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A Fifa lembra nesta segunda feira o 108º aniversário de sua fundação, ocorrida em 21 de maio de 1904 em Paris, da qual participaram representantes de Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Suécia e Suíça.
esportes.terra.com.br | 21-05-2012
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A banda Roxette ocupa um lugar cativo na memória musical de quem cresceu nos anos 1980 e 1990. A dupla sueca Per Gessle e Marie Fredriksson invadiu as rádios brasileiras com canções como Spending my time, How do you do e It must have been love, que integrou a trilha sonora do filme Uma linda mulher, outro hit da época. Transitando entre o pop rock e as baladas românticas, o Roxette conseguiu para a Suécia um sucesso comercial só comparável com o Abba: venderam mais de 75 milhões de cópias, somando seus dez discos lançados. Hoje, pela primeira vez, a banda se apresenta em Pernambuco... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Diários Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 18-05-2012
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Mariana Haubert* Há 256 anos, a Suécia aprovou a primeira lei de acesso a informações públicas da história. Desde então, 89 países passaram a editar leis e regulamentos para tornar as nações mais transparentes. A partir desta quarta-feira (16), o Brasil integra esse grupo com a entrada em vigor da Lei de Acesso a Informações [...]
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correiodobrasil.com.br | 18-05-2012
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RIO - O Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS-FGV) e a Fundação Telefônica divulgaram na quarta-feira dados inéditos sobre o Brasil on-line. O processamento dos dados, com base no Censo 2010 e no Galloup World Poll (que realizou pesquisas com mais de 150 países), informa que a posição do Brasil no ranking global de acesso à internet é a 63ª e que o município em que mais casas estão conectadas no país é São Caetano, no estado de São Paulo, com índice de 74%.
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Segundo o "Mapa da Inclusão Digital", 33% dos brasileiros têm acesso à internet onde moram. Mas a taxa de conexão por domicílio põe o país em desvantagem entre as 158 nações mapeadas, atrás de vizinhos como Argentina com o dobro do índice alcançado pelo Brasil (66%), Chile (41%) e Uruguai (37%). No Egito, onde as revoltas populares se apoiaram nas redes sociais on-line, a taxa é de 10%, e em de Cuba 2%. No topo estão países como Suécia (97%), Islândia (94%) e Dinamarca (92%). Holanda (91%) e Cingapura (89%) também aparecem entre os dez mais conectados, na frente de potências econômicas como os Estados Unidos (85%). Em um recorte para o Brasil, São Caetano, no interior de SP, se destaca. Em compensação, há pequenas cidades como Aroeiras de Itaim, no Piauí, e Santo Amaro do Maranhão, em que esse índice é igual a zero. Os dois estados têm vários de seus municípios na lanterna, sem sinais de avanços. Entre as capitais brasileiras, Florianópolis (SC) que tem a maior proporção de habitantes Classe A tem um taxa de conexão (61%) - , seguida por Curitiba e Palmas (59%), Brasília (56%) e Porto Alegre (55%). Nos estados, o Distrito Federal lidera no índice (58%), seguido de São Paulo (48%), Rio de Janeiro (43%), Santa Catarina (41%) e Paraná (38%). - A internet está nas classes A e B. Que tem infraestrutura, computador e mais anos de estudo - disse Marcelo Neri, pesquisador do CPS-FGV e Coordenador da pesquisa. Barra da Tijuca é quase uma Suécia Um dos líderes em conexão por domicílio, a Islândia com 94% das casas conectadas perde apenas para a Suécia, a segunda colocada pode ter o índice comparado ao de áreas nobres da Barra da Tijuca, em que 93.9% dos moradores, no entorno da orla, em acesso à internet em casa. Se levada em conta a região administrativa da Barra, que inlui outros sub-bairros, o índice cai para 75%. Razão disso é a taxa vista em Rio das Pedras, favela vizinha ao bairro da Zona Oeste, que possui o menor percentual da cidade (21%). No entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas (92%), na Orla do Recreio dos Bandeirantes (90.1%) e do Leblon (86.7%), as taxas também são elevadas, dado o poder aquisitivo dos moradores das regiões nobres. Outras regiões administrativas do Rio de Janeiro como Lagoa, a mais conectada (82%), Botafogo (80%), Tijuca (76%) e Copacabana (76%) compõem a lista principal, que evidencia a questão social por trás da exclusão digital, ainda marcante. e-Excluídos não tem computador e acham a web desnecessária Entre as razões apontadas para a exclusão digital, o desinteresse é a que mais chama atenção. Cerca de 33% dos entrevistados disse que "não achava necessário ou não quis" utilizar a internet. Outros 31% não sabiam utilizar a rede e 29% não tinha acesso a um computador. Grupos menores reclamam do custo dos aparelhos e dos serviços de acesso à banda larga onde moram. Entre os que responderam que não sabiam utilizar a rede, a maioria era residente de capitais com os piores índices de desenvolvimento do país. Já o desinteresse aparece em cidades mais desenvolvidas e na fala de habitantes mais velhos. A falta de infraestrutura é um problema comum citado por moradores de capitais isoladas como Rio Branco, no Acre. - Não existe bala de prata, ou uma solução mágica. É preciso dar educação além de fornecer estrutura - disse Neri, que acredita que o PNBL propõe as condições necessárias, mas não eficientes para tirar municípios mais pobres do zero.
oglobo.globo.com | 17-05-2012
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Ponta esquerda da Seleção Brasileira campeã mundial de 1958, Mário Jorge Lobo Zagallo teve sua presença confirmada no amistoso do dia 15 de agosto, que marca a despedida do Estádio Rasunda, palco em que o time verde amarelo conquistou pela primeira vez a Copa do Mundo, na Suécia. Justamente no mês dessa partida, o tetracampeão concorrerá ao cargo de vice presidente da CBF na Região Centro Sul, por indicação da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).
esportes.terra.com.br | 16-05-2012
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País está na 63ª posição no ranking mundial com 154 países.
Na Suécia, 97% dos lares têm aceso à internet.
g1.globo.com | 16-05-2012
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RIO - Com os passaportes já carimbados para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, as remadoras Fabiana Beltrame, Luana Bartholo (que estão no double skiff) e Kissya Cataldo, que vai competir no single skiff, estão cuidando também da cabeça, além de se prepararem fisica e tecnicamente para o megaevento de julho. No último sábado, às vésperas de viajarem para a Copa do Mundo, em Lucerna, na Suíça, nas próximas semanas, as três fizeram, pela primeira vez, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, uma aula de swásthya yôga com a professora Letícia Portella. — Fabiana, Luana e Kissya vão fazer um intensivão de um mês comigo tão logo retornem da Suíça, antes dos Jogos Olímpicos — disse Letícia, apresentada a Fabiana (campeã mundial de single skiff no ano passado) por uma amiga comum. — A yôga é uma filosofia de vida, que trabalha muito da força e do vigor. As meninas gostaram da primeira aula. Perceberam que há pontos em que elas precisam melhorar, em especial no aspecto emocional. Ao contrário de outras filosofias, em que os mestres se recusam a passar seus conhecimentos aos discípulos, Letícia garante que as técnicas de auto-controle que passa aos atletas são rapidamente absorvidas. — As técnicas que eu ensino, eles podem fazer sozinhos — explica. — O aspecto emocional do atleta é o mais importante. Muitas vezes, o atleta está bem preparado, mas chega na hora da competição, vem o técnico, vem a torcida, e ele não consegue render tudo o que pode. A yôga dá força, concentração, deixa o atleta numa concentração inabalável. Nada o desvia de seu objetivo. Nenhum fator externo, nenhum ruído. Segundo Letícia, a yôga vem tendo uma aceitação crescente no meio esportivo em outros países, e ela espera que isso ocorra no Brasil com atletas femininas e masculinos. A instrutora observou, por exemplo, que, de acordo com o site oficial do Zenit, a equipe russa faz uso desta prática para melhorar a concentração e a capacidade física dos atletas. O mesmo vem ocorrendo no time feminino de futebol do Umea, da Suécia. O astro do surfe Kelly Slater também é um adepto dessa filosofia em seu treinamento, assim como vem acontecendo com o time de basquete do New York Knicks, de futebol americano do New York e de beisebol do New York Yankees. — No exterior, isso não é mais novidade. Entre os grandes times e os atletas de ponta, a maioria já faz. Aqui no Brasil está começando — observa Letícia. —A Fabiana se mostrou aberta e interessada nesta atividade que há muito tempo já é indicada por psicólogos e treinadores menos convecionais e ficou de convidar amigos atletas para as aulas. O yôga ajuda a relaxar e a superar o estresse. Um atleta estressado pode ser o melhor do mundo, que não consegue se sair bem. O ramo da yôga seguido por Letícia foi codificado na década de 1960 pelo mestre Luis Sérgio Álvares DeRose, escritor e fundador da primeira Universidade de Yôga do país, cujos métodos estão difundidos pelo Brasil, Argentina, Portugal, Estados Unidos, França, Espanha e outros países. Considerado muito técnico, o swásthya agrada mais às pessoas dinâmicas, realizadoras e de raciocínio lógico. Além de Fabiana, Luana e Kissya, também viajaram para Lucerna, representando o Brasil, os remadores Anderson Nocetti, Ailson Eráclito da Silva, Celio Dias, João Hildebrando e Thiago Almeida.
oglobo.globo.com | 16-05-2012
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Cena ocorreu em jogo do Mundial de hóquei sobre o gelo. Letônia enfrentou na terça-feira pela fase preliminar a Suécia.
g1.globo.com | 16-05-2012
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RIO - A discussão sobre a necessidade de fornecer informações públicas não é um desafio exclusivamente brasileiro. De acordo com um estudo feito pela Unesco, 90 países possuem leis específicas sobre o tema, e a vanguarda na área pertence à Suécia, que possui uma legislação em vigor desde 1766. Mas trata-se de uma exceção até na Europa, onde o tema é igualmente novo, embora também o Reino Unido seja considerado um exemplo de governo aberto.
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Na América Latina, a Colômbia, em 1985, foi o primeiro país a permitir formalmente que seus cidadãos solicitassem dados do governo. Depois disso há uma pausa no tema até 2002, quando surgem as leis de Panamá, Peru e México. Quando a lei de acesso brasileira entrar em vigor será a 13ª do tipo na região. Apesar da demora, o pesquisador de transparência da Universidade Nacional Autônoma do México, Ernesto Villanueva, com oito livros publicados na área, avalia bem a iniciativa brasileira. — A lei é boa comparada a experiências anteriores e o Brasil tem a oportunidade de não cometer os erros do México e de outros países e fincar bases na cultura de direito de acesso que não existe na região — afirmou Villanueva ao GLOBO. Entre as dificuldades encontradas por todos os países, nota-se que a criação da lei não garante a transparência e o acesso. Segundo o Mapa do Acesso à Informação Pública na América Latina, feito pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas em 2010, apesar de países como Peru, Equador, Panamá, Nicarágua e Honduras possuírem leis de transparência, a população ainda encontra diversas restrições ao exigir o cumprimento da mesma. Uma medida tomada por México Chile e Uruguai foi a criação de órgãos independentes para fiscalizar a aplicação da lei e ajudar a definir que informações são públicas ou não. Villanueva, no entanto, pondera que a experiência mexicana encontrou problemas políticos no órgão e ele funciona aquém do necessário. — Ainda é uma grande questão a maneira como os governos vão dar independência a esses órgãos que são muito importantes. No México, funcionários que cuidam dos interesses do governo são premiados e aqueles que cumprem a lei em temas delicados ao governo são castigados — disse Villanueva. Para o professor, na Ásia há um avanço lento no tema com a aprovação de algumas leis, mas é na África, onde parece estar o maior atraso: apenas a África do Sul já possui lei de acesso. Villanueva acredita que são necessários cerca de 20 anos para que seja possível notar a mudança da medida na sociedade e ressalta também que mais do que a existência da lei há a necessidade de mostrar a população a utilidade da medida: — As pessoas precisam sentir que esta lei é sua, que será útil na vida diária e não é uma coisa de jornalistas, pesquisadores e advogados. No México, por exemplo, apesar de a lei ter nove anos, não há a mínima cultura de como a lei pode ajudar a exercer outros direitos no cotidiano do cidadão.
