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VARSÓVIA, Polônia - A União Europeia assinou nesta quinta-feira o acordo antipirataria Acta (sigla em inglês para Acordo Comercial Antipirataria). O texto foi assinado em Tóquio por 22 estados-membros da UE. A assinatura do Acta deve ser ratificada pelo Parlamento Europeu em junho. Entre os países signatários estão França, Polônia, Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Finlândia, Romênia, Irlanda e Grécia. Holanda, Chipre, Eslováquia, Estônia e Alemanha não assinaram o acordo, mas se comprometeram a fazê-lo no futuro, segundo informou o Partido Verde do Parlamento Europeu. Houve protestos contra o Acta no continente, sobretudo na Polônia, onde sites do governo foram derrubados pelo grupo hacker Anonymous e milhares de manifestantes protestaram diante do edifício da União Europeia em Varsóvia. Logo após a assinatura, os manifestantes se reuniram nas cidades polonesas de Poznan e Lublin para para protestar. Parlamentares do movimento de esquerda Palikot foram trabalhar vestindo máscaras para sinalizar insatisfação, enquanto o maior partido de oposição do país - o Lei e Justiça, de direita - pediu a realização de um referendo sobre o assunto. O Acta é um acordo comercial global que visa a harmonizar padrões internacionais para a proteção dos direitos de propriedade intelectual dos produtores de música, filmes, remédios, artigos de moda e uma gama de outros produtos alvos de pirataria, sobretudo on-line. Os que se opõem ao texto temem que o acordo abra brecha para que autoridades bloqueiem o conteúdo e o acesso à internet. O trecho mais criticado do acordo é o que permite aos países restringir o acesso do internauta à rede caso ele reincida na prática da pirataria após duas notificações das autoridades, que passam a poder solicitar aos provedores de internet os dados pessoais dos clientes. O Acta tem aspectos semelhantes aos dos controversos projetos de lei americanos Sopa (sigla de Stop Online Piracy Act) e Pipa (Protect Intellectual Property Act), que foram engavetados na semana passada depois do protesto que tirou do ar ou escureceu a cor de fundo de milhares de sites da internet, entre eles Wikipédia e Google. Uma estrela do rock polonês, Zbigniew Holdys, saiu em apoio ao Acta, acusando os ativistas internet, que criticam o acordo, de lucrar com a pirataria on-line. Os estados signatários não são obrigados a cumprir os artigos do acordo. Segundo o “El Pais”, quando veio a público as negociações sigilosas sobre o Acta, as autoridades europeias tentaram abafar o escândalo garantindo que, na União Europeia, qualquer punição contra pirataria se daria por vias judiciais. As negociações sobre o Acta se iniciaram em 2007, sob sigilo e críticas. Os primeiros a assinarem do acordo foram Estados Unidos, Japão e Suíça. Mais tarde, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Marrocos, México, Nova Zelândia e Cingapura também fizeram parte do grupo. Nenhum país da América do Sul assinou o Acta até o momento.
oglobo.globo.com | 26-01-2012
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MADRI - A agência de classificação de risco Fitch anunciou nesta quinta-feira que espera que a revisão dos ratings de seis países da zona do euro resulte no rebaixamento de notas em até dois níveis. Em uma conferência realizada em Madri, o diretor sênior da Fitch, Edward Parker, disse que as soluções apresentadas até o momento para resolver a crise econômica que atinge a União Europeia (UE) não se “adequaram à crise” e que o bloco continuará a enfrentar dificuldades em 2012 por causa da queda do crescimento. A Fitch colocou as notas da Bélgica, Espanha, Eslovênia, Itália, Irlanda e Chipre em revisão negativa no final de 2011. Sobre a nota da dívida soberana espanhola, Parker afirmou que a revisão levará em consideração os recentes esforços do governo para cortar os custos e implementar reformas. No entanto, o economista ressaltou que "há problemas contínuos com as finanças públicas e com os ativos bancários”. Segundo ele, o mercado de trabalho no país está “disfuncional”. Itália é o principal alvo O diretor sênior para Negócios e Relação Administrativa da Fitch, Alessandro Settepani, antecipou na quarta-feira que a nota da dívida soberana da Itália pode ser rebaixada em dois níveis. Segundo ele, o comitê irá avaliar os níveis de refinanciamento e as medidas para o crescimento econômico, mas que há uma forte possibilidade da Itália perder o rating A+.
oglobo.globo.com | 19-01-2012
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A Eurozona, que esperava recuperar certa tranquilidade neste início de ano, voltou a afundar na crise depois do rebaixamento em série pela agência Standard & Poor′s das notas de mais da metade de seus membros, entre eles a França, que perdeu seu triplo A e se distanciou da Alemanha. A esta nova turbulência, soma-se o impasse das negociações sobre o pagamento parcial da dívida da Grécia pelos bancos, processo vital para que o país não entre em falência.
