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Reino Unido Turismo

O governo argentino pressiona o Reino Unido com represálias mais simbólicas do que efetivas para que aceite negociar a soberania das Ilhas Malvinas e a tensão bilateral cresce à medida que se aproxima o 30º aniversário da guerra.

O conflito chegou na terça-feira a outro patamar quando a presidente Cristina Kirchner ordenou que fosse recomendado a cerca de vinte empresas de grande porte que deixassem de importar produtos do Reino Unido.

Em reação a essa atitude, Londres convocou nesta quarta-feira o encarregado de negócios da Argentina para pedir explicações pela tentativa de bloquear exportações britânicas e por um incidente com dois cruzeiros no porto de Ushuaia.

Kirchner está realizando uma agressiva campanha de controle e substituição de importações, mas neste caso a recomendação foi marcada por um forte viés político, a apenas um mês da data em que será lembrado o início da guerra.

"Estas medidas tendem a elevar os custos políticos e econômicos da Grã-Bretanha, que precisa de mercados e exportar produtos porque está atravessando uma situação interna complexa", disse à AFP Juan Tokatlian, diretor de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade de San Andrés.

Tokatlian, sociólogo com mestrado na universidade americana Johns Hopkins, afirmou que a intenção do governo é "mostrar a Grã-Bretanha para a América Latina como um ator obstinado do conflito que nem sequer contempla um diálogo bilateral".

"Mas não acredito que isso leve necessariamente a uma deterioração nas relações. Não estamos em um cenário de escalada", destacou o analista.

Em uma medida que pela primeira vez alcançou o turismo, a Argentina proibiu na segunda-feira dois cruzeiros britânicos de atracar em Ushuaia, capital da província em que a Argentina inclui as Malvinas, segundo sua Constituição.

O arquipélago está em poder do Reino Unido, cujas tropas expulsaram as autoridades argentinas em 1833 e instalaram uma colônia que agora abriga quase 3.000 britânicos, com um alto nível de vida, favorecidos pelas receitas obtidas com a pesca e o petróleo.

A ditadura argentina do general Leopoldo Galtieri invadiu e reconquistou as ilhas no dia 2 de abril de 1982 e suas tropas se renderam 74 dias depois a uma força-tarefa enviada pela então primeira-ministra, Margaret Thatcher, o fez a popularidade dela aumentar.

Por outro lado, a ditadura argentina foi derrubada e teve que realizar eleições vencidas pelo social-democrata radical Raúl Alfonsín em 1983.

"As medidas (de Kirchner) têm dois lados. Um comercial e outro político, que convergem. Continua substituindo importações, mas também sabe-se que as relações com a Grã-Bretanha não estão passando por um bom momento", disse à AFP Mauricio Claveri, analista da consultora Abeceb.com

Claveri, economista especializado em comércio internacional, disse que "se as empresas poderão cumprir ou não as recomendações, dependerá da maior disponibilidade para substituir suas importações".

"Os maiores operadores (locais) do comércio sempre sabem que vão ter que estabelecer algum tipo de compromisso de melhorar sua balança e para outros, isso afetará a atividade", analisou Claveri.

Segundo a consultora Desenvolvimento de Negócios Internacionais (DNI), as exportações argentinas para a Grã-Bretanha alcançaram em 2011 cerca de 805 milhões de dólares (soja e outras matérias primas), enquanto as importações foram de 655 milhões (químicos, farmacêuticos e autopeças).

Mas a Argentina sofreu uma queda de 12% no superávit da balança comercial global em 2011, o que levou Kirchner a aumentar o protecionismo às custas de desatar protestos entre seus sócios do Mercosul (Brasil, Uruguai e Paraguai).

"As exportações para o Reino Unido são negócios submetidos à atual situação de conflitos diplomáticos em torno da soberania das Malvinas", comentou o diretor de DNI, advogado e economista, Marcelo Elizondo, mestre pela Universidade Politécnica de Madri.

Elizondo disse que "o esfriamento do ambiente pode ter efeitos nos vínculos comerciais. O Reino Unido é o quinto mercado em importância na União Europeia (UE) para Argentina".

Londres também pediu nesta quarta-feira à União Europeia que expressasse preocupações similares pelas medidas argentinas.

Pouco depois, a União Europeia anunciou que dará os passos "diplomáticos apropriados" para tentar resolver a disputa comercial entre Argentina e Grã-Bretanha.

"A União Europeia iniciará os procedimentos diplomáticos apropriados com o objetivo de esclarecer as legítimas preocupações comerciais", disse à AFP o porta-voz da Comissão Europeia para questões comerciais, John Clancy.

Durante a guerra, há 30 anos, morreram 649 argentinos e 255 britânicos, a quem ambos os países renderam homenagens separadas este ano em Ushuaia e Port Stanley (capital das Malvinas).

Da AFP Paris


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www.pernambuco.com | 29-02-2012

CAMBRIDGE E OXFORD - Cambridge ou Oxford, eis a questão. O dilema atinge a todos os que pensam em estudar na Inglaterra e querem fugir da efervescente e frenética Londres. À primeira vista, as duas cidades são parecidas: giram em torno de universidades centenárias e seus imponentes prédios de pedra. As instituições são o orgulho dos seus moradores e também os pivôs da rivalidade que extrapola seus muros e é assumida pelos habitantes. Afinal, a Universidade de Cambridge foi fundada em 1209 por ex-alunos da Universidade de Oxford que discordavam dos rumos da antiga "casa", então com pouco mais de 100 anos. Nem sempre o bom filho à casa torna. As cidades alternam vitórias em vários campos: no ranking das melhores universidades do Reino Unido, nas regatas disputadas anualmente no Rio Tâmisa e até em prêmios Nobel. Berço de cientistas brilhantes ou de bandas de rock, cada uma tem as suas armas para conquistar visitantes.

Parques, bicicletas e noites agitadas em Cambridge

Ao chegar em Cambridge, o visitante logo tem a certeza de que está em uma cidade universitária. Os grupos de jovens andando nas ruas e a mistura de sotaques e idiomas dão um ar cosmopolita ao cenário de ruas estreitas e prédios de pedra que predominam no centro histórico. É lá que se concentra a maioria dos colleges da universidade.

Tanto em Cambridge quanto em Oxford, as instituições se organizam em espécies de cooperativas de escolas, os chamados colleges. Cada um tem um perfil diferente. Há alguns mais liberais, outros mais conservadores, ou com foco em determinada área do conhecimento, como Engenharia ou Artes. Elas são as únicas universidades no mundo organizadas nesse modelo.

Os prédios são centenários e, em sua grande maioria, foram igrejas, abadias e monastérios. Por isso, são fortalezas de pedra com grandes portões de madeira. Visitantes são aceitos apenas por algumas horas na parte da tarde. Apesar do acesso ser restrito aos pátios internos, vale o passeio. Ainda mais porque estão sempre movimentados por estudantes, principalmente no verão.

