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Liechtenstein

A investigação sobre o sumiço de uma garota italiana há quase 30 anos levou ao túmulo do mafioso Enrico de Pedis, sepultado em Sant'Apollinare, próxima à Piazza Navona, o que tem preocupado o Vaticano: a Igreja, agora, é suspeita de ter aceitado suborno para enterrar o criminoso na basílica medieval, em 1990. Emanuela Orlandi desapareceu aos 15 anos, em 1983, quando ia para uma aula de música. As versões para o paradeiro vão de moradora de palacete em Liechtenstein a vendedora de produtos ...
noticias.terra.com.br | 13-05-2012

Retrato de Elvis Presley feito por Warhol pode chegar a US$ 50 milhões. Leilão de arte contemporânea acontece nesta quarta (9) em Nova York.
g1.globo.com | 09-05-2012

BRASÍLIA - Gravações feitas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo revelam que o contraventor Carlinhos Cachoeira intermediou contato do senador Demóstenes Torres com uma representante de um banco em Liechtenstein, conhecido paraíso fiscal europeu. Os contatos entre o grupo de Cachoeira, o senador e a mulher, apontada como executiva da instituição financeira, ocorreram entre junho e agosto de 2011. A agente, identificada como brasileira nascida em Anápolis, seria conselheira financeira de artistas famosos no Brasil e no exterior. O grupo cita até mesmo a popstar inglesa Lady Gaga como uma de suas supostas clientes.

Cachoeira busca saber de Gleyb Ferreira da Cruz, integrante da organização, o que descobriu sobre a mulher.

— É 150 anos de banco. É o que ela representa. (...) Algumas das boas fortunas do mundo estão nesse banco — diz Gleyb.

De posse das informações, Cachoeira telefona para Demóstenes, no dia seguinte:

— Eu quero te apresentar uma pessoa, que é anapolina. Que o Gleyb trouxe e é do principal banco lá de um principado dentro da Suíça. Ela é a segunda pessoa do banco e ela aqui no Brasil — diz Cachoeira.

— Maravilha. E cadê ela? — pergunta Demóstenes.

— Às quatro e pouquinho ela vai aqui. Aí, eu vou dar um pulo aí — conclui Cachoeira.

Segundo as interceptações telefônicas, a agente financeira, identificada no inquérito como Deise, teria sido apresentada por um terceiro. Esse contato venderia fundos de previdência estrangeiros e “põe o seu dinheiro lá fora”, explica o aliado do contraventor. Em 16 de agosto, a própria agente aparece em conversas telefônicas com Gleyb.

oglobo.globo.com | 03-05-2012

SÃO PAULO - Conflito de gerações, a relação entre mestre e aprendiz, pai e filho, centrada no embate entre mercantilização e pureza da arte, são os temas que o premiado dramaturgo e roteirista John Logan aborda em “Vermelho”. Ganhadora de seis prêmios Tony, a peça é encenada pela primeira vez no Brasil, com direção de Jorge Takla, estrelada por Antonio Fagundes e seu filho Bruno Fagundes, num encontro inédito nos palcos.

Através da relação de dois anos entre o artista plástico Mark Rothko (1903-1970) e Ken, seu assistente, o espetáculo apresenta um olhar sobre um momento de ruptura cultural: os últimos suspiros do modernismo e os primórdios da era pós-moderna.

Rothko (Antonio Fagundes), um dos expoentes do expressionismo abstrato, é contratado para pintar uma série de murais para o restaurante Four Seasons do edifício Seagran. É oferecida ao artista uma pequena fortuna para os padrões da época: US$ 35 mil. Ele recebe o adiantamento e contrata um jovem para ser seu assistente, Ken (Bruno Fagundes). Enquanto isso, na Nova York dos anos 50, jovens artistas como Andy Warhol e Liechtenstein emergem.

- Vê-se o crescimento desta improvável relação entre um menino de 22 anos, uma força da natureza, e um homem amargo, cheio de certezas, de 56 anos - explica Antonio Fagundes, em entrevista coletiva sobre o espetáculo, cuja estreia acontece nesta sexta-feira, às 21h30, e inaugura o novo Teatro GEO em São Paulo.

O ator lembra que o episódio dos murais foi marcante na vida de Rothko. O artista decide devolver o dinheiro ao restaurante, mas continua atormentado, no início de um processo que culmina em seu suicídio 12 anos depois.

