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Dinamarca Saúde

LONDRES - Uma Escócia independente, o sonho de gerações de nacionalistas, seria um presente para uma economia relativamente rica, que tem seus alicerces no petróleo do Mar do Norte e no setor financeiro de Edimburgo. Mas criaria mais um pequeno Estado na beira de uma Europa vulnerável a impactos globais.

Os nacionalistas argumentam que a Escócia, um reino independente até 1707, será o próximo Estado europeu rico em energia, como a Noruega. Já os céticos veem um futuro candidato a socorro financeiro, como a Irlanda.

- A economia escocesa caminha razoavelmente bem - disse Brian Ashcroft, professor de Economia da Universidade de Strathclyde. - Está muito bem em comparação ao resto do Reino Unido e seria um Estado rico, mas a receita do petróleo é muito volátil.

A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo.

Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O governista Partido Nacional Escocês (SNP) argumenta que, embora pequeno, o território poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte.

O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014.

A consulta popular está travada num impasse entre o premier britânico, David Cameron, que quer uma votação o mais em breve possível, e os independentistas, que pretendem esperar até 2014 para terem tempo de fazer campanha pelo "sim".

Para o Partido Nacional , Cameron, que é contra a separação, está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas pelos escoceses.

Quase 40% apoiam divisão

Uma pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Cerca de 50% são contra, e um dos desafios é convencer esses eleitores de que a Escócia pode sobreviver sozinha.

Se a tendência mostrada pela pesquisa for revertida, a Escócia, uma nação de cerca de 5 milhões de habitantes, algo como em Noruega e Dinamarca, teria um divórcio difícil do longo parceiro.

Os independentistas querem 90% da receita derivada do petróleo do Mar do Norte, estimada em 13 bilhões de libras por ano, e só 8% da dívida britânica - em linha com a porcentagem da população.

Londres deve argumentar que o petróleo tem que ser dividido por todo o Reino Unido e talvez até pedir que uma eventual repartição seja feita de acordo com a população. Além disso, é possível que use na negociação o fato de ter colocado bilhões de libras em bancos escoceses durante a crise.

O europeísta SNP está determinado de que a Escócia deveria entrar automaticamente na União Europeia, mas analistas acreditam que um processo de aceitação deverá ser aplicado. Outra questão é a zona do euro, onde a entrada é condicionada a alguns comprometimentos por parte do país - mais um problema para uma independência que ainda parece longe de ser alcançada.

oglobo.globo.com | 13-01-2012

RIO - Se as festas de fim de ano representam uma preocupação para sua dieta e saúde, você ficará feliz em saber que o brinde a 2012 regado a espumante pode, na verdade, ser um bom aliado. Pesquisas mostram que a bebida traz benefícios para o pulmão e o coração, ajudando a controlar a pressão, se ingerida sem exageros. Além disso, uma taça do tipo mais consumido no país, o Brut, tem pouco menos de 100 calorias. Ou seja, se balanceada com alimentos mais leves, a festa de Ano Novo não precisa se transformar num pesadelo estendido até janeiro.

Um estudo realizado na Dinamarca mostra que as pessoas que tomam vinho tendem a se alimentar melhor. A pesquisa catalogou os hábitos de consumo de quem comprava vinho e de quem adquiria cerveja em supermercados. Os apreciadores da uva optavam por azeitonas, frutas, vegetais, queijos e carnes magras. Já quem escolhia cerveja preferia pratos prontos, manteiga ou margarina, salsichas, cordeiro e refrigerantes.

Essa é a lógica da escritora Cara Alwill Leyba, de 31 anos, que afirma ter mudado de vida após adotar a Dieta do Champanhe, há alguns anos. Cara, que tem um blog e está terminando um livro sobre o assunto, explica que não se trata de um programa fechado. A ideia é "glamorizar" o cardápio e, consequentemente, consumir alimentos mais leves:

— Se tiver que escolher entre um hambúrguer com refrigerante e um salmão com champanhe, você escolherá a segunda opção — defende.

Além de duas taças de espumante, Cara diz ter seguido cardápios de 1200 a 1400 calorias por dia. Na opinião da nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica Mariana Del Bosco, a fórmula para perder peso não tem mistério:

— Não vejo comprovação científica no uso do espumante para emagrecer. Para perder peso, é preciso ter déficit calórico, havendo álcool ou não na dieta. Mas a recomendação para esse consumo tem que ser cuidadosa.

