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A onda de frio prolongado que atinge a Europa matou 215 russos neste ano, informou o Ministério da Saúde da Rússia nesta segunda-feira, elevando o total de mortes no continente europeu para bem acima de 600. Pesadas nevascas continuavam a cair nesta segunda-feira na Romênia e na Bulgária, mas na
www.estadao.com.br | 13-02-2012
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Um frio glacial acompanhado de fortes nevascas e rajadas de vento persistia nesta quarta-feira na Europa, deixando mais de 480 mortos em apenas duas semanas, a maioria no leste do continente, causando perturbações na Itália e na região dos Bálcãs. O país mais afetado até o momento é a Ucrânia, onde mais de 136 pessoas morreram até terça-feira, sendo 112 mortes causadas diretamente pelo frio. O sul do país está praticamente paralisado devido às nevascas, que bloquearam estradas.
Na Polônia, o número de mortos por hipotermia já chega a 74, com mais cinco em apenas 24 horas, informou a polícia. E é preciso somar cerca de 50 pessoas mortas devido a aquecedores defeituosos, que provocaram asfixia por monóxido de carbono e vários incêndios. O frio já deixou 24 mortos na República Tcheca, 23 na Lituânia, 10 na Letônia, três na Eslováquia e um na Estônia. Já a Rússia contabiliza desde o início de 2012 pelo menos 110 mortes de adultos em decorrência do frio, sendo 46 no mês de fevereiro, informou nesta quarta-feira o Ministério russo da Saúde. "Até hoje, 110 adultos morreram" de frio desde 1º de janeiro, disse à AFP o porta-voz do ministério, Konstantin Prochine, acrescentando que eventuais vítimas de menos de 18 anos não estão incluídas no registro devido à total falta de estatísticas. A temperatura caiu para 24 graus centígrados abaixo de zero na madrugada desta quarta-feira em Moscou, e se aproximava dos 34 graus abaixo de zero na Iakútia, na Sibéria Oriental. Em toda a região de Krasnodar, às margens do Mar Negro, as escolas foram fechadas por causa do frio intenso. A Bulgária também sofre muito com as nevascas, que paralisaram todos os transportes no nordeste e no leste do país, enquanto no sul o trânsito continuava suspenso após as inundações de segunda-feira, que deixaram oito mortos. Em diversas localidades do país, a situação era caótica, com testemunhos de motoristas presos na neve sem combustível e de aldeias inteiras isoladas sem comida ou eletricidade. Postos na fronteira da Bulgária com a Turquia e a Romênia precisaram ser fechados, assim como os grandes portos búlgaros no mar Negro, em Varna e Burgas. As autoridades decidiram que as escolas permanecerão fechadas até nova ordem, diante da previsão de novas nevascas. Na parte mais ocidental, a Itália é o país mais afetado pelas nevascas, e desde 1º de fevereiro o número de mortos chega a 40. Em Veneza, uma estátua de 9 metros de altura do artista Guerrino Lovato, símbolo do célebre carnaval deste ano, foi derrubada por violentas rajadas de vento de até 80 km por hora. Já em Turim o gelo provocou o rompimento de tubulações, que inundaram quatro estações do metrô. A situação é muito difícil inclusive no sul do país, depois de a neve chegar a quase três metros de espessura na região de Basilicata. Toda a região italiana próxima ao mar Adriático sofrerá nevascas nos próximos dias. Em Sérvia, Croácia, Bósnia, Macedônia e Montenegro pelo menos 70 mil pessoas estão há dias isoladas em aldeias recônditas devido ao fechamento das estradas pelo excesso da neve. O fechamento do tráfego fluvial pelo rio Danúbio nesta quarta-feira, diante do congelamento de centenas de quilômetros, também provocou enormes transtornos na região. Na Bósnia, onde as temperaturas caíram a 20 graus centígrados abaixo de zero, mais de 15 mil pessoas na região de Mostar (no sul do país) estavam nesta quarta-feira sem energia elétrica.
