
|
As consequências da crise europeia justificam a iniciativa da agência Moody´s de revisar o "rating" (nota de risco de crédito) de 114 instituições financeiras, distribuídas em 16 países, conforme advertência publicada nesta quinta-feira.
Os países mais afetados devem ser Itália e Espanha, com 24 e 21 entidades, respectivamente, seguidos por França (dez) e Reino Unido (nove).
A Moody´s adverte para o "impacto negativo e prolongado" da crise atual sobre a saúde financeira dessas instituições, embora reconheça que o apoio dos governos aos setores bancários nacionais atue como um fator atenuante.
Leia mais (16/02/2012 - 09h01)
redir.folha.com.br | 16-02-2012
|
|
MADRI — Relembre os casos mais emblemáticos de Baltasar Garzón durante sua carreira, que o tornaram mundialmente famoso. Nesta quinta-feira, o Supremo Tribunal da Espanha determinou que o juiz fique 11 anos sem exercer a profissão, por ter ordenado a gravação de conversas entre acusados de um acaso de corrupção. GENERAL FRANCO — Em 2005, Garzón pediu a abertura de uma comissão da verdade para investigar crimes contra a Humanidade cometidos durante a ditadura do general Francisco Franco, que comandou a Espanha do fim da Guerra Civil, em 1939, até a sua morte, em 1975. — Em 2010, Garzón chegou a ser suspenso do cargo por conta da investigação sobre os crimes do franquismo. Ele é julgado por abuso de poder por ter ordenado, a pedido de parentes de vítimas, um inquérito sobre as mortes nos três anos de guerra. Ele deixou o caso, citando a oposição de procuradores do Estado. Partidos políticos espanhóis alegaram que Garzón violou a lei de anistia, em vigor desde 1977. Agora, ele enfrenta um julgamento sobre o caso, em que pode ser condenado a mais alguns anos de afastamento da profissão. CHILE E AUGUSTO PINOCHET — Em outubro de 1998, Garzón ordenou a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet em Londres e pediu sua extradição para que fosse julgado por crimes contra a Humanidade. Ele agiu sob a jurisdição universal da Espanha, que autorizava a perseguição de indivíduos fora do território espanhol. — Depois de Pinochet ficar preso durante meses no Reino Unido, a Suprema Corte ordenou que o governo liberasse assistência médica para o ex-ditador. Em março de 2000, Pinochet voltou ao Chile após o Reino Unido decidir que ele não tinha condições de saúde para enfrentar um julgamento. — Em 2005, Garzón garantiu um acordo de US$ 8 milhões para as vítimas da ditadura de Pinochet com a Riggs National Corp, que admitiu ter ajudado o ditador a lavar dinheiro. AL-QAEDA — Em abril de 2005, no maior caso da História da Justiça espanhola envolvendo o terrorismo islâmico, o suposto líder da al-Qaeda no país, acusado de, a partir de Madri, ajudar os terroristas do 11 de Setembro, foi a julgamento com outros 23 suspeitos. O caso foi preparado por Garzón, que vinha investigando terroristas muçulmanos desde 1991. Dos 24 acusados, 18 foram condenados, mas os três principais suspeitos foram absolvidos. ESQUADRÕES DA MORTE — Garzón conduziu investigações sobre os esquadrões da morte dos Grupos Antiterroristas de Libertação, organizados por membros do governo socialista na década de 1980 para combater os separatistas bascos do ETA. O inquérito foi considerado peça importante na vitória do Partido Popular, de centro-direita, sobre os socialistas na eleição de 1996. ARGENTINA, VOOS DA MORTE — Em abril de 2005, o Supremo Tribunal da Espanha sentenciou Adolfo Scilingo, um ex-capitão da Marinha argentina, a 640 anos de prisão por crimes contra a Humanidade. Ele foi condenado por ter atirado presos políticos de aviões durante a ditadura argentina, no que ficou conhecido como “voos da morte”. Garzón era o juiz espanhol que participou do caso. BATASUNA — Em 2002, Garzón suspendeu as atividades do Batasuna por pelo menos três anos, sob acusação de que o partido teria fundado e ajudado o grupo separatista ETA. GUANTÁNAMO — Em 2009, Garzón abriu um processo detalhando as denúncias de torturas de quatro presos, depois de passarem por atendimento médico ao serem liberados da prisão americana em Cuba. Segundo o juiz, a intenção do processo é investigar "os autores, indutores, cooperadores e cúmplices de crimes de tortura cometidos em Guantánamo".
oglobo.globo.com | 09-02-2012
|
|
LONDRES — Gestantes que sofrem de diabetes têm quatro vezes mais chances de gerar um bebê com alguma doença congênita. É o que diz estudo realizado com cerca de 400 mil mulheres na Inglaterra e publicado na revista “Diabetologia”. E o principal fator de risco seria a falta de controle nos níveis de açúcar no sangue. O dado é importante porque o número de casos de diabetes, especialmente do tipo 2, mais comum no adulto e em pessoas acima do peso, tem aumentado em todo o mundo. A líder do estudo Ruth Bell, da Universidade Newcastle, alerta que as grávidas com sintomas de diabetes devem controlar rigorosamente seus níveis de glicose, com orientação de seus médicos. Tanto o diabetes tipo 1, que geralmente se manifesta na infância, quanto o tipo 2 podem causar o descontrole nos níveis de açúcar no sangue. Além de bebês com má-formação e acima do peso, grávidas diabéticas apresentam um maior risco de aborto, afirmam os autores da pesquisa. Os investigadores da Universidade de Newcastle analisaram dados de 401.149 gestantes no noreste de Inglaterra entre 1996 e 2008. Destes, 1.677 eram diabéticas. Ao comparar os resultados, os autores observaram que o risco doença congênita aumentava de 19 em cada mil nascimentos entre as pacientes sem diabetes para 72 entre as diabéticas, principalmente no grupo que não controla a glicose. Muitas dessas anomalias ocorrem nas primeiras quatro a seis semanas de gestação. — Este é um problema ainda mais grave quando se trata de uma gravidez imprevista ou quando a mulher não está consciente de que deve consultar seu médico com frequência durante esta fase — diz a Ruth. No Reino Unido, as diretrizes do Instituto Nacional de Saúde estabelecem que as mulheres devem reduzir seus níveis de açúcar no sangue a menos de 6,1% antes de tentarem engravidar. O diretor da organización Diabetes UK, Iain Frame, que financiou estudo, diz que é preciso reforçar a mensagem dos cuidados com o controle da glicose na gestação. — O estudo também mostra a importância de a mulher usar métodos anticonceptivos quando sofre de diabetes e não quer engravidar — comenta.
oglobo.globo.com | 06-02-2012
|
|
BRASÍLIA – A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer erradicar 17 doenças e enfermidades comuns em países pobres e em desenvolvimento, como hanseníase e Chagas, no período de 2015 a 2020. Na tentativa de conter o avanço dessas doenças, a entidade vai investir US$ 785 milhões. A ideia é incentivar programas locais de distribuição de medicamentos e tratamento de saúde. As informações são da OMS. Na relação de doenças e problemas de saúde também estão cisticercose, dengue, tripanossomíase humana do tipo africano, leishmaniose, filariose linfática, raiva e esquistossomose, além de consequências de picadas de cobra, por exemplo. A decisão foi anunciada na última quinta-feira durante uma reunião de especialistas, em Londres, no Reino Unido. Na reunião, foi aprovado um roteiro definindo as prioridades para erradicar as chamadas doenças tropicais negligenciadas. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que a reunião de ontem foi “histórica e sem precedentes”. Segundo ela, há uma confiança coletiva de que será possível erradicar essas doenças até o final de 2020. A diretora-geral lembrou ainda que as ações devem reunir as iniciativas públicas e privadas.
oglobo.globo.com | 03-02-2012
|
|
RIO - A Comissão Europeia (CE) considera que os implantes mamários fabricados pela Poly Implant Prothese (PIP) "não parecem representar um risco maior" para a saúde que outras próteses, segundo informou um porta-voz da entidade, que, no entanto, destaca a necessidade de "avaliar individualmente cada caso". O porta-voz, Fréderic Vincent, resumiu os resultados do informe do grupo de especialistas sanitários da União Europeia, que afirma que os dados médicos disponíveis até agora "são insuficientes para tirar conclusões firmes sobre o risco para a saúde das mulheres com implantes PIP". Além disso, a União Europeia disse que vai propor inspeções mais rigorosas de dispositivos médicos, na esteira do escândalo. O comissário de Saúde da UE, John Dalli, afirmou nesta quinta-feira que as propostas visam ao aumento da "capacidade de detectar e minimizar o risco de fraude." O informe reconhece "certas preocupações sobre a possibilidade de inflamação" pelo rompimento dos implantes e recomenda que "cada caso seja avaliado de forma individual". Os especialistas do Comitê Científico da União Europeia para Novos Riscos para a Saúde (SCENIHR, na sigla em inglês) "tiveram que trabalhar muito rápido e com dados muito difíceis de analisar", declarou Vincent numa coletiva de imprensa, e acrescentou que o grupo "continuará investigando para avaliar a situação com maior profundidade". A principal conclusão do informe, de acordo com reportagem publicada no “El Pais”, é que "não parece haver um risco sanitário maior para as pacientes portadoras desses implantes (fabricados pela PIP) que para as de outras próteses", destacou. O maior problema detectado pelos especialistas é o "risco de ruptura do lote de implantes com o passar dos anos", afirma Vincent. A decisão final sobre a retirada massiva dos implantes cabe a cada Estado, recordou o porta-voz, que também indicou que, até agora, cinco países da União Europeia - França, Alemanha, República Tcheca, Holanda e Bélgica - recomendaram que as próteses PIP sejam retiradas de todas as pacientes. Enquanto isso, outros países como Espanha e Reino Unido, apenas consideram necessário retirá-las se houver vazamentos, embora aconselham que todas as portadoras sejam sujeitas a revisão. A CE, o comitê de especialistas e as autoridades sanitárias dos membros da UE conversarão esta tarde para "discutir o acompanhamento da situação", segundo Vincent. Mesmo assim, Bruxelas debaterá com os Estados membros sobre como melhorar a vigilância dos dispositivos médicos dentro do atual marco normativo, e também contempla revisar a legislação vigente para reforçar os controles. Entre as possíveis melhorias que estão sobre a mesa, a CE propõe realizar "inspeções surpresas" aos fabricantes ou tomar um número maior de amostras sobre os produtos que já estejam no mercado. A CE decidiu iniciar uma investigação devido à taxa "estranhamente alta" de ruptura dos implantes PIP, empresa que fez uso fraudulento de silicone industrial para fins médicos.