oglobo.globo.com | 16-05-2012
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RIO - Na segunda-feira, a Apple mudou o nome e as especificações utilizadas para vender o novo iPad com conexão de dados em diversas lojas on-line da companhia para países das Americas e da Europa. Segundo declaração de sua assessoria de imprensa no país, a mudança chegará à loja brasileira, em breve. O objetivo é não confundir o consumidor, já que a propaganda atual exalta o "4G", ainda não lançado em diversos mercados. Ao ser perguntada se o nome mudaria no país, a assessoria brasileira da Apple deu uma resposta objetiva. “Sim, também no Brasil”. Após reclamações de órgãos de defesa do consumidor de Austrália, Reino Unido e Suécia de que o novo iPad, vendido como Wi-Fi + 4G, não se conectava à redes de quarta geração de alguns países que tinha redes de quarta geração funcionando em outras frequência ou sequer tinham redes 4G disponíveis, a empresa resolveu adotar uma nova definição do tablet. Agora, o novo iPad + 4G é anunciado como "Wi-Fi + Cellular" nos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e outros países. A descrição também mudou e diz que o tablet "se conecta à internet através de pontos de Wi-Fi e redes rápidas de dados", sem especificar quais são, na maioria dos casos. A Apple disse na segunda-feira que fez a mudança porque as empresas de telecomunicações "não se referem às suas redes de alta velocidade com a mesma terminologia". Ainda de que acordo com a empresa, a companhia preferiu o termo Wi-Fi + Celular porque "o considerou mais simples" e descreve todas as redes suportadas pelo novo iPad, sem causar enganos. Na loja virtual da companhia no Brasil - onde ainda não aconteceu o leilão do 4G - ainda consta o nome iPad + 4G para o modelo com conexão de dados. Saiba mais detalhes sobre a mudança de nome nas lojas estrangeiras.
oglobo.globo.com | 15-05-2012
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RIO - A Apple mudou as definições do seu novo iPad em alguns mercados estrangeiros nesta segunda-feira, como mostram as lojas virtuais da companhia para a Austrália e para o Reino Unido. O termo 4G foi retirado de peças publicitárias do tablet em países em que o aparelho não roda em redes de quarta geração, ainda não disponíveis na região. Veja também
Agora, por exemplo, o novo iPad + 4G é anunciado como Wi-Fi + Celular. A descrição também mudou e diz que o tablet "se conecta à internet através de pontos de Wi-Fi e redes rápidas de dados", sem especificar quais são. Na loja virtual para os Estados Unidos também consta a mudança, talvez porque a Verizon e a AT&T ainda estejam implementando suas redes 4G em algumas regiões. Entretanto, o site americano diz que o iPad "se conecta à internet através de Wi-Fi e redes rápidas de dados para celular - assim como a 4G (LTE). Na Austrália, em especial, a loja esclarece o aparelho não é compatível com o 4G (LTE) local e com as redes WiMAX. Órgãos de defesa do consumidor de diversos países fizeram reclamações na Justiça sobre a Apple, afirmando que a companhia engana os consumidores ao afirmar que o novo iPad se conecta com redes 4G. No caso específico da Austrália, por exemplo, as redes 4G da Telstra operam na frequência 1800 MHz, enquanto o iPad 4G opera nas frequências 700MHz e 2100MHz. As duas últimas ainda estão em uso por emissoras de TV analógica e por operadoras de conexão apenas 3G, mais lentas. A Comissão Australiana de Concorrência e Consumo (ACCC, em inglês) conseguiu fazer com que a Apple pague um reembolso para compradores do novo iPad no país. Mas o grupo australiano, assim como o órgão inglês que regula os padrões de publicidade no Reino Unido (Advertising Standards Authority) também queria que a Apple removesse o 4G das especificações. A Apple diz que o novo iPad é compatível com redes rápidas de transferência de dados 3G de empresas como Telstra, Optus e Vodafone "que são como redes 4G de acordo com a aceitação da indústria e do uso regulatório do 4G” na Austrália. Esse argumento, aparentemente, não colou, e os novo iPads foram renomeados como Wi-Fi + Celular. Ao "The Sydney Morning Herald", a Apple disse que fez a mudança porque as empresas de telecomunicações "não se referem às suas redes de alta velocidade com a mesma terminologia". Ainda de que acordo com o jornal, a companhia preferiu o termo Wi-Fi + Celular "porque o considerou mais simples" e descreve todas as redes suportadas pelo novo iPad. Na loja virtual da companhia no Brasil - onde ainda sequer aconteceu o leilão do 4G - ainda consta o nome iPad + 4G. Países como Espanha, Itália, Coreia do Sul e França também mostram o nome original, com o 4G.
oglobo.globo.com | 14-05-2012
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BERLIM. Como os verdes há 30 anos com seus girassóis, um novo partido quebra a monotonia na política alemã. Depois de eleitos para o Parlamento estadual de Berlim, em setembro do ano passado, o Partido Pirata, ou simplesmente “Os Piratas” (Die Piraten, como são chamados em alemão), obteve mais duas conquistas estaduais e no domingo estava a caminho de garantir também vaga no Parlamento da Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha, com cerca de 8% dos votos, segundo resultados preliminares. Em vez das flores dos verdes, eles carregam notebooks e iPads até nas sessões legislativas, como reclamou recentemente o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, com a experiência de quem convive com os “excêntricos”, como também são chamados. Mas o novo partido, inspirado na primeira associação pirata, fundada na Suécia, há seis anos, tem mais no seu programa do que a liberdade de uso da internet e o combate aos direitos autorais. — Somos um movimento semelhante ao de 1968. Naquela época, as pessoas foram às ruas protestar por liberdade. Hoje levantamos a voz contra a falta de transparência da política — afirma Matthias Schrader, de 33 anos, vice-presidente do partido. Entre os piratas está Daniel Domscheid-Berg, ex-porta-voz do Wikileaks, que deixou o grupo após desentendimentos com Julian Assange, o fundador. Também sua esposa, Anke Domscheid-Berg, uma famosa verde alemã, passou para a agremiação, que tem a transparência como a sua marca registrada. O novo partido não luta por mais justiça social porque é “o representante da nova burguesia, que exige direitos na sociedade de informação, ele é a avant garde capitalista”, comentou o jornalista Hans-Martin Lohmann, do “Frankfurter Rundschau”. Segundo Lohmann, eles não formam um partido no sentido tradicional, mas são a manifestação de uma geração que amadureceu durante a revolução digital, que mudou radicalmente a sociedade. Têm uma espécie de parentesco com o movimento ocuppy, numa reivindicação do direito de participar das decisões importantes para a sociedade. — Como em 1968, vemos como os políticos perderam o contato com os eleitores. Muitos não votam porque julgam que não podem mudar nada — diz Matthias Schrader, lembrando que o movimento pirata é internacional, embora com características específicas em cada país. Os piratas preenchem uma lacuna, ao canalizar as reivindicações de uma geração jovem, de alto nível educacional, bem informada e interessada em participar. Seus líderes são pessoas como Schrader, Domscheid-Berg ou o novo presidente nacional do partido, Bernd Schlömer, de 41 anos, um alto funcionário do Ministério da Defesa. Nem sempre o novo partido tem um conteúdo ideológico para oferecer. Muitas vezes, por falta de experiência, eles se complicam com comparações absurdas, como a feita pelo chefe da fração pirata no Parlamento de Berlim, Martin Delius. — A ascensão dos piratas é tão vertiginosa quanto a do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (os nazistas de Hilter) entre 1928 e 1933 — disse Delius, causando uma onda de protestos até dos correligionários. Delius pediu desculpas. Mas o estilo amador ou provocador faz com que os piratas estejam todos os dias nos noticiários. Com essa publicidade gratuita, não precisam sequer fazer campanha e já são o quarto maior partido da Alemanha. Segundo as pesquisas, os piratas teriam 10% dos votos nas eleições federais do próximo ano, com o quarto lugar depois dos conservadores da CDU (União Democrata Cristã), os social-democratas (SPD) e os verdes. Para o cientista político Christoph Bieber, trata-se de um fenômeno urbano, um partido que atrai eleitores jovens porque tem uma lógica inteiramente diferente dos partidos tradicionais. — Os piratas são movidos por uma lógica inteiramente diferente — diz Bieber.
oglobo.globo.com | 14-05-2012
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O Campo de São Bento, em Icaraí, foi escolhido para ser o cenário de uma das cinco etapas brasileiras do campeonato de skate amador Red Bull Manny Mania. A competição será realizada hoje, às 14h, e decide os dois representantes da final, que ocorrerá em Belo Horizonte, no dia 8 de julho. Além de Niterói, São Paulo, Porto Alegre e Brasília participam da seleção. O Brasil é um dos 12 países que disputam o campeonato. Argentina, Chile, Colômbia, Bolívia, África do Sul, México, Canadá, Suécia, Dubai, Finlândia e Estados Unidos também terão competidores na grande final mundial, que será realizada dia 18 de agosto, em Nova York, nos Estados Unidos. A competição é exclusiva para atletas amadores e nela são válidas apenas as manobras combinadas, iniciadas ou encerradas em manual, ou seja, com o atleta equilibrando-se em duas rodas ou mesmo uma. Para a etapa do Rio, foram selecionados 40 skatistas, que serão divididos em oito baterias de cinco. Na etapa de Niterói, a cidade e a vizinha São Gonçalo têm duas grandes apostas. O niteroiense Lucas Diniz, mais conhecido como Cofrinho, de 17 anos, é uma delas. Ele começou a andar de skate aos 10, usando o de um amigo. Hoje, disputa campeonatos amadores e já coleciona troféus como o da Copa Rio, disputado ano passado. — Meu objetivo maior é me divertir, mas esse é um evento importante para me ajudar a me transformar num profissional — acredita o skatista, especialista em manobras aéreas na rampa. De São Gonçalo, Tássio Alves, o Barão, de 25 anos, promete fazer uma participação bem técnica. Skatista há 14 anos, ele é conhecido por dominar o manual. — Esse é um campeonato diferente, em que os atletas se arriscam muito mais. É ótimo para Niterói e para o público, pois deve abrir muitas portas para a modalidade — conta. Além de conferir as manobras, quem for ao Campo de São Bento poderá curtir o show do músico Black Alien, depois da competição, às 18h. Ex-integrante do Planet Hemp, ele participou de apresentações dos grupos Paralamas do Sucesso, Charlie Brown Jr e Raimundo e da candora Fernanda Abreu, entre outros artistas. (Bibiana Maia)
oglobo.globo.com | 12-05-2012
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www.rtp.pt | 12-05-2012
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g1.globo.com | 11-05-2012
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www.rtp.pt | 11-05-2012
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Pedido foi feito pelas empresas Oi, TIM, Claro, Vivo e Ainmt, da Suécia.
Agência irá julgar o caso até o dia 5 de junho.
g1.globo.com | 10-05-2012
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www.rtp.pt | 10-05-2012
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Pesquisa desenvolvida por universidade da Suécia envolve teste em que voluntários traçam linhas ligando pontos.
g1.globo.com | 09-05-2012
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Pesquisa desenvolvida por universidade da Suécia envolve teste em que voluntários traçam linhas ligando pontos.
www.bbc.co.uk | 09-05-2012
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BOINGBOING Igreja da Pirataria faz o primeiro 'casamento' A Igreja da Pirataria, movimento surgido na Suécia para protestar contra as leis de direitos
blogs.estadao.com.br | 09-05-2012
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Qual o melhor país no mundo para ser mãe? A Noruega, segundo uma pesquisa publicada nesta terça-feira pela ONG americana Save the Children. Islândia e Suécia ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. O último lugar foi ocupado pelo Níger, que desbancou o Afeganistão — último colocado nos últimos dois anos —, em grande parte por causa da fome. O relatório comparou índices como saúde materna, educação, situação econômica e de saúde, especialmente nutrição, em 165 países. Baseando-se em dados de agências governamentais, instituições de pesquisa e agências internacionais, os resultados mostram que os melhores países na lista são maioritariamente europeus, enquanto os piores tendem a estar na África subsaariana. O relatório se concentra principalmente no bem-estar materno. “As mães com acesso à educação, boas oportunidades econômicas e com melhores cuidados de saúde têm maiores chances de sobreviver e prosperar”, relatou. O estudo é separado por três grupos principais: o dos países desenvolvidos, o dos menos desenvolvidos e o dos pobres. O Brasil aparece na 12ª posição no grupo dos países menos desenvolvidos, atrás de nações como Cuba, Argentina, Uruguai e Colômbia, e à frente de China e Índia. Entre os países desenvolvidos, os EUA aparecem em 25º lugar. “Mesmo tendo subido no ranking, do 31º lugar do ano passado para o 25º, os EUA seguem abaixo das nações mais ricas. Uma mulher nos Estados Unidos tem sete vezes mais chances de morrer de causas relacionadas à gravidez do que uma mulher na Itália ou na Irlanda”, afirmou Carolyn Miles, presidente e CEO da ONG, num comentário que acompanha o relatório.
oglobo.globo.com | 08-05-2012
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Artistas receberão cerca de R$ 280 mil cada das mãos do rei da Suécia. Premiação foi criada por Stig Anderson, do Abba, em 1989.