Após o êxito das primeiras emissões da dívida da Itália e da Espanha, sinal de um possível fim do risco de alastramento da crise, a Standard and Poor`s (S&P) cumpriu na sexta-feira à noite suas ameaças.
A agência de notação financeira, que previa rebaixar a nota de 16 dos 17 países da União Monetária, rebaixou nove.
O maior golpe foi contra a França, segunda maior economia europeia, que perdeu seu triplo A, a maior pontuação possível, e desceu um escalão junto com a Áustria, para AA .
Restam apenas quatro países com triplo A na Eurozona, o que lhes permite emitir dívida com um menor custo.
Os países alvos dos mercados têm sido duramente atingidos: Itália e Espanha perderam dois escalões, como Portugal e Chipre, cujas dívidas foram rebaixadas pela S&P para o grau de investimento "especulativo". As notas de Malta, Eslováquia e Eslovênia, também perderam uma gradação.
A S&P ainda ameaça uma maior degradação até o final de 2013 para todos os países da Eurozona, com exceção da Alemanha e da Eslováquia.
A chefe do governo alemão, Angela Merkel, disse neste sábado que a decisão da S&P confirma que "falta percorrer um longo caminho para restaurar a confiança dos investidores", apesar de tentar relativizar a decisão da S&P.
"No entanto, também está claro que nos comprometemos de forma determinada com este caminho de moeda estável, finanças sólidas e crescimento duradouro", afirmou em seu discurso no congresso de seu partido, o conservador CDU.
Merkel também insistiu na adoção rápida do pacto fiscal para recuperar a confiança dos investidores na Zona Euro.
Os líderes e as instituições europeias são os principais alvos da agência, que criticou o fracasso das soluções que surgiram a partir das várias reuniões de cúpula decisivas. "Em um momento em que todos os governos e todas as instituições europeias estão mobilizados (para reforçar o controle das finanças públicas e da governança da União Monetária), estou surpreso com o momento escolhido pela Standard and Poor`s e por sua avaliação que não leva em conta a evolução atual", declarou neste sábado o comissário europeu dos Serviços Financeiros, Michel Barnier.
Bruxelas caracterizou esta decisão como "inconsistente".
"A eficiência, estabilidade e previsibilidade da política e das instituições políticas europeias não são tão sólidas como deveriam", advertiu a agência de classificação, lamentando que a reforma "repousa sobre um único pilar, o da austeridade fiscal".
A S&P também ataca os "recursos insuficientes e pouco flexíveis" do Fundo de Ajuda da Eurozona (FEEF). Berlim se recusa a fortalecer o fundo para evitar a propagação da crise da dívida.
A agência critica a França por seu "nível relativamente elevado da dívida pública" e a "rigidez do mercado de trabalho".
A menos de 100 dias da eleição presidencial francesa, esta decisão cai em um momento ruim para o presidente Nicolas Sarkozy, que tinha anunciado que a conservação do triplo A era sua prioridade.
O primeiro-ministro francês François Fillon reconheceu neste sábado que, embora esperada, esta decisão veio "na hora errada", embora "seja apenas uma advertência que não deve ser dramatizada, mas também não pode ser subestimada".
A degradação da nota francesa ameaça ter repercussões graves para Eurozona. O FEEF também pode perder seu triplo A, que é garantido em conjunto por Paris e Berlim.
O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, por sua vez, defendeu sua política antidéficit e pediu reformas em todos os países da União Europeia.
"O governo que eu presido sabe perfeitamente o que é preciso fazer para melhorar a reputação da Espanha, para crescer e criar empregos, e vai fazer isso", declarou durante uma reunião de sua formação, o Partido Popular.
