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RIO - O Festival É Tudo Verdade anunciou, nesta segunda-feira, os filmes selecionados para sua competição internacional. Serão 12 longas e médias-metragens de países como China, Israel, EUA, Portugal e Coreia do Sul.Foram selecionados "China Peso-Pesado", de Yung Chang; "Cinco câmeras quebradas", de Emad Bornat e Guy Davidi; "1/2 revolução", de Omar Shargawi e Karin El Hakim; "Com amor, Carolyn", de Maria Ramstrom e Malin Korkeasalo; "O homem que ninguém conheceu", de Carl Colby; "Planeta caracol", de Seung-Jun Yi; "É na Terra não é na lua", de Gonçalo Tocha; "Tonia e seus filhos", de Marcel Lozinski; "O emprego", de Didier Cros; "Calafete, zoológicos humanos", de Hans Mulchi; "O beijo de Putin", de Lise Birk Pedersen; e "Barulho", de Dan Geva e Noit Geva. Além desses, nove curtas-metragens internacionais serão exibidos no festival, também pela competição. O É Tudo Verdade será realizado entre os dias 22 de março e 1 de abril. Ainda haverá mostras itinerantes em Brasília (10 a 15 de abril) e pela primeira vez em Belo Horizonte (maio, datas a definir). No Rio, o filme de abertura será "Jorge Mautner — O filho do Holocausto", de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt; e em São Paulo, "Tropicália", de Marcelo Machado. Veja lista completa e suas sinopses abaixo: COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE LONGAS-METRAGENS “China Peso-Pesado” (China Heavyweight) / China / Diretor: Yung Chang Caçadores de talentos esportivos percorrem o interior da China à procura de jovens talentos para o boxe – banido em 1959 após a revolução chinesa. Mais de meio século depois, o esporte tornou-se um dos maiores sonhos de ascensão para muitos garotos. “Cinco Câmeras Quebradas” (Les Cinq Cámeras Brisées) / França / Diretores: Emad Bornat e Guy Davidi Em 2005, o governo de Israel construiu um muro em Bil’in, pequena cidade da Cisjordânia. O objetivo seria “proteger” a comunidade vizinha de Modi’in Illit, assentamento com capacidade para abrigar 150 mil judeus israelenses. Coincidindo com o nascimento de seu quarto filho, um dos moradores de Bil’in vê-se transformado em documentarista amador do conflito público e de sua vida privada. “½ Revolução” (1/2 Revolution) / Dinamarca / Diretores: Omar Shargawi e Karin El Hakim Um grupo de amigos testemunham os primeiros protestos na Praça Tahrir, no Cairo, para o afastamento do ditador Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. Entre eles, os diretores deste filme, o egípcio Karim El Hakim e o dinamarquês de origem palestina Omar Shargawi. “Com Amor, Carolyn” (Love Always, Carolyn) / Suécia / Diretores: Maria Ramstrom e Malin Korkeasalo Mulher de Neal Cassady e amante de Jack Kerouac, Carolyn Cassady viveu a sua longa vida lidando com o dúbio legado da convivência íntima com dois dos maiores ícones da geração beat. Kerouac transformou-os em personagens de “On The Road”. Agora é a vez de Carolyn contar sua história. “O Homem que Ninguém Conheceu” (The Man Nobody Knew) / Estados Unidos / Diretor: Carl Colby Integrante da CIA por quase 30 anos, William Colby participou e comandou inúmeras operações clandestinas em diversos países do mundo. Quando o presidente Richard Nixon lhe ordenou que bloqueasse do conhecimento do Congresso os abusos do passado, o diligente Colby dessa vez recusou-se a obedecer. “Planeta Caracol” (Planet of Snall) / Coreia do Sul / Diretor: Seung – Jun Yi Desde a infância, quando perdeu a visão e a audição, Young-Chan tem vivido num mundo de escuridão, silêncio e solidão. Mas isso muda quando ele conhece Soon-Hoo, com quem se casa e passa a compartilhar uma simbiótica vida a dois. “É na Terra Não é na Lua” (É na Terra Não é na Lua) / Portugal / Diretor: Gonçalo Tocha Na Ilha do Corvo (parte do arquipélago dos Açores), vivem cerca de 440 pessoas, em casas abrigadas nas encostas vulcânicas. O cineasta Gonçalo Tocha instala-se nesta comunidade e percebe um micromundo fechado em si mesmo e autossuficiente. “Tonia e Seus Filhos” (Tonia I Jey Dzieci) / Polônia / Diretor: Marcel Lozinski Wroclaw, Polônia, 1949. Werka, 11 anos, e Marcel, 9 anos, são deixados em um orfanato. A mãe deles, Tonia, cumprirá pena numa prisão, acusada de colaboração com a espionagem norte-americana. Anos depois, os irmãos descobrem, através de cartas, relatórios e registros de confissões forçadas, detalhes desconhecidos de seus passados. “O Emprego” (La Gueule de L’Emploi) / França / Diretor: Didier Cros Dez pessoas de diferentes idades e experiências à procura de emprego participam de um processo seletivo, por dois dias. Serão postos à prova seu respeito próprio e sua resistência mental – mais ainda que suas habilidades. “Calafete, Zoológicos Humanos” (Calafete, Zoológicos Humanos) / Chile / Diretor: Hans Mulchi Várias fotos e documentos comprovam as viagens forçadas de indígenas, no século XIX, a diversos locais da Europa para serem exibidos nas chamadas “exposições etnográficas”. Eles eram capturados com a conivência das autoridades do Chile e de sociedades científicas europeias. “O Beijo de Putin” (Putin’s Kiss) / Dinamarca / Diretor: Lise Birk Pedersen Desde os 15 anos, Masha Drokova uniu-se às fileiras do Nashi, um movimento de apoio ao líder russo Vladimir Putin, capaz de mobilizar milhares de pessoas nas ruas e enfrentar seus opositores. Bonita, articulada e entusiasta, rapidamente Masha se torna uma protegida do Ministro da Juventude. “Barulho” (Raash) / Israel / Diretores: Dan Geva e Noit Geva Angustiados pela convicção de viver numa sociedade incrivelmente barulhenta, o premiado casal de diretores israelenses resolve investigá-la: instalam câmeras por sua casa para captar as fontes dessa formidável massa sonora que invade seu cotidiano. Estréia mundial. COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS “Tilman no Paraíso” (Tilman im Paradies) / Alemanha / Diretor: Julian Vogel O faxineiro alemão Tilma Mai percorre o bairro da Luz Vermelha, a zona do meretrício em Amsterdã. Sua atitude, porém, diverge da maioria dos frequentadores. Ao invés de sexo, ele procura afeição, quem sabe até mesmo amor. “Vovós” (Abuelas) / Inglaterra / Diretor: Afarin Eghbal Partindo dos depoimentos de quatro integrantes das Avós da Praça de Maio, este documentário de animação reconstitui a história do movimento, que reúne familiares de mulheres grávidas desaparecidas durante a ditadura militar argentina (1976-1983). “Encontro com Papai Kasper Cartola” (Modet Med Min Far Kasper Hojhat) / Dinamarca / Diretor: Lea Glob Lea Glob tinha 2 anos quando seu pai desapareceu. Ela pouco sabia dele, além da descrição de um homem bonito, de barba avermelhada. Quando fica sabendo da sua morte, na prisão, ela resolve seguir as pistas para a construção de sua identidade. “Osso Vento Fogo” (Bone Wind Fire) / Canadá / Diretor: Jill Sharpe Utilizando trechos de cartas e dos diários de três das mais importantes artistas do século XX – a pintora mexicana Frida Kahlo, a pintora norte-americana Georgia O’Keeffe e a pintora e escritora canadense Emily Carr – reconstitui-se parte de seu processo criativo, evocando os bastidores de sua trajetória feminina intensa e original. “Queremos Explodir o Vasa” (Vi Ville Spranga Vasa) / Suécia / Diretores: Simon Moser e Idji Maciel Simon, um jornalista pobre e fracassado, encontra a grande missão de sua vida, ao descobrir um fundo de verdade em algo que sempre se acreditou não passar de um mito. Coube a ele reescrever a história de um dos maiores tesouros museológicos da Suécia. “Pescaria com Vovó” (Fishing with the Popo) / China / Inglaterra / Diretor: Wing Yan Lilian Fu Dois anos após a morte da avó, a diretora Wing Yan Lilian Fu mergulha no material que guarda sobre ela. Quanto mais conversa com o resto da família, mais se dá conta de que uma narrativa inteiramente calcada no realismo não abrangerá a grandeza de sua figura. “3 Dias de Liberdade” (3 Dniwoinosci) / Polônia / Diretor: Lukasz Borowski Depois de 15 anos na prisão, Piotr consegue seu primeiro indulto temporário: ele tem direito a três dias de liberdade. Fora das grades, o mundo mudou bem mais do que podia imaginar. Agora, Piotr tem que decidir como aproveitar esses dias - intensos e longamente aguardados. “Descarrilamentos” (Deragliamenti) / Itália / Diretor: Chelsea McMullan Federico Fellini imaginou a história “Il Viaggio di Giuseppe Mastorna detto Fernet” em 1965, quando escreveu a primeira versão do roteiro. Ao longo dos anos, voltou ao tema, que acabou servindo de base à graphic novel de Milo Manara, publicada em 1992. “A Morte Está no Campo” (La Mort est dans le Champ) / Suiça / Diretor: Chappatte Desde 2003 envolvido em projetos editoriais em países conflagrados, o quadrinista suíço-libanês Patrick Chappatte viajou ao sul do Líbano, em 2009. Lá, ele ainda pode sentir o conflito na vida dos libaneses, que convivem diariamente com o medo de bombas que não explodiram.