g1.globo.com | 08-05-2012
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A redução da participação da coalização governista no Parlamento grego após as eleições de ontem pode trazer de volta ao radar de investidores a saída da Grécia do euro. Segundo economistas e analistas de mercado, os impactos nas bolsas de valores de uma ruptura grega podem não ser tão grandes, mas, para a economia da Grécia, no entanto, a situação seguirá difícil. Na avaliação de Felipe Casotti, gestor de renda variável da Máxima Asset Management, um recrudescimento dos problemas com a dívida da Grécia não está totalmente considerado por investidores e há o risco de o país sair do euro. Para a economista Monica de Bolle, porém, a reestruturação da dívida grega, completada em março, reduziu muito o risco de contágio: — A quebra de um banco na Grécia não seria mais um problema para outros países após a reestruturação — diz Monica, para quem a decisão de sair ou não do euro ficou na mão do povo grego. Também para o professor José Luis Oreiro, do Departamento de Economia da UnB, os mercados já consideram a possibilidade de saída da Grécia do euro. Segundo o economista, uma solução para a crise grega é impossível com a moeda única europeia. — A situação é muito similar a da Argentina em 2001 e a Grécia precisa desvalorizar o câmbio — afirma Oreiro. No entanto, uma eventual ruptura com a zona do euro não seria trivial, lembra Monica de Bolle. A redenominação de contratos, por exemplo, seria um grande problema: dívidas antigas continuariam em euros e, com uma desvalorização cambial, poderiam tornar-se impagáveis. Principais credores, outros países apoiariam gregos Além disso, há componentes políticos na decisão. Monica lembra das rivalidades entre Grécia e a vizinha Turquia, que não adotou o euro, embora almejasse isso — pelo menos antes da crise internacional. Uma saída da Grécia significaria uma espécie de reconhecimento de que o país não tem condições de estar integrado à Europa, assim como os rivais turcos. Independentemente dos riscos, para Monica, a “Europa está disposta a sustentar a Grécia”. Segundo a economista, após a reestruturação de março, 75% da dívida grega estão nas mãos do FMI e de governos europeus. Ou seja, um eventual calote seria arcado com recursos de contribuintes de outros países. Oreiro, da UnB, vê no estímulo ao crescimento a única saída para a crise na Europa. Um programa coordenado de estímulo teria que ser financiado pelos países mais ricos, como Alemanha, Holanda e Suécia, enquanto os países mais problemáticos cortariam gastos para reduzir as dívidas.
oglobo.globo.com | 07-05-2012
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E se em vez de projetar um bairro sustentável, as cidades investissem em revitalizações dentro do seu perímetro urbano? Na segunda reportagem da série, “Se o meu bairro fosse verde”, o Morar Bem mostra as adaptações em quatro bairros pelo mundo. Em Mission Bay, São Francisco, Califórnia, a vida dos moradores mudou muito desde que a área começou a ser remodelada para se tornar sustentável. Carros já quase não fazem parte de seu universo. Assim como em Vauban, Freiburg, na Alemanha, onde parte da arquitetura de uma antiga base militar foi aproveitada para a construção de um novo modelo de moradia, com a coexistência de locais de trabalho e casas para classes sociais variadas. Em comum, os dois projetos tiveram uma ampla participação de moradores em sua elaboração. Exatamente como deve ser, dizem especialistas. No Brasil, ainda não temos projetos como esses. Bairros adaptados, boa solução sustentável Nada de se deslocar por quase 20 quilômetros, como acontece em bairros construídos do zero por falta de áreas livres no miolo das cidades. Nos projetos de remodelação, áreas subutilizadas no centro urbano ganham atributos sustentáveis: afinal, contribuem para reduzir a emissão do dióxido de carbono dos automóveis. A participação da comunidade no desenvolvimento da nova planta e a adaptação da arquitetura antiga são outras características de bairros em reconstrução. Mas, nessa empreitada para reduzir o impacto ambiental, nem tudo são flores, aponta a arquiteta Viviane Cunha: — Adaptar um bairro existente pode ser mais difícil do que construí-lo do zero. Há coisas mais complicadas para se fazer e leva mais tempo. Se for para derrubar tudo, por exemplo, acaba a sustentabilidade. Gerente do projeto Mission Bay, da Prefeitura de São Francisco, Kelley Kahn discorda: — Construir novos bairros é uma das soluções. Mas para que toda São Francisco se torne sustentável é preciso também pensar em remodelações. MISSION BAY: Ir a pé para o trabalho, a escola, as compras. Aproveitar parques públicos para descansar e curtir a natureza. Fazer os trajetos a pé ou de bicicleta. É assim a vida em Mission Bay, São Francisco, Califórnia, desde a remodelação do bairro iniciada em 1998. Os carros já quase não fazem parte de seu universo. E todos os prédios construídos desde então seguem os preceitos exigidos pelo Green Building Council (GBC), que certifica edificações sustentáveis. Apontado pelo governo da Califórnia como modelo de desenvolvimento sustentável, Mission Bay chegou lá graças a ampla participação da comunidade em todas as decisões: o que ainda hoje acontece em reuniões mensais, diz Kelley: — Foram anos de discussões com a comunidade antes mesmo de iniciarmos o projeto. O resultado foi o surgimento de um novo bairro que ganhou um grande circuito de ciclovias, além de uma linha de metrô integrando Mission Bay ao resto de São Francisco, e outra de trem interligando o bairro ao Vale do Silício. Três mil das seis mil unidades residenciais já estão prontas: 900 das quais, reservadas à habitação social. Com apenas 45% do projeto concluído (há 15 anos de renovações pela frente), o local também já conta com parques e áreas de lazer e esporte públicas e uma nova biblioteca, além de um campus da Universidade da Califórnia, que já tem sete de seus prédios prontos, inclusive um dedicado a pesquisas científicas. E estão previstos ainda, conclui Kelly, complexo hospitalar, hotel e escola pública: — Terminado, Mission Bay será uma movimentada extensão de São Francisco. VAUBAN: Na Alemanha, terra da Mercedes-Benz, a vida num lugar quase sem carros pode parecer inusitada. Mas é exatamente o que acontece em Vauban, a três quilômetros do centro histórico de Freiburg. Erguido, entre 1994 e 2004, em uma antiga base militar francesa, a partir de uma comissão formada por moradores das regiões vizinhas, o bairro proíbe a circulação de automóveis Na maior parte das ruas. O objetivo? Reduzir emissão de dióxido de carbono. — A qualidade de vida é grande: ninguém sofre o impacto do tráfego — diz a moradora Heidrun Walter. Mas nem todo mundo consegue se adaptar a esta rotina, que veta garagens em partes residenciais e parqueamento nas calçadas. Quem quiser esse bel-prazer, deve guardar o carro num dos dois estacionamentos na entrada do bairro. — Quem quer ter seu carro em frente de casa não se adapta a Vauban e acaba deixando o bairro — continua Heidrun. Debruçado sobre conceitos que reduzem o impacto ambiental, Vauban teve parte da arquitetura da antiga base reaproveitada como residência para estudantes e restaurantes. Nos terrenos baldios, foram erguidas casas com coletores solares e revestimentos para melhorar o conforto termoacústico. Ainda assim, um dos envolvidos na remodelação, o engenheiro Andreas Delleske, prefere não apontar Vauban como exemplo sustentável: — Prefiro dizer que conseguimos produzir mais energia do que consumimos. Vauban é um bairro normal, talvez esteja um pouco melhor informado. Já para a professora de engenharia da UFRJ, Ângela Maria Gabriella Rossi, Vauban é um bom exemplo de sustentabilidade urbana. — Além de participação da comunidade e apoio do governo desde sua elaboração, o bairro tem mistura de classes e diversificação arquitetônica. VÄSTRA HAMNEN: Malha urbana com ampla rede cicloviária, transporte a gás natural, ruas só para pedestres, sistema de armazenamento de água quente do mar durante o verão para aquecer habitações no inverno, conversão de resíduos urbanos em biogás, além de prédios planejados de acordo com a melhor orientação do sol e dos ventos. Assim é Västra Hamnen, que já conta com 4,5 mil habitantes. Quem passa pela região, situada a poucos quilômetros do Centro histórico de Malmö, na Suécia, dificilmente percebe que ali funcionava um grande estaleiro. Tudo começou em 2001, com a exposição Bo01 — Cidades do Futuro, que apresentava uma intervenção permanente segundo os princípios sustentáveis propostos pela Prefeitura de Malmö. O evento pôs abaixo parte das edificações existentes e construiu prédios com 500 apartamentos, com coletores solares e uma bomba de aquecimento, que, com ajuda da energia gerada pelo parque eólico Lilligrund capta água e aquece as residências. — O bairro usa 100% de energia renovável produzida no local a partir de uma variedade de fontes: solar, eólica, marítima e de um aquífero (reservatório da água natural) — explica Lotta Hansson, assistente do projeto, que, feito com a participação da comunidade, deve ser concluído em 2027. GRAND LARGE: Bairro industrial, onde até 1987 funcionavam os estaleiros de Dunquerque, na França, Grand Large viu o movimento de trabalhadores desaparecer depois que o então presidente Jacques Chirac decidiu encerrar as atividades do local. Hoje, novo burburinho movimenta suas ruas: crianças brincando pelos parques e praças e moradores passeando de bicicleta ou a pé. Tanta diferença é resultado de um planejamento feito pela prefeitura. A ideia é tornar sustentável toda Dunquerque — cidade reconstruída na década de 1950, depois de ter sido ocupada por nazistas entre 1940 e 1945, e que se tornou exemplo típico dos grandes centros urbanos da época, com avenidas largas e tráfego intenso. Para mudar o cenário, foi criado um plano urbanístico que visa ao crescimento para a periferia. Nesse contexto, nasceu Grand Large. De frente para o mar, estão as casas que se tornaram cartão postal da cidade. No estilo flamenco, ganharam muitas janelas e chaminé, para garantir maior ventilação natural. Todos os imóveis construídos a partir de 2005 — quando a reconstrução começou —, aliás, têm por característica a eficiência energética e o reduzido consumo de água. Outro ponto forte: o mix de classes sociais, etárias e tipologias dos imóveis. Há de pequenos estúdios para jovens a apartamentos para famílias. Além disso, 40% dos imóveis são destinados à habitação social. Quando estiver concluído, em dez anos, o bairro deverá ter de 800 a mil unidades residenciais. Hoje, são 250. Segundo alguns moradores, contudo, há problemas relacionados ao trânsito. Apesar de ter sido pensado para privilegiar pedestres e ciclistas, os prédios já construídos têm garagens pequenas para bicicletas e duas vagas de carro por apartamento. Além disso, o plano da prefeitura para tirar o trânsito do Centro de Dunquerque inclui a construção de uma via circular que contornará toda a cidade, passando por Grand Large. A quantidade de veículos nas ruas, como se vê, é um dos principais desafios das cidades no caminho da sustentabilidade. Semana que vem, veremos como isso pode dificultar a transformação de um bairro bem carioca num modelo sustentável.
oglobo.globo.com | 06-05-2012
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ESTOCOLMO - Com o complicado cenário político e econômico mundial, as negociações na Rio+20 serão difíceis. A ideia é reforçar entre os países, na conferência das Nações Unidas em junho, metas de desempenho com responsabilidade. Na avaliação de Maurice Strong, um dos artífices das discussões internacionais sobre desenvolvimento sustentável, um tema prioritário é a criação de um sistema de acompanhamento dos acordos e medidas adotados pelos países. — É importante reconhecer que há limites em relação a acordos que podem realmente sair — disse Strong ao GLOBO, nos corredores do Parlamento da Suécia, no encerramento da conferência Estocolmo+40. O canadense coordenou o primeiro evento das Nações Unidas a debater o conceito de desenvolvimento sustentável, em Estocolmo, em 1972. Também foi o secretário-geral da Rio 92. Antes de ocupar posições-chaves na ONU, trabalhou na indústria do petróleo e foi o criador da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional. Aos 83 anos, Strong mora na China, onde é professor honorário da Universidade de Pequim e consultor. Ele se prepara para vir à Rio+20. Quais são suas expectativas para a Rio+20? MAURICE STRONG: Temos que reconhecer que a situação política e econômica não é nem de perto positiva, hoje, como era em 1992. Então, teremos que quebrar essa barreira. Acredito que é importante reconhecer que há limites em relação a acordos que podem realmente sair após o curto período no Rio. Então, por isso, deveríamos lançar iniciativas que possam ser continuadas depois. A Rio+20 deve ser o início de um novo processo contínuo e não um evento definitivo. Quais os temas prioritários para a conferência? STRONG: Há uma série de temas prioritários. Um deles é todo o sistema para medir responsabilidade, já que os governos fizeram grandes promessas no passado, em Estocolmo (em 1972), em Joanesburgo (em 2002) e na cúpula de 1992 (no Rio). Foram promessas maravilhosas. Se os países tivessem feito todas as coisas que prometeram, não teríamos um problema tão grande hoje. Responsabilidade significa que deve haver um processo no qual os compromissos reais dos governos são medidos em relação ao que estão realmente fazendo, incluindo uma forma de se reportar isso. Os governos devem ser auditados em sua performance com padrões internacionais Qual a importância de monitorar o que os governos estão fazendo? STRONG: A performance dos governos em relação ao que acordaram no passado servirá para dar alguma base para o povo perceber o quanto os governos estão falhando ou o quanto eles estão fazendo seu trabalho para valer. Um sistema para medir as responsabilidades seria muito importante. Também seria importante fortalecer o sistema legal. Um sistema no qual governos atingidos pelas ações de outros governos possam procurar seus direitos além de suas fronteiras. Esse princípio foi estabelecido aqui em Estocolmo em 1972 (na Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano). E poderia ser ativado na Rio+20. Isso daria a oportunidade de as pessoas buscarem compensações contra danos. Um sistema semelhante à Organização Mundial do Comércio? STRONG: Semelhante não, mas algo na mesma linha. No entanto, não será fácil conseguir acordos nesses temas. Que acordos têm mais chance de serem amarrados? STRONG: O sistema para medir responsabilidades é muito factível e necessário. Outra coisa que precisamos é um sistema de financiamento, porque o dinheiro não está nas mãos dos governos, mas com as pessoas. Já fiz propostas para a criação de “bônus da Terra”, títulos que seriam vendidos para as pessoas comuns, pagando juros, para financiar o desenvolvimento sustentável de forma lucrativa. Não está fácil conseguir dinheiro com os países. E os países em desenvolvimento estão insistindo, com bastante razão, que precisam de financiamento e ajuda técnica com transferência de tecnologia para poderem contribuir com soluções para os problemas ambientais. O senhor já disse que ideias não são o problema, a questão é passar à ação. Comparada às conferências anteriores, a Rio+20 tem mais chances de passar à ação? STRONG: Provavelmente menos (chances) do que seria razoável. E o motivo é que as pessoas estão preocupadas com problemas políticos e econômicos. Enquanto isso, os cientistas nos informam que a situação está ainda mais difícil do que era, deixando a questão mais urgente. E as possibilidades de ação real estão ainda mais remotas do que eram. Infelizmente. Talvez consigamos dar a volta por cima. Quem pode dar a volta por cima é o povo. Deveria haver um movimento de massa popular. As mídias sociais e a internet nos dão essa possibilidade, mas acredito que não teremos esse movimento até haver o que chamo de revolução, uma revolução da sociedade civil. O que mudou de 1972 até hoje em termos de desenvolvimento sustentável no mundo? STRONG: Há muito mais entendimento e consciência, tanto sobre os problemas quanto sobre o que temos que fazer em relação a eles. Ainda assim, não há vontade suficiente para agir. Como disse, a questão não são as ideias, mas a vontade de agir. Há um déficit de vontade. E qual será o papel do Brasil na Rio+20? STRONG: Bom, o Brasil é o país anfitrião, com um governo recentemente empossado. Tem um papel importante porque o governo não quer uma conferência mal sucedida. E agora o Brasil é um país influente, ainda mais do que era em 1992. Dessa forma, o Brasil poderia dar o exemplo e fazer algumas coisas no próprio país, mostrando que tem um compromisso real.
