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Dinamarca Mídia

A China criou o primeiro grupo de reflexão nacional sobre energias renováveis, para ajudar a definir padrões industriais mais ecológicos e promover a cooperação internacional no combate às alterações climáticas, anunciou hoje o jornal "China Daily".
www.rtp.pt | 24-02-2012
China Daily, Jornal de Negócios, Børsen, Financial Times Deutschland, La Repubblica, Eleftherotypia (Today's front pages)
www.presseurop.eu | 15-02-2012

As horas de engarrafamento até a Cidade do Rock, onde aconteceu o Rock in Rio, ano passado, vão parecer uma volta pelo quarteirão depois que você ler esta reportagem. Tem uma galera que embarca em voos longos (com conexões demoradas), enfrenta fila de imigração, atravessa deserto, acampa debaixo de chuva.... Tudo para ver de perto suas bandas e artistas favoritos. São fãs de música que frequentam os maiores festivais do mundo, como o Coachella, na Califórnia; o Roskilde, na Dinamarca, ou o Glastonbury, na Inglaterra. Além de promover dezenas de shows sensacionais num único fim de semana, esses eventos proporcionam experiências inesquecíveis, reunindo várias formas de arte em um ambiente de confraternização. Os cenários também são incríveis. A maioria dos festivais acontece em lugares que, por si só, já renderiam ótimas viagens.

Um circuito americano de Disneylândias da música pop

Um evento do porte do Coachella Valley Music & Arts Festival, que acontece sempre em abril, na Califórnia, é como um parque de diversões da música pop. Num gramado do tamanho de um bairro, diversos palcos espalhados recebem alguns dos melhores shows do mundo. Pessoas usando roupas leves e coloridas estão por todos os lados, andando, assistindo a uma apresentação ou esparramadas sob alguma sombra. Durante três dias ou mais, ninguém quer saber de nada além de se divertir. É como estar numa outra dimensão.

Festivais anuais nesses moldes vêm se espalhando pelo mapa-múndi nos últimos anos. O Brasil, por exemplo, recebe grandes eventos, como o SWU, em São Paulo. Mas os maiores, mais organizados e com as melhores atrações no line up, estão nos Estados Unidos e na Europa. No país de Barack Obama, o calendário começa em março, quando rola o badalado South By Southwest, em Austin, no Texas, e continua com megafestivais como o Coachella, perto de Los Angeles, no deserto da Califórnia, e o tradicional Lollapalooza, em Chicago, em agosto.

— Não tem um festival no Brasil que reúna tantas bandas boas. E vale muito pela viagem também. Se você vai com amigos, a experiência toda fica mais legal — diz a estudante de Artes Plásticas Rafaela Rocha, que já esteve no Coachella e, ano passado, foi ao festival Big Chill, a poucas horas de Londres, na Inglaterra. — Tem gente que viaja para praticar esportes; outros, para fazer compras. No caso dos festivais, um grupo de amigos viaja junto para dividir experiências musicais.

Evento gigantesco que acontece todo ano na pequena cidade de Indio, o Coachella é o festival de maior repercussão nos EUA. Astros como Madonna, Paul McCartney, Prince, Gorillaz, Daft Punk e toneladas de bandas alternativas já se apresentaram no deserto. Momentos memoráveis, como o retorno do Rage Against the Machine após dez anos de hiato e o dueto da popstar Beyoncé com o rapper (e marido) Jay-Z aconteceram lá. Este ano, entre as principais atrações, estão a cultuada banda Radiohead, que não faz shows desde 2009, e um set com Dr. Dre e Snoop Dogg, ídolos do hip-hop.

Ao todo, serão mais de 130 shows, distribuídos entre cinco palcos, ao longo de dois fins de semana. Tendas de música eletrônica, instalações artísticas, estandes de games e até uma roda-gigante ajudam a criar o ambiente de descontração. O público (cerca de 80 mil por dia) usa pouca roupa, por causa do calor, e o pôr do sol púrpura do deserto dá ares místicos ao evento, cuja organização é muito profissional. As apresentações começam pontualmente e há várias praças de alimentação. O único problema é o acesso. De Los Angeles, são quase três horas de estrada.

Os ingressos para o Coachella este ano já se esgotaram. Portanto, quem se animou pode se organizar para 2013, e aí pensar em combinar o festival com algumas semanas viajando pela costa da Califórnia (que tal?). Ou escolher outro megafestival americano, como o South By Southwest e o Lollapalooza. Tem ainda o Bonnaroo, em Manchester, no estado do Tennessee, em junho, que se pode casar perfeitamente com uma viagem pelo do Sul dos EUA. O line up deste ano ainda não foi divulgado, mas em 2011, a programação incluiu Eminem, Arcade Fire, The Strokes, Mumford & Suns, Beirut e muito mais.

