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Suíça Saúde

Um dia depois de três moradores ficarem feridos durante a demolição de um prédio ainda ocupado na cracolândia, no centro de São Paulo, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou não ter críticas à operação e desejar que a ação da Prefeitura seja bem-sucedida na "recuperação" da área. "Esperamos que tenha sucesso com sua ação e consiga recuperar aquela área da cidade para pessoas de São Paulo", disse, em entrevista concedida por teleconferência, diretamente da Suíça. [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 25-05-2017
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que Cuba voltará a oferecer profissionais para o Mais Médicos. A negociação teria sido concluída e, nesta terça-feira, 23, em Genebra, o governo cubano deve confirmar que a colaboração continua. Os representantes dos dois países estão na Suíça para reuniões da Organização Mundial da Saúde (OMS).O encontro contará com a Organização Pan-americana de Saúde, que chancelaria o novo entendimento. [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 23-05-2017
O Brasil voltará a exportar vacinas contra a febre amarela e, em julho, planeja vender para a Organização Mundial da Saúde (OMS) um total de 1 milhão de doses. O volume deve aumentar até o final do ano. A decisão será anunciada publicamente ainda nesta segunda-feira, 22, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, que está em Genebra, na Suíça, para reuniões na OMS. [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 22-05-2017

Delatores Santa Casa de Misericórdia

RIO — Três executivos da Odebrecht disseram em depoimento que a empresa pagou R$ 2,2 milhões a Dahas Zarur, ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia, como contrapartida a uma negociação de terrenos em Botafogo, no Rio. Zarur, que faleceu em 2014, teria pedido o dinheiro em 2007, antes de assinar um contrato de permuta com a empresa. Segundo os delatores, os pagamentos foram realizados em setembro de 2013 e fevereiro de 2014. A Odebrecht planejava construir um empreendimento imobiliário cujo valor poderia alcançar R$ 600 milhões. As obras nunca foram realizadas.

As informações foram remetidas pelo ministro Edson Fachin, do STF, à Justiça Federal do Rio.

Odebrecht Especiais

Paul Altit, Antonio Pessoa Couto e Rodrigo Costa Melo afirmaram que o pagamento ocorreu na época em que funcionários da Santa Casa foram flagrados vendendo sepulturas piratas em cemitérios do Rio. O apelido de Zarur nas planilhas da Odebrecht era “Gás Sagrado” — uma referência à disposição de Zarur para o trabalho e à Santa Casa.

— No final de 2013, o Antonio me disse que a gente tinha que fazer um pagamento à Santa Casa. Me lembro que foi muito notório na ocasião a denúncia de que a Santa Casa estava fazendo atividades ilícitas nos túmulos do cemitério em Botafogo. Existia o temor de que a investigação dessa denúncia afetasse nosso empreendimento Então, nessa época veio a solicitação do Paul: “precisamos via Maria Lúcia Tavares (ex-secretária da empresa) de que a gente precisava pagar à Santa Casa — afirmou Rodrigo Costa Melo, que na ocasião era responsável pelo empreendimento imobiliário.

Os terrenos que pertencem à Santa Casa somam 12.300 metros quadrados e estão alugados para concessionárias de automóveis e um posto de gasolina. Paul Altit disse em depoimento que a empresa nunca conseguiu remover os locatários para realizar as obras:

— O dr. Zarur pediu R$ 2 milhões quando fosse lançado o empreendimento, que até hoje não foi lançado. Os terrenos até hoje não estão regularizados, passados dez anos. Eu gasto dezenas de milhões de reais em termos de advogados, projetos, etc — afirmou.

EMPREENDIMENTO VALERIA R$ 600 MILHÕES

A Odebrecht planeja construir prédios residenciais no local, que fica entre as ruas da Passagem, General Severiano, General Góes Monteiro e Lauro Sodré O projeto causou controvérsias entre moradores do bairro na época da assinatura do contrato. Eles pediram ao Ministério Público estadual que investigasse a ocupação irregular da área, erro de gabarito e obstrução de bem tombado, já que os terrenos ficam ao lado de casarão tombado desde 1987, que abrigava a Casa Daros.

O empreendimento da Odebrecht chegou a ser lançado na internet, anunciado como “Quadrilátero Botafogo”. Vizinhos dizem, no entanto, que o anúncio das vendas foi uma forma de a empresa pressionar pela saída dos inquilinos e a autorização da prefeitura.

— Esse é um empreendimento que você venderia aproximadamente 40 mil metros quadrados de área privativa. Na ocasião, a conta era que se pegasse e vendesse a preço de mercado, de R$ 15 mil o metro quadrado, você teria R$ 600 milhões. É um bom terreno, bem localizado, e com escala — disse Melo em depoimento.

Procurada, a Odebrecht disse que colabora com a Justiça e reconheceu seus erros. A empresa não informou se mantém o projeto de construir prédios residenciais no local.

“A Odebrecht está colaborando com a Justiça no Brasil e nos países em que atua. Já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um Acordo de Leniência com as autoridades brasileiras e da Suíça e com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas”, diz a nota enviada pela empresa.

TERRENO DOADO NO SÉCULO XIX

Dahas Zarur morreu em novembro de 2014 aos 88 anos. Ele ocupou o cargo de provedor da Santa Casa de Misericórdia em 2004. Nove anos depois, em outubro de 2013, foi afastado do posto pode determinação da Justiça, após a revelação de um esquema criminoso que envolvia a venda ilegal de sepulturas em três dos 13 cemitérios públicos administrados pela Santa Casa. Ao fim de sua administração, a entidade enfrentava problemas. Em 2012, o Hospital Geral havia sido descredenciado pelo Sistema Único de Saúde. A unidade foi interditada pela Vigilância Sanitária. Em agosto de 2013, funcionários entraram em greve e montaram bloquies na porta do hospital.