oglobo.globo.com | 05-05-2012
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MADRI e PARIS. Os jovens estão sendo desproporcionalmente atingidos pela crise da Europa. E a situação é dramática, em particular na Espanha, onde a taxa de desemprego das pessoas com menos de 25 anos de idade atingiu 51,1% em março — quatro vezes a média mundial e duas vezes a europeia. Ou seja, um em cada dois jovens espanhóis está desempregado. No mesmo buraco estão jovens gregos (51,2%). A Organização Internacional do Trabalho (OIT) soa o alarme: a situação se agravará à medida que muitos países na zona do euro privilegiam austeridade fiscal, no lugar de crescimento e emprego. — O foco estreito de muitos países da zona do euro em políticas de austeridade fiscal está agravando a crise do emprego e pode até levar a uma outra recessão na Europa — alertou Raymond Torres, diretor do Instituto para Estudos Internacionais do Trabalho da OIT. O desemprego dos jovens é apontado como um dos grandes ampliadores da exclusão social e da pobreza. E austeridade em demasia, para Houtan Homayounpour, do departamento de Emprego Jovem da OIT, vai condenar milhares a ficar fora do mercado, comprometendo chances de carreira por toda uma vida: — Os jovens são os últimos a conseguir entrar (no mercado) e os primeiros a sair quando o cinto aperta. Muita austeridade vai ter um enorme impacto para eles. É preciso que políticas de governo prestem atenção aos efeitos de longo prazo. Pesquisas mostram que, se jovens ficam desempregados muito tempo, têm suas chances de carreira afetadas por toda sua vida, com salários mais baixos que os que conseguiram emprego antes. Mas a crise explica tudo? Especialistas dizem que não: ela agravou uma situação que já era ruim antes. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — que reúne 30 países, na sua maioria ricos — diz que, nos tempos de vacas gordas, muitos países não resolveram problemas de desigualdade e distorções no mercado. Por exemplo: escolas e faculdades formaram muita gente em setores que não têm emprego. Na Espanha, em pleno crescimento de 2000, a taxa de desemprego entre os jovens era muito alta — 25% — porque muitos deles não estavam preparados para o mercado de trabalho, diz Anne Sonnet, especialista da OCDE. — Podemos nos chocar com uma taxa de desemprego de jovens de 23% na Europa. Por que é mais elevado do que no Brasil ou em outros países? Na Espanha, mesmo antes da crise, em 2000, em pleno crescimento, 69% do emprego temporário eram feitos por jovens. Há muita precariedade no trabalho. Países como Canadá atraem jovens espanhóis Para Sonnet, os jovens europeus precisam de educação adaptada ao mercado. Na Espanha, os mais atingidos pelo desemprego são os altamente qualificados, que não sabem o que fazer com o diploma da faculdade: a maior parte do emprego criado no país foi na construção. Jovens espanhóis partem para Austrália, Canadá e Alemanha. — O mesmo acontece na Grécia. Há uma enorme quantidade de jovens com bagagem universitária desempregados. Porque os empregos que foram criados na Grécia são pouco qualificados — diz. Segundo a última estatística da OCDE, os alemães são os únicos europeus que conseguiram diminuir a taxa de desemprego entre jovens, de 11,4% em 2007 para 7,9% em março deste ano — bem abaixo dos quase 23% da atual média da União Europeia. Até nos países escandinavos o desemprego de jovens saltou: na Suécia, subiu de 19,3% para 22,8% no mesmo período. Onde os alemães acertaram? — A Alemanha tem um processo da escola para o mercado muito bom. Os jovens fazem formações nas empresas, que lhes permitem progredir e serem contratados com alguma experiência — diz Sonnet. Houtan concorda que o problema vem de antes da crise, e não apenas na Europa: — Desemprego ou dificuldade de jovens de encontrar emprego piorou com a crise, mas não é nada novo. Há problemas estruturais. O crescimento econômico global não criou empregos. Hoje mais de 75 milhões de jovens no mundo estão desempregados. Ele alerta para os riscos de revolta social na Europa. A OIT vai reunir no fim deste mês, na sua sede em Genebra, mais de cem jovens de vários países para discutir as dificuldades que estão encontrando e possíveis soluções. A organização está recomendando que todos os países — até mesmo o Brasil, que não tem problema extremo de desemprego — adotem programas nacionais de ação, especialmente para emprego de jovens. Há ainda um grupo de jovens entre 15 e 24 anos que não está nem empregado nem estudando — o que a OCDE chama de geração NEET (“Not in education, employment or training”). Nestes casos, o risco é ainda maior de ficar excluído do mercado de trabalho. E a proporção deste grupo nos 30 países da OCDE aumentou de 10,7% no primeiro trimestre de 2008 para 12,2% no mesmo período de 2012 — 22,3 milhões de jovens. OCDE: escola compulsória para todos Para combater o desemprego entre os jovens, a OCDE sugere várias políticas. Uma é preventiva: escola compulsória para todo mundo. Outra é que as escolas passem a formar jovens para empregos que existem. Para evitar o caso atual — muito jovem qualificado em emprego que não exige tanta formação —, a organização recomenda mais cursos vocacionais. A OCDE sugere a quebra de barreiras ao trabalho dos jovens. Uma delas: salário mínimo muito alto, que funciona como um tiro pela culatra, pois desincentiva o empregador a contratar um jovem inexperiente e sem grandes formações. ESTA REPORTAGEM FOI PUBLICADA NO VESPERTINO PARA TABLET “O GLOBO A MAIS”
oglobo.globo.com | 05-05-2012
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Na Suécia, alce entalou em árvore ao ficar bêbado. Nos EUA, resgate precisou ajudar cavalo que caiu em piscina.
g1.globo.com | 05-05-2012
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O Tribunal Superior (High Court) britânico ordenou nesta segunda-feira (30) que os provedores de Internet bloqueiem o acesso ao site de torrents The Pirate Bay, que disponibiliza discos e filmes para download gratuito.O tribunal britânico alegou que a Suécia, país onde foi criado o site, em abril de 2009, julgou e condenou os fundadores do [...]
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correiodobrasil.com.br | 01-05-2012
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RIO - A Justiça britânica está ordenando que provedores de internet do Reino Unido bloqueiem o acesso ao "The Pirate Bay". O Tribunal Superior do país disse nesta segunda-feira que cinco provedores de internet líderes no setor foram solicitados para bloquear o site de dowbloads no Reino Unido após processos que envolvem a violação de leis de direitos autorais. Veja também
Segundo o "The Guardian", o bloqueio será iniciado nas próximas semanas e significa que milhões de britânicos não poderão acessar um dos maiores sites de compartilhamento global onde músicas, filmes e outros arquivos são trocados por usuários on-line. A ordem judicial provocou críticas de grupos ativistas, que dizem que a decisão é uma forma de "censura". Jim Killock, diretor-executivo do Open Rights Group, disse que "o bloqueio do The Pirate Bay é inútil e também perigoso" e vai dar fôlego a outras tentativas similares de bloquear e censurar a internet em todo o mundo. A ordem para bloquear o "The Pirate Bay" foi solicitada pelos grupos detentores de direitos autorais representados pela Socieade da Indústria Fonográfica Britânica. Segundo as autoridades, os tribunais estão emitindo ordens de bloqueio a sites ilícitos - que permitem baixar arquivos protegidos por direitos autoriais - sob a acusação de que são responsáveis pela perda de bilhões em receita de estúdios de cinema e gravadoras. De acordo com o processo, o The Pirate Bay gerou mais de US$ 3 milhões com publicidade até o mês de outubro e permitiu a cópia de mais de arquivos de músicas e filmes para mais de 30 milhões de usuários. Robert Ashcroft, executivo-chefe do grupo PRS for Music, disse que está de acordo com a decisão do tribunal superior. - Estamos muito satisfeitos com o tribunal superior que enviou um sinal claro de que sites como Pirate Bay serão bloqueados - disse. O juiz disse aos provedores Sky, Virgin Media, TalkTalk, O2 e BT que iniciem o bloqueio de acesso ao "The Pirate Bay" no país. O site tem 3,7 milhões de usuários no Reino Unido, segundo dados da comScore. Anúncio de segunda-feira segue uma decisão de fevereiro dada pelo mesmo juiz que declarou culpados ambos os operadores e utilizadores do The Pirate Bay de infringir os direitos autorais de gravadoras e estúdios.
oglobo.globo.com | 30-04-2012
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RIO — As acusações de maus tratos na prisão à ex-premier ucraniana Yulia Tymoshenko estão levando diversos líderes europeus a anunciar um boicote à cerimônia da Eurocopa, o campeonato regional de futebol que será sediado na Ucrânia e na Polônia em junho e julho. Tymoshenko está presa devido a acusações de abuso de poder no fechamento de um contrato estatal quando comandava o país e, na semana passada, anunciou uma greve de fome e divulgou fotos de hematomas que seriam decorrentes de agressões sofridas por guardas.