Nos quatro dias de evento, a população na pequena Manchester sobe de 10 mil para 100 mil pessoas. Considerado pela revista "Rolling Stone" o melhor festival de 2008, o Bonnaroo é conhecido pela militância ecológica. Numa das edições, os organizadores bolaram a seguinte promoção: quem enviasse uma carta para um deputado apoiando a causa ambiental poderia baixar gratuitamente 17 músicas de artistas que se apresentariam naquele ano. "O Bonnaroo revolucionou o festival de rock moderno", escreveu o jornal "The New York Times".

— A filosofia contagia o público, e ninguém joga lixo no chão. Também fiquei impressionado com o quanto as pessoas são apaixonadas por música — relata o publicitário Rafael Souza, que emendou o festival ano passado com uma viagem para Nashville, capital da música country, e a jazzística Nova Orleans. — Nem é tão perto, mas sempre quis dirigir pelo Sul dos EUA.

O cineasta Rodrigo van Der Put e o gerente de marketing Miguel Cariello, amigos de infância, também se jogaram na estrada depois do Lollapalooza de 2010. Eles dirigiram de Chicago até Miami, pegando um desvio para Nova Orleans. Na bagagem, carregaram a memória de shows antológicos de Lady Gaga, Green Day, Phoenix e muitos outros. Pela primeira vez, o Lollapalooza vai acontecer no Brasil, em abril deste ano. Mas, com 43 shows em dois dias, é uma versão muito menor do que a original.

Na cidade de Al Capone, o circo da música pop tem por volta de 130 atrações em três dias. São oito palcos diferentes, num parque arborizado às margens do Lago Michigan, no centro de Chicago. É um festival "fácil" em vários aspectos. Você não precisa pegar estrada nem acampar. Basta tomar um voo, hospedar-se numa das centenas de hotéis locais e usufruir da rede de transporte público. Fora que a metrópole em si, com ótimos restaurantes, museus, praças e casas de entretenimento merece, no mínimo, uma esticada de três dias.

— O festival foi muito bom. E tem muita coisa para fazer na cidade também. O lugar onde rola o evento fica perto da Millenium Park, por exemplo, onde tem aquela escultura famosa, "Cloud gate", do Anish Kapour. Isso sem falar dos museus e lojas. Tudo ali no centro de Chicago — descreve Van Der Put.

O South by Southwest, em Austin, também se vale da infraestrutura da metrópole para acolher os forasteiros. O formato do evento difere da maioria porque os shows ocorrem dentro de pubs, boates, parques e até igrejas espalhados pela capital do Texas. São mais de duas mil performances em cerca de 90 endereços. Às vezes, é preciso ficar ligado para garantir lugar num bar que vai abrigar determinado show. O REM, por exemplo, já tocou num pub para 800 pessoas. Foi um set inesquecível, para poucos. Além de um evento de música, o SXSW é também um ciclo de debates e um festival de cinema, cuja importância cresce ano após ano.

Cidade medieval, fazenda e capitais abrigam festivais europeus

O avô dos grandes festivais é o célebre Woodstock, que, mergulhado numa atmosfera de contracultura em 1969, reuniu artistas como The Who e Janis Joplin na cidade de White Lake, perto de Nova York, nos EUA. Mas, desde então, foi na Europa que a filosofia desse tipo de evento se propagou de maneira mais intensa. Enquanto os americanos Coachella e Lollapalooza ocorrem desde os anos 90, festivais como Glastonbury, na Inglaterra; Roskilde, na Dinamarca, e Rock Werchter, na Bélgica, acontecem desde os anos 70 no verão do Velho Mundo. Bandas antológicas como Rolling Stones, Nirvana e The Smiths pisaram nesses palcos.

A Inglaterra sozinha pode ser chamada de um "festival de festivais", por sediar mais de 400 eventos ao longo do ano, em lugares como Leeds, Reading e Isle of Wight. Numa fazenda a quatro horas de Londres, o Glastonbury é o mais famoso deles. Ano passado, quando U2, Beyoncé e Coldplay baixaram no evento, foram vendidos 130 mil ingressos. Mas o festival tem seus perrengues. O público pega pesado nas drogas, a chuva constante deixa o acampamento quase impraticável e há casos de violência registrados ao longo dos anos.