Os mais bonitos são o do King’s College, o maior e mais importante de todos, e o do Saint John Trinity College. A King’s possui ainda uma imponente capela, sede do seu coral, um dos principais da Europa. Para os amantes da música sacra, o concerto é imperdível, mas é preciso preparar os bolsos, pois os ingressos variam entre 25 e 55 libras (de R$ 68 a R$ 150). As datas das apresentações podem ser consultadas no site kings.cam.ac.uk/choir.

A cerca de 200 metros do King’s College, é possível avistar as instalações do Fitzwilliam Museum, que também faz parte da universidade. Fundado em 1848, o espaço recebe exposições temporárias e possui um acervo comparado ao do British Museum, em Londres, devido a sua abrangência histórica.

A geografia de Cambridge a torna mais simpática do que sua rival, Oxford. No rio que corta o centro, gôndolas pilotadas por estudantes da universidade ficam à disposição dos turistas. No entanto, o serviço só funciona nas épocas mais quentes do ano. Nos dias de sol, o programa típico é dar uma esticada em um dos belos parques.

É possível percorrer toda a cidade a pé ou então de bicicleta, como faz a maioria dos moradores. Há várias lojas que alugam as magrelas por períodos que variam de um dia até três meses. Para estimular e facilitar a circulação, todas as ruas da cidade possuem ciclofaixas. Ótima opção para queimar as calorias dos fish and chips e dos pints servidos nos muitos e animados pubs.

As bicicletas são usadas até para sair à noite. E a agitada vida noturna da cidade atrai estudantes, principalmente brasileiros. Há até quem prefira só ter aulas à tarde para se recuperar das noitadas, que rolam de segunda a segunda. Um dos locais preferidos por estudantes é o misto de bar e boate Revolution, no centro. Nas pistas, predomina a música eletrônica. Agora, é possível que alguém até encontre um Michel Teló.

Para jantar, uma opção é a casa do chef Jamie Oliver, o Jamie’s Italian. Por 40 libras (R$ 110) por pessoa, é possível comer um menu com entrada, prato principal e sobremesa, além de tomar um dos vinhos italianos orgânicos servidos em jarra ou taça.

Antes ou depois de comer, vale a passada no pub The Anchor. Foi lá que James Watson e Francis Crick fizeram a primeira apresentação do trabalho mais importante de suas vidas: a descoberta da molécula do DNA. Além de ponto turístico (há uma placa na parede em memória dos dois), são servidas ótimas cervejas produzidas na região.

Cambridge encanta pelo conjunto e é difícil resistir. Ainda mais porque, se bater aquela saudade da cidade grande, basta pegar um trem e, em 45 minutos, chega-se em Londres.

Oxford, a cidade dos fãs: de futebol, Harry Potter e Radiohead

Se Cambridge é ensolarada (no sentido figurado, claro), Oxford é austera. A culpa pode ser da luminosidade cinzenta do início do inverno britânico, mas a impressão de quem caminha pelas ruas do seu centro histórico é de que ela não sorri para os visitantes. No entanto, o lugar possui três trunfos bem diferentes para atrair jovens estudantes: é a principal locação dos filmes da franquia "Harry Potter", a cidade natal da banda de rock Radiohead e possui uma legião de apaixonados por futebol.

O salão onde foram filmados os banquetes de Hogwarts fica no Christ Church College, uma das escolas da universidade, bem no coração do centro histórico. O prédio é enorme e ocupa um quarteirão inteiro, impossível não notá-lo. Você pode simplesmente estar caminhando na rua e dar de cara com os pátios onde Harry, Rony e Hermione faziam suas refeições com trajes de gala. Assim como em Cambridge, entrar em qualquer um dos colleges parece uma viagem no tempo (ou nos filmes). Os horários de visitação também são restritos, então é preciso ficar atento e contar com um pouco de sorte.

O clima da cidade não é dos animados e o inverno é bem frio. E logo se compreende de onde veio o astral meio deprê dos primeiros discos de da banda comandada por Thom Yorke. Os fãs podem conhecer a Jericho Tavern, o pub onde o conjunto fez sua primeira apresentação ainda com o nome de On a Friday. Os mais fanáticos podem até comer no restaurante Browns, onde o guitarrista Ed O’Brien trabalhou como garçom na época das vacas magras.

Não à toa que o quinteto inglês é apaixonado por futebol. O modesto Oxford United disputa a terceira divisão inglesa, mas seu Kassam Stadium, localizado a dez minutos de carro do centro, deixaria muitos brasileiros com inveja. Do lado do estádio, há um complexo com boliche, restaurantes e fliperamas. A cidade respira mesmo o esporte. Até o motorista do táxi perguntava sobre o que tinha acontecido com a seleção brasileira. Quem gosta de tomar uma cerveja e assistir a um jogo de futebol, vai se sentir em casa.

Duas irmãs, duas cidades

Quando minha irmã mais velha, Natália, anunciou que queria uma viagem de presente de 15 anos, dispensando a festa, eu, do alto dos meus 13, achei aquilo incrível. No ano 2000, a agência de viagens só oferecia as tradicionais Oxford e Cambridge para os intercâmbios de quatro semanas, com hospedagem em casa de família.

— Tudo parecia igualmente distante e diferente, numa época em que a gente ainda não corria para os sites de busca para tudo. Queria ir para a Inglaterra. Oxford, para mim, era mais famosa — lembra Natália.

Oxford também tinha em sua conta duas informações que constavam no catálogo da agência: era mais populosa e mais perto de Londres (o que rendeu uma aventureira escapada para ver um show histórico do Oasis no antigo estádio de Wembley, pouco antes de ele ser fechado para demolição).

Minha irmã gostou tanto, tanto, da experiência que, na faculdade, escolheu a Inglaterra para fazer intercâmbio de um ano. Mas só pôde ir para a cinza e industrial Birmingham, e foi então que o país perdeu um bocado de seu apelo para ela.

Antes disso, porém, chegaram os meus 15 anos e eu não tive dúvidas de que iria para a Inglaterra. Escolhi Cambridge porque queria fazer diferente. Mas também adorei a ideia de ter meu próprio meio de transporte, a bicicleta — era a única maneira de curtir a cidade de fato, já que os ônibus paravam de circular cedo (o que não ocorria em Oxford, segundo Natália). Se eu soubesse, na época, que Oxford era terra de Radiohead e Harry Potter, talvez decidisse diferente.