Três pessoas morreram por hipotermia na Romênia nas últimas 24 horas, elevando a 41 o total desde 24 de janeiro. Todo o sul da Romênia se mantém em estado de alerta diante da previsão de novas nevascas. Enquanto isso, na Hungria o número de vítimas por hipotermia chegou a 16 com a morte de três pessoas na terça-feira, de acordo com os serviços de emergência. Nos outros países da região, nesta quarta-feira o cenário era parecido. Na Áustria, a morte de um aposentado de 70 anos elevou o saldo de vítimas fatais a cinco desde a chegada da onda de frio. O número de mortos na Alemanha permanece em quatro, mas as autoridades alertaram a população diante da previsão de novas tempestades de neve. O tráfego fluvial no rio Meno foi suspenso. As autoridades francesas informaram que o número de mortos chegou a cinco, com a morte de quatro pessoas por intoxicação por monóxido de carbono. Genebra, na Suíça, seguia tentando resolver o caos do tráfego provocado pela ruptura de um enorme cano de drenagem devido ao excesso de gelo. Da AFP Paris
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www.pernambuco.com | 09-02-2012
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BRASÍLIA - A rotina de um ministro de Estado em um governo com 38 ministérios - incluindo as secretarias especiais e o Banco Central - pode ser pouco glamourosa e passar longe dos palácios. Essa é a situação de um grupo de ministros que, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, teve poucas oportunidades de despachar individualmente no gabinete da presidente, no terceiro andar do Palácio do Planalto. Ou nenhuma, como é o caso do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco. Segundo levantamento feito pelo GLOBO nas agendas de Dilma, a ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que oficialmente é ministro, aparecem uma única vez. O mesmo número de audiências dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro; do Turismo, Gastão Vieira; e do Esporte, Aldo Rebelo. Mas os três últimos têm menos de cinco meses na Esplanada dos Ministérios. Aliás, Gastão Vieira, em pouco mais de três meses de governo, já esteve individualmente com Dilma o mesmo número de vezes que seu antecessor, o deputado Pedro Novaes (PMDB-MA), em nove meses de Esplanada dos Ministérios: uma apenas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disputam o título de campeões de audiência com a presidente. O nome de cada um deles aparece 28 vezes nas agendas de Dilma. Além disso, ambos fazem parte da coordenação de governo, que se reúne semanalmente com a presidente. Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e de Minas e Energia, Edison Lobão, também são recebidos com frequência pela presidente: respectivamente 20 e 17 vezes. Lobão também integra a coordenação de governo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se 13 vezes com a presidente neste ano. Número indêntico ao do ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, e da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. No caso de Moreira Franco, seu nome não aparece em nenhuma das agendas oficiais de Dilma de 2011, publicadas diariamente na página da Presidência, na internet. Na rotina presidencial Moreira só aparece na agenda do vice Michel Temer, no dia 4 de outubro, quando ele ocupava a Presidência, por causa da viagem de Dilma à Bélgica, à Bulgária e à Turquia. Dilma fez apenas uma reunião ministerial A assessoria da SAE diz que, pela natureza da Secretaria, cuja função não é executar projetos, mas pensar o futuro do país, não há uma necessidade de audiências periódicas com a presidente. Segundo a assessoria, antes das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) — que Moreira passou a presidir em meados do ano —, os dois costumam ter uma conversa informal para tratar do encontro. Dilma participou das reuniões dos dias 26 de abril e 26 de julho. No primeiro ano de mandato, a presidente realizou somente uma reunião ministerial, no dia 14 de janeiro, no Planalto. Também fez reuniões setoriais para analisar o andamento de programas de governo, como os projetos de infraestrutura, o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em entrevista no café da manhã com jornalistas, antes do Natal, a presidente falou da diferença de papel dos ministérios e justificou a ausência ou pouca frequência de alguns ministros na sua agenda. — Falam no jornal que a presidente só fala com o ministro da Fazenda, com o ministro da Educação e com o ministro da Saúde. São diferentes demandas, completamente diferentes — afirmou. Os dados referentes às agendas de Dilma e Gleisi não são reais. Assim como os demais "ministros da casa", Gleisi é chamada ao gabinete da presidente com frequência sem que as audiências constem na agenda. Nessa mesma situação estão as ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e de Comunicação Social, Helena Chagas, além dos ministros da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho; do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Siqueira; da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Controladoria Geral da União, Jorge Hage.
oglobo.globo.com | 06-01-2012
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