Quem quiser ir a um festival na terra da Rainha Elizabeth sem se enfiar numa selva pode procurar eventos um pouco menores, como o Isle of Wight, em junho, na pitoresca ilha de mesmo nome, ou o Big Chill, nos arredores do Castelo de Eastnor, na cidade histórica de Herefordshire. Excepcionalmente este ano, o Big Chill, que rolaria em agosto, foi cancelado por conta dos Jogos Olímpicos de Londres. Já o Isle of Wight, que abrigou uma performance mágica de Jimi Hendrix, em 1970, acontece com line up de gala: Bruce Sprigsteen & The E Street Band, Pearl Jam, Noel Gallagher’s High Flying Birds e várias outras atrações.

— Festivais são parte da cultura na Europa. É difícil conhecer alguém que nunca foi a um deles — explica o inglês David Peterson, que esteve nos eventos de Glastonbury, Reading e Roskilde. — O meu favorito é o Roskilde. O ambiente é amistoso e as dinamarquesas, receptivas.

O festival homônimo da capital medieval da Dinamarca começou envolto por um clima hippie. Hoje, abriga mais de 180 shows em cinco dias, para 80 mil pessoas. Este ano, estão confirmados Björk, Friendly Fires e Bon Iver, entre outros. Assim como no Glastonbury, quase todo o público do Roskilde fica acampado, e a abertura do camping é uma atração à parte. Milhares chegam horas antes e disputam os melhores lugares para as barracas. A corrida dos pelados também é engraçada. Homens e mulheres totalmente nus dão a volta no camping. Os primeiros colocados ganham ingressos para o ano seguinte.

— O único problema dos festivais da Europa é que chove muito — avisa o produtor cultural Pedro Seiler, que já foi ao Reading e ao Rock Werchter, além de várias vezes ao Coachella. — Nesses eventos, você vê seus artistas preferidos e fica por dentro do que de mais relevante está acontecendo no mundo. Tudo em condições agradáveis, com shows, som e luz perfeitos, sem filas etc.

O Rock Werchter vai de 28 de junho a 1 de julho, no vilarejo de Werchter. Num país com fama de muito pacato, o festival significa um fim de semana de exceção, com shows épicos e público de diferentes países próximos. O evento quase sempre acontece na mesma semana do Roskilde e, por isso, muitas bandas tocam em ambos os festivais no mesmo ano. Em 2012, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers, Blink 182 e The Cure são algumas das principais atrações.

Quem ficou com saudade do Rock in Rio, e não quer esperar até a próxima edição, em 2013, pode correr para as versões do evento em Portugal e Espanha. Em Lisboa, o RIR promove shows de Metallica, Lenny Kravitz, Mastodon, Ivete Sangalo e outros. Já em Madri, vai ter Springsteen, Red Hot e muito mais.

oglobo.globo.com | 03-02-2012
Evenimentul Zilei, Le Monde, Die Presse, Jornal de Notícias, La Vanguardia, Børsen (Today's front pages)
www.presseurop.eu | 17-01-2012

 A rainha Margreth II da Dinamarca (Margrethe Alexandrine Þórhildur Ingrid) celebra neste final de semana 40 anos de reinado, período em que se transformou de uma jovem tímida e fumante inveterada na soberana mais popular da Europa.

Os festejos vão de sexta-feira a domingo para recordar o 14 de janeiro de 1972, quando a princesa ainda de luto pelo pai tornou-se, aos 31 anos, a primeira mulher a subir ao trono da monarquia mais antiga da Europa.

Margreth, a mais velha das três filhas do rei Frederik IX da Dinamarca e da princesa Ingrid, da Suécia, casou-se com o francês Henri de Laborde de Montpezat, o príncipe consorte Henrik, tendo tido dois filhos, o príncipe herdeiro Frederik e o príncipe Joachim.

"Daisy", como é chamada na intimidade, ainda se mantém esbelta e dinâmica. Aos 71 anos veste-se com roupas de cores fortes e chapéus excêntricos.

É muito querida por seus súditos porque soube "modernizar uma monarquia envelhecida e adaptá-la à evolução da sociedade" sem sobressaltos, explica o professor da Universidade de Copenhague Lars Hovbakke Soerensen.

Quase oito em cada dez dinamarqueses são favoráveis à monarquia, segundo pesquisa publicada em dezembro, o que torna a Dinamarca o reinado "mais popular da Europa", segundo Soerensen.

Margreth é particularmente querida desde o começo dos anos 1980, quando assumiu a veia de artista polivalente.

Esta intelectual poliglota dedicou-se também à tradução, elaborando em 1981, com um pseudônimo e em colaboração com o marido, uma versão dinamarquesa da obra de Simone de Beauvoir "Todos os homens são mortais".

A rainha também criou o vestuário e o cenário de numerosos espetáculos e séries de televisão.

Mas ela se destaca, principalmente, no desenho e na pintura.