oglobo.globo.com | 06-03-2012
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Veja também As horas de engarrafamento até a Cidade do Rock, onde aconteceu o Rock in Rio, ano passado, vão parecer uma volta pelo quarteirão depois que você ler esta reportagem. Tem uma galera que embarca em voos longos (com conexões demoradas), enfrenta fila de imigração, atravessa deserto, acampa debaixo de chuva.... Tudo para ver de perto suas bandas e artistas favoritos. São fãs de música que frequentam os maiores festivais do mundo, como o Coachella, na Califórnia; o Roskilde, na Dinamarca, ou o Glastonbury, na Inglaterra. Além de promover dezenas de shows sensacionais num único fim de semana, esses eventos proporcionam experiências inesquecíveis, reunindo várias formas de arte em um ambiente de confraternização. Os cenários também são incríveis. A maioria dos festivais acontece em lugares que, por si só, já renderiam ótimas viagens. Um circuito americano de Disneylândias da música pop Um evento do porte do Coachella Valley Music & Arts Festival, que acontece sempre em abril, na Califórnia, é como um parque de diversões da música pop. Num gramado do tamanho de um bairro, diversos palcos espalhados recebem alguns dos melhores shows do mundo. Pessoas usando roupas leves e coloridas estão por todos os lados, andando, assistindo a uma apresentação ou esparramadas sob alguma sombra. Durante três dias ou mais, ninguém quer saber de nada além de se divertir. É como estar numa outra dimensão. Festivais anuais nesses moldes vêm se espalhando pelo mapa-múndi nos últimos anos. O Brasil, por exemplo, recebe grandes eventos, como o SWU, em São Paulo. Mas os maiores, mais organizados e com as melhores atrações no line up, estão nos Estados Unidos e na Europa. No país de Barack Obama, o calendário começa em março, quando rola o badalado South By Southwest, em Austin, no Texas, e continua com megafestivais como o Coachella, perto de Los Angeles, no deserto da Califórnia, e o tradicional Lollapalooza, em Chicago, em agosto. — Não tem um festival no Brasil que reúna tantas bandas boas. E vale muito pela viagem também. Se você vai com amigos, a experiência toda fica mais legal — diz a estudante de Artes Plásticas Rafaela Rocha, que já esteve no Coachella e, ano passado, foi ao festival Big Chill, a poucas horas de Londres, na Inglaterra. — Tem gente que viaja para praticar esportes; outros, para fazer compras. No caso dos festivais, um grupo de amigos viaja junto para dividir experiências musicais. Evento gigantesco que acontece todo ano na pequena cidade de Indio, o Coachella é o festival de maior repercussão nos EUA. Astros como Madonna, Paul McCartney, Prince, Gorillaz, Daft Punk e toneladas de bandas alternativas já se apresentaram no deserto. Momentos memoráveis, como o retorno do Rage Against the Machine após dez anos de hiato e o dueto da popstar Beyoncé com o rapper (e marido) Jay-Z aconteceram lá. Este ano, entre as principais atrações, estão a cultuada banda Radiohead, que não faz shows desde 2009, e um set com Dr. Dre e Snoop Dogg, ídolos do hip-hop. Ao todo, serão mais de 130 shows, distribuídos entre cinco palcos, ao longo de dois fins de semana. Tendas de música eletrônica, instalações artísticas, estandes de games e até uma roda-gigante ajudam a criar o ambiente de descontração. O público (cerca de 80 mil por dia) usa pouca roupa, por causa do calor, e o pôr do sol púrpura do deserto dá ares místicos ao evento, cuja organização é muito profissional. As apresentações começam pontualmente e há várias praças de alimentação. O único problema é o acesso. De Los Angeles, são quase três horas de estrada. Os ingressos para o Coachella este ano já se esgotaram. Portanto, quem se animou pode se organizar para 2013, e aí pensar em combinar o festival com algumas semanas viajando pela costa da Califórnia (que tal?). Ou escolher outro megafestival americano, como