Mariano Rajoy disse que defenderá essa política de austeridade na cúpula europeia informal de 30 de janeiro.
"Eu vou fazer uma aposta clara, firme e firme e contundente no euro. Vou dizer que não podemos gastar o que não temos, que é preciso controlar o déficit (...) Vou dizer que todos os países da União Europeia têm que fazer reformas econômicas e vou dizer que a União Europeia tem que resolver os problemas de financiamento", declarou.
A decisão da S&P abafou outra importante notícia vinda da Grécia, epicentro da crise da dívida desde 2010. Os bancos, que estão imersos em uma briga com os líderes europeus que querem o pagamento de metade da dívida grega nos seus balanços, suspenderam as negociações na sexta-feira.
A atitude sugere que eles poderão rever o compromisso assumido no dia 27 de outubro para reestruturar a dívida do país, condição necessária para evitar um default descontrolado. Um blefe ou uma ameaça real? As negociações serão retomadas na quarta-feira. Da AFP Paris
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www.pernambuco.com | 14-01-2012
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A agência de classificação de risco financeiro Standard and Poor′s reduziu nesta sexta-feira as notas das dívidas soberanas de nove países europeus, entre eles França, Itália, Espanha e Portugal, mas manteve o "rating" da Alemanha. Na maior parte dos casos, além da redução da nota, os países ficaram sob "perspectiva negativa", o que abre caminho para novas baixas. A principal exceção desta chamada "sexta-feira 13" foi a Alemanha, que teve sua nota da dívida soberana mantida em AAA, com perspectiva estável, segundo o site da S&P. Também escaparam do "corte" Holanda, Bélgica, Estônia, Finlândia, Irlanda e Luxemburgo. Após a "degola" desta sexta-feira, apenas Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Finlândia mantêm a nota máxima AAA por parte da Standard and Poor`s. Segundo a agência de classificação de risco, o pacto fiscal que está sendo negociado para reforçar a disciplina fiscal na zona do euro "não representa um avanço significativo e de alcance suficiente para solucionar completamente os problemas financeiros da região". A França, que gozava de um rating de crédito superior, teve sua nota AAA reduzida para AA , comprometendo a credibilidade do país e intensificando as incertezas sobre a crise da dívida. O primeiro-ministro francês, François Fillon, estimou que "não é uma boa notícia, mas também não é uma catástrofe, já que não são as agências de classificação que ditam a política da França". A redução da nota da Itália foi mais severa, em dois níveis, de A para BBB , deixando o país no mesmo patamar da Irlanda. A S&P já havia reduzido a nota da Itália, de A para A, em setembro passado, diante da instabilidade do governo de Silvio Berlusconi e de sua resistência a aplicar medidas de austeridade. Em novembro, o governo de Berlusconi foi substituído por um executivo de tecnocratas dirigido pelo ex-comissário europeu Mario Monti, que logo adotou um duro plano de austeridade, o terceiro em poucos meses, visando equilibrar as contas públicas em 2013. Com um nível recorde de dívida (1,9 trilhão de euros ou 120% do PIB) e uma economia em recessão, a Itália deve enfrentar este ano o desafio de buscar 450 bilhões de euros nos mercados, pagando taxas superiores às habituais. Esta é a primeira vez que a dívida a longo prazo da Itália cai para a classificação B, o que deixa o país no mesmo nível de Colômbia, Cazaquistão, África do Sul e Tailândia. Portugal sofreu uma queda em dois degraus, de BBB- para BB, passando à categoria de investimentos especulativos, com perpectiva negativa, o que antecipa uma nova revisão a médio prazo. A nota da Espanha também caiu em dois níveis, de AA- a A, e segundo a S&P, há uma chance em três de uma nova redução em 2012 ou 2013, especialmente se o governo em Madri não conseguir reduzir o elevado nível de desemprego. A Standard and Poor`s reduziu ainda as notas de Áustria, Eslováquia, Eslovênia, Chipre e Malta. A nota da Áustria caiu de AAA para AA , com perspectiva negativa. O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, reagiu à decisão da S&P afirmando