Margreth ilustrou numerosas obras literárias, como a reedição, em 2002, de "O Senhor dos Anéis", de J. R. R. Tolkien.

Suas pinturas quase abstratas estão expostas em museus e galerias importantes, tanto na Dinamarca como no exterior.

Em seu discurso de Ano Novo, de 1984, Margreth II pediu tolerância aos dinamarqueses e denunciou "observações estúpidas" e "frieza" em relação aos imigrantes.

"Posso pensar o que quiser, como todos. Mas não posso dizer tudo o que penso. Muitos deveriam fazer o mesmo de vez em quando", declarou numa entrevista, em 1988.

Embora Margreth II seja amada, a maioria dos dinamarqueses gostaria que abdicasse para deixar o trono a Frederik dentro de cinco ou dez anos, segundo pesquisa publicada no dia 2 de janeiro.

Da AFP Paris


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www.pernambuco.com | 12-01-2012

A tradicional lista do jornal americano “The New York Times” de “lugares para ir”, feita no início de cada novo ano, teve um primeiro lugar incomum: o Panamá, na América Central, conhecido mais por ser lugar de passagem em conexões do que como destino turístico. Lugares asiáticos, como Mianmar (3º), Tóquio (6º) e Lhasa (9º), capital do Tibet, tiveram destaque. O espaço sideral ficou em 20º lugar: o jornal argumenta que já existe uma companhia dedicada a essas viagens e um aeroporto foi inaugurado no ano passado nos Estados Unidos.

A única cidade brasileira na lista foi Paraty, em 22° lugar, exaltada pela beleza natural da Costa Verde, localização estratégica - entre São Paulo e Rio de Janeiro -, casario histórico e movimentado calendário de eventos culturais. A lista, que tem 45 destinos turísticos neste ano, é elaborada com base no calendário de eventos turísticos, investimentos na área (novos hotéis, museus, etc) e também pensando nos destinos ainda pouco explorados pelos americanos. No ano passado, a capital chilena de Santiago ficou no topo, entre 41 lugares.

Confira abaixo os motivos que tornam atraentes os cinco primeiros colocados da lista.

1) Panamá. A expansão do Canal do Panamá, prevista para ser concluída em 2014, intensificou os investimentos no país, atraindo muitos estrangeiros imigrantes e, por conseguinte, alavancando o mercado imobiliário. Grandes projetos incluem o The Panamera, o primeiro luxuoso Waldorf Astoria na América Latina (com inauguração prevista para 2012); e o primeiro projeto do arquiteto Frank Gehry na América Latina, o Bio Museu (deve abrir no início de 2013). O jornal também ressalta o centro histórico, conhecido como Casco Viejo, que se transformou em um bairro estiloso, com músicos de rua, galerias de arte, restaurantes e hotéis butique.

2) Helsinque, Finlândia. Depois de Copenhague, na Dinamarca, chamar atenção por sua gastronomia; e Estocolmo, na Suécia, pela moda e o design, a capital finlandesa Helsinque tem atraído olhares por sua maestria no design. A cidade foi eleita Capital Mundial do Design de 2012 pelo Conselho Internacional de Design Industrial. Além disso, o distrito de design oficial cresceu: são 25 ruas e quase 200 estabelecimentos dedicados ao ramo.

3) Mianmar (antiga Birmânia). No topo de listas de viajantes por suas belezas naturais e tesouros culturais, Mianmar acabava não sendo visitada por conta do regime autoritário. Até que, em novembro de 2010, foram convocadas eleições democráticas e, com isso, aumentou o número de turistas no país. Isolada, a terra budista é considerada um lugar fora do turismo de massa e acolhedora.

4) Londres, Inglaterra. Grandes eventos tornam Londres um dos lugares mais visados em 2012. Além das Olimpíadas, há o jubileu de diamante - comemoração dos 60 anos de reinado da Rainha Elizabeth II -; a comemoração dos 200 anos do nascimento do escritor inglês Charles Dickens; a Warner Bros. abrirá os estúdios onde os filmes da série Harry Potter foram gravados; e o ator Robert Redford trará o festival de cinema de Sundance para Londres. Novos hotéis luxuosos e tradicionais reformados devem receber bem os turistas.

5) Oakland, Estados Unidos. Do outro lado da Baía de São Francisco, Oakland ganhou os jornais nos últimos meses por ser palco de violentos protestos no movimento Occupy. A onda de manifestações se acalmou neste ano, ressalta o jornal americano. A cidade, com vida noturna agitada, tem recebido novos restaurantes sofisticados - com chefs migrando de São Francisco para lá. O histórico Fox Theatre reabriu em 2009 com ótimo cardápio de shows, as bandas Wilco e Bon Iver já tocaram lá.

