayyip Erdogan se afastou da Europa e abraçou Washington - um desenvolvimento visto quando a Turquia anunciou sanções contra a Síria. Enquanto Erdogan coordenou o assunto de perto com Barack Obama, a Europa deu apenas suporte.

O declínio da influência europeia também pode corroer a ambição turca de ser um modelo de democracia para o mundo árabe. Defensores dos direitos humanos dizem que, sem a perspectiva de adesão à União Europeia, a veia autoritária do governo turco está crescendo sem controle. Um relatório de novembro da Comissão Europeia aponta que 64 jornalistas foram presos na Turquia e um grupo de mídia de destaque que criticou o partido governante recebeu uma multa fiscal de US$ 2,5 bilhões

Em Istambul, cidade cosmopolita, mesmo os ambiciosos e educados jovens estão fartos da União Europeia. Em um café do lado ocidental de Bósforo (estreito que corta a cidade e separa a Europa da Ásia), Tugce Erbad, uma estudante de finanças internacionais de 19 anos, diz que sua geração não está interessada em entrar em uma União Europeia que está afundando. Mesmo assim, acha que ela e seus amigos ainda são mais atraídos pela Europa do que pelo mundo árabe.

- Eu prefiriria ir para Paris do que para Beirute - diz, antes de acrescentar rapidamente: - A Turquia não é leste ou oeste. Estamos nos movendo em nossa própria direção.

oglobo.globo.com | 06-12-2011

RIO - Tem a bandeira brasileira a missão que está incluindo o Chipre, uma ilha do Mediterrâneo localizada entre a Turquia, o Líbano e a Síria, no mapa do futebol mundial ...

Leia mais

Assine O GLOBO e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa

oglobo.globo.com | 03-11-2011

Chipre - As federações europeias de futebol querem que os amistosos das seleções não aconteçam mais em agosto, mês que antecede o início dos campeonatos europeus, e que não sejam disputadas mais de duas partidas seguidas, informou a Uefa nesta quinta-feira ...

Leia mais

Assine O GLOBO e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa

oglobo.globo.com | 22-09-2011
Pelo menos 12 pessoas terão morrido e 30 ficaram feridas em sequência das explosões que ocorreram esta manhã na principal base naval da marinha cipriota-grega, no sul do Chipre, segundo a televisão e rádio públicas da ilha.


rss.feedsportal.com | 11-07-2011
Pelo menos 12 pessoas terão morrido e 30 ficaram feridas em sequência das explosões que ocorreram esta manhã na principal base naval da marinha cipriota-grega, no sul do Chipre, segundo a televisão e rádio públicas da ilha.
tv1.rtp.pt | 11-07-2011

NICOSIA - Ao menos oito pessoas foram mortas em uma grande explosão em uma base militar no sul do Chipre nesta segunda-feria, informou a agência de notícias semioficial Cyprus ...

Leia mais

Assine O GLOBO e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa

oglobo.globo.com | 11-07-2011

w3architect.com | hosting p2pweb.net
afromix.org | afromix.info | stars-news.info | mediaport.net | webremix.info