que fará "todo o possível" para conservar a nota máxima (AAA) do fundo de resgate europeu, principal instrumento para se enfrentar a crise da dívida. "Os países que dão garantia ao FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) estão determinados a fazer todo o possível para conservar o triplo A do Fundo", destacou Juncker. O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Olli Rehn, lamentou "a decisão inconsistente" da Standard & Poor`s, especialmente "no momento em que a zona do euro está tomando medidas decisivas para enfrentar a crise". Os países da União Europeia, exceto a Grã-Bretanha, acertaram um pacto em dezembro passado para reforçar a austeridade e a coordenação econômica na zona do euro, que prevê sanções quase automáticas para os Estados cujo déficit fiscal ultrapassar 3% do PIB. O pacto será debatido na Cúpula europeia do próximo dia 30 de janeiro, em Bruxelas, visando sua aplicação a partir de março. O ministério alemão da Economia garantiu que a zona do euro vai "sanear suas finanças públicas" e que a Alemanha está "determinada para contribuir com a superação da crise". "Com o andamento das decisões da Cúpula (da UE em dezembro) e com o acordo vinculante sobre regras fiscais concretas, vamos estabilizar as finanças dos membros da zona do euro de forma duradoura e recuperar a confiança dos mercados". O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, citou o caso específico da França, que segue no "bom caminho", apesar da decisão da S&P. "Juntos devemos cumprir as regras, manter a competitividade, o que vamos fazer unidos. Estamos no bom caminho", declarou Schäuble à imprensa em meio à "sexta-feira 13". O ministro destacou que apenas a Standard & Poor`s reduziu a nota da França, que segue com AAA na classificação das outras duas principais agências: Moody`s e Fitch.
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www.pernambuco.com | 14-01-2012
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BEIRUTE e PARIS - O governo francês, organizações humanitárias e a oposição síria pediram uma investigação independente sobre o jornalista Gilles Jacquier, morto durante um ataque em Homs. Mais cedo, a Turquia acusou um navio russo de levar um carregamento de armas para Damasco, e um segundo observador da Liga Árabe teria ameaçado deixar a missão na Síria apenas um dia depois de um monitor argelino abandonar a comissão. Jacquier foi morto em um ataque ainda não esclarecido na cidade de Homs na quarta-feira. De acordo com testemunhas, um grupo de jornalistas foi atingido por diversas granadas, matando outras sete pessoas e ferindo mais 25. A oposição convocou protestos pela morte do cinegrafista nesta quinta-feira. - A morte do jornalista francês levanta um número de questões: quem fez o ataque? Qual era o propósito? Não sabemos as respostas. Então, é importante que seja iniciada uma investigação crível - disse Nadim Houry, da Human Rights Watch. O ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppé, já tinha acusado na quarta-feira o governo do presidente Bashar al-Assad pelo incidente: - Depende das autoridades sírias a segurança de jornalistas estrangeiros em seu território - disse ele. De acordo com o jornal inglês “Guardian”, o diretor editorial da France Televisions embarcará para a Síria nesta quinta-feira para trazer de volta o corpo do jornalista morto e os sobreviventes Christophe Kenck e a mulher do fotógrafo, que estão em estado de choque. O corpo de Jacquier está no Hospital Francês de Damasco. Ativistas sírios publicaram um vídeo reclamando de terem sido impedidos pela polícia de prestar uma homenagem ao jornalista na porta do Centro Cultural Sírio em Paris. - Hoje nós queríamos deixar uma foto dele (Jacquier) no Centro Cultural Sírio para representar o crime do regime de Bashar al-Assad e ficamos surpresos em ver antes da gente a polícia e uma presença significativa de segurança protegendo o local e impedindo que colocássemos essa foto em homenagem a Gilles Jacquier. Gostaríamos de expressar nossa surpresa com isso e gostaríamos de uma explicação do por quê fomos impedidos de prestar um simples tributo a esse jornalista, esse herói - diz um homem que aparece