A lista ainda inclui: 6º, Tóquio; 7º, Tanzânia; 8º, Patagônia chilena; 9º, Lhasa, Tibet; 10º, Havana, Cuba; 11º, Moscou; 12º, Glasgow, Escócia; 13º, Puebla, México; 14º, San Diego, Estados Unidos; 15º, Baía de Halong, Vietnã; 16º, Florença, Itália; 17º, St. Vincent; 18º, Moganshan, China; 19º, Birmingham, Inglaterra; 20º, espaço; 21º, Kerala, Índia; 22º, Paraty, Brasil; 23º, Koh Rong, Camboja; 24º, Viena, Áustria; 25º, Chattanooga, Estados Unidos; 26º, Dakhla, Marrocos; 27º, Ilhas Maldivas; 28º, Malacca, Malásia; 29º, Algarve, Portugal; 30º, Tahoe, Estados Unidos; 31º, País de Gales; 32º, Antártida; 33º, Uganda; 34º, Ucrânia; 35º, Península de Sanamá, República Dominicana; 36º, Dubrovinik, Croácia; 37º, Ilha Chiloé, Chile; 38º, Jordânia; 39º, Crans-Montana, Suíça; 40º, Montpellier, França; 41º, Nosara, Costa Rica; 42º, Coreia do Sul; 43º, Lodz, Polônia; 44º, Dalarna, Suécia; 45º, Portovenere, Itália.

O que achou da lista? Estamos no Twitter (@BoaViagemOGlobo), aguardando o seu comentário.

oglobo.globo.com | 11-01-2012
Em plena crise da dívida, é um pequeno país que não pertence à zona euro quem assegura durante seis meses a presidência rotativa da União Europeia. Cabe a Copenhaga aproveitar esta localização marginal para desempenhar o papel de mediador de uma comunidade que está a desfazer-se, alvitra o jornal diário Politiken. (Article)
www.presseurop.eu | 02-01-2012

BERLIM - Depois de realizar o seu 75º jogo com a seleção alemã, o treinador Joachim Löw, de 51 anos, vive um problema de luxo: o excesso de talentos. Nunca uma seleção alemã teve tantos talentos como Miroslav Klose, Mesut Özil, Mario Götze, Thomas Müller, Sami Khedira ou o brasileiro Cacau (que tem passaporte alemão), "um problema de luxo como tinha (antigamente) a seleção brasileira", escreveu um jornal do país ao sobre a "melhor seleção do mundo", após derrotar a Holanda por 3 a 0 em recente amistoso.

Em um ano de vitórias importantes, como no amistoso de agosto último, em Stuttgart, quando bateu o Brasil por 3 a 2, a equipe de Löw é considerada perfeita no país. O técnico testa diferentes combinações de jogadores como um químico. Após tantas vitórias, a tática de Joachim Löw, que assumiu como treinador depois da renúncia de Jürgen Klinsmann (de quem foi assistente), depois da Copa de 2006, é de testar todas as combinações possíveis em busca de três títulos: no próximo ano, a Alemanha é a favorita na Eurocopa que será realizada na Polônia e na Ucrânia. As próximas etapas serão a Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. E a expectativa dos alemães é enorme.

— Nós trabalhamos durante anos com a meta de melhorar sempre e de manter uma constância na qualidade de jogo. Hoje só é possível derrotar outros times jogando melhor e não com mais agressividade — disse Löw, em entrevista recente.

Pelos menos em termos de número de jogos à frente da equipe, Löw está a caminho do olimpo dos melhores. Apenas os legendários Sepp Herberger (campeão de 1954) e Helmut Schön (campeão europeu de 1972 e mundial de 1974) estiveram mais partidas à frente da seleção alemã. Em termos de títulos, ele segue o caminho também de Franz Beckenbauer, que treinou o time campeão mundial de 1990.

Já quando assumiu a seleção alemã, Löw começou com cinco vitórias fulminantes, contra Suécia, Irlanda, San Marino, Georgia e Eslováquia. Hoje, no que diz respeito à confiança da equipe, parece não haver adversário capaz de intimidar a equipe alemã.

O esbanjamento de elogios que uma das imprensas mais críticas do mundo, como é o caso da alemã, tem dado ao treinador, deve-se não apenas aos resultados, mas também ao fato de Löw ter criado um novo estilo de jogo, contrariando a antiga tradição alemã, de um futebol baseado na força. Hoje, é possível ver um time apostando no talento.