Ela lembra que a Organização Mundial da Saúde indica que mulheres bebam até uma dose diária de álcool e homens, duas. Se ao usar a moderação é possível manter a boa forma, o consumo de espumante pode ainda proteger o coração, mostra uma pesquisa da Universidade de Reading, no Reino Unido:

— Os espumantes e vinhos tintos têm antioxidantes, os polifenóis, que ajudam na liberação do óxido nítrico. Ele promove o relaxamento dos vasos, evitando aterosclerose — explica Serafim Borges, cardiologista da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio.

O cardiologista Jairo Monson de Souza Filho, que há 20 anos estuda sobre vinhos, lembra que os tintos têm mais polifenóis que os demais e, por isso, seus benefícios são mais reconhecidos. Mas, para alguns efeitos, a quantidade não é importante. Além disso, vinhos tranquilos são diuréticos e ajudam na função pulmonar, segundo o especialista. Outra característica é que o espumante é rico em potássio, magnésio e gás carbônico, o que melhora a digestão e, em certas condições, ajuda no combate à pressão alta.

oglobo.globo.com | 23-12-2011

RIO e NOVA YORK — Autoridades sanitárias de 12 países, incluindo o Brasil, estão acompanhando com interesse as discussões na França a respeito dos riscos das próteses de mama PIP (sigla de Poly Implant Prothèse) — fabricadas pela empresa de mesmo nome —, que têm silicone industrial em sua composição e vêm se rompendo numa taxa muito acima do normal. Ainda não está claro se este tipo implante causa danos à saúde, como, por exemplo, câncer de seio: o governo da França avalia se as cerca de 30 mil mulheres que os receberam no país serão convocadas para removê-los. Estima-se que pelo menos 300 mil próteses da PIP tenham sido usadas em todo o mundo em cirurgia cosmética, para aumentar as mamas ou para substituir tecido mamário, antes do fechamento da empresa, no ano passado. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu as PIPs em 2010. O órgão estima que 25 mil próteses tenham sido usadas no país.

A França já registrou oito casos de câncer em mulheres com implantes mamários fabricados pela PIP, acusada de usar em seus modelos silicone de grau industrial, normalmente encontrado em computadores e utensílios de cozinha. Mas as autoridades não sabem se há relação direta entre as próteses PIP e tumores malignos. O governo francês pagará pela remoção, caso venha a determiná-la, mas não financiará a colocação de novas próteses. Será preciso decidir se os riscos associados à retirada dos implantes é maior do que os riscos desconhecidos de mantê-los.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) diz que, por enquanto, não há motivos para as pacientes com próteses PIP se preocuparem com um possível risco de câncer. Em caso de suspeita de ruptura da prótese, no entanto, as pacientes devem procurar seus médicos imediatamente. E, se não perceberem qualquer problema, devem voltar ao consultório antes do prazo habitual estipulado para revisão, que é de dez anos.

— É como se a prótese PIP fosse batizada — afirma o médico José Horácio Aboudib, presidente eleito da SBCP. — De má qualidade, este modelo se rompe mais facilmente. Apesar de a Anvisa ter proibido o uso no Brasil, uma parcela de pacientes brasileiras ainda tem esse tipo de modelo de implante. Os estudos realizados até o momento na França não indicaram relação entre as próteses PIP e maior risco ou desenvolvimento de câncer. Mas a ruptura pode causar contratura, assimetria de mama e dor no seio. Não existe, porém, perigo de o silicone entrar na corrente sanguínea. A nossa recomendação é que pacientes com esse tipo de implante façam a sua revisão periódica num prazo de três a cinco anos. Um dos exames indicados é a ressonância magnética.

Sebastião Guerra, o atual presidente da SBCP, diz que a entidade até agora não recebeu relatos de rupturas ou rejeições das próteses PIP.

As preocupações com esse tipo de implante começaram em 2010, com o fechamento da empresa PIP. Mas, pelo menos três anos antes, a Agência Francesa de Segurança Sanitária de Produtos de Saúde (AFFSAPS) já vinha verificando um aumento de relatos de ruptura de próteses mamárias fabricadas por ela. E as investigações mostraram que a fábrica misturava material mais barato ao silicone médico na composição dos produtos.