o South By Southwest e o Lollapalooza. Tem ainda o Bonnaroo, em Manchester, no estado do Tennessee, em junho, que se pode casar perfeitamente com uma viagem pelo do Sul dos EUA. O line up deste ano ainda não foi divulgado, mas em 2011, a programação incluiu Eminem, Arcade Fire, The Strokes, Mumford & Suns, Beirut e muito mais. Nos quatro dias de evento, a população na pequena Manchester sobe de 10 mil para 100 mil pessoas. Considerado pela revista "Rolling Stone" o melhor festival de 2008, o Bonnaroo é conhecido pela militância ecológica. Numa das edições, os organizadores bolaram a seguinte promoção: quem enviasse uma carta para um deputado apoiando a causa ambiental poderia baixar gratuitamente 17 músicas de artistas que se apresentariam naquele ano. "O Bonnaroo revolucionou o festival de rock moderno", escreveu o jornal "The New York Times". — A filosofia contagia o público, e ninguém joga lixo no chão. Também fiquei impressionado com o quanto as pessoas são apaixonadas por música — relata o publicitário Rafael Souza, que emendou o festival ano passado com uma viagem para Nashville, capital da música country, e a jazzística Nova Orleans. — Nem é tão perto, mas sempre quis dirigir pelo Sul dos EUA. O cineasta Rodrigo van Der Put e o gerente de marketing Miguel Cariello, amigos de infância, também se jogaram na estrada depois do Lollapalooza de 2010. Eles dirigiram de Chicago até Miami, pegando um desvio para Nova Orleans. Na bagagem, carregaram a memória de shows antológicos de Lady Gaga, Green Day, Phoenix e muitos outros. Pela primeira vez, o Lollapalooza vai acontecer no Brasil, em abril deste ano. Mas, com 43 shows em dois dias, é uma versão muito menor do que a original. Na cidade de Al Capone, o circo da música pop tem por volta de 130 atrações em três dias. São oito palcos diferentes, num parque arborizado às margens do Lago Michigan, no centro de Chicago. É um festival "fácil" em vários aspectos. Você não precisa pegar estrada nem acampar. Basta tomar um voo, hospedar-se numa das centenas de hotéis locais e usufruir da rede de transporte público. Fora que a metrópole em si, com ótimos restaurantes, museus, praças e casas de entretenimento merece, no mínimo, uma esticada de três dias. — O festival foi muito bom. E tem muita coisa para fazer na cidade também. O lugar onde rola o evento fica perto da Millenium Park, por exemplo, onde tem aquela escultura famosa, "Cloud gate", do Anish Kapour. Isso sem falar dos museus e lojas. Tudo ali no centro de Chicago — descreve Van Der Put. O South by Southwest, em Austin, também se vale da infraestrutura da metrópole para acolher os forasteiros. O formato do evento difere da maioria porque os shows ocorrem dentro de pubs, boates, parques e até igrejas espalhados pela capital do Texas. São mais de duas mil performances em cerca de 90 endereços. Às vezes, é preciso ficar ligado para garantir lugar num bar que vai abrigar determinado show. O REM, por exemplo, já tocou num pub para 800 pessoas. Foi um set inesquecível, para poucos. Além de um evento de música, o SXSW é também um ciclo de debates e um festival de cinema, cuja importância cresce ano após ano. Cidade medieval, fazenda e capitais abrigam festivais europeus O avô dos grandes festivais é o célebre Woodstock, que, mergulhado numa atmosfera de contracultura em 1969, reuniu artistas como The Who e Janis Joplin na cidade de White Lake, perto de Nova York, nos EUA. Mas, desde então, foi na Europa que a filosofia desse tipo de evento se propagou de maneira mais intensa. Enquanto os americanos Coachella e Lollapalooza ocorrem desde os anos 90, festivais como Glastonbury, na Inglaterra; Roskilde, na Dinamarca, e Rock Werchter, na Bélgica, acontecem desde os anos 70 no verão do Velho Mundo. Bandas antológicas como Rolling Stones, Nirvana e The Smiths pisaram nesses palcos. A Inglaterra sozinha pode ser chamada de um "festival de festivais", por