no vídeo. A Turquia afirmou que um navio russo, carregado de armas e munição, aportou na Síria nesta quinta-feira. O navio teria feito uma parada não programada no Chipre, violando o embargo europeu sobre carregamentos armamentistas para a Síria. As autoridades do Chipre disseram que liberaram a partida da embarcação após serem informadas de uma suposta mudança de destino para a Turquia. Ex-monitor diz que mais deixaram a missão da Liga Árabe O argelino Anwar Malek, observador que abandonou a missão da Liga Árabe na quarta-feira, afirmou, em entrevista por telefone à agência Reuters, que mais integrantes da missão já deixaram a Síria por acreditar que a delegação contribui para o aumento da violência no país. Teriam saído um egípcio, um especialista criminal do Marrocos e um integrante humanitário do Djibuti. A informação ainda não foi confirmada. De acordo com Malek, o único motivo que impede mais desistências é que muitos monitores obedecem a ordens de seus países, colocando-as como prioridade, à frente dos objetivos da equipe árabe. Ele afirmou que observadores sudaneses enviam relatórios para seu governo antes de mandá-los para o centro de operações da missão em Damasco e que os monitores iraquianos relutam a visitar redutos da oposição síria. Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira uma redução na equipe de sua embaixada na Síria por causa das condições de segurança no país. O Departamento de Estado ordenou que a saída de alguns funcionários seja feita o mais breve possível e lembrou que os americanos devem evitar viagens a Síria. Nesta quinta-feira, cerca de 150 expatriados sírios partiram em comboio da Turquia em direção a Síria, para levar mantimentos, remédios e roupas para a população do país, em uma campanha organizada via Facebook. A Turquia possui uma fronteira de 900 km com a Síria. Os organizadores do comboio ainda não sabem se conseguirão entrar na Síria para entregar a ajuda.
oglobo.globo.com | 12-01-2012
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LONDRES — A agência de classificação de risco Moody's reduziu em dois níveis a nota da dívida da Bélgica, citando a frágil confiança na zona do euro que pode causar pressões de financiamento para países com dívida elevada. A agência reduziu a nota belga em moeda local e estrangeira de Aa1 para Aa3. O novo rating tem perspectiva negativa, o que significa que outro rebaixamento é possível nos próximos anos. Já a Fitch confirmou nesta sexta-feira a nota AAA da economia francesa, mas alertou que pode rebaixar outros seis países da zona do euro: Bélgica, Chipre, Eslovênia, Espanha, Irlanda e Itália. A Fitch explicou que a classificação de crédito da França é sustentada pela riqueza do país e a diversidade da economia e assinalou que o governo conservador do presidente Nicolas Sarkozy adotou diversas medidas para fortalecer suas finanças. Por outro lado, a agência disse que a dívida pública francesa pode atingir 92% do PIB em 2014. Como resultado, o viés do país foi revisado de “estável” para “negativo”, o que não implica a possibilidade de um rebaixamento. No mesmo comunicado, a Fitch alertou que pode rebaixar algumas outras economias de grande porte na zona do euro, notadamente Itália e Espanha. A agência afirma que, após a cúpula da União Europeia na semana passada, “concluiu que uma ampla solução para a crise na zona do euro está técnica e politicamente fora de alcance”. A Fitch pretende concluir até o fim de janeiro a revisão dos seis países da zona do euro ameaçados nesta sexta-feira, e estuda a possibilidade de rebaixá-los em um ou dois graus. Autoridades francesas e investidores temiam que a França pudesse ser rebaixada, o que teria graves repercussões sobre os esforços europeus para conter a crise da dívida. As classificações AAA da França e da Alemanha sustentam o risco do fundo de resgate da zona do euro. Três dos 17 países do bloco já receberam empréstimos – Grécia, Irlanda e Portugal. Os investidores temem que o custo de financiamento de Espanha e Itália suba tão rapidamente que ambas precisem também de ajuda financeira. Os dois países são considerados grandes demais para que possam ser resgatados pelo fundo europeu.