Aqui, a Anvisa vem acompanhando o problema das próteses PIP. Em 1 de abril de 2010, o órgão suspendeu, por meio da resolução 1558/2010, em todo o Brasil, a comercialização, distribuição, importação e utilização de implantes mamários fabricados pela PIP. A proibição foi determinada devido ao risco associado a este produto, registrado aqui pela empresa EMI Importação e Distribuição Ltda.. Ainda segundo informe da Anvisa, “a ruptura do envelope de uma prótese mamária pode levar a complicações locais nas pacientes, muitas vezes sendo necessária uma cirurgia para a correção do problema”.

Na Grã-Bretanha, as autoridades de saúde pediram calma às pacientes submetidas a este tipo de implante.

— A mensagem é não entrar em pânico — disse o cirurgião plástico Douglas McGeorge, em nome da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos.

Fundada em 1991, a Poly Implant Prothèse tinha sede no sul da França e chegou a ser a terceira maior fabricante de implantes do mundo, produzindo cerca de cem mil unidades por ano. Cerca de 80% da produção eram destinados à exportação. Além de francesas e brasileiras, mulheres de Grã-Bretanha, Espanha, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Holanda, Portugal, Itália, Irlanda, Hungría, Austria e Dinamarca, entre outros países, têm implantes de PIP.

oglobo.globo.com | 23-12-2011

O maior estudo do tipo já feito não encontrou vínculos entre o uso prolongado de telefones celulares e um maior risco de desenvolvimento de tumores cerebrais, segundo artigo publicado esta sexta-feira no British Medical Journal (BMJ).

Cientistas dinamarqueses não encontraram evidências de um risco maior entre os mais de 350.000 proprietários de telefones celulares cuja saúde foi monitorada durante 18 anos.

Pesquisas anteriores sobre uma possível relação entre o uso de celulares e tumores cancerosos tinham sido inconclusivas, parcialmente devido à falta de dados de longo prazo.

Em junho, a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) da Organização Mundial da Saúde classificou a radio-frequência de campos magnéticos emitida por celulares como "possivelmente carcinogênica para humanos".

O novo estudo é a sequência de uma pesquisa anterior, que comparou o risco de câncer enfrentado por todos os assinantes de telefonia celular na Dinamarca - umas 420.000 pessoas - com o restante da população adulta.

Patrizia Frei, pesquisadora de pós-doutorado da Sociedade Dinamarquesa de Câncer, e colegas examinaram registros de saúde entre 1990 e 2007 de 358.403 assinantes de celulares.

No total, foram diagnosticados 10.729 tumores do sistema nervoso central.

Mas entre as pessoas que fizeram uso mais prolongado do telefone celular - 13 anos ou mais -, as taxas de câncer foram quase as mesmas dos não-assinantes.

"O acompanhamento estendido nos permitiu investigar os efeitos nas pessoas que utilizaram telefones celulares por 10 anos ou mais, e este uso de longo prazo não esteve associado com riscos maiores de câncer", concluiu o estudo.

As descobertas, no entanto, não descartaram a possibilidade de um "risco pequeno a moderado" para usuários muito intensos, ou pessoas que utilizam os aparelhos por mais de 15 anos.

"Estão garantidos estudos mais aprofundados com populações de análise maiores onde o potencial de má classificação da exposição e seleção tendenciosa seja minimizada", afirmaram os cientistas.

Em um comentário, Anders Ahlbom e Maria Feychting, do Instituto Karolinska, da Suécia, disse que a nova evidência é tranquilizadora, mas pediu uma monitoração contínua dos registros de saúde.

O mundo tem cerca de cinco bilhões de telefones celulares registrados no mundo, um número que continua a aumentar fortemente, juntamente com a quantidade média de tempo usado em sua utilização.

O IARC não fez recomendações formais, mas seus especistas indicaram, em junho, uma série de medidas pelas quais os consumidores podem reduzi-las.

O uso de mensagens de texto e fones de ouvido para chamadas de voz reduz em pelo menos dez vezes a exposição à radiação potencialmente prejudicial, em comparação com o uso do telefone próximo ao ouvido, afirmaram.

Da AFP Paris


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www.pernambuco.com | 21-10-2011

O abismo social e a exclusão, bem como a onda de criminalidade e o narcotráfico, podem levar os países da América Central a um colapso, alerta um relatório elaborado por uma rede de entidades de pesquisa divulgado na Guatemala.