sediar mais de 400 eventos ao longo do ano, em lugares como Leeds, Reading e Isle of Wight. Numa fazenda a quatro horas de Londres, o Glastonbury é o mais famoso deles. Ano passado, quando U2, Beyoncé e Coldplay baixaram no evento, foram vendidos 130 mil ingressos. Mas o festival tem seus perrengues. O público pega pesado nas drogas, a chuva constante deixa o acampamento quase impraticável e há casos de violência registrados ao longo dos anos. Quem quiser ir a um festival na terra da Rainha Elizabeth sem se enfiar numa selva pode procurar eventos um pouco menores, como o Isle of Wight, em junho, na pitoresca ilha de mesmo nome, ou o Big Chill, nos arredores do Castelo de Eastnor, na cidade histórica de Herefordshire. Excepcionalmente este ano, o Big Chill, que rolaria em agosto, foi cancelado por conta dos Jogos Olímpicos de Londres. Já o Isle of Wight, que abrigou uma performance mágica de Jimi Hendrix, em 1970, acontece com line up de gala: Bruce Sprigsteen & The E Street Band, Pearl Jam, Noel Gallagher’s High Flying Birds e várias outras atrações. — Festivais são parte da cultura na Europa. É difícil conhecer alguém que nunca foi a um deles — explica o inglês David Peterson, que esteve nos eventos de Glastonbury, Reading e Roskilde. — O meu favorito é o Roskilde. O ambiente é amistoso e as dinamarquesas, receptivas. O festival homônimo da capital medieval da Dinamarca começou envolto por um clima hippie. Hoje, abriga mais de 180 shows em cinco dias, para 80 mil pessoas. Este ano, estão confirmados Björk, Friendly Fires e Bon Iver, entre outros. Assim como no Glastonbury, quase todo o público do Roskilde fica acampado, e a abertura do camping é uma atração à parte. Milhares chegam horas antes e disputam os melhores lugares para as barracas. A corrida dos pelados também é engraçada. Homens e mulheres totalmente nus dão a volta no camping. Os primeiros colocados ganham ingressos para o ano seguinte. — O único problema dos festivais da Europa é que chove muito — avisa o produtor cultural Pedro Seiler, que já foi ao Reading e ao Rock Werchter, além de várias vezes ao Coachella. — Nesses eventos, você vê seus artistas preferidos e fica por dentro do que de mais relevante está acontecendo no mundo. Tudo em condições agradáveis, com shows, som e luz perfeitos, sem filas etc. O Rock Werchter vai de 28 de junho a 1 de julho, no vilarejo de Werchter. Num país com fama de muito pacato, o festival significa um fim de semana de exceção, com shows épicos e público de diferentes países próximos. O evento quase sempre acontece na mesma semana do Roskilde e, por isso, muitas bandas tocam em ambos os festivais no mesmo ano. Em 2012, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers, Blink 182 e The Cure são algumas das principais atrações. Quem ficou com saudade do Rock in Rio, e não quer esperar até a próxima edição, em 2013, pode correr para as versões do evento em Portugal e Espanha. Em Lisboa, o RIR promove shows de Metallica, Lenny Kravitz, Mastodon, Ivete Sangalo e outros. Já em Madri, vai ter Springsteen, Red Hot e muito mais.
oglobo.globo.com | 03-02-2012
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A tradicional lista do jornal americano “The New York Times” de “lugares para ir”, feita no início de cada novo ano, teve um primeiro lugar incomum: o Panamá, na América Central, conhecido mais por ser lugar de passagem em conexões do que como destino turístico. Lugares asiáticos, como Mianmar (3º), Tóquio (6º) e Lhasa (9º), capital do Tibet, tiveram destaque. O espaço sideral ficou em 20º lugar: o jornal argumenta que já existe uma companhia dedicada a essas viagens e um aeroporto foi inaugurado no ano passado nos Estados Unidos. Veja também A única cidade brasileira na lista foi Paraty, em 22° lugar, exaltada pela beleza natural da Costa Verde, localização estratégica - entre São Paulo e Rio de Janeiro -, casario histórico e movimentado calendário de eventos culturais. A lista, que tem 45 destinos turísticos neste ano, é elaborada com base no calendário de eventos turísticos, investimentos na área (novos hotéis, museus, etc) e também pensando nos destinos ainda pouco explorados pelos americanos. No ano passado, a capital chilena de Santiago ficou no topo, entre 41 lugares. Confira abaixo os motivos que tornam atraentes os cinco primeiros colocados da lista. 