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RIO - Admitindo que qualquer esforço no âmbito da ONU será “neutralizado” pela oposição da Rússia e da China, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, propôs no domingo a criação de um grupo de países amigos da Síria como alternativa para a comunidade internacional continuar tentando impedir o prolongamento do conflito interno que já deixou cerca de seis mil mortos em menos de um ano. Hillary fez a proposta na Bulgária, após chamar de farsa a votação do último sábado no Conselho de Segurança da ONU, na qual Moscou e Pequim vetaram a proposta apoiada pelos demais 13 países, que condenava a violência na Síria, ordenava a imediata retirada das ruas das tropas do regime de Bashar al-Assad e apoiava o plano da Liga Árabe para uma transição democrática no país. — Temos de redobrar nossos esforços fora das Nações Unidas com os aliados e parceiros que apoiam o direito de o povo sírio ter um futuro melhor. Vamos trabalhar com os amigos de uma Síria democrática em todo o mundo para ajudar a oposição em seus planos pacíficos de mudança — afirmou a secretária de Estado. Diplomatas americanos afirmaram que entre as possíveis ações coordenadas desse grupo de amigos estariam o aumento de sanções econômicas ao regime Assad, a tentativa de unir grupos oposicionistas diferentes dentro e fora da Síria e o envio de mais ajuda humanitária ao país. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, também afirmou estar em consultas com países europeus e árabes para a criação de um “grupo de amigos do povo sírio”. A iniciativa tem como inspiração o chamado Grupo de Contato sobre a Líbia, que supervisionou a distribuição de ajuda humanitária aos opositores do ditador Muamar Kadafi. Naquele caso, porém, o grupo também esteve à frente das operações da OTAN para proteger civis, algo que não está previsto no caso sírio. A possibilidade de uma intervenção militar externa, disse Hillary, está totalmente descartada. No domingo, os protestos deixaram mais vítimas. As agências de notícias afirmam que ao menos 19 pessoas morreram, incluindo cinco crianças e uma mulher que foi atingida por uma bala enquanto assistia aos manifestantes e às forças de segurança de sua varanda no subúrbio de Damasco. Já a rede de TV CNN noticia que pelo menos 43 pessoas morreram, citando uma rede de ativistas das oposição. Segundo o canal, 29 das vítimas do dia morreram em Homs, cenário de alguns dos piores combates das últimas semanas. Grupos de oposição dizem que mais de 300 civis morreram e centenas ficaram feridos na cidade oriental desde quinta-feira. Chanceler russo viaja a Damasco O veto russo e chinês à resolução contra a Síria aconteceu horas após aquele que vem sendo descrito como o mais letal massacre desde o início do conflito sírio. Segundo ativistas, até 260 pessoas foram mortas na cidade de Homs após ofensiva militar com tanques e morteiros. No domingo, o presidente do Conselho Nacional Sírio, que aglutina a oposição a Assad, foi duro contra Pequim e Moscou. — Esse veto equivale a uma nova licença para matar dada por esses dois países para Bashar al-Assad e seu regime criminoso, que só sábado matou 300 pessoas. Considero esses países responsáveis pela escalada de morte e genocídio — disse Burhan Ghalioun. A agência governamental chinesa Xinhua afirmou justamente o contrário: que o veto “está destinado a aprofundar a busca de uma solução pacífica da crônica crise síria e evitar possíveis soluções drásticas e arriscadas”. — Quem apoia essa resolução está empurrando a oposição ao poder e não preocupado em impedir a continuação do conflito armado — disse, por sua vez, o embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin. A Rússia diz apostar na continuação das negociações diplomáticas com o regime de Assad. O chanceler do país, Sergei Lavrov, tem uma viagem ao país árabe prevista para amanhã. O embaixador sírio na ONU, Bashar Jaafari, elogiou os esforços da Rússia e da China e criticou os outros países do Conselho de Segurança da ONU e demais patrocinadores da resolução, que incluem a Arábia Saudita e outros sete países árabes. — Países nos quais as mulheres não podem ir a um jogo de futebol não têm o direito de querer ensinar democracia à Síria — afirmou. Apesar dos vídeos que circulam pela internet com imagens fortes do massacre em Homs, Jaafari também insistiu que forças do governo não tiveram nada a ver com o episódio, argumentando que “nenhuma pessoa de bom senso” lançaria um ataque como esse horas antes de uma votação na ONU. A vitória no Conselho de Segurança não diminui o isolamento internacional cada vez maior da Síria. A Tunísia, país onde se iniciou a Primavera Árabe, já expulsou o embaixador sírio e instou os demais países da região a fazer o mesmo. Marrocos e Turquia também expressaram seu desagrado com a decisão na ONU. — Infelizmente, a lógica da Guerra Fria permanece. A Rússia e a China não votaram com base na realidade, mas como uma atitude automática de se colocar contra o Ocidente — disse o chanceler turco, Ahmet Davutoglu. Apesar do duro discurso contra Pequim e Moscou, o chanceler britânico, William Hague, afirmou que o Ocidente continuará trabalhando para mudar a posição dos dois países com o objetivo final de promover uma mudança de regime na Síria. — Esse é um regime condenado. Não há maneira de ele recuperar a credibilidade nem internacionalmente nem com o seu povo — resumiu.
