
|
BRASÍLIA - A rotina de um ministro de Estado em um governo com 38 ministérios - incluindo as secretarias especiais e o Banco Central - pode ser pouco glamourosa e passar longe dos palácios. Essa é a situação de um grupo de ministros que, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, teve poucas oportunidades de despachar individualmente no gabinete da presidente, no terceiro andar do Palácio do Planalto. Ou nenhuma, como é o caso do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco. Segundo levantamento feito pelo GLOBO nas agendas de Dilma, a ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que oficialmente é ministro, aparecem uma única vez. O mesmo número de audiências dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro; do Turismo, Gastão Vieira; e do Esporte, Aldo Rebelo. Mas os três últimos têm menos de cinco meses na Esplanada dos Ministérios. Aliás, Gastão Vieira, em pouco mais de três meses de governo, já esteve individualmente com Dilma o mesmo número de vezes que seu antecessor, o deputado Pedro Novaes (PMDB-MA), em nove meses de Esplanada dos Ministérios: uma apenas. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, disputam o título de campeões de audiência com a presidente. O nome de cada um deles aparece 28 vezes nas agendas de Dilma. Além disso, ambos fazem parte da coordenação de governo, que se reúne semanalmente com a presidente. Os ministros da Educação, Fernando Haddad, e de Minas e Energia, Edison Lobão, também são recebidos com frequência pela presidente: respectivamente 20 e 17 vezes. Lobão também integra a coordenação de governo. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reuniu-se 13 vezes com a presidente neste ano. Número indêntico ao do ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota, e da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. No caso de Moreira Franco, seu nome não aparece em nenhuma das agendas oficiais de Dilma de 2011, publicadas diariamente na página da Presidência, na internet. Na rotina presidencial Moreira só aparece na agenda do vice Michel Temer, no dia 4 de outubro, quando ele ocupava a Presidência, por causa da viagem de Dilma à Bélgica, à Bulgária e à Turquia. Dilma fez apenas uma reunião ministerial A assessoria da SAE diz que, pela natureza da Secretaria, cuja função não é executar projetos, mas pensar o futuro do país, não há uma necessidade de audiências periódicas com a presidente. Segundo a assessoria, antes das reuniões do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) — que Moreira passou a presidir em meados do ano —, os dois costumam ter uma conversa informal para tratar do encontro. Dilma participou das reuniões dos dias 26 de abril e 26 de julho. No primeiro ano de mandato, a presidente realizou somente uma reunião ministerial, no dia 14 de janeiro, no Planalto. Também fez reuniões setoriais para analisar o andamento de programas de governo, como os projetos de infraestrutura, o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em entrevista no café da manhã com jornalistas, antes do Natal, a presidente falou da diferença de papel dos ministérios e justificou a ausência ou pouca frequência de alguns ministros na sua agenda. — Falam no jornal que a presidente só fala com o ministro da Fazenda, com o ministro da Educação e com o ministro da Saúde. São diferentes demandas, completamente diferentes — afirmou. Os dados referentes às agendas de Dilma e Gleisi não são reais. Assim como os demais "ministros da casa", Gleisi é chamada ao gabinete da presidente com frequência sem que as audiências constem na agenda. Nessa mesma situação estão as ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e de Comunicação Social, Helena Chagas, além dos ministros da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho; do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito Siqueira; da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams, e da Controladoria Geral da União, Jorge Hage.