Mas, aos meus olhos, Cambridge era ensolarada, jovem, alegre. Aliás, além de cidades diferentes, vivemos estações diversas: embora as duas tenham ido em julho, eu peguei um dos verões mais quentes da história; minha irmã, um dos mais frios. Temos fotos em vários cartões-postais ingleses: eu, de cabelo preso e short; minha irmã, de casaco e cachecol. Mas voltei, assim como ela, encantada pelo país e com a experiência. (Fernanda Dutra)

Leonardo Cazes viajou a convite do STB

oglobo.globo.com | 24-01-2012

LONDRES - Apenas um nome faz com que a oferta de um preço mínimo de US$ 4.900 por uma cabine num cruzeiro marítimo, cujo auge é vislumbrar a imensidão do Atlântico Norte, não soe estapafúrdia — mesmo diante da presença de mimos como um baile de máscaras a bordo. Ou que curiosos com a conta bancária mais do que no azul desembolsem cerca de US$ 60 mil por um passeio de minissubmarino para ver destroços do século XX. Mas a embarcação em questão é o Titanic, e 2012 marca os cem anos do mais célebre naufrágio dos tempos modernos. E também o mais explorado.

Os eventos de 15 de abril de 1912 já foram relatados numa série de meios, incluindo um filme que arrecadou mais de US$ 1,8 bilhão ao redor do mundo e durante 12 anos foi o mais rentável da História. No entanto, o filão está sendo reaberto por ocasião do centenário da tragédia em que 1.517 pessoas perderam a vida, tanto por força das temperaturas glaciais da água ou da negligência — havia, por exemplo, coletes e botes salva-vidas de menos para os passageiros.

Um calendário de eventos especiais está sendo preparado no Reino Unido, berço e ponto de partida do navio tido como inafundável, mas que acabou popularizando icebergs décadas antes das preocupações com o aquecimento global. Nem mesmo o fato de que 2012 será também marcado pelas Olimpíadas de Londres e pela celebração dos 60 anos de reinado de Elizabeth II inibiu ideias de homenagens.

Elas vão além de iniciativas mais grandiosas, como o Cruzeiro Memorial, que recriará a rota parcialmente cumprida pelo Titanic, entre Southampton, no Sul da Inglaterra, e Nova York — e que já está lotado, com passageiros de 28 nacionalidades, segundo a agência de turismo organizadora da empreitada.

Há ainda outras alternativas, como passeios marítimos em um navio saindo de Nova York, e até mesmo uma opção mais em conta entre Southampton e Belfast, na Irlanda do Norte, onde ficava localizado o estaleiro em que o navio foi construído. A cidade, por sinal, ganhou um novo centro temático inspirado pelo Titanic. Ao custo de US$ 150 milhões, a construção será concluída em março e se tornará a mais cara atração turística da História do país.

Na TV, telespectadores britânicos e de todo o mundo poderão ver uma minissérie inédita sobre o navio, que promete se concentrar nas vidas da tripulação. Dez cidades britânicas farão parte ainda da turnê de "Titanic, o Musical". Do outro lado do Atlântico, "Titanic", o filme com que o diretor e produtor James Cameron saiu da cerimônia do Oscar de 1998 carregando 11 estatuetas e viu sua conta bancária inchar, ganhará uma versão em 3-D, com estreia marcada para 6 de abril.

Também nos EUA, ainda que dependendo do desfecho de uma disputa judicial, o maior leilão de todos os tempos de relíquias do navio (mais de 5 mil, incluindo um pedaço do leme) será realizado em Nova York, com a expectativa de arrecadação de US$ 187 milhões. Porém, cifras vultosas e programação de eventos extensiva também têm dado margem para críticas de que o interesse, sobretudo o comercial, desrespeita a memória das vítimas.

Parentes de passageiros queixam-se do que consideram algo próximo de uma violação de túmulos, nem sempre em caráter simbólico. Numa recente entrevista ao jornal "Sunday Times", Richard Littlejohn, cujo avô trabalhava no Titanic e conduziu um dos bote salva-vidas, contou ter se deparado com sinais de operações ilegais de coleta de objetos do navio quando participou de uma expedição submarina rumo aos destroços.

— Vi uma rede bem moderna, deixada para trás por algum caçador de tesouros não autorizado. É um negócio turvo — reclamou Littlejohn.

No entanto, organizadores das celebrações negam estar faltando ao respeito com a memória dos mortos:

— O Cruzeiro Memorial tem parentes das vítimas entre os passageiros. E a programação conta com uma missa em homenagem aos mortos, em que coroas de flores serão atiradas na água nas coordenadas do naufrágio. É uma maneira apropriada de homenagear as vítimas — diz Miles Morgan, organizador do passeio.

No entanto, o cruzeiro inclui uma noite em que os passageiros participarão de um baile de época, com trajes da Era Eduardiana, período do reinado de Eduardo VII na Inglaterra, logo antes da tragédia.

oglobo.globo.com | 07-01-2012

Os observadores da Liga Árabe iniciaram sua missão na Síria nesta terça-feira ao chegar a Homs, reduto da revolta contra o regime e onde cerca de 70.000 pessoas protestavam após a morte de mais de 30 civis, assassinados na véspera pelas forças governamentais, segundo militantes.

Dezenas de milhares de pessoas protestaram nesta terça-feira no bairro de Jalidiyé, em Homs, para "denunciar os crimes do regime" do presidente Bashar al-Assad, anunciou o Observatório de Direitos Humanos (OSDH), que registrou outras manifestações nos bairros de Bab-Dreib e Jas al-Jandali.

Segundo a OSDH, com sede no Reino Unido, "mais de 70 mil manifestantes tentavam entrar na praça Al Saa, no centro da cdiade de Homs, quando os agentes de segurança fizeram uso de gases lacrimogêneos para dispersá-los".

As forças de ordem fizeram disparos em uma rua que leva à praça, deixando quatro feridos, um deles em estado grave, acrescentou o OSDH.

Quarenta e quatro civis foram mortos na segunda-feira por forças do governo, 34 delas na província de Homs.

Observadores da Liga Árabe se reuniram esta terça-feira com o governador de Homs, Ghassane Abdel Al, noticiou um canal de televisão particular, enquanto o exército decidiu se retirar parcialmente deste local de revolta contra o regime, segundo fontes da oposição.

"A delegação de observadores da Liga Árabe iniciou sua reunião com o governador de Homs, Ghasan Abdel Al", noticiou a emissora Dunia, ligada ao poder, acrescentando que a delegação também tinha previsto viajar a Hama (norte) e Idleb (noroeste), sem informar a data destas viagens.

Pouco depois deste anúncio, também na terça-feira, o OSDH informou que o exército sírio retirou tanques do bairro de Baba Amro, em Homs.

Onze tanques saíram de Baba Amro por volta das 07h00 (03h00), informou à AFP Rami Abdel Rahman, que lidera o OSDH.

Abdel Rahman disse ignorar se ainda restavam veículos de transporte de tropas neste bairro. Os últimos disparos foram ouvidos às 03h45 de Brasília, acrescentou, afirmando que os militantes opositores tinham dado estas informações da Síria.

Um gasoduto foi sabotado ao amanhecer desta terça-feira por um "grupo terrorista" na província de Homs no centro da Síria, noticiou a agência oficial Sana.