Fundada em 1582 pelo padre jesuíta José de Anchieta, a Santa Casa funciona para fins filantrópicos. O terreno em Botafogo permutado com a Odebrecht foi doado à Santa Casa no século XIX pelo reverendo Antonio Rodrigues de Miranda, morto em 1822. O imóvel passou à propriedade definitiva da Santa Casa em 1838, após cessão da sobrinha do reverendo.

oglobo.globo.com | 20-04-2017

O WEF-World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial) define competitividade como um conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país. O professor da Harvard Business School Michael Porter complementa a definição ao ressaltar “que um país competitivo deve gerar prosperidade para empresas e cidadãos”.

O Fórum Econômico Mundial criou um relatório, na década de 80, e combinou dados estatísticos nacionais e internacionais com os resultados de uma ampla pesquisa de opinião realizada junto a executivos. A pesquisa avalia as condições oferecidas pelo país para que as empresas locais tenham sucesso nos contextos nacional e internacional e, assim, promovam o crescimento sustentável e a melhoria nas condições de vida de sua população.

A edição de 2016 do relatório indica o ranking de competitividade global de 138 países. No documento, 118 variáveis são analisadas e agrupadas em 12 categorias. Este ano, o Brasil caiu 33 posições no ranking, quando comparado com 2012, e está na 81ª colocação. A classificação atesta que o país sofre com a deterioração de fatores básicos para a competitividade, como a confiança nas instituições e o balanço das contas públicas, e elementos de sofisticação dos negócios, como a capacidade de inovar e a educação.

A Suíça manteve-se em 1º lugar no ranking de competitividadedo WEF pelo oitavo ano consecutivo. Líderes em inovação, os suíços têm taxa de desemprego estável, o que está relacionado ao excelente sistema de educação e à eficiência no mercado de trabalho. Cingapura e Estados Unidos vêm na sequência. “A análise mostra que todos os países no topo do ranking têm uma característica marcante em comum: apresentam uma excelente habilidade em nutrir, atrair, apoiar e desenvolver talentos”, afirma Carlos Arruda, diretor da Fundação Dom Cabral. No Brasil, a instituição é parceira do WEF para a realização da pesquisa.

Carlos Arruda explica que “a crise econômica e política que se deteriora desde 2014, associada a fatores estruturais e sistêmicos, como o sistema regulatório e tributário inadequados, infraestrutura deficiente, educação de baixa qualidade e baixa produtividade, resulta em uma economia frágil e incapaz de promover avanços na competitividade interna e internacional”.

Os países com menores índices de competitividade caracterizam-se por terem instituições fracas, infraestrutura deficiente e educação de baixa qualidade, além de um péssimo sistema de saúde. Na educação, a qualidade do ensino básico ficou em 127º lugar e a do ensino superior, em 128º. Ou seja, o Brasil tem um dos onze piores sistemas educacionais do mundo. Este é um dado preocupante porque compromete a competitividade do país em curto e longo prazos. O tamanho do mercado brasileiro, ponto forte do país, ficou em oitavo lugar. O PIB, em bilhões, é o sétimo maior dos 138 países.

No Brasil, o Centro de Liderança Pública (CLP) concebeu, em 2011, o Ranking de Competitividade dos Estados, com o desenvolvimento técnico a cargo da Economist Intelligence Unit. O intuito do estudo é gerar diagnósticos e direcionamentos para a atuação dos líderes públicos estaduais.

O Ranking de Competitividade dos Estados avalia 65 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da competitividade do estado. Os pilares são: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação. A pesquisa faz alguns comparativos com os indicadores do Fórum Econômico Mundial. Em 2016, São Paulo ocupou a primeira posição, seguido pelo Paraná e por Santa Catarina.

Os estados brasileiros precisam colocar a evolução desses indicadores nos seus planos de curto e longo prazos. A globalização, cada vez mais dinâmica, exige essa visão e as consequentes ações para alcançá-los.

Eduardo Carvalho é gestor educacional e Harvard Advanced Leadership Fellow

oglobo.globo.com | 15-04-2017

Em pelo menos uma lista o Brasil figura ao lado de nações como Austrália, China, Dinamarca, Islândia, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Suécia, Suíça e Estados Unidos. São países que registraram taxa de declínio significativa do consumo de tabaco nas últimas duas décadas. E mais. Entre os dez países com maior número de fumantes, o Brasil registrou a maior redução de tabagismo diário tanto em homens (29% para 12%), quanto em mulheres (19% para 8%). A mais abrangente pesquisa já feita sobre tabagismo no mundo, que acaba de ser publicada pela revista científica “The Lancet", analisou 195 países no período de 1990 a 2015 e foi financiada por Bill & Melinda Gates Foundation and Bloomberg Philanthropies.

Entre as estratégias bem-sucedidas apontadas pelo estudo em todo o mundo estão: aumento da tributação, proibição de fumar em locais públicos, restrições à comercialização, promoção e propaganda de cigarros e comunicação eficiente. Aqui vale uma viagem ao tempo para lembrar do Brasil antes da década de 90 onde o cigarro era associado ao sucesso em propagandas televisivas, onde podia-se fumar em restaurantes, repartições públicas e até mesmo em aviões. Foi uma árdua batalha enfrentar a poderosa indústria do cigarro e impor limites e novas regras.

Somente no final dos anos 90, quando José Serra foi ministro da Saúde, o antitabagismo tornou-se uma bandeira de saúde pública do governo federal. Fumar foi proibido em todos os recintos coletivos, privados ou públicos. A propaganda em rádio, televisão e outras mídias foi banida. Eventos culturais e esportivos foram proibidos de receber patrocínio da indústria do tabaco. Os maços de cigarro passaram a obrigatoriamente conter advertências e imagens de impacto sobre as consequências trágicas do tabagismo como câncer, impotência, diabetes entre outras doenças. Além de intervenções fiscais que incluíram aumento de impostos e estabelecimento de preços mínimos para os produtos do tabaco.

Os resultados dessa acertada política que incluiu uma forte comunicação de interesse público são motivo de orgulho para o Brasil, mas a luta contra o cigarro está longe do fim. Só em 2015, 11,5% das mortes no mundo foram atribuídas ao tabagismo. Ele também foi responsável pelo segundo maior fator de risco de morte precoce e incapacidade. A cada ano são cinco milhões de mortos no mundo todo e bilhões de dólares gastos em saúde pública.