Os alemães jogam de forma mais brasileira do que os brasileiros. Esse comentário vem sendo repetido desde o jogo de Stuttgart, onde Löw mostrou ao mundo sua arma secreta, Mario Götze, do Borussia Dortmund. No entanto, a atual seleção alemã tem outra contribuição a dar ao país. Mesut Özil, uma revelação do ano passado que participou da Copa da África do Sul, é chamado de artista. Como descendente de turcos, Özil, como Sami Khedira, do Real Madri, é o bastião da Federação Alemã como exemplo da integração das minorias no esporte.

Desafios à vista no Grupo B da Eurocopa

Sobre a situação privilegiada de ter tantos jogadores excepcionais, Löw comenta que às vezes acha inacreditável que o momento seja tão bom. O time já ensaiara grandes resultados na Copa da África do Sul, na qual conseguiu derrotar com sobras equipes como a Inglaterra e a Argentina.

— É uma enorme alegria quando conseguimos nos medir com os melhores do mundo. Isso nos dá autoconfiança — disse o treinador.

No último dia 2, Joachim Löw conheceu os adversários da Alemanha na Eurocopa. O sorteio, realizado em Kiev, colocou grandes obstáculos no caminho logo na primeira fase: Portugal, Dinamarca e Holanda será os adversários no Grupo B.

oglobo.globo.com | 18-12-2011

PARIS. A zona do euro está rolando ladeira abaixo num ritmo que ninguém esperava. Mas quem se salva hoje na União Europeia (UE): as economias que ficaram de fora? Não necessariamente. E o contraste é grande. Se a Suécia, que rejeitou o euro num referendo em 2003, reina radiante em meio à tormenta, com expansão de 6,4% no primeiro trimestre, o Reino Unido afunda rumo à recessão.

E nem mesmo a sólida e rica Suíça — que nunca foi parte do bloco europeu ou sonhou em adotar o euro — escapa: com o franco suíço transformado em moeda de refúgio para investidores em pânico, sua cotação disparou a ponto de seu banco central (BC) decidir intervir a partir de determinado ponto de valorização. O banco Crédit Suisse baixou sua previsão de crescimento para a Suíça de 2% para 0,5% em 2012.

Se o grande atrativo do euro — a estabilidade — não é mais válido, surgem duas perguntas: o euro vai sobreviver? Se sobreviver, é melhor estar dentro ou fora? O economista Francesco Saraceno, do Observatório Francês de Conjunturas Econômicas (OFCE), responde com ironia:

— Até 2008, a estabilidade atraía. Países lutavam para entrar na zona do euro. Isso valerá novamente quando a crise for superada, se o euro sobreviver.

Reino Unido é o pior exemplo fora do euro

Entre os que estão de fora da zona do euro — e afundam — o Reino Unido é o pior exemplo. O país, que nunca gostou do euro e da ideia de Bruxelas (sede da UE) ditar as regras, assiste com pavor à turbulência no continente. O fato de ter um banco central independente para desvalorizar a libra não ajudou: abalado com a crise financeira de 2008, o país não consegue sair da crise.

O Reino Unido vai crescer em 2011 bem menos do que previsto — 0,9% em vez de 1,7%. O governo queria reduzir sua dívida para o equivalente a 71% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015: agora admite que só chegará a 78%. O plano de austeridade do país é draconiano e os juros batem recorde.

— Se o resto da Europa entrar em recessão, vai ser difícil evitar uma no Reino Unido — admitiu o ministro de Finanças, George Osborne, às vésperas da maior greve geral de funcionários públicos $30 anos, na quarta-feira.

Para Saraceno, o caso britânico prova que o problema não está no euro ou nas economias europeias da zona do euro: está no fato de os 17 países da zona do euro não terem governo.

— Temos uma economia unificada na zona do euro sem política fiscal integrada e um banco central (o Banco Central Europeu, BCE) incapaz de fazer o que bancos centrais devem fazer: ser credor de último recurso.

Já a Dinamarca, que assume a presidência rotativa da UE em janeiro, não sabe o que fazer. A coroa dinamarquesa tem pari$com o euro. O governo quer adotar a moeda única, por temer isolamento e perda de influência, se continuar fora. A última sondagem, porém, revelou o maior sentimento contra o euro desde 2002: 65% da população rejeitam a moeda europeia, que já foi rechaçada em dois referendos, em 1992 e 2000.

A Dinamarca crescerá menos este ano por causa da crise: de 1,3% para 1,1%. A agência de classificação de risco Moody’s alertou para problemas potenciais nos bancos. Mas comparado à maioria dos países da Europa em crise, a Dinamarca $bem. Como disse Helge Pedersen, do Nordear Bank, ao jornal "Jyllands Posten":

Hungria e Bulgária às voltas com FMI. Polônia cresce

Não é o caso da Hungria, que, de estrela econômica dos anos 90, desponta como outro caso dramático. O governo de centro-direita do primeiro-ministro Viktor Orban anunciou que estuda bater na porta do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pedir ajuda, um ano depois de rejeitar a instituição.