Veja também A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, já anunciou que não irá ao evento caso Tymoshenko não tenha sido libertada até então. Merkel também orientou os ministros de seu gabinete a fazer o mesmo, poupando apenas Hans Peter Friedrich, ministro do Interior que é responsável pela política esportiva alemã. Apesar disso, o próprio Friedrich já declarou que só vai assistir à Seleção Alemã na Cracóvia caso possa visitar a ex-líder ucraniana antes. O presidente alemão, Joachim Gauck, e o presidente da República Tcheca, Vaclav Klaus, também já anunciaram que não irão à cúpula de chefes de Estado centro-europeus, convocada para maio pelo presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, em protesto contra o tratamento dado à Tymoshenko. Os presidentes Heinz Fischer, da Áustria, e Danilo Türk, da Eslovênia, também não irão ao país pelo mesmo motivo. Dimitri Medvedev, presidente da Rússia, afirmou que os maus-tratos à ex-premier são “totalmente inaceitáveis”. A pressão alemã sobre o caso acompanha a atenção dada pelo país à ucraniana. O governo e equipes médicas já a visitaram na prisão e ofereceram várias vezes tratamento médico no país a Tymoshenko, que sofre de dores na coluna. O Partido Social Democrata Alemão, da oposição, também convocou os líderes europeus a boicotarem a Eurocopa e ainda questionou o acordo de associação da Ucrânia com a União Europeia. — Enquanto as pessoas forem presas e maltratadas por motivos políticos na Ucrânia, não pode haver normalidade nas relações com esse país. Sob essas circunstâncias não se pode ratificar o acordo de associação entre Ucrânia e a União Europeia — afirmou o presidente do partido, Sigmar Gabriel, em entrevista à edição dominical do jornal “Bild”. Para governo ucraniano, Alemanha está revivendo métodos da Guerra Fria Mostrando que a Itália está alinhada com a Alemanha, o ministro das Relações Regionais, Turismo e Esporte do país, Piero Gnudi, declarou que o esporte não pode se afastar quando “são violados direitos individuais e princípios democráticos”. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, também descartou assistir à Eurocopa na Ucrânia por causa da “grande preocupação” do bloco em relação à opositora ucraniana. A comissária europeia de Justiça, Viviane Reding, também não vai à abertura do campeonato, em 8 de junho. — Não se pode fechar os olhos para os direitos humanos, mesmo durante uma grande celebração esportiva — afirmou Viviane ao anunciar seu boicote. Na Suécia, o Ministério de Relações Exteriores convocou o embaixador ucraniano para pedir explicações sobre as fotos de Tymoshenko com ferimentos na prisão. Já o Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia disse esperar que os anúncios de boicote alemães sejam apenas “boatos da imprensa”. — Não iríamos gostar de pensar que os líderes políticos da Alemanha são capazes de reviver os métodos da Guerra Fria e fazer do esporte um refém da política — afirmou o porta-voz do Ministério, Oleg Voloshin.
oglobo.globo.com | 30-04-2012
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RIO — As acusações de maus-tratos na prisão à ex-premier ucraniana Yulia Tymoshenko estão levando diversos líderes europeus a anunciar que não estarão presentes na Eurocopa, o campeonato regional de futebol que será sediado na Ucrânia e na Polônia em junho e julho. Tymoshenko está presa devido a acusações de abuso de poder no fechamento de um contrato estatal quando comandava o país e, na semana passada, anunciou uma greve de fome e divulgou fotos de hematomas que seriam decorrentes de agressões sofridas por guardas. Veja também A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, já anunciou que não irá ao evento caso as condições dos direitos humanos de Tymoshenko não tenham melhorado até então. Merkel também orientou os ministros de seu gabinete a fazer o mesmo, poupando apenas Hans Peter Friedrich, ministro do Interior que é responsável pela política esportiva alemã. Apesar disso, o próprio Friedrich já declarou que só vai assistir à Seleção Alemã na Cracóvia caso possa visitar a ex-líder ucraniana antes. O presidente alemão, Joachim Gauck, e o presidente da República Tcheca, Vaclav Klaus, também já anunciaram que não irão à cúpula de chefes de Estado centro-europeus, convocada para maio pelo presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, em protesto contra o tratamento dado à Tymoshenko. Os presidentes Heinz Fischer, da Áustria, e Danilo Türk, da Eslovênia, também não irão ao país pelo mesmo motivo. Dimitri Medvedev, presidente da Rússia, afirmou que os maus-tratos à ex-premier são “totalmente inaceitáveis”. A pressão alemã sobre o caso acompanha a atenção dada pelo país à ucraniana. O governo e equipes médicas já a visitaram na prisão e ofereceram várias vezes tratamento médico no país a Tymoshenko, que sofre de dores na coluna. O Partido Social Democrata Alemão, da oposição, também convocou os líderes europeus a boicotarem a Eurocopa e ainda questionou o acordo de associação da Ucrânia com a União Europeia. — Enquanto as pessoas forem presas e maltratadas por motivos políticos na Ucrânia, não pode haver normalidade nas relações com esse país. Sob essas circunstâncias não se pode ratificar o acordo de associação entre Ucrânia e a União Europeia — afirmou o presidente do partido, Sigmar Gabriel, em entrevista à edição dominical do jornal “Bild”. Para Ucrânia, Alemanha está revivendo métodos da Guerra Fria Mostrando que a Itália está alinhada com a Alemanha, o ministro das Relações Regionais, Turismo e Esporte do país, Piero Gnudi, declarou que o esporte não pode se afastar quando “são violados direitos individuais e princípios democráticos”. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, também descartou assistir à Eurocopa na Ucrânia por causa da “grande preocupação” do bloco em relação à opositora ucraniana. A comissária europeia de Justiça, Viviane Reding, também não vai à abertura do campeonato, em 8 de junho. — Não se pode fechar os olhos para os direitos humanos, mesmo durante uma grande celebração esportiva — afirmou Viviane ao anunciar seu boicote. Na Suécia, o Ministério de Relações Exteriores convocou o embaixador ucraniano para pedir explicações sobre as fotos de Tymoshenko com ferimentos na prisão. Já o Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia disse esperar que os anúncios de boicote alemães sejam apenas “boatos da imprensa”. — Não iríamos gostar de pensar que os líderes políticos da Alemanha são capazes de reviver os métodos da Guerra Fria e fazer do esporte um refém da política — afirmou o porta-voz do Ministério, Oleg Voloshin.
oglobo.globo.com | 30-04-2012
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O debate sobre o futuro do planeta tem muito de assustador. As análises científicas sobre mudanças climáticas e degradação ambiental deixam vislumbrar o Apocalipse logo ali, na próxima esquina. Enquanto isso, o grau de sucesso das inúmeras reuniões e conferências sobre o assunto leva a crer que os líderes mundiais, com raras exceções, lutam com unhas e dentes para que nada mude, como numa roleta russa mundial.À medida em que se aceleram os preparativos para a Rio+20, em junho, essas sensações parecem mais evidentes. Mas aumenta também o senso de urgência para que se inicie, finalmente, uma ação coordenada e responsável que rompa impasses, quebre paradigmas, nocauteie o desânimo e permita a todos os envolvidos na batalha pela defesa do planeta, ao menos, um suspiro de alívio. Como lembrou o ministro Gilberto Carvalho, o mundo acabaria se todos passassem a consumir nos mesmos padrões dos muito ricos. Ele evitou usar países ricos — um avanço. Hoje vastas camadas da população, sobretudo nos emergentes, também consomem como ricos que são. É positivo deixar-se de lado o jogo de empurra entre países ricos e em desenvolvimento, embora na prática este continue sendo um dos grandes entraves ao consenso sobre o que deve ser feito. Numa reunião preparatória para a Rio+20, o senador Cristovam Buarque diagnosticou: “Cada chefe de Estado quer dar uma solução ao seu problema e não ao do planeta”. Isto precisa mudar, sob pena de responsabilidade diante das próximas gerações. Tem razão o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, para quem o recurso mais escasso para a implementação do desenvolvimento sustentável “não é dinheiro, mas coordenação.” A opinião foi reforçada pela ministra da Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da Suécia, Gunilla Carlsson: “Há um senso de urgência de que precisamos nos comportar de forma mais responsável, para ter mais sustentabilidade tanto econômica quanto social. Os últimos anos de crises, pobreza persistente, mudanças climáticas e instabilidade financeira mostram que é preciso que os líderes se juntem e concordem que temos que resolver as coisas em conjunto.” A forte crise econômica que o mundo atravessa não é desculpa para a inação. Até porque deve servir de motor de arranque para o início das transformações necessárias ao desenvolvimento sustentável, isto é, aquele que melhore a vida das populações mas também preserve os recursos naturais. O mundo está diante talvez de sua maior oportunidade de usar o espetacular avanço tecnológico das últimas décadas para resolver impasses aparentemente insolúveis. No caso brasileiro, alguns estranham que o país fale em desenvolvimento sustentável enquanto investe pesadamente na produção de petróleo. Esse é o papel da tecnologia: viabilizar, por exemplo, a exploração do pré-sal com um mínimo de dano ambiental. Mas pouco será conseguido se não houver, junto com conferências e compromissos globais, uma mudança comportamental de todos. Conforme disse ao GLOBO o fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, “precisamos de amor ao próximo, de uma verdadeira revolução espiritual, que nada tem a ver com religião e, sim, com a ética. As pessoas precisam mudar a forma como pensam e vivem”.
oglobo.globo.com | 29-04-2012
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Em 2011, modelo tentou beijar cobra e levou mordida no seio. Na Suécia, apresentador foi forçado a tirar bigode após reclamações.
g1.globo.com | 28-04-2012
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RIO - A polícia de Londres já foi o orgulho olímpico da nação inglesa. Há 104 anos, nove membros da equipe local derrotaram a equipe de polícia de Liverpool e conquistaram a medalha de ouro olímpica no...cabo de guerra. Hoje uma brincadeira de criança, o cabo de guerra já foi sim um esporte olímpico e responsável por três medalhas da delegação britânica que terminaria aqueles Jogos com a primeira colocação no quadro geral de medalhas. Além da vitória do time de Londres sobre o de Liverpool, a divisão K da polícia metropolitana da capital inglesa ficou com a medalha de bronze após derrotar, por W.O., a Suécia, que simplesmente não apareceu no Estádio Olímpico de White City para competir. Aquela não seria a única polêmica da competição. Nas quartas de final, os Estados Unidos acusaram a polícia de Liverpool de competir com suas botas de serviço, o que, segundo os americanos, não era permitido. A reclamação não foi aceita e os americanos abandonaram a competição. Quando Londres abrir os Jogos pela terceira vez em sua história no dia 27 de julho será uma Olimpíada diferente que o inglês verá em comparação com as outras edições que sediou em 1908 e 1948. A começar pelo ocupante do Castelo de Buckingham. No poder desde fevereiro de 1952, a rainha Elizabeth, de 85 anos, verá pela primeira vez os Jogos no seu quintal como dona da coroa. Na última vez que a festa olímpica passou pela capital inglesa, ela ainda era uma jovem de 22 anos e quem estava no comando era o seu pai, o rei George VI. Antes, quem estava no trono e recebeu a quarta edição dos Jogos da era moderna foi o rei Edward VII, mas quem mudou a história de uma competição mesmo foi a princesa Mary. Para que o rei pudesse acompanhar a chegada da maratona em frente ao palácio, a prova ganhou mais 2.195m ganhando a sua configuração definitiva de 42,195km. Aqueles eram tempos amadores dos Jogos. Época em que a máxima do Barão de Coubertin de que o importante é competir tinha mais força do que as duras disputas esportivas e a busca incessante de recordes dos dias de hoje. E tempos em que os esportes mudaram muito de perfil ou foram tirados do programa olímpico. Se hoje são 39 modalidades e 204 países participando, no passado o número de esportes mal chegava a 30 e o de países disputando foi de 22 (1908) e 59 (1948). Tanto em 1908 quanto em 1948, o vôlei, hoje um dos esportes mais populares entre os brasileiros, não fazia parte do programa olímpico. Ele só entraria em Tóquio-64. Em compensação, esportes que não se imaginava como olímpicos valiam medalha. Se o cabo de guerra hoje está resumido a brincadeiras em aulas de educação física infantil, outros sumiram completamente ou evoluíram para outro tipo de disputa. Em 1908, corridas de barco a motor valiam medalha. Assim como um esporte chamado “Jeu de paume”, espécie de tênis que foi disputado apenas nesta edição dos Jogos. O tênis como o conhecemos era chamado de “tênis de grama” por ser disputado neste tipo de piso. Além do lacrosse, que reuniu numa final apenas as equipes do Canadá e da Grã-Bretanha. O lacrosse também resistiu pouco no calendário olímpico, mas foi disputado como exibição em 1948. Também causaria estranheza hoje uma modalidade do tiro esportivo chamada “tiro ao veado”. Mas não havia uma matança de animais em massa em plena competição olímpica. O esporte nada mais era do que uma espécie de avó do tiro ao prato. A diferença é que os atiradores tinham que acertar um objeto no formato do animal, afinal os ingleses tinham o hábito de caçar. Mas quem se deu bem não foi o inglês Ted Ranken, medalhista de prata nas duas modalidades. Os campeões foram o sueco Oscar Swahn no tiro simples e o americano Walter Winans no tiro duplo. Uma viagem em cinco escalas Os brasileiros não tiveram a chance de conhecer a Londres dos primeiros anos do século XX, mas uma delegação de 77 atletas viajou para a capital inglesa 40 anos depois. Embora contasse com o futuro bicampeão olímpico do salto triplo Adhemar Ferreira da Silva entre os seus atletas, a única medalha do Brasil foi conquistada pela equipe masculina de basquete. O time de Algodão, Affonso Évora, Ruy de Freitas e Alberto Marson teve uma campanha quase perfeita em Londres, que culminou com a conquista da medalha de bronze. Naquele tempo, ser convocado disputar uma Olimpíada em outro continente já era a garantia de uma aventura para o atleta brasileiro. A começar pela viagem, que era bem diferente dos voos de hoje que saem do Brasil e chegam na Inglaterra em 12 horas. - Os atletas que eram de São Paulo foram primeiro para o Rio. Do Rio, viajamos de avião para Recife e de lá para Dacar, no norte da África. Depois fomos para Lisboa e, por fim, Londres. Era tudo feito em parcelas – lembra Marson. Hoje com 87 anos, Marson lembra que naquele tempo havia muita dificuldade para treinar, não existia intercâmbio e nem contato entre os atletas. Conhecer a cidade, então, era praticamente impossível. Não havia Vila Olímpica e a distância entre o local em que a seleção estava hospedada e o ginásio onde disputou os seus jogos era de 90km. Diariamente, eles faziam todo o trajeto de ônibus. - Era uma viagem tremenda. Diariamente, 180 km indo e voltando. Ficávamos hospedados em uma base da RAF (a Força Aérea Britânica), mas não tinha nenhuma instalação esportiva lá. Tudo se resumia a uma quadra de ginástica e um gramado que nem podíamos correr muito para evitar qualquer possibilidade de torção, pois era muito esburacado – conta o ex-jogador. Marson conta que os times não se conheciam. A única seleção contra quem o Brasil havia jogado fora o Uruguai, que era campeão sul-americano. Era um tempo em que não existiam mundiais ou torneios que colocassem frente a frente diferentes escolas. E mesmo o basquete era um esporte relativamente novo, com pouco mais de 50 anos desde a sua criação. - A gente treinava com no máximo duas bolas. E assim também era o aquecimento. Lembro que quando vimos a equipe americana com uma bola (para cada atleta) foi um impacto muito grande. O ex-jogador lembra que o Brasil viajou “meio na cega”, o que acabou sendo positivo, pois o time surpreendeu com uma campanha de sete vitórias em oito jogos. A única derrota foi para a França, na semifinal, por 45 a 33, num jogo em que o técnico francês disse que o seu time nunca tivera uma atuação tão boa quanto naquela partida. Na disputa pelo bronze, os brasileiros derrotaram o México por 52 a 47 e entraram para a história com a primeira equipe de um esporte coletivo a conquistar uma medalha pelo Brasil. - Nós tínhamos jogadores muito bons. Tanto é que quando o Évora torceu o pé, o Algodão entrou no lugar e não saiu mais. Quando saímos do Brasil, disseram que a nossa equipe iria passear. Com o resultado, tiveram que mudar um pouco a impressão - concluiu.