Cinquenta observadores da Liga Árabe chegaram na noite de segunda-feira à Síria para controlar a situação no local.

A missão faz parte de um plano da Liga Árabe para acabar com a crise e que prevê o fim da violência, a libertação de prisioneiros, a retirada do exército das cidades e a livre circulação no país de observadores e imprensa.

Segundo a ONU, mais de 5.000 pessoas morreram na repressão desde o início da revolta contra o regime de Bashar al-Assad, em meados de março.

As autoridades afirmam que a violência na Síria é provocada por grupos "terroristas armados", que buscam semear o caos no país, e que os confrontos já teriam deixado dois mil soldados mortos.

O CNS pediu na segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU que adote o plano da Liga Árabe para a Síria, afirmando que o grupo "não tem meios para aplicá-lo."

Da AFP Paris


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www.pernambuco.com | 28-12-2011
Outrora incluída junto com Bagdá e Beirute na lista de cidades vedadas ao turismo, Belfast se tornou um dos destinos mais procurados do mundo graças a seu passado conturbado, ao presente com grandes campos de golfe e ao iminente centenário da tragédia do Titanic. Durante décadas de violência sectária, poucos estrangeiros visitavam a Irlanda do Norte, mas o acordo de paz entre católicos e protestantes transformou essa província do Reino Unido, fazendo com que o movimento de turistas saltasse de ...
noticias.terra.com.br | 19-12-2011

PARIS e TEERÃ - A França deve reduzir temporariamente sua embaixada no Irã, trazendo de volta parte dos funcionários e familiares da representação do país em Teerã, informou neste sábado fonte do Ministério das Relações Exteriores francês que pediu para não ser identificada. A decisão teria sido tomada em resposta ao recente ataque de manifestantes iranianos à embaixada do Reino Unido. Apesar disso, a autoridade francesa afirmou que a embaixada em Teerã continuará aberta.

Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã alertou, também neste sábado, que o Ocidente deve evitar aprofundar a crise diplomática que se seguiu à invasão da embaixada britânica. Segundo Ramin Mehmanparast , porta-voz da chancelaria iraniana, o Reino Unido está tentando estender para outros países um problema que é exclusivamente entre Londres e Teerã.

- Dissemos aos países europeus para não submeter seus laços conosco ao tipo de problemas que existem entre o Irã e o Reino Unido - afirmou.

Na última terça-feira, uma multidão invadiu a embaixada britânica no centro de Teerã e um outro complexo diplomático no Norte da capital. Gritando frases como "morte à Inglaterra", os manifestantes escalaram os muros da embaixada, rasgaram a bandeira britânica, quebraram janelas, queimaram um carro e destruíram documentos. Em resposta, o Reino Unido não só retirou todos os seus funcionários do Irã como deu 48 horas para diplomatas iranianos deixarem o país, que chegaram ontem a Teerã. A Noruega também decidiu fechar temporariamente sua embaixada em Teerã, enquanto França, Alemanha e Holanda convocaram seus embaixadores para consulta.

Em discurso na Parlamento, o chanceler britânico, William Hague, disse que seria irreal pensar que os ataques à embaixada e às residências de seus funcionários ocorreram sem algum grau de consentimento das autoridades iranianas. Ele afirmou que não é possível manter a missão nas atuais circunstâncias e que entre os cerca de 200 manifestantes que invadiram as representações estavam "estudantes basijj", milícia que atua como braço da Guarda Revolucionária iraniana, uma das instituições mais poderosas do país.

- Se qualquer país torna impossível para nós operar em seu solo, não pode esperar ter uma embaixada funcionando aqui - disse Hague na quarta-feira.

Mesmo assim, os britânicos não cortaram relações com Teerã. Ainda na semana passada, os ministros de Relações Exteriores da União Europeia aprovaram uma nova leva de sanções contra o Irã. As medidas atingem 37 pessoas e 143 companhias e incluem o congelamento de ativos na União Europeia e a proibição de viagens para qualquer um dos 27 países-membros. Entre os alvos estão a Companhia de Navegação do Irã e integrantes de entidades controladas pela Guarda Revolucionária. Na prática, porém, as punições deixaram de fora medidas mais ambiciosas - e eficazes, na avaliação de especialistas - para cortar recursos do programa nuclear iraniano, como restrições ao Banco Central e um embargo ao petróleo.

Com o preço do barril na faixa dos US$ 100 e a Europa mergulhada em uma crise de dívida sem sinal de solução a curto prazo, há receio de que qualquer interferência no setor de óleo e gás iraniano jogue para cima a cotação do petróleo no mercado internacional e contribua para deixar a região em um cenário econômico ainda mais negativo. O Irã é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo.

oglobo.globo.com | 03-12-2011

LONDRES – Após serem expulsos pelo governo britânico, diplomatas do Irã deixaram o Reino Unido nesta sexta-feira. Segundo o ministério do Exterior, os iranianos partiram em um avião alugado do aeroporto de Heathrow. Um grupo de jovens espera para recebê-los no aeroporto da capital iraniana, informou a agência semi-estatal Fars. Os diplomatas foram expulsos do Reino Unido após a embaixada britânica em Teerã ser invadida e vandalizada por manifestantes. Os diplomatas tinham até 14h (horário local) para deixarem o território britânico.

O incidente da terça-feira, quando manifestantes iranianos atacaram a embaixada britânica, piorou ainda mais a já tensa relação entre os dois países. O Reino Unido, assim como os EUA, se opõe ao programa nuclear do Irã e pede que o país suspenda o enriquecimento de urânio.Teerã afirma que suas pesquisas têm objetivo puramente científico e visam a produção de energia. Mas países ocidentais acreditam que o Irã planeja construir armas nucleares.

Na quinta-feira, o Senado americano aprovou, por unanimidade, a aplicação de sanções econômicas ainda mais duras ao Irã, por conta das suspeitas sobre a natureza de seu programa nuclear.

Também em represália ao programa nuclear iraniano, ministros de Relações Exteriores da União Europeia aprovaram uma nova série de sanções contra Teerã. As medidas atingem 37 pessoas e 143 companhias e incluem o congelamento de ativos na União Europeia e a proibição de viagens para qualquer um dos 27 países-membros.

oglobo.globo.com | 02-12-2011

Sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã:

- As primeiras sanções foram impostas após estudantes iranianos invadirem a embaixada americana e tomar diplomatas como reféns em 1979. Produtos iranianos passam a não poder entrar nos Estados Unidos, a não ser pequenos presentes, material informativo, produtos alimentares e alguns tapetes.

- Em 1995, o presidente Bill Clinton determinou ordens para que as empresas americanas não investissem no petróleo e gás iraniano nem fizessem negócios com o país. O Irã buscou outros países para se tornarem seus consumidores.

- No mesmo ano, o Congresso aprovou uma lei requerendo que o governo impusesse sanções em firmas estrangeiras que investiam mais de US$ 20 milhões por ano no setor de energia iraniano.