oglobo.globo.com | 06-02-2012
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NOVA YORK e SOFIA, Bulgária - Um dia após a China e a Rússia vetarem uma proposta de resolução para Síria da Liga Árabe no Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral da organização, Nabil Elaraby, disse que não vai desistir de tentar solucionar a crise síria. Para Elaraby, o veto russo e chinês “não nega a existência de um claro apoio internacional das resoluções da Liga”.
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Os embaixadores árabes agora tentam uma nova maneira de abordar a crise na Síria, enquanto a oposição a Assad pede ajuda internacional. “O veto não é o fim do mundo. A revolução vai continuar, e seremos vitoriosos”, escreveu Radwan Ziadeh, integrante do opositor Conselho Nacional da Síria, em seu perfil no Facebook. Em viagem oficil à Bulgária, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, voltou a pedir a união dos “amigos da Síria democrática” contra o regime do presidente Bashar al-Assad. Hilllary disse que a comunidade internacional tem a obrigação de acabar com o massacre na Síria e promover uma transação política que exclua Assad do poder de Damasco. O veto da Rússia e da China sobre uma resolução no Conselho de Segurança sobre a Síria não foi propriamente uma surpresa, mas foi visto pela oposição no país e a comunidade internacional como um descaso com a violência que já matou mais de 5.400 pessoas na Síria. A postura de Moscou e Pequim provocou duras críticas do Ocidente. A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, se disse “enojada” e o chanceler francês, Alian Juppé, disse que os países serão responsáveis pela “selvageria” na Síria. Imprensa síria comemora veto na ONU Jornais estatais sírios comemoraram o veto russo e chinês no Conselho de Segurança. No diário “Tishreen”, uma reportagem dizia que as autoridades de Damasco continuariam os esforços para levar o país de volta à estabilidade. O jornal ainda descreveu o veto como um incentivo para que o governo continuar suas anunciadas reformas políticas, que incluiriam eleições parlamentares para o mês que vem.