oglobo.globo.com | 03-02-2012
|
|
RIO - A gordura visceral, aquela que se acumula principalmente na região abdominal junto com a subcutânea, está associada a uma série de doenças, como as cardíacas, diabetes, hipertensão, câncer de mama e demência. O Instituto Nacional para a Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido afirma que a medida de cintura acima de 89 centímetros para as mulheres e 102 centímetros para os homens é um perigoso sinal de gordura visceral. As autoras de “A dieta da barriga zero” (editora Best Seller), Liz Vaccariello e Cynthia Sass, explicam que é possível ter grande quantidade de gordura visceral mesmo com peso normal, pois ela se acumula ao redor dos órgãos. Há muitos modos de medir a quantidade dessa gordura no seu corpo, como ultrassonografia, densitometria óssea, ressonância magnética e tomografia computadorizada. Se para ter a medida exata desse índice é preciso passar por exames mais elaborados, as escritoras ressaltam que uma medida que reflete especificamente a concentração de gordura ao redor da barriga é a proporção cintura-quadril. Ela compara a medida da parte mais estreita da cintura à parte mais larga do quadril. O número referente à cintura corresponde ao ponto situado entre as costelas e o osso do quadril, vistos de frente. Já a medida mais fiel do quadril é a que você consegue virando-se de lado no espelho, incluindo o bumbum. Para conseguir a proporção, divida a medida da cintura pela do quadril: uma proporção saudável para mulheres não deve passar de 0,8.
oglobo.globo.com | 21-01-2012
|
|
Um microchip comestível que registra em detalhes precisos todos os comprimidos e remédios tomados pelo paciente estará disponível no mercado do Reino Unido até o final deste ano, como parte de um acordo comercial que abre as portas para a era da medicina digital. O objetivo é tornar os tratamentos médicos mais eficazes — uma vez que serão seguidos à risca — e reduzir os prejuízos do sistema público de saúde que, muitas vezes, gasta dinheiro com remédios que acabam nunca sendo tomados por mera distração. Uma empresa biomédica americana assinou contrato com uma firma britânica de saúde para vender sensores digestíveis — cada um deles é menor que um grão de areia — , capazes de transmitir informações médicas de dentro do corpo de um paciente diretamente para o celular de um médico ou de um parente. O objetivo é desenvolver uma área da “medicina inteligente”, que pode ajudar pacientes e seus cuidadores a terem um detalhamento preciso de quais pílulas foram tomadas e a que horas do dia, de forma a garantir que regimes complexos de medicamentos sejam cumpridos da forma mais correta possível para o melhor resultado do tratamento. Segundo os médicos, muitas terapias não alcançam todo o efeito desejado ou simplesmente não funcionam porque os remédios não são tomados corretamente. No mercado até o fim do ano Cada uma das muitas pílulas ingeridas todos os dias por pacientes crônicos, por exemplo, especialmente por aqueles que sofrem de problemas mentais, será registrada digitalmente no momento em que forem digeridas no corpo. O laboratório farmacêutico Lloyds informou que pretende colocar no mercado os microchips comestíveis fabricados pela empresa californiana Proteus Biomedical até o final do ano, como parte de um teste com pacientes do sistema público de saúde. O teste pretende averiguar se eles estariam tomando os remédios corretos, nos horários indicados pelos médicos. — Há um sério problema com os remédios que não são tomados corretamente — afirmou o diretor de serviços de saúde do Lloyds, Steve Gray. — As pessoas que tomam diversos remédios sabem o quanto é fácil se confundir e ficar sem saber se tomou todos os remédios prescritos para aquele dia. Acrescente a isso complexos problemas de saúde e famílias que tomam conta de seus parentes a distância e ficam claro os benefícios de um serviço de informação que ajuda pacientes a obterem o melhor de seus tratamentos e as famílias a lidarem com eles. A Lloyd informou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) descobriu que cerca de metade de todos os pacientes não toma seus remédios corretamente, o que faz com que boa parte deles não usufrua de todos os benefícios de determinados tratamentos ou acabe sofrendo com efeitos colaterais. pelo uso incorreto das drogas. Somente para o sistema de saúde britânico, remédios prescritos e dados a pacientes que acabam não sendo usados representam um gasto de aproximadamente R$ 1 milhão ao ano. Os sensores comestíveis são feitos de ingredientes comumente encontrados na comida cotidiana. Eles são ativados quando entram em contato com fluidos estomacais. O cerne da tecnologia é uma minúscula esfera de silicone, separando pequenas quantidades de cobre e magnésio, que formam uma bateria microscópica capaz de gerar uma corrente elétrica quando imersa em um ambiente ácido, caso do estômago humano. Essas correntes elétricas — que podem ter, cada uma delas, assinaturas individuais, que relacionem as drogas ingeridas a um determinado sensor — são detectadas passivamente por um adesivo inteligente colado na pele do paciente. A tecnologia é similar à usada em exames de eletrocardiograma (ECG), em que adesivos como esses, colados à pele, registram as correntes elétricas do coração. Dados seguem via bluetooth O adesivo, que é projetado para durar cerca de uma semana, inclui uma bateria flexível e um chip que registra a informação e a envia, pela tecnologia bluetooth, sem fio, para os telefones celulares de parentes ou médicos. — No futuro, o objetivo é criar um sistema totalmente integrado com um produto que ajude pacientes e seus familiares com as diversas demandas de uma farmacêutica complexa — afirmou o diretor-executivo e fundador da Proteus Biomedical, Andrew Thompson. — O que sabemos é que criamos muitos produtos farmacêuticos com grande potencial, mas muito dele não é realizado porque os remédios não são usados corretamente. As empresas não informaram o custo dos chips comestíveis, mas fontes da indústria indicam que eles poderiam custar, inicialmente, cerca de R$ 135 por semana.
oglobo.globo.com | 20-01-2012
|
|
RIO - Médica, professora e coordenadora do Laboratório de Economia Política da Saúde (LEPS) da UFRJ, a carioca Ligia Bahia, de 56 anos, é enfática: - Aprovar a Emenda 29 sem que a União tenha que dispor de mais recursos para a Saúde é uma tragédia. Para ela, o Sistema Único de Saúde (SUS) padece por conta do subfinanciamento e dos problemas de gestão. - Isso caracteriza o nosso subdesenvolvimento - diz Ligia, que vê o veto ao artigo que determinava a atualização automática dos recursos da Saúde quando houvesse revisão do PIB como "pão-durismo". O GLOBO: Ao sancionar a Lei Complementar 141, a presidente Dilma Rousseff fez 15 vetos. Como a senhora vê o veto ao trecho que determinava a atualização automática dos recursos da Saúde quando houvesse revisão do PIB?
LIGIA: Caracteriza o pão-durismo na Saúde e é o veto que mais afeta o setor. Se nem a variação do PIB vai ser levada em conta, o recado é: é isso para a Saúde e pronto. Fora que não procede a justificativa de que alterar o Orçamento poderia causar instabilidade. Um PIB de mais de R$ 1 trilhão, sendo que a Saúde recebe 3,5% do PIB...
E o veto ao dispositivo que separava os valores a serem aplicados na Saúde em contas específicas? LIGIA: Vejo como um preciosismo esse dispositivo. Já temos os fundos nacional, estaduais e municipais da Saúde, sendo que o Fundo Nacional é a principal rubrica da Saúde. E os fundos, criados pela Lei 8080, podem ser fiscalizados.
Como a senhora viu a aprovação da Emenda 29 sem que houvesse aumento dos gastos da União com a Saúde?
LIGIA BAHIA: Aprovar a Emenda 29 sem que a União tenha que dispor de mais recursos para a Saúde é uma tragédia. Do jeito que aprovaram, a Saúde vai ter mais R$ 3 bilhões; se fossem os 10% da receita da União, o aporte seria de R$ 40 bilhões. Foi bom terem definido o que são gastos com Saúde, mas os R$ 3 bilhões a mais não terão grande impacto. Houve uma derrota de todos os que defendem o SUS, ainda que o governo veja a aprovação como uma grande vitória.
Foi uma surpresa? LIGIA: A gente podia esperar essa negociação de um partido conservador, mas não de partidos sociais democratas, que barraram os 10% dizendo que a crise mundial existe. Mas o PAC está aí. Então, por que cortar na Saúde? Os gastos públicos com Saúde no Brasil hoje são de R$ 127 bilhões/ano. Países da Europa, como Reino Unido e França, gastam R$ 679 bilhões/ano.
A Saúde não é prioridade? LIGIA:Como priorizar a Saúde sem ser prioridade orçamentária de fato? Tivemos alternância democrática, mas os governos não priorizaram a Saúde.
A discussão da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) prejudicou o debate sobre a Emenda 29? LIGIA: A sociedade estava tão temerosa de um novo imposto, que o governo pode falar em vitória só por não ter aprovado uma nova contribuição. No entanto, o debate sobre a Emenda 29 foi apresentado de forma técnica quando, na verdade, o debate é sobre se a Saúde é prioridade ou não.
Mais de 20 anos depois de ser criado, quais são os principais problemas do SUS? LIGIA: O SUS tem problema de gestão e de financiamento. Isso caracteriza o nosso subdesenvolvimento, porque temos carência de recursos e desperdício. O senso comum da população é que o problema é de gestão. O problema de financiamento é mais abstrato.
Quando o assunto é gestão, qual o principal problema?
LIGIA: É a gestão de recursos humanos, que é o recurso estratégico em qualquer sistema de saúde. Os cargos são ocupados por critérios políticos partidários, a qualidade do trabalho não é controlada, não sabemos que metas devem ser cumpridas, os profissionais são mal pagos e não são valorizados. Fora que corrupção também é problema de gestão. Quando se fala em novo imposto, a sociedade logo diz que vai para corrupção. Isso é prejudicial, mas tem um substrato real.
E no financiamento? LIGIA: Bem, investimos em Saúde menos que o Chile e a Argentina, e menos do que os países que têm a mesmas condições macroeconômicas e políticas que as nossas. Por conta disso, a gente não consegue que os indicadores de saúde tenham a mesma performance dos indicadores econômicos.
Com todos esses problemas, como senhora vê o SUS?