"Já chamam a atenção a vulnerabilidade e as ameaças aos Estados, que se enfraquecem ou degradam, e que podem levar vários países a se tornarem Estados falidos", indicou o especialista costa-riquenho Miguel Gutiérrez ao apresentar o estudo, destacando que as "luzes estridentes" desse fenômeno provêm primeiramente de Honduras, seguido de Nicarágua, Guatemala, El Salvador, Panamá e Costa Rica.

Gutiérrez comentou que os países mais afetados pela pressão social são os que têm a menor taxa de arrecadação fiscal em relação a seu Produto Interno Bruto (PIB).

O estudo, baseado em dados oficiais, foi elaborado com o apoio dos governos da Espanha e Dinamarca, a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) e a Transparência Internacional.

"A região é afetada pelas mudanças climáticas, insegurança e violência, que convergem em uma série de ameaças que colocam em risco o futuro e que, provavelmente, nos levará a Estados degradados", comentou a coordenadora do relatório, a costa-riquenha Evelyn Villarreal.

"A América Central é considerada a região mais violenta do mundo, superando, inclusive, zonas em guerra. Tem níveis de assassinato maiores do que em tempos de guerra", que enlutaram o istmo, lamentou.

"A região vive a situação mais difícil e complexa dos últimos 20 anos, porque está muito vulnerável aos problemas de pobreza, violência e exclusão social", assinalou Evelyn. "Há retrocessos e crises políticas que acreditava-se terem sido superadas, como golpes de Estado (Honduras), fraudes eleitorais (Nicarágua) e acusações de assassinato de presidentes (Guatemala)."

Houve, no entanto, avanços na região, como a ampliação da cobertura do ensino e de saúde, e a redução das mortalidades infantil e materna. A crise econômica mundial de 2008-2009 não teve o impacto previsto.

Os pesquisadores concordaram que, para evitar a crise, são necessários "pactos políticos duradouros" que incluam o setor privado.


Da AFP Paris


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www.pernambuco.com | 06-10-2011
Uma pessoa na Inglaterra foi diagnosticada com um tipo letal da bactéria E. Coli que pode ter vindo de pepinos orgânicos cultivados na Espanha. A bactéria já matou nove pessoas na Alemanha e quase 300 foram internadas em hospitais. Alguns casos também foram registrados na Suécia, na Dinamarca e na Holanda. Por conta das mortes, os produtos foram apelidados de "pepinos assassinos" nos locais afetados.

A recomendação das autoridades é que pessoas que estejam viajando para a Alemanha não comam pepinos, tomates crus ou alface. A Autoridade de Proteção à Saúde da Grã-Breta

As autoridades sanitárias alemãs advertiram nesta terça-feira que a rápida propagação de uma bactéria que causa hemorragias no sistema digestivo pode ter sido a causa a morte de três pessoas e poderia provocar mais vítimas fatais.

"Estimamos que haverá mais mortos", disse o presidente do Instituto Robert Koch (RKI), uma instituição federal de combate a doenças, Reinhard Burger.

"A quantidade de casos em tão pouco tempo é muito incomum e a idade das pessoas também é atípica", afirmou.

É possível que três pessoas já tenham falecido por causa de uma infecção por causa da bactéria, a Escherichia coli, que afeta principalmente o norte da Alemanha, principalmente Hamburgo.

No entanto, também houve casos registrados nos Estados de outras regiões, afirmou o presidente do RKI.

Uma mulher de 83 anos morreu no dia 21 de maio, depois de ser internada no hospital por causa de uma colite hemorrágica. Exames de laboratório mostraram que ela estava infectada pela bactéria, segundo o Ministério da Saúde, que esclareceu que estava realizando uma autópsia para determinar a causa da morte. Em Bremen, uma jovem que tinha sintomas típicos da presença desta bactéria, morreu na noite de segunda-feira, mas ainda serão realizados os exames para identificar as causas exatas do falecimento.

No estado regional de Schleswig-Holstein, fronteira com a Dinamarca, uma octogenária infectada pela bactéria também morreu, mas estava internada no hospital por outro motivo e ainda não é clara a causa da morte.

Da AFP Paris


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www.pernambuco.com | 25-05-2011

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