oglobo.globo.com | 05-02-2012
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BRASÍLIA - A rotina de um ministro de Estado em um governo com 38 ministérios - incluindo as secretarias especiais e o Banco Central - pode ser pouco glamourosa e passar longe dos palácios. Essa é a situação de um grupo de ministros que, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, teve poucas oportunidades de despachar individualmente no gabinete da presidente, no terceiro andar do Palácio do Planalto. Ou nenhuma, como é o caso do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco. Segundo levantamento feito pelo GLOBO nas agendas de Dilma, a ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que oficialmente é ministro, aparecem uma única vez. O mesmo número de audiências dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro; do Turismo, Gastão Vieira; e do Esporte, Aldo Rebelo. Mas os três últimos têm menos de cinco meses na Esplanada dos Ministérios. Aliás, Gastão Vieira, em pouco mais de três meses de governo, já esteve individualmente com Dilma o mesmo número de vezes que seu antecessor, o deputado Pedro Novaes (PMDB-MA), em nove meses de Esplanada dos Ministérios: uma apenas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disputam o título de campeões de audiência com a presidente. O nome de cada um deles aparece 28 vezes nas agendas de Dilma. Além disso, ambos fazem parte da coordenação de governo, que se reúne semanalmente com a presidente. Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e de Minas e Energia, Edison Lobão, também são recebidos com frequência pela presidente: respectivamente 20 e 17 vezes. Lobão também integra a coordenação de governo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se 13 vezes com a presidente neste ano. Número indêntico ao do ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, e da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. No caso de Moreira Franco, seu nome não aparece em nenhuma das agendas oficiais de Dilma de 2011, publicadas diariamente na página da Presidência, na internet. Na rotina presidencial Moreira só aparece na agenda do vice Michel Temer, no dia 4 de outubro, quando ele ocupava a Presidência, por causa da viagem de Dilma à Bélgica, à Bulgária e à Turquia. Dilma fez apenas uma reunião ministerial A assessoria da SAE diz que, pela natureza da Secretaria, cuja função não é executar projetos, mas pensar o futuro do país, não há uma necessidade de audiências periódicas com a presidente. Segundo a assessoria, antes das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) — que Moreira passou a presidir em meados do ano —, os dois costumam ter uma conversa informal para tratar do encontro. Dilma participou das reuniões dos dias 26 de abril e 26 de julho. No primeiro ano de mandato, a presidente realizou somente uma reunião ministerial, no dia 14 de janeiro, no Planalto. Também fez reuniões setoriais para analisar o andamento de programas de governo, como os projetos de infraestrutura, o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em entrevista no café da manhã com jornalistas, antes do Natal, a presidente falou da diferença de papel dos ministérios e justificou a ausência ou pouca frequência de alguns ministros na sua agenda. — Falam no jornal que a presidente só fala com o ministro da Fazenda, com o ministro da Educação e com o ministro da Saúde. São diferentes demandas, completamente diferentes — afirmou. Os dados referentes às agendas de Dilma e Gleisi não são reais. Assim como os demais "ministros da casa", Gleisi é chamada ao gabinete da presidente com frequência sem que as audiências constem na agenda. Nessa mesma situação estão as ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e de Comunicação Social, Helena Chagas, além dos ministros da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho; do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Siqueira; da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Controladoria Geral da União, Jorge Hage.
oglobo.globo.com | 06-01-2012
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SÃO PAULO — Desemprego, risco de calote da dívida, recessão econômica. Nos últimos tempos, esse tem sido o cenário de alguns países europeus que adotaram o euro como moeda única. A gastança desenfreada dos governos já levou à lona países como a Grécia, Portugal e Irlanda, que tiveram que pedir ajuda internacional para não quebrar. Agora, estão na mira a Itália, a Espanha e até a França. Essas nações têm sido pressionadas pelos investidores a pagar juro muito alto para se financiar no mercado. Mas a Europa não é só caos. No meio desse furacão econômico, sem solução aparente, existem algumas “ilhas de prosperidade”, onde, por enquanto, a crise do euro ainda não chegou com força. Tome o exemplo da Suécia. O país não adotou o euro como moeda, embora integre a União Europeia. Os títulos da dívida suecos mantêm a classificação AAA dada por