LIGIA: É um consenso vazio. Todo mundo é a favor, contanto que não use. A população tem a ideia de que existem ilhas de excelência, mas também de que é uma grande desorganização. Isso reforça a ideia de que o problema é de gestão e não de financiamento. Se tem gente boa, por que não são os melhores sempre? A resposta é: porque não temos financiamento adequado. Mas essa batalha a gente perdeu.
oglobo.globo.com | 17-01-2012
|
|
LONDRES - Uma Escócia independente, o sonho de gerações de nacionalistas, seria um presente para uma economia relativamente rica, que tem seus alicerces no petróleo do Mar do Norte e no setor financeiro de Edimburgo. Mas criaria mais um pequeno Estado na beira de uma Europa vulnerável a impactos globais. Os nacionalistas argumentam que a Escócia, um reino independente até 1707, será o próximo Estado europeu rico em energia, como a Noruega. Já os céticos veem um futuro candidato a socorro financeiro, como a Irlanda. - A economia escocesa caminha razoavelmente bem - disse Brian Ashcroft, professor de Economia da Universidade de Strathclyde. - Está muito bem em comparação ao resto do Reino Unido e seria um Estado rico, mas a receita do petróleo é muito volátil. A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo. Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O governista Partido Nacional Escocês (SNP) argumenta que, embora pequeno, o território poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte. O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014. A consulta popular está travada num impasse entre o premier britânico, David Cameron, que quer uma votação o mais em breve possível, e os independentistas, que pretendem esperar até 2014 para terem tempo de fazer campanha pelo "sim". Para o Partido Nacional , Cameron, que é contra a separação, está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas pelos escoceses. Quase 40% apoiam divisão Uma pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Cerca de 50% são contra, e um dos desafios é convencer esses eleitores de que a Escócia pode sobreviver sozinha. Se a tendência mostrada pela pesquisa for revertida, a Escócia, uma nação de cerca de 5 milhões de habitantes, algo como em Noruega e Dinamarca, teria um divórcio difícil do longo parceiro. Os independentistas querem 90% da receita derivada do petróleo do Mar do Norte, estimada em 13 bilhões de libras por ano, e só 8% da dívida britânica - em linha com a porcentagem da população. Londres deve argumentar que o petróleo tem que ser dividido por todo o Reino Unido e talvez até pedir que uma eventual repartição seja feita de acordo com a população. Além disso, é possível que use na negociação o fato de ter colocado bilhões de libras em bancos escoceses durante a crise. O europeísta SNP está determinado de que a Escócia deveria entrar automaticamente na União Europeia, mas analistas acreditam que um processo de aceitação deverá ser aplicado. Outra questão é a zona do euro, onde a entrada é condicionada a alguns comprometimentos por parte do país - mais um problema para uma independência que ainda parece longe de ser alcançada.
oglobo.globo.com | 13-01-2012
|
|
RIO - A Alemanha se somou nesta segunda-feira às recomendações da França e da República Tcheca, e indicou que todas as mulheres que colocaram implantes de silicone da empresa francesa Poly Implant Prothèse (PIP) no seio retirem a prótese. Também nesta segunda, a imprensa espanhola noticiou que o Ministério da Saúde vai oferecer a remoção das próteses se, após consulta com o cirurgião, a mulher continuar preocupada e ambos acreditarem que é melhor realizar o procedimento. Além disso, o governo vai substituir os implantes se a cirurgia original foi realizada pela rede pública em mulheres que fizeram mastectomia. Já segundo o Instituto Federal de Medicamentos e Produtos Sanitários (BfArM), ligado ao Ministério da Saúde alemão, não é necessário que esses implantes com defeito se rompam para que produzam vazamentos de silicone e, ainda que não haja evidências científicas, suspeita-se da relação entre os PIP e o câncer. Até agora, o BfArM havia recomendado que as pacientes afetadas revisassem os implantes para verificar uma possível ruptura, mas a estratégia mudou, em vista dos últimos informes recebidos, que são os que concluem a informação de que, "com o tempo, o silicone desses implantes pode vazar, inclusive quando não há ruptura". Veja também No Brasil, o Ministério da Saúde vai atender as mulheres que operaram pelo SUS — que faz implantes em caso de reconstrução de mama — e as que não tiverem condições de serem atendidas em clínicas particulares. Quando o médico do serviço público julgar necessário, será oferecida a cirurgia de substituição. E, a partir desta semana, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) vai montar um banco de dados de todos os implantes mamários que forem realizados no país. Os cirurgiões agora preencherão um formulários após os procedimentos, cujos dados irão para arquivo e ficarão, parte disponível para acesso de membros da sociedade, parte disponível para acesso apenas de médicos e pacientes (no caso das informações sigilosas). A ideia já estava sendo elaborada mesmo antes do escândalo do PIP. - É a primeira iniciativa deste tipo em todo o mundo - diz José Horacio Aboudib Junior, presidente da SBCP. Já o Reino Unido mantém a posição de que "não há provas" que justifiquem a retirada das próteses mamárias PIP, mas, por outro lado, oferece a cirurgia gratuitamente. As autoridades se comprometeram com as mulheres que se submeteram à cirurgia de reconstrução de mama pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) e estão "preocupadas" e querem remover os implantes, após consulta com um médico. Além disso, disseram esperar que as clínicas privadas ofereçam a mesma solução para suas pacientes. A Venezuela e a Colômbia também se ofereceram para pagar os custos da remoção do PIP, embora no caso da Colômbia as condições sejam mais restritas. De acordo com a vice-ministra de Proteção Social, Paula Acosta, a cirurgia será feita quando a prótese foi implantada em um processo de reconstrução, se foi recomendada por um médico, ainda que com fins estéticos, ou quando houver uma ruptura, o que será tratado num procedimento de urgência. Os custos dos novos implantes não serão cobertos, seja na Venezuela ou na Colômbia. Na última semana, foi divulgado que Jean-Claude Mas, fundador da empresa fabricante de próteses mamárias PIP, disse à polícia que sabia que o silicone usado no produto não era homologado. Em suas declarações, feitas em 2010 e que foram tornadas públicas agora, Mas, que está sendo procurado pela Justiça francesa, disse que não tinha "nada a dizer" às potenciais vítimas das próteses que se romperam. Ele reconheceu ter usado "conscientemente um gel sem autorização" porque era mais barato e afirmou que as pessoas que estão denunciando a fraude estavam tomando esta atitude "para obter dinheiro". Ele garantiu à polícia que era "fácil" enganar o órgão que certificava as próteses e que esta era uma tarefa "cotidiana": "eu dava a ordem de ocultar qualquer documento com rastro do gel PIP sem homologar e, sobre os recipientes, os empregados eram encarregados de fazê-los sumir". Estas declarações foram feitas em novembro de 2010 aos investigadores da unidade de investigação de Marsella, sul da França, depois de uma denúncia apresentada pela Agência Francesa de Segurança Sanitária e Produtos da Saúde (AFSSAPS). Sobre a razão por que decidiu utilizar esse componente nas próteses, Mas disse que era completamente satisfatório e que não tinha conhecimento de que representava um risco para a saúde. Além disso, quando os interrogadores lhe perguntaram sobre como se sentia por saber que havia denúncia contra sua empresa pelos implantes defeituoso, disse: - Há 30 anos que me sinto bem. Em outra declaração, desta vez em outubro de 2011, Mas insistiu diante da polícia que havia eleito o gel usado no PIP porque "era mais barato (...) e de melhor qualidade". O fundador da empresa fabricante, de 72 anos, enfrenta duas investigações judiciais por fraude. No total, estima-se que entre 400 mil e 500 mil mulheres usem os implantes em todo o mundo.
oglobo.globo.com | 10-01-2012
|
|
LONDRES - Especialistas do Comitê de Ciência e Tecnología do Reino Unido afirmam que para evitar danos à saúde as pessoas deveriam evitar beber álcool pelo menos dois dias na semana. Os informes atuais indicam um máximo de unidades ou doses de álcool que podem ser consumidas de forma segura, mas o consumidor nem sempre entende quantas existem numa taça de vinho ou num copo de cerveja. Com a nova recomendação, os médicos acreditam que será mais fácil prevenir problemas relacionados ao consumo de bebidas. O objetivo da nova orientação é simplificar e reforçar a mensagem de que se deve evitar beber álcool todos os dias, diz o relatório. Os autores acrescentam que o Governo e a indústria deveriam enfatizar os riscos agudos e crônicos do consumo excessivo de álcool. E, segundo deputados britânicos, há muita confusão sobre as recomendações de quanto álcool as pessoas deveriam beber. Ainda de acordo com o informe, seria benéfico estabelecer um límite menor para as pessoas mais velhas. A unidade de álcool é a medida de volume de álcool puro de uma bebida. Se considera uma unidade um volume de 10 mililitros (8 gramas) de álcool etílico. Em um adulto saudável, o fígado leva cerca de uma hora, em média, para processar uma unidade. Porém as pessoas não sabem muito bem como conferir isso. Segundo pesquisadores, 90% da população britânica já ouviram falar de unidades de álcool, mas apenas uma em cada três sabe qual é o equivalente a uma dose de vinho. O Comitê insiste que é preciso realizar mais esforços para educar as pessoas sobre o conceito de unidades. A Organização Mundial de Saúde calcula que o uso nocivo de álcool causa 2,25 millhões de mortes prematuras anualmente no mundo, sendo responsável por 4,5% do índice global de doenças. - As cartilhas de consumo de álcool são uma ferramenta crucial nos esforços para combater o consumo excessivo e problemático de bebidas - diz Andrew Miller, presidente do Comitê. - É vital que sejam atualizadas e que as pessoas saibam como usá-las. A principal confusão sobre o consumo seguro de álcool parece ser causada pela palavra “diariamente”, afirma Alan Maryon-Davis, professor de saúde pública do King´s College de Londres. - É necessário retirar esse conceito. Eu me oponho porque dá a impressão de que é uma boa ideia beber todos os dias; o que é um absurdo. É melhor usar um dia, ou 24 horas - diz.
oglobo.globo.com | 09-01-2012
|
|
LONDRES - O alerta do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de que a incerteza sobre o futuro da Escócia pode prejudicar a economia do Reino Unido, irritou os idependentistas, já resistentes à tentativa de Londres de antecipar um referendo popular sobre o assunto. Para o Partido Nacional (SNP), à frente do governo escocês, Cameron está tentando interferir num assunto que deveria ser tratado apenas no norte da Grã-Bretanha. O SNP conquistou a maioria no Parlamento escocês em maio do ano passado e, desde então, promete realizar um referendo sobre a independência da Escócia na segunda metade de sua legislatura, ou seja, a partir de 2014. Cameron, que é contra o movimento independentista, defende a realização da consulta popular em 2013 - o que diminuiria o tempo de campanha em favor da separação. - É uma tentativa óbvia de interferir numa decisão que diz respeito apenas ao governo escocês, em termos da data do referendo, e ao povo escocês, em termos de resultado - disse Nicola Sturgeon, vice-primeira-ministra da Escócia. Segunda ela, o Partido Nacional Escocês foi eleito pelo comprometimento em realizar um referendo a partir de 2012 e não vai tolerar interferências em seu cronograma. O governo britânico deve anunciar nos próximos dias se o referendo terá caráter juridicamente vinculante. No Reino Unido, especula-se que possivelmente ficará definido que, para ter força legal, a consulta precisará ser nos próximos 18 meses. O partido espera aproveitar dois eventos em 2014 - os Jogos da Commonwealth, em Glasgow, e o sétimo centenário da Batalha de Bannockburn, em que os escoceses derrotaram o Exército inglês - para angariar apoio à independência da região, que tem 5 milhões de habitantes. A Escócia, que mantém um ordenamento jurídico próprio desde o estabelecimento da união, em 1707, tem um governo semiautônomo desde 1999, com poderes sobre saúde, educação e prisões, por exemplo. Sob muitos aspectos, a Escócia já é um país - tem bandeira, seleções esportivas e feitos científicos e literários para apresentar. O SNP argumenta que, embora pequeno, o território escocês poderia prosperar mais por conta própria, pois ficaria com uma grande parte dos dividendos do petróleo extraído no Mar do Norte. Pesquisa do instituto Ipsos Mori feita no mês passado mostrou que, entre os eleitores escoceses decididos a votarem num referendo, 38% são favoráveis à independência - três pontos a mais que em agosto. Quase 60% são contra.