oglobo.globo.com | 27-04-2012
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Gideon Sundback nasceu em 24 de abril de 1880, na Suécia. Zíper permite 'abrir' página para encontrar resultados de busca.
g1.globo.com | 24-04-2012
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RIO — A Copa do Mundo de 2002 foi desapontadora para pelo menos quatro candidatas ao título. A França, campeã de 1998, voltou para casa muito cedo, depois de duas derrotas e um empate. A Argentina, sempre cotada, também não passou da primeira fase. A Espanha, com três vitórias e um empate que deram a impressão de que "La Fúria" finalmente chegaria lá, foi eliminada nos pênaltis pela Coreia do Sul. E a Itália, que já tinha sido derrotada por uma improvável Croácia, despediu-se em sofrida prorrogação com a mesma Coreia do Sul, que dividia com o Japão as honras de anfitriã. Era a primeira vez que a maior festa do futebol acontecia na Ásia. Mas foi uma Copa estranha. Tecnicamente, não tão fraca quanto a de 1990, na Itália, mas fraca o bastante para dar a equipes sem tradição no futebol a chance de chegar mais longe do que aquelas quatro candidatas. Quem imaginaria, por exemplo, que a decisão do terceiro lugar seria sem elas, sem a Suécia e sem a Inglaterra, mas com os turcos derrotando os sul-coreanos? Natural, portanto, que a final se fizesse entre as duas forças que conseguiram passar incólumes por caminhos tão cheios de surpresas: Brasil, tetracampeão, e Alemanha, tri. Natural, também, que o craque da Copa fosse escolhido entre os jogadores que o brasileiro Luiz Felipe Scolari, o Felipão, e o alemão Rudi Voeller tinham nas mãos. Fora isso, foi mesmo uma Copa estranha. Estranhezas da Copa Começava por ser jogada em terras geográfica e culturalmente tão distantes de onde a Copa do Mundo nascera e crescera. E eram dois países-sedes, em vez de apenas um, contrariando o que tinha prevalecido desde 1930, no Uruguai. Estranha, também, porque os eleitores do craque da Copa, sempre mais sensíveis à arte dos artilheiros, desta vez preferiram um goleiro: o alemão Oliver Kahn, 33 anos feitos na véspera do empate de 1 a 1 com a Irlanda. O gol irlandês seria o único sofrido por Kahn nas seis partidas antes da final com o Brasil. A firmeza, a agilidade, a coragem com que vinha mantendo sua meta fechada bastaram para convencer os eleitores. Se a Alemanha chegara tão longe, mesmo sem jogar o seu melhor futebol, devia isso ao seu excelente goleiro. Para Kahn, a décima-sétima Copa seria a realização plena. Depois de iniciar carreira nos juvenis do Karlsruher, de sua cidade natal, fora contratado pelo Bayern de Munique em 1995. Ganharia pelo novo clube quatro títulos nacionais, mas só estrearia na seleção aos 27 anos, quando, tendo-o como titular, a Alemanha conquistou a Eurocopa. Reserva de Bodo Illgner na Copa de 1994, e de Andreas Kopke na de 1998, Kahn partiu para sua terceira disputa com justificado otimismo. Por três vezes fora apontado como o melhor goleiro da Europa e por duas como o melhor do mundo. No Japão e na Coreia do Sul, não haveria de ser diferente. Quais, entre os comandados de Felipão, tinham condições de superar Kahn? Dois, no máximo três. Talvez Rivaldo, jogando ali a sua segunda e melhor Copa. Ou o jovem Ronaldinho Gaúcho, em sua primeira, mas já com virtudes que permitiam antever nele um grande futuro. Ou ainda Ronaldo, o Fenômeno, que vinha provando ter-se recuperado do problema da final 1998 e, mais ainda, das contusões sofridas depois, duas tão graves que se chegou a pensar que nunca mais jogaria futebol. Foi em fins de 1999 que, jogando pelo Inter de Milão contra o Lecce, Ronaldo sofreu a lesão no joelho que o levou a ser operado em Paris e a ficar cinco meses longe da bola. Em abril de 2000, quando reaparecia em partida com o Lazio, sofreu nova lesão no mesmo joelho. Desta feita, para uma parada mais longa: oito meses. Só voltaria a entrar em campo a pouco mais de um ano do início da Copa na Ásia. E mais: Felipão só poderia contar com ele em março de 2002, com a estreia do Brasil marcada para 3 de junho. Àquela altura, era justo duvidar da possibilidade de Ronaldo vir a ser o craque da Copa de 2002. Incoerências em série Mais uma vez o fato de a eleição ser feita antes da final resultou em erros lamentáveis e irreparáveis. Por exemplo, Ronaldinho Gaúcho, 22 anos, fez uma final de campeão, mas nem para revelação da Copa foi votado. Os eleitores preferiram o americano Landon Donovan, dois anos mais novo que Ronaldinho Gaúcho, mas de futebol menos promissor. Rivaldo, outro gigante, foi pouco votado. Sinal de que não compreenderam bem o papel que representou numa seleção apenas aplicada: dos seus pés, armando ou atacando, saíram as jogadas mais criativas, mais eficazes. Como nos dois gols da final. No segundo, Rivaldo deixou a bola passar sob seus pés para chegar até Ronaldo, que ali, com um chute no canto, praticamente decidiu a partida: 2 a 0 Brasil. E, no primeiro gol, o mesmo Rivaldo chutou forte, de fora da área, o goleiro alemão "bateu roupa", soltou a bola nos pés de Ronaldo e o Brasil começou a ser penta. Assim, na eleição da véspera, sem saberem das jogadas de Rivaldo, dos dois gols de Ronaldo e da falha de Oliver Kahn, os eleitores acabaram escolhendo o craque errado. Uma estranha escolha.
oglobo.globo.com | 24-04-2012
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BRASÍLIA — De olho na concorrência desleal de importados que chegam ao Brasil abaixo do preço de custo, o governo adotou duas novas medidas de proteção à indústria brasileira. Foi publicada na segunda-feira, no Diário Oficial da União, resolução que aplica o direito antidumping definitivo sobre o magnésio metálico vindo da Rússia. A medida vale para o produto em formas brutas, contendo pelo menos 99,8%, em peso, de magnésio. Além disso, as importações de papel cuchê leve, originárias dos EUA, Finlândia, Suécia, Bélgica, Canadá e Alemanha, também serão sobretaxadas. Em apenas dois anos, o Brasil passou a comprar duas vezes mais magnésio metálico. Importou US$ 16,9 bilhões em 2011, contra US$ 8,4 bilhões em 2009, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Para o papel cuchê, o salto foi de quase 50%, com as importações passando de US$ 64,4 bilhões em 2009 para US$ 96,6 bilhões em 2011. A medida aplicada para as compras de magnésio tem vigência de cinco anos e determina o recolhimento de direitos antidumping por meio de alíquota específica fixa, de US$ 890,73 por tonelada. O produto é usado pela indústria de alumínio para produzir, entre outros itens, laminados e latas de bebidas. Medida semelhante já havia sido adotada contra as importações chinesas do produto em 2009. A sobretaxa para o papel foi fixada por cinco anos, confirmando a aplicação do direito provisório que já estava vigente. A taxa adicional varia de US$ 45,94 a US$ 473,76 por tonelada importada e vai depender do fabricante e país de origem. Este tipo de papel é usado na impressão de revistas, catálogos e material de publicidade. O superávit de US$ 103 milhões registrado pela balança comercial na semana passada não foi suficiente para inverter a tendência negativa do mês. Em abril, as importações ainda superam as exportações em US$ 177 milhões.
oglobo.globo.com | 24-04-2012
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RIO — Vinte anos depois de sua criação, o diagnóstico da Agenda 21 é de fracasso na prática. O documento surgiu como um dos mais importantes da Rio 92 e seria um instrumento para dar direção a governantes em busca do desenvolvimento sustentável. Mas ficou no mundo das ideias. Essa é uma das principais críticas de especialistas convidados a fazer um balanço desse período, confirmada pelo diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) Achim Steiner, que esteve no Brasil na semana passada. Além da Agenda 21 global, países e cidades pelo mundo inteiro fizeram seus próprios documentos — só o Brasil tem 1.300 agendas, 21 locais —, mas pouca coisa saiu do papel, e são exceções os locais onde a população se apropriou delas. A Rio+20 é, para o próprio Steiner, a chance de dar gás à ferramenta. Isso, se os líderes definirem estratégias para colocá-la em prática. — A implementação da Agenda 21 fracassou. O desafio da Rio+20 vai ser descobrir como implementá-la. Não podemos cair no erro de deixar este documento de lado e criar algo novo, temos que discutir os erros. Há milhares de documentos locais criados, mas na prática poucos foram para frente. Segundo Steiner, a Agenda 21 motivou mudanças importantes em alguns locais, mas elas foram acompanhadas de desafios ainda maiores, já que, nos últimos vinte anos, a produção e o consumo no mundo cresceram exponencialmente e o impacto da humanidade só aumentou. As emissões subiram, a biodiversidade diminuiu, há cada vez mais gente passando fome. Para o chefe global do Pnuma, na Rio+20 os líderes precisariam voltar a fazer perguntas fundamentais sobre as prioridades de investimentos mundiais para pensar um novo modelo econômico e a implementação das agendas: — Investimentos em fontes de energia renováveis estão na casa dos US$ 60 bilhões. Mas os recursos para combustíveis fósseis são de US$ 600 bilhões. Ou seja, não estamos mudando a matriz. O mesmo acontece com a agricultura em vários países. O Brasil avançou em muitos aspectos, mas continua investindo em monocultura, minando solos férteis. Ele citou, no entanto, bons exemplos de implementação da Agenda 21. Entre eles, a única cidade brasileira foi Curitiba, por conta dos avanços em mobilidade urbana. Nova York, segundo Steiner, está se tornando modelo na implantação de vias para bicicletas, e a cidade de Gothenburg, na Suécia, acabou com aterros sanitários e produz gás que abastece casas com lixo orgânico. O documento, escrito a centenas de mãos durante a Rio92, dava o direcionamento para o desenvolvimento sustentável em várias áreas, apontando necessidades mundiais, como cooperação internacional entre países desenvolvidos e em desenvolvimento; combate à pobreza; mudança nos padrões de consumo; promoção nas condições de saúde humana; combate ao desmatamento ; mecanismos de financiamento; equidade de gênero, entre outros. E a proposta era que países e cidades fizessem seus próprios documentos também, já que as prioridades são diferenciadas. No entanto, como na maior parte do planeta, no Brasil exemplos também são pontuais. Pouca gente sabe o que é Agenda 21 e são exceções os locais onde a sociedade civil se aproximou dela. De acordo com a Pesquisa de Informações Municipais (Munic) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 1.300 agendas 21 locais, num total de 5.565 municípios do país. Mas, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) em mais da metade delas sequer foi formado um fórum de discussão — o primeiro passo após a criação da agenda. Segundo o responsável pela Agenda 21 brasileira no MMA, o diretor de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental Geraldo Abreu, o ministério tem registros de 600 fóruns municipais organizados, mas muitos deles ainda estão em fase de gestação. Abreu nega que o instrumento tenha sido um fracasso: — A Agenda 21 brasileira foi implantada em 2003 e serviu de subsídio para políticas públicas de combate à pobreza, à desigualdade e ao desmatamento, por exemplo. Por outro lado, na área de resíduos sólidos andamos pouco, o transporte de massa é um problema e o próprio desmatamento ainda é grave. Segundo Abreu, há cidades em que a Agenda 21 ajudou a resolver problemas sérios, como Ubatuba (SP), Contagem (MG) e Cubatão (SP) ( ver box). Um caso recente é o município de Congonhas, que está recebendo um complexo de mineração de um consórcio composto majoritariamente pela Vale e está construindo o documento. O governo local e a população estão construindo com a empresa exigências para garantir que a cidade será preparada para receber o empreendimento. A estimativa do ministério é de que a população municipal dobre, saltando de 40 para 80 mil em dez anos. — Vai vir gente de tudo que é lugar em busca de trabalho. Tem que construir escola, hospital, asfaltar. Fazer a empresa e o município pensarem nisso é o papel da Agenda 21. A construção da Agenda 21 Brasileira começou em 1996, coordenada pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS), dentro do MMA, e teve o envolvimento de cerca de 40 mil pessoas. O documento, no entanto, só foi concluído em 2002 e, um ano depois, foi inserido no Plano de Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, foram criadas agendas locais. Mas, segundo o próprio MMA, muitos prefeitos e governadores sequer entendem a função da ferramenta. O desafio, como explicou o ambientalista e ex-deputado Fábio Feldman no início do mês, no Seminário Diálogos para a Prática do Desenvolvimento Sustentável, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), é olhar para questões globais e usar a Agenda 21 para resolvê-las de forma local: — A agenda 21 é mais fácil de falar do que de praticar. Mas o instrumento foi um dos ganhos da sociedade civil na Rio92. Ela passou a ter voz. Mais informações sobre a Agenda 21 brasileira e as locais estão no site mma.gov.br. Já a agenda global está disponível no unep.org.
oglobo.globo.com | 24-04-2012
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O governo decidiu sobretaxar por cinco anos as importações de papel cuchê (usado na impressão de revistas) originárias de seis países e o magnésio metálico, matéria-prima para fabricar ligas de alumínio e latas de bebidas, da Rússia.