agências de rating e o Tesouro sueco não tem dificuldades para rolar seus papéis no mercado. A Suécia paga juros até mais baixos do que a Alemanha, que se viu forçada a oferecer taxa de 2,3% para se financiar. Este ano, a economia sueca deve crescer 4%, um número impensável até para a própria Alemanha, a economia mais forte da Europa, que deve crescer 0,5% em 2011. — A Suécia é um caso especial em toda a Europa. Sua economia, que é muito diversificada, continua a manter fundamentos fortes, como finanças públicas sólidas, uma indústria competitiva, um mercado de trabalho que funciona bem e um sistema bancário comparativamente robusto — afirmou a BBC Neil Prothero, analista para Europa Ocidental da Economist Intelligence Unit, o braço de pesquisas da revista britânica The Economist. A taxa de desemprego na Suécia, que chegou a 9% após a crise global de 2008, vem se reduzindo e caiu a 7,2% em setembro deste ano. A relação entre a dívida pública e o PIB sueco está em queda e deve ficar em 36,3% este ano, maior apenas que as de Estônia, Bulgária e Luxemburgo na UE. — O país permanece em uma situação mais bem posicionada para absorver um grande choque econômico que a maioria, se não todos, os parceiros da União Europeia — diz Prothero. Sem o mesmo vigor que a economia sueca, mas muito melhor que seus pares, a economia da Finlândia deve crescer 3% este ano e 2,5% em 2012, segundo estimativa do analista Harri Parssinen, da consultoria Ernst & Young. A Finlândia leva vantagem porque tem um mercado consumidor interno mais robusto que economias de vocação exportadora. O setor de construção civil puxou os investimentos nos últimos meses e blindou a Finlândia contra os efeitos da crise. Agora, é a indústria manufatureira que lidera os investimentos. Mas a queda das exportações, consequência de economias enfraquecidas pela crise, deve reduzir o ritmo de investimento. — O risco da Finlândia é que os bancos do país estão muito expostos a papéis da dívida soberana de economias periféricas da Europa, como Portugal, Itália, Espanha, Grécia e Irlanda. Outro ponto a ser observado é a inflação alta, de 3,7% nos últimos 12 meses, até julho. Ela foi puxada, sazonalmente, por uma alta no preço de alimentos e energia. Nossa expectativa é que a inflação caia para 2% em 2012 — explica Parssinen em relatório sobre o país. A relação entre a dívida pública e o PIB, na Finlândia, está abaixo de 50%, situação confortável se comparada às nações com problemas. O novo governo finlandês, entretanto, já anunciou medidas para reduzir o déficit, como corte de gastos e aumento de impostos. O objetivo é reduzir esse déficit em 0,5 ponto percentual — o equivalente a 1 bilhão de euros por ano — até 2015. Com reservas financeiras generosas, irrigadas pelo alto preço do petróleo no mercado internacional, a Noruega também tem passado, até agora, incólume à crise. A Noruega não adotou o euro e nem é membro da União Europeia. Por isso, tem suas próprias políticas financeiras e monetárias, o que neste momento é extremamente positivo. Todos os indicadores do país são animadores: o desemprego é baixo, menos de 3%, há ganho de renda e o país deve crescer mais de 3% em 2012. Mesmo assim, o governo noruguês está em alerta. Como o país exporta boa parte de seus produtos como salmão, alumínio e papel para clientes europeus e americanos, pode sofrer algum impacto. — A Noruega está na posição de "país mais sortudo do mundo". O petróleo, cujo preço subiu no mercado internacional, tem irrigado de recursos o Tesouro, o que garante reservas internacionais muito robustas — disse Oystein Thogersen, professor da Escola Norueguesa de Economia e Administração de Empresas ao jornal Dagens Naeringsliv. Segundo ele, a disciplina dos últimos governos com os gastos públicos contribuiu para a boa situação financeira do país atual: — Apesar de uma longa sequência de governos de direita e esquerda ao longo das últimas décadas, todos adotaram políticas financeiras que limitam o uso das receitas do petróleo em 4% dos ativos do fundo de petróleo, onde a maioria das receitas é guardada para as gerações futuras. Por isso, o país oferece um eficiente sistema de bem-estar social à sua população. Luxemburgo é outro país que terá crescimento muito acima da média europeia. Os analistas preveem que a economia do pequeno país de 500 mil habitantes tenha expansão de 3,5% este ano. A taxa de desemprego também é baixa — 4,6% — e a consultoria Ernest & Young não prevê mudanças significativas em 2012. O problema é que a economia do país é baseada principalmente no setor financeiro, que está exposto aos riscos da dívida soberana dos vizinhos. E a indústria luxemburguense também apresentou um desaquecimento, nos últimos meses, consequência da crise na região. “No setor financeiro, a área de seguros e gestão de ativos continua forte. Mas a concessão de crédito começa a se enfraquecer, o que reduz o ganhos dos bancos”, afirmou relatório da Ernest & Young.