Na busca de consumidores, a indústria do tabaco vem perseguindo novos mercados e países como o Congo, Azerbaijão, Kuwait e Timor-Leste registraram aumento de fumantes. O mesmo aconteceu na população feminina da Rússia. Embora o mundo tenha assistido a uma queda proporcional do número de fumantes entre homens e mulheres nas últimas duas décadas, um dado chama atenção da pesquisa: a queda foi mais acentuada entre 1990 e 2005 do que entre 2005 e 2015. O estudo não deixa dúvidas de que o controle do tabagismo é possível, mas exige compromisso político global e de cada país além do que já foi feito nesses 25 anos.

Bob Vieira da Costa é sócio-fundador e presidente da agência Nova/sb. Chefiou a comunicação do Ministério da Saúde quando o governo iniciou a luta antitabagismo

oglobo.globo.com | 14-04-2017

VIENA - A Suíça ampliou a proibição de importação de carne de quatro para 21 unidades de processamento brasileiras, como parte de medidas de segurança em toda a Europa, disseram autoridades Suíças neste domingo. Apesar de estar fora do bloco, o país poderia ser um canal de entrada do produto brasileiro na região — sob suspeita desde a divulgação da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Segundo as investigações, um esquema de propina permitia que carnes e embutidos fossem comercializados sem a devida fiscalização.

Os peritos veterinários da União Europeia recomendaram o reforço dos controles sobre as importações do Brasil na sexta-feira. “A extensão da proibição é uma resposta às medidas europeias, visando impedir que a carne chegue ao território da União Europeia via Suíça”, disse uma porta-voz do escritório suíço de segurança alimentar e veterinária.

A Suíça proibiu na terça-feira as importações de quatro fábricas brasileiras de processamento de carnes. Não ficou imediatamente claro quanta carne a Suíça importa do Brasil.

O comissário europeu Vytenis Andriukaitis, responsável pela saúde e segurança alimentar, estará no Brasil na segunda-feira para discutir o assunto com o ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Maggi.

China, Egito e Chile anunciaram no sábado a reabertura de seus mercados para a importação de carne brasileira, movimentos que foram comemorados pelo governo brasileiro, que se mobilizou nos últimos dias para tentar diminuir o dano às exportações após escândalo envolvendo a fiscalização dos produtos no Brasil.

oglobo.globo.com | 26-03-2017

MADRID — O ator espanhol Antonio Banderas revelou, neste sábado, que sofreu um ataque cardíaco em janeiro. Ele disse à imprensa espanhola que o infarto não foi grave e que ele não ficou com sequelas. Aos 56 anos, Banderas passou por uma cirurgia para colocação de três stents em suas artérias.

"Eu sofri um ataque cardíaco em 26 de janeiro, mas tive sorte porque não foi sério e não deixou nenhuma sequela", disse o ator, durante o Festival de Cinema de Málaga.

Banderas viajou para sua cidade natal, no sul da Espanha, para receber um prêmio por sua carreira como ator, diretor e produtor. Especulações de que a saúde do ator não ia bem surgiram depois que ele foi visto numa clínica na Suíça. Banderas é conhecido por seus papéis em "A máscara do Zorro", "O gato de botas" e "Filadélfia".

oglobo.globo.com | 26-03-2017

RIO — Num mundo em que dois terços da população vivem em áreas com escassez de água durante ao menos um mês por ano, sendo que 500 milhões de pessoas residem em regiões onde o consumo excede em duas vezes os recursos hídricos renováveis localmente, a busca por fontes alternativas é imperativa. E uma das soluções pode ser a água residual. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta quarta-feira, Dia Mundial da Água, propõe uma alteração nos paradigmas sobre a destinação das sobras da produção agrícola e industrial, e do consumo nas cidades: de “tratamento e eliminação”, para “reúso, reciclagem e recuperação de recursos”.

LINKS ÀGUA

— A água residual é um recurso valioso num mundo onde a água é finita e a demanda é crescente — disse Guy Ryder, presidente da ONU-Água e diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho. — Todo mundo pode fazer a sua parte para alcançarmos o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável de cortar pela metade a proporção de águas residuais não tratadas e aumentar a reutilização segura do recurso até 2030. É apenas cuidar da gestão e reciclagem da água que corre pelas nossas casas, fábricas, fazendas e cidades.

Segundo a base de dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as extrações globais de água doce no mundo foram de 3.928 km³ em 2010, sendo que as retiradas cresceram cerca de 1% ao ano ao longo das últimas três décadas. Desse total, cerca de 70% foi destinado para a agricultura, outros 19% foram para a indústria e apenas os 11% restantes foram usados pelas cidades. A quantidade de água que as pessoas bebem, de aproximadamente dois litros por dia, representa apenas uma fração do total.

Info - Água 3 destino das estrações globais

80% DO DESPEJO É INADEQUADO

Mas o cuidado com a água após o uso ainda é precário. Os países de renda alta tratam, na média, cerca de 70% das águas residuais urbanas e industriais que produzem, mas essa proporção cai para 38% nos países de renda média-alta e para 28% nos países de renda média-baixa. Nos países de renda baixa, apenas 8% dos resíduos são submetidos a algum tipo de tratamento. No mundo, mais de 80% das águas residuais são despejadas no meio ambiente sem o cuidado adequado.

Os números sobre o acesso a serviços básicos de saneamento são estarrecedores: de acordo com o relatório, 2,4 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso a instalações sanitárias adequadas, e quase 1 bilhão de pessoas ainda praticam a defecação ao ar livre. Estima-se que 842 mil mortes ocorridas em países de renda média e média-baixa em 2012 foram causadas por água contaminada, pela falta de instalações para a higiene e por serviços sanitários inadequados. Essa situação contribui para o avanço de algumas doenças tropicais, como a cólera.

Info - Gestão do esgoto doméstico

— Os impactos mais importantes da falta de saneamento são sobre a saúde humana — disse Massimiliano Lombardo, oficial de Meio Ambiente da Unesco no Brasil. — A água contaminada pode transmitir várias doenças, entre elas a cólera e a febre tifoide.