1) Panamá. A expansão do Canal do Panamá, prevista para ser concluída em 2014, intensificou os investimentos no país, atraindo muitos estrangeiros imigrantes e, por conseguinte, alavancando o mercado imobiliário. Grandes projetos incluem o The Panamera, o primeiro luxuoso Waldorf Astoria na América Latina (com inauguração prevista para 2012); e o primeiro projeto do arquiteto Frank Gehry na América Latina, o Bio Museu (deve abrir no início de 2013). O jornal também ressalta o centro histórico, conhecido como Casco Viejo, que se transformou em um bairro estiloso, com músicos de rua, galerias de arte, restaurantes e hotéis butique. 2) Helsinque, Finlândia. Depois de Copenhague, na Dinamarca, chamar atenção por sua gastronomia; e Estocolmo, na Suécia, pela moda e o design, a capital finlandesa Helsinque tem atraído olhares por sua maestria no design. A cidade foi eleita Capital Mundial do Design de 2012 pelo Conselho Internacional de Design Industrial. Além disso, o distrito de design oficial cresceu: são 25 ruas e quase 200 estabelecimentos dedicados ao ramo. 3) Mianmar (antiga Birmânia). No topo de listas de viajantes por suas belezas naturais e tesouros culturais, Mianmar acabava não sendo visitada por conta do regime autoritário. Até que, em novembro de 2010, foram convocadas eleições democráticas e, com isso, aumentou o número de turistas no país. Isolada, a terra budista é considerada um lugar fora do turismo de massa e acolhedora. 4) Londres, Inglaterra. Grandes eventos tornam Londres um dos lugares mais visados em 2012. Além das Olimpíadas, há o jubileu de diamante - comemoração dos 60 anos de reinado da Rainha Elizabeth II -; a comemoração dos 200 anos do nascimento do escritor inglês Charles Dickens; a Warner Bros. abrirá os estúdios onde os filmes da série Harry Potter foram gravados; e o ator Robert Redford trará o festival de cinema de Sundance para Londres. Novos hotéis luxuosos e tradicionais reformados devem receber bem os turistas. 5) Oakland, Estados Unidos. Do outro lado da Baía de São Francisco, Oakland ganhou os jornais nos últimos meses por ser palco de violentos protestos no movimento Occupy. A onda de manifestações se acalmou neste ano, ressalta o jornal americano. A cidade, com vida noturna agitada, tem recebido novos restaurantes sofisticados - com chefs migrando de São Francisco para lá. O histórico Fox Theatre reabriu em 2009 com ótimo cardápio de shows, as bandas Wilco e Bon Iver já tocaram lá. A lista ainda inclui: 6º, Tóquio; 7º, Tanzânia; 8º, Patagônia chilena; 9º, Lhasa, Tibet; 10º, Havana, Cuba; 11º, Moscou; 12º, Glasgow, Escócia; 13º, Puebla, México; 14º, San Diego, Estados Unidos; 15º, Baía de Halong, Vietnã; 16º, Florença, Itália; 17º, St. Vincent; 18º, Moganshan, China; 19º, Birmingham, Inglaterra; 20º, espaço; 21º, Kerala, Índia; 22º, Paraty, Brasil; 23º, Koh Rong, Camboja; 24º, Viena, Áustria; 25º, Chattanooga, Estados Unidos; 26º, Dakhla, Marrocos; 27º, Ilhas Maldivas; 28º, Malacca, Malásia; 29º, Algarve, Portugal; 30º, Tahoe, Estados Unidos; 31º, País de Gales; 32º, Antártida; 33º, Uganda; 34º, Ucrânia; 35º, Península de Sanamá, República Dominicana; 36º, Dubrovinik, Croácia; 37º, Ilha Chiloé, Chile; 38º, Jordânia; 39º, Crans-Montana, Suíça; 40º, Montpellier, França; 41º, Nosara, Costa Rica; 42º, Coreia do Sul; 43º, Lodz, Polônia; 44º, Dalarna, Suécia; 45º, Portovenere, Itália. O que achou da lista? Estamos no Twitter (@BoaViagemOGlobo), aguardando o seu comentário.