oglobo.globo.com | 16-12-2011
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NICÓSIA - Doze civis foram mortos a tiros neste sábado na Síria pelas forças de segurança do regime do presidente Bashar al-Assad, no momento em que países ocidentais manifestam suas preocupações frente a uma nova operação contra a cidade de Homs. Estes novos episódios de violência ocorreram na véspera de uma greve geral convocada por militares pró-democracia como parte de uma campanha de desobediência civil. Três civis foram mortos em Homs (centro) e dois outros em aldeias da província de Deraa (sul), segundo a organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede em Londres. Homens das forças de segurança atiraram em pessoas que assistiam a funerais, deixando também quatro mortos em Maaret al-Noman, na província de Idleb (noroeste), segundo a OSDH, enquanto três civis morreram e oito ficaram feridos em Hama (centro). Além disso, três homens sequestrados há três semanas em Harasta, perto de Damasco, com idades de 28, 37 e 38 anos, morreram "sob tortura", acrescentou o OSDH, sem precisar quem poderiam ser os autores desses crimes. Na sexta-feira, 41 civis, entre eles sete crianças, foram mortos pelas forças de segurança durante manifestações contra o regime, em particular perto de Damasco e Homs, ainda segundo o Observatório. De acordo com a ONU, a repressão à revolta popular contra o regime de Assad deixou mais de 4.000 mortos desde março. Na sexta-feira, o Conselho Nacional Sírio (CNS), que reúne a maioria das correntes de oposição, disse temer um "massacre" em Homs, alvo de uma repressão violenta há semanas. "Todas as informações, os vídeos, assim como militantes no local afirmam que o regime se prepara para cometer uma chacina coletiva para fazer calar a revolução a Homs, e apresentar o fato como exemplo para as outras regiões", afirmou o CNS em comunicado. Países ocidentais manifestaram sua preocupação e alertaram o governo da Síria para qualquer ato que afete a população civil. "A França está profundamente preocupada com as informações relacionadas a uma operação militar de grande envergadura que as forças de segurança sírias preparam contra a cidade de Homs", disse neste sábado o porta-voz da Chancelaria francesa, Bernard Valero. Estados Unidos e Reino Unido já haviam expressado na sexta-feira sua preocupação com o que ocorre em Homs. A Chancelaria britânica pediu que Damasco "retire imediatamente suas forças" dessa cidade. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 10-12-2011
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ISTAMBUL - Enquanto a crise econômica se espalha pela União Europeia, uma assertiva Turquia lança um crescente olhar sobre o leste ao invés do oeste, e se pergunta: a Turquia deve rejeitar a Europa antes que a Europa rejeite a Turquia? Quando o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan chegou ao poder em 2002, ele fez da entrada do país na União Europeia o seu grande objetivo político. Determinado a incluir a Turquia no Ocidente, o Partido da Justiça e Desenvolvimento, islamista moderado, ao qual Erdogan pertence, abordou temas espinhosos como a melhoria dos direitos de minorias e a flexibilização das restrições à liberdade de expressão - tudo para colocar o país mais perto dos vizinhos ocidentais. Mas a jogada turca foi recebida com ceticismo e até com o desprezo de alguns membros do bloco, até por conta da população quase inteiramente muçulmana do país. As negociações se arrastaram indefinidamente sem nunca mostrar um caminho claro para a adesão. Agora é a Turquia que se cansou da ideia, dizem analistas. Com a Europa balançada por uma crise de crédito espiral e o tumulto da Primavera Árabe criando oportunidades para a Turquia se tornar um novo poder regional, os turcos estão considerando um passo que seria impensável há poucos anos: deixar a UE para trás. - O primeiro-ministro Erdogan quis ser o primeiro líder islâmico conservador que iria trazer a Turquia para o Ocidente, mas depois de a Europa traí-lo, ele abandonou essas ambições - diz Erol Yarar, que tem acesso ao primeiro-ministro e é fundador de um grupo de negócios religiosos conservadores que abrange 20 mil empresas - Hoje, a União Europeia não tem absolutamente nenhuma influência sobre a Turquia e a maioria dos turcos estão se perguntando: ‘Por que nós deveríamos fazer parte dessa bagunça?’