O acaso levou o texto às mãos de Antonio e Bruno Fagundes quase ao mesmo tempo. Depois de o terem lido, pai e filho conversaram com entusiasmo sobre uma nova peça que haviam descoberto, até o momento em que perceberam que falavam de “Vermelho”.

- Na verdade, foi a peça que nos descobriu - brinca Fagundes pai sobre a coincidência.

O diretor Jorge Takla, que desde 2004 não se aventurava no teatro de prosa, dedicando-se exclusivamente a musicais, explicou que o convite dos Fagundes foi irrecusável.

- Não faço distinção entre musical, ópera ou teatro de prosa. A qualidade é o que faz diferença. É muito raro achar um texto desses, com um papel que seja tão adequado a Antonio Fagundes. Além, é claro, do desafio de trabalhar com pai e filho - disse Takla, que apesar de ter coproduzido vários espetáculos com Fagundes, o dirige pela segunda vez. A primeira foi em “Últimas luas”, em 1999.

oglobo.globo.com | 20-03-2012

Os dois inquéritos que foram originados por denúncias envolvendo a empresa Sanud foram arquivados. Assim, o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que renunciou na última segunda-feira ao cargo e também à presidência do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, não responde a qualquer processo criminal na esfera da Polícia Federal. Também na Suíça, onde a Fifa solicitou investigação sobre denúncias de que dirigentes tivessem recebido comissões, não há um processo criminal em andamento.

O primeiro inquérito investigava denúncias de que Sanud, sediada no paraíso fiscal de Liechtenstein, teria repassado à RLJ, empresa da qual Ricardo Teixeira é sócio, valores oriundos de pagamentos da ISL, parceira de marketing da Fifa, em uma operação ilegal. Teixeira era acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. No entanto, em 2010, o inquérito foi trancado por “ausência de justa causa” e “inépcia da denúncia”. O próprio Ministério Público Federal, que fora autor da denúncia, chegou a se manifestar a favor do arquivamento do inquérito. O processo acabou sendo arquivado em maio de 2011.

Em outubro do ano passado foi instaurado um segundo inquérito relativo ao mesmo caso. Assim como o primeiro, a pedido do procurador da república Marcelo Freire, que desta vez se baseou em representação do Partido Republicano. O procurador afirmava que o objeto do inquérito era investigar se as transações haviam persistido após 1997, período investigado inicialmente. No entanto, foi concedido um habeas corpus pela 2ª Turma do Tribunal Regional Federal. Com isto, o processo foi extinto. A concessão do habeas corpus se baseou no fato de que, segundo a relatora Nizete Lobato, havia um inquérito anterior, sobre o mesmo assunto, já arquivado e que não havia fatos novos que justificassem a abertura de um novo inquérito. A decisão favorável a Teixeira foi tomada por 3 votos a 0.

Uma investigação sobre o mesmo caso — as supostas comissões pagas pela ISL a dirigentes — também foi aberta na Suíça, onde está a sede da Fifa. Por decisão da Suprema Corte Suíça, o advogado dos dirigentes envolvidos não seria obrigado a revelar o nome dos investigados, embora a rede britânica “BBC” tenha divulgado uma lista que incluía o nome de Ricardo Teixeira. Não há, no entanto, um processo criminal contra os dirigentes da Fifa. Os depósitos teriam ocorrido na década de 1990. Em 2001, a ISL abriu falência e, em 2004, os supostos envolvidos teriam devolvido dinheiro à Fifa. Há um inquérito na Polícia Civil que apura irregularidades na contratação da empresa Alianto, por parte do governo do Distrito Federal, para organizar um amistoso entre a seleção e Portugal, em 2008, mas o dirigente não é réu. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o processo em curso não cita Ricardo Teixeira. A investigação envolve,

entre outros nomes, o ex-governador José Roberto Arruda, e a empresa Ailanto Marketing LTDA., acusada de irregularidades no pagamento do jogo da seleção com Portugal.

A investigação trata de suposto superfaturamento em hospedagens e transporte aéreo das delegações. O jogo teria custado R$ 8 milhões aos cofres do Distrito Federal. O inquérito verifica a responsabilidade do Governo do Distrito Federal e da Alianto. Segundo a assessoria da CBF, os jogos da seleção são vendidos a uma empresa da Arábia Saudita, que detém os direitos de negociação, contratação e produção dos eventos.