oglobo.globo.com | 11-01-2012
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Ao longo de suas viagens, flamingos, cegonhas, pelicanos, aves de rapina e outros pássaros migratórios se esforçam incansavelmente para voar entre as fendas formadas pelos 70 milhões de km de rede elétrica implantada pelo mundo inteiro. Apenas na região África-Eurásia, milhões de pássaros morrem a cada ano em uma colisão com os cabos de alta tensão e milhares de outros perdem a vida eletrocutados, segundo estudos publicados pela Convenção sobre Espécies Migratórias (CSM) durante sua conferência internacional na semana passada em Bergen (Noruega). "Junto com a caça, as colisões e as eletrocussões são as causas de origem humana que mais provocam a mortalidade dos pássaros", explicou à AFP o ornitólogo holandês Hein Prinsen, relator do estudo. Para estas aves, que já são vítimas da destruição de seu habitat pelo homem e pelo aquecimento climático, os acidentes representam uma ameaça de declínio da população ou até de extinção das espécies, pelo menos em uma escala local. Cada morte é um duro golpe para as espécies de maior porte que possuem uma reprodução geralmente lenta. No grupo das cegonhas, o desaparecimento de um adulto provoca a morte de toda a cria que necessita dos dois pais para sobreviver. "Na situação atual, o leste europeu é um grande buraco negro, principalmente para as aves da ordem Gruiformes e as aves de rapina", ressalta John O′Sullivan, antigo membro da Royal Society for the Protection of Birds. "Mas os piores problemas podem se concentrar em pouco tempo na Índia e na África, onde a rede elétrica se desenvolve a toda velocidade", disse. Na África do Sul, 12% dos grous azuis, pássaro nacional, morrem todos os anos em colisões. Em um local de observação em Camargue, 122 flamingos rosa também perderam a vida desta maneira em cinco anos. Incêndios florestais - As colisões são particularmente suscetíveis de acontecer em áreas de encontro, como em pontos de água e corredores de migração, enquanto as eletrocussões acontecem muitas vezes em regiões pobres em vegetação e, portanto, sem poleiros naturais. "O custo para a sociedade é incontestavelmente elevado por conta das panes elétricas que paralisam a indústria e pode provocar outras coisas como os acidentes" ligados à escuridão causada pelos Blackouts, afirma O`Sullivan. "Do ponto de vista financeiro, é sensato tentar resolver o problema", acrescentou. Os acidentes podem ter consequências gravíssimas. "Sobretudo nas zonas secas, nos Estados Unidos e no leste europeu, as aves chegam a queimar. Se elas caem no chão ainda em chamas provocam incêndios florestais", explicou Prinsen. Para prevenir os acidentes, os autores do estudo estabeleceram uma série de medidas. O mais evidente é enterrar os fios de energia, uma solução implementada com sucesso na Holanda, Grã-Bretanha e Dinamarca, mas que custa caro. Em tempos de crise financeira, outras soluções mais simples e que provaram que funcionam é tornar os fios mais visíveis com alertas visuais, equipá-los com varas e reforçar o isolamento. Para exemplificar, o estudo mostra que a modificação neste sentido de 46.000 km de rede elétrica húngara custaria aproximadamente 220 milhões de euros, 10 vezes menos que enterrar os fios. Este é o preço a pagar para continuar a ver os pássaros voarem. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Grupo Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 29-11-2011
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RIO - À margem das negociações climáticas e fora dos maiores debates internacionais, está um ecossistema que cobre 71% do planeta e serve de lar para 80% dos seres vivos. Os oceanos são o tema de um relatório, idealizado por seis instituições e divulgado ontem na internet. Enraizadas em mais de 20 países, elas tentam levar sua causa, a proteção aos mares, para os fóruns de Durban. Trata-se, no entanto, de uma bandeira difícil de hastear. Diretor do Instituto Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia em San Diego, Tony Haymet é lacônico: nenhum político é eleito para representar o oceano. Os estresses a que eles são submetidos, portanto, estão longe de serem tratados como prioridades. São três os maiores perigos para o oceano, todos já em franco andamento: sua acidificação, aquecimento e a perda de oxigênio. E todos têm origem nos gases-estufa. Em dois séculos, desde a Revolução Industrial, cerca de 30% do CO2 emitido pelo homem foi absorvido no mar. Com isso, seu pH, hoje, é o menor dos últimos 60 milhões de anos. O oceano nunca foi tão ácido. Maior ONG do mundo dedicada ao mar, a Oceana fez uma análise de que países serão mais impactados pela acidificação daquele ecossistema. — São os que mais perderão acesso a frutos do mar, que terão maior prejuízo em atividades turísticas que ali acontecem — explica Jacqueline Savitz, diretora de campanhas e cientista-sênior da organização. — No topo da lista há países desenvolvidos, como os Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Estes são alguns dos maiores emissores de