oglobo.globo.com | 06-01-2012
|
|
RIO - Poucas coisas são tão boas para o começo do ano quanto fazer novos planos. Se forem sobre novas viagens, melhor ainda. Neste quesito, 2012 promete levar o viajante, ou pelo menos sua imaginação, para o Oriente. Com a inauguração do voo direto diário da Emirates entre Rio e Dubai não só as duas cidades ficarão mais próximas, mas diversificam-se as possibilidades de conexões no momento de planejar as próximas férias. Novos voos lançados neste ano para Londres, Frankfurt e Roma também aproximaram os cariocas do Velho Continente, que está mais em conta por conta da crise econômica. A capital inglesa, sede das Olimpíadas de 2012, figura em todas as listas de "melhores destinos" do ano. Além dos Jogos, melhorias em urbanismo e infraestrutura hoteleira e grandes eventos culturais fazem de Londres uma ótima opção durante o ano inteiro. Na América do Sul, a gastronomia peruana e a natureza colombiana estão em alta. Operadoras de turismo jogam as fichas na Ásia e no Oriente Médio
Veja também
No próximo dia 3 a Emirates inaugura a rota Rio-Dubai, com voos diretos. Especula-se ainda que a Turkish vá iniciar em 2012 o trecho Rio-Istambul. Assim, vai ficar muito mais fácil viajar não só para esses dois lugares, mas para todo o Oriente. Entre o certo e o duvidoso, as operadoras de turismo apostam com segurança na Ásia e no Oriente Médio como os destinos do momento, no Brasil, de maneira geral, e no Rio, especificamente. A cidade turca apresenta ainda outras duas razões para ser a bola da vez: a próxima novela de Glória Perez vai ter cenas passadas na cidade (e na Capadócia) — e, de quebra, a Turquia acaba de ser eleita o "país favorito" pelos leitores do guia Frommer’s. Dubai é a aposta óbvia do mercado, segundo o diretor comercial da Shangri-lá, Jorge Castro. Mas é apenas a primeira parada de uma viagem mais ampla pelo continente. — Esse novo voo é certamente a principal novidade do mercado. E representa um leque de possibilidades pela Ásia. Agora está mais fácil — diz Castro, que acredita também na consolidação de lugares que foram novidades nas últimas temporadas. — A Turquia, depois de ser descoberta pelos brasileiros, já se estabeleceu como um destino principal. O Caribe também. O diretor da Abreu no Brasil, Ronnie Corrêa, compartilha a opinião sobre o mais famoso dos Emirados Árabes Unidos. Para ele, além de Dubai, a grande beneficiada pela nova frequência será a China: — Já havia uma demanda muito forte pelo país. Com a facilidade do novo voo para Dubai, estamos remodelando nosso roteiro pela China. Outra novidade da Abreu é o lançamento do programa Europa Premium. Rússia, apesar do momento político conturbado, e Toscana, na Itália, são alguns dos destinos cuja procura tem crescido e que serão abraçados por esse novo serviço, com roteiros mais sofisticados e personalizados. — Na Rússia, por exemplo, estamos incluindo uma viagem de trem entre Moscou e São Petersburgo, um trecho que normalmente era feito de ônibus. Nessa mesma linha vamos oferecer um city tour em Paris a bordo de um Citroën antigo. A ideia é dar mais charme à viagem — diz Corrêa, que adianta que Califórnia e Canadá serão as apostas da agência de origem portuguesa na América do Norte. Serviço personalizado e roteiros de luxo são a marca de duas operadoras que também terão novidades em 2012. Queensberry e Teresa Perez Tours acompanharão a maré do mercado, que leva os turistas para o Oriente. Conhecida por seu programa Grupo Brasileiros pelo Mundo (GBM), a Queensberry mantém o foco nos roteiros pela Europa, mas dedica parte de seus esforços para 2012 ao continente mais distante. "O melhor da China e Sudeste Asiático" e "A Rota da Seda — A rota dos encontros" são os dois novos programas que contemplam a Ásia, com ênfase em países como Índia, Vietnã e Camboja. A Europa Oriental também tem seu destaque, no roteiro "As pérolas dos Bálcãs", que passa por Bulgária e Romênia. Em outra categoria de pacotes, a "slow travel", que dá mais tempo em cada cidade, a operadora tem mais duas novidades "orientais": "Transilvânia: lendas e mitos" e "Kiev, São Petersburgo e Moscou: relíquias e tesouros soviéticos". Na lista de programas indicados para o verão da Teresa Perez Tours, duas pérolas do Oceano Índico chamam a atenção. No roteiro por Bali, na Indonésia, a hospedagem é no luxuoso hotel Bulgari e há passeios a bordo de iates. Já o pacote de Seychelles tem aulas de ioga e voos de helicóptero a partir do Maia Luxury Resort & Spa. Outras opções