oglobo.globo.com | 09-01-2012
|
|
O escândalo das próteses mamárias produzidas pela marca francesa Poly Implants Protheses (PIP) pegou médicos e autoridades sanitárias de surpresa, além de deixar mulheres de todo o mundo alarmadas, inclusive no Brasil, onde cerca de 12 mil pacientes compraram os implantes. A fábrica — que chegou a ser a terceira maior produtora de próteses do mundo — está fechada desde 2010, quando se descobriu a presença de silicone industrial nos implantes e se verificou que sua taxa de ruptura era maior que a das demais marcas do mercado. Agora, porém, 20 francesas que usam PIP apareceram com câncer, o que reacendeu a polêmica. E mesmo que não esteja comprovada qualquer relação da doença com os implantes mamários, as autoridades de saúde são unânimes em recomendar que pacientes com modelos PIP procurem seus médicos para checar se está tudo bem. — Normalmente, a revisão de um implante é feita após dez anos. O que ocorre com a PIP é que ela deve ser avaliada o quanto antes — diz José Horacio Aboudib Junior, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Ele ressalta que não há indicação para que as mulheres troquem as próteses preventivamente: — A troca é necessária apenas se o implante se romper. E se isso ocorrer? Especialistas explicam que não há chances de o silicone circular pelo corpo, já que ele é material denso que não entra na corrente sanguìnea. Além disso, quando o implante é feito, o organismo forma naturalmente uma cápsula fibrosa que isola o material. Trata-se de uma reação natural de defesa, que impede o silicone de entrar em contato com os tecidos da mama. E mesmo no caso da PIP — cujo recheio tem composição ainda não completamente desvendada (o material ainda está sendo analisado em laboratório na França) —, os médicos acalmam as pacientes. — Pode acontecer uma reação inflamatória no local, o que é tratado com cirurgia — explica Natale Gontijo, médica do Instituto Ivo Pitanguy.
Veja também
Como ainda não se sabe quando a fraude começou — a aprovação pela Anvisa, antecedida de testes no material, foi em 2004 — a SBCP ressalta que provavelmente nem todas as próteses têm problemas.Não foi o caso dos implantes usados pela dona de casa Yeda Valéria Rocha, 51 anos, moradora de Brasília. Ela colocou silicone em 2008 e, em 2010, teve que substituí-los, pois o da mama direita havia se rompido. — Senti um pouco de dor dias antes de ir ao médico fazer o exame — conta ela, que teve um prejuízo de mais de R$ 20 mil e vai processar a EMI, empresa importadora das próteses. Em países como França e Venezuela, os governos farão cirurgias de retirada das próteses PIP. No Reino Unido, serão refeitos os implantes realizados pelo serviço público. No Brasil, o Ministério da Saúde vai atender as mulheres que operaram pelo SUS — que faz implantes em caso de reconstrução de mama — e as que não tiverem condições de serem atendidas em clínicas particulares. Quando o médico do serviço público julgar necessário, será oferecida a cirurgia de substituição. Quem quiser garantir seu direito de substituir a prótese pode acionar judicialmente a EMI: — A importadora é quem deve ser responsabilizada por todo e qualquer dano que tenha sido causado à paciente — esclarece Camile Felix Linhares, consultora jurídica do Procon-RJ. Além de acompanhar as investigações na França, a Anvisa iniciou um processo administrativo sanitário para analisar o silicone PIP, o que pode resultar em multa e até fechamento da EMI, responsável pelo material no país. O registro do implante foi cancelado na semana passada. Cerca de dez mil próteses que não foram vendidas agora serão queimadas. Procurada, a importadora não retornou o contato feito pela reportagem. Após o primeiro teste para conceder o registro, a Anvisa faz nova análise desse tipo de material na hora de renovar a autorização, o que costuma demorar cinco anos. Na opinião do cirurgião plástico Jorge Wagenführ Júnior, proprietário da Lifesil, produtora de implantes de silicone, no entanto, a vigilância deveria ser mais rigorosa. — Se a agência fizesse uma avaliação dos produtos importados ou das fábricas no exterior todos os anos, este tipo de problema poderia ser evitado no Brasil. Na próxima semana, Anvisa, Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Mastologia e SBCP se reúnem para discutir um novo protocolo de procedimentos para estes casos.
oglobo.globo.com | 07-01-2012
|
|
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, criticou nesta sexta-feira a oportunidade da estreia de "A Dama de Ferro", a biografia cinematográfica de Margaret Thatcher, ao considerar que o filme deveria ser feiro em outro momento. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2012, Pernambuco.com - Diários Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 06-01-2012
|
|
RIO - O Brasil não importava próteses de silicone para glúteo, peito e testículos fabricados pela Poly Implant Prothèse (PIP). É o que informa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Reportagem publicada pelo jornal francês “Le Parisien” nesta quinta-feira revelou que a empresa também produziu estes tipos de implantes, apesar de não contar com aprovação da Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde (AFSAPS) para estes produtos. Antigos funcionários da empresa disseram ao jornal, sob condição de anonimato, que a companhia desenvolveu, junto à sua produção de próteses mamárias, uma outra linha de materiais para implantes. Um dessas testemunhas, afirmou que “três pessoas foram formadas especialmente para trabalhar numa máquina que fabricava testículo de silicone”. Outro funcionário, que se dedicava ao controle de qualidade, acrescentou que a fábrica tinha “uma máquina de injeção muito rápida. Foi comprada para a empresa se posicionar em novos mercados. Foi usada nos últimos anos da companhia e a maior parte da produção era destinada à exportação”. A AFSAPS garantiu que a companhia não havia declarado que produzia qualquer produto além dos implantes mamários e que não é capaz de supervisionar tudo o que é fabricado no país. O silicone para glúteo era direcionado especialmente para o mercado da América do Sul, segundo o ex-funcionário, que acrescentou que o material era o mesmo das próteses mamárias que estão sendo investigadas. Veja também
A Anvisa se reuniu por audioconferência com representantes da agência francesa nesta quinta-feira, quando recebeu a confirmação de que havia cinco tipos diferentes de óleo na composição do material. As próteses eram preenchidas com silicone diferente do destinado a material de saúde. As autoridades de saúde no país mantém a decisão de oferecer cirurgias de retirada das próteses às mulheres que as utilizam, pois o vazamento do silicone adulterado pode provocar irritabilidade. Na França, há 20 mulheres com câncer de mama que também têm implantes com PIP. A agência francesa, entretanto, não atribui às próteses PIP a incidência de câncer entre as usuárias e descartou a possibilidade de toxicidade do material. Não existe consenso entre os organismos de saúde europeus sobre as providências a serem tomadas. Autoridades do Reino Unido, por exemplo, não aconselharam a retirada do silicone. Na França, os documentos referentes ao processo relacionado às próteses mamárias PIP correm em segredo de justiça. Ainda no Brasil, a Anvisa realizará testes laboratoriais no material importado. As análises serão feitas por laboratórios federais e privados. O órgão diz ter recebido 12 notificações sobre os implantes da PIP. Aqui, a recomendação é de que as pacientes procurem seus médicos para verificar se está tudo bem com seus implantes. A taxa de ruptura do silicone da PIP se mostrou 1% superior à média do mercado. A maioria das clientes da EMI, importadora das próteses no Brasil, estão nas regiões Sul e Sudeste. Foram importadas cerca de 35 mil unidades de silicone PIP, das quais 25 mil foram vendidas. Serão queimadas as 10.097 unidades que estão em estoque desde que a Anvisa proibiu venda, importação e distribuição dos implantes, em maio de 2010, data em que a fábrica foi fechada na França devido ao início do escândalo. No próximo dia 11, haverá uma reunião na Anvisa, em Brasília, com representantes das sociedades brasileiras de Mastologia e de Cirurgia Plástica para discussão dos problemas ocorridos com a prótese mamária PIP e conhecer procedimentos já adotados pelos médicos. Esta reunião possivelmente terá como resultado a criação de um protocolo de procedimentos para estes casos. Na última quarta-feira, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) disse, por meio de nota oficial, que não há necessidade de pânico entre as clientes da marca PIP. A SBCP defende que as próteses PIP só apresentam riscos de reação inflamatória se estiverem rompidas, situação que pode ser diagnosticada por meio de exames e resolvida por cirurgia.Os médicos afirmam ainda que não existe qualquer comprovação de que haja relação entre os casos de câncer e os implantes mamários. Mesmo assim, ainda serão feitos novas análises laboratoriais sobre o material usado nas próteses da fábrica francesa. Em comunicado divulgado pelo seu advogado, o fundador da empresa francesa fabricante de implantes mamários PIP, Jean-Claude Mas, de 72 anos, disse que não vai falar publicamente sobre o caso. Só vai fazer declarações em juízo, se necessário e se for convocado. No texto, ele diz que estão sendo divulgadas muitas mentiras sobre o assunto. Dependendo das investigações, ele poderá ser denunciado por "falsificação agravada" e "lesão corporal e homicídio culposos.
oglobo.globo.com | 05-01-2012
|
|
LONDRES - Os britânicos aguardam os resultados de uma revisão de segurança dos implantes mamários PIP que sairá esta semana na esteira do escândalo sobre o silicone que era fabricado pela francesa Poly Implants Protheses, disse o secretário de Saúde do Reino Unido nesta quarta-feira. Por enquanto, o governo mantém sua posição de que a retirada dos implantes não é necessária, o que contrasta com a decisão do governo francês de oferecer a retirada das próteses a todas as mulheres que receberam PIP. Lansley disse que estava preocupado com a qualidade dos dados fornecidos por clínicas privadas e profissionais de saúde, mas que os especialistas deveriam oferecer uma recomendação definitiva até o fim da semana às cerca de 40 mil britânicas que usam os implantes PIP. - Com base na evidência e nos dados que vimos até agora, a recomendação continua a ser que não há caso para a remoção preventiva destes implantes porque não há uma preocupação de segurança que justifique o risco de uma cirurgia - disse ele á rádio BBC. - Não há evidências de relação com o surgimento de câncer, os testes de toxidade mostraram, para a satisfação do regulador, que o conteúdo do material não é tóxico. O governo francês aconselhou as 30 mil mulheres que compraram implantes PIP naquele país a remover as próteses, devido à preocupação com o risco de ruptura do silicone. A PIP já foi o terceiro produtor de próteses de silicone no mundo e quebrou em 2010 depois que uma investigação oficial mostrou que usava material mais barato e silicone industrial sem aprovação das autoridades em alguns de seus produtos.
oglobo.globo.com | 04-01-2012
|
|
RIO - O governo brasileiro vai avaliar cada caso que chegar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de pacientes com próteses mamárias PIP para decidir se oferecerá cirurgia de remoção. De acordo com recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as mulheres que usam este tipo de silicone importado da França devem procurar seus médicos para checar se estão bem. Se a cirurgia de implante tiver sido feita por um profissional da rede pública e, quando houver risco, procedimentos para evitar maiores danos à paciente podem ser realizados pelo SUS. O SUS só realiza cirurgias de implante de silicone com fins de reparação e não estéticos. No próximo dia 11, haverá uma reunião na Anvisa, em Brasília, com representantes das sociedades brasileiras de Mastologia e de Cirurgia Plástica para discussão dos problemas ocorridos com a prótese mamária PIP e conhecer procedimentos já adotados pelos médicos. Esta reunião possivelmente terá como resultado a criação de um protocolo de procedimentos para estes casos. Os médicos que receberem pacientes com próteses PIP devem comunicar os casos à Anvisa. A agência já iniciou a investigação dos casos de que tomou conhecimento, mas o número ainda é pequeno, informou nesta segunda-feira Luiz Roberto Klassmann, diretor adjunto do presidente. Ele reforçou o pedido de que as mulheres com implantes PIP recorram a seus médicos: - É importante procurar o profissional que fez a cirurgia para realizar exames e verificar a integridade das próteses colocadas.