Nos dois casos, a Câmara de Comércio Exterior concluiu haver dumping --ou seja, quando o produto importado é vendido no mercado comprador a preço menor do que o praticado no país de origem.
No caso do papel cuchê, o antidumping definitivo será aplicado sobre importações originárias dos EUA, da Finlândia, da Suécia, da Bélgica, do Canadá e da Alemanha.
Leia mais (23/04/2012 - 19h06)
redir.folha.com.br | 23-04-2012
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BRASÍLIA - De olho na concorrência desleal que a indústria nacional sobre com as importações, o governo aplicou duas novas medidas de proteção à indústria brasileira. Foi publicada no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira resolução que aplica direito antidumping definitivo - para conter importações desleais que possam prejudicar a indústria brasileira - sobre o magnésio metálico em formas brutas, contendo pelo menos 99,8%, em peso, de magnésio, quando originárias da Rússia. Além disso, as importações de papel cuchê leve, originárias dos Estados Unidos, Finlândia, Suécia, Bélgica, Canadá e Alemanha, serão sobretaxadas. A medida aplicada para as compras de magnésio tem vigência de cinco anos e determina o recolhimento de direitos antidumping por meio de alíquota específica fixa, de US$ 890,73 por tonelada. O magnésio metálico é usado pela indústria de alumínio para a produção de ligas de alumínio que são usadas na fabricação de produtos extrudados, laminados e latas de bebidas. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a investigação de dumping para importações de magnésio foi iniciada a pedido da empresa Rima Industrial S.A., mesma peticionária da investigação que resultou, anteriormente, na aplicação de direito antidumping para as importações chinesas do produto, com alíquota de US$ 1,18 por quilo, em 2009. Para as importações brasileiras de papel cuchê leve, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) decidiu aplicar direito por cinco anos, confirmando a aplicação do direito provisório que já estava vigente. Foi fixada a sobretaxa fixa, que varia de US$ 45,94 a US$ 473,76 por tonelada importada, a depender do fabricante e país de origem. O papel cuchê leve é utilizado, principalmente, para impressão de revistas, catálogos e material de publicidade, como encartes, folhetos, tabloides, dentre outros, podendo ser fabricado para impressão em offset ou rotogravura.
oglobo.globo.com | 23-04-2012
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Dubai (Wam) – O vice-presidente do Conselho Supremo Energético de Dubai, Saeed Al Tayer, recebeu em audiência ao embaixador da Suécia, Max Bjuhr. O diplomata elogiou as instalações oferecidas pelos Emirados a companhias suecas, enquanto Al Tayer apresentava ao convidado detalhes da Estratégia Energética Integrada 2030, ressaltando o interesse do Conselho em cooperar com o [...]
envolverde.com.br | 23-04-2012
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RIO — O estudante Tomé de Almeida cultiva, em casa, os temperos que usa para cozinhar. Juliana Faria é uma pessoa praticamente obcecada com a reciclagem de lixo. E Mayara Rangel tira da tomada os aparelhos domésticos que não estão sendo utilizados, para economizar energia. Em comum entre eles, além da consciência ambiental, está o ano de seu nascimento. Os três vieram ao mundo em 1992, e cresceram ouvindo termos como sustentabilidade, mudanças climáticas e fontes de energia renováveis. O engajamento deles, muito mais comum em sua geração do que nas anteriores, não está diretamente ligado à Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, que aconteceu no Rio. Mas a preocupação ecológica ganhou importância nas duas últimas décadas e, a menos de dois meses da Conferência Rio+20, os hábitos de jovens de 20 anos como Tomé, Juliana e Mayara são uma prova disso. Estudante de Engenharia Ambiental da UFRJ, Tomé de Almeida cultiva hortelã, salsa, pimenta, manjericão e couve, em canteiros feitos com garrafas PET na varanda do apartamento onde mora, com a avó, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. O rapaz mantém até uma criação de minhocas. — Com o minhocário, já consigo reciclar 80% do meu lixo orgânico. Também me preocupo em não cozinhar mais comida do que consumo, porque o alimento cozido não serve para produzir adubo — explica Tomé, que aprendeu na internet a montar sua horta. Professor de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ, Haroldo Mattos de Lemos destaca que a bandeira verde está muito mais presente agora. — Um aluno me contou que estava indo para Petrópolis com a família quando seu pai jogou um papel de biscoito pela janela do carro. Ouviu uma bronca do filho. Histórias assim são comuns hoje. Conscientes, mas sem abrir mão dos gadgets A safra Rio+20 virou gente assistindo a aulas de ecologia na escola, vendo filmes como “Uma verdade inconveniente” e acompanhando a enxurrada de notícias sobre a situação calamitosa da saúde do planeta. Tudo isso influenciou. Ao mesmo tempo, estamos falando de uma turma que consome avidamente tocadores de MP3, celulares de todos os tipos, tablets e vários outros gadgets que, cedo ou tarde, transformam-se num tipo de lixo bastante nocivo ao ambiente. Juliana Faria, por exemplo, tem de tudo: iPod, iPhone, iPad... Mas ela sabe dos danos que isso causa à natureza e garante que só troca de telefone celular quando o aparelho que está usando se quebra. Mesmo assim, os telefones velhos estão guardados no armário, porque ela não sabe como se livrar deles seguindo as linhas do ecologicamente correto. A estudante de Comunicação Social da PUC-Rio, que fez intercâmbio na Suécia, critica a falta de informação e infraestrutura para o tratamento do lixo no Rio. — Na Suécia, a prefeitura só recolhe o lixo orgânico. O reciclável tem que ser levado pelas famílias aos pontos de coleta. Lata, papel, plástico, vidro claro, vidro escuro... Aqui, não tem nada disso — explica Juliana, que pesquisa cooperativas de reciclagem para o lixo do prédio onde mora, no Jardim Botânico. Mas ela reconhece que o consumismo é um dos “pecados” preferidos da sua geração. Num mundo repleto de grifes ditando ou seguindo o estilo da juventude, ninguém se importa, por exemplo, com o destino de uma peça de roupa depois de jogada fora. Mesmo sendo um exemplo de pessoa preocupada com o meio ambiente, a universitária Mayara Rangel não pensa nisso quando está numa loja. — Não exagero nas compras para não gastar muito dinheiro, mas o esgotamento dos materiais naturais nem passa pela minha cabeça quando estou num shopping — admite a moradora do bairro de Sampaio, na Zona Norte, que estuda Geografia na PUC com bolsa integral. Mesmo assim, Mayara é uma guerreira do meio ambiente. Foi ela quem incentivou o condomínio onde mora a implantar um sistema de coleta seletiva. — Também espalhei cartazes alertando os moradores sobre a importância de se economizar energia e água — conta a carioca, que está ajudando a produzir dois fóruns da Rio+20 na PUC. Mayara não vai de bicicleta para a faculdade porque mora longe de lá. Mas incentiva. Já Tomé de Almeida está sempre pedalando, assim como desliga a torneira durante a escovação dos dentes, economiza papel e, na rua, procura latas de lixo especiais da coleta seletiva. São pequenos hábitos, muito mais arraigados hoje, 20 anos depois da Rio-92. — Essas coisas fazem diferença, mas falta um caminho longo até vivermos numa sociedade consciente — diz ele.RIO
oglobo.globo.com | 21-04-2012
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RIO - A Apple reagiu na quinta-feira às acusações de um órgão de proteção e defesa do consumidor australiano que acusa a companhia de enganar os consumidores com o novo iPad ao dizer que o tablet 4G - que fuciona com redes LTE - se conecta também às redes de dados no país. Segundo a Apple, a propaganda do tablet não é enganosa como afirma o órgão que cita uma incompatibilidade técnica com as redes locais. Por funcionar na mesma frequência, a Apple diz que, na Austrália, 3G é 4G. Veja também Segundo o "The Australian", a defesa apresentada na Justiça australiana nesta semana nega que o novo iPad deve ser rotulado novamente, retirando a orientação 4G como solicita Comissão Australiana de Concorrência e Consumo (ACCC, em inglês). A Apple diz que o iPad é compatível com redes de dados (3G) da Telstra, da Optus e da Vodafone "que são como redes 4G de acordo com a aceitação da indústria e do uso regulatório do 4G”. "O iPad com WiFi + 4G é um dispositivo com performance de acordo com a descrição 4G em termos de velocidade de transferência", disse. "A descrição '4G '... transmite aos consumidores na Austrália a ideia de que o novo iPad Wi-Fi + 4G vai entregar um nível superior de serviço de dados em termos de velocidade, e não que o iPad com Wi-Fi + 4G é compatível com qualquer tecnologia particular de rede promovida por um determinado fornecedor de serviços móveis na Austrália ", completou. O novo iPad, ou iPad 3, foi desenvolvido para funcionar com redes 4G nas frequências 700MHz e 2100MHz. A ACCC alega que tablet 4G funciona somente nas frequências 4G disponíveis atualmente nos EUA e no Canadá, e que na Austrália a freqüência de 700 MHz é usada para transmissão da TV analógica e a de 2100MHz usada por empresas que fornecem redes 3G. A Apple diz que as redes 3G, operadas pela Telstra, Optus e Vodafone, devem ser reconhecidas também como 4G, por seu funcionamento. A companhia tem oferecido reembolsos para os clientes que compraram o iPad esperando que ele se conectasse à rede 4G da Telstra (1800MHz). "Divulgamos amplamente na Austrália que o iPad Wi-Fi + 4G não era compatível com a 4G da Telstra", disse a Apple em sua defesa. O caso deve ser decidido no país até o fim do próximo mês.
oglobo.globo.com | 20-04-2012
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A cidade do Rio de Janeiro, junto com Nairóbi, no Quênia, e Estocolmo, na Suécia, serão representadas em uma série de selos comemorativos ao 40º aniversário do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), apresentado nesta sexta feira na capital do Quênia.
noticias.terra.com.br | 20-04-2012
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MADRI - Os pedidos de desculpas dos monarcas ao longo dos seus reinados são escassos, mas há ocasiões em que deles dependem a sua conexão com os súditos. Disso bem sabe a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e Carlos Gustavo, da Suécia, antes de Juan Carlos, os únicos na história recente a pedir perdão em público por seus atos. No verão de 1997, a rainha Elizabeth viveu um forte desencontro com os cidadãos britânicos, após a morte da princesa Diana, num acidente de carro em Paris. Os ingleses encheram as ruas para chorar por sua princesa, chamada de princesa do povo. Enquanto isso, a rainha se recolheu por oito dias em sua residência de verão de Balmoral, na Escócia. O fato de não haver bandeira a meio mastro enfureceu muitos. Mas o estandarte real só é içado quando a soberana está presente, e nunca a meio mastro. A rainha levou muito tempo para mostrar sinal de luto. A revolta por sua reação duvidosa diante da morte da nora foi resumida pelo jornal sensacionalista “The Sun” na manchete: “Onde está nossa rainha? Onde está sua bandeira?” Finalmente, e após a intervenção do então primeiro-ministro Tony Blair, houve uma retificação. Em vez do estandarte real, foi içada a meio mastro a bandeira do Reino Unido, e a rainha, por fim, apareceu para a multidão reunida diante do Palácio de Buckingham. Em seu primeiro discurso pela TV em quase 40 anos, assegurou ao povo britânico que, como rainha e avó dos filhos de Diana, estava triste “de coração”. Há um ano foi a vez de Carlos Gustavo abordar um assunto espinhoso: supostas infidelidades. Numa entrevista, o rei da Suécia desmentiu ter visitado locais de encontros e negou a possibilidade de existirem fotos que pudessem comprometê-lo. — Não é possível que existam — declarou sobre as supostas fotos em mãos do sérvio Mille Markovic, dono de uma boate de striptease. A declaração veio depois de testemunhas afirmarem tê-lo visto em boates e festas com mulheres nuas. — Há milhares de pessoas que vão a esse tipo de estabelecimento e é fácil que haja equívocos. Perguntado se alguma vez havia visitado um local desses, o rei respondeu: — Depende do que se entende por esse tipo de lugar. Há alguns restaurantes onde as camareiras estão, por assim dizer, mais ou menos vestidas. Não estão nuas. É uma questão de definição. A única coisa que reconheceu foi que o escândalo prejudicava sua credibilidade e a Suécia. E se desculpou afirmando: — Lamento de verdade!