. A política externa da Turquia tem se tornado mais forte no Oriente Médio, o que ficou em evidência na semana passada, quando o país impôs sanções à Síria e se preparou para uma possível intervenção militar. A Turquia também se tornou uma poderosa voz de indignação regional sobre o tratamento israelense a palestinos, especialmente depois que, em consequência da violenta ação israelense contra a flotilha de ajuda humanitária que tentava chegar a Gaza, congelou as relações com o Estado judeu. Com Chipre no comando da UE, cenário piora Enquanto isso, autoridades turcas dizem que as relações com a UE chegaram a um nível de desesperança irreparável, que piorou com a projeção de que o Chipre assumirá a Presidência rotativa do bloco em 2012. A Turquia trava uma luta política com o Chipre desde 1974, quando invadiu a ilha para evitar uma união proposta com a Grécia e estabeleceu um governo rival na parte étnica turca de Chipre que só Ancara reconhece. De acordo com o jornal turco “Milliyet”, o presidente da Turquia, Abdullah Gul, classificou o Chipre como “um país pela metade” que iria levar a “uma união miserável”. Então, quando a França propôs na semana passada que a Turquia fosse convidada a participar de um encontro entre os ministros de Relações Exteriores da UE para discutir a situação da Síria, o Chipre vetou a ideia. Um século atrás, quando o Império Otomano estava decaindo, a Turquia ganhou o controverso apelido de “o homem doente da Europa”. Agora, muitos turcos tripudiam sobre a projeção de que a economia nacional deve crescer 7,5% neste ano enquanto a Europa está adoecida. - Aqueles que nos chamaram de “doentes” no passado agora estão “doentes”. Que Deus lhes permita se reconstruir - disse o ministro da Economia turco, Zafer Caglayan, recentemente. Com a Presidência da UE nas mãos do Chipre em 2012, as negociações vão efetivamente se congelar, ainda mais após a Turquia anunciar que vai boicotar a Presidência. Se as conversas estiverem na mesma situação em 2014, fontes do governo turco afirmam que o país pode abandonar a tentativa de adesão. A opinião pública da Turquia já mudou sua visão sobre a questão. De acordo com pesquisas, 73% dos turcos viam a entrada na UE como algo positivo em 2004, mas apenas 38% pensavam o mesmo em 2010. O ministro turco para assuntos da União Europeia, Egemen Bagis, disse que a Turquia continua comprometida com a entrada na UE. Com sua força de trabalho jovem e dinâmica, grande mercado doméstico e papel regional crescente, a Turquia seria, mais do que nunca, na visão de Bagis, um trunfo para uma oscilante UE. - Calma, Europa. A Turquia está chegando para o resgate - disse o ministro. Mas empresários do país, que têm apoiado firmemente a adesão, estão descobrindo o quão isso é difícil. Yarar, líder de um grupo de empresários e dono de uma empresa química e de uma alimentícia, observou que o comércio da Turquia tem se deslocado para o leste. Embora a Europa ainda tenha comprado 56% das exportações turcas em 2010, o percentual para o Oriente Médio ficou em 20%, enquanto era apenas 12,5% em 2004. - Vai levar dez anos, mas a Primavera Árabe vai tornar esses mercados ainda mais atrativos - prevê o empresário. Influência no mundo árabe pode atrair europeus A relação esfriada com a Turquia está custando a influência europeia no mundo árabe, onde a Turquia, um membro da Otan que faz fronteira com Irã, Iraque e Síria, está se tornando um importante interlocutor para o Ocidente. Pela primeira vez em décadas, analistas dizem que a Europa precisa mais da Turquia do que a Turquia precisa da Europa. Para os manifestantes nas ruas de Cairo, no Egito, ou Homs, na Síria, Erdogan, um muçulmano que governa um próspero país com 78 milhões de habitantes, é um símbolo da compatibilidade da democracia com o Islã, enquanto a hostilidade europeia a seus residentes muçulmanos mina a sua influência na região. Membros do alto escalão turco dizem que Recep Tayyip Erdogan se afastou da Europa e abraçou Washington - um desenvolvimento visto quando a Turquia anunciou sanções contra a Síria. Enquanto Erdogan coordenou o assunto de perto com Barack Obama, a Europa deu apenas suporte. O declínio da influência europeia também pode corroer a ambição turca de ser um modelo de democracia para o mundo árabe. Defensores dos direitos humanos dizem que, sem a perspectiva de adesão à União Europeia, a veia autoritária do governo turco está crescendo sem controle. Um relatório de novembro da Comissão Europeia aponta que 64 jornalistas foram presos na Turquia e um grupo de mídia de destaque que criticou o partido governante recebeu uma multa fiscal de US$ 2,5 bilhões Em Istambul, cidade cosmopolita, mesmo os ambiciosos e educados jovens estão fartos da União Europeia. Em um café do lado ocidental de Bósforo (estreito que corta a cidade e separa a Europa da Ásia), Tugce Erbad, uma estudante de finanças internacionais de 19 anos, diz que sua geração não está interessada em entrar em uma União Europeia que está afundando. Mesmo assim, acha que ela e seus amigos ainda são mais atraídos pela Europa do que pelo mundo árabe. - Eu prefiriria ir para Paris do que para Beirute - diz, antes de acrescentar rapidamente: - A Turquia não é leste ou oeste. Estamos nos movendo em nossa própria direção.