Veja também
No Brasil, foram vendidas 25 mil próteses PIP. Os implantes oferecem maior risco de rompimento e inflamação. A Anvisa proibiu na última semana a importação e a venda de silicone da marca francesa. No país de origem dos produtos, o governo financiará a remoção do silicone. Vinte francesas que receberam a prótese estão com câncer, mas ainda não há comprovação de que a doença foi provocada pela baixa qualidade do material usado na fabricação. Já no Reino Unido, onde cerca de 40 mil mulheres receberam implantes PIP, o governo anunciou que vai investigar o caso, pois considera contraditórias as informações sobre os riscos do material usado. Por enquanto, não há planos de financiar a remoção. O governo da Venezuela também informou na última semana que estava se dispondo a pagar cirurgia para retirar o silicone importado da PIP (Poly Implants Protheses), mas não pagaria a substituição por outras próteses. Estima-se que, em todo mundo, cerca de 300 mil mulheres tenham recebido o implante fabricado pela empresa.
oglobo.globo.com | 03-01-2012
|
|
BRASÍLIA - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quinta-feira que vai cancelar o registro das próteses mamárias PIP (Poly Implants Protheses), produzidas por uma empresas francesa de mesmo nome, e recolher as que ainda estão sob a guarda do importador brasileiro. A agência diz que baseou sua decisão nos resultados de testes divulgados pela autoridade sanitária da França, indicando que foi utilizado um tipo de silicone diferente do autorizado para a fabricação de próteses. Embora tenham sido registrados na França casos de câncer em mulheres com implantes mamários fabricados pela PIP, testes laboratoriais descartaram risco de toxidade e câncer. Mas a ruptura pode causar contratura, assimetria de mama e dor no seio. A empresa foi acusada de usar em seus modelos silicone de grau industrial, normalmente encontrado em computadores e utensílios de cozinha. Na última terça-feira, o advogado da companhia e de seu fundador, Jean-Claude Mas, admitiu que foi usado silicone sem aprovação na fabricação das próteses, e contou ainda que material aprovado era usado em versões mais caras do produto. Ninguém foi responsabilizado neste caso, mas um tribunal de Marselha deve anunciar acusações de fraude no ano que vem, afirmaram fontes judiciais à agência Reuters. IMPORTAÇÃO: Brasil também recebeu próteses de silicone sob suspeita na França Segundo a Anvisa, as próteses já estavam suspensas no Brasil desde abril de 2010. A agência informou também que o país importou 34.631 unidades, das quais 24.534 foram comercializadas. O restante será recolhido. A Anvisa voltou a orientar as mulheres que colocaram a prótese para procurar o médico e fazer uma avaliação e acompanhamento do caso. Na última semana, a agência divulgou normas orientando médicos, pacientes e profissionais de saúde sobre as próteses PIP. Além da recomendação de as mulheres procurarem seus médicos, os cirurgiões deveriam contactar pacientes que tenham feito este implante, de acordo com o informe. A Anvisa pede ainda que serviços e profissionais de saúde notifiquem todos os problemas, bem como as cirurgias para a retirada do PIP, comercializado no Brasil sob o nome de Implante Mamário Preenchido de Gel de Alta Coesividade. Na França, o governo recomendou que as mulheres que receberam a prótese a removam, “como uma medida preventiva, mas não de caráter urgente”. Também nesta semana, a imprensa internacional divulgou que o FDA, agência que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, fez uma inspeção em uma das fábricas da PIP na França no ano 2000 e enviou a seu fundador uma carta de alerta sobre implantes “adulterados” e irregularidades na produção de um outra linha da empresa.No Reino Unido, cerca de 250 britânicas que fizeram o implante de silicone PIP vão à Justiça processar as clínicas onde fizeram as cirurgias. O grupo quer o direito de retirar as próteses gratuitamente. Estima-se que em todo o país entre 40 mil e 50 mil mulheres tenham próteses deste tipo. Mas o governo britânico apenas recomendou que as pacientes procurem seus médicos para um check-up, por considerar que não há indícios que sustentem a necessidade de se retirar os implantes. Na Espanha, o jornal “El Pais” cita o caso de o cirurgião Jaume Serra que começou a operar mulheres que receberam o silicone PIP, após se dar conta dos riscos que elas corriam. Algumas, inclusive, já convivam com os danos, como rupturas e inflamações. Eles lhes cobra os custos da cirurgia, e o valor simbólico de um euro pela mão de obra. Quando precisa se deslocar para operá-las, as pacientes também cobrem estes custos. O especialista trava uma luta particular contra essas próteses há quase dois anos, quando se deu conta que o material vendido pela PIP se rompia com mais facilidade que outros. Na última quarta-feira, o governo venezuelano anunciou que pagaria cirurgias a remoção dos implantes mamários PIP a mulheres que temiam que eles se rompessem. Os custos cobertos seriam o de remoção, mas o de substituição por outra prótese, informou a ministra da Saúde Eugenia Sader. Ela informou ainda que muitos implantes deste tipo foram importados para o país sem a devida autorização.
oglobo.globo.com | 30-12-2011
|
|
BUENOS AIRES – O ex-ditador Reynaldo Bignone foi condenado nesta quinta-feira a 15 anos de prisão por crimes contra a Humanidade cometidos em centro clandestino de detenção que funcionou em um hospital público durante a última ditadura militar argentina (1976-1983). O Segundo Tribunal Federal impôs essa pena a Bignone, de 85 anos, pelos crimes de privação ilegítima de liberdade e tortura contra médicos e funcionários do Hospital Posadas, localizado em um subúrbio a oeste da capital, Buenos Aires. Bignone foi o último presidente de fato do regime militar que tomou o poder em 1976 e durante o qual foram assassinados 13 mil dissidentes, segundo cifras oficiais. Organismos de direitos humanos afirmam que o total de mortos chega a 30 mil. A promotoria queria uma pena de 25 anos para Bignone apontado como responsável por uma operação feita por militares no Hospital Posadas quatro dias depois do golpe militar de 24 de março de 1976. Ele ordenou a demissão de todos os funcionários do centro de saúde, e mais de 40 deles foram presos ilegalmente. Além disso, os militares montaram no hospital um centro clandestino de detenção apelidado de “O Chalé”, no qual, segundo a Justiça, 22 pessoas foram mantidas presas e pelo menos cinco sofreram torturas. No mesmo julgamento, foram condenados, por atuação na repressão política, Luis Muiña, que recebeu 13 anos de prisão, e Rafael Mariani, com oito anos. A condenação de hoje foi a terceira de Bignone por crimes contra a Humanidade. Ele enfrenta ainda um outro julgamento por um suposto plano sistemático de sequestro de bebês, filhos de desaparecidos políticos. Em julho de 1982, Bignone sucedeu o ditador Leopoldo Galtieri no comando da junta militar, após a derrota da Argentina na guerra com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas. No poder, ele baixou um decreto determinando a destruição de toda a documentação vinculada às prisões e ao desaparecimento de pessoas durante o regime e outro de “auto-anistia” aos membros das Forças Armadas envolvidos na repressão, pouco antes de convocar eleições democráticas para 1983. Desde a retomada da democracia na Argentina, 268 pessoas já foram condenadas por crimes contra a Humanidade, e mais de 800 estão sendo processas e aguardam julgamento, segundo relatório da Unidade Fiscal de Coordenação de Prosseguimento dos processos por violações dos direitos humanos cometidas durante a ditadura.
oglobo.globo.com | 29-12-2011
|
|
WASHINGTON - Em 2000, autoridades de saúde dos Estados Unidos alertaram sobre o fabricante francês de implante mamário que está no centro de um escândalo que afeta milhares de mulheres em todo o mundo. A FDA, agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA, enviou um investigador para inspecionar uma fábrica da empresa PIP, em La Seyne Sur Mer, no sudoeste da França, em maio de 2000. Pouco tempo depois, a agência enviou ao fundador da empresa, Jean-Claude Mas, uma advertência dizendo que os implantes estavam “adulterados” e citando pelo menos 11 desvios de boas práticas de fabricação. O problema tinha a ver com os implantes salinos da PIP, uma linha diferente dos implantes de silicone que as autoridades francesas mandaram retirar do mercado em 2010 devido ao uso de silicone industrial, em vez de silicone médico, levando a empresa á falência. Ainda assim, a unidade de produção inspecionada continou sendo usada para fabricar implantes para a companhia. O governo francês recomendou na semana passada que as mulheres que têm implantes de silicone da PIP removam a prótese cirurgicamente depois que os implantes demonstraram ter um risco elevado de rompimento. Outros países, incluindo o Reino Unido e também o Brasil, orientaram que as usuárias dessa prótese procurassem seus médicos. BRASIL: Anvisa divulga normas para médicos, pacientes e profissionais de saúde sobre próteses PIP Reino Unido: Cerca de 250 britânicas estão dispostas a garantir na Justiça o direito de retirar as próteses FRANÇA: Diretor de empresa de silicone suspeito deve se explicar Procura-se saber agora por que o aviso da FDA não provocou maior controle dos reguladores franceses sobre as atividades da empresa envolvida no escândalo. Ainda não se sabe se funcionários dos órgãos de saúde da França e da agência americana trocaram informações sobre a inspeção da fábrica da PIP, embora a carta de advertência tenha sido publicada em 2000.Ninguém foi responsabilizado ainda. Mas fontes disseram que um tribunal de Marselha pode anunciar em breve acusações de fraude contra alguns ex-funcionários da PIP. Há também uma investigação de homicídio culposo por autoridades francesas, após a morte de uma mulher por câncer no ano passado. Ela recebeu implantes da PIP. O governo francês não apresentou qualquer evidência de que há um maior risco de desenvolver a doença para as usuárias dessas próteses.
oglobo.globo.com | 27-12-2011
|
|
BRASÍLIA - Em sua última coluna semanal distribuída aos jornais, a presidente Dilma Rousseff voltou a falar da situação econômica do país e da crise econômica internacional. Dilma afirmou que, no ano do recrudescimento da crise global, o Brasil teve "um ano bem sucedido". Ela citou que, enquanto 2011 "não foi fácil para o mundo", a economia brasileira cresceu, criou até novembro 2,3 milhões de empregos e atingiu a menor taxa de desemprego da série histórica (5,2% da população economicamente ativa), além de ter batido recorde de exportações e investimentos estrangeiros diretos. - No Brasil, percebemos com antecedência os rumos da crise internacional e nos preparamos para ela. Com planejamento e políticas acertadas, conseguimos proteger a economia, os setores produtivos e o emprego. Assim, tivemos um ano bem sucedido - afirmou Dilma.