oglobo.globo.com | 13-12-2011
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PARIS. A zona do euro está rolando ladeira abaixo num ritmo que ninguém esperava. Mas quem se salva hoje na União Europeia (UE): as economias que ficaram de fora? Não necessariamente. E o contraste é grande. Se a Suécia, que rejeitou o euro num referendo em 2003, reina radiante em meio à tormenta, com expansão de 6,4% no primeiro trimestre, o Reino Unido afunda rumo à recessão. E nem mesmo a sólida e rica Suíça — que nunca foi parte do bloco europeu ou sonhou em adotar o euro — escapa: com o franco suíço transformado em moeda de refúgio para investidores em pânico, sua cotação disparou a ponto de seu banco central (BC) decidir intervir a partir de determinado ponto de valorização. O banco Crédit Suisse baixou sua previsão de crescimento para a Suíça de 2% para 0,5% em 2012. Se o grande atrativo do euro — a estabilidade — não é mais válido, surgem duas perguntas: o euro vai sobreviver? Se sobreviver, é melhor estar dentro ou fora? O economista Francesco Saraceno, do Observatório Francês de Conjunturas Econômicas (OFCE), responde com ironia: — Até 2008, a estabilidade atraía. Países lutavam para entrar na zona do euro. Isso valerá novamente quando a crise for superada, se o euro sobreviver. Reino Unido é o pior exemplo fora do euro Entre os que estão de fora da zona do euro — e afundam — o Reino Unido é o pior exemplo. O país, que nunca gostou do euro e da ideia de Bruxelas (sede da UE) ditar as regras, assiste com pavor à turbulência no continente. O fato de ter um banco central independente para desvalorizar a libra não ajudou: abalado com a crise financeira de 2008, o país não consegue sair da crise. O Reino Unido vai crescer em 2011 bem menos do que previsto — 0,9% em vez de 1,7%. O governo queria reduzir sua dívida para o equivalente a 71% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015: agora admite que só chegará a 78%. O plano de austeridade do país é draconiano e os juros batem recorde. — Se o resto da Europa entrar em recessão, vai ser difícil evitar uma no Reino Unido — admitiu o ministro de Finanças, George Osborne, às vésperas da maior greve geral de funcionários públicos $30 anos, na quarta-feira. Para Saraceno, o caso britânico prova que o problema não está no euro ou nas economias europeias da zona do euro: está no fato de os 17 países da zona do euro não terem governo. — Temos uma economia unificada na zona do euro sem política fiscal integrada e um banco central (o Banco Central Europeu, BCE) incapaz de fazer o que bancos centrais devem fazer: ser credor de último recurso. Já a Dinamarca, que assume a presidência rotativa da UE em janeiro, não sabe o que fazer. A coroa dinamarquesa tem pari$com o euro. O governo quer adotar a moeda única, por temer isolamento e perda de influência, se continuar fora. A última sondagem, porém, revelou o maior sentimento contra o euro desde 2002: 65% da população rejeitam a moeda europeia, que já foi rechaçada em dois referendos, em 1992 e 2000. A Dinamarca crescerá menos este ano por causa da crise: de 1,3% para 1,1%. A agência de classificação de risco Moody’s alertou para problemas potenciais nos bancos. Mas comparado à maioria dos países da Europa em crise, a Dinamarca $bem. Como disse Helge Pedersen, do Nordear Bank, ao jornal "Jyllands Posten": Hungria e Bulgária às voltas com FMI. Polônia cresce Não é o caso da Hungria, que, de estrela econômica dos anos 90, desponta como outro caso dramático. O governo de centro-direita do primeiro-ministro Viktor Orban anunciou que estuda bater na porta do Fundo Monetário Internacional (FMI) para pedir ajuda, um ano depois de rejeitar a instituição. A Hungria foi castigada pela crise financeira global de 2008, quando recebeu 20 bilhões do FMI e da UE, mas saiu do acordo em 2010, brigada com o FMI. A moeda húngara, o florin, perdeu 13% de seu valor em relação ao euro em 2011 e muitos húngaros estão endividados em moeda estrangeira. A dívida do país chega a quase 80% do PIB, as taxas de risco não param de subir. A Moody’s acaba de reduzir os ratings dos títulos soberanos do país para "junk" (lixo), e outras duas agências estudam fazer o mesmo. A Bulgária — outro país da UE fora da zona do euro — receberá uma missão do FMI esta semana. O desemprego no país está em 10,2% e o crescimento para este ano foi revisado para baixo: de 3% para 2,5%. A Polônia, maior economia do Leste da Europa, quer entrar na zona do euro, assim como os húngaros e os búlgaros. A Polônia cresceu a um ritmo alto este ano (4%) mas o governo prevê 2,5% para 2012.