- Em outubro de 2007, Washington impôs sanções em três bancos iranianos e marcou a Guarda Revolucionária como uma proliferadora de armas de destruição em massa. O Tesouro americano já adicionou vários outros bancos iranianos à sua lista negra desde então.

- O Tesouro identificou cerca de 20 empresas de petróleo e petroquímica que estariam sob o controle do governo do Irã, uma ação que as colocou sob o embargo comercial.

- O Congresso aprovou novas sanções unilaterais em 24 de junho de 2010, para enfraquecer o setor energético e bancário do Irã, o que poderia também afetar empresas de outros países que tinham negócios com Teerã.

- As medidas de 2010 impuseram penalidades para as firmas que abasteciam o Irã com produtos de petróleo refinado que alcançavam o valor de US$ 5 milhões em um ano. Também privava os bancos estrangeiros de acessar o sistema financeiro americano caso eles fizessem negócios com os bancos iranianos ou com a Guarda Revolucionária.

- Em maio, os EUA colocou em sua lista negra o 21º banco estatal iraniano, o Banco da Indústria e da Mineração, por ter feito transações com dois bancos já sob sanção: o Banco Mellat e o Europaeisch-Iranische Handelsbank.

- Também em maio, são anunciadas novas sanções na companhia estatal de petróleo da Venezuela, a PDVSA, e outras seis empresas menores de petróleo e de transporte por se envolver em negócios com o Irã. A medida irrita o governo do presidente Hugo Chavez.

- Em 11 de junho, são anunciadas novas sanções à Guarda Revolucionária Islâmica, à Força de Resistência Basji, as Forças de Aplicação das Leis do Irã e seu comandante, Ismail Ahmadi Moghadam. As sanções congelaram todos os bens dos relatados sob jurisdição dos EUA e proibiu pessoas e instituições americanas de negociar com eles.

- Em 21 de novembro, os EUA nomearam o Irã como uma área de “preocupação primária de lavagem de dinheiro”, um passo para dissuadir os bancos não americanos de negociar com o país. Os EUA também adicionaram 11 entidades suspeitas de ajudar o programa nuclear iraniano à sua lista negra e expandiram as sanções para abranger empresas que contribuíam para a indústria de petróleo e petroquímica do Irã. Entretanto, os Estados Unidos pararam por um tempo de mirar no Banco Central do Irã.

- As sanções impostas pelos EUA ao Irã podem ser vistas no site do Tesouro americano.

Sanções impostas pelo Reino Unido:

- Em 21 de novembro, em uma ação coordenada com Estados Unidos e Canadá, o Reino Unido ordenou que todas as instituições financeiras britânicas parassem de fazer negócios com seus pares iranianos, inclusive com o Banco Central do Irã. As sanções foram uma resposta a um relatório de oito de novembro da AIEA que afirmava que o Irã trabalhou no desenvolvimento de armas nucleares. As sanções proibiram que instituições financeiras e de crédito do Reino Unido iniciassem transações ou negócios com os bancos do Irã.

Sanções impostas pelo Canadá:

- Em 21 de novembro, o Canadá anunciou que iria banir imediatamente a exportação ao Irã de todos os produtos usados nas indústrias petroquímicas e de petróleo e gás, como parte de um pacote de sanções internacionais. A medida, porém, não se aplica a contratos firmados antes do dia 22 de novembro.

Sanções impostas pela Suíça:

- Em 18 de novembro, o país adicionou cinco pessoas e 111 organizações para sua lista de entidades iranianas sob sanção. Sanções anteriores incluíam a proibição de certas transações financeiras e a venda ou entrega dos chamados bens de uso dual por empresas suíças.

Sanções impostas pela ONU:

- O Conselho de Segurança impôs quatro conjunto de sanções ao Irã: em dezembro de 2006, março de 2007, março de 2008 e junho de 2010.

- Em 2006, as sanções abrangiam materiais nucleares e o congelamento de bens de pessoas e companhias iranianas ligadas ao programa nuclear.

- Em 2007, estendeu-se o congelamento de bens a mais 28 grupos, empresas e pessoas envolvidas ou que apoiavam a pesquisa nuclear ou o desenvolvimento de mísseis balísticos.

- Em 2008, o pacote de sanções aumentou as restrições financeiras e de viagens a pessoas e empresas. Expandiu uma proibição parcial nos negócios com itens que podem ser usados com fins militares ou civis para encobrir as vendas de tecnologia ao Irã. Em setembro deste ano, o Conselho de Segurança aprovou com unanimidade uma resolução ordenando que o Irã parasse com o enriquecimento de urânio, o que não foi cumprido.

- Uma resolução do Conselho de Segurança aprovada em 9 de junho de 2010 pedia medidas contra novos bancos iranianos no exterior caso houvesse suspeitas de uma conexão com o programa nuclear ou de mísseis.

- Expandiu um embargo de armas contra Teerã e colocou três empresas controladas pela companhia marítima iraniana e outras 15 pertencentes à Guarda Revolucionária Islâmica à sua lista negra. A resolução também pedia a criação de um regime de inspeção de cargas.

- Anexada à resolução estava uma lista de 40 empresas que deviam ser adicionadas à já existente lista negra da ONU.

Sanções impostas pela União Europeia:

- Em 12 de agosto de 2010, a União Europeia endureceu suas sanções contra Teerão, incluindo a proibição da criação de joint ventures com empresas no Irã que estivessem ligadas com as indústrias de petróleo e gás natural e qualquer subsidiária ou afiliada sob seu controle.

- Os estados-membros da UE deveriam proibir a prestação de seguros ou resseguros ao governo do Irã. A venda, compra, corretagem ou assistência com a emissão de títulos públicos ou publicamente garantidos pelo governo iraniano, Banco Central ou bancos iranianos são proibidas.

- A importação ou exportação de armas e equipamentos que possam contribuir para o enriquecimento de urânio ou ter “uso dual” são proibidas.

- As sanções proíbem a venda e abastecimento ou transferência de tecnologia e equipamentos energéticos usados pelo Irã para refinar, liquefazer, explorar e produzir gás natural.

- Em maio de 2011, os ministros das Relações Exteriores dos países da UE aumentou significativamente as sanções e concordou em acrescentar mais de 100 novas entidades à lista de empresas e pessoas ligadas a essas companhias, incluindo as que pertenciam ou eram controladas pela companhia de transporte iraniana.

- Em outubro, a UE impôs sanções em 29 pessoas, levando a relação que lista pessoas ligadas a violações dos direitos humanos a ter 61 nomes.

- Em 1º de dezembro de 2011, o bloco fez uma lista de alvos que inclui 180 autoridades e empresas iranianas.