Além dos riscos para a saúde, o despejo sem tratamento das águas residuais traz sérias ameaças para o meio ambiente e para as próprias fontes de água, o que pode acirrar ainda mais o problema da escassez de recursos hídricos. Solventes e hidrocarbonetos produzidos por atividades industriais e de mineração, assim como o descarte de nutrientes de criações intensivas de animais aceleram a eutrofização — excesso de nutrientes que provoca o aumento na quantidade de algas e a diminuição da oxigenação — de ecossistemas marinhos. A estimativa é o fenômeno esteja afetando áreas que somam 245 mil km².

Também cresce a preocupação com a presença de poluentes como hormônios, antibióticos, esteroides e outros compostos químicos na água residual. Seus impactos sobre a saúde humana e o meio ambiente ainda não são completamente compreendidos.

— Se uma cidade não tem coleta de esgoto, significa que as águas residuais não são bem descartadas, e elas acabam contaminando as pessoas, os animais e o meio ambiente — completou Lombardo.

Info - Componentes da água residual

METADE DOS BRASILEIROS NÃO TEM ACESSO A ESGOTO

O relatório das Nações Unidas não traça o perfil por país, mas dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento, elaborado pelo Ministério das Cidades, mostra que aproximadamente a metade da população brasileira não possui acesso a redes de esgoto, e apenas 42% a sistemas de tratamento. Para Édison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, a questão hídrica sempre foi relegada a segundo plano no país.

— É uma questão histórica. A gente vive numa cultura de muita água. Tirando o Nordeste, o brasileiro sempre acreditou que o recurso era abundante, mas as crises hídricas mostraram que isso não é verdade — disse Carlos. — E mesmo com a crise, bastou chover para o debate desaparecer.

De fato, o país possui grandes reservas. A América do Sul possui 26% das reservas globais de água doce, com apenas 6% da população mundial. Mas a distribuição não é uniforme, e algumas regiões sofrem com a escassez. Na média, alagoanos e pernambucanos têm consumo per capita menor que o recomendado pelas Nações Unidas, de 110 litros diários. Por outro lado, os cariocas, maiores consumidores do país, gastam mais que o dobro da recomendação.

CAMINHOS PARA AMPLIAR O REÚSO

Nesse cenário, de aumento na demanda e de alto desperdício de um recurso finito, o reúso surge como possível solução, e oportunidade. Os custos de tratamento e purificação de resíduos ainda é mais alto que a simples captação em reservatórios, mas existe potencial econômico a ser explorado que pode compensar o investimento. Graças ao desenvolvimento de novas tecnologias, certos nutrientes, como fósforo e nitrato, podem ser recuperados e reutilizados como fertilizante. A produção de energia pelo biogás é outra alternativa.

No Japão, o governo criou a meta de recuperar 30% da energia da biomassa das águas residuais até 2020. Todos os anos, a cidade de Osaka produz 6.500 toneladas de combustíveis extraídos de 43 mil toneladas de esgoto. Na Suíça, uma lei obriga a recuperação de certos nutrientes, como o fósforo.

Para acelerar a adoção da água de reúso e recuperação de recursos, a ONU pontua cinco caminhos a serem seguidos: fazer o enquadramento legal e regulatório; criar mecanismos apropriados de financiamento; minimizar os riscos às pessoas e ao meio ambiente; construir conhecimentos para a elaboração de projetos; e conscientizar a população.

— Mas cada um pode fazer a sua parte. As águas residuais não são apenas esgoto, são apenas águas que foram transformadas após a utilização. No âmbito doméstico, as famílias podem aproveitar a água residual, seja tampando a pia da cozinha para lavar mais louça, ou coletando a água do banho para usar na descarga ou lavar o carro — disse Lombardo. — É possível fazer muito em termos de prevenção do uso, gerando menos resíduos. E reutilizar o recurso mais vezes antes do descarte.

oglobo.globo.com | 22-03-2017

RIO — Um documentário exibido na semana passada na rede pública de televisão da Noruega NRK revelou que 90% de todas as baleias minke mortas anualmente em águas norueguesas são fêmeas, e “quase todas” estavam grávidas. A notícia provocou a reação de ativistas pelos direitos dos animais.

— A caça de baleias agora é ainda mais inaceitável — disse Truls Gulowsen, diretor do Greenpeace no país, à AFP. — Por um lado por violar o banimento internacional e, por outro, por ser indefensável do ponto de vista do bem-estar animal caçá-las durante estágio avançado de gestação. baleias

A Noruega, que não se considera vinculada à moratória de caça às baleias assinada em 1986, é ao lado da Islândia os únicos países do mundo a autorizarem a caça comercial de baleias. O Japão, muito criticado pela atividade, oficialmente o faz apenas para fins científicos, apesar de grande parte da carne ir parar nos mercados.

O governo da Noruega argumenta que possui estoques suficientes para sustentar a caça, e autorizou neste ano a captura de 999 baleias, em comparação com a cota de 199 permitida no ano passado.

“É horrível saber que uma taxa tão alta de baleias mortas na Noruega são fêmeas e grávidas”, disse a ONG Suíça OceanCare, em comunicado. “Os caçadores estão não apenas matando esta, mas parte da próxima geração de baleias”.

No documentário, Dag Myklebust, capitão do navio baleeiro Kato, confirmou, mas minimizou o fato de grande parte dos animais serem fêmeas grávidas.

— Nós temos uma abordagem profissional, então, não pensamos nisso — disse Myklebust, dizendo ainda que a gravidez é “um sinal de boa saúde”.

oglobo.globo.com | 16-03-2017

RIO - Ah, Paris... Era 1968, um ano histórico para a França, marcado por manifestações estudantis e greves de trabalhadores — o Maio de 68. Aos 16 anos, Gilberto Ururahy desembarcou com a família de mala e cuia na Rue des Écoles, no Quartier Latin. O pai, engenheiro militar, começaria um mestrado de três anos. A paixão da família pela cidade em ebulição foi imediata.