menos ao Oriente completam a lista de apostas para o verão da agência: Marrocos; ilhas Turks e Caicos, no Caribe; e Punta Mita, na costa noroeste do México. — As viagens para regiões do Caribe, Indonésia e Seychelles vão demorar a deixar de ser tendência. Além da infraestrutura, com hotéis e restaurantes de luxo, esses lugares carregam todo o fascínio de trechos de praias desertas e arrecifes de corais com cores vibrantes — diz Tomas Perez, presidente da Teresa Perez Tours. Os caminhos para o leste podem levar também a uma viagem de sete dias pelas águas de Vietnã e Camboja a bordo do AmaLotus, navio para 124 passageiros, com salões panorâmicos e boa gastronomia, que navega pelo Rio Mekong. O pacote, a partir de 20 de fevereiro, é uma boa opção para quem quiser um carnaval diferente, serpenteando por templos, palácios, vilarejos e florestas no Sudeste Asiático. Sede das Olimpíadas, Londres é a grande aposta na Europa Os Jogos Olímpicos de 2012 já seriam motivo suficiente para Londres ser considerada um dos destinos turísticos mais quentes do ano que vem. Mas tem mais. Para se preparar para a competição, a cidade expandiu o sistema de aluguel público de bicicletas e as linhas de trem, criando outros meios para se explorar as ruas, e tornando áreas antes segregadas, na região leste, em uma nova atração turística. Para receber os visitantes, hotéis tradicionais se reformularam, como o Four Seasons e o centenário Savoy. Outros cinco estrelas foram inaugurados, entre eles o St. Pancras (dentro da estação de trem homônima) e o 45 Park Lane. E, simultaneamente aos jogos, ocorrerá a "Olimpíada cultural". O Festival de Londres levará mais de mil eventos e exposições à cidade — do retorno da atriz Cate Blanchett aos palcos da cidade à apresentação de 37 peças de Shakespeare em 37 idiomas — entre 21 de junho e 9 de setembro. As Olimpíadas de Londres já bateram o recorde de venda de entradas na Tamoyo, agência autorizada a oferecê-los no Brasil. — Passamos de 17 mil ingressos para Londres 2012, quase empatado com o total vendido para Pequim, que foi de 18 mil. A expectativa é que que sejam vendidos 50 mil ingressos — diz Antonio Carlos Valente, sócio da empresa. GUIMARÃES, PORTUGAL: Ao norte do país, a cidade medieval portuguesa, ainda pouco explorada por turistas brasileiros, é uma das mais jovens da Europa — quase metade de sua população tem menos de 30 anos. Com uma cena cultural em ebulição, será a Capital Europeia da Cultura de 2012 e terá um extenso calendário de eventos durante o ano. ITÁLIA: Com o retorno das operações da companhia aérea Alitalia no Galeão, em junho, o país deve ser um dos mais procurados pelos cariocas. Atualmente, há cinco saídas semanais entre Rio e Roma. — O brasileiro também está tirando proveito da crise econômica no país — diz Ricardo Werwie, diretor da RBW Travel — O setor hoteleiro tem oferecido diárias mais baratas, principalmente em comparação com os preços brasileiros. Muitos clientes que antes ficavam em quatro estrelas hoje ficam em hotéis de cinco. ÍSTRIA, CROÁCIA: A maior península do Mar Adriático, quase na fronteira com a Itália, tem ganhado fama por suas trufas, seus azeites e seus vinhos brancos de Malvazija. Como se não bastasse o sucesso gastronômico, o litoral emoldurado por colinas, ocupadas por casarões históricos, é de tirar o fôlego. A adesão da Croácia à União Europeia — mesmo em meio à crise financeira — foi aprovada este ano e deve estar concluída até 2013, mas deve incrementar o turismo no país desde já.
oglobo.globo.com | 30-12-2011
|
|
DAMASCO - A Liga Árabe aprovou neste domingo a aplicação imediata de sanções econômicas à Síria, numa decisão sem precedentes na história do bloco e classificada como uma traição por Damasco. A medida deixa mais isolado o regime de Bashar al-Assad , já pressionado pelo Ocidente a conter uma onda de repressão que, segundo a ONU, deixou mais de 3.500 mortos em nove meses. Aprovadas com o voto de 19 dos 22 membros, as sanções são uma retaliação ao fato de a Síria não ter aceitado a presença de observadores estrangeiros em seu território. A resolução proíbe viagens de altos representantes sírios a outros países árabes, e impede voos tendo a Síria como origem ou destino - a exceção são aviões que transportam mercadorias. Também ficam suspensos os investimentos de países árabes em novos projetos na Síria e todo tipo de transação com o banco central. O documento estipula, ainda, o bloqueio dos fundos financeiros do governo e de dirigentes do país — uma lista