A Hungria foi castigada pela crise financeira global de 2008, quando recebeu 20 bilhões do FMI e da UE, mas saiu do acordo em 2010, brigada com o FMI. A moeda húngara, o florin, perdeu 13% de seu valor em relação ao euro em 2011 e muitos húngaros estão endividados em moeda estrangeira. A dívida do país chega a quase 80% do PIB, as taxas de risco não param de subir. A Moody’s acaba de reduzir os ratings dos títulos soberanos do país para "junk" (lixo), e outras duas agências estudam fazer o mesmo.

A Bulgária — outro país da UE fora da zona do euro — receberá uma missão do FMI esta semana. O desemprego no país está em 10,2% e o crescimento para este ano foi revisado para baixo: de 3% para 2,5%. A Polônia, maior economia do Leste da Europa, quer entrar na zona do euro, assim como os húngaros e os búlgaros. A Polônia cresceu a um ritmo alto este ano (4%) mas o governo prevê 2,5% para 2012.

oglobo.globo.com | 03-12-2011

RIO — A era dos tablets está só começando. Mas as projeções para o fim deste ano indicam a venda global de 62,5 milhões a 63,6 milhões de aparelhos, segundo as consultorias Gartner e IDC. Em 2015, chegarão a ser vendidas 326 milhões de unidades, com a Apple e seu iPad abiscoitando 83% do mercado. Outros gadgets móveis, como os e-readers, alcançarão 67 milhões de unidades nos próximos anos, segundo a Juniper Networks. E, no Brasil, de acordo com a Impacta Tecnologia, cada vez mais trabalhadores usam dispositivos móveis em seu dia a dia (com Android e iOS disputando a preferência). Nesse cenário, os aplicativos móveis se multiplicam — 500 mil na App Store (18 bilhões baixados) e 370 mil no Android Market (7 bilhões baixados). Mas serão eles bem projetados? Não, dizem especialistas: a usabilidade num tablet ainda engatinha, embora haja apps inteligentes no setor.

Para Jakob Nielsen, papa da usabilidade e doutor em interface humano-computador pela Universidade Técnica da Dinamarca, há ainda muitos erros observados nas aplicações boladas para o iPad e afins.

— Os maiores erros são os botões virtuais pequenos demais e áreas de toque muito próximas umas das outras — diz Nielsen. — Toques acidentais são um desastre para uma interface touch. Outro grande problema é quando o conteúdo feito para telas maiores não cabe direito nos tablets de tela menor, como o novo Kindle Fire.

Rafael Cruz, diretor de tecnologia da desenvolvedora de aplicativos Conception, acrescenta que a questão da adequação às telas é especialmente difícil no Android.

— Com dezenas de fabricantes apostando no Android, é meio complicado desenvolver para ele, pois, quando se pensa no aplicativo, é preciso pensar nas várias resoluções de telas dos diversos aparelhos e suas diferentes características — explica Cruz. — Algumas telas não mantêm a resolução original quando se vira um tablet. Você acaba tendo um problema que já existia na web, em que sites não suportavam determinadas resoluções.

Interface além da ideia de navegação

Segundo Eduardo Torres, diretor-executivo da Huge, empresa de design estratégico responsável por criar plataformas digitais para marcas mundiais e que movimenta US$ 12,5 bilhões por ano internacionalmente, uma interface hoje não pode mais estar presa à ideia de navegação, já que vivemos a alvorada da internet dos aplicativos. E usabilidade requer muita pesquisa.

— Fazemos extensas pesquisas com usuários para ver como eles preferem usar uma interface — conta Torres. — Às vezes uma empresa tem ideias preconcebidas sobre a organização dos assuntos num aplicativo (acha que deve ser a mesma que existe em seu site, digamos). Para mostrar-lhes como os usuários pensam, damos a estes nas entrevistas cartões com os temas para que os organizem em ordem de importância. Muitas vezes o resultado é totalmente diferente do que o cliente pensa.

A objetividade e a simplicidade nunca devem ser perdidas de vista num app. De acordo com Nielsen, o segredo é privilegiar o que o usuário faz mais constantemente no programa, deixando isso bem claro na interface, e colocar num segundo plano as atividades mais densas, que requerem aquela “fuçada” extra no app.

— Por exemplo, você deve caprichar na multimídia quando o usuário pedir por ela — explica. — Grandes fotos e vídeos devem aparecer depois que o usuário decidiu se aprofundar num assunto dentro do aplicativo. A navegação inicial deve ser mais restrita e focada, dando um overview nos assuntos, com textos pequenos e, eventualmente, fotos pequenas.