— Flanávamos em Paris como se estivéssemos em casa. A parada obrigatória era sempre na livraria Gibert Jeune, no Boulevard Saint-Michel — lembra Gilberto.

Foi nas aulas de anatomia, higiene e fisiologia do liceu, num curso equivalente ao nosso ensino médio, que o menino se encantou pela medicina. De volta ao Rio, em 1971, entrou para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas nunca desfez os laços com a França. E esse caso de amor, que já dura quase cinco décadas, será selado nesta quinta-feira: praticante da medicina preventiva e sócio da clínica Med-Rio Check-up, ele receberá a Ordem Nacional do Mérito da França, no Country Club, em Ipanema, com a presença do embaixador da França no Brasil, Laurent Bili.

— Gilberto é associado há 14 anos da Câmara de Comércio França-Brasil. É um membro muito ativo e engajado, promove a nossa presença e reforça os laços franceses com o Rio e o Brasil, em particular no setor de saúde. É um embaixador da amizade franco-brasileira, e queremos reconhecer essa contribuição — destaca Brice Roquefeuil, cônsul-geral da França no Rio de Janeiro.

CONCEITO PIONEIRO

Na mesma ocasião, Gilberto também será homenageado com a medalha da Academia Nacional de Medicina da França, que será entregue pelo secretário perpétuo da entidade, Dr. Raymond Ardaillou:

— Raramente, em minha vida profissional, vivenciei o que estou sentindo agora, uma mistura de alegria e surpresa. As medalhas vão materializar a minha vida franco-brasileira. É um reconhecimento do meu dia a dia com a França, nos âmbitos médico, familiar, pessoal e cultural — destaca Gilberto, que já foi homenageado no Rio com as medalhas Pedro Ernesto e Tiradentes.

Gilberto é responsável pelo comitê de saúde da Câmara de Comércio França-Brasil desde 2003. Em 2005, participou de várias atividades culturais do Ano do Brasil na França. Na ocasião, lançou o seu segundo livro — “O Cérebro emocional” —, em Paris, onde conheceu sua atual mulher, Marie. Antes disso, fora casado com outra francesa, mãe de seu filho caçula, Philippe, um estudante de 19 anos. Em 2014, ele organizou o primeiro fórum médico franco-brasileiro, entre as academias nacionais de medicina dos dois países. E foi em solo francês que o médico conheceu a música de Paulinho da Viola e se tornou portelense.

— Em 1969, um primo desembarcou em Paris com um LP de Paulinho da Viola. Quando voltei para o Rio, a primeira coisa que fiz foi ir à Portela e fazer uma credencial. Me apaixonei.

Gilberto também é pai dos administradores Gilberto Bisneto, de 37 anos, e de Fabiana, de 35, e avô coruja de três meninos e uma menina, do tipo que conta histórias para eles dormirem. O médico tem outros dois “filhos” de papel: os livros “Como se tornar um bom estressado”, de 1997, e “Emoções e saúde”, de 2015. Suas três obras lançadas até agora foram escritas em parceria com o psiquiatra francês Eric Albert, considerado o maior especialista em estresse no trabalho na França.

— Em 1994, quatro anos depois de abrirmos a Med-Rio, li uma entrevista do Eric numa revista médica francesa com estatísticas do Ifas (Instituto Francês sobre Ansiedade e Stress), mostrando como os profissionais se estressam. Ele tinha a teoria e a prática no âmbito corporativo. E vi que isso tinha tudo a ver com meu trabalho. Na clínica, identificamos no corpo de cada cliente as manifestações do estresse — conta Gilberto, que se prepara para lançar o quarto livro, “A importância do diagnóstico precoce”, com o sócio Galileu Assis.

Para o parceiro Eric, Gilberto “não é especial, mas excepcional e de uma energia indescritível”:

—Quando Gilberto está envolvido em um projeto, ele move montanhas. É de uma generosidade sem limites. De uma inteligência e um profissionalismo ímpares.

A Med-Rio foi aberta em 1990, na torre do Riosul, já com um conceito pioneiro: afastar o check-up médico do ambiente hospitalar.

— O hospital é entendido como a casa do doente e da doença, suscetível a infecções. Achávamos que não era local para check-up médico. Em cinco horas, o cliente é atendido por uma equipe médica de ponta, faz os exames necessários, toma café da manhã ou lancha em nossa cafeteria e tem os resultados à disposição em nosso aplicativo, em 24 horas úteis, formando um dossiê médico, que, numa emergência, pode salvar uma vida — ressalta Gilberto, acrescentando que esse conceito já foi implantado em Genebra, na Suíça, e, em breve, será levado para Paris.

Para quem não sabe da importância do check-up anual, Gilberto alerta que, num exame físico do paciente, é impossível detectar com os dedos, por exemplo, um tumor de quatro milímetros:

— Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico — diz o médico, acrescentando que, após check-up, é possível montar um programa de saúde levando em consideração o estilo de vida do paciente.

MAIS DE 100 MIL ATENDIMENTOS

Para o médico, o grande vilão do mundo moderno é o estresse: segundo uma pesquisa da Universidade de Stanford, na Califórnia, 73% das mortes no mundo atual são decorrentes de um estilo de vida inadequado. E 80% de todas as consultas realizadas mundialmente têm relação direta com o estresse, segundo Harvard. info-estresse

— A geração dos hormônios ligados ao estresse, como cortisol e adrenalina, acarreta problemas como queda da imunidade, depressão, baixo desejo sexual, destruição de células ligadas à memória, insônia e ganho de peso. Com o tempo, o corpo vai ficando fragilizado, e as portas para múltiplas doenças se abrem, dependendo das individualidades — explica Gilberto.

Ao longo de 26 anos — sendo os últimos cinco também em uma filial, na Barra da Tijuca —, mais de cem mil check-ups foram realizados na Med-Rio. Atualmente, mais de 400 empresas utilizam os serviços da clínica, para assegurar a saúde de seus profissionais estratégicos.