de nomes ainda será elaborada. — Este é um dia muito triste. Eu esperava que os irmãos sírios acabariam com a violência e libertariam prisioneiros políticos — afirmou o chanceler do Qatar, Hamad bin Jassim Al Thani, referindo-se ao acordo negociado entre o governo de Assad e a Liga Árabe, no início do mês. Pouco antes da confirmação da aprovação, a Síria, que já enfrenta sanções também de União Europeia e EUA, condenou a decisão da Liga Árabe, um bloco que ajudou a fundar. Por meio do jornal oficial "al-Thawra", acusou o grupo de "trair a solidariedade árabe". Numa carta enderaçada à Liga Árabe no sábado, o chanceler sírio, Walid al-Moallem, acusou a organização de tentar transformar os problemas da Síria numa crise internacional. "As sanções são um convite para uma intervenção internacional, ao invés de evitá-la. O que entendemos por essa decisão da Liga Árabe é uma luz verde tácita para a internacionalização da situação na Síria, e uma ingerência em nossos assuntos internos", escreveu o chanceler. A abstenção de Iraque e Líbano, dois importantes pareceiros econômicos da Síria, enfraqueceu a medida. Cerca de 50% do comércio exterior sírio é realizado com países árabes, e o Iraque é o segundo da lista, respondendo a 13% do total do comércio exterior do país, atrás apenas da União Europeia. Além disso, Irã e Rússia, aliados de Damasco, poderiam reforçar a ajuda ao governo de Assad - minando os esforços árabes. Ainda neste domingo, aproveitando a pressão internacional, novas manifestações eclodiram nas ruas das cidades sírias de Homs e Deir Balaba, sedes do movimento de oposição no país. Outro movimento surgiu também na frente da embaixada síria na cidade de Sofia, na Bulgária. Os manifestantes exibiram bandeiras no movimento revolucionário na Síria e riscaram imagens com o rosto de Assad.
oglobo.globo.com | 27-11-2011
|
|
A presidente Dilma Rousseff viaja nesta quarta-feira a Gabrovo, na região central da Bulgária, a cidade natal do seu pai. Após cumprir uma agenda política e de negócios na quarta-feira na capital Sófia, Dilma tirará o dia para fazer turismo e para conhecer pela primeira vez a terra das suas raízes
www.estadao.com.br | 06-10-2011
|
|
A presidente Dilma Rousseff viaja nesta quarta feira a Gabrovo, na região central da Bulgária, a cidade natal do seu pai. Após cumprir uma agenda política e de negócios na quarta feira na capital Sófia, Dilma tirará o dia para fazer turismo e para conhecer pela primeira vez a terra das suas raízes familiares.
noticias.terra.com.br | 06-10-2011
|
|
A Romênia e a Bulgária, os dois mais novos membros da União Europeia (UE), tiveram a entrada barrada no Acordo de Schengen, o pacto europeu que permite viagens de cidadãos sem passaportes entre os países do bloco. Os dois países balcânicos entraram na UE em 2007, mas não houve consenso nesta
www.estadao.com.br | 22-09-2011
|
|
Em pouco mais de um mês, a presidenta Dilma Rousseff deverá fazer uma das viagens ao exterior mais emocionantes da sua vida. Será uma visita à Bulgária, país de origem de seu pai Peter Rousseff, e onde está parte de sua família. A presidenta nunca foi à Bulgária. Para preparar a visita, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, segue amanhã (2) para Sófia, capital búlgara. A ideia é aliar uma agenda afetiva com atividades políticas e econômicas.
Patriota tem reuniões marcadas com o presidente da Bulgária, Giorgi Parvanov, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Nikolay
www.folhadaregiao.com.br | 31-08-2011
|
|
Parentes observam nesta segunda lista com nomes de vítimas do naufrágio do Bulgaria MOSCOU - A Rússia informou, nesta segunda-feira, 11, que há pouca esperança de encontrar mais sobreviventes, depois do naufrágio de um barco de turismo superlotado no rio Volga. Até 128 pessoas podem ter morrido
www.estadao.com.br | 11-07-2011
|
|
Recém-chegada da China, a presidente Dilma Rousseff sobe no avião presidencial em breve para novos voos diplomáticos. Nos próximos meses, devem entrar na agenda pelo menos oito viagens internacionais, que incluem desde os vizinhos do Mercosul até a Bulgária, terra de seu pai. Em quase todas, o foco
www.estadao.com.br | 24-04-2011
|
|
Recém chegada da China, a presidente Dilma Rousseff sobe no avião presidencial em breve para novos voos diplomáticos. Nos próximos meses, devem entrar na agenda pelo menos oito viagens internacionais, que incluem desde os vizinhos do Mercosul até a Bulgária, terra de seu pai. Em quase todas, o foco
www.estadao.com.br | 23-04-2011
|