Entre as plataformas, a Apple é, aparentemente, a que mais maturou seu pensamento sobre a usabilidade. Ao desenvolver para o iOS, os programadores têm acesso a um documento (Human Interface Principles) que os guia no processo de criação do aplicativo.

— O documento traz tudo mastigado, abordando detalhes como as posições dos botões no app — conta o desenvolvedor independente Marcos Gurgel. — Isso é interessante, porque induz não só a uma interface objetiva, como também a uma consistência entre os aplicativos.

Entre os programinhas que Gurgel aponta como bem azeitados no iPad estão o Reeder, leitor de RSS, e o próprio Twitter.

— O Reeder tem uma interface que flui. No modo horizontal ele mostra do lado esquerdo a lista de artigos e, à direita, os artigos propriamente ditos. Ao passá-lo para o modo vertical, mostra só os artigos. Ao ler um, basta um toque de leve ao fim da página para seguir para o artigo seguinte — diz Gurgel. — Outro app de qualidade é o do Twitter, que tem funções interessantes de recarregar listas e uma simplicidade maravilhosa para fazer uma navegação reversa e voltar até onde você estava. E, entre os games, há o “Tiny Wings”, onde o único movimento que o usuário faz é apertar ou soltar a tela, para um passarinho voar. Ele é tão bem acabado na física que vira um vício.

Já Adriano Rayol, diretor da Uplay Mobile, que desenvolve apps móveis, prefere programas como o Flipboard (que puxa conteúdo de redes sociais e da mídia) e o Pulse (leitor de sites de notícias que cria um mosaico).

— Também impressionam pela usabilidade o Instagram, de compartilhamento instantâneo de fotos, e o Zinio, que reúne revistas de todos os lugares. De fato, as diretrizes da Apple ajudam a criar uma identidade nesses apps.

Por falar em revistas, os aplicativos da “Wired” e da “New Yorker” estão entre os preferidos da professora Karin Breitman, do Departamento de Informática PUC-Rio, usando recursos multimídia, mas com uma interface bem equilibrada.

— O que é estranhamento para a geração X é intimidade para a geração Y, os jovens de hoje, que são nativos digitais. Um tablet é mais do que natural para eles — diz Karin.

Eduardo Torres lembra que os apps devem fazer parte de uma plataforma de design estratégico. Cita como exemplo o aplicativo HBO Go, desenvolvido pela Huge, que permite (lá fora) ao usuário continuar a assistir no iOS um filme do canal que começou a ver em casa.

Já entre os apps com mau aproveitamento, Nielsen chegou a criticar muito o do “USA Today”, que, na primeira versão, não tinha um botão para levar às editorias.

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Uma exposição de pinturas de Bob Dylan em Nova York gerou uma polêmica motivada por sua originalidade, uma vez que várias telas parecem ter sido inspiradas em fotografias conhecidas, e não em "reflexões visuais" das viagens do músico americano por Japão, China e Vietnã, como haviam indicado os organizadores.

A exposição Bob Dylan: The Asia Series, composta por 18 pinturas com paisagens, motivos e personagens asiáticos, está em cartaz desde o último dia 20 na Galeria Gagosian, localizada no Upper East Side, perto do Central Park.

 

Segundo os organizadores, a mostra é "uma reflexão visual das viagens de Dylan por Japão, China, Vietnã e Coreia, e inclui pessoas, cenas de rua, arquitetura e paisagens". Mas fãs de Dylan e o jornal New York Times descobriram que pelo menos três das pinturas exibidas se parecem com fotografias conhecidas e de domínio público.

 

Em sites dedicados ao músico, como o www.expectingrain.com, fãs comentam o assunto e manifestam sua decepção. "Acho triste. Estúpido e triste. Prefiro ter pendurados na parede os rabiscos feitos com lápis de cor por meus netos. Algo honesto e único", diz um seguidor.

 

"Enquanto algumas das pinturas de Dylan foram baseadas em uma variedade de fontes, incluindo arquivos e imagens históricas, seu frescor e vivacidade vêm das cores e texturas encontradas nas cenas diárias que ele observou em suas viagens", assinala Meg Blackburn, diretora de relações com a imprensa da galeria, em um comunicado enviado à AFP.

 

Bob Dylan, 70, é um mito do rock e folk célebre por suas composições, muitas delas de conteúdo político. Em 2004, ele publicou uma autobiografia que se tornou um best-seller nos Estados Unidos.

 

A exposição é a primeira de Dylan em Nova York, embora o músico já tenha exibido parte de sua obra na Alemanha e Dinamarca.

Da AFP Paris


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