Veja também
Depois da divulgação de pesquisas britânicas que afirma que o Brasil deverá passar o Reino Unido e se tornar a 6ª economia do mundo, aguçou o otimismo do ministro da Fazenda Guido Mantega. Nesta terça-feira, Mantega afirmou que 2012 será melhor do que 2011, com câmbio mais favorável para as indústrias e crédito mais barato para os consumidores, e que o Brasil será a 5ª maior economia do mundo antes de 2015, passando à frente da França. As afirmações foram feitas depois de o ministro receber medalha de honra ao mérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). - É inexorável que passemos a França e no futuro, quem sabe, a Alemanha, se ela não tiver um desempenho melhor - afirmou Mantega, explicando que a velocidade de crescimento do PIB brasileiro tem sido o dobro da registrada pelos países europeus. A presidente afirmou que manteve firme o propósito de crescer com distribuição de renda e enumerou medidas já acertadas que vão permitir um 2012 próspero, como o aumento do salário mínimo, o reajuste das faixas do Supersimples, a redução de PIS/Cofins de massas, pães, farinhas e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da linha branca, além do crédito com custo menor para investimentos. "Com menos impostos e mais crédito, a economia brasileira vai crescer mais (em 2012)", disse ela. Dilma também citou outros programas do governo como o "Minha Casa Minha Vida" (que subsidia a construção de moradias para a população com renda de até R$ 5 mil). o "Brasil sem Miséria", e iniciativas na área da Saúde, como o "Melhor em Casa", "SOS Emergências", "Saúde Não Tem Preço" e "Crack, é possível vencer", e da Educação, como o "Pronatec" e o "Ciência sem Fronteiras". Também elogiou o "Viver sem Limites", que tem como foco os brasileiros com deficiência.
oglobo.globo.com | 27-12-2011
|
|
LONDRES — Cerca de 250 britânicas com implantes mamários PIP, produzidos pela empresa francesa de mesmo nome com material impróprio, vão processar as clínicas onde fizeram suas cirurgias. Estima-se que em todo o Reino Unido entre 40 mil e 50 mil mulheres tenham próteses deste tipo. Na França, houve oito casos de mulheres com próteses PIP que morreram de câncer, mas autoridades sanitárias locais dizem que não há evidências, até o momento, que relacionem o uso destes implantes à maior chance de desenvolver a doença. Mesmo assim, as autoridades francesas recomendaram a remoção dos implantes, e o governo vai pagar por isso. No Reino Unido, a Agência Regulatória de Produtos de Saúde e Medicamentos (MHRA), porém, diz que não há indícios que sustentem a necessidade de se fazer a retirada das próteses. E Dame Sally Davies, médico ligado ao ministério da Saúde, reiterou que basta um check up de rotina para avaliar o estado da prótese. — Mulheres com implantes PIP não precisam ficar tão preocupadas. Não temos evidências de uma possível relação com câncer ou aumento do risco de ruptura (das próteses). Embora respeitemos a decisão do governo francês, nenhum outro país está tomando atitude semelhante — disse Davies ao jornal “The Independent”. Mas Mark Harvey, um dos advogados que representa o grupo que entrará com uma ação conjunta na Justiça, disse ao jornal inglês “The Guardian” que suas clientes estão determinadas a requerer judicialmente a retirada, pois as clínicas lhes prometeram, em contrato, que “as próteses durariam para sempre e não sofreriam rupturas”. Ele acrescentou que algumas de suas clientes apresentaram inflamação, fadiga e fibromialgia, e que não é possível saber se as queixas estão relacionadas aos implantes. A Nagor, uma das maiores fabricantes de implantes de silicone do Reino Unido, disse ao “The Guardian” que já providenciou cerca de 20 novas próteses gratuitas para mulheres que tiveram ruptura de próteses PIP. O par, normalmente, custaria 700 libras. Douglas Black, gerente nacional de vendas da Nagor, contou que “há muitas pacientes preocupadas e tomadas de pânico”. Também ontem, um porta-voz do governo holandês disse que o país, que já constava na lista daqueles onde há mulheres com implantes PIP, descobriu existirem mais mil pacientes com este tipo de prótese. É que ela também foi vendida em seu território com o nome de M-implants.
oglobo.globo.com | 26-12-2011
|
|
Não deixa de atiçar um orgulho patriótico a informação da imprensa inglesa de que estamos próximos a desbancar o Reino Unido na lista das maiores economias do mundo.
Isso não aconteceria se, nos últimos anos, nossa economia não tivesse um mínimo de estabilidade para gerar mais investimentos.
Mas é bom tomar cuidar com euforia que, certamente, será manipulada pelo governo. Só podemos comemorar nosso crescimento quando os indicadores sociais brasileiros estiverem num patamar de nação desenvolvida --o que estamos longe, muito longe de ter. Refiro-me aos números da educação ou saúde. Ou a qualidade de vida nas cidades, a começar pela segurança.
Leia mais (26/12/2011 - 08h45)
redir.folha.com.br | 26-12-2011
|
|
LONDRES - A rainha Elizabeth passou a manhã deste sábado no hospital de Cambridge onde seu marido, o príncipe Philip, está internado. O nobre, de 90 anos, precisou passar por uma cirurgia para colocar um stent no coração, após passar mal com dores no peito na sexa-feira. Segundo o Palácio de Buckingham, o príncipe passou a noite bem e que ele espera visitas de outros integrantes da família real nesta tarde. Ainda não há previsão de alta, mas médicos disseram na sexta-feira, que período de internação deve ser curto. A rainha Elizabeth e sua família estão reunidos na propriedade de Sandringham, onde eles costumam passar todo o Natal. Segundo autoridades do Palácio, está mantida a programação de festas de final de ano, que inclui uma missão no domingo e um discurso à nação feito pela rainha. Apesar da idade avançada, Philip é conhecido por ter uma boa saúde e raramente falta algum evento oficial. Em meados deste ano, o príncipe admitiu que estava com a memória enfraquecida e que planejava aposentar sua agenda oficial em breve. Philip se casou com a rainha Elizabeth II em 1947. Ele é filho do príncipe Andrew da Grécia e tataraneto da rainha Victoria do Reino Unido. Mesmo tentando de se manter à sombra da mulher, as notórias gafes, algumas classificadas como racistas, de Philip acabam trazendo atenção da mídia para o discreto príncipe. Em 1986, por exemplo, o príncipe alertou um estudante britânico na China que ele poderia ficar com "olhos puxados" se ficasse muito tempo no país.
oglobo.globo.com | 24-12-2011
|
|
RIO - Se as festas de fim de ano representam uma preocupação para sua dieta e saúde, você ficará feliz em saber que o brinde a 2012 regado a espumante pode, na verdade, ser um bom aliado. Pesquisas mostram que a bebida traz benefícios para o pulmão e o coração, ajudando a controlar a pressão, se ingerida sem exageros. Além disso, uma taça do tipo mais consumido no país, o Brut, tem pouco menos de 100 calorias. Ou seja, se balanceada com alimentos mais leves, a festa de Ano Novo não precisa se transformar num pesadelo estendido até janeiro. Um estudo realizado na Dinamarca mostra que as pessoas que tomam vinho tendem a se alimentar melhor. A pesquisa catalogou os hábitos de consumo de quem comprava vinho e de quem adquiria cerveja em supermercados. Os apreciadores da uva optavam por azeitonas, frutas, vegetais, queijos e carnes magras. Já quem escolhia cerveja preferia pratos prontos, manteiga ou margarina, salsichas, cordeiro e refrigerantes. Essa é a lógica da escritora Cara Alwill Leyba, de 31 anos, que afirma ter mudado de vida após adotar a Dieta do Champanhe, há alguns anos. Cara, que tem um blog e está terminando um livro sobre o assunto, explica que não se trata de um programa fechado. A ideia é "glamorizar" o cardápio e, consequentemente, consumir alimentos mais leves: — Se tiver que escolher entre um hambúrguer com refrigerante e um salmão com champanhe, você escolherá a segunda opção — defende. Além de duas taças de espumante, Cara diz ter seguido cardápios de 1200 a 1400 calorias por dia. Na opinião da nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica Mariana Del Bosco, a fórmula para perder peso não tem mistério: — Não vejo comprovação científica no uso do espumante para emagrecer. Para perder peso, é preciso ter déficit calórico, havendo álcool ou não na dieta. Mas a recomendação para esse consumo tem que ser cuidadosa. Ela lembra que a Organização Mundial da Saúde indica que mulheres bebam até uma dose diária de álcool e homens, duas. Se ao usar a moderação é possível manter a boa forma, o consumo de espumante pode ainda proteger o coração, mostra uma pesquisa da Universidade de Reading, no Reino Unido: — Os espumantes e vinhos tintos têm antioxidantes, os polifenóis, que ajudam na liberação do óxido nítrico. Ele promove o relaxamento dos vasos, evitando aterosclerose — explica Serafim Borges, cardiologista da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio. O cardiologista Jairo Monson de Souza Filho, que há 20 anos estuda sobre vinhos, lembra que os tintos têm mais polifenóis que os demais e, por isso, seus benefícios são mais reconhecidos. Mas, para alguns efeitos, a quantidade não é importante. Além disso, vinhos tranquilos são diuréticos e ajudam na função pulmonar, segundo o especialista. Outra característica é que o espumante é rico em potássio, magnésio e gás carbônico, o que melhora a digestão e, em certas condições, ajuda no combate à pressão alta.