oglobo.globo.com | 06-12-2011
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A chanceler alemã Angela Merkel declarou nesta terça-feira em Berlim que seguirá aplicando as reformas importantes, ao relativizar as ameaças de rebaixamento da nota da Alemanha e de outros países da zona do euro formuladas pela agência Standard & Poor's.
O governo francês disse que vai levar a sério o alerta da agência de classificação de risco de que seu rating "AAA" pode ser cortado em dois degraus, mas afirmou não ver necessidade de mais cortes orçamentários ou esperar dificuldades para emitir dívida no próximo ano.
Ontem, a S&P colocou a nota de 15 dos 17 países da zona do euro em revisão para possível rebaixamento. Só não foi colocada em revisão a nota de Chipre, que já está em revisão para rebaixamento, e a da Grécia.
Leia mais (06/12/2011 - 08h39)
redir.folha.com.br | 06-12-2011
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Um funcionário graduado do governo da República Turca do Norte do Chipre (RTNC) disse que manobras militares anuais foram canceladas para "melhorar a atmosfera" com seus vizinhos gregos da República do Chipre, em meio às negociações para uma possível reunificação da ilha no Leste do Mediterrâneo.
www.estadao.com.br | 18-10-2011
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O presidente do Chipre, Dimitris Christofias, é o principal responsável pela explosão da munição confiscada de um navio cipriota iraniano, que matou 13 pessoas e provocou uma crise política e econômica na ilha, indicou uma investigação oficial nesta segunda-feira. O investigador Polys Polyviou
www.estadao.com.br | 03-10-2011
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O governo americano defendeu o "direito" do Chipre a explorar gás nas suas costas do Mediterrâneo, perante a Turquia, que considera a operação como uma "provocação" e ameaça não reconhecer a presidência cipriota da União Europeia em 2012.
tv1.rtp.pt | 30-09-2011
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A agência de notação financeira Standard & Poor`s (S&P) colocou hoje a dívida soberana do Chipre em perspetiva negativa, por considerar que o Governo terá dificuldades em aprovar as medidas para reduzir o défice.
tv1.rtp.pt | 12-08-2011
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tv1.rtp.pt | 11-08-2011
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“É a décima segunda hora do Governo”, escreve o Politis, numa altura em que Chipre está em plena crise política e financeira. A […] (News in brief : cover)
www.presseurop.eu | 28-07-2011
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A agência Fitch baixou hoje a notação da dívida soberana de Chipre de “AA-” para “A-”, a longo prazo, com uma perspectiva negativa, justificando que o sistema financeiro e as contas do Governo cipriota estão expostas à crise na Grécia.
feedproxy.google.com | 31-05-2011
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O presidente italiano Giorgio Napolitano anunciou nesta segunda-feira a elevação ao posto de embaixador do representante palestino em Roma, durante um encontro com o presidente Mahmud Abbas, fazendo da Itália o oitavo país da UE a tomar essa decisão. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 16-05-2011
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Após relatos de até 70 mortes durante o dia mais sangrento da repressão síria aos protestos no país, o presidente americano Barack Obama pediu o fim "imediato" dos confrontos e condenou o "recurso ultrajante à violência" utilizado pelo governo do ditador Bashar al Assad pra conter as manifestações.
"Este ultrajante uso da violência para conter os protestos precisa ser interrompido imediatamente. Ao invés de ouvir seu próprio povo, Assad está culpando outros enquanto busca auxílio do Irã para reprimir os cidadãos da Síria por meio das mesmas técnicas brutais que já foram usadas pelos aliados iranianos", disse.
Petros Karadjias/Associated Press
Manifestante queima imagem do ditador Bashar al Assad em protestos em frente à Embaixada da Síria no Chipre
Leia mais (22/04/2011 - 19h57)
redir.folha.com.br | 22-04-2011
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