Uma condenação contra Teixeira foi derrubada por seus advogados em junho de 2011. Esta dizia respeito ao chamado “voo da muamba”, de 1994, quando a seleção brasileira tetracampeã mundial desembarcou no Rio de Janeiro após a conquista da Copa dos Estados Unidos. O ex-presidente da CBF foi acusado de pressionar fiscais da Receita Federal ameaçando impedir o desfile da seleção em carro aberto caso o grupo não fosse liberado sem seguir o trâmite alfandegário de desembaraço das bagagens. O voo, com 100 passageiros, trazia 17 toneladas de bagagem e Teixeira foi investigado por trazer equipamentos que teriam sido instalados em um bar de sua propriedade, na Zona Sul do Rio.

oglobo.globo.com | 14-03-2012

RIO - Após pouco mais de 23 anos, chega ao fim a passagem de Ricardo Teixeira pela presidência da CBF. Ao longo de sua gestão, a seleção progrediu esportivamente, colheu resultados ganhando duas Copas do Mundo, até sofrer com o declínio, notadamente após o Mundial da África do Sul. Durante sua gestão, o Campeonato Brasileiro se reorganizou e as receitas geradas pelos clubes foram ampliadas, tanto com cotas de TV quanto com patrocínios. No entanto, por boa parte destas mais de duas décadas, Teixeira se viu bombardeado por denúncias de corrupção que envolviam tanto a gestão da CBF quanto suas atividades na Fifa.

A primeira grande polêmica de Ricardo Teixeira à frente da CBF surgiu logo em sua primeira reeleição, em julho de 1991. O pleito estava previsto para janeiro de 1992, mas foi antecipado numa manobra que impediu a participação dos clubes na votação, conforme previa a Lei Zico, então em tramitação.

Em 1994, a conquista do tetracampeonato mundial nos EUA não impediu que o dirigente saísse ileso de outro episódio. Na chegada ao Brasil, o dirigente declarou que trazia na bagagem uma sela e uma geladeira. No entanto, trazia todo um sistema de refrigeração de chope, equipamentos que, supostamente, seriam usados em um bar de sua propriedade, na Gávea. Houve relatos de que Teixeira teria desafiado funcionários da Receita Federal usando o clamor popular para ver a seleção campeã desfilar pelo Rio de Janeiro. O dirigente teria ameaçado cancelar os festejos no Rio. Mais tarde, acabou inocentado. Outros jogadores também trouxeram bens não declarados na bagagem e não passaram pelos trâmites obrigatórios de alfândega.

Após assumir uma CBF que vivia graves problemas financeiros, Ricardo Teixeira conseguiu transformar a entidade em superavitária através de contratos milionários envolvendo a seleção brasileira. O mais emblemático deles, com a Nike, originou a abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados, pouco depois da perda da Copa do Mundo de 1998, na França. Em paralelo, outra CPI, esta no Senado, investigava crimes ligados a dirigentes de futebol. A CPI da Nike questionou o relacionamento entre a entidade e a empresa. Em 2002, o contrato foi revisto e a fornecedora de material esportivo da seleção perdeu direitos, como o de marcar até 50 amistosos para o time nacional e a exigência de jogadores denominados "nível A" nas partidas. Ao mesmo tempo, a CBF era acusada de financiar campanhas políticas. A chamada "Bancada da Bola" impediu a votação de um relatório final da CPI. Os deputados Silvio Torres, então relator da CPI, e Aldo Rebelo, então presidente, entregaram o resultado das apurações à procuradoria geral da república e ao Ministério Público. O relatório pedia o indiciamento de 31 pessoas ligadas ao futebol, entre elas Ricardo Teixeira, e apontava crimes como sonegação fiscal e evasão de divisas. Os mesmos crimes foram apontados no relatório da CPI do senado, então presidida por Álvaro Dias.

Esta última comissão, aliás, apontava o envolvimento de Ricardo Teixeira com a empresa Sanud, com sede em paraíso fiscal. Em denúncia publicada pela rede de TV inglesa "BBC", o presidente da CBF era um dos dirigentes da Fifa acusados de receber propinas da ISL, ex-parceira de marketing da entidade. O dinheiro teria sido enviado à Sanud, em 21 depósitos feitos entre 1992 e 1997. A empresa, sediada em Liechtenstein, teria se tornado sócia de uma empresa de Ricardo Teixeira no Brasil, um mês após ter recebido o primeiro depósito da ISL, no valor de US$ 1 milhão.