- Todas as sanções ao Irã podem ser conferidas no site da União Europeia.

oglobo.globo.com | 01-12-2011

RIO - À margem das negociações climáticas e fora dos maiores debates internacionais, está um ecossistema que cobre 71% do planeta e serve de lar para 80% dos seres vivos. Os oceanos são o tema de um relatório, idealizado por seis instituições e divulgado ontem na internet. Enraizadas em mais de 20 países, elas tentam levar sua causa, a proteção aos mares, para os fóruns de Durban.

Trata-se, no entanto, de uma bandeira difícil de hastear. Diretor do Instituto Scripps de Oceanografia, da Universidade da Califórnia em San Diego, Tony Haymet é lacônico: nenhum político é eleito para representar o oceano. Os estresses a que eles são submetidos, portanto, estão longe de serem tratados como prioridades. São três os maiores perigos para o oceano, todos já em franco andamento: sua acidificação, aquecimento e a perda de oxigênio. E todos têm origem nos gases-estufa.

Em dois séculos, desde a Revolução Industrial, cerca de 30% do CO2 emitido pelo homem foi absorvido no mar. Com isso, seu pH, hoje, é o menor dos últimos 60 milhões de anos. O oceano nunca foi tão ácido.

Maior ONG do mundo dedicada ao mar, a Oceana fez uma análise de que países serão mais impactados pela acidificação daquele ecossistema.

— São os que mais perderão acesso a frutos do mar, que terão maior prejuízo em atividades turísticas que ali acontecem — explica Jacqueline Savitz, diretora de campanhas e cientista-sênior da organização. — No topo da lista há países desenvolvidos, como os Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Estes são alguns dos maiores emissores de CO2. Mas há, também, pequenas nações insulares entre as maiores prejudicadas.

Estados polinésios também enfrentam outro problema vindo do mar: o aumento de seu nível, provocado pelo derretimento das geleiras. A origem dessa mazela é, como a anterior, as emissões de CO2.

— Vejo muitas nações, que estão abaixo do nível do mar ou são de baixa elevação, forçadas a tomar medidas — destaca Haymet. — O presidente das Maldivas já está preocupado com isso. E o embaixador de Granada também. Mas há também regiões em risco em países que, teoricamente, estariam seguros. A Flórida, por exemplo, no caso dos EUA.

As geleiras derretem porque o mundo está mais quente — consequência que, claro, também se reflete nos oceanos. Nos últimos cem anos, a superfície dos mares já aqueceu, em média, 0,7 graus Celsius. E a previsão é que este índice aumente cerca de 3 graus em algumas regiões até o fim do século.

Num oceano mais aquecido, haverá menos mistura entre águas profundas, ricas em nutrientes, com as da superfície, pobres nestas substâncias. A falta do cruzamento afetará particularmente as zonas tropicais, e terá consequências negativas na produtividade do mar.

— As indústrias de combustíveis fósseis, dependentes de carvão, petróleo e gás e emissoras de CO2, impedem os países de priorizar os oceanos — acusa Jacqueline. — Por causa delas, atividades econômicas baseadas no mar, como pesca, aquicultura e turismo e similares serão prejudicadas. A não ser, claro, que eles passem a liberar menos carbono na atmosfera.

Muitos países conduzem esforços locais para trocar suas fontes de energia — sai de campo o petróleo e entram alternativas limpas, como hidroelétricas e a indústria eólica. Para Jacqueline, na Europa, Reino Unido e Dinamarca estão à frente dos Estados dispostos a reduzir sua dependência do carbono. Perceberam um filão que, para os ambientalistas, ainda não é apreciado como deveria por empresas e autoridades.

— A energia limpa é a solução que nos livrará dos combustíveis fósseis — ressalta. — Quem a adotar primeiro será beneficiado economicamente, visto que poderá exportar essa tecnologia para o resto do mundo.

As temperaturas mais elevadas — e a menor mistura de nutrientes — deixariam o oceano mais estratificado. O suprimento de oxigênio para baixo da superfície seria afetado. Com a menor concentração dessa substância, muitas espécies teriam sua existência ameaçada. E outros organismos, mais tolerantes à carência desse gás (micróbios, particularmente), se multiplicariam com maior facilidade, alterando o equilíbrio da cadeia alimentar.

Estima-se que, no próximo século, o estoque global de oxigênio nos mares será reduzido de 1 a 7%. Mas, segundo o relatório divulgado ontem, há “incertezas consideráveis” em relação à escala e as localidades que serão mais acometidas pela carência de oxigênio, assim como o impacto no meio ambiente.

oglobo.globo.com | 29-11-2011

CAIRO - Não são só a política, a economia e a ordem pública são afetadas pela nova onda de protestos que, desde a semana passada, praticamente paralisa o Cairo. O chefe da Federação Egípcia de Câmaras de Turismo, Elhami Zayat, diz que o país estará sob ameaça de sair dos guias de destinos turísticos se a violência que tem dominado a Praça Tahrir não cessar imediatamente.

O turismo era uma das principais fontes de receita do país antes das revoluções - a de agora e a que, em fevereiro, derrubou o ditador Hosni Mubarak. Mas em 2011 houve uma queda de 60% na arrecadação na comparação com o ano anterior e o impacto foi grande nas reservas egípcias, também abaladas pela diminuição das exportações.

No início do ano, as reservas do Egito eram de US$ 36 bilhões, mas em outubro já estavam em US$ 22 bilhões. A previsão para os próximos meses é de que a queda continue, impossibilitando que o banco central evite a desvalorização da moeda nacional, a libra egípcia.

Segundo Zayat, enquanto esteve nos Estados Unidos, ele presenciou cancelamentos de reservas em larga escala para tours no Egito - especialmente no Cairo, Luxor e Aswan. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, ele foi taxativo:

- O governo egípcio não apoia o setor de turismo.

O diretor da Câmara de Turismo de Luxor, Thrwat Agami, conta que a diminuição do movimento no Egito já é percebida por outros países.

- Eu notei muito receio entre os operadores de turismo quando estive em uma conferência mundial em Londres.

Proprietários de hotéis no centro do Cairo dizem que a taxa de ocupação está em cerca de 15%. Mesmo assim, a maior parte dos hóspedes é composta de jornalistas e repórteres de TV que vão para a cidade cobrir as manifestações na Praça Tahrir e as eleições que estão prestes a começar. São poucos os turistas na região.

Relatórios recebidos de todo o país pela autoridade de turismo egípcia na quarta-feira mostraram que operadores de turismo de vários países - mas, principalmente, do Reino Unido, Itália, França, Rússia e Japão - cancelaram e pararam de agendar novas viagens por causa do aumento da violência na Praça Tahrir desde a última sexta-feira.