oglobo.globo.com | 18-04-2012
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RIO — O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, estreou nesta terça-feira seu programa de TV, “The World Tomorrow”, entrevistando o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah. A conversa, feita à distância, com a ajuda de um tradutor, foi transmitida pelo canal Russia Today. Assange não pode sair da Inglaterra enquanto espera o julgamento de sua extradição para a Suécia, onde é acusado de estupro. De acordo com a TV russa, os dez episódios do programa terão como convidados “iconoclastas, visionários e pessoas do poder”. A conversa foi gravada em um espaço apertado, no que parece ser um escritório, bem diferente dos cenários típicos de um talk show, com os dois intérpretes aparecendo. Logo no início dos quase 30 minutos da atração, Assange descreve Nasrallah como “uma das mais extraordinárias figuras do Oriente Médio” e diz querer saber porque ele é visto como um como um defensor da liberdade por milhões e como terrorista por outros. As perguntas começam sobre sua visão sobre o conflito entre Israel e Palestina e o líder do Hezbollah admite que o grupo disparou foguetes contra áreas civis de Israel, no que afirma ter sido uma tentativa de responder ao país sobre os ataques sofridos por libaneses e palestinos. Depois, é a vez da Síria se tornar o eixo da conversa. O australiano questiona porque o Hezbollah apoiou a Primavera Árabe em outros países e não na Síria. Nasrallah afirma que o regime de Assad ajudou muito a causa palestina, mas que apoia o diálogo entre a oposição e o governo sírio. Assange pergunta quantas mortes são necessárias para que o grupo diga que é o bastante. Ele responde afirmando que Assad quer promover reformas e a oposição, não. — Contatamos a oposição para encorajá-la e facilitar o processo de diálogo com o regime. Mas eles rejeitaram o diálogo — conta, dizendo que é a primeira vez que fala sobre esse contato. — Desde o início nós tivemos um regime que está disposto a passar por reformas e preparado para o diálogo. Do outro lado nós temos uma oposição que não está preparada para o diálogo e não está preparada para aceitar reformas. Tudo que quer é derrubar o regime. Isso é um problema. Assange rebate dizendo que ele falou muito de diálogo, mas que “é muito fácil falar de diálogo”, perguntando em seguida quais medidas práticas devem ser adotadas para para com a matança na Síria. Nasrallah fala que vários países mandam armas e dinheiro, encorajando o confronto sírio e transformando o país em um “campo de batalha”, sem dar tempo para que uma solução política possa ocorrer. Entre as outras perguntas feitas pelo fundador do WikiLeaks, Nasrallah falou como sua infância de no Líbano o influencia em sua causa.
oglobo.globo.com | 17-04-2012
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O embaixador da Suécia em Lisboa disse hoje à Lusa que Estocolmo mantém pedidos junto de Moscovo para o esclarecimento da morte de Raoul Wallenberg, o diplomata sueco que salvou milhares de judeus na Hungria...
rss.feedsportal.com | 16-04-2012
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RIO - O brasileiro Thiago Silva não conseguiu superar o sueco Alexander Gustafsson em sua volta ao UFC após um ano de suspensão por doping. Na Ericsson Globe Arena, em Estocolmo, ele foi derrotado na decisão unânime dos jurados num combate em que optou por manter a estratégia de trocação contra um adversário com envergadura bem maior. Thiago, faixa-preta de jiu-jitsu, em momento algum tentou levar a luta para o chão, onde poderia levar alguma vantagem sobre o sueco. Foi a terceira derrota de Thiago Silva na carreira, contra 14 vitórias e uma luta sem resultado. Já Gustafsson somou sua 14ª vitória em 15 combates (perdeu apenas uma vez). - Estou muito orgulhoso de lutar no meu país, diante dos meus compatriotas. Amo todos vocês - disse o sueco de 25 anos, astro principal do UFC em sua primeira vez na Suécia. Ao fim do combate, Thiago Silva, 29 anos, confessou que sentiu o peso da ausência de um ano do octógono. - Não consegui sentir muito as minhas pernas em determinado momento. Foi difícil, mas fiz meu trabalho, tentei o máximo que pude - contou, ainda no ringue. A luta foi em três rounds, apesar de ter sido o evento principal da noite, que costuma ter cinco. Isso porque inicialmente o rival de Gustafsson seria outro brasileiro, Rodrigo Minotouro, que sofreu uma lesão meses antes do UFC Suécia e teve que ser substituído. Como o substituto, Thiago Silva, estava por longo período inativo, optou-se por fazer a luta em três rounds. Apesar de muito aguardado pelos suecos, o combate entre Gustafsson e Thiago não foi dos melhores. Logo no começo o brasileiro foi atingido no olho direito, que inchou bastante. Ele tentou encaixar alguns contra-ataques, mas foi superado pelo adversário na maior parte do tempo. Mesmo assim, Gustafsson não chegou a castigar muito Thiago nem mostrou grande repertório, apesar da evidente superioridade. - Foi um ferimento grande - admitiu Thiago, sobre o machucado no olho. - O Gustafsson é durão, e eu não consegui encaixar a distância, o que mais posso dizer? - encerrou. Outros dois brasileiros que lutaram no UFC Suécia também não se deram bem. No peso meio-médio, Paulo Thiago, lutador de Brasília e policial do Bope do Distrito Federal, foi nocauteado aos 42 segundos do combate contra o afegão radicado na Holanda Siyar Bahadurzada, que enxcaixou um soco na ponta do queixo do oponente num contra-ataque. - Paulo Thiago eu respeito muito, porque é um cara que vem para lutar e eu gosto também de lutar. Eu venho para lutar. A dez dias da luta eu quebrei a mão no treino, mas só o que eu queria era estar aqui e lutar - disse o afegão casca-grossa. Diego Nunes, pela categoria pena, perdeu por decisão unânime dos jurados para o russo naturalizado alemão Dennis Siver. A luta foi equilibrada, mas os árbitros entenderam que Siver levou vantagem nos dois primeiros rounds. O terceiro foi vencido pelo brasileiro, mas o desempenho não foi suficiente para evitar a derrota. Na luta mais importante antes do combate principal, o americano Brian Stann, ex-fuzileiro naval da Marinha dos EUA, recuperou-se da derrota para o compatriota Chael Sonnen ao nocautear no primeiro round o veterano Alessio Sakara. O confronto valeu pela categoria dos médios, a mesma do campeão Anderson Silva. Confira todos os resultados do UFC Suécia: CARD PRINCIPAL Peso meio-pesado - Alexander Gustafsson derrotou Thiago Silva por decisão dos jurados Peso-médio - Brian Stann derrotou Alessio Sakara por nocaute Peso-meio-médio - Siyar Bahadurzada derrotou Paulo Thiago por nocaute Peso-pena - Dennis Siver derrotou Diego Nunes por decisão dos jurados Peso-meio-médio - John Maguire derrotou DaMarques Johnson por finalização Peso-galo - Brad Pickett derrotou Damacio Page por finalização CARD PRELIMINAR Peso-meio-médio - James Head derrotou Papy Abedi por finalização Peso-meio-pesado - Cyrille Diabate derrotou Tom Debate por decisão dos jurados Peso-médio - Francis Carmont derrotou Magnus Cedenblad por finalização Peso-leve - Reza Madadi derrotou Yoislandy Izquierdo por fialização Peso-meio-médio - Simeon Thoresen derrotou Besam Yousef por finalização Peso-pena - Jason Young derrotou Eric Wisely por decisão dos jurados
oglobo.globo.com | 14-04-2012
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TÓQUIO - Crise mundial, iene valorizado, tsunami que arrebentou a cadeia de distribuição e enchentes na Tailândia que inundaram as fábricas. Esses fatores estão entre as razões do inferno astral, que atingiu o ápice com o anúncio de prejuízo anual de US$ 6,4 bilhões, atravessado pela Sony nos últimos anos. Nenhum deles é culpa da empresa, mas eles só explicam parte dos problemas da mais icônica marca japonesa. A Sony cometeu pecados capitais, avaliam analistas, e já não sabe como reinventar um império que vai dos eletrônicos aos estúdios de Hollywood. Seu maior erro foi não enxergar o futuro. Veja também Amarrada por uma cultura corporativa burocrática, a companhia não foi capaz de prever as possibilidades da era digital, como fez a Apple — que, ironicamente, buscou inspiração nos produtos Sony. Ao casar hardware e software de maneira visionária, Steve Jobs começou a enterrar a época de ouro dos eletrônicos made in Japan com seu iPod, mandando o Walkman para o museu. Todos os produtos que vieram depois disso reforçaram a sensação de que a Sony está sempre um passo atrás da concorrência. A companhia, símbolo maior da ascensão do Japão no pós-guerra, perdeu o espírito revolucionário. — Muitos produtos da Sony continuam sendo inovadores, porém com base em conceitos do passado, quando o hardware era o rei. A Sony é a melhor na arte de fazer os gadgets mais leves e mais finos, mas isso não é mais garantia de vitória. Várias companhias emergentes de outros países asiáticos já podem fazer o mesmo num nível semelhante. Software e plataformas integradas são a chave que garante a venda de milhões de peças hoje, mas a Sony parece não saber fazer isso — diz o engenheiro e consultor Akky Akimoto, autor de um dos blogs sobre tecnologia mais populares do Japão. Televisores têm perdas acima de US$ 10 bilhões Os analistas listam uma série de decisões erradas tomadas pela Sony, que nos últimos seis anos foi comandada pelo galês Howard Stringer e desde o início do mês voltou a ter um diretor-executivo japonês, Kazuo Hirai. A empresa demorou, por exemplo, para aderir aos televisores com tela de cristal líquido (LCD). A unidade de TVs, que já foi o principal negócio da companhia, acumula perdas acima de US$ 10 bilhões. O setor é apontado como o maior exemplo do tombo japonês, embora o problema não seja exclusivo da Sony: Sharp e Panasonic sofrem com a alta do iene e a massacrante concorrência dos aparellhos fabricados pela sul-coreana Samsung. A joint-venture com a sueca Ericsson tampouco rendeu o esperado na área de celulares, enquanto o mundo continua fazendo fila para comprar o iPhone. A resposta ao iPad, por sua vez, só veio recentemente, com os tablets Sony P e Sony S — simpáticos e eficientes, mas não surpreendentes. Empresa pensou, nos anos 90, em comprar a Apple Executivos que deixaram a Sony, e preferem não se identificar, afirmam que apesar de Stringer, o primeiro estrangeiro a chefiar o conglomerado fundado por Akio Morita, ter tentado reformas, não conseguiu promover a sintonia entre os departamentos, que brigam entre si. Alguns o acusam de ter passado tempo demais fora do Japão, longe das raízes da Sony. Vários talentos pediram demissão, entre eles Satoru Maeda, que, em 2000, uma década antes do iPad, criou o Airboard, um notebook de tela plana, com teclado touch screen e acesso a TV e internet. O produto não recebeu a atenção e os investimentos necessários. Há quatro anos consecutivos no vermelho, a Sony vale hoje menos de 0,1% do que a Apple, empresa que pensou em comprar nos anos 90. — A Sony adotou estratégias erradas, o que pode acontecer com qualquer empesa. A Apple é tão elogiada por conseguir antecipar o que o consumidor precisa, mas ninguém pode garantir que daqui a dez anos continuará sendo inovadora — disse Parissa Hagirian, professora da Universidade de Sophia, em Tóquio. Num auditório lotado na sede da empresa, Hirai confirmou, na última quinta-feira, corte de dez mil dos 168 mil funcionários. O executivo já comandou a divisão Playstation, setor que conseguiu desenvolver uma plataforma integrada, com cem milhões de usuários online. Ele prometeu mudanças e investimentos em áreas como smartphones e aparelhos para diagnósticos médicos. Os investidores não se mostraram empolgados, mas admitem que só resta ao CEO, agora, optar pelo pragmatismo, já que a época dos sonhos ficou para trás. *Correspondente
oglobo.globo.com | 14-04-2012
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