Matéria publicada em fevereiro pela "Folha de S. Paulo" trouxe novos elementos a um novo escândalo, este envolvendo um amistoso da seleção brasileira contra Portugal, em 2008, em Brasília. O jogo teria custado R$ 9 milhões, valor pago pelo então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, à empresa Alianto Marketing, organizadora do jogo. Dos pagamentos constavam valores superfaturados, por exemplo, de passagens e hospedagens das delegações. Documentos exibidos pela reportagem mostram que a empresa VSV, criada oito dias antes do jogo e fechada em 2011, tinha como uma das sócias a própria Alianto e foi registrada tendo como endereço uma fazenda de propriedade de Ricardo Teixeira em Piraí, no interior do Rio de Janeiro. O Ministério Público do Distrito Federal apontou 12 irregularidades no contrato para a realização do amistoso.

No terreno esportivo, o dirigente assumiu a CBF num momento em que o Brasil completava 19 anos sem conquistar um Mundial. Logo no primeiro ano, o país sediou a Copa América e venceu o torneio pela primeira vez em 40 anos. No entanto, em 1990, um time caótico nos bastidores, envolvido em discussões sobre premiação, fez campanha ruim no Mundial da Itália. No entanto, em 1994, o país voltou a ganhar a Copa do Mundo após 24 anos. Foi novamente finalista em 1998 e pentacampeão em 2002. Na gestão de Ricardo Teixeira, o Brasil conquistou, ainda, a Copa América em 1989, 1997, 1999, 2004 e 2007. Conquistou, também, a Copa das Confederações de 1997, 2005 e 2009.

Durante boa parte de sua gestão, Teixeira foi criticado por comandar uma entidade que enriquecia às custas da seleção enquanto os clubes, formadores de jogadores, viviam às voltas com dificuldades financeiras. O dirigente usava os números da entidade como exemplo de boa gestão. O último balanço, de 2011, mostrava que a CBF arrecadou em 2010 pouco mais de R$ 263 milhões. Do total de receitas, R$ 193 milhões vinham de patrocínios. O balanço apontava um superávit de R$ 83 milhões.

À frente da CBF e então bem articulado politicamente na Fifa, Teixeira foi o principal articulador da candidatura do Brasil a sede da Copa do Mundo de 2014. A confirmação da realização do Mundial no país veio no dia 30 de outubro de 2007. Ricardo Teixeira passou a acumular a presidência da CBF e a do Comitê Organizador Local (COL). Nos últimos meses, se viu em situação delicada no comando da preparação da Copa. Afinal, sua relação tanto com a Fifa, quanto com o governo federal se deteriorou. E Teixeira se viu ameaçado de ficar à margem de decisões importantes.

O Campeonato Brasileiro, mais importante competição do país, sofreu transformações importantes na era Ricardo Teixeira e caminhou na direção de um formato que era defendido pela opinião pública: os pontos corridos. Em 1987, dois anos antes de Teixeira assumir o cargo, a CBF se declarara sem condições financeiras de realizar a competição. Em 1989, primeiro ano do dirigente, o torneio teve 22 participantes e enfrentou sua maior crise em 2000, quando o Gama, rebaixado em 1999, recorreu à Justiça, gerando um processo que impossibilitou a CBF de organizar a competição. O resultado foi a Copa João Havelange, gerida pelo Clube dos 13 e com 116 clubes em quatro módulos. Em 2003, no entanto, a competição passou a ser disputada em pontos corridos, inicialmente com 24 clubes, chegando aos 20 atuais. A CBF passou, ainda, a divulgar o calendário com antecedência, determinando períodos de férias, realização dos Estaduais e das competições nacionais, embora o formato ainda seja questionado.

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esportes.terra.com.br | 08-10-2011

O principado de Liechtenstein rejeitou neste domingo em uma consulta popular a legalização do aborto, seguindo a orientação de seu príncipe católico, Alois.

Com 52,3% de votos contra e 47,7% a favor, o principado rejeitou uma iniciativa que pretendia legalizar o aborto, que foi batizada de "ajudar ao invés de punir".

O pequeno país, de 160 km2 e 34.000 habitantes, situado nos Alpes entre Suíça e Áustria, tem maioria católica.

Os promotores da iniciativa alegavam que os países vizinhos autorizam o aborto. O Parlamento de Liechtenstein e o governo também haviam se declarado contrários ao texto.

Em junho, a população de Liechtenstein se pronunciou a favor da associação civil para os homossexuais.


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Eleitores do pequeno principado de Liechtenstein rejeitaram em um referendo neste domingo um plano de legalizar o aborto, após uma disputada campanha que levou o príncipe do país a ameaçar vetar a proposta de mudança na lei. Opositores proposta ganharam o referendo com uma maioria de 514 votos. A

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