Citado pelo site “Egypt.com”, Sami Mahmoud, funcionário do Ministério do Turismo, afirmou que as imagens com cenas violentas nos protestos causaram medo nos estrangeiros, e a cobertura da mídia sobre as manifestações impactou negativamente na decisão de viajar ao Egito. Para Mahmoud, a crise deve ser solucionada por um caminho político, já que ele acredita que as soluções de segurança podem falhar mais uma vez.

oglobo.globo.com | 25-11-2011

1) O PAÍS – p. 3 – Reitor é chamado a se explicar em Brasília

- A avaliação na universidade e entre políticos de Rondônia é de que ele não tem mais condições de se manter à frente da universidade.

Crítica: “de” a mais e repetição de “universidade”

Certo: A avaliação na universidade e entre políticos de Rondônia é que ele não tem mais condições de se manter à frente da instituição.

2) RIO/Ancelmo / – p. 18 – Não me deixe

- ...a artista plástica Ch-ristina Oiticica.

Crítica: erro na divisão silábica

Certo: ...a artista plástica Chris-tina Oiticica.

3) ECONOMIA – p. 24 – Erros e lições/Míriam Leitão

- segunda coluna: Será eternamente os mesmos R$ 50 milhões.

Crítica: erro de concordância verbal

Certo: Serão eternamente os mesmos R$ 50 milhões.

4) ECONOMIA – p. 28 – NEGÓCIOS & cia /Flávia Oliveira/ É a crise 2

- Esta semana, de volta à Roma, reparou que oito em cada dez vendedores da loja...

Crítica: mau uso do acento grave

Certo: Esta semana, de volta a Roma, reparou que oito em cada dez vendedores da loja...

5) ECONOMIA – p. 28 – NEGÓCIOS & cia / É a crise 2

- Mais de 70% dos tíquetes, avisou, teve o preço mantido ou reduzido em relação ao 2011.

Crítica: erro de concordância verbal

Certo: Mais de 70% dos tíquetes, avisou, tiveram o preço mantido ou reduzido em relação ao 2011.

6) SEGUNDO CADERNO – capa – A noite na Cidade-luz

- terceira coluna: O período entre-guerras anunciava o desastre que estava por vir...

Crítica: com a reforma, o “entre” usado como prefixo tem hífen antes de “h” e “e” (embora registrada no Aulete, não aparece no Houaiss e no VOLP/ABL)

Certo: O período entreguerras anunciava o desastre que estava por vir...

7) SEGUNDO CADERNO – p. 12 – Humor e surpresa na ‘releitura do chão’

- sexta coluna: ...a melhor maneira de se manter produtivo era atender a um espectro grande e variado de clientes.

Crítica: erro de regência

Certo: ...a melhor maneira de se manter produtivo era atender um espectro grande e variado de clientes.

8) SEGUNDO CADERNO – p. 12 – Humor e surpresa na ‘releitura do chão’

- sexta coluna: ...é contrato de pelo governo britânico para pintar um castelo e estimular o turismo no Reino Unido.

Crítica: erro na forma do verbo

Certo: ...é contratado de pelo governo britânico para pintar um castelo e estimular o turismo no Reino Unido.

oglobo.globo.com | 24-11-2011

RIO - Em Tuvalu, diz-se que tudo vem da água. É dali, com a pesca, que a maioria das famílias tira seu sustento. É no mar, entre jogos e disputas de natação, que crianças e adultos se divertem. E, de uns anos para cá, também é do oceano que vem a preocupação.

Ninguém sabe ao certo o ritmo de avanço do Pacífico Sul sobre os atóis tuvaluanos. As medições são recentes demais para servir em previsões - foram iniciadas em 1993, e os cientistas sentem-se à vontade apenas para cálculos onde há, no mínimo, meio século de estatísticas. Não há dúvidas, no entanto, que o mar avança a uma velocidade tamanha que Tuvalu não conhecerá o próximo século. Suas nove ilhas podem estar submersas em poucas décadas, vítimas de enchentes e de um oceano cada vez mais violento.

Tuvalu já vive as prévias de sua agonia derradeira. A seca que castiga o arquipélago há semanas obrigou o governo a declarar, ainda em setembro, estado de emergência. No início do mês, ainda faltava água doce em três ilhas: Vaitupu e Nukulalae - respectivamente, a maior e a menor do país - e Funafuti, onde fica a capital, que leva o mesmo nome. Uma usina de dessalinização doada pelo Japão não tem sido suficiente.

Outras pequenas estações tiveram o uso franqueado à população - desde que cada morador enchesse apenas um balde por dia. Não é o suficiente, como mostra uma epidemia de problemas dermatológicos, causados pela falta de banho.

Mil quilômetros ao Sul, Fiji, outra nação minúscula e isolada, amenizou parcialmente a agonia do vizinho, enviando um milhão de litros de água potável. A Nova Zelândia contribuiu com pequenas estações de dessalinização. Deste país, aliás, pode vir a solução definitiva para as mazelas do arquipélago. É lá que os tuvaluanos podem se exilar se os eventos climáticos extremos continuarem testando as ilhas polinésias.

Não que o arquipélago já tenha se rendido. Embora negocie, há 11 anos, uma eventual remoção de seu povo, Tuvalu faz o possível para ser ouvido. Seu porte ínfimo, no entanto, tende a não lhe render muito destaque em palanques internacionais.

Migrações para fugir da promessa de desastres ambientais

Tuvalu só tem 10.544 habitantes. É o segundo país de menor população do mundo, perdendo apenas para o Vaticano - ou, para os adeptos a comparações regionais, as nove ilhas somam algumas dezenas de moradores a menos do que o bairro carioca de São Conrado.

Sua área de 26 quilômetros quadrados é tão escassa que Tuvalu não abriga emissoras de TV - a classe média adotou antenas parabólicas para captar o sinal de nações (nem tão) próximas. Tradição também não é o ponto forte do arquipélago: há apenas 33 anos ele saiu debaixo das asas do Reino Unido, conquistando o direito de formar um governo próprio.

Dois anos atrás, Tuvalu deixou ativistas e líderes internacionais boquiabertos com seu desempenho na Conferência do Clima de Copenhague. Era um anão com voz de tenor, ameaçando bloquear negociações se Estados Unidos, Europa e países em desenvolvimento não se comprometessem com medidas que limitassem o aumento da temperatura global em 2 graus Celsius - mais do que isso seria uma sentença de morte às nações insulares, engolidas por oceanos reforçados com o derretimento de geleiras.

Tuvalu fez o mundo perceber, primeiro, que havia um país chamado Tuvalu; segundo, que seu cenário, típico de papel de parede de computador, já é vítima de uma natureza cada vez mais revoltada.

Em boa parte do planeta, aquecimento global e mudanças climáticas $são termos relegados a fóruns; em Funafuti, que concentra mais de metade dos tuvaluanos, eles integram a pauta diária - mesmo que Tuvalu sequer tenha jornal diário. Aguarda-se ansiosamente a chegada de novas usinas para conversão da água do Pacífico em algo aproveitável no cotidiano. O Ministério do Interior, porém, não sabe quantos, ou quando, ou de onde esses equipamentos poderiam chegar.