oglobo.globo.com | 23-12-2011
|
|
RIO - O governo interino da Líbia autorizou o Reino Unido a mandar sua polícia ao país para investigar o atentado de Lockerbie, em 1988, quando um avião da Pan Am explodiu sobre a cidade escocesa, matando 270 pessoas. De acordo com o jornal “Guardian”, os agentes também foram autorizados a apurar informações sobre a morte de Yvonne Fletcher, policial assassinada em frente à embaixada líbia em Londres, durante um protesto, em 1984. O Conselho Nacional de Transição, que governa a Líbia desde a queda de Muamar Kadafi, em outubro, havia rejeitado pedidos britânicos na semana passada. Segundo Alistair Burt, do ministério de Relações Exteriores do Reino Unido, o novo governo interino líbio, que assumiu na semana passada, decidiu cooperar. Segundo Burt, o ministro do Interior líbio, Fawzy Abdel Aal, confirmou a autorização, mas a Líbia ainda não informou as datas em que as visitas poderão acontecer. Investigadores escoceses querem entrevistar Abdelbaset al-Megrahi, preso em 1988 pelo atentado, e solto em agosto de 2009. Alvo de críticas e especulações sobre possíveis motivações financeiras, sua libertação foi decidida em função de seu precário estado de saúde, segundo o governo escocês. Meses atrás, Megrahi foi visto em um comício de Kadafi, circulando em cadeira de rodas. Na Líbia, ele foi recebido como herói pelo ditador após deixar o Reino Unido. O terrorista ainda estaria em Trípoli, mesmo após a tomada da cidade pelos rebeldes que derrubaram o regime Kadafi. Investigadores britânicos pretendem interrogar ex-diplomatas líbios que serviam na embaixada do país em Londres na época do assassinato de Yvonne Fletcher. Para Burt, a medida representa um importante passo para construir confiança entre os dois países. Segundo ele, a Scotland Yard e o Exército britânico estão oferecendo treinamento à Líbia.
oglobo.globo.com | 08-12-2011
|
|
A Europa vive uma epidemia de sarampo em vários países. Especialistas alertam sobre o aumento impressionante nos registros da doença: os números revelam que os casos triplicaram em apenas quatro anos. A Organização Mundial de Saúde revelou que só em 2011 houve 26.000 novos casos de sarampo na Europa até o final de novembro, sendo que nove registros resultaram em mortes. Trata-se de um índice três vezes maior em relação ao número de casos registrados no período de 11 meses em 2007. Entre os países com maior número de notificações está a França, que em 2011 teve cerca de 14 mil casos registrados, principalmente em crianças maiores de cinco anos e em adultos jovens. No mesmo período, 956 novos casos de sarampo foram notificados no Reino Unido, sobretudo na Inglaterra e no País de Gales, de acordo com dados da Health Protection Agency (HPA). Isso é mais que o dobro dos 374 casos registrados em 2010 em todas as regiões do Reino Unido. O balanço das notificações provocou um alerta da HPA, pedindo que os pais levem seus filhos para serem vacinados: _ Qualquer um pai que tenha em casa uma criança que perdeu o calendário de vacinação deve estar consciente de que seu filho estará sob o risco de ser contagiado com sarampo. Estamos assistindo ao aumento de casos numa determinada faixa etária, o que significa que muitos pais estão deixando de levar seus filhos para serem vacinados _ alertou um porta-voz da HPA Especialistas da agência britânica atribuem o aumento de casos à popularização, via internet, de comentários de falsos médicos sobre supostos malefícios das vacinas na infância, alguns deles fazendo falsas relações entre vacinas e casos de autismo. As autoridades sanitárias européias estão pedindo ajuda a todos as agências governamentais para que esclareçam suas populações sobre a necessidade de vacinar as crianças e denunciar os que espalham pela internet rumores alarmistas inteiramente infindados. Há também aumento nos registros do sarampo na Espanha, na Romênia, na Macedônia e no Uzbesquistão.O relatório mais recente sobre o surto foi também publicado ontem pelos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, CDC. _ Nós estamos vendo uma onda de casos muito maior do que temos visto nos últimos cinco ou seis anos. O aumento é alarmante e são urgentes campanhas de esclarecimento da população _ avaliou Rebecca Martin, gerente do programa de imunização da OMS para a Europa. Já existem também alertas da OMS para que os turistas que forem viajar com crianças e adolescentes para a Europa no período de férias escolares de fim de ano certifiquem-se de que seus filhos estão em dia com a cartela de vacinação, sobretudo no que se refere ao sarampo.
oglobo.globo.com | 02-12-2011
|
|
RIO - Parece que não é mesmo boato aquela história de Rihanna estar perto de uma estafa. De acordo com o jornal britânico “The Mirror”, a saúde da cantora de 23 anos está agora sob vigilância de 24 horas. O estado de exaustão da artista, que acaba de lançar seu sexto disco, “Talk that talk”, veio à tona nos últimos dias. No fim de semana, Rihanna se recusou a subir no palco para um show na Irlanda, e só mudou de ideia depois de telefonar, aos prantos, para a amiga Beyoncé. Os empresários da cantora estão preocupados com a gravação do DVD ao vivo de “Loud”, este mês. Eles querem a moça bem disposta para mandar bem nesse show. Veja também
A verdade é que a autora do novo hit “We found love” não parou para descansar desde que o CD “Loud” foi divulgado, no fim de 2010. Em vez de dar um tempo entre a turnê e a gravação do disco sucessor, ela resolveu emendar uma coisa na outra. Gravou “Talk that talk” nos intervalos entre os shows e, agora, precisa divulgar o novo álbum. Mesmo com tudo isso, Rihanna vai quebrando recordes e atingindo marcas. O novo CD estreou em terceiro lugar nas paradas americanas, com 197 mil cópias vendidas na sua primeira semana. Já no Reino Unido, a artista foi a primeira mulher a chegar ao topo dos rankings de singles e discos duas vezes em menos de um ano. Rihanna também vendeu cinco milhões de cópias digitais do single “Love The Way You Lie”, com Eminem, e acabou de receber quatro indicações ao Grammy. Siga a gente no Twitter: @RevistaMegazine
oglobo.globo.com | 02-12-2011
|
|
MADRI - Com o olho esquerdo roxo e inchado e dois pedacinhos de esparadrapo em forma de cruz sobre o nariz, o rei Juan Carlos não alterou sua agenda dos últimos dias. Na versão oficial, o monarca se machucou após ir de encontro a uma porta quando um funcionário a abria na direção contrária. O contratempo não é o único a atingir a família real espanhola. Aos 73 anos, Juan Carlos precisa lidar com as acusações de corrupção enfrentadas pelo genro e com os crescentes rumores sobre a anorexia de sua nora. — A família real está afetada — declarou a infanta Pilar de Borbón, irmã de Juan Carlos. Nada mais natural quando o cerco judicial a Iñaki Urdangarín, duque de Palma de Mallorca, marido da infanta Cristina (sétima na linha de sucessão ao trono), se fecha a cada dia. Genro perfeito até agora por ser simpático, educado, bonito, louro, corpo atlético, de boa família, carinhoso com seus quatro filhos e uma estrela nacional do handebol, o duque pode ser indiciado a qualquer momento pela Justiça da Espanha após investigações apontarem para quatro delitos no já chamado Caso Urdangarín: falsificação de documentos, prevaricação, fraude à Administração Pública e desvio de verba.
Maioria quer a monarquia e aprova o líder O processo, no entanto, tem oficialmente o nome de Operação Babel, pela complexa rede de negócios e sociedades supostamente ligada ao genro do rei. O Instituto Nóos de Estudos Estratégicos de Patrocínio e Mecenato, dirigido pelo duque entre 2004 e 2006, está no epicentro do desvio de dinheiro público, embora seja uma entidade, teoricamente, sem fins lucrativos. Nesses dois anos, Nóos recebeu 5,3 milhões de dois governos regionais, dos quais mais de 3 milhões foram depositados nas contas de duas empresas de Urdangarín: a imobiliária Aizoon S.L. e a consultoria Nóos, homônima do instituto. Mas a trama não para por aqui, já que outras quatro empresas também estariam vinculadas a este escândalo. Todas compartilham endereço, sócios e empregados.
— O rei deve estar muito zangado. Isso não afeta diretamente a sua imagem, mas sim a da monarquia como instituição — afirma o historiador Ricardo Mateos Sáinz de Medrano, autor de vários livros sobre a família real espanhola.
Se em 1997 a monarquia era a instituição melhor avaliada pelos espanhóis, hoje ela ocupa o terceiro lugar — atrás das Forças Armadas e da imprensa, de acordo com levantamento do Centro de Investigações Sociológicas. Os especialistas lembram, no entanto, que todas as instituições do país andam pior avaliadas por causa da crise e a monarquia vai a reboque delas. Mesmo assim, 60% do povo ainda prefere o sistema à república — e Juan Carlos é querido acima de tudo: 80% dos espanhóis acham que o rei foi fundamental na redemocratização. — Mas o que está acontecendo é muito grave. Não sei se a infanta Cristina optará pelo divórcio ou se decidirão excluí-la do Orçamento do Estado, já que, como filha do rei, recebe dinheiro público. Qualquer que seja a solução, sempre ficará uma mancha. Mas pelo menos isso mostraria uma reação por parte do rei, o que é esperado por todos — opina Medrano. Apesar de a devassa da vida dos nobres da Espanha não chegar aos pés da que ocorre no Reino Unido, a imprensa aqui já criticou supostos gastos com entourage e procedimentos estéticos da princesa Letizia, mulher de Felipe, o primeiro na linha de sucessão. Tanto que ela compensaria os gastos optando por sempre repetir modelitos em suas aparições públicas. As roupas, no entanto, são incapazes de esconder a magreza excessiva de Letizia, mais um problema para o sogro. Há uma avalanche de comentários sobre supostos transtornos de alimentação da que será futura rainha consorte da Espanha. No jantar promovido na semana passada pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, em Santiago, o tema voltou com força à imprensa. Até meios que duvidam de um problema de saúde usaram as fotos tiradas no Chile como um pretexto para discutir se Letizia escolhe bem seus modelitos, já que "deixou à mostra seus ossudos ombros e braços". A Casa Real, que outras vezes atribuiu o aspecto magro de Letizia ao ângulo da fotografia, admitiu que Letizia não só é magra como sempre foi: é sua constituição física. Mas quem vê as imagens da jovem jornalista que casou-se com Felipe, em 2004, duvida mais uma vez.