— A empresa hoje precisa contar com seus executivos em plena forma. Já entenderam que mais vale investir em saúde do que gastar em doença. Hoje, o check-up médico é considerado instrumento de segurança empresarial — observa Gilberto.

Da análise desses milhares de check-ups, foi possível identificar um aumento no percentual de doenças que atingem os executivos: em 2015, 8% deles sofriam de depressão. Em 2016, esse número saltou para 11% e, no início de 2017, chegou a 12%. Os pacientes vítimas de ansiedade deram um salto de 18% para 30%; os acometidos por insônia, de 20% para 26%.

PACIENTE MAIS CONSCIENTE

A amostragem também identificou que, em 1990, de cada nove vítimas de infarto, uma era mulher. Hoje, as mulheres, cada vez mais jovens, representam um terço do total de infartados.

— A mulher moderna fuma mais do que o homem, bebe igual, tem dupla ou tripla jornada de trabalho. É alvo fácil do estresse. O câncer de mama é o que mais assusta, mas as doenças cárdio e cérebro-vasculares matam duas vezes mais do que todos os cânceres femininos reunidos — afirma Gilberto.

No entanto, há resultados bastante positivos entre os executivos que adotaram o programa de promoção à saúde após o check-up, com redução de casos de estresse, diabetes e tabagismo, segundo o médico:

— Os pacientes saem de nossas clínicas com a consciência de que têm que se cuidar. Entre as medidas que recomendamos estão melhoria nos hábitos alimentares, redução da ingestão de cafeína, nicotina e açúcar, prática de exercícios físicos regulares, sono de qualidade e interação com amigos.

E Gilberto segue à risca as indicações: aos 62 anos, pratica todos os dias, com o auxílio de um personal trainer, exercícios aeróbicos, musculação e pilates. Quando tem um tempinho livre, foge com a mulher para Paris: ao menos duas vezes por ano aportam em solo francês.

— Fazemos toda a programação que minha mulher gosta, como estar com a família e os amigos. Gosto muito de ir aos antiquários médicos da Rue Jacob, no quartier de Saint-Germain. Fico ali pesquisando, curtindo e aprendendo. Gosto do contraste do antigo com o moderno — conta.

COZINHA COMO DIVERSÃO

Amigo de Gilberto há 20 anos, o deputado estadual Carlos Minc (sem partido), de 65 anos, faz check-up anual na Med-Rio desde 2002 e, seguindo as recomendações médicas, adotou alimentação equilibrada e rotina de exercícios diários. Os resultados positivos ele sente em momentos importantes de sua vida, como no carnaval: info-piramide

— Eu me sinto melhor e mais forte hoje do que há 15 anos. Saio em muitos blocos e sambo até o final.

Para Gilberto, uma diversão é cozinhar. Ele é muito amigo do chef francês Roland Villard, que, desde a abertura das clínicas, é o responsável pela organização dos lanches para os clientes. Gilberto adora exercitar as receitas que ele ensina em seu livro, “A dieta do chef”.

— Gosto de cozinhar frutos do mar. Já minha mulher não cozinha, só consome — diverte-se o médico, que tem suas preferências à mesa: — Não dispenso um bom arroz com feijão e farofa.

Roland Villard lembra que Gilberto foi uma das primeiras pessoas que ele conheceu, assim que chegou ao Rio, em 1997:

— Quando tenho qualquer dúvida, a primeira pessoa que consulto é o Gilberto. A opinião dele é muito importante para mim.

Agora, Gilberto se prepara para um novo desafio: ampliar a Med-Rio Botafogo, que, até junho, ocupará uma fachada e meia da Torre do Rio Sul:

— Dobraremos de tamanho. Mas a minha maior satisfação é, por meio de diagnósticos, contribuir para a longevidade com autonomia.

oglobo.globo.com | 05-03-2017

RIO — A expectativa de vida continuará aumentando nos países desenvolvidos e alcançará os 90 anos em 2030 para as mulheres de países como a Coreia do Sul, França e Espanha, revela um estudo publicado nesta quarta-feira.

LINKS LONGEVIDADE

— Até pouco tempo atrás, muitos cientistas pensavam que a expectativa de vida nunca ultrapassaria os 90 anos — lembrou o professor Majid Ezzati, autor principal do estudo publicado na revista médica britânica "The Lancet".

Após combinar 21 modelos matemáticos para prever a evolução da expectativa de vida em 35 países desenvolvidos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que as mulheres sul-coreanas são suscetíveis de superar os 90 anos até 2030.

A expectativa de vida de uma sul-coreana ao nascer em 2030 será de 90,8 anos, enquanto que a das espanholas será de 88,07 anos, a das francesas, 88,6 anos, e a das japonesas, 88,4 anos.

A expectativa de vida também evoluirá para os homens, e a diferença em relação às mulheres (que são mais longevas) tenderá a se reduzir em 2030, exceto no México, onde aumentará ligeiramente, e no Chile, França e Grécia, onde ambos os sexos avançarão de forma similar.

Os homens sul-coreanos terão uma esperança de vida de 84,1 anos, à frente de australianos e suíços, ambos com uma expectativa de 84 anos, enquanto a dos espanhóis será de 83,4 anos.

Segundo as últimas estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicadas no ano passado, os três países com maior expectativa de vida para as mulheres em 2015 eram Japão (86,8 anos), Cingapura (86,1 anos) e Espanha (85,5 anos). No caso dos homens, eram Suíça (81,3 anos), Islândia (81,2) e Austrália (80,9).

O dado vai melhorar claramente na Coreia do Sul, com uma alta de 6,6 anos para as mulheres, e de sete anos, para os homens entre 2010 e 2030.

Esse país melhorou o acesso aos cuidados médicos e vem promovendo uma alimentação saudável entre crianças e adolescentes. Além disso, tem taxas de obesidade e de tabagismo entre as mulheres inferiores às da maioria dos países analisados, de acordo com os pesquisadores.

POUCA MUDANÇA NOS EUA

O estudo também revela que a situação não mudará significativamente até 2030 nos Estados Unidos, onde a expectativa de vida já é inferior à da maioria dos países desenvolvidos.