oglobo.globo.com | 03-12-2011
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Milhares de búlgaros se juntaram a um protesto na frente do Parlamento em Sófia nesta quarta-feira, manifestando descontentamento com as medidas de austeridade que o governo de centro-direita do primeiro-ministro Boiko Borisov pretende adotar em breve. A Bulgária sobreviveu até agora à crise
www.estadao.com.br | 30-11-2011
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DAMASCO - A Liga Árabe aprovou neste domingo a aplicação imediata de sanções econômicas à Síria, numa decisão sem precedentes na história do bloco e classificada como uma traição por Damasco. A medida deixa mais isolado o regime de Bashar al-Assad , já pressionado pelo Ocidente a conter uma onda de repressão que, segundo a ONU, deixou mais de 3.500 mortos em nove meses. Aprovadas com o voto de 19 dos 22 membros, as sanções são uma retaliação ao fato de a Síria não ter aceitado a presença de observadores estrangeiros em seu território. A resolução proíbe viagens de altos representantes sírios a outros países árabes, e impede voos tendo a Síria como origem ou destino - a exceção são aviões que transportam mercadorias. Também ficam suspensos os investimentos de países árabes em novos projetos na Síria e todo tipo de transação com o banco central. O documento estipula, ainda, o bloqueio dos fundos financeiros do governo e de dirigentes do país — uma lista de nomes ainda será elaborada. — Este é um dia muito triste. Eu esperava que os irmãos sírios acabariam com a violência e libertariam prisioneiros políticos — afirmou o chanceler do Qatar, Hamad bin Jassim Al Thani, referindo-se ao acordo negociado entre o governo de Assad e a Liga Árabe, no início do mês. Pouco antes da confirmação da aprovação, a Síria, que já enfrenta sanções também de União Europeia e EUA, condenou a decisão da Liga Árabe, um bloco que ajudou a fundar. Por meio do jornal oficial "al-Thawra", acusou o grupo de "trair a solidariedade árabe". Numa carta enderaçada à Liga Árabe no sábado, o chanceler sírio, Walid al-Moallem, acusou a organização de tentar transformar os problemas da Síria numa crise internacional. "As sanções são um convite para uma intervenção internacional, ao invés de evitá-la. O que entendemos por essa decisão da Liga Árabe é uma luz verde tácita para a internacionalização da situação na Síria, e uma ingerência em nossos assuntos internos", escreveu o chanceler. A abstenção de Iraque e Líbano, dois importantes pareceiros econômicos da Síria, enfraqueceu a medida. Cerca de 50% do comércio exterior sírio é realizado com países árabes, e o Iraque é o segundo da lista, respondendo a 13% do total do comércio exterior do país, atrás apenas da União Europeia. Além disso, Irã e Rússia, aliados de Damasco, poderiam reforçar a ajuda ao governo de Assad - minando os esforços árabes. Ainda neste domingo, aproveitando a pressão internacional, novas manifestações eclodiram nas ruas das cidades sírias de Homs e Deir Balaba, sedes do movimento de oposição no país. Outro movimento surgiu também na frente da embaixada síria na cidade de Sofia, na Bulgária. Os manifestantes exibiram bandeiras no movimento revolucionário na Síria e riscaram imagens com o rosto de Assad.