Pusinelli Laafai é secretário-geral da pasta e diretor do Comitê Nacional de Desastres — uma espécie de Defesa Civil. O órgão surgiu nos anos 70, quando o arquipélago era assolado por ciclones. Até o fim do século passado, estes eventos climáticos, em combinação com as enchentes, eram a maior preocupação de Laafai.

- Mas, nos últimos dez anos, mudou tudo. Agora é a temporada de secas que nos deixa apreensivos - revelou, por telefone, ao GLOBO. - Chegamos a ficar seis meses, de novembro até abril, sem ter uma chuva substancial. E nossa vulnerabilidade, já conhecida no mundo inteiro, só tende a aumentar.

Laafai e seus comandados trabalham de mãos dadas com a representação tuvaluana da Cruz Vermelha, anfitriã da água trazida por soldados da Nova Zelândia e de outros doadores - até o Reino Unido, ex-detentor do território, recebeu pedidos de ajuda. Aos esforços diplomáticos, Tataua Pese, diretor nacional da entidade, conjuga outro trabalho: conversar com dezenas de compatriotas que o procuram para saber quantas vezes a estiagem pode se repetir.

- Tento não influenciar na decisão dessas famílias; digo a elas qual é o prognóstico para nosso arquipélago e, a partir daí, cabe a elas decidir o que fazer. Quando termino de falar, a maioria resolve deixar o país - explicou, resignado.

Da decisão às malas prontas, porém, é uma longa distância. Austrália e Nova Zelândia, destinos preferidos pela maioria dos tuvaluanos, ainda exigem visto dos polinésios. À burocracia, junta-se a falta de renda para reiniciar a $em terra estrangeira. Quase metade da população compõe o quadro de funcionários de governo; outros tantos vivem da pesca - uma atividade longe de ser enriquecedora - e da mesada de parentes que já estão no exterior, muitos deles marinheiros.

A falta de dinheiro é reflexo de um governo que, também, não tem muito de onde tirar recursos. O turismo, que parece uma atividade econômica óbvia para aquele cenário, é prejudicado pela sua distância de tudo e todos. Menos de mil estrangeiros por ano atravessam os cerca de 4 mil quilômetros que separam Austrália e Nova Zelândia de Funafuti. Não há recursos minerais, e quase toda a agricultura é de subsistência. Um fundo internacional, destinado especialmente ao país e nutrido pela Commonwealth, é o responsável por manter as contas em dia. Fechando os cofres, há, também, o aluguel do domínio de internet “.tv” para uma penca de emissoras mundo afora.

Diretora do Programa de Refugiados Internacionais e de Leis de Imigração da Universidade de New South Wales, na Austrália, Jane McAdam conhece de perto a realidade de Tuvalu. Para ela, o país deveria investir em diversos fronts a fim de garantir uma existência sustentável.

- Primeiro, muitos habitantes não querem deixar suas casas, então prover fundos para adaptação para as mudanças climáticas continua sendo muito importante - destacou. - Segundo, várias ilhas do Pacífico têm acordos de migração com países como Austrália e Nova Zelândia, o que permitiria que um maior número de pessoas migrasse ao longo do tempo. Isso aliviaria a pressão criada pela superlotação, desemprego e recursos limitados. Assim, aqueles que querem ficar nas ilhas o fariam por mais tempo.

Os tuvaluanos entrevistados por Jane para suas pesquisas rejeitam o rótulo de “refugiados do clima”:

- Eles não querem ser vistos como vítimas desamparadas, mas como membros valorosos de uma comunidade. São imigrantes com dignidade.

Segundo ela, a legislação internacional para refugiados ou para apátridas não se aplica facilmente em um contexto como Tuvalu. Não há, então, “uma solução pronta para este problema”. O país segue em busca de respostas - com a população de garganta seca e encurralada pelo oceano crescente.

oglobo.globo.com | 23-11-2011
O ministro da Defesa do Reino Unido, Liam Fox, renunciou ao cargo nesta sexta feira após vários dias de controvérsia devido à revelação de que tinha um amigo trabalhando como seu assessor de maneira extraoficial, informou o governo britânico.
noticias.terra.com.br | 14-10-2011
O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair viajou duas vezes à Líbia para se reunir com Muammar Gaddafi, após deixar o poder, e pouco antes da libertação há dois anos do autor do atentado de Lockerbie, assegura neste domingo o "Sunday Telegraph". Documentos secretos achados em Trípoli demonstram que Blair voou no jato particular de Gaddafi, em junho de 2008 e abril de 2009, para manter reuniões privadas com o ditador, segundo o diário conservador. As viagens do ex-chefe de governo trabalhista teriam acontecido quando a Líbia ameaçava com represálias comerciais caso o governo escocês não libertasse Abdelbaset al Megrahi, condenado pelo atentado contra um avião de Pan Am que explodiu sobre Lockerbie em dezembro de 1988, causando 270 mortes. Leia mais (18/09/2011 - 06h05)
redir.folha.com.br | 18-09-2011
Um número crescente de acadêmicos acredita que a transformação ecológica iniciada pelas viagens de Colombo foi um dos eventos que marcaram o mundo moderno. Por que a Europa atingiu a predominância? Por que a China, antes a sociedade mais rica e mais avançada do planeta, caiu de joelhos? Por que a escravidão ocorreu nas Américas? Por que foi o Reino Unido que lançou a Revolução Industrial? Todas essas questões estão atadas de forma crucial ao Intercâmbio de Colombo.
online.wsj.com | 12-08-2011
A violência em Inglaterra começa a ter um impacto negativo no turismo. O setor emprega três milhões de pessoas direta e indiretamente e gera…
pt.euronews.net | 11-08-2011
A ministra de Turismo do México, Gloria Guevara Manzo, que esteve em São Paulo nesta semana em visita oficial, enfatizou que o destino quer subir da 10ª posição no ranking dos países que mais recebem turistas no mundo para figurar entre os cinco mais visitados. Para isso no entanto, teria que ultrapassar Itália, Reino Unido, Turquia, Alemanha e Malásia --listados na ordem de maiores receptores--, segundo estatística referente a 2009 da Organização Mundial do Turismo (OMT). Os quatro primeiros campeões são França, Estados Unidos, Espanha e China, que receberam entre 74,2 milhões e 50,9 milhões de turistas. Sebastiãoo Moreira - 15.jun.2011/Efe Ministra de Turismo do México, Gloria Guevara Manzo (centro), durante visita de promoção oficial a São Paulo Leia mais (18/06/2011 - 08h00)
redir.folha.com.br | 18-06-2011
A ideia de que o casamento real poderá fortalecer a combalida economia do Reino Unido não passa de conto de fadas. O estímulo trazido pelo aquecimento do turismo e do comércio e a confiança criada pelo sentimento de orgulho nacional terão efeito apenas no curto prazo. Ainda assim, esse impacto

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