A expectativa de vida para as mulheres americanas passará de 81,2 anos, em 2010, para 83,3 anos, em 2030, e de 76,5 para 79,5 anos para os homens.

Para explicar essa situação, os pesquisadores destacam as desigualdades persistentes, a ausência de um sistema de saúde universal e as altas taxas de mortalidade infantil e materna, assim como de homicídios e de obesidade.

A progressão no México será similar à dos Estados Unidos. Para as mulheres, a expectativa de vida passará de 78,9 para 82,9 anos entre 2010 e 2030. No caso dos homens, pulará de 73,1 para 76,1 anos.

No Chile, a expectativa de vida das mulheres passará de 82,9 para 86,8 anos, e a dos homens, de 76,7 para 80,7.

O estudo também revelou que, em geral, os homens melhoraram seu estilo de vida. Antes "fumavam e bebiam mais e eram vítimas de acidentes e homicídios com mais frequência", disse Ezzati, do Imperial College de Londres, para explicar a progressão da expectativa de vida masculina.

oglobo.globo.com | 22-02-2017
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a turistas estrangeiros que estejam pensando em viajar a áreas de risco no Brasil para o carnaval que tomem vacinas contra a febre amarela dez dias antes de embarcar. Em um comunicado publicado nesta quarta-feira, 15, em Genebra, na Suíça, a entidade ampliou as "áreas de risco" da doença no Brasil, incluindo novos municípios dos Estados da Bahia, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. [Leia mais...]
atarde.uol.com.br | 15-02-2017

Programa de Melhoria Alimentar para Sustentabilidade e Saúde, FReSH, reune 25 líderes mundias em prol do desenvolvimento da cadeia de alimentos. Por Redação da Envolverde* Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, 25 multinacionais se comprometeram em trabalhar para acelerar a transformação na cadeia global de alimentos e sob a liderança do Conselho Empresarial […]

O post Bayer se une a parceiros para transformar a cadeia global de alimentos apareceu primeiro em Envolverde.

www.envolverde.com.br | 02-02-2017

RIO — Uma decisão do governo estadual vai deixar, segundo pesquisadores do Rio, a ciência fluminense na penúria pelos próximos doze meses. De acordo com o decreto 45.874, publicado no Diário Oficial em 29 de dezembro, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) terá seu orçamento reduzido em mais de 30%, com efeito retroativo a janeiro de 2016. Em cifras, quer dizer que o pagamento de bolsas e o investimento em ciência e inovação, que era de cerca de R$ 430 milhões, não ultrapassará a marca de R$ 300 milhões este ano. O diretor de pesquisas da Faperj, Jerson Lima Silva, estima que até 2 mil laboratórios podem ser fechados devido à falta de verbas.

Ciência

— Nossa produção pode sofrer um retrocesso de até 20 anos — alerta Lima Silva, que também é professor do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. — Se a situação não for revertida, aproximadamente 2 mil laboratórios podem parar. O Rio perderia força em áreas importantes, como nos estudos de enfermidades cardiovasculares, doenças neurodegenerativas e células-tronco. Os laboratórios fluminenses contribuem para 5% da pesquisa mundial sobre o vírus da zika, e há o risco de que esta atividade seja interrompida.

O cientista também teme uma queda no contingente de 16.686 doutores. Para ele, os mais novos trocariam o estado fluminense por São Paulo, onde há mais recursos, ou procurariam vagas no exterior, e os mais velhos podem antecipar a aposentadoria. Segundo o pesquisador, alguns grupos de estudo recorrem a “vaquinhas” para manter seus trabalhos. Também é comum ver cientistas que tiram dinheiro do próprio bolso para manter a infraestrutura e pagar a equipe.

De acordo com o diretor de pesquisas da Faperj, um projeto firmado em 2015 para estudar doenças negligenciadas, composto por 60 profissionais do Rio e da Suíça, ilustra a situação do estado na área da produção de conhecimento. Os pesquisadores europeus foram devidamente pagos pelo trabalho, enquanto os colegas brasileiros, diz Lima Silva, ainda não receberam os recursos da Faperj.

EQUIPAMENTOS DESGASTADOS

Presidente da Academia Brasileira de Ciências e integrante do Laboratório de Óptica Quântica da UFRJ, o físico Luiz Davidovich está preocupado com a preservação de seus aparelhos. Se houver algum defeito, devido à dificuldade para repasse de verbas da Faperj, suas atividades correm o risco de ser canceladas:

— Uso um equipamento de laser que sofre um desgaste natural. Está no meu laboratório há dois anos, então é possível que queime. Teríamos uma ameaça séria de não conseguir reposição — explica.

De acordo com Davidovich, a publicação de artigos científicos de equipes fluminenses vem diminuindo. Segundo ele, a tendência se deve, principalmente, à perda de uma “matéria prima fundamental”: os pesquisadores.

Na tarde de ontem, um protesto reuniu cerca de 40 pesquisadores na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Entre eles estava Larissa Gomes, doutoranda em Biologia Parasitária. Bolsista da Faperj, ela contou que o último pagamento recebido foi relativo ao mês de outubro, mas depositado somente em dezembro.

— A gente liga, reclama, e eles dizem que não existe prazo para o pagamento — conta a pesquisadora, que já deixou de pagar contas por causa do atraso na bolsa. — Meu marido está tendo que bancar tudo sozinho.

Larissa tem até outubro para defender sua tese de doutorado, mas teme que, por causa da crise na fundação que deveria amparar sua pesquisa, seus estudos sobre a malária sejam afetados.

— Não tenho mais condições de ir ao laboratório todos os dias. Tento programar todos os experimentos para ficar dois ou três dias sem vir. E ainda trago almoço de casa — relata a estudante, que recebe o auxílio do programa Bolsa Nota 10, concedido pela Faperj apenas a estudantes de destaque. — Foi um prêmio abacaxi.