CO2. Mas há, também, pequenas nações insulares entre as maiores prejudicadas. Estados polinésios também enfrentam outro problema vindo do mar: o aumento de seu nível, provocado pelo derretimento das geleiras. A origem dessa mazela é, como a anterior, as emissões de CO2. — Vejo muitas nações, que estão abaixo do nível do mar ou são de baixa elevação, forçadas a tomar medidas — destaca Haymet. — O presidente das Maldivas já está preocupado com isso. E o embaixador de Granada também. Mas há também regiões em risco em países que, teoricamente, estariam seguros. A Flórida, por exemplo, no caso dos EUA. As geleiras derretem porque o mundo está mais quente — consequência que, claro, também se reflete nos oceanos. Nos últimos cem anos, a superfície dos mares já aqueceu, em média, 0,7 graus Celsius. E a previsão é que este índice aumente cerca de 3 graus em algumas regiões até o fim do século. Num oceano mais aquecido, haverá menos mistura entre águas profundas, ricas em nutrientes, com as da superfície, pobres nestas substâncias. A falta do cruzamento afetará particularmente as zonas tropicais, e terá consequências negativas na produtividade do mar. — As indústrias de combustíveis fósseis, dependentes de carvão, petróleo e gás e emissoras de CO2, impedem os países de priorizar os oceanos — acusa Jacqueline. — Por causa delas, atividades econômicas baseadas no mar, como pesca, aquicultura e turismo e similares serão prejudicadas. A não ser, claro, que eles passem a liberar menos carbono na atmosfera. Muitos países conduzem esforços locais para trocar suas fontes de energia — sai de campo o petróleo e entram alternativas limpas, como hidroelétricas e a indústria eólica. Para Jacqueline, na Europa, Reino Unido e Dinamarca estão à frente dos Estados dispostos a reduzir sua dependência do carbono. Perceberam um filão que, para os ambientalistas, ainda não é apreciado como deveria por empresas e autoridades. — A energia limpa é a solução que nos livrará dos combustíveis fósseis — ressalta. — Quem a adotar primeiro será beneficiado economicamente, visto que poderá exportar essa tecnologia para o resto do mundo. As temperaturas mais elevadas — e a menor mistura de nutrientes — deixariam o oceano mais estratificado. O suprimento de oxigênio para baixo da superfície seria afetado. Com a menor concentração dessa substância, muitas espécies teriam sua existência ameaçada. E outros organismos, mais tolerantes à carência desse gás (micróbios, particularmente), se multiplicariam com maior facilidade, alterando o equilíbrio da cadeia alimentar. Estima-se que, no próximo século, o estoque global de oxigênio nos mares será reduzido de 1 a 7%. Mas, segundo o relatório divulgado ontem, há “incertezas consideráveis” em relação à escala e as localidades que serão mais acometidas pela carência de oxigênio, assim como o impacto no meio ambiente.
oglobo.globo.com | 29-11-2011
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Uma exposição de pinturas de Bob Dylan em Nova York gerou uma polêmica motivada por sua originalidade, uma vez que várias telas parecem ter sido inspiradas em fotografias conhecidas, e não em "reflexões visuais" das viagens do músico americano por Japão, China e Vietnã, como haviam indicado os organizadores. A exposição Bob Dylan: The Asia Series, composta por 18 pinturas com paisagens, motivos e personagens asiáticos, está em cartaz desde o último dia 20 na Galeria Gagosian, localizada no Upper East Side, perto do Central Park.
Segundo os organizadores, a mostra é "uma reflexão visual das viagens de Dylan por Japão, China, Vietnã e Coreia, e inclui pessoas, cenas de rua, arquitetura e paisagens". Mas fãs de Dylan e o jornal New York Times descobriram que pelo menos três das pinturas exibidas se parecem com fotografias conhecidas e de domínio público.
Em sites dedicados ao músico, como o www.expectingrain.com, fãs comentam o assunto e manifestam sua decepção. "Acho triste. Estúpido e triste. Prefiro ter pendurados na parede os rabiscos feitos com lápis de cor por meus netos. Algo honesto e único", diz um seguidor.
"Enquanto algumas das pinturas de Dylan foram baseadas em uma variedade de fontes, incluindo arquivos e imagens históricas, seu frescor e vivacidade vêm das cores e texturas encontradas nas cenas diárias que ele observou em suas viagens", assinala Meg Blackburn, diretora de relações com a imprensa da galeria, em um comunicado enviado à AFP.
Bob Dylan, 70, é um mito do rock e folk célebre por suas composições, muitas delas de conteúdo político. Em 2004, ele publicou uma autobiografia que se tornou um best-seller nos Estados Unidos.
A exposição é a primeira de Dylan em Nova York, embora o músico já tenha exibido parte de sua obra na Alemanha e Dinamarca. Da AFP Paris .. Leia Mais... Pernambuco.com | Diario de Pernambuco | Últimas Notícias Copyright © 2011, Pernambuco.com - Diários Associados, Recife-PE, Brasil
www.pernambuco.com | 28-09-2011
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correiodobrasil.com.br | 12-05-2011
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