oglobo.globo.com | 27-11-2011
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O candidato do partido conservador no poder, Rossen Plevneliev, foi eleito presidente da Bulgária no segundo turno das eleições presidenciais, realizadas neste domingo, segundo pesquisas de boca de urna. De acordo com as estimativas, Plevneliev obteria entre 55% e 56% dos votos, superando amplamente o adversário socialista Ivailo Kalfin. No primeiro turno, realizado no dia 23 de outubro, Plevneliev recebeu 40,11% dos votos, contra 28,96% dados ao socialista Ivaylo Kalfin. Rossen Plevneliev, de 47 anos, foi apoiado pelo partido no governo GERB. No país mais pobre da União Europeia, o salário médio é de 360 euros por mês, estando há dois anos sem reajuste, enquanto os preços sobem, principalmente os da energia elétrica. O desemprego também não para de crescer, alcançando 9,45% em setembro. O presidente tem um papel limitado na Bulgária: garante a unidade da nação e representa o país nas relações internacionais, além de ser o comandante supremo das Forças Armadas. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 30-10-2011
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Candidato do partido do governo da Bulgária, o conservador Rosen Plevneliev ficou na frente no primeiro turno da eleição presidencial, de acordo com resultados de uma pesquisa de boca de urna elaborada pela Gallup. O ex-ministro da Construção aparece com 41,1% de apoio, na frente do candidato
www.estadao.com.br | 24-10-2011
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Rosen Plevneliev, candidato do governante e conservador partido GERB, ganhou o primeiro turno das eleições presidenciais da Bulgária, segundo uma pesquisa de boca de urna que o aponta como vencedor com 40,8% dos votos. Segundo a enquete do canal de televisão TV7, o candidato socialista, Ivailo Kalfin, obteve 27,6% dos votos, e assim garantiria sua presença no segundo turno no próximo domingo.
noticias.terra.com.br | 23-10-2011
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O candidato do partido do governo da Bulgária, Rosen Plevneliev, de direita, está liderando a corrida presidencial nas eleições de hoje, segundo resultados da primeira pesquisa de boca de urna. O ex-ministro da Construção estava com 41,1% de apoio, na frente do candidato socialista Ivaylo Kalfin,
www.estadao.com.br | 23-10-2011
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A presidente Dilma Rousseff (PT) chegou na madrugada deste domingo à Base Aérea de Brasília, depois de passar uma semana visitando três países da Europa Turquia, Bulgária e Bélgica. Segundo a assessoria da Presidência da República, Dilma não tem compromissos oficiais neste domingo, mas amanhã retoma uma série de reuniões no Planalto. À tarde, comanda reunião de coordenação política.
noticias.terra.com.br | 09-10-2011
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A presidente Dilma Rousseff viaja nesta quarta-feira a Gabrovo, na região central da Bulgária, a cidade natal do seu pai. Após cumprir uma agenda política e de negócios na quarta-feira na capital Sófia, Dilma tirará o dia para fazer turismo e para conhecer pela primeira vez a terra das suas raízes
www.estadao.com.br | 06-10-2011
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A presidente Dilma Rousseff viaja nesta quarta feira a Gabrovo, na região central da Bulgária, a cidade natal do seu pai. Após cumprir uma agenda política e de negócios na quarta feira na capital Sófia, Dilma tirará o dia para fazer turismo e para conhecer pela primeira vez a terra das suas raízes familiares.
noticias.terra.com.br | 06-10-2011
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A presidente Dilma Rousseff chegou hoje (2) a Bruxelas, capital da Bélgica, por volta das 14h (9h no horário de Brasília). Sem compromissos oficiais neste domingo, ela aproveitou o dia para visitar o Museu Margritte. Dilma ficará na Europa até o dia 9, depois de passar pela Bulgária e Turquia.
A presidente deve se reunir amanhã com o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jerome Valcke, para falar sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Um dos temas da pauta é a Lei Geral da Copa, que foi encaminhada pelo governo há cerca de duas semanas ao Co
www.folhadaregiao.com.br | 03-10-2011
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Oitenta pessoas foram resgatadas com vida do superlotado barco Bulgaria. Ministro afirmou não haver mais esperança de achar mais ssobreviventes.
g1.globo.com | 11-07-2011
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Milhares de pessoas realizaram neste sábado (26) um protesto contra o governo da Bulgária, no centro de Sóf...(leia mais)
feedproxy.google.com | 26-03-2011
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Milhares de pessoas realizaram hoje um protesto contra o governo da Bulgária, no centro de Sófia. Os manifestantes pedem a queda do governo de direita da Bulgária. "Hoje é o primeiro dia de nossa primavera de descontentamento", afirmou o parlamentar do Partido Socialista Rumen Ovcharov, em
www.estadao.com.br | 26-03-2011
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Após o término da Segunda Guerra Mundial, a Bulgária ficou sob a influência da União Soviética tornando-se uma república popular em 1946. O governo comunista terminou em 1990, quando o país teve eleições com a participação de diversos partidos. A Bulgária é membro da OTAN desde 2004 e aderiu à União Europeia em 2007.