A Faperj informou, em nota, que pagou nesta sexta-feira as bolsas referentes ao mês de novembro. Os recursos estarão disponíveis para os pesquisadores até a próxima quarta-feira. A fundação está estudando o impacto do decreto: “A Fundação destina um quarto do seu orçamento anual — o que equivale a R$ 100 milhões — ao pagamento das bolsas. Já as demais pesquisas desenvolvidas em instituições sediadas no Estado do Rio de Janeiro — em torno de 3,5 mil projetos — continuam aguardando o aumento da arrecadação para voltar a receber financiamento da Faperj”.

oglobo.globo.com | 14-01-2017

Links Teatro Municipal OSBEm viagem à Suíça para compromissos de sua carreira de concertista, o pianista clássico Jean Louis Steuerman, diretor da Sala Cecília Meireles desde a metade de 2015, comenta, por e-mail, a situação da casa de concertos na Lapa, mantida pelo estado. Ele anuncia alguns destaques da temporada (ainda não anunciada) e diz que se deparou com problemas inesperados.

A Sala divulgou, em seu site, concertos e shows até o início de fevereiro. Já há programação acertada para depois disso? Qual é a situação?

A situação da Sala? Eu também gostaria de saber! Estamos passando por um período de grande incerteza. Temos sofrido atrasos em salários, a Secretaria de Cultura e a Funarj estiveram ameaçadas de extinção, e a crise do estado cria imensa insegurança quanto ao nosso futuro. O decreto 45.879 de 29 de dezembro (que reduz em 20% o valor das gratificações pagas a servidores e extingue 30% dos cargos em regime de comissão) nos ameaça e nos constrange. Na justificativa dos cortes, faltam as mais importantes causas da crise que aí está. E na administração da Sala, somos todos de cargos de comissão. Logo depois de minha nomeação (em junho de 2016), as poucas nuvens que pairavam eram esparsas, e não imaginávamos a tempestade que estava por ocorrer. Devo admitir que me deparei com desafios hirsutos como manutenção de elevadores, funcionamento de ar-condicionado, relacionamento com instituições e pessoas, atividades para as quais nós, pianistas, não somos treinados. Mas quando olhamos para trás, devemos admitir um certo orgulho. Foram 130 concertos, mais de 60 estreias, muitas memoráveis, tantos momentos de emoção e beleza. Tivemos o ciclo de sinfonias de Schubert, os quartetos de Schumann, os de Nepomuceno, música barroca com prática de época, incluindo “A arte da fuga” (de Bach), e ampla dose de música contemporânea, incluindo o monumental “Mantra” do genial Stockhausen. E muito mais.

Como está a temporada deste ano? Já está fechada até dezembro? Tem quantas atrações confirmadas?

Devido às incertezas que mencionei, não anunciamos a temporada de 2017. Está quase, quase pronta, mas temos ainda alguns problemas a resolver. Faremos menos concertos do que no ano passado. A qualidade e a orientação estética permanecerão. Acredito, inclusive, que faremos melhor. Temos mais experiência e uma equipe afinadíssima. Podemos já dizer que faremos todas as sinfonias de Schumann, os principais cadernos de Lieder (canções) de Schubert, obras importantes de Boulez, Messiaen e Stockhausen; teremos ainda George Crumb, Ligeti e Wiedmann. O Centro de Música Barroca de Versalhes, que nos encantou com obras de Rameau, voltará para quatro concertos, além de oficinas de trabalho com nossos jovens barrocos.

Haverá alguma nova série? Alguma novidade?

Teremos um extenso programa educativo, Sala de Música, que aproximará milhares de jovens de nossa querida música de concerto.

Quando você assumiu o posto de diretor, disse que convidaria músicos que conhece pelo mundo afora para tocar na Sala. Conseguiu alguns?

Muitos de meus amigos vieram, sim. Meu queridíssimo e único (cravista) Nicolau de Figueiredo nos deu, aqui, seu último recital (ele morreu em julho passado). (Os pianistas) Heisser e Neuburger, (os maestros) Forès Veses e Karabtchevsky, todos presentes. (O pianista) Bob Levin faltou, por problema de saúde, mas virá em 2017. Quero agradecer a generosidade de músicos que, por acreditar em nosso trabalho, aqui fazem concertos emocionantes por muito menos que os cachês habituais.

O que teve de cortar para enxugar gastos?

Tivemos de cortar diversos projetos superinteressantes por questões de custo. Um concerto que eu desejava demais fazer e tive de cortar tinha, na primeira parte, o “Pierrot Lunaire” (de Schoenberg) e, na segunda, a cantata “Ich habe genug”, de Bach. O projeto ficou caro porque “Pierrot” exigia muito ensaio, e precisaríamos de dois grupos totalmente diferentes. Outra coisa que precisamos cortar foi a visita de três solistas russos, grandes virtuosi, para fazer dois recitais. Depois que um grande patrocinador puxou o tapete, fomos obrigados a repensar os projetos. Foi muito triste e constrangedor.

Você tem conseguido atrair patrocinadores?

Temos patrocinadores sensacionais que nos acompanham de perto, e temos novos parceiros. Alguns grandes, outros pequenos, para mim todos heróis.

A sua equipe também está com salários atrasados? Há risco de paralisação?

Nossa equipe está com salários atrasados. Todos têm contas a pagar, aluguel, família, responsabilidades. Não preciso dizer o que penso desses atrasos. E, agora, ainda me aparece esse intolerável decreto 45.879. Responsabilidade fiscal, nós aqui na Sala temos de sobra! Temos também a maior consciência da importância social e cultural de nosso trabalho. Somos uma equipe coesa e unida. Em circunstâncias extremas, o risco de paralisação sempre existe e, se ocorrer, respeitarei a decisão de nossos funcionários. Tenho total confiança em cada um deles e sei que somente tomarão essa atitude caso se sintam sem alternativa. E esperamos que o estado nos respeite e compreenda a importância da música, da cultura e da civilização.

A Sala vinha fazendo uma série com a OSB, que agora atravessa uma grave crise. Haverá a série OSB na Sala em 2017?

Teremos a Série OSB na Sala, sim. Tudo faremos para que nossos talentosos colegas possam seguir trabalhando pela música.

oglobo.globo.com | 13-01-2017
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