oglobo.globo.com | 26-11-2011
|
|
LONDRES - Os países da África Subsaariana que investem para treinar médicos acabam perdendo cerca de US$ 2 bilhões porque, depois de formados, os especialistas deixam sua terra natal em busca de emprego em países mais desenvolvidos, afirma um estudo divulgado na sexta-feira. Uma pesquisa canadense revelou que a África do Sul e o Zimbábue são os países que mais perdem com a emigração de médicos, que costumam escolher a Austrália, o Reino Unidos, os EUA e o Canadá como destinos favoritos. Os estudiosos, dirigidos por Edward Mills, chefe de saúde global da Universidade de Ottawa, fez um apelo aos países desenvolvidos para reconhecer este desequilíbrio e investir mais em treinar e desenvolver sistemas de saúde nos territórios que mais sofrem com a fuga de cérebros na área da saúde. "Muitos países ricos que são destino treinam menos médicos do que precisam e acabam precisando dos médicos imigrantes para dar conta desse déficit", explicou Mills em artigo do "British Medical Journal", "Os países em desenvolvimento estão pagando para treinar equipes que servirão de suporte para serviços de saúde de países desenvolvidos". Segundo especialistas, a "fuga de cérebros" exacerba ainda mais os problemas da saúde pública nos países subdesenvolvidos que lutam contra epidemias, como a do vírus HIV, a da tuberculose e da malária. Um déficit crítico A Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou um código de prática no ano passada sobre o recrutamento internacional de profissionais de saúde. O guia ressalta a questão da fuga de cérebros e exige que os países ricos ofereçam ajuda aos mais pobres. O código é considerado particularmente importante para a África Subsaariana, região que sofre com um crítico déficit de médicos e que tem a maior incidência de doenças, como a Aids e a malária. O último informe da ONU sobre o vírus HIV, publicado na última segunda-feira, mostrou que 68% dos 34 milhões de pacientes soropositivos vivem na África. A partir de dados diversos, incluindo relatórios da Unesco sobre gastos em educação primária e secundária, a equipe canadense estimou o custo de treinar um médica durante toda sua vida acadêmica em nove países da África Subsaariana com as maiores taxas de HIV do mundo. Foram analisados Etiópia, Quênia, Nigéria, África do Sul, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbábue. Em médias, esses países gastam entre US$ 21 mil e U$ 59 mil por profissional. - Nossos resultados mostram como nove países da África Subsaariana tem os maiores custos com educação médica e também a maior perda por falta de retorno desses investimentos - disseram os responsáveis pelo estudo. De acordo com o relatório, a emigração africana ainda geraria cerca de US$ 2,7 bilhões de lucro para o Reino Unido e US$ 846 milhões para os EUA.
oglobo.globo.com | 26-11-2011
|
|
BRASÍLIA - Mesmo com um gasto em segurança pública superior ao de alguns países desenvolvidos, o Brasil está na lista das nações com as piores taxas de homicídios. Só no ano passado foram assassinadas 40.974 pessoas. O crescimento econômico do país nos últimos anos não reduziu os índices de homicídios, que aumentaram em 13 estados entre 2009 e 2010, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O Brasil gasta muito, mas gasta muito mal
Os números podem ser mais dramáticos. Muitos governadores ainda têm resistência a repassar dados criminais completos para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, base usada pelos pesquisadores do fórum. Boa parte dos estados possui sistema precário de registro de assassinatos, assaltos e estupros, entre outros crimes. Entre os estados com os aumentos mais expressivos da violência estão Alagoas (42,8%), Amazonas (32,2%), Rio Grande do Norte (23,9%), Sergipe (23%) e Minas Gerais (22,6%). - O Brasil gasta muito, mas gasta muito mal. Não conseguimos reduzir as taxas de violência e nem garantir direitos. O Estado brasileiro não está dando conta do recado - afirma o secretário-geral do fórum, o sociólogo Renato Lima. Pelo estudo do fórum, estados e governo federal gastaram 1,36% do PIB (Produto Interno Bruto) com segurança em 2009 e, ainda assim, o país registrou uma taxa de 21,9 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes. Os dados mantém o Brasil entre os seis primeiros países do ranking mundial da violência. A situação é ainda mais desfavorável quando se compara o caso brasileiro com países como Alemanha e Espanha. Os dois países gastaram, respectivamente, 1,2% e 1,3% do PIB com segurança em 2009 e apresentaram taxas de, respectivamente, 0,8 e 0,7 por grupo de 100 mil habitantes.
Taxa é inaceitável para a ONU Outros países que tiveram gastos ligeiramente superiores, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Itália e Portugal, estão com taxas inferiores a 7 por grupo de 100 mil. Os investimentos em segurança nos Estados Unidos representaram 2,3% do PIB do país em 2009. A taxa de homicídios em território americano foi de 5,3% neste período. A Organização das Nações Unidas considera inaceitáveis taxas acima de 10 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. - O Congresso Nacional deveria abrir, com urgência, a discussão sobre um novo modelo de segurança pública no país - afirma o secretário-geral do fórum. No Brasil os custos da segurança pública são mais elevados em estados da região Norte. Rondônia gastou R$ 405,91 per capita em segurança ano passado. O Acre, o segundo do ranking, consumiu R$ 380,86 per capita. Gastos desta natureza foram de R$ 244,81 no Rio de Janeiro e de R$ 177,48 em São Paulo no mesmo período. Para completar o quadro, mesmo com gastos de países desenvolvidos, os estados pagam baixos salários aos policiais civis e militares. O anuário foi produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em dados repassados pelos estados à Secretaria Nacional de Segurança. Pelo estudo, ano passado foram registrados 40.974 assassinatos, 2,1% a menos que os 42.023 computados em 2009. No Rio de Janeiro, o número de homicídios teria tido uma redução de 16,8%. Mas nenhum dos dois números são considerados absolutamente confiáveis. Minas Gerais, Espírito Santo, Amapá e Santa Catarina enviaram dados incompletos ao governo federal. O governo de Minas Gerais só repassou 74% dos dados criminais disponíveis. O caso de Santa Catarina foi ainda pior. As informações repassadas representaram apenas 31% das ocorrências registradas pelas unidades policiais do estado. Ou seja, o número de homicídios nestes estados pode ser bem maior que os dados apresentados à Secretaria Nacional de Segurança Pública. Pelo entendimento de integrantes do fórum, o mais provável é que a taxa nacional de homicídios tenha se estabilizado. Não aumentou, mas também não diminui. Governadores resistem em repassar dados à secretaria com medo de críticas de adversários, principalmente em ano eleitoral. Segurança pública está sempre entre as cinco maiores preocupações dos eleitores. O caso do Rio de Janeiro é mais específico. O Instituto Médico Legal teria deixado de informar, desde 2007, a causa das mortes à Secretaria Estadual de Saúde. Sem esta informação, os pesquisadores não teriam como avalizar os dados apresentados pela Secretaria de Segurança. - Pela tendência dos últimos anos, acreditamos que a violência no Rio esteja caindo, mas não nos níveis informados pelo governo - disse Lima. Pesquisa divulgada pelo fórum informa ainda que 65% dos entrevistados consideram a polícia "nada ou pouco confiável". A desconfiança se estende também aos magistrados. O estudo mostra que 51% dos entrevistados declaram que o Judiciário brasileiro é "nada ou pouco confiável". A sondagem foi feita em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.
oglobo.globo.com | 24-11-2011
|
|
WASHINGTON - A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, cancelou uma viagem que faria ao Reino Unido e à Turquia na noite de segunda-feira devido ao estado de saúde de sua mãe ... Assine O GLOBO e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa
oglobo.globo.com | 01-11-2011
|
|
Uma empresa americana de biotecnologia anunciou esta quinta-feira que começará em breve testes inéditos com células-tronco embrionárias humanas no tratamento experimental de pessoas que sofrem de uma forma de cegueira juvenil. .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 22-09-2011
|
|
Adele teve que cancelar os dois primeiros shows de sua turnê no Reino Unido por conta de problemas de saúde. De acordo com comunicado em seu site oficial, a cantora britânica está com um forte resfriado e uma infecção pulmonar.
No entanto, os fãs que já estavam com ingresso na mão não precisam se preocupar: as apresentações que Adele faria em Plymouth Pavilions, na noite de domingo (4), e no Bournemouth International Centre, na segunda (5), serão remarcadas.
"É com pesar que, devido a um resfriado severo e uma infecção no peito, Adele precisou adiar os dois primeiros shows da turnê pelo Reino Unido. Os shows serão remarcados na primeira oportunidade e os ingressos originais continuarão valendo. O reembolso estará disponível nos pontos de venda. Desculpe-nos pelo inconveniente", diz a nota.
Leia mais (03/09/2011 - 18h57)
redir.folha.com.br | 03-09-2011
|
|
Os gestores do sistema público de saúde do Reino Unido (NHS, sigla em inglês) estão a adiar deliberadamente operações, para poupar nos custos, até um ponto em que os pacientes acabam por morrer ou desistir...
rss.feedsportal.com | 29-07-2011
|
|
No Reino Unido, o governo vai avançar com uma reforma do sistema de saúde. Esta surge após uma pausa de 10 semanas imposta pelas críticas de…
pt.euronews.net | 14-06-2011
|
|
A revisão do programa de contra-terrorismo do governo do Reino Unido está a criar forte polémica. O executivo planeia pedir aos médicos e outro pessoal de saúde que identifiquem pessoas que podem ser...
rss.feedsportal.com | 07-06-2011
|
|
Sete pessoas foram infectadas pela bactéria E.coli enterohemorrágica (Eceh) no Reino Unido, onde todos os casos estão relacionados com a Alemanha, anunciou a Agência de Proteção da Saúde (HPA) britânica.
noticias.terra.com.br | 02-06-2011
|
|
As mudanças que estão a ser levadas a cabo no sistema de saúde e de apoios sociais no Reino Unido, devido aos cortes orçamentais impostos pelo governo, estão a ter um impacto "devastador" para centenas...
rss.feedsportal.com | 01-06-2011
|
|
A cantora Amy Winehouse recebeu um ultimato dos médicos que estão tratando de sua saúde em uma clínica de reabilitação no Reino Unido: "ou ela continua a beber e vai morrer ou toma vergonha na cara para largar o vício", segundo informações do tabloide britânico The Sun.
musica.terra.com.br | 31-05-2011
|
|
RIO - O sistema de saúde do Reino Unido vai começar a testar uma droga para evitar que mães obesas deem à luz bebês muito grandes, que têm mais chances de também serem obesos no futuro ... Assine O GLOBO e receba todo o conteúdo do jornal na sua casa
oglobo.globo.com | 09-05-2011
|
|
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) mantém o Brasil na mesma categoria de risco para "vaca louca" de países da União Europeia que continuam sendo afetados por surtos da doença.
Segundo dados da própria UE, de 1º de janeiro a 24 de abril deste ano foram registrados 11 novos casos de "vaca louca" no bloco: três na Espanha, três no Reino Unido, um na França, um na Irlanda, um na Itália, uma na Holanda e um Portugal. Um foco da enfermidade pode representar um ou mais animais af...
www.valoronline.com.br | 02-05-2011
|
|
Garoto é considerado o mais jovem alcoólatra do país.
Sistema de saúde britânico já registrou 13 casos em menores de 12 anos.
g1.globo.com | 14-03-2011
|